Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Internacional – Pirataria no Golfo da Guiné aumenta

A Baltic and International Maritime Council (BIMCO) pede o apoio naval internacional para o combate à crescente pirataria na África Ocidental

O apelo do organismo internacional surge no seguimento do relatório do Bureau Marítimo Internacional (BMI) da Câmara Internacional de Comércio que dá conta que os ataques de pirataria voltaram a aumentar em 2018, após três anos de descidas.

A África Ocidental foi a região com a maior subida de ocorrências. O documento coloca o Golfo da Guiné como uma área cada vez mais perigosa para as tripulações.

Com base nesta realidade, o chefe de segurança marítima na BIMCO, Jakob Larsen, referiu que o apoio naval internacional para combater a pirataria na região tem de ser enviado o quanto antes.

“Para ser sincero, a menos que vejamos apoio naval internacional e cooperação estreita entre as marinhas internacionais e as polícias locais, duvido que vejamos os números diminuírem de maneira significativa”, afirmou Larsen em comunicado.

“Está a haver um reforço significativo das capacidades na região e as forças navais estão a receber formação, mas todas essas iniciativas visam o longo prazo e não resolvem o problema no momento. Portanto, precisamos intensificar o esforço. Só então poderemos virar a maré da pirataria na região”, acrescentou o mesmo responsável da BIMCO.

Jakob Larsen acredita ser necessário combinar a capacitação da forças locais com mais recursos marítimos e aéreos para ser possível alcançar uma aplicação local da lei mais robusta. O executivo da BIMCO admite, porém, que qualquer operação pode ser complicada do ponto de vista político. Não será fácil conseguir que todos os estados costeiros da África Ocidental concordem com a opção naval. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 14 de julho de 2018

Gana - ENI começou a exploração offshore de gás

A ENI começou a exploração offshore e gás, com o apoio do Banco Mundial. Uma produção destinada ao consumo interno e que poderá auxiliar o país, segundo a empresa



A ENI, companhia petrolífera italiana com interesses em Portugal, obteve licença de exploração offshore para a produção de gás no Gana, na África ocidental, e há dias deu início à produção no campo de Sankofa, sob o projecto integrado Offshore Cape Three Points (OCTP).

Este é o único projecto de gás em águas profundas não associado da África sub-saariana totalmente destinado ao consumo interno, que garantirá ao Gana fornecimentos de gás estáveis (180 milhões de pés cúbicos standard por dia durante 15 anos).

O projecto, desenvolvido também com o apoio do Banco Mundial, pode ajudar o Gana a mudar o seu paradigma energético, trocando a energia movida a petróleo para uma fonte de energia mais limpa, contribuindo para o seu desenvolvimento tanto económico e sustentável. E será suficiente para converter em gás, metade da energia do Gana.

Este parque será iniciado a partir de dois dos quatro poços submarinos de águas profundas ligados ao navio flutuante de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO), John Agyekum Kufuor. Sendo que se espera que a produção de petróleo e gás da OCTP atinja os 85 mil barris por dia.

“O OCTP alia criação de valor com sustentabilidade social e ambiental. O gás do OCTP irá contribuir para a estabilidade do Gana em termos de energia, que é um pré-requisito para o crescimento industrial e económico do país, e ao mesmo tempo auxilia nas questões de sustentabilidade”, referiu o CEO da ENI, Claudio Descalzi. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Internacional - Pirataria ameaça rotas marítimas no Golfo da Guiné

Um relatório da organização International Maritime Bureau descreve as águas ao longo da costa nigeriana como extramente perigosas. Reforço de segurança das embarcações implica custos extra para empresas de transporte



De acordo com o relatório do International Maritime Bureau (IMB), a Nigéria já registou 22 incidentes nos só nos primeiros três meses do ano. Dos 11 navios que foram atacados, oito estavam a cerca de 40 milhas náuticas da costa nigeriana, incluindo um petroleiro com a capacidade de 300 mil toneladas métricas. Em 2017, a organização já tinha registado cerca de 20 ataques a embarcações na mesma área.

Kabeer Adamu é um analista de segurança, presidente de uma firma de consultadoria na Nigéria. Concorda com o relatório que diz que a pirataria no Golfo da Guiné é um grande problema. O analista considera que a monitorização do International Maritime Bureau tem um papel importante, pois se não se conhecesse a realidade, seria um "problema ainda maior".

"Do ponto de vista da segurança, é um desafio. Tudo isto traduz-se em custos adicionais para o transporte, devido ao valor que se tem de pagar para ter mais segurança", explica Adamu.

De acordo com o IMB, os ataques no Golfo da Guiné têm como alvo vários tipos de navios. Já houve tripulações reféns tanto em navios de pesca, como petroleiros. A organização diz estar a trabalhar com as autoridades nacionais e regionais no Golfo da Guiné para dar apoio e coordenar ações anti-pirataria.

"Sei que a marinha nigeriana já fez umas quatro operações na região, algumas delas na Nigéria, outras por todo o Golfo da Guiné. Já adquiriram novos meios, incluindo barcos com armamento", explicou o analista à DW.

Adamu acrescentou que também foram criados postos de controlo. Qualquer embarcação que deixe a Nigéria tem de passar por lá para verificar se tudo está de acordo com os regulamentos em vigor.

Desemprego pode ser causa do aumento de ataques

Um dos principais objetivos da pirataria é obter dinheiro, como explicou um antigo pirata à DW. Um ataque pode ser bastante lucrativo para os criminosos.

"Participei nuns 15 ataques. Um resgate, dependendo do tipo de barco, pode variar entre 400 mil euros e 2 milhões de euros", contou o ex-pirata à DW.

Para Femi Adesin, conselheiro especial para os media e publicidade do Presidente nigeriano Muhammadu Buhari por trás deste aumento dos ataques está o desemprego que afeta aquela região. A pirataria é vista como um recurso para a população.

 "Quando as pessoas veem que não há nada de onde possam tirar benefício, sentem que têm de se desenrascar e acabam por causar problemas a atividades económicas que estão a trazer dinheiro para o país", afirma Adesin.

Com a ameaça, empresas de transporte que operem na região e queiram usar terão de investir significativamente mais em segurança.

Entre março e abril deste ano vários países participaram num exercício aeoronaval no Golfo da Guiné, no âmbito do combate à pirataria e narcotráfico. Entre os participantes estiveram também Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe. In “DW” - Alemanha

quarta-feira, 7 de março de 2018

Portugal – Navios da marinha portuguesa chegaram a Cabo Verde

A fragata da Marinha Portuguesa NRP Álvares Cabral e o reabastecedor de esquadra NRP Bérrio estão a realizar, entre o dia 05 e o dia 16 de março, uma missão na República de Cabo Verde em apoio à Cooperação Técnico-Militar nacional através da partilha de conhecimento, experiência e capacidades com as Forças Armadas cabo-verdianas, e em particular com a sua Guarda Costeira com quem serão realizadas ações de patrulha e fiscalização conjuntas nas águas de jurisdição deste país, à luz dos acordos estabelecidos entre os dois Estados.

Nesse âmbito, a fragata Álvares Cabral estará atracada no porto da Praia, de 05 a 08 de março, e no porto do Mindelo, de 14 a 16 de março, enquanto o NRP Bérrio estará no porto de Mindelo, de 06 a 12 de março. Durante as vistas dos dois navios portugueses à Republica de Cabo Verde, serão realizadas diversas atividades de cooperação com as Forças Armadas e a Guarda Costeira de Cabo Verde, entre as quais se destacam ações de formação, treino conjunto e demonstração de capacidades no âmbito do apoio humanitário em caso de catástrofe.



De igual modo, na vertente da ação social, serão levadas a cabo várias ações de cariz social promovidas pela Marinha Portuguesa e por diversas associações, entre as quais se destacam a Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento (RCID), a qual disponibilizou vários bens hospitalares, de construção e cariz social para ao Município da Praia.

Importa referir o transporte e entrega de livros por parte da fragata Álvares Cabral a bibliotecas locais, cedidos pela Biblioteca Nacional de Portugal, pelo instituto Camões, à sua congénere local, pela Biblioteca Municipal de Condeixa-a-Nova ao centro cultural português na Cidade da Praia, e ainda pelo Agrupamento escolar João Villaret, o qual faz parte da Rede de Escolas Associadas da UNESCO, e que angariou livros com o objetivo de enriquecer a biblioteca escolar da Escola SOS Praia.

A visita de ambos os navios portugueses a Cabo Verde, insere-se no âmbito da missão Iniciativa Mar Aberto que tem como principal objetivo contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné em matéria de segurança marítima e combate às atividades ilícitas no mar. In “Marinha Portuguesa” - Portugal

sábado, 3 de março de 2018

Costa do Marfim – Acordo de cooperação com Portugal no combate à pirataria no Golfo da Guiné

O acordo foi alcançado numa reunião entre os ministros da Defesa de ambos os países, em Abidjan, capital da Costa do Marfim



Portugal e a Costa do Marfim estabeleceram um acordo que prevê a cooperação entre os dois países no combate à pirataria no Golfo da Guiné, ao terrorismo e à criminalidade transnacional. O acordo foi alcançado num encontro recente em Abidjan, na Costa do Marfim, que reuniu o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e Hamed Bakayoko, o ministro da Defesa costa-marfinense.

De acordo com o Ministério da Defesa, os dois governantes debateram ainda “as oportunidades de cooperação, incluindo a negociação de um Acordo de Defesa, a partilha de experiências, a formação e a realização de exercícios conjuntos”, bem como “a possibilidade de aquisição de capacidades militares por parte da Costa do Marfim”.

A fragata portuguesa Álvares Cabral esteve na Costa do Marfim “para desenvolver acções de treino e de cooperação com a Marinha deste país, promovendo a cooperação e interoperabilidade com forças congéneres”, segundo informa a Marinha.

A visita da fragata portuguesa inseriu-se no âmbito “da missão Iniciativa Mar Aberto, que tem como principal objectivo contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, esclarece a Marinha. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Portugal - Fragata Álvares Cabral em missão no Golfo da Guiné

A fragata Álvares Cabral partiu de Lisboa para uma missão de dois meses no Golfo da Guiné, no âmbito do contributo de Portugal para o “esforço internacional de capacitação dos países” da região “em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, refere a Marinha.


Em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe (onde já se encontram o navio reabastecedor Bérrio e o navio patrulha Zaire), a Álvares Cabral vai apoiar “os projectos em curso de cooperação técnico-militar, onde fará acções de vigilância e patrulha conjuntas nas águas de jurisdição daqueles países”, no âmbito dos acordos que mantêm com Portugal.

Durante a permanência na região, o navio participará também na «OBANGAME EXPRESS», uma iniciativa do United States Naval Forces Europe-Africa / United States 6th Fleet destinada a “estimular e incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo, assim como a interoperabilidade entre todas as forças e unidades navais”, conforme explica a Marinha.

A fragata participará igualmente “no exercício «ALCANTARA 18», organizado em conjunto entres as Marinhas Portuguesa e do Reino de Marrocos, que decorrerá em águas territoriais marroquinas, com o objectivo de promover a interoperabilidade através do treino operacional naval e anfíbio”, esclarece a Marinha.

A Marinha também informa que durante a missão continuará a testar “o novo modelo de emprego operacional de fragatas com o embarque de uma força de 53 fuzileiros, reforçando a sua capacidade expedicionária na perspectiva de operações de resposta a crise, tais como são o caso da evacuação de cidadãos não combatentes, apoio humanitário e de resposta a catástrofes”. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Portugal – Patrulha da marinha partiu para o Golfo da Guiné

A cerimónia da largada do navio patrulha “Zaire” e do reabastecedor “Bérrio”, para uma missão de capacitação marítima da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe decorreu no passado dia 3 de Janeiro, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.



Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe

Os dois navios navegarão para o Golfo da Guiné com a missão de promover o projecto de capacitação da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe e de cooperação técnico-militar com os países amigos da região, potenciando, em especial, iniciativas percursoras para o desenvolvimento de capacidades de defesa e segurança marítima no Golfo da Guiné.

Em comunicado, a Marinha explica que a duração da missão está prevista ser de 1 ano para o patrulha “Zaire” e de três meses para o navio reabastecedor “Bérrio”. João Borges – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Internacional – Pirataria nos primeiros nove meses deste ano diminuiu face ao homólogo do ano anterior

O número de casos de pirataria marítima entre Janeiro e Setembro (inclusive) diminuiu face ao período homólogo do ano anterior, segundo um relatório da IMB, mas determinadas zonas permanecem inseguras, como o Golfo da Guiné



Nos primeiros nove meses deste ano, ocorreram 121 incidentes de pirataria e assalto à mão armada contra navios, segundo o International Maritime Bureau (IMB) da International Chamber of Commerce (ICC). No total, 92 navios foram abordados, 13 foram alvo de tiros, 11 foram objecto de tentativas de ataque e cinco foram sequestrados.

De acordo com o relatório do IMB, os números da pirataria são menores do que no mesmo período de 2016, mas permanecem preocupações sobre ataque no Golfo da Guiné e Sudeste Asiático. Além disso, aumentaram os ataques ao largo da Venezuela e outro tipo de incidentes ao largo da Líbia (incluindo uma tentativa de abordagem no último trimestre).

No caso da Venezuela, cuja situação político-social permanece conturbada, ocorreram 11 incidentes ao longo deste período, contra três no mesmo período de 2016. Segundo o IMB, todos os navios envolvidos foram abordados com êxito por assaltantes armados e maioritariamente na ancoragem. Quatro tripulantes foram feitos reféns.

No último trimestre, segundo o IMB, não se registaram incidentes numa área tradicionalmente perigosa, como é a costa da Somália. Apesar disso, os incidentes verificados no primeiro semestre sugerem que os piratas da região mantêm capacidade para atacar navios mercantes longe das águas costeiras.

A Nigéria permanece uma zona perigosa e os números registados podem mesmo não corresponder à realidade por falta de relatos de ocorrências. Neste nove meses, foram relatados 20 incidentes na zona contra navios de todos os tipos, tendo sido usadas armas em 18 casos e raptados 39 de um total de 49 tripulantes em sete casos. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Internacional - Novo ataque de pirataria no Golfo da Guiné

Segundo notícia veiculada pelos meios de comunicação marroquinos, piratas nigerianos terão assaltado o navio de carga geral, o Oya 1, no Golfo da Guiné, na noite do passado dia 29 de Julho, raptando dois oficiais marroquinos e três outros membros da tripulação.

Embora os pormenores sobre este novo incidente sejam escassos, o Centro de Informação sobre Pirataria da ICC IMB confirmou que a Marinha da Nigéria respondeu a um ataque a um navio de carga geral, ocorrido na noite do dia 29 de Julho passado a 15 mn a Sudoeste da Ilha Bonny.

Sabe-se também que a Marinha da Nigéria rebocou a embarcação e abriu uma investigação, mas pouco mais se sabe além da confirmação por parte da IMB de relatos do desaparecimento de alguns membros da tripulação.

Apesar dos esforços da Marinha Nigeriana em por cobro aos sucessivos ataques de pirataria no Golfo da Guiné, conseguindo mesmo reduzir em cerca de 90%, entre Janeiro e Junho do corrente ano, o número de casos de pirataria bem sucedidos em relação a igual período do ano anterior, o facto também é que, até à data, o número de sequestros verificados no corrente ano já se cifra em 31 marítimos, entre oficiais e respectivas tripulações. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Portugal – NRP Figueira da Foz em missão de cooperação no Golfe da Guiné

O navio patrulha oceânico Figueira da Foz largou ontem, dia 5 de maio de 2015, do porto de Lisboa em direção ao Golfo da Guiné e costa ocidental africana, dando inicio a uma missão no âmbito da cooperação técnico-militar com países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com vista ao estreitamento das relações bilaterais com as respetivas Marinhas.

No decorrer da missão, que se prolongará até ao próximo dia 1 de julho, o navio da Marinha Portuguesa irá navegar cerca de 10 000 milhas náuticas visitando, pela primeira vez, países amigos como São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Durante a permanência nos referidos países, o navio desenvolverá ações no quadro dos acordos de cooperação bilateral em matérias tão diversas como a vigilância, fiscalização e segurança marítima, bem como outras ações de apoio no âmbito da política externa do Estado português.

O Navio da República Portuguesa (NRP) Figueira da Foz, é o segundo navio da classe Viana do Castelo e tem embarcados 60 militares, incluindo uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica. Portal da Marinha - Portugal

terça-feira, 7 de abril de 2015

Brasil e Portugal planejam apoiar ações de segurança marítima na Guiné

Foto: Thiago Santos
Militares brasileiros manifestaram interesse em apoiar ações de segurança marítima no Golfo da Guiné, na costa ocidental da África, junto com Portugal. O assunto foi debatido durante a V Reunião de Cooperação Estratégica de Defesa entre os dois países, realizada em Brasília (DF) no período de 31/03 a 2/4 de 2015. O evento reuniu civis especialistas em defesa e integrantes das Forças Armadas.

De acordo com o vice-chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa, almirante José Carlos Mathias, a região é estratégica para ambas nações. “Com esse encontro, ficou clara a posição brasileira e portuguesa acerca do tema”, disse. Futuramente, os dois países devem realizar atividades conjuntas para combater, sobretudo, a pirataria no Golfo da Guiné.

Também foram debatidos temas como a Política Nacional de Defesa, Indústria de Defesa, Saúde Militar e Ensino Superior Militar. O objetivo principal da reunião foi estreitar a parceria já existente luso-brasileira no setor.


Foto:Thiago Santos
Chefe da delegação portuguesa, o diretor-geral de Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, destacou os laços históricos que seu Estado mantém com o Brasil. E afirmou que compromissos bilaterais são importantes para aumentar a confiança e o diálogo a nível político. “Em algumas áreas encontramos espaço para desenvolver mais cooperação”, salientou.
 
Sobre isto, o almirante Mathias defendeu maior interação entre as duas nações, afim de continuar expandindo e fortalecendo o intercâmbio mútuo. E completou dizendo que a aproximação deve acontecer “quer no plano bilateral, quer em nível multilateral no âmbito da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa)”.

A próxima Reunião de Cooperação Estratégica de Defesa Brasil-Portugal acontece, em data a ser definida, na nação europeia. Segundo os coordenadores do evento, a expectativa é de serem feitos diálogos anuais. In “Defesa Aérea e Naval” - Brasil

sexta-feira, 13 de março de 2015

Portugal - Reforço da presença militar no Golfo da Guiné

Portugal vai enviar um Navio de Patrulha Oceânico (NPO) para o Golfo da Guiné, que se vai juntar à fragata Bartolomeu Dias que zarpou para a região no final do mês de Fevereiro. A proposta recebeu esta quinta-feira, 12 de março de 2015, parecer favorável do Conselho Superior de Defesa e assume particular relevância dado o âmbito da missão.

Tal como a Bartolomeu Dias, o navio patrulha vai participar nos exercícios militares que a Marinha dos EUA tem promovido em África com a participação de forças de países europeus e de países africanos. Está prevista para Abril a partida deste navio. O Estado Maior das Forças Armadas descreveu como objectivo principal destes exercícios o “fortalecimento de parcerias marítimas globais através de actividades de formação e de colaboração para melhoraria da segurança marítima nas regiões do Golfo da Guiné e da costa ocidental africana”.

Actualmente, estão empenhados nesses exercícios 172 militares portugueses, que fazem parte da guarnição da fragata. Com a chegada do navio patrulha, o efectivo português nesses exercícios atingirá os 210 militares.

Há algumas semanas, o embaixador norte-americano em Portugal, Robert Sherman, defendeu a criação em Lisboa de um Centro de Segurança Marítima “com liderança portuguesa” por entender que “os portugueses têm mais conhecimento técnico nessa área que nós”. O Golfo da Guiné tornou-se uma preocupação para o Ocidente quando a instabilidade regional juntou casos de pirataria aos problemas relacionados com o tráfico de drogas e o crime organizado.

Mas o reforço da presença militar portuguesa em África não se esgota nos meios da Marinha. O conselho Superior deu também o seu aval ao envio de oito militares para a missão da União Europeia na República Centro-Africana. Actualmente, Portugal tem 50 militares e um avião de transporte C-295 no Mali, no âmbito de uma missão das Nações Unidas. A que há a acrescentar outros nove que fazem parte da missão de treino militar promovida pela União Europeia.

A República Centro-Africana é palco de violências interreligiosas desde que o presidente François Bozizé foi afastado do poder, em Março de 2013, por uma coligação predominantemente muçulmana, a Séléka. A reunião avaliou também a "situação das Forças Nacionais actualmente destacadas em diversos países da Europa, Médio Oriente e África, cumprindo missões de apoio à paz e de carácter humanitário, no âmbito da União Europeia, da ONU e da Aliança Atlântica". In “Defesanet” - Brasil

quinta-feira, 5 de junho de 2014

CPLP e o Golfo da Guiné

Seis meses após o Blogue “Baía da Lusofonia” alertar para a necessidade dos países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), através dos textos Golfe da Guiné e Pirataria no golfe, tomarem uma posição conjunta de defesa do mar do golfe da Guiné e das regiões circundantes, face ao avolumar de actos de pirataria, mas também no combate à pesca ilegal, ao tráfego de drogas, ao contrabando de armas e principalmente, numa área tão vasta como o oceano Atlântico, o despejo de resíduos tóxicos, vem o Ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, anunciar que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está a estudar a possibilidade de se realizarem operações de combate à pirataria no Golfo da Guiné, depois de participar num encontro entre ministros da defesa da Organização.

"Para o caso da pirataria marítima já há algumas acções conjuntas concretas, nomeadamente a formação de forças para fazerem patrulhamento conjunto no Golfo da Guiné, mas é assim mesmo que se começa" afirmou o Ministro angolano.

É necessário, conforme o “Baía da Lusofonia” já várias vezes referiu, acrescentar às actividades culturais e sociais da CPLP, actividades económicas em que o “Mar” comum a todos os estados membros tem um papel preponderante e acreditamos que a próxima presidência de Timor-Leste estará atenta a esta realidade.

É essencial criar uma auto-estrada marítima para os navios-tanque e para os porta-contentores classe “E” que navegam entre o mercado europeu e asiático e, Portugal, Brasil e Cabo Verde a norte e São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Angola e Namíbia a sul, poderão ser os países reguladores e controladores do tráfego no Atlântico, coordenados pela CPLP, pois isoladamente cada país não consegue assegurar as rotas marítimas. Baía da Lusofonia

domingo, 29 de dezembro de 2013

Pirataria no golfo

Depois da Guiné Equatorial, o primeiro país da região do Golfo da Guiné, a preparar a marinha para o combate à pirataria marítima que tem aumentado na região, cabe agora a Angola preocupar-se com as ameaças reais às plataformas petrolíferas, ao tráfego comercial, às capturas ilegais de pescado e o mais preocupante, o despejo de resíduos tóxicos nas águas próximas da sua costa marítima.

Barra do rio Dande
Para tal, Angola vai construir um complexo portuário que contempla, um porto comercial para descongestionar o porto de Luanda, um estaleiro e uma base naval na barra do Dande, província do Bengo, que dista cerca de 50 quilómetros a norte da capital.

Angola tem em carteira a compra de vários navios de guerra e segundo o sítio brasileiro Defesa Aérea e Naval que passamos a citar: “Ao que tudo indica, a Angola fechou a compra do porta-aviões Príncipe de Asturias com o Governo espanhol, e ainda se comprometeu em adquirir navios patrulhas que também deram baixa da Armada espanhola (P-27 Ízaro, P-61 Chilreu, F-32 Diana) e o navio de desembarque de carros de combate L-42 Pizarro (ex-USS Harlan County LST-1196). A venda se concretizou após a visita de uma delegação composta por almirantes angolanos, que foram conhecer o estado em que se encontra o navio. Esta mesma delegação foi recepcionada pela Navantia, com o objectivo de apresentar como e onde seriam feitas as adaptações e a modernização do porta-aviões.”

Príncipe de Asturias
O porta-aviões Príncipe de Asturias encontrava-se ao serviço da armada espanhola desde 30 de Maio de 1988 onde esteve em missão durante 24 anos. Tem a capacidade para transportar 29 aeronaves. 

Conforme afirmámos no texto Golfo da Guiné o problema da pirataria marítima obriga a uma intervenção conjunta de diversos países que tenham como objectivo comum, em primeiro lugar, a preservação do mar e depois o combate a todos os actos que decorrem de actividades ilegais. Esse conjunto de países, devido à sua especificidade, podem através da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), iniciar uma fiscalização preventiva sobre as águas territoriais e adjacentes em águas internacionais, dando um novo e oportuno sentido a esta Organização.

Contudo, é necessário uma frota composta de navios com alguma agilidade, rápidos, de fácil manutenção (custos de pessoal e material), com possibilidade de intervenção aérea, principalmente de helicópteros, de poucos mas eficientes efectivos, tudo aquilo que não se espera do porta-aviões Príncipe de Asturias. Baía da Lusofonia

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Golfo da Guiné

A Paramount Group a maior empresa privada de segurança e defesa a trabalhar em África, estima que durante o ano de 2013, tenha ocorrido um acto de pirataria por dia no Golfo da Guiné, em áreas tão distintas como o transporte de crude e gás, o tráfico de drogas, contrabando de armas, despejo de resíduos tóxicos, abastecimento ilegal ou pesca ilegal.

A empresa prevê que os números dupliquem para 2014, principalmente devido ao desvio deste tipo de actividades do oceano Índico para o Atlântico, mais principalmente para o Golfo da Guiné, onde também têm aumentado os movimentos de terrorismo e de tráfego humano.

Países como a Namíbia, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Cabo Verde e Guiné Bissau estão no centro deste problema, que pode causar danos irreparáveis e irreversíveis, se não forem tomadas posições conjuntas para debelar a actividade da pirataria.

Uma das situações mais graves, o despejo de resíduos tóxicos que já minou as águas da Somália e que tem levado ao aumento de casos de cancro nos países desenvolvidos devido ao consumo de peixe contaminado, obriga que estes países comecem rapidamente a realizar reuniões concertadas para debelar tais situações e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), pode vir a ser a organização que mais depressa pode dar a resposta adequada, com países como Brasil, Portugal e Moçambique, com vastas áreas marítimas, a terem também de se preocupar com esta nova realidade no Atlântico. Acrescente-se às boas intenções de actividades culturais e sociais, situações económicas concretas, como o desígnio “Mar” comum a todos os países da CPLP, países associados ou que se pretendem associar. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Consolidação

“No actual grau de desenvolvimento e com a sua dependência em relação ao exterior, a imagem de São Tomé e Príncipe é um “bem” que temos de saber exportar e que está permanentemente ao nosso alcance potenciar. Temos uma localização excepcional numa zona geoestratégica que é o Golfo da Guiné cuja importância é cada vez maior e com um mercado, ao nosso alcance, de 300 milhões de pessoas. Temos um regime estabilizado e amadurecido. Somos um povo pacífico e que sabe receber quem nos visita.

Temos condições naturais únicas que nos permitem ser conhecidos como as ilhas maravilhosas. Temos uma coesão social digna de registo apesar das desigualdades que ainda persistem. Temos baixos índices de criminalidade violenta. Temos uma taxa de alfabetização e de escolarização básica que nos coloca nos primeiros lugares no ranking do continente Africano.

Fizemos progressos notórios no domínio da saúde, como por exemplo no combate ao paludismo e na redução da taxa de mortalidade infantil, onde estamos entre os 20 primeiros de África e no âmbito da CPLP só temos à nossa frente Portugal e o Brasil.” Pinto da Costa – São Tomé e Príncipe