Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra promove seminário sobre eficiência energética nas PMEs

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai realizar, no próximo dia 1 de julho, o seminário “Eficiência Energética nas PMEs – E se contarmos os benefícios não energéticos?”. A iniciativa decorre entre as 14h00 e as 18h00, na sede da Ordem dos Engenheiros da Região Centro.


Num contexto de transição energética acelerada e crescente pressão para a descarbonização, a indústria enfrenta enormes desafios (pressão para reduzir emissões, custos energéticos elevados, requisitos regulamentares, etc.), mas também está perante oportunidades ímpares que lhe permitem conciliar competitividade e sustentabilidade.

Este encontro pretende promover o intercâmbio de conhecimento, partilha de ferramentas e auscultação das partes interessadas em prol da integração de tecnologias energeticamente eficientes e inteligentes na indústria. Pretende, também, apresentar a ferramenta desenvolvida pelo projeto KNOWnNEBs, que permite a integração da avaliação dos benefícios não energéticos na análise dos investimentos em eficiência energética, respeitando as normas existentes.

No seminário serão abordadas temáticas como “Regulamentação e desafios na implementação de projetos de eficiência energética”, “Estudo de caso e modelos de financiamento” e “Mesa Redonda: Modelos de financiamento e outros incentivos para reforçar as políticas energéticas em Portugal”.

O KNOWnNEBs é um projeto Life, cofinanciado pela União Europeia, que visa acelerar a adoção de medidas de eficiência energética (EE), aumentando assim os investimentos em EE e ações sustentáveis, centrando-se na principal ferramenta de identificação e avaliação de barreiras à eficiência energética, a auditoria energética. Nesse contexto, o consórcio pretende melhorar as práticas atuais, quantificando o valor dos Benefícios não Energéticos (NEBs) e integrando-o nos cálculos da avaliação de medidas de eficiência energética.

Os interessados em participar no seminário devem inscrever-se aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


sábado, 29 de março de 2025

Angola - Presente no seminário sobre Valor Económico da Língua Portuguesa

A cônsul-geral de Angola no ‎Porto, Portugal, Dulce Gomes, participou, quinta-feira, no Seminário sobre o Valor ‎Económico da Língua Portuguesa, a convite do Instituto do Mundo Lusófono

O objectivo do evento, de acordo com um comunicado de imprensa, foi discutir e aprofundar o valor da língua portuguesa no mercado dos negócios e de como aproveitar este potencial para fazer crescer as relações económicas e as empresas.

‎O encontro sob o tema “O Valor Económico da Língua Portuguesa” contou com importantes oradores com ligações e conhecimento do ‎mundo dos negócios bem como personalidades diplomáticas e entidades políticas.

‎Os prelectores concluíram que as projecções para o final do século apontam que no continente africano se registará o maior aumento de falantes da língua portuguesa, com forte contribuição de Angola e Moçambique, que deverão ter nessa altura, populações superiores a 170 milhões e 130 milhões de pessoas, respectivamente.

‎Na ocasião, a cônsul-geral de Angola no Porto considerou o tema do seminário actual, pelo facto do espaço lusófono comportar uma comunidade de cerca de 280 milhões de falantes do português espalhados pelos quatro continentes.

‎Para a diplomata, os falantes têm a ‎responsabilidade de preservar o português como um património comum nas suas diferentes variantes, falado em Angola, Brasil, Cabo Verde, ‎Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, facto ‎que constitui uma riqueza para a lusofonia. In “Jornal de Angola” - Angola ‎


quarta-feira, 12 de março de 2025

Macau - Potencial da língua portuguesa no mundo contemporâneo em discussão na Fundação Rui Cunha

A Fundação Rui Cunha apresenta na próxima segunda-feira, dia 17 de Março, às 18:30, um seminário em português intitulado “O potencial da língua portuguesa no mundo contemporâneo”, no âmbito do ciclo Rota de Ideias. A entrada é livre.



De acordo com a AEIMCP (Associação de Empreendedorismo e Inovação Macau – China e Países de Língua Portuguesa), a sessão irá debruçar-se sobre a importância cultural e geoestratégica da língua portuguesa no contexto global contemporâneo. Recorde-se, a este respeito, que o português é a língua mais falada do hemisfério sul e a terceira língua indo-europeia mais falada do mundo.

Citada em comunicado de imprensa da Fundação Rui Cunha, a associação declara que “a discussão abrangerá os factores históricos que moldaram a expansão da língua portuguesa, a sua influência económica e geoestratégica actual” e “os desafios e oportunidades relacionados com a promoção e o ensino do português à escala global”. Haverá ainda espaço para uma reflexão sobre “as possíveis trajectórias futuras” da língua portuguesa e dos países lusófonos à escola global.

O evento será moderado por Marco Duarte Rizzolio, presidente da AEIMCP e co-fundador do 929 Challenge, um programa de empreendedorismo que visa fomentar a cooperação entre empresas chinesas e lusófonas.

Como oradores convidados, incluem-se o antigo reitor do ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), o professor Luís Reto, e o reitor associado da Faculdade de Negócios da Universidade da Cidade de Macau, o professor José Paulo Esperança.

Em 2016, os professores universitários co-autoraram o livro “Novo Atlas da Língua Portuguesa”, descrito na página electrónica da Imprensa Nacional – Casa da Moeda como “um contributo de excelência para a afirmação do valor e potencial de um património único, numa abordagem multidisciplinar e integradora, espelho de uma realidade multiforme e dinâmica, recriada a todo o espaço e momento por todos os seus falantes”.

A obra propõe-se a analisar a língua portuguesa sobre diferentes prismas, desde o geográfico e demográfico até às personalidades de destaque nos países lusófonos e a forma como a língua é utilizada na Internet. O prefácio foi assinado pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra promove seminário sobre evacuação em cenários de incêndio rural

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai realizar, no dia 24 de janeiro, o seminário “Decisões e Planos de Evacuação em Cenários de Incêndio Rural”, no Departamento de Engenharia Civil (DEC), no Polo II da Universidade de Coimbra. No dia seguinte, 25 de janeiro, terá lugar um exercício de evacuação, na freguesia de Torres do Mondego. 


 

Este seminário tem como objetivo apresentar os resultados e as conclusões alcançadas no projeto “EvacuarFloresta”, que visa contribuir para a definição de um sistema de apoio à decisão que proteja as comunidades em risco e mitigue os desafios associados à evacuação durante incêndios rurais. 

Na sexta-feira, dia 24 de janeiro, a programação da manhã inclui palestras sobre temas como estratégias de evacuação, gestão de riscos em incêndios rurais e o uso de ferramentas de simulação. Durante a tarde, será realizado um curso de formação dedicado ao programa numérico Fire Dynamics Simulator (FDS), ministrado pelo professor Jianping Zhang, da Universidade de Ulster. 

Na manhã de sábado, dia 25 de janeiro, está prevista a realização de um exercício de evacuação em Ribeira da Misarela, na freguesia de Torres do Mondego, em colaboração com a Câmara Municipal de Coimbra, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e da Junta de Freguesia. O exercício contará com a participação da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, da Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra, dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes e da Cruz Vermelha Portuguesa.  

O “EvacuarFloresta” é liderado por Aldina Santiago, professora do DEC e investigadora do Institute for Sustainability and Innovation in Structural Engineering (ISISE), e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Este projeto conta com parceiros como a Escola Nacional de Bombeiros (ENB), o Centro de Inovação e Competências da Floresta (SERQ), o Núcleo de Investigação Científica de Incêndios Florestais (NICIF), o Instituto Jurídico (IJ) e o Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) da UC. 

A participação no evento é gratuita e os participantes receberão um Certificado de Participação. As inscrições estão encerradas.

Para mais informações, contactar através do e-mail evacuarfloresta@uc.pt ou visitar o sítio oficial do projeto. Universidade de Coimbra - Portugal


   


quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Macau - Mostra de vinhos portugueses e chineses junta “Douro Boys” e “Ningxia Girls”

Uma mostra de vinhos de qualidade chineses e portugueses vai decorrer nos próximos dias 10 e 11 no Wynn Palace. O evento, que reúne pela primeira vez os produtores “Douro Boys” e “Ningxia Girls” integra ainda um fórum, duas “masterclasses”, um jantar de gala e uma sessão de degustação



“Mistura Intoxicante de Culturas Vinícolas Únicas” é o título de um evento que visa promover a qualidade, em conjunto, dos vinhos chineses e portugueses, através de uma mostra dos produtores “Douro Boys” e “Ningxia Girls”. A iniciativa terá lugar no Wynn Palace nos próximos dias 10 e 11, sexta-feira e sábado.

Esta colaboração reúne pela primeira vez na história aqueles dois grupos de produção vinícola, com um programa que incluirá também um fórum, “masterclasses”, jantar de gala e degustação a pé.

A Wynn Macau salienta que ao facilitar esta parceria, reforça o seu “papel na ligação entre Macau e Portugal”. A iniciativa desenvolve a cooperação entre as adegas chinesas e portuguesas, ao mesmo tempo que “dá a conhecer o potencial dos vinhos da China a um público mais vasto”.

No fórum, que terá lugar no dia 10, entre as 14:00 e as 15:30 nas Salas Lótus e Tulipa do Wynn Palace, participarão, por parte da “Douro Boys”, José Teles Dias da Silva – proprietário da Niepoort, Tomas Guedes de Almeida Holtreman Roquette, proprietário da Quinta do Crasto, João Roquette Alvares Ribeiro, representante da Quinta do Vallado, Francisco de Olazabal Almeida, proprietário da Quinta do Vale Meão, e Cristiano José Seabra Van Zeller, proprietário da Van Zellers &Co.

Do lado da “Ningxia Girls”, estarão Lily Zhang, proprietária da Fei Tswei, Fang Wang, proprietária da Kanaan Winery, e Jing Zhang, enólogo da Helan Qingxue Winery. O seminário incluirá sessões de perguntas e respostas centradas nas características distintivas de cada região vinícola e nas técnicas de vinificação.

Na primeira “masterclass” de mistura de vinhos de Macau, organizada por representantes de adegas chinesas e portuguesas de renome, agendada para o mesmo dia 10, entre as 16:00 e as 17:30, nas Salas Jasmine e Orchid, os professores discutirão as características das castas misturadas e as técnicas de mistura. Guiarão também os participantes através de uma sessão interactiva para criarem a sua própria mistura única, utilizando selecções chinesas e portuguesas, podendo o seu vinho final personalizado ser oferecido como recordação.

Quanto à outra masterclass, esta de técnicas de vinificação e desenvolvimento, a cargo de David Xing e Tiago Macena, terá por palco as Salas Lótus e Tulipa, no dia 11 de Janeiro, entre as 14:00 e as 15:30. A sessão irá esclarecer a produção de vinho nas regiões de Ningxia e do Douro.

Sendo um dos protagonistas da próxima geração de “Master of Wine” na China e o mais jovem da Ásia a receber este prestigiado título, David Xing não só é um dos principais educadores de vinhos, como também participa regularmente como juiz em concursos internacionais.

Tiago Macena é um dos enólogos mais experientes de Portugal, sendo igualmente “sommelier”, colunista e um dedicado professor de vinhos. Segundo a Wynn, esta “masterclass” marcará a primeira ocasião em que estes dois mestres se juntam e partilham as respectivas técnicas de vinificação.

Fundado há duas décadas, o Douro Boys é um grupo de cinco produtores de vinho do Vale do Douro, Portugal, que inclui a Quinta do Vallado, Niepoort, Quinta do Crasto, Van Zellers &Co. e Quinta do Vale Meão. Já as Ningxia Girls incluem as adegas Fei Tswei, vencedora do prémio de melhor vinho da China nos “Wynn Signature Chinese Wine Awards”, Helan Qingxue Winery e Kanaan Winery.

Também no sábado, nas Salas Jasmine e Orchid, vai realizar-se uma sessão de degustação, entre as 15:30 e as 17:00. A prova de vinhos reunirá cerca de 25 marcas chinesas e portuguesas de topo.

Duas horas depois da degustação, terá lugar um Jantar de Gala, no Grand Theater, onde o chef Tam Kwok Fung, do restaurante “Seasons at Wynn”, premiado com uma estrela Michelin, apresentará uma série de iguarias cantonesas e portuguesas criadas para complementar as variedades de vinhos da Ningxia e do Vale do Douro. O preço de entrada é de 1888 patacas, incluindo harmonização de vinhos. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra dinamiza seminário sobre o Espaço

O Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra (CITEUC) vai dinamizar esta quarta-feira, dia 11 de dezembro, o seminário “Geopolítica do Espaço Sideral”. A sessão terá lugar no Observatório Geofísico e Astronómico (OGA) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC), pelas 16h30.


 

«O Espaço Sideral, Espaço Exterior ou, simplesmente, Espaço, refere-se ao domínio 100km acima do nível médio das águas, embora não haja uma fronteira definida internacionalmente. Atualmente, é reconhecido como domínio operacional por muitos Estados e Organizações, como a NATO, por exemplo», explica Pedro Costa, chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea Portuguesa (FAP) e palestrante do evento.

De acordo com Pedro Costa, «o Espaço Sideral assume uma importância estratégica crescente para os Estados, do ponto de vista das suas economias, mas também no que concerne à capacidade de influenciar na cena internacional. O Espaço representa Poder, o que motiva a edificação de teorias que procuram explicar as ações acometidas pelo Homem neste que é o novo domínio operacional para a Segurança e Defesa».  

Assim, esta sessão tem como objetivo dar a conhecer mais sobre o Espaço Sideral e a sua importância para a sociedade em geral e, em particular, para o domínio da Segurança e Defesa. Pretende-se ainda que esta sessão seja um momento de aproximação entre instituições, permitindo mostrar os recentes desenvolvimentos na Força Aérea Portuguesa em matéria de integração do Espaço na atividade operacional. 

«O seminário “Geopolítica do Espaço Sideral” realçará a importância da ligação entre a Academia e as Forças Armadas em áreas estratégicas, como Aeronáutica, Espaço e Defesa, envolvendo possíveis colaborações a nível de projetos e teses», termina Teresa Seixas, docente na Universidade do Porto e investigadora do CITEUC. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 30 de abril de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra debate políticas e escassez de habitação acessível

O Departamento de Arquitetura (DARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai realizar nos próximos dias 2 e 3 de maio o evento “HABIT.AÇÃO! Seminário sobre Projetos e Políticas do Habitar”, uma discussão sobre o problema da habitação em Portugal.


A iniciativa, organizada em colaboração com a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), está integrada no programa oficial das Comemorações dos 50 anos da Revolução de 25 de abril de 1974 e também nas celebrações dos 35 anos de Arquitetura na UC.

Este seminário conta com a participação de vários arquitetos nacionais e internacionais, que irão analisar as questões da escassez de habitação acessível, mas também apresentar e debater projetos de habitação, projetos académicos e políticas de habitação em Portugal. Haverá espaço para duas conferências sobre experiências de habitação pública na Catalunha e nos Países Baixos.

Mais informações e programa completo aqui. Universidade de Coimbra - Portugal




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra dinamiza seminários sobre desenvolvimentos recentes na área da Engenharia Química

O Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis para a Sustentabilidade (CERES) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a dinamizar uma série de seminários sobre Engenharia Química.

Na sessão do próximo dia 21 de fevereiro, quarta-feira, o Auditório Nobre do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da FCTUC, receberá Carla Pinto, da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), para apresentar o rótulo Ecolabel. Haverá ainda uma mesa-redonda com algumas das empresas detentoras do mesmo. 

Os “CERES Talks” decorrem na terceira semana de cada mês, à quarta-feira, e pretendem criar um ambiente estimulante ao debate e aprendizagem, direcionado a profissionais da indústria, académicos e estudantes interessados nos últimos desenvolvimentos na área da Engenharia Química.

Nestas talks serão abordados temas diversos, desde as últimas inovações em Engenharia Química até às questões emergentes na indústria e investigação. Cada apresentação será conduzida por especialistas que se destacam nas suas respetivas áreas e prometem contribuir significativamente para o avanço do conhecimento científico e tecnológico.

A participação nos “CERES Talks” é gratuita e para informações mais detalhadas pode consulta a página de LinkedIn do centro. Universidade de Coimbra - Portugal



sábado, 28 de outubro de 2023

Portugal - 11ª Edição do Seminário “Desafios do Mar Português”

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera estará representado na 11ª Edição do Seminário “Desafios do Mar Português”, a decorrer a 18 de novembro, no Museu Marítimo de Ílhavo, em Aveiro.


A iniciativa integra-se nas comemorações do "Dia Nacional do Mar", assinalado a 16 de novembro, sendo que desta vez o Seminário terá como mote a exposição temporária “Mar Oceano: Legado de Mário Ruivo”, patente no Museu, e assinalará o 25.º aniversário do Relatório da Comissão Mundial Independente para os Oceanos.

Mário Ruivo é uma figura incontornável das ciências do mar, como biólogo, oceanógrafo e diplomata, e também como defensor de uma relação mais sustentável entre a humanidade e o oceano. Nesta senda, preservando a memória do patrono desta edição, será dado especial ênfase à educação para a ciência e à sensibilização para a proteção marinha e para a estratégia dos oceanos, aproximando, assim, a academia à sociedade civil.

Destacamos a presença do IPMA:

- Painel IV - "Conhecimento do Oceano", com moderação de Telmo Carvalho, Vogal do Conselho Diretivo e com a apresentação "Estratégia do Sistema Global de Observação do Oceano para 2030", por parte do investigador Miguel Piecho-Santos;

- Mesa redonda - "O Oceano... Nosso Futuro - O legado da Comissão Mundial Independente para os Oceanos".

A participação é gratuita. In “IPMA” – Portugal

Programa e inscrições aqui.


terça-feira, 12 de setembro de 2023

Portugal - Seminário discutiu como brasileiros e portugueses podem “aprender a viver juntos” para integrar e investir

“Embora possamos ser países amigos ou países irmãos, ainda assim, continuamos a ser dois países distintos… e não nos conhecemos tão bem quanto julgamos”, afirmou João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral, durante o encerramento do seminário “Brasil em Portugal – Integrar, Investir e Aprender”, que decorreu no dia 7 de setembro, nas instalações da Escola Profissional do Fundão, região Centro de Portugal.


O objetivo desta iniciativa foi discutir a crescente chegada da comunidade brasileira à região e os desafios e oportunidades do novo perfil de migrantes que hoje vivem, estudam e investem em Portugal. Um evento que contou com realização da Casa do Brasil – Terras de Cabral e da Câmara Municipal do Fundão, com chancela da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Ao todo, quatro painéis reuniram especialistas, autoridades, empresários e membros da comunidade brasileira e luso-brasileira.

“Habituado a viver a globalidade para fora, os portugueses devem compreender que a globalização trouxe agora o mundo para dentro de suas fronteiras. Portugal já não é exclusivamente dos portugueses, e, portanto, exige-se deles tolerância, entendimento, cooperação e respeito por quem chega”, comentou Morgado, que destacou, porém, que “por outro lado, os brasileiros também precisam perceber algo muito claro, Portugal não é o Brasil. Portugal possui uma cultura e história diferentes, exigindo uma mente aberta e forte adaptação. Aos brasileiros, exige-se o mesmo que aos portugueses: tolerância, entendimento, cooperação e respeito por quem está”.

“É isso que estamos a aprender, e é um processo essencial para o sucesso da luso-brasilidade em Portugal. (…) Pedagogia é o caminho. Esta aprendizagem de parte a parte é crucial para a verdadeira integração e o sucesso do investimento mútuo”, defendeu o presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral.

Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, acredita que existam mais de seis mil cidadãos brasileiros a residir no concelho. Durante a sessão de abertura do seminário, o autarca destacou que houve “mudança no perfil do migrante brasileiro” que decide se instalar na região, com empresários com capacidade de “investimento mais produtivo” e profissionais com uma grande diversidade de formação e competências nas áreas, por exemplo, da informática, agricultura, agronegócio, agrotech, biotecnologia, entre outros.

Por seu turno, João Moura, deputado à Assembleia da República e presidente do grupo parlamentar de amizade entre Brasil e Portugal, sublinhou que o acordo de cooperação político que foi assinado este ano entre os dois países pode abrir novas portas de ligação entre os dois lados do Atlântico.

Temas centrais discutidos por oradores e o público presente

O programa do evento teve a presença de autoridades, empresários e nomes de destaque da comunidade brasileira e luso-brasileira instalada na região e no país.

A cerimônia de abertura contou com a participação de João Moura, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Portugal na Assembleia da República portuguesa, de Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, além de Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, Carlos São Martinho, Presidente da Direção da Escola Profissional do Fundão, Lídia Monteiro, pelo Turismo de Portugal, Heitor Romana, adjunto do Gabinete do Ministro da Administração Interna, e João Morgado. Houve espaço também para um vídeo do embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, que frisou as ações da diplomacia brasileira em solo luso.

O primeiro painel do dia, “Brasil Imigrante – O Olhar das Instituições”, teve a participação de Mário Ribeiro, do Alto-Comissariado para as Migrações, José Albano, Diretor Executivo do “Programa Regressar”, Acácio Pereira, ex-presidente do Sindicato da Carreira de Fiscalização e Investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), e Amélia Augusto, vice-reitora da Universidade da Beira Interior (UBI). O painel foi moderado por Ígor Lopes, jornalista e CEO da Agência Incomparáveis, que conecta Brasil e Portugal.

Após o almoço, o painel “Experiências Reais de Migração” centrou-se na opinião de quem atua no térreo, com a participação de Juliana de Paula, do Centro para as migrações do Fundão, e de um conjunto de empresários brasileiros que atuam na região em diversos ramos de atividade. Este painel teve moderação de Paulo Pinheiro, jornalista da Rádio Cova da Beira.

O terceiro e último painel focou a atenção na questão dos “Investimentos & Empregabilidade”, com moderação do diretor do jornal Gazeta Lusófona, da Suíça, e presidente da BiblioRuralis, Adélio Amaro. Em destaque estiveram Fernando Quintas, em representação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), além de Higor Ferro Esteves, diretor geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex Europa), José Andrade, diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, bem como empresários ligados à comunidade brasileira e luso-brasileira. Usou da palavra também Jorge Saraiva, delegado para a região da Beira do Imperial Instituto São Pedro de Alcântara, nomeado pelo Príncipe Dom Pedro Bourbon de Orleans e Bragança.

A sessão de encerramento foi liderada por Alcides Martins, subprocurador-geral da República Federativa do Brasil, que é natural de Vale de Cambra. No seu vídeo, Martins comentou a sua experiência como emigrante do outro lado do Atlântico.

“A abertura mental, o bom senso, o respeito cívico e a pedagogia de parte a parte, é o caminho para a verdadeira integração e investimento mútuo. Aprendendo juntos, superando barreiras e construindo novos paradigmas, estamos a trilhar o caminho para uma convivência harmoniosa e enriquecedora. Este é o caminho que devemos seguir para um futuro melhor, onde a luso-brasilidade em Portugal seja verdadeiramente exemplar”, finalizou João Morgado.

A Casa do Brasil – Terras de Cabral atua na defesa e como facilitadora das relações entre Brasil e Portugal e auxilia na integração dos brasileiros e luso-brasileiros radicados em Portugal. Ígor Lopes – Brasil in Mundo Lusíada”


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra dinamiza workshop sobre deteção, geolocalização e monitorização de incêndios florestais


O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), o Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) e a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vão promover na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, entre as 10h e as 17h, um workshop sobre gestão de dados de deteção, geolocalização e monitorização de incêndios florestais.

O evento, que terá lugar no Hotel Vila Galé, em Coimbra, consiste na apresentação dos resultados de vários projetos de investigação desenvolvidos no âmbito desta temática, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), nomeadamente: FireLoc; FoRESTER; FirePuma; Floresta Limpa; IMFire; Firefront; e Eye in the Sky. As abordagens deste workshop são baseadas em dados enviados pelos cidadãos e na sua combinação com outras fontes de dados.

Após cada sessão de apresentações segue-se um período para questões, estando ainda previsto um Painel de Discussão sobre “Integração de dados para a deteção, geolocalização e monitorização de eventos extremos - potencialidades, limitações e riscos”.

O evento será em formato híbrido (presencial e remoto). A inscrição é gratuita, mas obrigatória e pode ser realizada através desta ligação. Universidade de Coimbra - Portugal


 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Macau - Coexistência de culturas debatida na Universidade Politécnica de Macau

O Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa da Universidade Politécnica de Macau vai realizar amanhã um seminário académico online, intitulado “Paisagens semiótica-culturais: diálogos China-Portugal”. A iniciativa visa abordar a fusão e coexistência das culturas chinesa e portuguesa em Macau, a partir de diferentes perspectivas


A partilha de resultados da área de Humanidades de Língua Portuguesa será um dos pontos fortes de um seminário online promovido pelo Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP) da Universidade Politécnica de Macau UPM, no âmbito das comemorações do quarto aniversário da publicação das linhas gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía. A sessão, agendada para as 16 horas de amanhã, irá analisar e aprofundar, em conjunto com os participantes, a cooperação e o intercâmbio académico entre China e o mundo lusófono.

“A concretização do importante posicionamento de desenvolvimento de Macau como base de intercâmbio e cooperação que, tendo a cultura chinesa como predominante, promove a coexistência de culturas diversificadas”, é um dos principais temas do seminário, intitulado “Paisagens semiótica-culturais: diálogos China-Portugal”, que pretende também “incentivar o intercâmbio e a divulgação das línguas, culturas, história e artes e entre outras áreas de Humanidades da língua portuguesa”.

Em comunicado, a UPM sublinha que “a cultura de Macau tornou-se uma mistura pluralista e heterogénea das culturas chinesa e portuguesa” e a forma como se “entrelaçam e convivem constantemente” no território é “um tema significativo” que merece ser analisado.

A palestra, que abordará a fusão e a coexistência das culturas chinesa e portuguesa em Macau a partir de diferentes perspectivas, entre as quais, a língua, a história e a arte, contará com a presença de cinco especialistas e académicos de renome provenientes de Portugal e França como oradores principais e será coordenada por Anabela Fernandes, professora auxiliar convidada do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Estudos Interdisciplinares – CEIS20 e por Carlos André, professor honorário da UPM e ex-director da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

O seminário é aberto a todos os professores, estudantes, peritos e académicos sino-lusófonos, assim como a outros interessados. Vitor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Macau - Académica portuguesa Helena Buescu dá seminário online na Universidade de Macau

Dividido em quatro sessões de duas horas cada, o evento versará em torno dos seis volumes de sete que compõem a obra “Literatura-Mundo Comparada: Perspectivas em Português”, da qual a oradora convidada é a principal coordenadora

O Centro de Investigação para Estudos Luso-Asiáticos (CIELA) do departamento de Português da Universidade de Macau (UM), promove, de 18 a 21 de Outubro, um seminário aberto online intitulado “Literatura-Mundo em Português”, organizado e apresentado pela escritora e professora Helena Buescu, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Composto por quatro sessões de duas horas cada, o seminário é baseado em torno dos seis volumes de sete que compõem a obra “Literatura-Mundo Comparada: Perspectivas em Português”, da qual a oradora convidada é a principal coordenadora. A discussão será sempre das 19h às 21h (horário de Macau). Em Portugal, acontecerá entre as 12h e as 14h, e no Brasil das 8h às 10h, através de ligação ZOOM no link https://umac.zoom.us/j/8312593315.

Embora realizado principalmente em modo de apresentação, cada sessão incluirá algum tempo para discussão de perguntas e respostas entre a oradora e os participantes, conforme está escrito num comunicado de imprensa enviado pelo director do CIELA, Mário Pinharanda Nunes, ao Ponto Final.

Na primeira sessão do seminário, no dia 18 de Outubro, a autora vai tentar explicar o que é o projecto. Trata-se de uma “realização” pessoal e profissional, “um projecto antológico” que se divide em três grandes partes. “Quase 5000 páginas para apresentar a dimensão mundial de um projecto translatório em português”, onde serão dados alguns exemplos de traduções de Adonis ou Bei Dao.

Para a segunda sessão, no dia 19 de Outubro, Helena Buescu vai abordar o tema “Lusofonia, seus limites críticos”. A académica falará do ponto de vista “em português” como forma de escapar ao monolinguismo e ao monolitismo cultural, dando exemplos de autores tão diferentes como Machado de Assis, Gonçalo M. Tavares ou Luís Cardoso. Tempo haverá para se discorrer sobre aquilo a que a autora se refere como sendo as tradições de diálogo Este-Oeste com escritores como Milton Hatoum, Raduan Nassar ou Tatiana Salem Levy. E ainda a noção de escala com Nirvana Tanoukhi.

Nas últimas duas sessões, a ter lugar no dia 20 de Outubro, o ponto de discussão parte de uma “perspectiva comparatista”. A docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa procurará explicar o que considera ser o espectro que vai desde o bilateral ao multilateral, folheando as obras de José Eduardo Agualusa ou Bernardo Carvalho.

O textualismo e equilíbrio entre “close” e “distant reading”, a desfamiliarização como forma de ler diferente. O conceito da boa vizinhança, preconizado por Aby Warburg, bem como as características da semi-periferia “em português”, as diversas faces do cosmopolitismo com a revisão e, ainda, o “canibalismo” cultural – uma metáfora do modernismo brasileiro – e sua múltipla leitura, são os aspectos que Helena Buescu irá aprofundar.

Helena Buescu, nascida em Lisboa há 66 anos, é professora de Literatura Comparada e Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ao longo da sua carreira académica tem vindo a colaborar com algumas das mais prestigiadas universidades internacionais nos Estados Unidos da América, em diversos países da Europa, no Brasil e em Macau. É membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Europaea, tendo recebido vários prémios pelos seus ensaios. Actualmente dirige o projecto “Literatura-Mundo Comparada: Perspectivas em Português”, tendo publicado até à data seis de sete volumes, todos com chancela da editora Tinta-da-China, em Portugal. É igualmente poetisa e ensaísta, com livros publicados tanto em Portugal como no estrangeiro. Faz também parte de várias comissões de avaliação portuguesas e europeias. Venceu o Prémio Vergílio Ferreira 2022, atribuído pela Universidade de Évora. A sua obra “O Poeta na Cidade: A Literatura Portuguesa na História”, de 2020, ganhou o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Participou, em 2018, no Festival Literário de Macau – Rota das Letras. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 30 de junho de 2022

Brasil - Bicentenário: Historiadores debatem contribuição de dom João VI para a unidade brasileira


A contribuição de dom João VI para a unidade nacional foi tema da primeira rodada de debates do seminário “O Movimento da Independência: Ontem e Hoje – 200 Anos de Independência do Brasil”, que ocorre até esta quinta-feira (30) na Câmara dos Deputados em Brasília. Dom João VI foi rei de Portugal e do Brasil de 1816 a 1822.

Na manhã deste dia 29, pesquisadores da História brasileira discutiram aspectos da vida de dom João VI e também do contexto nacional à época da proclamação da independência, em 7 de setembro de 1822.

Como explicou o presidente da comissão especial curadora das comemorações do bicentenário na Câmara, deputado Enrico Misasi (MDB-SP), a ideia dos debates é focar em diferentes personagens, a partir de temas significativos na atuação de cada um.

Na visão de historiadores, a maior contribuição de dom João VI, que costuma ser retratado como um ser caricato, pode ter sido a criação de instituições e serviços que sedimentaram o Estado brasileiro, em uma cultura política que ainda perdura.

“Nem dom João nem a elite visaram à unidade nacional, mas pelas circunstâncias precisaram governar com a corte no Rio de Janeiro e isso facilitou a unidade. Mas o seu projeto era o reino unido [de Portugal e Brasil], e não a separação”, esclareceu o historiador Arno Wehling.

Wehling fez um paralelo entre o contexto social, político e institucional existente em 1808, quando a família real portuguesa aportou no Brasil fugindo das tropas napoleônicas, em 1822. Segundo o historiador, é mito a unidade da colônia portuguesa antes da independência.

“Em 1808, o Rio de Janeiro era uma capital de vice-reino, mas uma cidade acanhada, sem as características dos vice-reinos mais importantes da América espanhola, que eram México e Peru. Não havia aqui uma corte vice-reinal”, explicou Arno Wehling. “Um segundo aspecto: as capitanias eram desligadas do Rio de Janeiro e os seus governadores tinham ligação direta com a administração portuguesa. Em terceiro lugar, havia limitações econômicas e financeiras no Brasil de 1808 e a ausência de bancos, o que dificultava a circulação da riqueza.”

Até que, em 1821, no lugar da fragmentação anterior, já havia uma certa unidade em relação ao Rio de Janeiro. Treze anos após a chegada da família real, havia uma metropolização da capital, um aumento do comércio internacional, uma abertura para a imigração não portuguesa, o aparecimento de opinião pública e uma oposição às características mais fortes do antigo regime e da dominação portuguesa.

“Houve algumas alterações substanciais que potencializaram a futura unidade. Obviamente, a instalação da secretaria de Estado no Rio de Janeiro, os ministérios portugueses, garantiu uma unidade político-administrativa preliminar, que foi muito útil para a independência. Havia uma infraestrutura administrativa funcionando em 1821 e 1822. Foi um período de soberania sem independência”, disse ainda o Wehling.

O também historiador Jurandir Malerba acrescentou que, ao vir para o Brasil, dom João VI trouxe consigo todo um aparato de Estado. Aqui se instalou o aspecto administrativo do império luso. Após a independência, havia, portanto, no Brasil, um Estado operando plenamente.

Legado – Além desse aspecto, Malerba questionou se, em 2022, pode-se afirmar que o legado joanino foi positivo para o Brasil. Ele acredita que muitos dos vícios políticos brasileiros remontam à época de fundação do Estado, inclusive disputas de fundo ideológico.

Jurandir Malerba perguntou ainda o que se ganha ao “exumar heróis criados pela elite branca escravocrata”, nas comemorações do bicentenário da independência, e continuar esquecendo heróis populares e toda a violência cometida contra povos originários e povos escravizados.

“Onde estão os grandes temas? Como a gente pode falar de independência sem se referir à questão fundiária, sem se referir ao problema da posse da terra por uma minoria branca desde o início da colonização? Como a gente não fala de política de terras sem mencionar a guerra brutal contra os povos originários e que dom João reiterou como política de Estado com vários decretos?”

O deputado Enrico Misasi respondeu que o papel da comissão curativa do bicentenário não é o de fazer a crítica aprofundada de eventos históricos, e as comemorações atuais têm uma função de “rememoração coletiva”. Ele considera importante fazer uma reflexão também sobre aquilo que a História do Brasil tem de bom.

“É trazer à tona temas importantes e personagens para que possamos ter um momento, no meio do caos em que a gente vive, de lembrar fatos importantes da nossa história”, afirmou o parlamentar. “Evidentemente que isso não pode nos levar a ser ingênuo com relação aos graves problemas estruturais que temos no País. Mas a solução para esses problemas passa antes por uma maior unidade entre as pessoas do que pelo aprofundamento de divisões.”

Abertura do seminário

No dia 28, a Câmara dos Deputados promoveu a cerimônia de abertura do seminário com a participação dos deputados que compõem a comissão especial do Bicentenário e a apresentação de um recital em que foram ouvidas obras musicais que têm relação com aquele momento histórico.

Na abertura, os deputados, além do ex-deputado Evandro Gussi (que coordenou a comissão no início, em 2017), fizeram rápidos comentários sobre a data a uma plateia composta por professores e autoridades brasileiras e representantes diplomáticos.

A deputada Soraya Santos (PL-RJ) destacou o desempenho de mulheres guerreiras no processo de Independência, tema que será alvo de debates em um dos painéis do seminário.

“Todas as vezes que a gente falava da história, pouco se falava das mulheres. E temos o privilégio de reavivar a história da Leopoldina. Temos um painel que vai tratar das mulheres na Independência. As mulheres que ombro a ombro com os homens construíram essa nação”, disse.

Comemorações

Até setembro, as comemorações do Bicentenário pela Câmara envolvem ainda o lançamento de dois livros — um sobre dom Pedro 1º e outro sobre o movimento da Independência. E no dia 7 de Setembro, encerrando o período de comemorações, haverá sessão solene do Congresso Nacional.

Até quinta, o prédio do Congresso Nacional fica iluminado nas cores verde e amarelo, também em comemoração ao Bicentenário da Independência.

A Câmara exibe também, a partir desta semana, duas exposições sobre os 200 anos da Independência do Brasil. As mostras fazem parte das comemorações da data iniciadas em 2017, com exposições, debates, sessões solenes, lançamento de selos e publicações sobre o tema, segundo a Agência Câmara de Notícias.

A série “Brasil, 200 anos de Independência” dos Correios, idealizada em parceria com a Câmara dos Deputados, fazem parte os seguintes selos: “A chegada de Maria Leopoldina ao Brasil”, “A aclamação de D. João VI”, “O Retorno de José Bonifácio ao Brasil”, “A Revolução Constitucionalista” e “O Brasil nas cortes de Lisboa”. No próximo dia 7 de setembro, o sexto e último selo será lançado, finalizando a série. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Agência Câmara”


 

domingo, 26 de junho de 2022

Brasil – Câmara dos Deputados promove seminário sobre os 200 anos da Independência

A Câmara dos Deputados promove, de 28 a 30 de junho, o seminário “O Movimento da Independência: Ontem e Hoje/200 Anos de Independência do Brasil”. O evento faz parte das ações de comemoração da data, iniciadas em 2017.

No seminário, que terá transmissão ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube, serão discutidos episódios da vida de alguns heróis da pátria, sua visão política, seus valores pessoais e a herança que deixaram.

Intelectuais, escritores e historiadores engajados no estudo e na divulgação da Independência e na reflexão a respeito do projeto de Brasil participam da iniciativa. Também foram convidados o ex-presidente da República José Sarney e o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo.

O evento é aberto dia 28/06 às 21 no Auditório Nereu Ramos, que contará com Recital do pianista Álvaro Siviero.

No dia 29, a Mesa D. João VI e a Unidade Nacional reúne como palestrantes: Eduardo Bueno (Jornalista, autor de diversos livros de divulgação sobre temas históricos); Jurandir Malerba (Professor universitário, acadêmico, autor de estudos sobre a vinda da Corte para o Brasil e sobre o processo de independência); Arno Wehling (Professor, acadêmico, advogado e historiador brasileiro), com mediação do deputado Enrico Misasi (Presidente da Comissão Especial Curadora das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil).

Na Mesa D. Pedro I e as perspectivas do país, participam Luiz Carlos Villalta (Professor universitário, acadêmico, autor de livros e organizador de coletâneas sobre temas históricos); Ives Gandra Martins (Jurista, advogado, professor e escritor brasileiro, professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie e membro da Academia Brasileira de Filosofia); José Sarney (Ex-presidente do Brasil, ex-presidente do Senado Federal, ex-governador do estado do Maranhão); José Theodoro Menck (Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados), e mediação do deputado Luiz Philippe (membro da Comissão Especial Curadora).

O debate sobre José Bonifácio e projetos para o Brasil, reúne Jorge Caldeira (Historiador, editor, autor de livros de grande sucesso sobre a História do Brasil); André Heráclio do Rêgo (Diplomata e historiador, autor de livros sobre família e coronelismo, representação dos sertões, sobre o historiador Manuel de Oliveira Lima); Rafael Nogueira (Ex-presidente da Biblioteca Nacional), e mediação Deputado Lafayette Andrada (membro da Comissão Especial Curadora).

No dia 30, a Mesa D. Leopoldina e as mulheres no processo de Independência do Brasil, reúne palestrantes: Maria Celi Chaves Vasconcelos (Professora universitária, autora de estudos sobre Dona Leopoldina); Paulo de Assunção (Doutor em História Ibérica (École des Hautes Etudes en Sciences Sociales – EHESS-Paris); é pós-doutor em Ciência da Religião (Universidade Mackenzie) e História da Educação (Universidade Estadual de Maringá); Denise G. Porto (Historiadora, acadêmica, autora de estudos e publicações sobre a representação da viajante inglesa Maria Graham na Corte de D. Pedro I e de sua atuação no processo de Independência do Brasil), e mediação da deputada Caroline de Toni (deputada convidada pela Comissão Especial Curadora). Confira a programação completa na Agência Câmara de Notícias. In “Mundo Lusíada” - Brasil

 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Brasil - Apoia combate ao trabalho infantil em Moçambique

A experiência brasileira no combate ao trabalho infantil e na inspeção do trabalho foi tema de um seminário de capacitação para especialistas de Moçambique, no mês passado. Promovido pelo projeto “Algodão com Trabalho Digno”, contou com a participação virtual de inspetores do trabalho brasileiros e de 27 profissionais moçambicanos reunidos em Bilene, na província de Gaza. Estratégias de inspeção do trabalho rural e o combate ao trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão foram os temas centrais do encontro.

O evento foi organizado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério de Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Previdência do Brasil, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Inspeção-Geral do Trabalho de Moçambique (IGT) e o Ministério do Trabalho e Segurança Social de Moçambique (MTSS).

Os auditores-fiscais do trabalho Rogério Santos, Magno Pimenta Riga e Sérgio Augusto Letizia Garcia, da SIT, falaram sobre a inspeção do trabalho no combate ao trabalho infantil, as estratégias de combate ao trabalho infantil e a legislação brasileira sobre trabalho rural; e compartilharam boas práticas de segurança e saúde no trabalho rural.

Entre as estratégias brasileiras de combate ao trabalho infantil, Santos destacou a importância das articulações interinstitucionais, como o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), os Fóruns nacional e estaduais de prevenção e erradicação do trabalho infantil e os Conselhos nacional e municipais de defesa da criança e do adolescente, que contam com a participação do governo e da sociedade civil. “Esses são espaços onde é discutida a problemática do trabalho infantil e são articuladas as ações de combate, em busca da sua erradicação no Brasil”, disse ele.

Já Carolina Smid, Analista de Projetos da ABC, ressaltou que “por meio do projeto Algodão com Trabalho Digno, temos a oportunidade de fortalecer as capacidades do Governo de Moçambique nos temas de combate ao trabalho infantil e ao trabalho análogo à escravidão. Os resultados alcançados por esta iniciativa irão beneficiar, além da cadeia do algodão, as demais cadeias produtivas, em especial no meio rural moçambicano”.

O algodão é um dos mais importantes produtos agrícolas em Moçambique. A commodity é responsável pela geração de emprego e renda e por contribuir para a segurança alimentar de milhares de famílias de pequenos agricultores.

O plantio e a colheita da fibra são realizados, predominantemente, pela agricultura familiar, uma atividade que emprega cerca de 220 mil famílias nas zonas rurais e beneficia aproximadamente 1,2 milhão de pessoas diretamente. A comercialização da cultura é a principal fonte de renda dessas famílias, o que gera cerca de 20 mil postos de trabalho, ao longo da cadeia produtiva do algodão.

O projeto “Algodão com Trabalho Decente – Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina” é uma parceria entre a ABC, a OIT e os governos do Paraguai, Peru, Mali, Moçambique e Tanzânia, com financiamento do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), entidade privada. O Projeto busca apoiar a implementação de políticas nacionais alinhadas às normas internacionais de trabalho e à promoção do trabalho decente na agricultura, sobretudo na cadeia produtiva do algodão.

Mais cooperação

Também em abril, equipe da ABC, da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) esteve em Moçambique para a realização de ações de cooperação técnica e humanitária nas regiões Norte e Centro do país, onde serão instaladas hortas comunitárias para atender famílias afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth, em 2019, pelo ciclone Gombe, que atingiu o país em fevereiro do ano corrente, e pela pandemia da COVID-19.

Quatro cidades do Norte do país receberam visita dos especialistas brasileiros: Metuge, na Província de Cabo Delgado, Beira, na Província de Sofala, Chimoio, na Província de Manica e Quelimane, na Província da Zambézia. A equipe realizou análise do solo e do clima nessas localidades para determinar a localização ideal para a instalação das hortas.

Quelimane foi uma das cidades mais atingidas, em 2019, pelos ciclones Idai e Kenneth. Recentemente, em fevereiro, também foi afetada pelo ciclone Gombe, desastre que fez 30 mil vítimas, atingindo 3 mil casas, deixando 40 feridos e cerca de 15 mortos.

Além da doação de sementes de hortaliças, a iniciativa prevê a instalação das hortas comunitárias e a realização de capacitações para a produção desse tipo de produtos vegetais.

Segundo a Analista de Cooperação responsável pelo Programa de cooperação técnica bilateral Brasil-Moçambique da ABC, Paula Rougemont, essa iniciativa é “inovadora, uma vez que a ação humanitária é complementada pela atividade de cooperação técnica. Verificou-se que apenas a doação de sementes não seria suficiente para garantir que as famílias afetadas pelos ciclones produzissem as hortaliças para consumo e até para eventual geração de renda. Por isso, optou-se por uma iniciativa mista com o olhar na continuidade sustentável”.

A doação de sementes e a instalação das hortas respeitará o calendário agrícola de cada região. As atividades serão iniciadas no segundo semestre de 2022 e finalizarão no segundo semestre de 2023, quando extensionistas e produtores locais participarão de formação técnica intensa no Brasil.

Já em 05 de abril, chegou a Maputo o último lote, de mil toneladas, da doação total de 4 mil toneladas de arroz realizada pelo Governo brasileiro, em caráter humanitário, ao Governo moçambicano.

O Embaixador do Brasil naquele país, Carlos Alfonso Iglesias Puente, fez a entrega da doação humanitária brasileira ao Governo moçambicano, representado pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, em cerimônia simbólica.

O arroz atenderá a necessidades alimentares e nutricionais da população moçambicana afetada pelas últimas temporadas de tempestades e ciclones – a exemplo dos ciclones Gombe, Idai e Kenneth -, sobretudo nas províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado. In “Mundo Lusíada” - Brasil

 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Guiné-Bissau - Embaixada da China aborda comunidade uigure num seminário com jornalistas e muçulmanos


A embaixada da China em Bissau juntou num seminário jornalistas e alguns líderes muçulmanos guineenses para lhes falar da “situação real” da comunidade uigure que afirma ser usada em campanhas de desinformação.

O encontro, que juntou cerca de 30 pessoas, foi organizado pelo gabinete de comunicação e relações públicas da embaixada chinesa em Bissau, em colaboração com a “China Real”, página na rede social Facebook onde um grupo de jornalistas guineenses, amigos da China, divulga informações sobre o país asiático.

O embaixador da China na Guiné-Bissau, Guo Ce abordou a comunidade uigure, a realidade da província de Xinjiang, onde existe uma importante comunidade muçulmana e ainda como aquela parte do território tem vindo a crescer. O diplomata defendeu que o evento servirá “para elucidar melhor” os líderes muçulmanos da Guiné-Bissau sobre os uigures e, desta forma, “ajudar a disseminar os factos reais” sobre aquele povo chinês.

Numa nota distribuída aos presentes, lê-se que o povo uigure “é um dos maiores grupos étnicos minoritários da China” e que aquela região é onde se verifica maior taxa de crescimento da economia chinesa.

A nota acrescenta que naquela região se combate o terrorismo, violência, secessionismo e radicalismo introduzidos por alguns “extremistas islâmicos infiltrados”.

O documento refere que os factos têm sido distorcidos pelos países ocidentais “com os Estados Unidos como líderes”, afirmando tratar-se de questões étnica, religiosa ou dos direitos humanos. “Não existe em Xianjiang o genocídio contra o povo uigure. Não existem campos de concentração em Xianjiang. Não existe o trabalho forçado na produção de algodão em Xianjiang. Os muçulmanos em Xianjiang gozam da liberdade religiosa”, são alguns dos tópicos da nota distribuída.

Bacar Camará, administrador da página “China Real”, notou que tudo “não passa de narrativa construída por alguns ‘media’ do Ocidente para denegrir a imagem da China”.

Camará, que professa a religião islâmica, afirmou que é testemunha de “uma Xianjiang próspera e desenvolvida” após ter lá estado em visita em 2017, a convite da embaixada chinesa em Bissau. “Há uma grande presença da comunidade islâmica nesta região”, afirmou, considerando que muitas acusações não passam de “manipulação da verdade” para “manchar a imagem da China”. “Alguns órgãos internacionais têm um propósito: construir uma narrativa que reflita o ponto de vista dos seus respectivos Governos” em relação à China, observou Camará.

O embaixador da China em Bissau prometeu que “depois da pandemia de covid-19” serão organizadas mais ações sobre a comunidade uigure e Bacar Camará prometeu que os jornalistas guineenses serão convidados a visitar a província de Xinjiang. In “Ponto Final” - Macau