Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Angola - Empresários brasileiros convidados a investir na indústria do país

O secretário de Estado para a Indústria, Carlos Rodrigues, apelou, segunda-feira, aos empresários brasileiros para que olhem para Angola não apenas como um mercado de exportação, mas também como um espaço de investimento produtivo e de transformação de matérias-primas


Ao intervir na abertura do Encontro Empresarial Angola–Brasil, o governante destacou a agricultura e a indústria como sectores estratégicos para o aprofundamento da cooperação económica entre os dois países.

Carlos Rodrigues sublinhou a importância das parcerias empresariais, da transferência de tecnologia e da criação de capacidades orientadas para o acesso a outros mercados.

Segundo uma nota, entre as oportunidades de investimento apresentadas estão a transformação de cereais e frutas, a produção de óleos alimentares e farinhas, bem como o fornecimento de equipamentos para a indústria alimentar.

O secretário de Estado destacou ainda as reformas em curso nos Polos de Desenvolvimento Industrial, que passam a privilegiar uma maior participação do sector privado na instalação e gestão de unidades produtivas.

O encontro, realizado sob o lema “Abrindo Caminhos para Novos Negócios”, foi coorganizado pela Embaixada do Brasil, pela ApexBrasil e pela AIPEX.

O evento contou com a presença da embaixadora Eugênia Barthelmess e do embaixador Alex Giacomelli, além de representantes de organismos públicos e privados de Angola e do Brasil. In “Jornal de Angola” - Angola


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Moçambique – Sector privado convidado a investir na construção de infraestruturas de armazenamento de água

O Governo reiterou o convite ao sector privado para que aposte na construção de infraestruturas de armazenamento de água, por representarem boa oportunidade de investimento.

O envolvimento do empresariado é visto como necessário face ao crescimento da demanda pelos recursos hídricos, que poderá triplicar nos próximos 20 anos, e para tornar o país resiliente às mudanças climáticas, que tornam as chuvas cada vez mais irregulares.

Falando há dias na província de Maputo, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que a construção de infraestruturas hidráulicas de contenção e reserva de água constitui prioridade para evitar riscos hídricos no desenvolvimento do país.

De acordo com João Machatine, a previsão das necessidades anuais por água sairá de dois para seis mil milhões de metros cúbicos até 2040, o que impõe que a capacidade de armazenamento seja elevada dos actuais 58 para 80 mil milhões de metros cúbicos. 

“Estes desafios que se colocam abrem enormes oportunidades para o sector privado, se tomarmos em linha de conta que as barragens, pela sua multifuncionalidade, sob ponto de vista energético, agrícola e de abastecimento de água, elevam os indicadores de retorno de investimento”, disse.

Mais de metade dos rios que atravessam o território nacional são partilhados com os países a montante, o que coloca Moçambique numa situação de extrema vulnerabilidade e dependência.

Face ao cenário, o ministro Machatine disse haver necessidade de definição, revisão e cumprimento “escrupuloso” dos acordos de partilha dos rios, além da construção de barragens.

O convite feito semana passada aos empresários não foi o primeiro. Após a apresentação do estudo de viabilidade da Barragem de Mapai, norte de Gaza, o ministro reuniu-se com o sector privado para apresentar as oportunidades que a iniciativa oferece nas várias componentes, desde a construção em si até à exploração agrícola, geração de electricidade, entre outras. In “Jornal de Notícias” - Moçambique