Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Negócios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Negócios. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Barómetro de negócios revela pessimismo entre empresas de Moçambique e Portugal

O ambiente de negócios entre Moçambique e Portugal é marcado por incertezas e desafios, apesar das perspectivas de recuperação da economia moçambicana e do potencial para o reforço das relações empresariais. Cerca de 88% dos empresários inquiridos pelo Barómetro de Negócios entre Moçambique e Portugal apresentam uma percepção pessimista sobre o actual ambiente de negócios.

Entre os principais factores estão a instabilidade pós-eleitoral registada no final de 2024 e início de 2025, as limitações orçamentais, a escassez de divisas e a contracção da actividade económica. A estes juntam-se riscos externos, como conflitos armados e alterações nas tarifas comerciais.

Na apresentação dos resultados, o Partner da PwC, João Veiga, explicou que estes factores acabam por reforçar-se mutuamente, afectando a confiança e o investimento.

“Primeiro, a instabilidade pós-eleitoral no final de 2024, início de 2025, que afectou a confiança, o comércio e a execução de determinadas decisões de investimento. Depois, temos limitações a nível orçamental, que diminuem a capacidade de realizar investimento público e financiar projectos. Por último, a escassez de divisas. E estes três factores reforçam-se mutuamente. Ou seja, uma menor confiança reduz o investimento, a redução do investimento limita o crescimento.”

Veiga considera ainda que as empresas enfrentam dois níveis de incerteza, resultantes das fragilidades internas e dos riscos internacionais.

“Os riscos internacionais chegam a uma economia que já enfrenta algumas fragilidades estruturais e, consequentemente, as empresas têm que gerir dois níveis de incerteza. Por um lado, a instabilidade da economia global e, por outro lado, os constrangimentos específicos do país.” Acrescentou.

Apesar do cenário negativo, 41% dos inquiridos esperam uma evolução favorável dos negócios e 57% antevêem um cenário positivo para o investimento. As projecções apontam igualmente para uma aceleração da economia moçambicana a partir de 2030, impulsionada pela entrada em produção de projectos de gás natural.

Para o Secretário de Estado do Comércio de Portugal, João Rui Ferreira, a transformação das oportunidades em negócios depende da existência de mercados e do contacto directo entre os agentes económicos.

“Nós podemos ter o melhor produto do mundo. Se não tivermos clientes, a nossa empresa não vai ter sucesso. Portanto, o maior desafio que temos é sempre encontrar clientes.”

O governante defende que o conhecimento dos mercados exige também contacto humano. “É impossível conhecermos a realidade de um mercado, de uma cultura, de um país ou de uma região sentados, por mais IA que nós tenhamos. Não há nada que substitua o contacto entre as pessoas e o conhecimento humano.”

O Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defende uma mudança de enfoque na agenda económica bilateral, com maior aposta no investimento e na produção conjunta.

“A questão que nos devemos colocar hoje não é saber qual é o valor das trocas comerciais, quanto é que comerciamos, mas quanto podemos investir juntos, quanto podemos produzir juntos e quanto valor podemos criar juntos. Esta é de facto a agenda económica que eu vejo para a próxima década.”

A posição é acompanhada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que defende uma relação empresarial orientada para o longo prazo.

“Não procuramos apenas empresas que venham para Moçambique. Procuramos parceiros que inovem e que produzam com Moçambique numa perspectiva de longo prazo.”

Valá defende ainda que a planificação deve traduzir-se em resultados concretos, com impactos mensuráveis e sustentáveis.

Já o Presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, Rui Moreira de Carvalho, considera que a relação bilateral deve assentar numa lógica de benefícios partilhados.

“Se um ganhar, os dois ganham. Se um perder, o outro também vai perder. E, portanto, esta perspectiva é trabalhar a longo prazo.”

Actualmente, mais de 500 empresas portuguesas operam em Moçambique, enquanto cerca de 25 empresas moçambicanas têm capitais portugueses. Para os intervenientes, esta presença constitui uma base para uma nova fase da cooperação económica.

Para além de surgir como um sinal de alerta, o Barómetro de Negócios entre Moçambique e Portugal apresenta-se também como uma oportunidade para a redefinição das parcerias económicas entre os dois países. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Moçambique - FACIM 2026 prevê participação de 30 países e mais de 500 empresas estrangeiras

Mais de 500 empresas estrangeiras e três mil expositores nacionais são esperados na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo que decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro. O evento contará com a participação confirmada de 28 países, com o Brasil em destaque como país convidado de honra.


Segundo o Director-Geral da Agência de Investimento e Comércio, até ao momento estão confirmados 28 países, dois abaixo da meta estabelecida pela organização.

A edição deste ano contará com a representação das 11 províncias de Moçambique, numa iniciativa que pretende reforçar a promoção de negócios, investimentos e oportunidades de parceria.

O Brasil será o país de honra da 61.ª FACIM, estando igualmente previstos fóruns empresariais com representantes da China e dos Emirados Árabes Unidos.

Uma das principais novidades será a aposta na transformação digital. Sob o lema “Transformação digital e energética rumo a uma economia sustentável”, a organização pretende digitalizar todo o processo da feira.

A inscrição, reserva e pagamento dos stands, acesso ao programa, marcação de reuniões e realização de encontros empresariais B2B serão efectuados através de plataformas digitais.

A organização estima receber cerca de 55 mil visitantes durante os sete dias da feira.

A FACIM contará ainda com pavilhões dedicados às micro, pequenas e médias empresas, às províncias e aos sectores considerados estratégicos, além de espaços de vários ministérios e instituições do Estado.

A feira pretende consolidar-se como uma plataforma de promoção de investimentos e negócios, aproximando empresas nacionais e estrangeiras e criando oportunidades para novas parcerias comerciais. Arnosso Cuco – Moçambique in “O País”




terça-feira, 18 de agosto de 2026

Tanzânia - Revê leis para atrair investimentos em Inteligência Artificial

A estratégia do país para as próximas duas décadas prevê que o sector privado implemente mais de 78% da agenda de desenvolvimento, com parcerias público-privadas


O governo da Tanzânia está a rever as suas leis de investimento, procurando atrair empresas impulsionadas pela tecnologia, sobretudo na área da Inteligência Artificial (IA) e da economia digital. Ao todo serão revistas mais de mil leis, com o objectivo de proporcionar maior segurança regulamentar às empresas e melhorar o ambiente de negócios, num contexto em que as economias africanas competem para atrair empresas tecnológicas e investimentos em infraestruturas digitais.

"À medida que a economia global se torna cada vez mais digital, a Tanzânia deve garantir que a sua estrutura jurídica evolui em conformidade", justificou o ministro da Constituição e Assuntos Jurídicos, Juma Homera, citado pelo Tanzania Daily News.

A reforma abrangerá as leis que regem as transacções financeiras digitais, o comércio electrónico, as operações das empresas e as parcerias público-privadas (PPP), de forma a acomodar os investimentos em Inteligência Artificial, as fintech e o e-commerce, procurando ao mesmo tempo equilibrar a inovação com a defesa do consumidor, explicou o ministro.

O anúncio da revisão legislativa, para criar um novo quadro regulamentar que "acomode" o investimento apoiado nas tecnologias digitais, surge pouco tempo depois de o Banco Mundial destacar, num relatório divulgado no início de Agosto, a importância da IA para os países em desenvolvimento, já que oferece uma oportunidade rara de acelerar a produtividade e as melhorias nos serviços públicos, com muito menos empregos expostos à automação do que nas economias mais ricas.

"África já possui um ecossistema de IA crescente, mas os países com infraestruturas, financiamento e estratégias nacionais mais robustas correm o risco de se distanciarem ainda mais dos vizinhos que não possuem estas bases", sublinha o Banco Mundial, notando que a inteligência artificial pode oferecer aos países em desenvolvimento uma oportunidade sem precedentes. Os países que começarem a construir as bases essenciais agora, incluindo electricidade, conectividade, capacitação e instituições, estarão em melhor posição para transformar a promessa da IA em benefícios tangíveis para as suas populações, defende Gaurav Nayyar, director do Relatório de Desenvolvimento Mundial de 2026, intitulado "A promessa da Inteligência Artificial".

Melhorar o ambiente jurídico

Segundo o Tanzania Daily News, a revisão jurídica faz parte da estratégia mais ampla da Tanzânia, a Visão 2050, que prevê que o sector privado implemente mais de 78% da agenda de desenvolvimento a longo prazo do país, através de maiores investimentos e parcerias público-privadas.

Por isso, a reforma inclui a revisão da Lei das Parcerias Público-Privadas, a Lei das Sociedades e a legislação financeira para facilitar as transacções digitais, apoiar o comércio electrónico e melhorar o ambiente jurídico para as empresas que utilizam tecnologias digitais. O governo, de acordo com o ministro da Constituição e Assuntos Jurídicos, está também a estudar os países que integraram sistemas de pagamento digital nas suas economias, apontando os ganhos na cobrança de impostos, na inclusão financeira e na eficiência empresarial. Isabel Bordalo – Angola in “Expansão”


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Macau - ‘Kaifong’ defendem zona sino-portuguesa para dinamizar negócios no ZAPE

Um estudo desenvolvido pelo Centro da Política da Sabedoria Colectiva, ligado aos ‘Kaifong’, abordou soluções para a transformação do ZAPE. Segundo o estudo, os investigadores defendem a criação de uma “zona de experimentação da cultura sino-portuguesa” no sul do ZAPE, onde o público possa passar numa “rua de estilo da cultura portuguesa”


O Centro da Política da Sabedoria Colectiva, associado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (‘Kaifong’), promoveu um estudo com o intuito de identificar medidas para impulsionar a transformação do ZAPE e injectar dinamismo na respectiva economia comunitária. Segundo o Centro, o estudo visa “dar impulso à reconfiguração das funções do ZAPE e à transformação da economia comunitária”.

Segundo os ‘Kaifong’, os autores do estudo consideram que alguns terrenos desaproveitados no sul do ZAPE à beira-mar poderiam ser aproveitados para acolher uma “zona de experimentação da cultura sino-portuguesa”, tirando partido da localização geográfica e paisagem natural da área costeira no sul do ZAPE e tomando como referência o modelo de remodelação da Rua Fremont em Las Vegas. Isso incluiria a criação de uma “rua de estilo da cultura portuguesa”, virada para os turistas e visitantes de lazer, refere o documento.

Além disso, citado pelo Canal Macau da TDM, Leong Hong Sai, subdirector do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, sugeriu a introdução de réplicas de alguns monumentos de Portugal nessa zona, como a Torre de Belém e pontos turísticos do bairro de Alfama, bem como o recurso a tecnologia interactiva de realidade virtual. O também deputado sugeriu ainda a abertura no ZAPE um hotel focado no tema de Portugal e um pavilhão para exposições sobre a cultura portuguesa.

Por outro lado, Leong Hong Sai propôs uma zona de espectáculos musicais na zona da beira-mar e um mercado de gastronomia, aberto durante a noite, além da realização de alguns mercados com produtos criativos e culturais.

Segundo o resumo divulgado pelos ‘Kaifong’, de um modo geral, o estudo defende a redefinição das funções e do posicionamento do ZAPE, para o transformar gradualmente numa zona multifuncional onde se possa encontrar serviços comerciais, consumo comunitário, experiências culturais e turísticas e elementos da economia nocturna. Neste ponto, destaca a importância de optimizar o sistema pedonal e acrescentar mapas de orientação multilingues que sejam explícitos, para reforçar a acessibilidade entre o ZAPE, a zona da Praia Grande e os pontos turísticos circundantes.

Em relação às áreas no centro e norte do ZAPE, o Centro da Sabedoria mostra-se favorável à criação de uma “área central para os assuntos governamentais e comerciais”, através do aproveitamento dos escritórios e hotéis existentes no centro e no norte desta parte da cidade.

Ao mesmo tempo, defende que as autoridades devem recorrer a instituições profissionais para prestarem formação e “serviços de diagnóstico caso a caso” às pequenas e médias empresas na zona, ajudando-as a reforçar as capacidades de atrair clientes, transformar a clientela no volume económico e impulsionar novas compras entre os turistas. Nesse aspecto, propõe, inclusive, a criação de uma “aliança de comerciantes do ZAPE”.

Ademais, os ‘Kaifong’ apelam à aceleração do planeamento da Linha Sul do Metro Ligeiro, com vista a facilitar o acesso à zona, assim como o reforço da articulação entre a Doca dos Pescadores, Centro Cultural, Centro de Ciência e Universidade Politécnica com os recursos culturais e turísticos na San Ma Lou e na Praia Grande. Em termos de instalações complementares, sugerem mais instalações de arte públicas, mais assentos para descanso, a actualização da cobertura do “wi-fi” e apoios ou subsídios que orientem os comerciantes a prolongar o horário de operações nocturnas dos seus estabelecimentos.

O estudo adverte ainda que, desde o encerramento dos casinos-satélite na zona no final de 2025, a economia comunitária continua a enfrentar um cenário marcado pela falta da força motriz no consumo interno, embora as medidas de incentivo ao consumo lançadas pelas autoridades tenham contribuído, a curto prazo, para um maior fluxo de pessoas na zona. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 2 de junho de 2026

Moçambique - Bruno Mourinho lança livro sobre comunicação, negócios e relações interculturais

O empreendedor e activista moçambicano Bruno Mourinho lançou recentemente o livro How to Communicate, Work and Negotiate with Mozambicans, uma obra dedicada à gestão intercultural e ao ambiente de negócios em Moçambique.

Segundo o autor, o livro resulta da combinação das suas experiências académicas e profissionais nas áreas de Diplomacia, Relações Internacionais e cooperação com equipas multiculturais em diferentes países. A publicação surge com o objectivo de orientar cidadãos estrangeiros, investidores, profissionais e organizações interessadas em trabalhar, viver ou estabelecer negócios em território moçambicano.

Juntei valências, vivências e experiências da minha formação em Diplomacia, da minha especialização em Relações e Assuntos Internacionais, da minha estada fora do país e do meu trabalho em projectos internacionais com pessoas de outros países e culturas, e decidi montar um guia de gestão intercultural e doing business em Moçambique”, explicou Bruno Mourinho.

Com 175 páginas distribuídas em oito capítulos, a obra apresenta uma abordagem prática sobre o contexto social, cultural e profissional moçambicano, explorando de que forma factores históricos, culturais e educacionais influenciam as relações interpessoais, negociações e dinâmicas de trabalho no país.

O autor considera que este é o primeiro livro do género em Moçambique e possivelmente na região, destacando que a publicação foi concebida para ajudar estrangeiros e parceiros internacionais a compreender melhor a realidade moçambicana, promovendo uma actuação mais consciente, assertiva e eficiente.

O livro já se encontra disponível na plataforma Amazon, nas versões digital (Kindle) e física, enquanto o lançamento oficial e o período de pré-venda deverão ser anunciados brevemente. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 19 de maio de 2026

UCCLA - Vai acolher abertura da CPLP Fashion Week

A UCCLA vai acolher, no dia 22 de maio, a partir das 17h30, a cerimónia de abertura da 4.ª edição da CPLP Fashion Week, um evento internacional que cruza moda, cultura e negócios, promovendo a ligação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A edição deste ano decorre sob o tema “Raízes em Movimento”.

A sessão inaugural integra o CPLP Talks, um espaço de reflexão e partilha que valoriza a lusofonia através da moda, da cultura, da identidade e da representatividade. O encontro reunirá convidados de diversos países lusófonos para debater desafios, oportunidades e estratégias de afirmação no contexto internacional.

A moderação estará a cargo de Victor Hugo Mendes (Angola), comunicador, escritor e jornalista.

O programa organiza-se em dois painéis temáticos:

Painel I - Moda, Mercado e Internacionalização

•    Roselyn Silva (São Tomé e Príncipe), CEO e fashion designer

•    King Levi Dapper (Moçambique), CEO da Fancy Africa e da marca Xigubo

•    Elizângela Sousa (Brasil), empresária e especialista em imagem pessoal

•    Paulo Pascoal (Angola), ator, autor e curador

Painel II - Identidade, Inclusão e Representatividade

•    Embaixadora Paula Leal da Silva (Portugal), Secretária-Geral Adjunta da UCCLA

•    Henda Vieira Lopes (Angola), psicoterapeuta

•    Ângela Almeida (Cabo Verde), comunicadora e representante da Associação Mundu Nôbu

•    Solange Salvaterra Pinto (São Tomé e Príncipe), ativista social.

A iniciativa afirma-se como uma plataforma de diálogo e cooperação, reforçando o papel da moda enquanto veículo de expressão cultural e de aproximação entre os povos da CPLP.

A entrada é livre.

A CPLP Fashion Week contará com a seguinte programação:

22 de Maio - Brunch & Talk Show

UCCLA

Conversas inspiradoras, partilha de experiências e o início de uma grande celebração.

23 de Maio - Desfile Oficial + Exposição

Casino Estoril

O grande palco da moda lusófona, onde criatividade e sofisticação se encontram.

24 e 25 de Maio - Showroom | Workshop Profissional

Galeria Arte Livre

Formação, networking e liberdade criativa em movimento.

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

China - Sector financeiro de Macau foi a Cantão e Foshan para promover investimento nos Países de Língua Portuguesa

Visitas a empresas sediadas em Cantão e Foshan e sessões promocionais com foco nas operações práticas do negócio nos mercados dos países de expressão portuguesa (PLP), preencheram o programa da recente deslocação de uma delegação de representantes de instituições financeiras de Macau àquelas cidades da Grande Baía. As acções coordenadas pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) visaram promover oportunidades de negócios e investimento para as empresas que desejam expandir-se para os mercados dos PLP.


No primeiro de dois dias, teve lugar em Foshan a sessão de promoção “Aproveitar as Oportunidades de Cooperação Sino-Lusófona, Expandir o Comércio e Investimento da Estratégia do Oceano Azul”, co-organizada pelo IPIM e pela Associação de Importação e Exportação do Distrito de Shunde. Instituições financeiras de Macau e Foshan abordaram questões de operações práticas, como a liquidação comercial nos PLP e a mitigação dos riscos de câmbio, “proporcionando explicações profissionais e contando com a participação de mais de 130 representantes de associações comerciais da região”, segundo o IPIM.

Na ocasião, Sam Lei, vogal do Conselho Administrativo do organismo, frisou que a RAEM está empenhada em reforçar o papel de “elo de ligação infalível” entre a China e os PLP.

Os representantes das empresas participantes “reagiram de forma entusiástica”, sublinha o IPIM, referindo que uma mostrou interesse em aproveitar a plataforma de Macau para explorar ainda mais o potencial de desenvolvimento no Brasil e em Portugal. O objectivo é utilizar os serviços financeiros oferecidos pelas instituições de Macau, abrangendo o financiamento transfronteiriço, facilitação de liquidação e soluções de gestão de riscos adaptadas aos PLP.

Antes e depois da sessão de promoção, a delegação visitou quatro empresas de referência do sector de Cantão e Foshan com “expressas intenções” de desenvolvimento nos mercados dos PLP, em áreas-chave como manufactura de ponta, ‘big health’, medicina tradicional chinesa, comércio de consumo intensivo e engenharia de transportes ferroviários, apresentando em detalhe os serviços e suporte que Macau pode oferecer para a ligação ao mercado sino-lusófono. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Macau - Negócios em Angola seduzem empresários

Oportunidades de negócio em áreas como os têxteis, agricultura e tecnologia levaram o empresário de Macau Eduardo Ambrósio e um grupo de representantes de Hengqin a Angola. Em Luanda, o grupo manteve contactos com diversas entidades. O macaense disse ao Jornal Tribuna de Macau que a deslocação visou principalmente “estudar formas de enviar ‘know-how’ para aquele país africano e sensibilizar os empresários chineses que estão interessados em apostar no mercado angolano”


O empresário de Macau Eduardo Ambrósio e alguns representantes industriais de Hengqin estiveram em Luanda durante alguns dias para estudar formas de levar “know-how” para Angola, em áreas como os têxteis, a agricultura e as tecnologias.

O empresário macaense liderou as visitas efectuadas a diversas entidades bancárias e associações comerciais, e esteve reunido com o Ministro da Economia e Indústria angolano, Rui Miguêns de Oliveira, numa altura em que na capital daquele país africano estavam a ocorrer tumultos.

“Apesar da situação que se verificava, mas que acalmou ao fim de três dias, pude manter diversos contactos e ajudar os elementos de Hengqin, que tinham estado antes na Guiné-Bissau, a deslocar-se à Zona Económica Especial da Catola”, revelou ao Jornal Tribuna de Macau Eduardo Ambrósio, presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos.

O sector do vestuário é uma das principais áreas de investimento possível de estabelecer com Angola, “uma vez que não há nenhuma fábrica que faça uniformes”, disse o dirigente.

As primeiras abordagens foram feitas na capital angolana. A partir daqui, “vou falar com os empresários da China que estejam interessados em fazer ali negócios no ramo dos têxteis, expandindo também para outros países do continente africano”, salientou.

Para Ambrósio, Macau servirá de ponte para levar empresários da Grande Baía a Angola, ajudando os jovens daquele país a desenvolver a indústria têxtil e ter trabalho. “O objectivo é levar técnicos, especialistas e peritos nesta área”, frisa, acrescentando que “a China está agora numa crise e pretende exportar muita tecnologia para África”.


Constatando que a maioria dos chineses que estão em Angola são do norte, o que dificulta a comunicação com os líderes angolanos, afirma que “Macau tem a vantagem de falar português”.

Apontando que Angola tem um vizinho com milhões de habitantes, o Congo, frisa que “poderá desenvolver esse grande mercado”. O Brasil tem igualmente potencial, “mas fica muito longe”, admite.

A agricultura será outra das apostas a explorar em terreno angolano pelos homens de negócios do Interior da China, concretamente no reerguer da indústria do café. “Angola foi o terceiro maior exportador de café do mundo antes da guerra e agora quer recomeçar, por isso, a ideia é tentar levar pessoas a Timor-Leste para os ensinar na plantação de café, para que depois possam desenvolver a indústria em Angola”, afirma.

No que diz respeito às trocas comerciais entre a China e a África, o empresário refere que “o futuro está no continente africano” e que pode haver um maior intercâmbio. “Os chineses poderão importar diamantes e peças preciosas e exportar tecnologia, para além de algumas empresas da China terem um papel importante na construção civil em Angola”, sublinha.

Estes temas dominaram o encontro de Eduardo Ambrósio com o Ministro da Economia e Indústria angolano. “Foi uma conversa bastante positiva, durante cerca de quatro horas, período em que tivemos oportunidade de abordar várias questões de uma forma geral e no qual o ministro mostrou grande interesse e abertura para que a China faça investimentos em Angola”, concluiu. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”






segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Timor-Leste - Quer empresários a explorar oportunidades de negócio com a Austrália

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, incentivou o sector privado timorense a cooperar com empresas australianas para explorar potenciais oportunidades de negócio naquele país.


Xanana Gusmão falava aos jornalistas na Conferência Económica e de Negócios 2025 entre Timor-Leste e a Austrália, organizada com o objectivo de reforçar a cooperação económica entre os dois países. “Hoje vemos que muitas empresas australianas estão presentes nesta conferência. Pedi à Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste que, nestes dois dias, analise as áreas de potencial e oportunidades de negócio que possam ser desenvolvidas em cooperação com o sector privado australiano”, afirmou Xanana Gusmão.

O primeiro-ministro acrescentou que o setor privado timorense deve dialogar de forma mais aprofundada com os empresários australianos para identificar e desenvolver áreas de negócio para investimento. “De nada serve fazermos conferências todos os anos e discursos bonitos, se não houver resultados”, disse Xanana Gusmão.

Segundo o primeiro-ministro, se os empresários timorenses ainda não compreenderem bem determinadas áreas de negócio, devem dialogar com os australianos, com o objetivo de receber formação e reforçar os seus conhecimentos.

Xanana Gusmão recordou que o Governo pretende lançar o Banco Nacional de Desenvolvimento de Timor-Leste (BNDTL) para disponibilizar crédito às micro, pequenas e médias empresas, de modo a fomentar a atividade económica. “Apelo ao sector privado timorense para que olhe para esta oportunidade e comece já a pensar no que pode fazer para gerar emprego dentro do país”, salientou o chefe do Governo.

O primeiro-ministro manifestou também preocupação com a dependência das importações e o elevado número de jovens que continuam a emigrar para trabalhar no estrangeiro. “Importamos praticamente tudo. Não podemos continuar a pensar apenas em mandar gente para fora. Se nos limitarmos a ser um país que só dá passaportes aos jovens para irem trabalhar lá fora, o nosso desenvolvimento será difícil”, alertou Xanana Gusmão.

A ministra do Desenvolvimento Internacional australiana, Anne Aly, destacou a importância da conferência para criar oportunidade de negócios para os empresários de ambos os países. “Todos os que aqui estão sabem que é o contacto direto entre empresas que impulsiona a inovação, cria emprego e abre novas oportunidades. E creio que já estamos a ver isso acontecer”, afirmou Anne Aly.

A ministra australiana salientou também que as “empresas australianas estão cada vez mais ativas em Timor-Leste, em setores estratégicos como telecomunicações, turismo, finanças, petróleo e gás, transportes marítimos, agricultura, indústria transformadora e serviços”.

A Conferência Económica e de Negócios 2025 conta com a participação de cerca de 400 empresários, investidores e representantes políticos de ambos os países.

Tanto a Austrália como Timor-Leste estão comprometidos em reforçar o comércio e o investimento bilateral no contexto do sudeste asiático, alinhando-se com a Estratégia da Parceria Especial entre a Austrália e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e com a estratégia de adesão de Timor-Leste àquela organização. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 5 de agosto de 2025

Japão - Pavilhão na Expo2025 em Osaka “já deu frutos” na promoção de Portugal

Com a Expo 2025 Osaka a meio, o director do Pavilhão de Portugal, Bernardo Amaral, disse à Lusa que o espaço “já deu frutos” na promoção das empresas lusas e da cooperação com instituições japonesas.


Bernardo Amaral revelou que seis entidades portuguesas já firmaram acordos desde a abertura do evento, em 13 de Abril, incluindo a Universidade Católica que irá cooperar com a Universidade Sophia, situada em Tóquio.

A CorksRibas, com sede em Santa Maria da Feira, que foi um dos fornecedores da cortiça usada no Pavilhão de Portugal, assinou uma nova parceria com a empresa japonesa Toa-Cork “para os próximos dez anos”, referiu. O Turismo de Portugal firmou um acordo com a homóloga nipónica e a Better With Almonds, uma produtora de amêndoas de Idanha-a-Nova, “teve um excelente encontro com um distribuidor japonês”, acrescentou o dirigente.

“Só nos enche de orgulho passados três meses haver efectivamente estes negócios já realizados. Estamos certos que nos próximos dois, três anos os números serão muito maiores”, garantiu Amaral.

O director do Pavilhão de Portugal disse não ter dúvidas de que o investimento global de cerca de 21 milhões de euros no projecto valeu já a pena pela “atracção mediática” e pelo número de visitantes.

A comissária-geral de Portugal na Expo2025 em Osaka, Joana Gomes Cardoso, disse à Lusa que o espaço ultrapassou já um milhão de visitantes, sendo que a meta para todo o evento era de 1,2 milhões.

Mas Bernardo Amaral agora prevê que até dois milhões de pessoas possam passar pelo Pavilhão de Portugal até 13 de Outubro, até porque a organização revelou que “há um grande acréscimo na venda de bilhetes para o último mês”.

Uma das missões do espaço é “a internacionalização da economia e atracção de investimento estrangeiro”, servindo como “uma plataforma para empresas e instituições portuguesas se projectarem no Japão”, disse o dirigente.

O espaço, da autoria do arquitecto japonês Kengo Kuma, tem 1800 metros quadrados e conta com um terraço, duas áreas de exposição permanente, uma loja e duas salas multiúsos. Uma das salas, que esteve entregue à Universidade de Aveiro, começou agora a ser usada pela Fundação Oceano Azul para demonstrar “soluções efectivamente globais” para os oceanos, disse Amaral.

A fundação convidou a BlueBio Aliance a “dar visibilidade” aos produtos de bioeconomia azul que são “casos de sucesso, disse à Lusa Raquel Gaião Silva, membro da direcção da rede portuguesa.

“Estas ‘startups’, apesar de serem internacionais, todas elas passaram por Portugal”, sublinhou Gaião Silva.

Algumas têm interesse em explorar o mercado do Japão e a dirigente acredita que podem “atrair potenciais parceiros” durante a Expo, enquanto outras querem “aprender com os países asiáticos”, nomeadamente na área da aquacultura.

“A ideia é que possamos ter aqui [no Japão] uma porta aberta”, sublinhou Gaião Silva. Vítor Quintã – Agência Lusa in “Jornal Tribuna de Macau” com “Fundação Oceano Azul”


sábado, 29 de março de 2025

Angola - Presente no seminário sobre Valor Económico da Língua Portuguesa

A cônsul-geral de Angola no ‎Porto, Portugal, Dulce Gomes, participou, quinta-feira, no Seminário sobre o Valor ‎Económico da Língua Portuguesa, a convite do Instituto do Mundo Lusófono

O objectivo do evento, de acordo com um comunicado de imprensa, foi discutir e aprofundar o valor da língua portuguesa no mercado dos negócios e de como aproveitar este potencial para fazer crescer as relações económicas e as empresas.

‎O encontro sob o tema “O Valor Económico da Língua Portuguesa” contou com importantes oradores com ligações e conhecimento do ‎mundo dos negócios bem como personalidades diplomáticas e entidades políticas.

‎Os prelectores concluíram que as projecções para o final do século apontam que no continente africano se registará o maior aumento de falantes da língua portuguesa, com forte contribuição de Angola e Moçambique, que deverão ter nessa altura, populações superiores a 170 milhões e 130 milhões de pessoas, respectivamente.

‎Na ocasião, a cônsul-geral de Angola no Porto considerou o tema do seminário actual, pelo facto do espaço lusófono comportar uma comunidade de cerca de 280 milhões de falantes do português espalhados pelos quatro continentes.

‎Para a diplomata, os falantes têm a ‎responsabilidade de preservar o português como um património comum nas suas diferentes variantes, falado em Angola, Brasil, Cabo Verde, ‎Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, facto ‎que constitui uma riqueza para a lusofonia. In “Jornal de Angola” - Angola ‎


quarta-feira, 26 de março de 2025

Macau - Empresas da lusofonia procuram negócios nas energias renováveis

Um conjunto de 26 empresas de Portugal, Brasil e Timor-Leste estarão presentes em Macau no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental (MIECF), que decorre entre 27 e 29 de Março, informaram os organizadores.



Os expositores da lusofonia “irão expor produtos relacionados com as novas energias, a gestão de resíduos, o tratamento de águas residuais e a higiene ambiental”, informou o presidente do Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento, Vincent U U Seng.

O evento, que se organiza desde 2008, tem como objetivo abordar temas como a neutralidade carbónica, a mobilidade verde e ecológica, e conta com actividades como o “fórum verde”, a exposição verde, bolsas de contacto e um “dia verde do público”. “Inovação e desenvolvimento verde – soluções para construção de cidades belas”, é o tema deste ano, que será exposto numa área de 12.000 metros quadrados, segundo os organizadores.

Este ano, “vamos também organizar visitas de negócios a Hengqin e Zhuhai para representantes de países de língua portuguesa, e assim expandir a influência da nossa plataforma a novas oportunidades internacionais de negócios verdes”, disse U.

José Carlos Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, participará no evento com uma palestra dedicada ao tema “transformação verde e desenvolvimento”, agendada para o terceiro dia do certame.

De acordo com os organizadores, mais de 60 expositores internacionais participam na MIECE deste ano, mais 17% do que no ano passado, e serão visitados por um número de compradores profissionais estrangeiros também superior ao do ano passado, na ordem dos 23%.

O evento é organizado pelo executivo da Região Administrativa Especial de Macau, com o apoio de uma dezena de províncias chinesas vizinhas e do Governo de Pequim. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Macau - Universidade da São José quer ajudar empresas portuguesas da Marinha Grande a entrar na China

A Universidade de São José quer ajudar as empresas do concelho da Marinha Grande a entrar no mercado da China, disse um representante da instituição. A instituição de ensino de Macau assinou um acordo com a Câmara Municipal da Marinha Grande que prevê a realização de workshops de empreendedorismo e a organização de missões comerciais à China para as empresas locais


A Universidade de São José (USJ) quer ajudar as empresas do concelho da Marinha Grande a entrar no mercado da China, disse à Lusa um representante da instituição. A USJ assinou um acordo com a Câmara Municipal da Marinha Grande que prevê a realização de workshops de empreendedorismo e a organização de missões comerciais à China para as empresas locais.

O chefe da delegação da USJ em Portugal, Francisco Peixoto, afirmou que um dos workshops terá como tema “a capacidade de fazer negócios” na área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

O objectivo é “apoiar as empresas do concelho [da Marinha Grande] na internacionalização, através do sistema de incubação [da USJ], (…) que está neste momento a ligar Portugal, Macau e a ilha de Hengqin”, disse Peixoto.

Em Março de 2023, a USJ criou uma incubadora de negócios para atrair ‘startups’ dos países de língua portuguesa e ajudar empresas de Macau a apostar nos mercados lusófonos. Em Fevereiro passado, a universidade assinou um acordo para estabelecer uma incubadora de negócios em Hengqin, numa parceria com o Sany Group, um dos maiores fabricantes chineses de máquinas pesadas para a construção civil.

No caso das missões comerciais, a USJ quer “criar condições para que as micro, pequenas e médias empresas” da Marinha Grande “consigam uma internacionalização mais forte”, disse Peixoto.

O representante da universidade sublinhou que o protocolo com a Marinha Grande é “um projeto-piloto”, acrescentando que outros acordos semelhantes se podem suceder com outros concelhos portugueses.

Este protocolo, assinado a 3 de Outubro, envolve também o Agrupamento de Escolas da Marinha Grande, Poente, tendo, neste caso, como alvo os alunos finalistas do ensino secundário do concelho do distrito de Leiria. Peixoto disse que a USJ vai disponibilizar bolsas de estudo para estes alunos, no âmbito do “número considerável” de bolsas abertas anualmente para estudantes dos países de língua portuguesa.

O número concreto de bolsas oferecidas vai depender “das reais necessidades do concelho” e do interesse demonstrado pelos alunos da Marinha Grande em estudar na região semiautónoma chinesa, disse o responsável. “Esperemos que em setembro do próximo ano já possamos contar com alunos da Marinha Grande”, acrescentou Peixoto. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 31 de maio de 2023

Portugal - Começa a faltar pau para tanta cobra

Não sabemos quem são estas vinte mulheres e o que fizeram pela ciência, pelas artes ou no mundo dos negócios, mas sabemos quem é o assessor Frederico Pinheiro e a chefe de gabinete Eugénia Correia, que chamou a PSP e o SIS, a que horas Costa devolveu a chamada a Galamba e quantas fotocópias foram tirar e quantos murros ficaram por dar. Valha-nos a paciência, que é a riqueza dos infelizes, como dizia Camilo Castelo Branco

O Financial Times diz que o Porto lidera as cidades europeias do futuro e o The New York Times avalia Lisboa como uma das capitais mais dinâmicas da Europa. Empresas portuguesas são premiadas pelo Wine & Travel Week e pelo Eventex-2023 com ouro, prata e bronze em experiências de marketing mundial.

Cinco escolas de gestão portuguesas estão entre as melhores do mundo e bolsas milionárias são atribuídas à Universidade do Porto. Portugal é o segundo país com mais finalistas nos prémios de sustentabilidade e inclusão Novo Bauhaus Europeu e a L’Oréal premeia cientistas portuguesas.

E alguém ouviu falar de Diana Madeira, Joana Caldeira, Joana Cabral, Patrícia Reis ou de Salomé Pinheiro? E de Rafaela Alves, Filipa Rocha, Diana Sousa, Inês Machado, Sofia Viana, Ana Cardoso ou Susana Santos – mais sete magníficas que por estes dias foram premiadas, mas muito pouco noticiadas? Todas elas reconhecidas pelos centros de investigação, lá fora, mas praticamente ignoradas por nós, cá dentro.

Pouco ouvimos falar de Ana Moniz, que venceu o Global Teacher Prize pelo trabalho com crianças autistas, e muito menos de Inês Neves, que é a Rising Star no Direito da Concorrência da Península Ibérica. O mesmo com a dentista Inês Guerra, que foi convidada para a prestigiada Omicron Kapp Upsilon, por ter sido a melhor aluna do curso na Universidade de Chicago, ou de Inês Laíns, uma oftalmologista que está em Boston é já é considerada nos Estados Unidos como uma das melhores na sua área.

E podíamos dizer o mesmo de Daniela Braga, conselheira para a Administração Biden na estratégia para a Inteligência Artificial e considerada como uma das cem empreendedoras mais intrigantes pela Goldman Sachs; de Catarina Pais, a quem chamam ‘a próxima Horta Osório’ e a primeira mulher portuguesa a receber o Henry Ford Prize, ou das fundadoras da Something in Hands, Helena Garcia e Andreia Valente, que desenvolvem novos medicamentos para cancros metastáticos.

Não sabemos quem são estas vinte mulheres e o que fizeram pela ciência, pelas artes ou no mundo dos negócios, mas sabemos quem é o assessor Frederico Pinheiro e a chefe de gabinete Eugénia Correia, quem chamou a PSP e o SIS, a que horas Costa devolveu a chamada a Galamba e quantas fotocópias foram tirar e quantos murros ficaram por dar. Valha-nos a paciência, que é a riqueza dos infelizes, como dizia Camilo Castelo Branco.

Horas a fio de televisão em direto com os deputados das comissões parlamentares a disputar a graçola do dia; políticos e governantes a confundirem servir o Estado com servirem-se do Estado; Ministério Público, que mais do que fonte já é um verdadeiro fontanário, a promover a condenação na praça pública do que não consegue na barra dos tribunais; moderados a promover ou copiar os populistas e comentadores ‘tudologistas’ a destilar veneno sobre tudo e sobre nada. Como dizem os brasileiros, começa a faltar pau para tanta cobra e quando nos passam o martelo para a mão, martelamos em todo o lado porque tudo nos parecem pregos.

Mas quando achamos que vemos tudo, há sempre um ponto morto que nos impede de ver o essencial. Estamos numa sala com reflexos côncavos e convexos, onde não há espelhos planos. Os governantes já não procuram soluções, eles gerem sentimentos e ressentimentos e nós, cidadãos, por vezes temos de escolher entre o que está certo e o que é mais fácil. Luís Castro – Portugal in Sol


domingo, 4 de setembro de 2022

Portugal - Ideia portuguesa na final dos negócios amigos do ambiente

Uma equipa portuguesa desenvolveu uma caixa porta maços de tabaco que permite armazenar beatas e visa, através de coletores distribuídos em diversos pontos de venda, criar o “primeiro sistema de recolha seletiva de beatas”

“Queremos criar o primeiro sistema de recolha seletiva de beatas”, afirmou Carla Portela, fundadora do projeto “Beat the Butt”, que representará Portugal na final europeia do ClimateLaunchpad (competição de ideias de negócio amigas do ambiente).

À Lusa, Carla Portela, da Universidade NOVA de Lisboa, esclareceu que o projeto não pretende ser apenas uma “caixinha”, mas “uma estratégia completa” e pretende incentivar os fumadores a descartarem as beatas de cigarros “no sítio correto”, ao invés dos caixotes de lixo ou no chão.

A caixa, que tem “praticamente” o tamanho do maço de tabaco, é feita de plástico reciclado e é rígida, o que “assegura que não há libertação de cheiros” no cinzeiro onde podem ser armazenadas até, pelo menos, 20 beatas.

No último ano, a equipa fez três validações junto dos consumidores, estando neste momento a otimizar a caixa com o intuito de “até ao final deste ano” poder comercializar o produto.

Quanto aos coletores, a equipa pretende que estes venham a ser distribuídos pelos diversos pontos de venda de tabaco, como em bombas de gasolina e quiosques. Será nestes coletores que os fumadores poderão depositar as beatas armazenadas na pequena caixa.

“Idealmente o que queremos é que os fumadores recebam pontos por fazer o correto e tentar fazer isso de forma automática através de uma aplicação, na qual as pessoas recebem os pontos e nós sabemos qual o volume de enchimento dos coletores espalhados”, esclareceu Carla Portela.

O intuito é que as beatas sejam recolhidas dos coletores “quando necessário” e, posteriormente, possam dar “origem a novos produtos”.

“Existe documentação na literatura que indica que alguns cogumelos são capazes de degradar a celulose e o acetato de celulose. No fundo, comem as beatas para se alimentarem, uma vez que são feitas de papel e o filtro é feito de acetato de celulose. A verificar-se que é verdade, podíamos ter uma biomassa como matéria-prima para enriquecer composto. Aí fecharíamos o ciclo”, exemplificou a responsável.

Carla Portela lembrou ainda que, atualmente, as beatas são maioritariamente tratadas como resíduos indiferenciados e acabam por ir parar aos aterros.

Neste momento, a equipa já reuniu com várias entidades do setor que “mostraram interesse na solução” e em se associar a “iniciativas de limpeza do ambiente”.

Outro dos objetivos da equipa passa por “chegar às massas”, através, por exemplo, de festivais de música, mercado que também “demonstrou interesse” e onde pretendem “apostar”.

O “Beat the Butt” foi um dos três projetos vencedores da Final Nacional do ClimateLaunchpad, que foi organizada pela UPTEC – Parque da Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, e vai, a 27 de outubro, representar Portugal na final europeia da iniciativa, que visa apoiar ideias de negócio que reduzam o impacto negativo no ambiente. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


sábado, 30 de abril de 2022

Portugal - Rede Global da Diáspora já potenciou “milhares de milhões de euros em investimentos”

A Rede Global da Diáspora, uma plataforma ‘online’ que junta empresários portugueses de 155 países, já permitiu, desde 2020, a realização de “milhares de milhões de euros em investimentos”, divulgou a Associação Empresarial de Portugal (AEP).

“Nós não conseguimos nunca saber o volume de negócios que é gerado porque esta rede cria relações, cria os contatos e as parcerias acontecem de forma bilateral entre os empresários, compradores, vendedores e investidores, mas já são milhares de milhões de euros de investimentos”, afirmou à agência Lusa o presidente da Fundação AEP, que promove a Rede Global da Diáspora.

Criada em 2020, esta que é a maior rede colaborativa da diáspora portuguesa, em formato digital e semelhante a uma rede social, possibilitou “potenciar de milhares de milhões” de euros, “quer na parte do imobiliário, quer nas tecnologias, quer na parte de materiais de construção, quer à parte do agroalimentar”, explicou Luís Miguel Ribeiro à Lusa.

“Depois, também, em alguns casos, o têxtil, o calçado, metalomecânica, mas sobretudo nestas áreas”, adiantou.

O responsável falava à Lusa à margem de uma ação de promoção da plataforma junto de empresas e cidadãos portugueses em Bruxelas, visando dar a conhecer esta rede social colaborativa, mas também explicar as oportunidades que cria para negócios, investimentos e ‘networking’.

A iniciativa surge após outras realizadas noutros países europeus, como o Luxemburgo, junto das comunidades, parceiros, câmaras de comércio, embaixadas e empresários.

Dados da Fundação AEP revelam que a Rede Global da Diáspora já tem mais de 7500 portugueses registados em 155 países e mais de 10500 empresas abrangidas.

E estes registos têm mais representatividade “nos países com comunidades maiores de portugueses, quer aqui na Europa, quer nos Estados Unidos, Canadá, quer no Brasil”, assinalou Luís Miguel Ribeiro.

A Rede Global da Diáspora visa aproximar os portugueses espalhados pela diáspora potenciar a internacionalização de empresas de menor dimensão.

“Nós estamos a viver uma situação atualmente – e este projeto já nasceu antes – que vem trazer uma nova ordem mundial e vem trazer novos desafios para as economias, para as empresas, nomeadamente naquilo que toca às empresas pequenas e médias, porque as maiores têm canais próprios e formas próprias de fazer esse processo de internalização de exportação”, apontou Luís Miguel Ribeiro.

Por isso, o projeto dirige-se, principalmente, às pequenas e médias empresas, que representam mais de 90% do tecido empresarial português.

Isto porque, segundo Luís Miguel Ribeiro, a existência desta rede social colaborativa “diminui o risco desse negócio […] e cria um sistema de informação que permite que o empresário, ao exportar, possa exportar com menor risco e, por outro lado, abre novas oportunidades de parcerias de negócio em termos de preço para essas empresas”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

China – Empresários continuam interessados nos mercados lusófonos

Apesar do impacto da covid-19, os investidores chineses continuam interessados nos países de língua portuguesa, disse o diretor-geral da sucursal do Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Hengqin.

Baal Loi disse à Lusa que, devido às restrições de entrada impostas, tanto em Macau como na China, para controlar a pandemia, os projetos pensados para a ilha “não estão a avançar tão depressa como antes”.

Mas os empresários chineses “continuam a procurar contactos com empresas dos países de língua portuguesa para pelo menos estabelecer novos negócios”, disse o executivo bancário.

Loi acredita que a pandemia trouxe novas oportunidades para Macau, nomeadamente devido ao confinamento imposto para controlar surtos de covid-19 na vizinha região de Hong Kong, um dos principais centros financeiros da China.

“Vemos algumas mudanças. Há cada vez mais empresas a estudar como usar Macau e Hengqin como plataforma, em vez de Hong Kong e Shenzhen”, revelou.

O diretor-geral da sucursal do BNU em Hengqin acredita que o interesse pela ilha deverá crescer quando for divulgado o plano detalhado de desenvolvimento da zona económica especial e quando for removida a fronteira com Macau. “Acredito que provavelmente depois de junho vamos ter novidades quanto a isso”, acrescentou.

O BNU em Macau, que faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos, registou um lucro de 447,4 milhões de patacas em 2021, mais 6,4% do que em 2020. Nos primeiros nove meses de 2021, a sucursal do banco em Hengqin registou um aumento na margem financeira de 76,5%.

Baal Loi disse que os resultados para todo o ano de 2021 ainda estão a ser contabilizados, mas admitiu que o volume de negócios sofreu “uma pequena desaceleração”. O executivo falou à Lusa após uma palestra sobre o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, na Universidade de Macau.

Durante a palestra, Loi disse que o futuro de Macau como plataforma comercial entre a China e os países de língua portuguesa “deve ser muito bom, desde que as pessoas o queiram, porque a infraestrutura já lá está”.

O responsável defendeu que, na última década, o nível de vida elevado e o rápido crescimento da região não encorajou os habitantes de Macau a procurarem novos negócios além do jogo, o setor dominante da economia local.

Em março, o diretor executivo do BNU, Sam Tou, disse à Lusa que o banco quer ter uma maior presença na região da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e está a ponderar abrir uma nova agência em Guangzhou ou Shenzhen. In “Hoje Macau” - Macau