Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Lusodescendentes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lusodescendentes. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 30 de março de 2020

Estados Unidos da América - Lusodescendente conta tradições portuguesas em livro



A empresária lusodescendente Ângela Simões lançou um novo livro bilingue ilustrado para crianças dos seis aos 12 anos, com uma história que retrata a tradição das “Festas” nas comunidades portuguesas nos Estados Unidos.

Com ilustrações da luso-americana Hélia Borges Sousa e tradução portuguesa do professor Diniz Borges, o livro intitula-se “Maria and Joao go to the Festa! A Maria e o João vão à Festa!” e está disponível na livraria online Amazon em formato papel.

“Durante a minha infância em quase todos os fins de semana íamos a uma Festa”, disse à Lusa a autora, que foi rainha e aia das celebrações em vários anos e noutros levava bandeiras ou estandartes. “As Festas foram uma grande parte da minha vida, tenho muito boas memórias”, acrescentou.

As “Festas” das comunidades nos Estados Unidos estão ligadas a eventos religiosos com uma forte componente de tradições açorianas, refletindo a origem da maior parte dos emigrantes portugueses no país.

Ângela Simões, lusodescendente de terceira geração, teve a ideia de escrever livros bilingues para crianças quando começou a ler histórias infantis em português à filha e teve dúvidas em relação a certas palavras. Se os livros fossem bilingues, ela conseguiria perceber o sentido das palavras em português que não conhecia.

Depois dos livros “Pretty Girl, Linda Menina”, “Handsome Boy, Lindo Menino” e “Numbers, Colors, Fruits, Números, Cores e Fruta”, para uma audiência mais nova, a autora decidiu escrever um livro mais completo em termos de narrativa.

“Percebi que não havia livros infantis sobre as Festas, o seu colorido, a diversão”, afirmou, referindo que “há um livro que documenta a história das Festas na Califórnia” mas nada com que as crianças lusodescendentes, como ela foi, se identificassem.

“Aprendi palavras enquanto escrevia o livro, o que reflete a razão pela qual tive a ideia de o escrever”, contou. “Os portugueses nos Açores poderão identificar-se com o aspeto das Festas e os portugueses em Portugal poderão ter um vislumbre da cultura luso-americana”.

Ângela Simões publica os livros através da insígnia Riso Books, tirando partindo do mecanismo de impressão a pedido da Amazon, o que faz com que não seja necessário um grande investimento financeiro à partida nem a manutenção de um inventário. “Este modelo permite a qualquer autor publicar o que pretende”, sublinhou.

A empresária, que é também ‘chair’ do Conselho de Liderança Luso-americano (PALCUS), tem uma “longa lista” de tópicos que gostaria de abordar em livros com ilustrações para crianças, em colaboração com a artista Hélia Borges Sousa. “Escrever um por ano seria ótimo”, afirmou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Portugal - Criada em Lisboa nova associação dedicada aos lusodescendentes

Neste ano, foi anunciada a criação de uma nova associação dedicada aos lusodescendentes, a Associação Internacional dos Lusodescendentes – AILD, com sede em Lisboa.

Os diretores da entidade são maioritariamente lusodescendentes a residir em diversos países, e presidida por Philippe Fernandes, CEO da empresa Cisterdata, lusodescendente nascido na França, que mora atualmente em Lisboa.

A associação tem na sua missão, visão e valores, a divulgação da lusofonia e cultura portuguesa; identificação, união e representação de todos os lusodescendentes; representação e defesa dos legítimos interesses e direitos dos mesmos; desenvolvimento de um espírito de solidariedade e apoio recíprocos entre os seus membros e associados; realização de ações, estudos e publicações que visem promover soluções coletivas em questões de interesse geral ou de interesse setorial; estruturação de serviços executivos e serviços de apoio, com capacidade de assessoria e de dinamização de assuntos de natureza de integração econômica, tecnológica, formativa e informativa, qualificativa, associativa e de aconselhamento aos associados e instituições públicas.

“A que a tudo isto se acrescenta, o objetivo de envolver os portugueses de cá e de lá, Criada em Lisboa nova associação dedicada aos lusodescendentes aproximando-os, criando empatia, redes e laços. A AILD, tem desde já, na sua agenda, um ambicioso plano de atividades, onde a promoção da língua e da cultura portuguesa serão bandeira; o movimento associativo das nossas comunidades (a residir no estrangeiro), será o nosso parceiro, assim como também, serão nossos parceiros, todos quantos se queiram associar à nossa causa, ação e dinâmica” divulga a nova instituição em comunicado.

Em breve será divulgada a primeira iniciativa pública, para discussão de um tema de grande relevância para os lusodescendentes e que promete ser um debate participado.

Outra iniciativa já divulgada é a Promovinvest, que pretende promover a territorialização do investimento em Portugal, numa ação conjunta com vários empresários e concidadãos lusodescendentes a residir em diversos países do mundo.

“Esta associação pretende ser um veículo aglutinador, promotor de parcerias e aberto a todos os que se queiram associar a nós, imbuídos de um espírito de missão e de voluntariado, mas também, envoltos numa enorme alegria, de podermos dar o nosso contributo, em prol de uma causa e um desafio, que é Portugal e os seus” finaliza.

A instituição contará com uma página na internet para divulgação dos trabalhos, ainda sem atualização, no endereço: http://www.aild.pt/. In “Mundo Lusíada” - Brasil

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Malaca - Lusodescendentes querem manter tradição do bairro português

Líderes da comunidade luso-malaia afirmaram que espaços de restauração no bairro português em Malaca estão a ser indevidamente arrendados a pessoas que não pertencem à comunidade lusodescendente.

Pelo menos quatro restaurantes, num total de 10, foram subarrendados por pessoas externas à comunidade do Bairro Português em Malaca, onde se estima viverem ainda entre mil a dois mil lusodescendentes em cerca de 180 casas, denunciou o regedor cultural do Bairro português em Malaca, Martin Theseira.

Também Joseph Santa Maria, um dos representantes da minoria luso-malaia perante o estado de Malaca, confirmou à Lusa a existência destes casos, que estão a gerar revolta dentro da comunidade do bairro.

O Governo local determina o arrendamento destes espaços exclusivamente à comunidade lusodescendente, explicou Joseph Santa Maria.

“O Governo não pode permitir esta transferência a pessoas de fora da comunidade”, frisou o regedor cultural do Bairro português em Malaca, cidade onde em 1509 Diogo Lopes Sequeira, enviado do rei D. Manuel, aportou para estabelecer relações e dois anos mais tarde Afonso de Albuquerque desembarcou, demolindo a Grande Mesquita e levantando no local uma fortaleza que seria um importante entreposto comercial, durante cerca de 100 anos, até à tomada da cidade pelos holandeses.

As denúncias já chegaram ao ‘mayor’ de Malaca, Mansor Sudin, que assegurou, em declarações ao jornal The Malaysian Insight, que vai investigar o caso.

“Se estas denúncias forem verdadeiras, o Conselho Histórico da Cidade de Malaca vai encerrar os contratos com os inquilinos”, prometeu o autarca.

Os dois lusodescendentes mostraram-se satisfeitos com a tomada de posição do ‘mayor’ de Malaca.

“Protegendo o interesse da comunidade, o Governo tomará uma ação se alguém vender ou alugar o espaço a um empresário que não seja português de Malaca. É uma notícia positiva para a comunidade”, congratulou Joseph Santa Maria.

Este caso só acontece porque membros da comunidade decidiram trespassar os restaurantes a pessoas que não pertencem ao bairro. Quanto a isso, o regedor cultural mostrou-se compreensivo e solidário para com estes membros da comunidade. “Não tinham dinheiro e decidiram fazer isto”, afirmou.

Para além da ilegalidade destes casos, a perda da autenticidade gastronómica nestes restaurantes é vista também como um problema sério que a comunidade não pode virar as costas.

“Quem não é da comunidade não cozinha como nós e por isso a autenticidade gastronómica vai-se perder”, afirmou.

Para além da gastronomia, a comunidade do bairro português em Malaca mantém ainda vivas muitas tradições e costumes portugueses, como o crioulo de matriz portuguesa kristang, uma língua agora ameaçada de extinção, que emprega a maior parte do seu vocabulário do português, mas a sua estrutura gramatical é semelhante ao malaio e extrai as suas influências dos dialetos chinês e indiano.

Outro dos laços que esta comunidade ainda mantém com a antiga metrópole são as tradições católicas, que fazem parte da identidade cultural desta população como por exemplo o Natal e as festas de São Pedro. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Áustria – Abertas inscrições para lusodescendentes aprenderem português

Esta é uma forma do governo austríaco incentivar os lusodescendentes a aprenderem português





O governo austríaco está a proporcionar às crianças e adolescentes o ensino a língua de herança. As aulas são oferecidas gratuitamente e são destinadas a todos os que tenham vínculo com a língua portuguesa.


As inscrições encontram-se abertas até ao dia 24 de maio e os interessados deve contactar os professores responsáveis por cada uma das regiões:


VIENA

Volksschule – Prof. Tatiana Surer (tatiana.surer@gmx.at ou +43680445936)
AHS e BHS (Viena e arredores) – Prof. Daniella Ringhofer (daniella.ringhofer@gmail.com ou +436769610866)


NIEDEROSTERREICH

Bildungsregion 4 (turma em Stankt Polten) e 5 (turma em Modling): Volksschule e NMS – Prof. Karina Fohringer (karinafohringer@gmail.com ou +436767844973)


TIROL

Innsbruck: Volksschule, NMS, AHS, BHS – Prof. Julliane Rudisser ( jullianerudisser@gmail.com ou +436509151278)


In “Revista Port. Com” - Portugal

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Venezuela - Médicos lusodescendentes criam rede para portugueses em cinco regiões do país

A Associação de Médicos Luso-venezuelanos, Assomeluve, vai pôr em marcha uma rede médica portuguesa centrada em atender as necessidades prioritárias de saúde dos compatriotas. O projeto, que conta com o apoio do Governo português, da Embaixada de Portugal na Venezuela e dos consulados locais, pretende ainda encontrar soluções para a crise, num país onde faltam frequentemente medicamentos e bens alimentares de primeira necessidade.

“A nossa missão é estabelecer as necessidades prioritárias dos portugueses na Venezuela, e prestar atenção médica geral e especializada”, explicou à Agência Lusa a porta-voz da Assomeluve.

Clara Maria Dias de Oliveira, gastrenterologista, precisou que o projeto, que arrancou a 23 de julho, foi o resultado de um “estudo muito minucioso” e que vai começar em cinco regiões da Venezuela, no Distrito Capital (Caracas, Miranda e Vargas) e nos estados de Lara, Bolívar, Carabobo e Anzoátegui.

“Temos conhecimento de que há muitos casos de portugueses em necessidade extrema e que o projeto vai ter um impacto muito importante na saúde deles”, explicou, sublinhando que além dos consulados a própria comunidade lusa vai ser de ajuda no sentido de facilitar o acesso dos compatriotas à rede médica lusovenezuelana.

Por outro lado, o embaixador de Portugal em Caracas, Carlos de Sousa Amaro, explicou à Agência Lusa que está dado “o primeiro passo” para começar a atender, em breve, “a comunidade portuguesa mais carenciada em termos de apoio na área da saúde”.

Segundo o diplomata essa atenção “é muito importante porque há pessoas que pura e simplesmente não se podem dirigir aos hospitais; que precisam de ser ajudadas, que padecem de várias doenças e que precisam de acompanhamento”.

“Nesta fase inicial vamos ter cinco centros a que a embaixada está prestando todo o apoio possível a este projeto, mas devo dizer o grande mérito é de facto da Associação de Médicos Lusovenezuelanos, que aproveito para felicitar e para agradecer todo este grande trabalho”, disse.

Segundo Carlos de Sousa Amaro “é um projeto único junto das comunidades portuguesas, uma nova etapa no apoio às comunidades”.

“Mais uma vez a comunidade portuguesa na Venezuela continua a destacar-se pela solidariedade, apesar das grandes dificuldades que atravessam atualmente”, concluiu. In “Mundo Português” – Portugal com “Lusa”