Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 6 de abril de 2019

São Tomé e Príncipe - Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola coloca 25 milhões de dólares à disposição da agricultura são-tomense



São Tomé – O Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA) decidiu colocar 25 milhões de dólares a disposição de São Tomé e Príncipe para financiar os sectores da agricultura, pesca e desenvolvimento rural, anunciou na passada terça-feira o representante da organização numa reunião de coordenação na presença do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Na sua declaração, o representante do FIDA, Bernard Hein disse que “nossa ambição é triplicar o custo do Programa de Apoio Participativo da Agricultura Comercial (PAPAC) e levar esse novo projeto a um orçamento de 25 milhões de dólares”, tendo acrescentado a verba visa “consolidar os resultados” ao nível da produção do cacau, apoios às cooperativas de pimenta e café dentre outras metas já estabelecidas.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, apelou a contribuição dos parceiros e quadros técnicos nacionais para encontrarem “uma terapia” para impulsionar a produção agrícola do país.

“Estamos todos aqui como um corpo de médicos a volta do paciente não só para diagnosticar, mas também pare encontrar terapia viável e sustentável”, disse Jesus, considerando ser necessário “salvar a agricultura, salvar a economia” do arquipélago.

No seu discurso, o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural Francisco Ramos disse o seu ministério tem o objetivo de “reduzir progressivamente as importações”, para as substituir “por produtos locais e alargar a base produtiva através do aumento e diversificação das produções agrícolas, pecuárias e pesqueiras e das exportações”.

Esta reunião de coordenação entre o FIDA os parceiros, surge no âmbito da revisão estratégica ‘Fome Zero’ e do Plano Nacional de Investimentos da Segurança Alimentar e Nutricional do Governo de Bom Jesus.

O FIDA, Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola é uma das agências da ONU, criado em 1977, com sede em Roma, com missão de permitir que as populações rurais pobres em países em desenvolvimento possam superar a pobreza. Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Guiné-Bissau – Novo acordo de pescas com a União Europeia

Bissau – A Guiné-Bissau vai passar a receber da União Europeia um montante de 15,6 milhões de euros anual, em compensação pesqueira, contra os 9,2 milhões de euros disponibilizados anteriormente ao país por esta organização.

Segundo o Memorando de entendimento assinado na passada quinta-feira, o novo acordo de pescas entre a Guiné-Bissau e a União Europeia válida por cinco anos, foi possível após seis rondas negociais.

O acordo vai permitir que os navios da Espanha, Portugal, Itália, Grécia e França pesquem nas águas guineenses, podendo capturar espécies como atum, cefalópodes, camarões, linguados e garoupas.

Segundo o jornal “O Democrata”, após a assinatura do acordo, a ministra das Pescas disse que não foi fácil chegar a um entendimento, salientando contudo que o acordo vai permitir o desenvolvimento da economia local.

“O sector das pescas irá contribuir para a melhoria da segurança alimentar no país, criação de condições para a acreditação do Laboratório Nacional de Controlo de Qualidade do Pescado, melhoria do controlo das capturas através da introdução do sistema de fornecimento electrónico de dados”, disse a ministra, considerando de ”saudáveis” as relações com a União Europeia.

Por seu turno, o chefe da delegação negocial da União Europeia disse que o acordo é benéfico e equilibrado para as duas partes e reconheceu que as seis rondas de negociações eram necessárias para alcançar os resultados agora obtidos.

Emanuel Berg agradeceu à Guiné-Bissau por fazer da União Europeia um parceiro privilegiado e pela abertura aos navios da organização que assim vão poder ter acesso ao mar guineense, garantindo que vão pescar num quadro transparente e regulamentado.

Dos quinze milhões e seiscentos mil euros que correspondem mais de 10 bilhões de francos CFA que o Estado guineense vai receber, 11,6 milhões irão para o apoio orçamental e os restantes 4 milhões para o apoio ao desenvolvimento sustentável do sector das pescas.

O valor deste contrato é superior em 90 por cento ao anterior, rubricado em 2014 e que expirou em 2017, no valor de 9,2 milhões euros. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Moçambique – Procura capturar mais produtos da pesca no próximo ano

O volume de produção pesqueira no país deverá atingir 422 mil toneladas em 2019, com o sector da pesca artesanal a ser o maior contribuinte. Concretamente, os níveis de capturas de pescado previstos para o próximo ano, representam um crescimento em cerca de 6 por cento, comparativamente a 2018, segundo previsões da proposta do PES de 2019.

Na pesca artesanal destaca-se a contribuição do peixe marinho com uma produção de cerca de 236 mil toneladas que representa um crescimento de 10%, como resultado das acções de motorização de embarcações.

Na pesca comercial, a controversa frota de capturas de atum deverá registar um incremento de 10% no próximo ano, com uma produção de mil toneladas.

O Plano de exportações de pescado, para o exercício económico de 2019, é de cerca de 15 mil toneladas, correspondendo a um crescimento de 2% quando comparado com a previsão de 2018.

Estas projecções constam da proposta do Plano Económico e Social do próximo ano, submetido à Assembleia da República para sua aprovação. Edson Arante – Moçambique in “O País”

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Guiné-Bissau – Empresa pesqueira da China constrói unidade de processamento e conservação de pescado

A Zhongyu Global Seafood Corporation, uma empresa pesqueira da China, vai construir uma unidade de processamento e de conservação do pescado em Bissau ao abrigo de um memorando de intenções assinado segunda-feira com o governo da Guiné-Bissau.

O compromisso para a edificação das novas instalações, cujo orçamento não foi divulgado, resulta de um acordo assinado entre as partes há 30 anos, altura da instalação da empresa na Guiné-Bissau e, ao longo dos quais, a Zhongyu Global Seafood Corporation realizou vários projectos visando a melhoria da situação alimentar e económica do país.

O documento foi rubricado pelo director-geral da Pesca Industrial guineense, Alcibiades dos Santos e pelo representante da empresa chinesa, Sun Zhi Xiang, tendo ambos na ocasião manifestado a vontade de trabalhar em parceria para garantir maior prosperidade à população da Guiné-Bissau.

“Contribuímos para o enriquecimento do mercado guineense com produtos marinhos e de uma forma positiva na economia do país e na melhoria das condições de vida da população”, acrescentou Sun Zhi Xiang, que destacou que a empresa fornece graciosamente ao governo guineense cerca de mil toneladas de pescado todos os anos.

A Zhongyu Global Seafood Corporation instalou recentemente na ilha de Bubaque uma unidade de produção de gelo com a capacidade de seis toneladas e, até ao fim de Janeiro corrente, vai iniciar a construção de uma fábrica idêntica na ilha de Uracam, ambas no arquipélago dos Bijagós. In “Macauhub” - Macau

sábado, 25 de novembro de 2017

Cabo Verde - Desafios e oportunidades para execução da Política Regional de Pesca e de Aquacultura

Cabo Verde vai conhecer os desafios e oportunidades que possam contribuir para o diálogo regional, como também facilitar, no futuro, a implementação da Política Regional de Pesca e de Aquacultura

Essas respostas estão no relatório de consultoria sobre o “Estudo/análise da contribuição das Políticas e Estratégias Nacionais de Pesca e de Aquacultura para a Segurança Alimentar e Nutricional em Cabo Verde”, enquadrado no Programa FIRST “Impacto, Resiliência, Sustentabilidade e Transformação para a Segurança Alimentar e Nutricional na CEDEAO”.

De acordo com informações facultadas à Inforpress pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o estudo/análise realizado em Cabo Verde teve como propósito, mapear e avaliar o impacto das políticas e estratégias de pesca e de aquacultura existentes na segurança alimentar e nutricional e na redução da pobreza das populações em Cabo Verde.

A identificação dos desafios e as oportunidades a nível nacional, que possam contribuir para o diálogo regional, como também facilitar, no futuro, a implementação da Política Regional de Pesca e de Aquacultura da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Para a validação do “Estudo/análise da contribuição das Políticas e Estratégias Nacionais de Pesca e de Aquacultura para a Segurança Alimentar e Nutricional em Cabo Verde” que tem sido realizado em paralelo em todos os Estados membros, a FAO promove entre 23 e 24 de Novembro na Cidade da Praia, um ateliê que será inaugurado a partir das 08:30 num dos hotéis da capital.

O evento vai contar com a participação dos parceiros nacionais e internacionais, e de representantes de instituições e organizações profissionais directamente implicadas na formação e/ou implementação da política nacional de pesca e de aquacultura, da segurança alimentar e nutricional, da luta contra a pobreza e de questões ligadas ao género.

O Programa FIRST é resultado da parceria entre a FAO e a União Europeia, com o objectivo de fornecer um mecanismo de apoio às políticas de pesca e de aquacultura nos Estados membros da CEDEAO, visando a melhoria da segurança alimentar e nutricional das populações locais. In “Expresso das Ilhas” com "Infopress"

sábado, 20 de maio de 2017

Angola - Recursos pesqueiros diminuem

Ministra das Pescas de Angola admite redução dos recursos e defende melhoria no padrão de exploração, mas reconhece peso das alterações climáticas e da poluição no fenómeno

A ministra das Pescas de Angola, Vitória de Barros Neto, admitiu recentemente que os recursos pesqueiros do seu país estão a diminuir, segundo referem vários meios de comunicação. Falando na Convenção da Corrente Fria de Benguela (BCC, na sigla em inglês), a ministra enquadrou este fenómeno no quadro mundial de uma “redução dos recursos marinhos vivos, que é muitas vezes atribuída à sobrepesca”, refere a Lusa.

Na ocasião, Vitória de Barros Neto defendeu que Angola aposta em “melhorar o padrão de exploração dos recursos marinhos do país, de modo a ter uma frota de pesca rentável, adaptada aos recursos disponíveis” e defendeu um melhoramento “do sistema de monitorização, controlo e fiscalização para combater a pesca ilegal”.

No entanto, a governante angolana reconheceu que essas estratégias nem sempre têm o impacto desejado na recuperação dos recursos por não considerarem a funcionalidade dos ecossistemas. Para a ministra, as alterações climáticas e a poluição constituem cada vez mais um desafio para a sustentabilidade dos oceanos e dos sistemas aquáticos.

Segundo o Ministério das Pescas de Angola, a ministra considerou que a Corrente de Benguela é importante para a manutenção do ecossistema produtivo nacional dos pelágicos e que nesse contexto, a parceria com a Noruega e a FAO, através do programa Nansen, é um contributo valioso para obter dados científicos que levem ao desenvolvimento de políticas de governação. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Espanha - Investigadores criam sistema de contagem de atum rabilho

Uma equipa de investigadores espanhóis da Universidade Politécnica de Valência e do Instituto Espanhol de Oceanografia (IPO) desenhou um sistema automático de contagem para estimar o número e peso dos atuns rabilho capturados pela frota pesqueira.

O sistema, que aplica as últimas tecnologias em acústica e imagens 3D, diminui em 20% a margem de erro da contagem de biomassa face aos actuais sistemas de estimativa de quotas de pesca estabelecidas pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT). Esta inovação foi criada no âmbito do projecto europeu BIACOP. “As últimas tecnologias põem-se ao serviço da sustentabilidade das espécies marinhas”, diz uma nota de imprensa do IPO.

Processo nas jaulas de engorda

Gabriela Andreu, investigadora da Área de Visão por Computador do Instituto Ai2, do IPO, explica que “o atum rabilho está muito valorizado em todo o Mundo, especialmente no Japão. Os atuns são capturados em alto mar e introduzidos em jaulas de transporte, que são rebocadas até zonas costeiras nas quais estão instaladas as jaulas de engorda. Ali se realiza a transferência de atuns de umas jaulas para outras. Cada empresa tem atribuído um número de barcos e, cada barco, uma quantidade de atuns que pode pescar. A ideia é que só se capture e se transfira para as jaulas de engorda a quantidade de atum rabilho autorizada”.

Até agora, a contagem de atuns, durante a transferência das jaulas de cerco às jaulas de engorda, é realizada por um funcionário com software básico e de maneira manual. “Isto fazia com que as margens de erro fossem mais altas e que se produzissem sub-estimativas em muitas ocasiões, especialmente porque as imagens também reportavam situações de baixa visibilidade para o funcionário”, acrescenta Gabriela Andreu.

No âmbito do projecto BIACOP, aqueles investigadores desenvolveram um sistema de medida da biomassa em transferências entre jaulas de atum rabilho mediante técnicas acústicas e ópticas. Este assenta num sistema sincronizado de câmaras de vídeo e de ecosonda científica. O projecto foi coordenado pelo director do Centro Oceanográfico de Murcia, Fernando de la Gándara, e financiado pelo Programa de Controlo da Actividade Pesqueira da UE (ES/13/41). Carlos Caldeira – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Moçambique - Sector Privado debate agricultura e pesca

Agricultura e pesca são sectores que estarão em debate no Fórum Internacional, o primeiro do género em Moçambique, a realizar-se nos dias 11 e 12 de Setembro corrente, em Gondola, na província de Manica. O evento é co - organizado pelo Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar e CTA


Subordinado ao lema “Moçambique criando riqueza - parcerias e sinergias nos sectores agrário e pesqueiro”, o Fórum Internacional dos Empresários dos Sectores Agrário e Pesqueiro contará com cerca de 200 participantes, entre nacionais e estrangeiros, em representação de diversas áreas empresariais.

Constitui objectivo central do evento, o aprofundamento das parcerias e reforço das sinergias entre os empresários nacionais e estrangeiros, nos sectores agrário e pesqueiro, bem como a valorização dos recursos de que o País dispõe, e será dirigido por Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República.

Espera-se que o evento consolide e promova novas parcerias entre empresários do sector; e incentive as instituições públicas e privadas a colocarem nas suas agendas de trabalho, o estabelecimento de parcerias e reunir sinergias para o aumento da produção e produtividade.

Durante o fórum, as empresas vão transmitir experiências das parcerias já existentes em Moçambique e serão apresentadas as oportunidades de negócios nas áreas de agricultura e de pesca.

Estão previstas visitas a alguns empreendimentos agrários e pesqueiros já identificados na província de Manica e cada província terá a oportunidade de fazer a divulgação das oportunidades de investimento dos sectores agrário e pesqueiro. In “Confederação das Associações Económicas de Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

São Tomé e Príncipe – Autoridades apreendem navio de pesca espanhol

A Missão Conjunta das autoridades do sector das pescas e da guarda costeira de São Tomé e Príncipe e do Gabão, iniciaram pela primeira vez a fiscalização conjunta da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe.

A Missão apoiada pela ONG Internacional SEA Sheperd já começou a produzir resultados. No último sábado uma embarcação com bandeira espanhola foi abordada nas águas territoriais nacionais.

Segundo Alberto Francisco, técnico nacional que participa na fiscalização conjunta STP-Gabão, o navio pesqueiro só foi apreendido no domingo. Com o nome “Almar Primero“, a embarcação de pesca autorizada a operar nas águas nacionais, foi apanhada a capturar espécies proibidas e que não estão inscritas no acordo de pesca. «Abordamos o navio dentro da nossa ZEE com o palangre dentro da água. Mandamos levantar o palangre e o que apareceu era um tubarão azul. É uma espécie protegida. Dentro do porão só havia tubarões e com as aletas cortadas. Só o corte das aletas, já é proibido», denunciou o inspector das pescas Alberto Francisco.

Segundo o técnico nacional envolvido na fiscalização conjunta da ZEE, o navio de bandeira espanhola só está autorizado a pescar atum nas águas nacionais. «Mas os tubarões que encontramos estão proibidos, e estavam também a fazer cortes do atum e isto não é permitido», pontuou.

No último fim-de-semana o navio de bandeira espanhola apreendido na prática de pesca ilegal, estava atracado ao largo da cidade de Neves no norte da ilha de São Tomé. Segundo o inspector das pescas Alberto Francisco, cabe agora as autoridades nacionais decidirem sobre o caso.

Note-se que em 1 de Agosto os governos são-tomense e gabonês deram início a patrulha conjunta da zona económica exclusiva são-tomense, numa parceria com a ONG SEA Sheperd. A missão conjunta entre os dois países se enquadra no acordo de pesca assinado no ano 2015, que prevê a gestão conjunta dos recursos haliêuticos nas águas territoriais dos dois países. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Moçambique - Governo atrai investimento para elevar produção de peixe

Pescas, uma janela de oportunidades

O Governo está empenhado na atracção de mais investimento nacional e estrangeiro com vista a assegurar o aumento da produção e produtividade no sector pesqueiro.

Dados estatísticos oficiais referem que no ano passado o país registou uma produção pesqueira global na ordem de 287 mil toneladas, noventa por cento da qual é contribuição da pesca de pequena escala.

Com os actuais níveis de produção, o consumo per capita de peixe em Moçambique está fixado em 12kg, contra 18 a 20kgs recomendado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

É neste contexto que o Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, esclareceu que para contrariar este cenário o país tem concentrado esforços na atracção de investimentos para infra-estruturas, prática da aquacultura e piscultura, entre outras actividades.

“A aquacultura, é, hoje, em várias latitudes do mundo, uma alternativa comercial extremamente viável em vários países, com condições naturais idênticas às de Moçambique e tendo em conta a cada vez mais escassez das espécies nativas de pescado”, disse.

O governante enfatizou também que os portos pesqueiros são infra-estruturas económicas estratégicas, daí que o Estado reconhece a sua responsabilidade de os construir, reabilitar e equipar, com os seus próprios recursos.

“Mas o Governo também reconhece que pode fazê-lo em regime de parceria público-privada, envolvendo investimento e gestão privados. É disso exemplo a reabilitação do porto de pesca da Beira, cujo início das obras aconteceu recentemente.

Agostinho Mondlane, que falava em Maputo, apelou ao sector privado a apostar mais no sector das pescas para que Moçambique possa atingir os números recomendados pelas Nações Unidas, tirando partido do enorme potencial aquícola de que dispõe.

“Estamos confiantes de que o empresariado saberá explorar as janelas de investimento e negócios que o país oferece no sector pesqueiro”, afirmou.

O ministro incentivou na ocasião os empresários nacionais a, igualmente, focalizar a sua atenção na pesca de pequena escala e, assim, contribuírem para o aumento da quantidade e da qualidade do produto oferecido aos mercados doméstico e internacional. In “Jornal de Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Moçambique - China financia a reconstrução do porto de pesca da Beira

A China financia com cerca de cento e vinte milhões de dólares norte-americanos, a reconstrução do porto de pesca da Beira, em Sofala.

O projecto, com a duração de um ano, irá permitir a ampliação da capacidade de manuseamento do pescado, passando das actuais trinta mil toneladas para setenta mil.

Falando esta segunda-feira, no lançamento da primeira pedra, o Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, disse que o porto de pesca da Beira passará a receber, simultaneamente, dezasseis embarcações, o dobro da capacidade actual.

Segundo Mondlane, com a reabilitação do porto de pesca da Beira, duplica igualmente a capacidade de armazenagem e de processamento do pescado, em termos de infra-estruturas e equipamento de apoio ao maneio de cargas no local.

Por seu turno, o conselheiro económico e comercial da Embaixada da China em Moçambique, Wing Lee Pay, garantiu que o seu país vai continuar a financiar projectos de impacto social, no quadro da cooperação bilateral. In “Rádio Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Moçambique – Província de Nampula vai ter porto para pesca de atum

Nampula - O governo da província nortenha de Nampula pretende construir um porto para pesca de Atum, no âmbito das acções preliminares destinadas a operacionalizar o programa nacional de captura daquela espécie marinha de alto valor comercial.

O governador de Nampula, Victor Borges, explicou que o esboço do projecto já tem a bênção moral do governo central de Moçambique, e perspectiva-se que o porto seja erguido no distrito costeiro de Memba.

O passo subsequente vai ser o de mobilização de parceiros interessados em ajudar o governo de Nampula a angariar os fundos necessários para accionar o plano estratégico da pescaria do atum na costa de Nampula, disse Borges, citado hoje pelo Wamphula fax, jornal editado e distribuído a partir da cidade nortenha de Nampula.

Na costa de Nampula, com quase 450 quilómetros de extensão, são capturadas, anualmente, cerca de 13 mil toneladas de atum, das 20 mil toneladas que constituem o volume total pescado ao nível de todo o país.

O Atum abunda entre a costa dos distritos de Nacala-Porto e Memba e parte de Mogincual e Liupo. Nestas duas ultimas regiões, os volumes de captura não têm sido maiores, em virtude daquela espécie não figurar no cardápio das comunidades locais.

Consta que os meios usados pelos pescadores na captura do Atum pecam por serem rudimentares, sendo por isso que os volumes de produção não reflectem o potencial daquela espécie na costa da província.

No âmbito da construção do aeroporto internacional de Nacala, existe um plano de negócios que preconiza a disponibilização de terrenos para o sector privado interessado na construção de unidades de processamento do Atum destinado à exportação. In “Agência de Informação de Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

São Tomé e Príncipe – Governo japonês apoia conservação do pescado

Palaiês da cidade de Angolares vão ter centro de tratamento e conservação do pescado

O Governo do Japão financia o projecto. Vai reabilitar um edifício na cidade de Angolares, e apetrechá-lo com todos os equipamentos necessários para a conservação e tratamento do pescado.

O projecto está avaliado em mais de 50 mil euros. Na sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016, representantes da embaixada do Japão em São Tomé e Príncipe assinaram com a Associação das Palaiês (vendedoras de peixe), o acordo de financiamento.

O projecto pretende melhorar as condições de trabalho das vendedoras de peixe da cidade de Angolares, capital do distrito de Caué. Uma forma de aumentar o rendimento das famílias pobres da região sul da ilha de São Tomé. Os equipamentos a serem instalados no centro de conservação e tratamento de pescado «adaptam-se à sua realidade económica».

A Direcção das Pescas aproveitou para realçar a importância económica do sector. Segundo o Director, o sector das pescas assegura rendimento para 15% da população do país.

Há mais de 10 anos que a cooperação entre São Tomé e Príncipe e o Japão no domínio das pescas tem permitido apoio financeiro, técnico, material, e formação dos quadros são-tomenses. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe – in “Téla Non”

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Guiné-Bissau – Empresa de pesca chinesa vai iniciar actividade

Bissau - O embaixador da China na Guiné-Bissau, Wuang Hua anunciou no passado domingo, 21 de Junho de 2015, em Bissau que o seu governo vai investir 10 milhões de dólares para melhorar o abastecimento do mercado doméstico guineense em pescado.

O gesto do executivo chinês, segundo o embaixador visa acabar com a escassez de pescado que, nos últimos tempos, se faz sentir no mercado interno da Guiné-Bissau.

Para a materialização deste projecto, o embaixador da China anunciou que, em breve, uma nova empresa de pesca chinesa irá abrir as suas portas em Bissau, dando emprego directo a 400 pessoas.

“Trata-se de uma moderna empresa de pesca chinesa que passará a processar as capturas da pesca artesanal e estabelecer uma rede de comercialização no mercado interno do país, particularmente nas províncias do interior”, sublinhou o diplomata chinês.

O embaixador revelou que o seu país pretende transformar a Guiné-Bissau em celeiro de arroz e torná-la numa nação que exporta este cereal.

Neste quadro, um grupo de 30 jovens e técnicos ligados à agricultura parte na próxima semana para a China, onde irão beneficiar de formação sobre técnicas de produção de arroz.

De acordo com Huang Wua, trata-se de um curso especial organizado pelo governo chinês em colaboração com o Ministério da Agricultura e a presidência da República Guineense.

O diplomata chinês esclareceu que a construção de um palácio da Comunicação Social, que tanto se fala no país, está dependente da decisão do governo guineense e reiterou a “habitual” disponibilidade do seu país em prestar apoios à Guiné-Bissau. In “Agência de Notícias da Guiné – Guiné-Bissau

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Indonésia – Destruição de barcos de pesca em actividade ilegal


A Indonésia fez explodir na passada quarta-feira, 20 de Maio de 2015, um total de 19 barcos estrangeiros que faziam pesca ilegal nas suas águas territoriais.

As embarcações eram originárias do Vietnam, Tailândia, Filipinas e China. A acção ocorreu em Bitung, no North Sulawesi, e faz parte dos objectivos do governo indonésio de acabar com a pesca ilegal. Reuters

sábado, 11 de abril de 2015

Moçambique – Empresa Moçambicana de Atum uma aposta no futuro

EMATUM apresenta de oportunidades de negócio ao empresariado

O ministro moçambicano do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, insta o empresariado nacional a explorar as oportunidades de negócios criadas com o início de actividades da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), em Dezembro de 2014.

Agostinho Mondlane, que falava na passada quinta-feira, 9 de Abril de 2015, na cidade de Maputo, num jantar de apresentação de oportunidades de negócios ao sector privado organizado pela EMATUM, considera o envolvimento do empresariado nacional um factor primordial para a maximização dos benefícios da pesca deste recurso no País.

"Estamos confiantes de que estão criadas todas as condições adequadas para que o sector empresarial nacional explore as janelas de investimento e negócios que Moçambique dispõe e contribua para o crescimento e desenvolvimento do sector pesqueiro", disse o ministro.

Por seu turno, Rogério Manuel, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, enalteceu a iniciativa de divulgar as oportunidades adjacentes à cadeia de valor do atum.

"Temos a convicção de que as informações partilhadas abrem caminho para que as empresas interessadas, com destaque para as pequenas e médias, possam tirar melhor proveito do actual leque de oportunidades existentes neste sector. Ao promover estas ligações, a EMATUM vem contribuir de uma forma particular na geração da riqueza e criação de emprego para os jovens", considera Rogério Manuel.

No evento, foi dado a conhecer ao empresariado nacional as áreas nas quais podem investir no sector pesqueiro e que são do interesse da EMATUM, nomeadamente formação e recrutamento, fornecimento de materiais e equipamento, consumíveis, alimentação, tecnologias, energias e combustíveis, processamento do atum, entre outras.

Refira-se que, neste momento, a Empresa Moçambicana de Atum, que se dedica à pesca deste recurso à escala industrial, conta com 24 barcos equipados com alta tecnologia, sendo 21 atuneiros e três de apoio, com câmaras frigoríficas com capacidade para 30 toneladas cada. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Guiné-Bissau – Equipamento pouco eficiente na pesca artesanal

“Há mais embarcações de estrangeiros no nosso mar do que de nacionais”, denuncia Nelson Sanó


Bissau - O Director-geral da Pesca Artesanal lamentou hoje o facto de haver mais canoas de estrangeiros a pescarem no mar guineense.

Em entrevista à ANG este responsável disse ainda que os pescadores estrangeiros fazem a pesca com embarcações de motores fora de bordo, contra os guineenses que são a minoria neste subsector e muitos deles, com embarcações a remo e que só levam duas ou três pessoas cada.

Segundo este responsável, esse facto impede aos muitos nacionais de fazerem capturas de grande quantidade nas suas actividades pesqueiras.

Para inverter esta situação, o DGPA disse que o governo está a levar a cabo uma política de apoio aos pescadores nacionais com embarcações de maior capacidade e a motor, capaz de levar a bordo até cinco pessoas.

E a título de exemplo, lembrou de quatro embarcações concedidas ao centro de pesca artesanal de Cacine, no sul do país que deverão garantir, pelo menos, vinte postos de trabalho aos pescadores para assegurar o abastecimento local do pescado.

“É preciso incentivar a nossa camada juvenil a ter interesse pelo sector pesqueiro”, defendeu para acrescentar que “diferentemente dos senegaleses, por exemplo, que “começam a lidar com a actividade piscatória desde pequeno”, rematou.

Para resolver este e outros problemas, disse que a actual orgânica da Secretaria de Estado das Pescas e Economia Marítima cria a Direcção-geral da Formação, para sensibilizar os jovens para encararem o sector das pescas para “engrossar a fileira” e, assim, gerar novos postos de trabalho.

Por outro lado, Sanó disse que acontece situações de existência de navios industriais no país que “querem os nacionais”, mas no entanto, faltam-lhes a devida especialização.

“Estas embarcações acabam por contratar os estrangeiros com mais aptidão em matéria da pesca”, referiu.

Abordado sobre um eventual acordo entre as autoridades guineenses e a empresa Chinesa denominada “Corporação Nacional da República Popular da China”, Sanó disse que este assunto está a ser tratado a “nível superior”.

Nelson Sanó afirmou por outro lado, que todo o investimento no subsector da pesca artesanal visa fundamentalmente reduzir o desemprego e consequentemente, fazer crescer a economia guineense, como prevê o Documento Estratégico Nacional para a Redução da Pobreza, o DENARP, em relação ao sector das pescas.

De acordo com Carlos Nelson Sanó, o mais importante é que o sector privado assuma a “dinâmica” do sector das pescas e que o governo, por sua vez, se limita a traçar políticas sectoriais, com vista ao desenvolvimento do mesmo.

Nelson Sanó referiu que ultimamente tem-se verificado um crescente interesse de particulares sobre esta área e a título de exemplo cita o centro de pesca artesanal de Cacheu cuja exploração está a registar muitas solicitações.

Finalmente, o Director-geral da Pesca Artesanal exortou a todos os guineenses e, em particular, ao empresariado nacional a interessar-se e a investir neste subsector pesqueiro, em prol do desenvolvimento do país. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Moçambique – Porto da Beira reabilita e amplia cais e instalações de pesca

Porto da Beira manuseará 70 mil toneladas de pescados

O Governo moçambicano, representado pelo ministro das Finanças, Manuel Chang, e o Embaixador da República Popular da China em Moçambique, Li Chunchua, em representação do Governo da China, assinaram esta quarta-feira (10) o acordo de enquadramento do projecto de reabilitação do Porto de Pesca da Beira.

O acordo ora assinado entre os dois governos cria condições para a implementação do projecto orçado em cerca de 120 milhões de dólares americanos, valor disponibilizado a crédito concessional pelo Eximbank da China.

As obras da infra-estrutura portuária consistem na reconstrução do caís industrial, particularmente na costa para a atracagem de barcos, no aumento da capacidade de manuseamento e processamento do atum pescado na costa moçambicana.

Intervindo na ocasião, o Ministro das Finanças, Manuel Chang, referiu que “este acordo vai contribuir para o pleno funcionamento do Porto no que diz respeito a capacidade dos meios de refrigeração e armazenamento, bem como de manuseamento de pescado, estimulando dessa forma a economia na zona centro do país.”

Com uma capacidade actual de 40 mil toneladas de processamento de pescados, com a reconstrução, a infra-estrutura passará a manusear uma produção anual de produtos pesqueiros na ordem de 70 mil toneladas.

O Embaixador da República Popular da China em Moçambique, Li Chunchua, destacou que o seu país está disposto a fazer esforços para ampliar cada vez mais a cooperação com Moçambique em diversas áreas, “uma cooperação que se traduz numa amizade tradicional entre os dois países.”

Os dois intervenientes foram unânimes em afirmar que a implementação deste projecto trará uma mais-valia ao crescimento económico do país e ao comércio da região austral de África.

Adriano Chiluvane, representante do Ministério das Pescas, disse que o financiamento vai permitir a reconstrução do caís industrial que passará a receber 16 embarcações, aumentando dessa forma a capacidade de manuseamento.

Chiluvane destacou ainda que o projecto trará implicações positivas para as exportações no porto.

“Mais proximamente, o porto de pesca da Beira vai ter a função de manusear o atum. Provavelmente, nessa altura vamos ter que fazer o processamento do atum contribuindo para o aumento das exportações deste pescado.”

Nos últimos anos, a China tem-se tornado um parceiro estratégico de Moçambique. Só no período compreendido entre 2013-2015, o país registou um volume constante de 11 projectos que totalizam 1.4 biliões de dólares financiados pela China.

Entre eles destacam-se a construção do edifício da presidência, o financiamento da estrada nacional número seis (Beira-Machipanda), Aeroporto Internacional de Mavalane, Estádio Nacional do Zimpeto, entre outros.

Moçambique conta com três portos, nomeadamente, de Maputo, da Beira e de Nacala. Judite Lopes – Moçambique in “Realmoz”