Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Concerto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concerto. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de maio de 2026

Luxemburgo - “Euforia”: A celebração da lusofonia no verão do país

No cenário histórico da Abbaye de Neumünster, o centro cultural Neimënster acolhe mais uma edição de um evento que celebra a diversidade cultural através da música. Intitulado Euforia, este dia específico da programação destaca-se como uma homenagem às sonoridades da lusofonia, reunindo influências de Portugal, Cabo Verde e Brasil num ambiente festivo e aberto a todos


Agendado para o dia 11 de julho de 2024, entre as 17h30 e a meia-noite, Euforia propõe uma viagem musical que atravessa geografias e tradições, refletindo a riqueza cultural dos países de língua portuguesa. Integrado na programação de verão de Neimënster, o evento decorre ao ar livre, tirando partido do ambiente único da abadia.

Ao longo da tarde e da noite, o público é convidado a mergulhar em diferentes estilos musicais que, apesar das suas especificidades, partilham raízes comuns. O programa inclui a presença do Priscila da Costa Trio, que traz ao palco a expressividade do fado, género profundamente ligado à identidade portuguesa. Segue-se Carisa Dias & Band, com uma abordagem que cruza a morna cabo-verdiana com influências contemporâneas, evocando temas como a diáspora e a pertença. A energia do samba brasileiro chega com Samba de Lux, convidando à dança e à celebração coletiva, enquanto o encerramento fica a cargo da Banda Compacto, que transforma o espaço num verdadeiro baile ao ar livre.

Mais do que uma sucessão de concertos, Euforia afirma-se como um espaço de encontro entre comunidades. A programação inclui também momentos de convívio, animação e propostas pensadas para diferentes públicos, reforçando o carácter inclusivo do evento. A combinação entre música, gastronomia e ambiente ao ar livre contribui para criar uma experiência imersiva, onde o público não é apenas espectador, mas parte integrante da festa.

Num país marcado pela diversidade cultural como o Luxemburgo, iniciativas como esta assumem um papel relevante na valorização das comunidades lusófonas e das suas expressões artísticas. Euforia surge assim como um ponto de convergência entre tradição e contemporaneidade, promovendo o diálogo cultural através da música.

Ao reunir diferentes vozes e ritmos num mesmo palco, o evento sublinha a força da lusofonia enquanto espaço de partilha. Mais do que um momento de entretenimento, trata-se de uma celebração da identidade cultural comum, vivida de forma coletiva num dos espaços mais emblemáticos da cidade. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Bélgica - Concerto “Cantvs de Abril” celebra Revolução dos Cravos na cidade de Bruxelas

No âmbito das comemorações da Revolução dos Cravos, a Associação José Afonso (AJA) – Bruxelas convida a comunidade a assistir ao concerto “Cantvs de Abril”, no dia 24 de abril. O concerto realiza-se às 19h00, no Hôtel de Ville de Saint-Gilles


O grupo Cantvs, fundado em 2017 e composto maioritariamente por estudantes e ex-alunos da Hochschule für Musik und Tanz Köln, apresenta um repertório de arranjos originais de música tradicional portuguesa.

O evento é organizado pela AJA, com o apoio da embaixada de Portugal em Bruxelas e da Commune de Saint-Gilles. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Alemanha - Novo projeto do Camões Berlim dá palco a músicos portugueses

O Camões Berlim vai lançar, este ano, um novo projeto dedicado à música portuguesa, dando continuidade à sua missão de descobrir, apoiar e projetar novos talentos portugueses residentes em Berlim e noutras cidades da Alemanha.

Intitulado “Let’s get loud”, o projeto pretende criar um espaço de visibilidade para vozes emergentes e percursos artísticos em afirmação, celebrando a diversidade e a vitalidade da música portuguesa contemporânea. A iniciativa prevê a realização de três concertos por ano, oferecendo ao público uma experiência artística plural, dinâmica e em constante renovação.

Cada edição contará com a curadoria de um músico diferente, permitindo explorar distintas linguagens musicais, estilos e perspetivas criativas, num percurso que reflete a riqueza e a multiplicidade da criação musical portuguesa.

A primeira edição desta iniciativa estará a cargo do músico Pedro Matos, com o concerto inaugural agendado para o mês de março, em data a anunciar. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 25 de novembro de 2025

Portugal – Conjunto UHF, o rock em língua portuguesa

O concerto foi realizado em formato acústico no Fórum da Maia



Quando se fala na história do rock português os UHF estão bem lá no topo na condição de uma das bandas mais icónicas de todos os tempos. Com quase 50 anos de carreira, a banda foi formada em 1978, em Almada, granjeando desde aí enorme sucesso junto do público.

Os UHF são hoje um dos poucos sobreviventes da Era do “boom” do rock português. Américo Manuel (bateria), Renato Gomes (guitarra), Carlos Peres (baixo) e António Manuel Ribeiro (voz e guitarra) foram os fundadores da banda. Com o passar dos anos a maior parte dos membros originais foram saindo, dando lugar a outros músicos que contribuíram para o crescimento do prestígio dos UHF no seio musical lusitano.

António Manuel Ribeiro é o único membro que ainda hoje se mantém na formação da banda, sendo da sua responsabilidade a autoria da esmagadora maioria das letras e músicas dos UHF. António Manuel Ribeiro é na verdade um dos mais carismáticos e criativos poetas-rock de Portugal de todos os tempos, sendo atualmente o rosto principal dos UHF.

A banda tem um repertório imenso, contando hoje com quase 2000 concertos dados em Portugal e no Mundo, tendo vendido mais de 1,5 milhões de discos e recebido ao longo da sua carreira inúmeros prémios. Meninas Estás à Janela, Cavalos de Corrida, Rua do Carmo, Matas-me com o Teu Olhar, Na Tua Cama, Rapaz Caleidoscópio, Toca-me, são alguns dos hits da banda que qualquer amante do rock português sabe de cor.

Além do icónico frontman e líder António Manuel Ribeiro, a banda é formada por António Côrte-Real (guitarra), e que é filho de António Manuel Ribeiro; Ivan Cristiano (bateria), Nuno Correia (baixo) e Miguel Urbano (teclas e acordeão). In “My Concerts Tour Memories” - Portugal


sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Moçambique - Emociona o público na Expo Osaka 2025 com um concerto de encerramento inesquecível

Os artistas Xixel Langa, Radja Ali, António Marcos, Sick Brain, May Mbira, Lucrécia Paco e Alvim Cossa subiram ao palco da Expo Osaka 2025, no Japão, para o concerto de encerramento da temporada de programas culturais, representando Moçambique com energia, emoção e autenticidade.


A actuação foi recebida com enorme entusiasmo pelo público da Expo, evidenciado pela presença massiva na plateia e pelas intensas manifestações de aplauso.

O concerto teve início com a entrada impactante de Matchume Zango, cujo desempenho misturou elementos cénicos e práticas artísticas comunitárias, transportando o público para uma experiência que ultrapassa os limites do palco, uma celebração da ideia de que a arte e a cultura pertencem ao povo.

O espetáculo, marcado pela fusão de Timbila, Mapiko, Xigubo e Ngalanga, ganhou uma dimensão arrebatadora com as interpretações de Lucrécia Paco e Alvim Cossa, que conduziram o público por um percurso de emoção, ancestralidade e modernidade.

Sob a Direcção Artística de David Abílio e Coreografia de Pérola Jaime, o concerto simbolizou o encerramento de um ciclo de grande visibilidade para a cultura moçambicana no cenário internacional, mostrando ao mundo a riqueza e a diversidade das expressões artísticas nacionais. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


domingo, 21 de setembro de 2025

Portugal - Bia Caboz dá concerto para viajar do fado aos sons do mundo

Bia Caboz vai dar um concerto no Monsantos Open Air, em Lisboa, no próximo dia 5 de outubro


Reconhecida como uma das vozes mais inovadoras da nova música portuguesa, Bia Caboz traz consigo um espetáculo intenso, vibrante e cheio de emoção, onde a tradição se cruza com a modernidade e o fado ganha novas formas.

A sua identidade musical é feita de fusões ousadas: fado, samba, ritmos afro, pop e eletrónica, reinventando-se a cada canção.

Apesar da juventude, a sua voz tem a profundidade rara, ecoando influências de ícones como Amália, Amy Winehouse, Beyoncé, Alcione ou Mariene de Castro.

Após anos a cantar em casas de fado emblemáticas, Bia Caboz lançou-se a solo com canções que rapidamente conquistaram o público: “Sentir Saudade”, “Vai Vaguear”, “Fala-me a Verdade” e “Quero É Rir”.

Um concerto para viajar do fado aos sons do mundo, num encontro de culturas e emoções no palco do Monsantos Open Air. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 31 de maio de 2025

Costa Rica – Guitarrista Marta Pereira da Costa atua no Teatro Nacional no Dia de Portugal, Dia de Camões e Dia das Comunidades Portuguesas

A Embaixada de Portugal no Panamá, com concorrência na Costa Rica, promove a 3 de junho um concerto especial da guitarrista Marta Pereira da Costa, no Teatro Nacional da Costa Rica, às 20h00 (hora local). O concerto conta com a presença de Perrozompopo (cantor e compositor da Nicarágua) como convidado especial



Reconhecida como a maior executante feminina de guitarra portuguesa a nível mundial, Marta Pereira da Costa levará ao palco costa-riquenho um espetáculo que celebra a tradição musical portuguesa com um toque contemporâneo.

O concerto integra o programa comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e conta com o apoio do Instituto Camões. Os bilhetes encontram-se à venda aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 11 de maio de 2025

UCCLA - Concerto da banda Lala Tamar

O auditório da UCCLA vai receber, no dia 25 de maio, às 19 horas, o concerto da banda Lala Tamar. Trata-se da estreia em Lisboa da cantora Lala Tamar que nos trará a sua poderosa música do norte de África e da Andalucia, com a banda completa vinda de Marrocos.



Os bilhetes poderão ser adquiridos através da ligação aqui.

Biografia:

Lala Tamar é cantora e mestre do guembri (instrumento de três cordas de tamanho semelhante à guitarra). É uma artista magnética que tem conquistado palcos por todo o mundo. Os seus concertos mergulham nas raízes profundas do groove norte-africano, com uma energia feminina arrebatadora e uma generosidade multicultural que atravessa fronteiras. Reivindicando com ousadia a sua herança marroquina e brasileira, Lala Tamar surge como uma das novas musas da música pop com alma oriental. O seu repertório é um feitiço: canções ancestrais, influenciadas pela força hipnótica do trance gnawa, ritmos inconfundíveis de qarqaba, baixo elétrico, teclas e percussão ao vivo. Uma fusão vibrante que faz dançar até os mais tímidos e ecoa como um chamamento nas montanhas do Atlas. Famosa nas ruas de Marrakech, os seus vídeos já somam milhões de visualizações. Após esgotar o seu concerto de estreia no Lincoln Center (NYC), Lala Tamar é uma força emergente a encantar públicos de todo o mundo. Uma noite com Lala Tamar é uma experiência mágica, intensa e transformadora. Não perca!


sexta-feira, 7 de março de 2025

Portugal - Violas brasileiras e portuguesas protagonistas em concerto de Fernando Deghi na cidade de Castelo Branco

Repertório do compositor e instrumentista brasileiro envolveu diversas afinações da viola caipira brasileira, numa conjugação com o mesmo instrumento na sua vertente portuguesa



Fernando Deghi, prestigiado instrumentista, professor, compositor, arranjador e pesquisador brasileiro, com raízes em Portugal, apresentou-se no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) na região Centro de Portugal.

Durante o concerto intitulado “Geografias”, este músico, nascido em Santo André, no estado de São Paulo, em 1962, mostrou o seu talento formado sob várias influências musicais, tendo como protagonistas as violas brasileiras e também um repertório com as suas composições originais para violas portuguesas.

Deghi levou ao público toda a experiência musical e formação adquirida como professor, com o pai e os bisavós, numa viagem sonora aproximando culturas musicais como a espanhola, a brasileira e a celebração da musicalidade luso-brasileira e a universalidade da viola.

É característico do artista a experimentação e o aprendizado de formas diferentes de execução. Durante o concerto, o público pôde ainda ouvir “diversas afinações da viola caipira brasileira, como o Cebolão, Rio Abaixo, Paraguaçu, Rio Acima”.

Segundo apurámos, Deghi revelou “as nuances e as riquezas sonoras que cada afinação proporciona” por meio das suas próprias composições, “criadas para as afinações das violas tradicionais portuguesas, como a beiroa, campaniça, braguesa e açoriana”.

“Cada música é intercalada por “contos e causos que permeiam o universo místico dos violeiros”, revelou o artista.

A organização do concerto ressaltou que, durante o momento do BIS, houve duas “grandes surpresas: guitarra portuguesa e viola braguesa”, com a presença de convidados “especialíssimos”.

O auditório de 275 lugares, integrado num edifício arquitetado pelo catalão Josep Lluis Mateo e pelo português Carlos Reis de Figueiredo, proporcionou ao público a audição de todas as nuances sonoras criadas pelo instrumentista, porque o sistema acústico, de autoria do catalão Higini Arau, foi elaborado sem depender dos “sistemas de amplificação”.

Fernando Deghi conta com vasta experiência musical internacional

De formação erudita, Fernando Deghi desenvolve o seu trabalho em torno da composição, recuperação, divulgação e ensino de viola brasileira, de dez cordas e caipira, desde 1989. Iniciou os seus estudos na área musical em 1975, sendo grande parte desta trajetória dedicados a estudos intensos na prática violonística e inúmeros concertos individuais e duo. As suas composições exploram as possibilidades deste instrumento.

Deghi é o autor dos livros “Viola brasileira e suas possibilidades” (2001), “Ensaios para Viola Brasileira” (2003), “Iniciação a Arte da Viola Brasileira” (2007), “Navegares” (2011), e “Ensino à Distância de Viola”.

Possui três CD’s gravados: “Violeiro Andante” (2000), “Brasil Violado” (2004) e “Navegares”, lançado em junho de 2011. Deghi está, ainda, presente na coletânea “Veredas da Atlântida – uma caminhada simbólica”, lançado na Ilha Madeira em 2005, e no CD “Navegantes Lisboa”, em 2007. Interpretou sinfonia 40 de Mozart no CD “Viola em Concerto”, de 2011, onde foram reunidos os ícones da viola brasileira.

Apresentou-se em centros musicais de renome em São Paulo e em diversos estados brasileiros, além de cidades portuguesas em 2003, 2004, 2005, 2007, 2012, incluindo Lisboa, Coimbra, Évora, Seixal, Castro Verde, Ilha da Madeira (Festivais-Raízes do Atlântico, Machico, Ribeira Brava), Músicas do Mundo, e participação em vários trabalhos como arranjador e compositor.

Em 2005, participou no ano do Brasil na França no “Festival D’Ille de France” a convite de produção francesa. Em 2012, atuou no ano do Brasil na Colômbia. Tem ainda passagens pela Alemanha, Espanha, Itália e Argentina.

Participou como ator e músico na telenovela brasileira “Escrava Isaura” exibida pala Rede Record em 2003, 2004, 2005, sendo reapresentada em edição especial em 2007.

Para a novela “Bicho do Mato”, também na Rede Record, a sua participação foi como compositor, tendo três obras da sua autoria na banda sonora da novela: “Cavalgada”, “Sertão do Canto”, “Riacho” e “Doce”. Além da área musical, é formado em cinema.

Foi curador e diretor-geral do “INSTRUMENTA VIOLA”, na sua segunda edição. Ígor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”


quinta-feira, 6 de março de 2025

Macau - Festival Literário leva poesia ao Porto Interior entre os dias 21 e 30 de Março

A 14.ª edição do Rota das Letras – Festival Literário de Macau vai acontecer entre os dias 21 e 30 de Março. O festival regressa este ano à zona da Barra e volta a ter como tema principal a poesia. Os 50 anos do fim da guerra colonial e os 100 anos da publicação de Lin-Tchi-Fá, Flor de Lótus, também vão estar em foco. Lisbon Poetry Orchestra, Xana, Xu Jinjin, Valério Romão e António Costa Silva, entre outros, vão estar presentes



O 14.º Rota das Letras – Festival Literário de Macau vai acontecer entre os dias 21 e 30 de Março, anunciou a organização. Nesta edição, o evento volta à zona da Barra e terá como tema a poesia, como aconteceu em 2019.

A programação do festival conta com duas dezenas de palestras, três exposições, um ciclo de cinema, um concerto, visitas a escolas e oficinas de fotografia e de escrita criativa. A programação detalhada será divulgada em breve pela organização.

A habitual parte musical, que acontece no dia 29 de Março, vai estar a cargo da Lisbon Poetry Orchestra, que faz a sua estreia em Macau. A banda vai apresentar um espectáculo intitulado “Os Surrealistas”, trazendo como convidada especial Xana, a vocalista dos Rádio Macau. Os Poetry & Music, do antigo responsável pela organização do Festival Literário de Pequim, Anthony Tao, farão a primeira parte do concerto, com uma actuação que terá como tema “O Mito da Escrita”.

Uma vez que o ponto focal desta edição é a poesia, o Rota das Letras traz a Macau vários poetas chineses, como por exemplo Xu Jinjin, artista interdisciplinar que divide o seu tempo entre Xangai e Nova Iorque, expondo os seus trabalhos com regularidade em museus de ambas as cidades. Xu Jinjin foi recentemente premiada pela Sociedade Americana de Poesia. A Xu Jinjin juntam-se, entre outros poetas, Valério Romão, de Portugal, Zang Di e Jia Wei, de Pequim, Chan Ka Long e Wang Shanshan, de Macau. As récitas de poesia, apresentações de novos livros, palestras e workshops vão decorrer no edifício do Antigo Matadouro Municipal.

A ocasião vai servir para assinalar o 100.º aniversário da publicação de Lin-Tchi-Fá, Flor de Lótus, um livro de poemas de Maria Anna Acciaioli Tamagnini. No festival, serão lançadas traduções inéditas da obra para chinês e inglês.

O Rota das Letras também vai assinalar os 50 anos do fim da guerra colonial e da independência dos Países Africanos de Língua Portuguesa através de uma exposição do fotojornalista português Alfredo Cunha, que fez a cobertura desses acontecimentos históricos. Além disso, o realizador Luís Filipe Rocha, que adaptou para o cinema o romance “O Teu Rosto Será o Último”, de João Ricardo Pedro e que também aborda o tema da descolonização, regressa a Macau, depois de, no final da década de 1980 ter dirigido no território a programação da TDM e filmado “Amor e Dedinhos de Pé”, uma adaptação do romance de Henrique de Senna Fernandes.

Ainda dentro da temática da descolonização, virá a Macau António Costa Silva, escritor, poeta, ensaísta e antigo ministro português da Economia e do Mar. António Costa Silva vai apresentar no território o romance “Desconseguiram Angola”, sobre um período vivido há já meio século, “quando no meio de uma guerra fratricida se procurava construir a nação angolana”.

Chen Jiming, vice-presidente da Associação de Escritores de Guangdong, também vai estar presente. Ao longo da sua carreira tem coleccionado distinções literárias, incluindo o Prémio Anual da Literatura Chinesa para o Melhor Novelista, o Prémio Literário do Povo e o China Good Book Award, entre outros. “Cidade dos Sete Passos” e “Monólogo em Voz Alta” são dois dos romances mais premiados do autor.

Vão também fazer parte desta edição do Rota das Letras autores de língua inglesa. O escritor britânico Paul French traz ao festival os seus dois últimos trabalhos: “Her Lotus Year”, biografia de Wallis Spencer, “Duquesa de Winsor”, sobre o período que viveu na China durante os anos 20 do século passado; e “Destination Macao”, uma colecção de histórias sobre algumas das mais fascinantes figuras do território dos séculos XIX e XX. Tony Banham, de Hong Kong, apresenta o resultado da sua investigação sobre o afundamento do navio Lisbon Maru. Thomas DuBois, autor sediado em Pequim, dá a conhecer a China em “Sete Banquetes”, um estudo profundo da história da gastronomia chinesa.

Os livros para os mais novos serão levados às escolas por Chen Shige, o primeiro escritor pós-anos 80 a ganhar a mais alta distinção da literatura infantil na China, e por André Letria, ilustrador e editor português que tem já várias das suas obras publicadas em língua chinesa. Sophia Hotung, ilustradora de Hong Kong, vem ao festival partilhar a sua arte com o público de Macau.

Na véspera da abertura do festival, Wang Zhengping, considerado um dos grandes mestres da fotografia chinesa, inaugura na Galeria do Tap Seac, a exposição “O Vento Sopra na Pradaria”, um olhar poético sobre os campos de pastagens da Mongólia Interior e quem os habita. Rao Yongxia, discípula de Wang, seguiu-lhe os passos e mostra o seu trabalho dias mais tarde, na Galeria do Albergue da Santa Casa da Misericórdia.

O evento, organizado pela Sociedade de Artes e Letras e pela Praiagrande Edições, é patrocinado pela MGM Macau, contando também com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura e de outras entidades. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 4 de março de 2025

Portugal - Duarte a 11 de Março às 21h30 no Coliseu Club - Venham Mais Vinte 2004-2024

A nova sala do Coliseu Club vai ser palco do novo espectáculo de Duarte no dia 11 de Março às 21h30



Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, João Filipe na viola de Fado e Carlos Menezes no contrabaixo, são os músicos que acompanharão o fadista neste seu concerto em Lisboa, após apresentação em inúmeros palcos pelos Estados Unidos e Europa, com especial incidência em França.

Um novo concerto, uma nova sala, uma nova experiência - vinte anos a cantar. Uma noite imperdível, uma oportunidade única de assistir e conhecer grande parte da obra de Duarte destas duas décadas. Não falte!

Os bilhetes já se encontram à venda e podem ser adquiridos aqui. P&C Assessoria de Imprensa - Portugal

Não importou que ficasse

ReViraVolta


terça-feira, 17 de setembro de 2024

CPLP - Concerto “Mulheres da Lusofonia” com apoio do Camões para chegar a outros países da Comunidade

O concerto “Mulheres da Lusofonia”, que em Maio passado se estreou em Lisboa, vai poder chegar às capitais de outros Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse o embaixador do Brasil junto da CPLP.


Segundo o diplomata Juliano Nascimento, esta iniciativa, que reuniu oito cantoras de oito dos Estados-membros da CPLP num concerto no Centro Cultural de Belém, com o apoio financeiro do Fundo Especial da CPLP, neste caso integralmente com recursos do Brasil, conta agora também com a ajuda financeira do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua para chegar às “capitais de outros Estados-membros” da organização. “Tivemos a generosa colaboração do Camões [e esta contribuição] vai permitir que a gente leve o ‘show’ para outras capitais nos PALOP”, salientou, realçando que os locais onde chegará “dependerá um pouco da manifestação dos outros países”.

O embaixador disse que será preciso falar com a cantora brasileira Fafá de Belém, “a idealizadora desse ‘show'”, para perceber se o espetáculo terá o mesmo formato e músicos da edição de Lisboa, e com os outros representantes de Estados-membros da CPLP em Lisboa para saber que disponibilidades têm os seus países para acolher o evento e como podem ajudar também, de modo a que possa ser apresentado num maior número de capitais.

Sobre o valor da contribuição do Camões, o diplomata preferiu não dar números, adiantando apenas que agora há condições para realizar mais espetáculos, quando inicialmente a verba não chegava sequer para dois. Sem adiantar valores, fonte do Camões confirmou à Lusa que foi alocada uma verba disponível de Portugal no Fundo Especial da CPLP para apoiar estes concertos.

Em Maio, a cantora brasileira Fafá de Belém contou que a ideia do concerto começou a germinar em 2018, quando, a convite da portuguesa Ana Laíns, participou nas Festas do Mar, onde a conheceu pessoalmente, bem como à cantora guineense Karyna Gomes. “A ideia é cantar a voz da mulher na língua portuguesa”, acrescentou Fafá, que coordenou o espetáculo com entrada gratuita, que surgiu no âmbito das comemorações do mês da Língua Portuguesa, em maio, e foi financiado também pelo Fundo Especial da CPLP.

Além da portuguesa Ana Laíns, da brasileira Fafá de Belém e da guineense Karyna Gomes, o projeto contou com a participação de Anabela Aya (Angola), Anastácia Carvalho (São Tomé e Príncipe), Lura (Cabo Verde), Piki Pereira (Timor-Leste) e Selma Uamusse (Moçambique). Cada uma das cantoras interpretou dois temas do seu repertório, e homenagearam, de alguma forma, mulheres que foram muito importantes na expansão da língua portuguesa, como Amália Rodrigues e Cesária Évora. In “Ponto Final” - Macau


quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Brasil - Irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia dão primeiro concerto juntos após 46 anos

Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia, dois dos maiores ícones da Música Popular Brasileira, ofereceram no sábado no Rio de Janeiro o primeiro concerto em conjunto após 46 anos de carreiras individuais de sucesso.


O concerto ‘Caetano e Bethânia’, no teatro Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, cujas entradas esgotaram há várias semanas, foi o primeiro de uma digressão que os dois membros do grupo ‘Doces Bárbaros’ vão realizar até 18 de Dezembro e que irá passar também pelas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Porto Alegre, Recife, Brasília, Fortaleza, Salvador e São Paulo.

Com excepção de uma série de concertos oferecidos há 46 anos (1978), da qual nasceu um álbum, os irmãos nunca tinham actuado juntos em duo. Mas, nessas quase cinco décadas de carreiras separadas os seus percursos profissionais cruzaram-se diversas vezes, até porque Caetano é autor de 30 canções imortalizadas na voz de Maria Bethânia, entre as quais ‘De Manhã’, ‘Reconvexo’ e ‘Um Índio’, que cantaram juntos noutras ocasiões.

O concerto começou com ‘Alegria Alegria’, um marco do movimento tropicalista, e contou com várias músicas que reforçam as interligações entre os dois irmãos e a sua origem no estado da Bahia, como ‘Os mais doces bárbaros’, ‘Gente’ e ‘Oração ao tempo’.

Embora cantassem juntos a maior parte do tempo, em duas ocasiões aproveitaram actuações individuais para recordar os seus maiores clássicos. Cantou ‘Sozinho’, ‘Leãozinho’, ‘Não me ensinas a esquecer-te’ e ‘És linda’; e as suas ‘Brincar de viver’, ‘Chega de mágoas’, ‘As canções que você fez para mim’ e ‘Negue’.

Para além de uma homenagem à eterna companheira, a cantora Gal Costa, falecida há dois anos e de quem recordaram com ‘Baby’, destacaram ainda canções de outros compositores que fazem parte do imaginário brasileiro, como ‘Gita’ de Raul Seixas e ‘Fé’ de Iza. E não paravam de interpretar algumas canções da digressão que fizeram juntos em 1978, como ‘Um índio’ e ‘Tudo de novo’, com as quais concluíram exactamente duas horas de espectáculo.

Os dois filhos de Doña Canô, nascidos em Santo Amaro, no interior da Bahia (Nordeste do Brasil), seguiram caminhos diferentes na música. Caetano, o compositor, cantor e guitarrista que hoje completa 82 anos, começou na Tropicália, o movimento cultural rebelde brasileiro que co-liderou com Gilberto Gil na década de 1960.

Maria Bethânia, guitarrista e compositora de 78 anos e uma das maiores intérpretes do Brasil, preferiu começar como cantora independente. Saiu do anonimato numa apresentação em Salvador em 1964 em que cantou ao lado de Caetano, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Zé, o que lhe valeu a então famosa Nara Leão, encantada com a sua voz, convidando-a para o substituir num concerto no Rio.

Um ano depois já tinha um álbum gravado (‘Carcará’) que incluía as canções ‘De Manha’ e ‘Sol Negro’, que o seu irmão compôs especialmente para o seu ‘primeiro filme’. As suas carreiras voltaram a cruzar-se em 1966, quando Caetano dirigia ‘Pois é’, espectáculo em que a irmã cantava ao lado de Gilberto Gil e Vinícius de Moraes.

E depois do exílio de Caetano na Europa durante os anos mais duros da ditadura brasileira, os dois voltaram a cruzar-se em 1972, quando o compositor produziu o álbum ‘Drama’, em que Bethânia cantou, entre outras, a canção ‘Iansa’, uma co-produção do seu irmão e Gilberto Gil.

Quatro anos depois entraram finalmente como membros, juntamente com Gilberto Gil e Gal Costa, do grupo ‘Doces Bárbaros’.

Em 1978 os dois irmãos montaram finalmente um repertório para se apresentarem em duo numa digressão pelo Brasil que incluiu um mês inteiro de concertos no Rio de Janeiro, num dos quais gravaram um disco (Maria Bethânia e Caetano Veloso ao Vivo), com canções como ‘Tudo de novo’, de Caetano, e ‘Fé Cega, Faca Amolada’, de Milton Nascimento. In “jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


quinta-feira, 25 de julho de 2024

Fundação Calouste Gulbenkian - A Orquestra Juvenil Geração está de regresso ao Grande Auditório

 


O concerto assinala os 100 anos de nascimento do compositor português Joly Braga Santos, com o seu emblemático Concerto de Cordas, a que se juntam aberturas de ópera e repertório de influência latino americana, sendo de realçar a peça de Anne Victorino d’Almeida, criada no âmbito do projecto B-Me (Blending melodies: bridging cultural identities) numa parceria entre o Sistema Chipre, Sistema Grécia e Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis Sistema Portugal, com o apoio do Creative Europe.

Reunindo mais de 100 jovens de todos os núcleos da Orquestra Geração da Área Metropolitana de Lisboa (Almada, Amadora, Lisboa, Loures, Oeiras, Sesimbra e Vila Franca de Xira), neste concerto participarão ainda 9 jovens do Sistema Chipre que integraram o estágio de verão da Orquestra Geração.

O concerto será dirigido pelos maestros Juan Carlos Maggiorani, diretor artístico da Orquestra Juvenil Geração, e Santiago Ossa Alzate, diretor artístico do Sistema Chipre.

A receita de bilheteira reverte para a Orquestra Geração. Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal

28 jul 2024

domingo, 18:00

Local

Grande Auditório

Fundação Calouste Gulbenkian

Preço

5,00 €

Comprar Bilhete

Orquestra Juvenil Geração

Juan Carlos Maggionari Maestro

Santiago Ossa Alzate Maestro

Gioachino Rossini

Abertura da ópera Guilherme Tell

Anne Vitorino de Almeida em colaboração com Edison Otero

Rapsódia dos Rios, op. 93c*

Joly Braga Santos

Concerto para Orquestra de Cordas, op. 17

Arturo Marquez

Danzón n.º 2

Richard Wagner

Abertura da ópera Os Mestres Cantores de Nuremberga

*Peças compostas no âmbito do projeto B-Me: blending melodies, bridging cultural identities (Creative Europe, EU)

Duração 60 min. (sem intervalo)

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação. 

Assista ao concerto de 2023:

terça-feira, 25 de junho de 2024

Portugal – Concerto “Natália é quando uma mulher quiser” no Casino do Estoril

No encerramento da homenagem a Natália Correia pelo centenário do seu nascimento, através do espectáculo Natália é Quando uma Mulher Quiser, idealizado e produzido pelo músico Renato Júnior, criador musical dos poemas da escritora, vamos poder ouvir doze grandes vozes femininas da atualidade. Aurea, Ana Bacalhau, Amélia Muge, Elisa Rodrigues, Katia Guerreiro, Mafalda Veiga, Maria João, Patricia Antunes, Patricia Silveira, Rita Redshoes, Sofia Escobar e Viviane, acompanhadas de uma grandiosa orquestra, espetáculo único no dia 15 de Setembro no Casino do Estoril.


Na concepção visual deste concerto Natália é Quando uma Mulher Quiser, foi recriado o famoso “Botequim”, bar em Lisboa, propriedade de Natália Correia onde decorreram nos 70 e 80 verdadeiras tertúlias que juntaram algumas das personalidades mais relevantes da política, das artes e letras nos convívios literários e café-concerto. Um local que acabou por ser igualmente uma   extensão da atividade política desta mulher defensora dos direitos humanos e das mulheres.

Natália é Quando uma Mulher Quiser é um concerto que dá assim corpo e alma a alguns dos poemas mais emblemáticos da obra literária riquíssima da escritora, que se destacou na luta contra o fascismo.

Uma viagem no tempo e espaço de um dos nomes mais marcantes na cultura nacional, porque … Natália é Quando uma Mulher Quiser. P&C Assessoria de Imprensa - Portugal




terça-feira, 14 de maio de 2024

Lusofonia - Oito cantoras apresentam em Lisboa canções na língua que as une

Oito cantoras vão levar ao Centro Cultural de Belém, na próxima quarta-feira, “a civilização lusófona que [as] liga”, no concerto “Mulheres da Lusofonia”, disse Ana Laíns, uma das intérpretes, à agência Lusa.


Ana Laíns está, aliás, na origem desta ideia, disse à Lusa a brasileira Fafá de Belém, outra das intérpretes.

“Isto começou quando a Ana [Laíns] me convidou para participar [em 2018] nas Festas do Mar e conheci-a, pessoalmente, e também a [guineense] Karyna Gomes, que me apareceu como se fosse uma entidade”, disse Fafá de Belém, referindo que a ideia começou logo a germinar.

“A ideia é cantar a voz da mulher na língua portuguesa”, declarou Fafá de Belém.

Além de Ana Laíns, Fafá de Belém e Karyna Gomes, o projeto conta com Anabela Aya (Angola), Anastácia Carvalho (São Tomé e Príncipe), Lura (Cabo Verde), Piki Pereira (Timor-Leste) e Selma Uamusse (Moçambique).

Cada uma das cantoras interpreta dois temas do seu repertório, e vão também “homenagear, de alguma forma, mulheres que foram muito importantes na expansão da língua portuguesa, como Amália Rodrigues e Cesária Évora”.

Assim, “todas juntas, interpretamos dois temas, ‘Tanto Mar, de Chico Buarque e esse hino à mulher empoderada, que luta pela sua própria vida, ‘Maria, Maria’, de Milton Nascimento”, disse Ana Laíns que assume a curadoria e produção executiva do espetáculo, apoiado, entre outras entidades, pela Fundação Guimarães Rosa, do Brasil.

As cantoras serão acompanhadas por um ensemble composto por Paulo Loureiro (piano e orquestrações), Rolando Semedo (baixo), Carlos Lopes (acordeão), João Ferreira (percussão), Ana Filipa Serrão e José Pereira (violinos), Joana Cipriano (viola d’arco) e Catarina Gonçalves (violoncelo).

“A nossa meta é continuar, atravessar os mares”, disse Fafá de Belém que projeta que este seja “um espetáculo de carreira e seja apresentado noutros palcos portugueses, mas também africanos e brasileiros, onde as músicas africanas são pouco conhecidas”, disse a cantora brasileira, referindo o “fator pedagógico” deste concerto, em “esclarecer o povo brasileiro sobre a sua própria origem”.

Ana Laíns, por seu turno, adiantou à Lusa que “há conversações a decorrer com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para levar este conceito, este projeto, a todos os países da lusofonia”.

Laíns reconheceu que apresentar o espetáculo em Timor-Leste “é o maior desafio”.

Do projeto consta a timorense Piki Pereira, atualmente a residir no Reino Unido, e que não faz carreira profissional na música, mas o “espetáculo equitativo”, é “uma possibilidade de mostrarmos os nossos projetos”.

Nesta digressão há a vontade de uma maior aposta nos palcos do Brasil, país onde, embora presente, muito generalizada e assimilada, é “pouco conhecida, ainda, a influência das músicas africanas”, disse Fafá, que acrescentou: “Eu sou uma branca ninada por amas pretas, nós fomos embalados pelos negros vindos de África.”

“A primeira leva de escravos que chegou a Belém do Pará veio da Guiné-Bissau”, disse Fafá, referindo-se à sua terra natal.

O espetáculo, com entrada gratuita, surge no âmbito das comemorações do mês da Língua Portuguesa, o mês de maio, e é financiado pelo Fundo Especial da CPLP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


segunda-feira, 8 de abril de 2024

Portugal - 25 de Abril: Museu do Oriente celebra revolução com exposição, concerto e conferência

Uma exposição, um concerto e uma conferência sobre as diferentes perspectivas da Revolução estão no centro do programa 50 Anos do 25 de Abril que vai decorrer no Museu do Oriente, entre 12 de Abril a 19 de Maio


A exposição sob o título “Ventos de Liberdade” – com fotografias inéditas que evocam os valores e a herança da mudança política no país – revelará, a partir de 16 de Abril, o olhar de Ingeborg Lippmann e Peter Collis, dois fotojornalistas estrangeiros que acompanharam o processo, e retrataram o que a revolução transformou.

“A lente do britânico Peter Collis capta um país em transe, desde os portugueses anónimos, a protagonistas da cena política da época, e as imagens da alemã Ingeborg Lippmann focam as mulheres, a paisagem humana no Alentejo no contexto da reforma agrária”, num país muito rural, descreve um texto da organização.

Comissariada por Fátima Lopes Cardoso e Pedro Marques Gomes, a exposição, de entrada gratuita, parte dos seus arquivos, depositados na Fundação Mário Soares e Maria Barroso, relevados agora pela primeira vez, que poderão ser vistos até 19 de Maio.

A par da exposição, será apresentada “A Liberdade”, obra vencedora do concurso de criação artística “Call4art: 50 Anos do 25 de Abril”, lançado em 2023 pela Fundação Oriente, para encorajar gerações de artistas plásticos que não viveram a ditadura a reflectir sobre o legado e valores da revolução.

Da autoria de Isa Magalhães (aka Kideo Kidō), a instalação “A Liberdade” simboliza “o impacto positivo desta conquista nas gerações pós-revolução”, e poderá ser vista até 19 de Maio, segundo a organização.

Também no dia 16 de Abril, a conferência comemorativa do 50.º aniversário do 25 de Abril irá reunir testemunhos de quem viveu a revolução em diferentes contextos lusófonos, bem como um balanço de 50 anos de democracia em Portugal.

A sessão inicia-se com o relato desta vivência em algumas geografias como Macau e Timor-Leste, através dos testemunhos do jornalista Ricardo Pinto e da historiadora Zélia Pereira, em painéis sobre democracia e liberdade em Portugal, democracia paritária e liberdades civis, participados pelas vozes de investigadores como Gonçalo Saraiva Matias, Marina Costa Lobo, Vasco Malta e Miguel Vale de Almeida, entre outros.

Na sessão de encerramento da conferência estará o presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, e a presidente da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, Isabel Soares.

Coproduzido pela Associação Setúbal Voz, a Fundação Oriente apresentará um concerto a 12 de abril para revisitar a forma como a Revolução dos Cravos chegou a Macau: os músicos Diogo Oliveira e Tiago Mileu vão ritmar como a notícia foi narrada na Rádio Macau por Rui de Mascarenhas, um cantor português de sucesso na época.

O espectáculo irá reunir poemas musicados, temas tradicionais chineses e canções populares portuguesas.

As delegações da Fundação Oriente terão também diversas iniciativas a decorrer entre os dias 22 e 29 de Abril, por ocasião de um encontro que trará músicos goeses para dois concertos que combinam fado, mandó e outros temas de Goa. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 5 de abril de 2024

Macau - Pedro Jóia e José Salgueiro evocam Abril com músicas de Zeca Afonso no Teatro D. Pedro V

No dia 13 de Abril, o Teatro D. Pedro V será palco de um concerto em que as músicas do repertório de Zeca Afonso serão interpretadas pelo guitarrista Pedro Jóia e pelo percussionista José Salgueiro. Organizado pela “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa”, o espectáculo está integrado nas comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos


As músicas de intervenção política de José Afonso, mais conhecido por Zeca Afonso, vão preencher um concerto agendado para o Teatro D. Pedro V, no próximo dia 13, sábado, com interpretação de Pedro Jóia, na guitarra, e José Salgueiro, na percussão.

A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (SOMOS – ACLP), promotora da sessão musical que se insere nas comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, sublinha que o cantor já falecido “vai para além da força do seu repertório, com reinterpretações de versões instrumentais de parte da melhor música portuguesa produzida no último meio século”. Sendo Zeca Afonso “uma das figuras incontornáveis” da história artística e do processo revolucionário português, “este concerto homónimo vai ressoar grande parte da sua obra”, realça a Somos – ACLP, acrescentando que “o mote para este espectáculo é justamente o disco Zeca, no qual Pedro Jóia transforma as canções de Zeca Afonso em versões instrumentais”.

A noite musical do D. Pedro V incluirá ainda a interpretação de temas de outros grandes nomes da música portuguesa, como o compositor e guitarrista Carlos Paredes.

O público poderá ainda ouvir alguns trechos originais compostos por Pedro Jóia, que foram sendo registados em oito discos ao longo dos últimos 25 anos de carreira.

O disco Zeca, editado pela Sony Music e lançado em Maio de 2020, ocupou o primeiro lugar do Top Português durante várias semanas e foi distinguido em Junho de 2021 com o Prémio Carlos Paredes pela Sociedade Portuguesa de Autores. Desde o seu lançamento já correu vários palcos em Portugal e fora do país, chegando agora a Macau, “para despertar uma ampla gama de emoções apenas com a linguagem poética dos instrumentos em palco e a evocação de reminiscências e íntimas reflexões”, destaca o texto da organização.

Dado tratar-se de uma “fusão de culturas e identidades”, o concerto contará também com um convidado especial, o instrumentista Fang Teng, concertino da Orquestra Chinesa de Macau. Vai interpretar obras emblemáticas da cultura musical portuguesa, “fortalecendo desta forma laços que unem os nossos povos há séculos e criando um momento de perfeito vínculo musical e cultural”, refere a Somos.

Fang pontuará as notas da música portuguesa “com a capacidade dramática e melancólica do erhu”, instrumento tradicional chinês de duas cordas e tocado com um arco.

Sobre os instrumentistas lusos que se deslocam a Macau, Pedro Jóia começou a tocar guitarra aos sete anos de idade na Academia dos Amadores de Música, em Lisboa, passando aos 15 para o Conservatório Nacional, onde viria a concluir os estudos de guitarra clássica. Aos 19 apresentou-se a solo e com outras formações instrumentais. Em 2008 recebeu o Prémio Carlos Paredes com o seu álbum “À Espera de Armandinho” e recebeu a mesma distinção em 2020 com o álbum Zeca.

José Salgueiro, por seu turno, tem-se dedicado à bateria e percussão. Estudou na Academia dos Amadores de Música, Conservatório Nacional, Hot Clube de Portugal e no Taller de Músics, em Barcelona.

A sua actividade musical passou por concertos, gravações de discos e espectáculos de televisão com vários artistas nacionais, tendo participado em workshops de improvisação, bateria e trompete, em Barcelona e, em Março de 2001, integrou o Quinteto de Wayne Shorter, num espectáculo inserido na programação de jazz da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Integrou grupos 3 como Trovante, Cal Viva, Tim Tim por Tim Tum (mentor e produtor), Gaiteiros de Lisboa, e El Fad (de José Peixoto), e participou também a solo nas mesmas orquestras de Pedro Jóia.

Quanto a Fang Teng, terminou em 2025 o curso no Conservatório de Macau e foi admitido no Conservatório Central de Música. Foi professor de erhu na Escola de Educação Contínua do Conservatório Central de Música, convidado da Orquestra Chinesa de Macau, e actualmente é professor desse instrumento tradicional chinês na Escola Secundária Hou Kong de Macau.

O concerto Zeca, que tem apoio e patrocínio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura de Macau, bem como do Instituto Português do Oriente e Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, começa às 21 horas e terá uma duração de cerca de 70 minutos sem intervalo. Os bilhetes custam 200 patacas e podem ser adquiridos através da Macauticket. Vitor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

UCCLA - Concerto do grupo “A Chave”


O auditório da UCCLA vai receber, no dia 23 de fevereiro, o grupo “A Chave”, às 21 horas. Trata-se de um grupo de rock português, formado em 1968, que interpreta blues e temas antigos.

Os bilhetes têm o valor de 10€. Formas de pagamento: pagamento através de MBWay para o número 914517421, com respetiva identificação, ou transferência bancária para o número PT50019300001050284298111.


 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Macau – Brasileira Lia Sophia traz sons da Amazónia a concerto da passagem de ano

Pela primeira vez em Macau e na China, a cantora brasileira Lia Sophia traz ao território um “show especial” na noite de passagem de ano junto à Torre de Macau. Conhecida por cantar o carimbó, género musical típico da região da Amazónia, povoado por influências africanas, Lia Sophia promete apresentar um concerto que homenageia essa região brasileira em risco de deflorestação

Tudo começou por acaso, porque, na verdade, Lia Sophia queria ser psicóloga. Mas o facto de estar ligada à música desde cedo e a necessidade de ganhar dinheiro fê-la começar a tocar em bares, e daí até construir uma carreira musical foi um passo. A artista brasileira, conhecida por cantar géneros musicais brasileiros tão diversos, assume-se como a mensageira das sonoridades do Carimbó, um estilo nascido na floresta da Amazónia, zona em risco de extinção pela intensa desflorestação de que tem sido vítima nos últimos anos.

Desta forma, o concerto de Lia Sophia em Macau, agendado para a noite de passagem de ano entre as 22h e as 00h10, junto à Torre de Macau, na praça do Lago Sai Van, promete chamar a atenção para a musicalidade tão própria dos povos indígenas que habitam este lugar.

“Esta é a primeira vez que actuo em Macau e fico muito feliz. Estou muito empolgada por poder levar um pouco da música que fazemos na Amazónia, com todas as referências afro, sobretudo neste momento em que se fala tanto da Amazónia e da preservação da floresta, e também dos povos indígenas que vivem neste lugar”, contou ao HM.

Lia Sophia diz ter preparado um “show especial” para Macau. “Vai ser um momento muito especial e levo comigo uma história, referências importantíssimas destes povos na música. Levo referências ao nível da repercussão, tendo escolhido músicas do meu repertório para que o povo de Macau entenda de onde eu venho.”

A cantora brasileira, que ficou surpreendida ao saber que no território persiste uma pequena comunidade brasileira, disse ainda que “Macau vai ser um momento especial” na sua carreira.

“Fico feliz em saber que existe essa semelhança, pois parte da população fala português. Vai ser bom demais encontrar compatriotas.”

Mescla de ritmos

Lia Sophia lançou o primeiro disco em 2005, “Livre”, seguindo-se “Castelo de Luz”, em 2009 e, mais recentemente, “Não Me Provoca”, com participações especiais de Ney Matogrosso, Paulinho Moska e Sebastião Tapajós. O single “Ai Menina”, de um outro álbum, fez parte da banda sonora da telenovela da Rede Globo “Amor, Eterno Amor”, catapultando a artista ainda mais para a fama.

“Nunca foi um projecto ou influência embarcar na música como profissão”, confessa. O violão começou a ser tocado aos nove anos de idade, mas depois foi tudo fruto do acaso. “Sou formada em psicologia na Universidade Federal do Pará, mas precisei de trabalhar, pois venho de uma família humilde e pobre, e comecei a tocar em bares, algo comum no Brasil. De repente, em 2005, lancei o meu primeiro álbum, que foi um sucesso. A minha vida seguiu esse rumo e sou muito feliz.”

A cantora descreve o Carimbó como “um ritmo tradicional com raiz no Belém do Pará, onde me situo”, e que mistura música africana com indígena. “Na dança desta música os pés arrastam-se como nas coreografias indígenas, usa-se um tambor enorme onde se senta em cima para tocar, batem-se palmas, mistura-se a dança, estilos de roupa e de vida. É uma cultura muito presente na Amazónia profunda”, descreveu.

O carimbó é ainda “uma dança em que as mulheres usam saias festivas, e quando se toca é irresistível em qualquer lugar”. “Estou levando um pouco do carimbó para Macau, tal como outros ritmos, como o brega, muito típico da região norte [do Brasil], ou a guitarrada. É importante que o povo de Macau conheça um pouco sobre estes géneros musicais e que eu possa projectar imagens da Amazónia, da sua exuberância e riquezas natural e humana.”

Lia Sophia diz esperar que, com este concerto, internacionalize mais a sua carreira, que já contou com espectáculos em Londres ou Nova Iorque. “É fantástico ter a chance de poder levar a nossa cultura para um lugar tão diferente de onde você vive”, rematou. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”