Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Portugal - Celebrações dos 100 anos de Zeca Afonso respeitam cunho popular do artista

A apresentação de um manifesto abre simbolicamente a celebração do centenário do nascimento do músico José Afonso, marcado para 2029, antevendo-se uma comemoração com “um cunho popular forte”, revelou a Associação José Afonso (AJA)


“Queremos que as comemorações sejam com um cunho popular forte, com capacidade de suscitar a iniciativa das diferentes escalas do mundo associativo, independentemente de podermos fazer articulações a nível institucional. (…) É o carácter popular de que José Afonso tanto gostava, de se movimentar nesses meios populares”, explicou à agência Lusa o historiador João Madeira, da AJA.

O “Manifesto 100 anos de José Afonso”, a apresentar esta quarta-feira, em Lisboa, é assinado por mais de uma centena de personalidades portuguesas, da música, cinema, teatro, jornalismo, investigação e sociedade civil e continua aberto para mais subscrições.

Luís Cília, Garota Não, Sérgio Godinho, Capicua, Luca Argel, Manuela Azevedo – todos da área da música – assim como os jornalistas Adelino Gomes e Joaquim Furtado, os capitães de abril Vasco Lourenço e Jorge Aires, a investigadora Irene Flunser Pimentel e o musicólogo Rui Vieira Nery estão entre os primeiros signatários.

No manifesto pode ler-se que existe vontade não só de celebrar “a criatividade e o impacto duradouro” da obra de José Afonso, como também “o exemplo cívico, feito de coerência, modéstia e persistência, e a sua busca de uma sociedade mais livre, mais justa e mais solidária”.

“É um momento simbólico, uma primeira iniciativa no âmbito das comemorações e o manifesto é uma declaração de intenções, do que pode ser feito”, explicou João Madeira.

No âmbito da celebração do centenário, a AJA quer iniciar um novo processo de classificação da obra fonográfica de José Afonso, uma vez que o anterior foi arquivado em 2025 pela Museus e Monumentos de Portugal, por falta de “acesso físico aos bens a classificar”.

“Não recebemos uma resposta à contestação. O que nos move é enfatizar a obra do Zeca Afonso”, sublinhou João Madeira.

Entre outras iniciativas a desenvolver, depois de estabelecidas parcerias, estão concertos, exposições, tertúlias, a publicação ou reedição de projetos editoriais e recolha e preservação de documentação e testemunhos relacionados com José Afonso.

“A obra de José Afonso constitui um património cultural fundamental, parte viva do nosso imaginário coletivo, pertença popular, cuja valorização e reconhecimento pelos poderes públicos consideramos essenciais”, afirma a associação.

“Cantor, poeta e cidadão profundamente atento ao seu tempo”, José Afonso nasceu em Aveiro, a 02 de agosto de 1929.

Começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra, mas ao longo da carreira ficou conhecido, sobretudo, pelas canções de intervenção cívica, contra o regime ditatorial.

A obra completa de José Afonso começou a ser reeditada em 2021, numa iniciativa da família com a editora Mais 5, disponibilizando em novos formatos álbuns como “Cantigas do Maio” (1971), “Venham Mais Cinco” (1973) e “Coro dos Tribunais” (1974), assim como o concerto “Ao Vivo no Coliseu”, de 1983.

Autor de “Grândola, Vila Morena”, uma das canções escolhidas para senha do avanço das tropas, na Revolução de 25 de Abril de 1974, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica.

Quase 40 anos depois da morte de José Afonso, João Madeira sublinha a atualidade do pensamento e da obra musical do cantautor, que se colocou “no plano da intervenção cultural, intervenção cívica face aos grandes problemas do mundo contemporâneo”.

“São problemas que têm a mesma raiz, de um certo posicionamento contra a prepotência, as desigualdades, em defesa da paz do mundo e que fazem todo o sentido nos dias de hoje. As expressões de natureza cultural hoje podem ser diferentes, mas também percebemos que há um legado que estabelece um fio de continuidade entre o que era a realidade em tempos antigos e a realidade que é hoje”, disse.

O “Manifesto 100 anos de José Afonso” vai ser apresentado hoje na Casa Capitão, em Lisboa, e contará com atuações de Ana Lua Caiano e Couple Coffee.

A Associação José Afonso, que se apresenta como uma “associação cultural e cívica, não confessional”, foi formalizada em novembro de 1987, poucos meses depois da morte do cantautor, com o objetivo de preservar “a memória e o exemplo” de José Afonso. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




quinta-feira, 9 de abril de 2026

Bélgica - Concerto “Cantvs de Abril” celebra Revolução dos Cravos na cidade de Bruxelas

No âmbito das comemorações da Revolução dos Cravos, a Associação José Afonso (AJA) – Bruxelas convida a comunidade a assistir ao concerto “Cantvs de Abril”, no dia 24 de abril. O concerto realiza-se às 19h00, no Hôtel de Ville de Saint-Gilles


O grupo Cantvs, fundado em 2017 e composto maioritariamente por estudantes e ex-alunos da Hochschule für Musik und Tanz Köln, apresenta um repertório de arranjos originais de música tradicional portuguesa.

O evento é organizado pela AJA, com o apoio da embaixada de Portugal em Bruxelas e da Commune de Saint-Gilles. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Portugal – Apresentação do livro “José Afonso – O triângulo mágico na sua vida e obra”

No dia 11 de janeiro, às 19h, o Núcleo AJA Lisboa – Associação José Afonso recebe a apresentação do livro “José Afonso – O triângulo mágico na sua vida e obra” de Paulo Esperança. Como disse José Afonso, “sou, no fundo, fruto de muitas gentes, de muitos lugares, de muitos dissabores”. Foi daqui que o autor partiu para escrever este livro. Apesar desses “muitos lugares”, Paulo Esperança considera a existência de um triângulo mágico no imaginário de José Afonso que influenciou a sua vida, obra, criação artística e abertura para a compreensão do mundo que o rodeava. África, Portugal e Galiza são esses vértices!

O evento conta com a presença do autor e artista Manuel Teixeira, que cantará músicas de raiz africana portuguesa e galega para acompanhar a sessão. Segue-se um lanche partilhado – pedimos a todos que tragam uma comida e/ou bebida para contribuir. Vem e traz outro amigo também! InAssociação José Afonso” - Portugal

 

domingo, 5 de janeiro de 2020

Portugal – Concerto Semeadores de Utopias

Concerto com os Couple Coffee (Luanda Cozetti e Norton Daiello), dia 10 de janeiro, às 19 horas, no Auditório do Liceu Camões, em Lisboa. Organização Associação José Afonso (AJA).