Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Macau – Associação Somos! propõe abordagem ao retrato em concurso fotográfico lusófono

A Somos – ACLP vai lançar um concurso de fotografia dirigido às comunidades lusófonas que propõe uma abordagem ao retrato, com foco na “herança identitária e cultural”, disse à Lusa a presidente da associação


“Em cada rosto, um legado colectivo” é o tema da 5.ª edição do concurso fotográfico da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), a ser lançada esta segunda-feira.

A proposta para este ano vai, pela primeira vez, para a fotografia de retrato, com destaque para a “herança identitária e cultural” do universo de países ou regiões onde se fala português, explicou à Lusa Marta Pereira. “Não é só o retrato em si, gostaríamos que as fotografias fossem além dos próprios rostos e identificassem os elementos que compõem a comunidade lusófona”, indicou.

A organização desafia ainda os concorrentes a evidenciarem “os elementos distintivos que vão além dos limites geográficos e são comuns e transversais a todo o universo lusófono”, lê-se num comunicado da Somos – ACLP.

“Simultaneamente, devem ser reflectidos os elementos intergeracionais, o legado cultural, herdado e mantido pelas comunidades lusófonas, cativados em aspetos do quotidiano, tradições e costumes, ou mesmo características físicas”, afirma-se na nota.

O concurso destina-se “a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau” com trabalhos realizados em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu.

Às três imagens vencedoras vão ser atribuídos prémios no valor de dez mil patacas, cinco mil patacas e 3500 patacas, prevendo-se ainda a atribuição de menções honrosas. A avaliação dos trabalhos cabe a um júri de seis profissionais da fotografia, presidido pelo fotojornalista português radicado em Macau Gonçalo Lobo Pinheiro e que conta ainda com Osvaldo Silva (Angola), Maria João Gala, António Azevedo (Portugal), Paulo Salgado (Brasil) e Alan Leon (Macau).

As imagens vão integrar uma exposição da associação, em setembro, em Macau, com curadoria de Francisco Ricarte, e que vai incluir outras fotografias selecionadas pelo júri “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico e para o propósito da Somos – ACLP, de projectar a dimensão cultural da lusofonia, assim como o papel de Macau enquanto plataforma que une a China e os países/regiões de língua portuguesa”, ainda de acordo com a associação.

Para “assinalar o sucesso” da iniciativa fotográfica anual, a Somos – ACLP vai ainda editar um catálogo de fotografia que reúne as melhores imagens dos últimos cinco anos”, refere-se no comunicado.

A inscrição no concurso fotográfico é gratuita e pode ser efectuada através do formulário que se encontra no ‘sítio’ da associação entre 20 de Maio e 20 de Junho. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 5 de abril de 2024

Macau - Pedro Jóia e José Salgueiro evocam Abril com músicas de Zeca Afonso no Teatro D. Pedro V

No dia 13 de Abril, o Teatro D. Pedro V será palco de um concerto em que as músicas do repertório de Zeca Afonso serão interpretadas pelo guitarrista Pedro Jóia e pelo percussionista José Salgueiro. Organizado pela “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa”, o espectáculo está integrado nas comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos


As músicas de intervenção política de José Afonso, mais conhecido por Zeca Afonso, vão preencher um concerto agendado para o Teatro D. Pedro V, no próximo dia 13, sábado, com interpretação de Pedro Jóia, na guitarra, e José Salgueiro, na percussão.

A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (SOMOS – ACLP), promotora da sessão musical que se insere nas comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, sublinha que o cantor já falecido “vai para além da força do seu repertório, com reinterpretações de versões instrumentais de parte da melhor música portuguesa produzida no último meio século”. Sendo Zeca Afonso “uma das figuras incontornáveis” da história artística e do processo revolucionário português, “este concerto homónimo vai ressoar grande parte da sua obra”, realça a Somos – ACLP, acrescentando que “o mote para este espectáculo é justamente o disco Zeca, no qual Pedro Jóia transforma as canções de Zeca Afonso em versões instrumentais”.

A noite musical do D. Pedro V incluirá ainda a interpretação de temas de outros grandes nomes da música portuguesa, como o compositor e guitarrista Carlos Paredes.

O público poderá ainda ouvir alguns trechos originais compostos por Pedro Jóia, que foram sendo registados em oito discos ao longo dos últimos 25 anos de carreira.

O disco Zeca, editado pela Sony Music e lançado em Maio de 2020, ocupou o primeiro lugar do Top Português durante várias semanas e foi distinguido em Junho de 2021 com o Prémio Carlos Paredes pela Sociedade Portuguesa de Autores. Desde o seu lançamento já correu vários palcos em Portugal e fora do país, chegando agora a Macau, “para despertar uma ampla gama de emoções apenas com a linguagem poética dos instrumentos em palco e a evocação de reminiscências e íntimas reflexões”, destaca o texto da organização.

Dado tratar-se de uma “fusão de culturas e identidades”, o concerto contará também com um convidado especial, o instrumentista Fang Teng, concertino da Orquestra Chinesa de Macau. Vai interpretar obras emblemáticas da cultura musical portuguesa, “fortalecendo desta forma laços que unem os nossos povos há séculos e criando um momento de perfeito vínculo musical e cultural”, refere a Somos.

Fang pontuará as notas da música portuguesa “com a capacidade dramática e melancólica do erhu”, instrumento tradicional chinês de duas cordas e tocado com um arco.

Sobre os instrumentistas lusos que se deslocam a Macau, Pedro Jóia começou a tocar guitarra aos sete anos de idade na Academia dos Amadores de Música, em Lisboa, passando aos 15 para o Conservatório Nacional, onde viria a concluir os estudos de guitarra clássica. Aos 19 apresentou-se a solo e com outras formações instrumentais. Em 2008 recebeu o Prémio Carlos Paredes com o seu álbum “À Espera de Armandinho” e recebeu a mesma distinção em 2020 com o álbum Zeca.

José Salgueiro, por seu turno, tem-se dedicado à bateria e percussão. Estudou na Academia dos Amadores de Música, Conservatório Nacional, Hot Clube de Portugal e no Taller de Músics, em Barcelona.

A sua actividade musical passou por concertos, gravações de discos e espectáculos de televisão com vários artistas nacionais, tendo participado em workshops de improvisação, bateria e trompete, em Barcelona e, em Março de 2001, integrou o Quinteto de Wayne Shorter, num espectáculo inserido na programação de jazz da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Integrou grupos 3 como Trovante, Cal Viva, Tim Tim por Tim Tum (mentor e produtor), Gaiteiros de Lisboa, e El Fad (de José Peixoto), e participou também a solo nas mesmas orquestras de Pedro Jóia.

Quanto a Fang Teng, terminou em 2025 o curso no Conservatório de Macau e foi admitido no Conservatório Central de Música. Foi professor de erhu na Escola de Educação Contínua do Conservatório Central de Música, convidado da Orquestra Chinesa de Macau, e actualmente é professor desse instrumento tradicional chinês na Escola Secundária Hou Kong de Macau.

O concerto Zeca, que tem apoio e patrocínio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura de Macau, bem como do Instituto Português do Oriente e Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, começa às 21 horas e terá uma duração de cerca de 70 minutos sem intervalo. Os bilhetes custam 200 patacas e podem ser adquiridos através da Macauticket. Vitor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


domingo, 7 de janeiro de 2024

Macau – Associação “Somos!” inaugura sexta-feira nova exposição

Francisco Ricarte é o curador da nova exposição de fotografia da “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa”, que será inaugurada na próxima sexta-feira. “Somos Imagens da Lusofonia 2022 – Na Solidão dos Dias” é o nome da mostra patente na Casa Garden que nasce de um concurso organizado pela associação


A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (Somos – ACLP) inaugura esta sexta-feira, 12, a partir das 18h30, a exposição “Somos Imagens da Lusofonia 2022 – Na Solidão dos Dias”, que estará patente até ao dia 28 deste mês na Casa Garden.

A mostra conta com curadoria do arquitecto Francisco Ricarte, apresentando as fotografias vencedoras do concurso lançado em Julho do ano passado, assim como as menções honrosas e outras imagens que o júri considerou relevantes por promoverem a comunicação em língua portuguesa e a disseminação das tradições e características lusófonas.

A quarta edição deste concurso de fotografia, organizado anualmente pela “Somos!”, teve como mote “uma autorreflexão fotográfica sobre a solidão vivida nos dias de restrições impostas globalmente pelas autoridades sanitárias, medidas que causaram medo, solidão e deixaram-nos órfãos de afectos”, esclarece a associação em comunicado. Assim, as imagens seleccionadas “transbordam o que sentiram as comunidades dos países de língua portuguesa e de Macau nesse período”, pretendendo-se agora, “com o devido distanciamento, dar uma visão de como se vai fechando esse ciclo de solidão”.

Dos vencedores

O brasileiro Raphael Alves foi o grande vencedor do concurso com a fotografia intitulada “Insulae”, arrecadando, desta forma, o primeiro prémio, no valor de dez mil patacas. A imagem foi captada num cemitério em Manaus, no Brasil. Na memória descritiva, Raphael Alves refere que a fotografia retrata as desigualdades socioeconómicas e a “falta de políticas para a região mostraram a fragilidade do maior estado brasileiro, o Amazonas”. “Durante a pandemia de covid-19, apenas três familiares de cada vítima podiam comparecer aos enterros nos cemitérios de Manaus. Uma morte isolada”, acrescentou.

O segundo prémio, no valor de cinco mil patacas, foi atribuído ao português Jorge Meira, que apresentou a fotografia “Safe Distance”, tirada em Julho de 2020 em Vila Praia de Âncora, depois do plano de desconfinamento do Governo português que previa um distanciamento de 1,5 metros entre veraneantes. “Alguns fizeram marcações na areia para garantirem o cumprimento das medidas governamentais.

Por sua vez, Dário Paraíso arrecadou o terceiro prémio, de 3500 patacas, com uma imagem de São Tomé, captada no Mercado de Bobo Forro em 2020. A “Espera”, descreve a paragem no tempo há muito conhecida de São Tomé e Príncipe que “após a sua independência, as estruturas físicas e matérias pararam no tempo de mãos dadas com as estruturas imateriais (…) Aqui já se sabia o seu significado. Isolamento. Insularidade. Distâncias. Separação.”

Outras distinções

Este ano foram também atribuídas três menções honrosas, nomeadamente a Bruno Taveira com a fotografia “Em busca do essencial”, que retrata uma fila de pessoas na busca incessante de bens alimentares, de primeira necessidade, nos supermercados no Concelho de Cascais, logo após o Governo português decretar o estado de emergência.

Por sua vez, Rodrigo Cabrita foi distinguido com “Solidão Colectiva”, uma imagem descritiva do dia-a-dia da sua própria família, o “eu” inserido numa espécie de solidão colectiva, esbatida pelas tecnologias. Já o moçambicano Marcos Júnior destacou-se com a fotografia “Distância”, onde o fotógrafo refere nunca ter imaginado que uma doença pudesse impedir os afectos, sobretudo de alguém que saiu do seu ventre.

O concurso fotográfico foi aberto a todos os cidadãos dos países e regiões da Lusofonia e residentes de Macau, com fotografias tiradas em qualquer um destes locais: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste ou Goa, Damão e Diu.

O painel de jurados foi composto por um grupo de fotojornalistas de Macau, Brasil e Portugal, designadamente Gonçalo Lobo Pinheiro, presidente do júri e representante da Somos – ACLP, Rui Miguel Pedrosa; Francisco Ricarte; Marcio Pimenta e Henry Milleo. In “Hoje Macau” - Macau


domingo, 23 de julho de 2023

Macau - Somos! lança concurso de fotografia sob o tema da solidão da pandemia

A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos — ACLP) lança a quarta edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia”. Esta edição, atrasada cerca de dois anos devido à epidemia de Covid-19, é subordinada ao tema “Na Solidão dos Dias”.

Desta vez a associação desafia os participantes a “fazerem uma autorreflexão” e a submeterem fotografias que simbolizem “o tipo de solidão vivido naqueles dias de restrições impostas globalmente pelas autoridades sanitárias”.

Com a declaração, em Maio, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), do fim da pandemia de Covid-19, as interacções sociais, bem como as actividades conjuntas parecem ter definitivamente normalizado, mas fica ainda a marca indelével dos dias de encerramento, afastamento e circunscrição. A pandemia de Covid-19 marcou o nosso quotidiano nos últimos anos, agravando a solidão e o isolamento social, em todo o mundo, o que inevitavelmente distanciou povos, nomeadamente dos países de língua portuguesa e Macau”, lê-se no comunicado da Somos!, que acrescenta: “Fortes medidas restritivas, como confinamentos e encerramento de fronteiras, limitaram as viagens, e também a movimentação de pessoas dentro dos próprios países e áreas de residência. Estas políticas causaram medo, solidão e deixaram-nos órfãos de afectos”.

Por isso, a associação pretende reunir imagens que retratem como a pandemia mudou a nossa vida e mesmo fragmentos desses momentos de solidão originados pela pandemia: “As fotografias devem ser capazes de transbordar o que sentiram as comunidades dos países de língua portuguesa e de Macau nesse período e – agora com o devido distanciamento – dar uma visão de como se vai fechando esse ciclo de solidão. Por outro lado, podem igualmente destacar o que não voltou ao que era, os aspectos aos quais a pandemia atribui um carácter de imutabilidade”.

Este concurso destina-se a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau que possuam fotografias enquadradas no tema, tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu. As fotografias que respeitem os critérios do regulamento serão admitidas a concurso e caberá posteriormente ao júri de profissionais da área da fotografia – Gonçalo Lobo Pinheiro (presidente do júri), Márcio Pimenta, Henry Milleo, Rui Miguel Pedrosa e Francisco Ricarte – a escolha das três vencedoras, às quais serão atribuídos prémios pecuniários no valor de 10 mil patacas ao primeiro classificado, 5 mil patacas ao segundo e 3500 patacas ao terceiro. Essas fotografias farão depois parte de uma exposição a ser organizada pela Somos!, com a curadoria do fotógrafo António Sanmarful. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

 

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Macau - Angariadas 30 mil patacas para minibiblioteca em Moçambique

Uma campanha de solidariedade em Macau angariou perto de 30 mil patacas para a construção de uma minibiblioteca na escola Matchik-Tchik, em Moçambique, disse ontem à Lusa a associação local responsável pela iniciativa. A primeira tranche do valor angariado no evento “Moçambique: um conto solidário”, organizado pela Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (ACLP), seguiu na segunda-feira para Maputo, capital moçambicana.


“Nesta primeira tranche transferimos cerca de 11300 patacas para suportar os custos do arquitecto e a compra do material necessário para se arrancar com a obra”, notou a presidente da Somos-ACLP, Marta Pereira.

O envio do restante montante vai ser efectuado à medida que as obras forem avançando. Para erguer a minibiblioteca na escola primária, deverão ser necessárias cerca de 28 mil patacas, estimou a responsável, realçando que “há sempre alterações e imprevistos”.

“Gostaríamos de ajudar com a compra de secretárias e a remodelação das instalações sanitárias. Todavia auscultámos os professores da escola e outros agentes intervenientes neste processo e, desde o início, a escolha recaiu sobre a estrutura da minibiblioteca”, acrescentou Marta Pereira, notando que o espaço de leitura não vai servir apenas as crianças do estabelecimento de ensino, mas a zona que este serve, o bairro de Polana Caniço.

A Somos-ACLP, que está a trabalhar no projecto com a associação cultural moçambicana Hodi Maputo Afro Swing, calcula que a biblioteca esteja concluída antes do início do próximo ano lectivo. “Seria um grande arranque para todos os meninos e professores daquele bairro de Moçambique”, referiu a presidente da associação.

Em 2020, a Somos-ACLP lançou uma campanha de solidariedade com vista a apoiar crianças desfavorecidas em São Tomé e Príncipe na compra de material escolar.

No ano seguinte, a ajuda iria chegar às mulheres da Guiné-Bissau, mas “a pandemia trocou as voltas” e o projecto acabou por não avançar. O objectivo passava por “ajudar com roupa ou pensos higiénicos reutilizáveis meninas de casas de acolhimento, contraceptivos para meninas deficientes”, além de “alimentação para mulheres que trabalham na escavação de pedras e na apanha de areias para sustentar famílias, nas zonas rurais”.

À Lusa, Marta Pereira diz que gostaria de recuperar a ideia para a próxima “iniciativa solidária”, em 2024. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Macau - Concurso fotográfico da associação “Somos!” quer mostrar combate à pandemia no universo lusófono

A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” vai lançar em Fevereiro a terceira edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia”. Este ano sob o tema “Alma lusófona em tempos de Covid-19”, o concurso quer mostrar os esforços no combate à doença no universo da lusofonia



É lançada em Fevereiro a terceira edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia”, promovido pela “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa”. Num ano marcado pela pandemia, o tema da competição é “Alma lusófona em tempos de Covid-19”. Os interessados poderão inscrever-se no concurso entre os dias 1 e 28 de Fevereiro no site da associação: http://www.somosportugues.com.

“A pandemia de Covid-19 é um acontecimento incontornável do ano de 2020 e permanece um verdadeiro desafio à escala global, pelo que este concurso procura documentar através de imagens o combate à doença nas comunidades dos Países de Língua Portuguesa e em Macau, bem como as transformações socioculturais que originou”, justificou Marta Pereira, presidente da associação, ao Ponto Final, lembrando ainda que a pandemia, “além de obrigar a alterações de comportamentos, que fazem repensar o próprio contacto humano e certas tradições, a doença impôs igualmente mudanças de paradigma e é isso que queremos ver retratado”.

O comunicado da associação a anunciar o concurso de fotografia lembra que a pandemia “veio revelar e expor problemas nas diversas comunidades, relacionados com desigualdades sociais e fraquezas nos serviços de saúde, que contribuem para o aumento diário do número de infectados e de mortes”.

Assim, as fotografias a concurso devem espelhar o combate ao coronavírus no universo lusófono. Devem mostrar “as dificuldades enfrentadas, as perdas, as mudanças profundas trazidas pela Covid-19, designadamente em termos culturais, mas podem também exaltar actos de altruísmo, de coragem, de resistência, de fé, e de compaixão nestes tempos difíceis”.

O concurso tem como destinatários todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau. As fotografias devem ser tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu.

As fotografias admitidas a concurso serão depois avaliadas por um júri de profissionais da fotografia e serão escolhidas três fotografias vencedoras às quais serão atribuídos prémios pecuniários no valor de dez mil patacas ao primeiro classificado, cinco mil patacas ao segundo e 3500 patacas ao terceiro. Os jurados são: Gonçalo Lobo Pinheiro; José Carlos Carvalho; Raphael Alves; Roy Choi; e Miguel A. Lopes.

Essas imagens farão ainda parte de uma exposição a ser organizada pela “Somos!”, no próximo mês de Março, em Macau. Integrarão também essa mostra outras fotografias seleccionadas pelo júri pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico e para o propósito da associação. Além disso, uma vez que em 2020 não houve exposição devido à pandemia, a associação vai também acrescentar à mostra as fotografias vencedoras e outras do concurso do ano passado. A exposição decorrerá na Galeria de Exposições da Casa Garden, de 26 de Março a 10 de Abril, com a curadoria de António Mil-Homens. A inauguração da exposição vai contar com performances musicais e artísticas.

Segundo Marta Pereira, no ano passado o concurso recebeu centenas de candidaturas e este ano os participantes já mostraram interesse em participar. “Parece um sinal de que as pessoas ou fotógrafos começam a fica atentos”, afirmou, acrescentando: “Queremos que o concurso ‘Somos – Imagens da Lusofonia’ seja uma marca anual da nossa associação e de Macau também”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com