Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Indonésia - Fé e diversão criam polémica no mundo islâmico

Uma música, um palco e um vestido sensual foram suficientes para acender um debate nacional sobre os limites entre a fé e a diversão.


Em Banyuwangi, (Java Oriental), foi montado um palco para celebrar Isra’ Mi’raj, uma das noites mais sagradas do Islão, que comemora a viagem do Profeta Maomé de Meca à Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, e a sua ascensão ao céu. O local era destinado a sermões e orações.

No dia 16 de Janeiro, o que se seguiu aos sermões e orações foi algo completamente diferente: uma cantora de dangdut, de vestido justo, subiu ao palco, com as ancas a balançar ao ritmo animado da dança moderna no dialecto Osing, e um homem juntou-se para dançar e dar-lhe gorjeta.

Alguém filmou tudo. Em poucas horas, o vídeo espalhou-se pelas redes sociais, incomodando muitas pessoas.

O Isra’ Mi’raj é solene, enquanto as apresentações de dangdut prosperam na proximidade física e na interacção com o público. Para os críticos, os dois mundos colidiram.

Os organizadores insistiram que não houve desrespeito. Muhammad Hadiyanto, chefe da comissão local, disse que, antes do início da música, o programa religioso terminara e os clérigos tinham saído. A apresentação, segundo o próprio, apenas tinha como objectivo entreter os membros da comissão durante a limpeza.

O pedido de desculpas pouco fez para aplacar a indignação. Os líderes religiosos consideraram-no uma falha moral.

“Este incidente é profundamente lamentável”, disse Sunandi Zubaidi, vice-presidente do Conselho de Ulemás da Indonésia (MUI) de Banyuwangi. “A nobreza da dakwah (pregação islâmica) foi manchada por acções que não reflectem os valores islâmicos.”

Alertou que os acontecimentos sagrados não devem ser misturados com actos que conduzam à imoralidade, incluindo a exposição da aurat (partes íntimas do corpo segundo o Islão), a dança erótica e o ikhtilat (mistura entre homens e mulheres). Advertiu mesmo que tais acções podem constituir blasfémia.

O parlamento fez eco da preocupação. O deputado Singgih Januratmoko disse que a questão atinge o cerne da forma como a sociedade protege a santidade da religião. “A alegação de que o entretenimento ocorreu após o evento principal não resolve a questão por si só”, frisou, defendendo que, “do ponto de vista religioso, o cenário, os símbolos e o contexto são indissociáveis”.

A polícia disse que não foi cometido qualquer crime, mas confirmou-se que o espectáculo não constava na licença do evento.

Os organizadores devem compreender a natureza de um evento e garantir que as apresentações estão alinhadas com o seu conceito e público. Para ocasiões religiosas, isto pode significar seleccionar estilos de “música religiosa”, como conjuntos de percussão, cantores com vestes modestas ou canções religiosas, observou Said.

“Quando um vídeo se torna viral, as pessoas só vêem o que acontece no palco. Não vêem a preparação nos bastidores – a coordenação, os briefings, os avisos. No entanto, a reacção do público é muitas vezes: ‘Porque é que o dangdut é assim?’”, acrescentou.

O dangdut, um dos géneros musicais mais populares da Indonésia, é construído sobre ritmos hipnóticos, semelhantes aos da tabla, e mistura percussão indiana, melodias malaias e frases árabes. Surgiu na década de 1930 e ganhou destaque na década de 1950, durante a campanha cultural anti-ocidental do Presidente Sukarno, que restringiu os filmes de Hollywood, mas permitiu o cinema hindi. Na década de 1960, começaram a aparecer cantores locais, embora o género se tenha mantido intimamente ligado às aldeias e classes sociais mais baixas.

Na década de 1970, o indonésio Rhoma Irama, o “Rei do Dangdut”, electrificou o dangdut com guitarras e influências do rock, inspiradas em bandas como os Deep Purple, levando o género para além das comunidades rurais. Renomeou o seu grupo, Soneta, como “A Voz do Muçulmano”, fundindo o dangdut com temas islâmicos, introduziu a separação de géneros em palco e substituiu elementos do rock por desempenhos com temática religiosa.

Os primeiros concertos foram recebidos com hostilidade, com pedras e sandálias atiradas para o palco. Inicialmente, a MUI (Municipal Indonesia University) declarou haram – proibido pela lei islâmica – cantar versículos do Alcorão, mas posteriormente endossou o trabalho da lenda do dangdut.

Tal como outras formas de arte musical indonésia, como o jaipongan e campursari, o dangdut tem incorporado cada vez mais letras com conotação sexual e danças sensuais, movimentos que testam limites na maior nação de maioria muçulmana do mundo.

“Esta arte existe porque há um público para ela. A questão não é o gosto, mas o local. Num evento religioso, diria que este tipo de desempenho é altamente inapropriado, indecente e impróprio” concluiu o etnomusicólogo Endo Suanda. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


sexta-feira, 7 de março de 2025

Portugal - Violas brasileiras e portuguesas protagonistas em concerto de Fernando Deghi na cidade de Castelo Branco

Repertório do compositor e instrumentista brasileiro envolveu diversas afinações da viola caipira brasileira, numa conjugação com o mesmo instrumento na sua vertente portuguesa



Fernando Deghi, prestigiado instrumentista, professor, compositor, arranjador e pesquisador brasileiro, com raízes em Portugal, apresentou-se no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) na região Centro de Portugal.

Durante o concerto intitulado “Geografias”, este músico, nascido em Santo André, no estado de São Paulo, em 1962, mostrou o seu talento formado sob várias influências musicais, tendo como protagonistas as violas brasileiras e também um repertório com as suas composições originais para violas portuguesas.

Deghi levou ao público toda a experiência musical e formação adquirida como professor, com o pai e os bisavós, numa viagem sonora aproximando culturas musicais como a espanhola, a brasileira e a celebração da musicalidade luso-brasileira e a universalidade da viola.

É característico do artista a experimentação e o aprendizado de formas diferentes de execução. Durante o concerto, o público pôde ainda ouvir “diversas afinações da viola caipira brasileira, como o Cebolão, Rio Abaixo, Paraguaçu, Rio Acima”.

Segundo apurámos, Deghi revelou “as nuances e as riquezas sonoras que cada afinação proporciona” por meio das suas próprias composições, “criadas para as afinações das violas tradicionais portuguesas, como a beiroa, campaniça, braguesa e açoriana”.

“Cada música é intercalada por “contos e causos que permeiam o universo místico dos violeiros”, revelou o artista.

A organização do concerto ressaltou que, durante o momento do BIS, houve duas “grandes surpresas: guitarra portuguesa e viola braguesa”, com a presença de convidados “especialíssimos”.

O auditório de 275 lugares, integrado num edifício arquitetado pelo catalão Josep Lluis Mateo e pelo português Carlos Reis de Figueiredo, proporcionou ao público a audição de todas as nuances sonoras criadas pelo instrumentista, porque o sistema acústico, de autoria do catalão Higini Arau, foi elaborado sem depender dos “sistemas de amplificação”.

Fernando Deghi conta com vasta experiência musical internacional

De formação erudita, Fernando Deghi desenvolve o seu trabalho em torno da composição, recuperação, divulgação e ensino de viola brasileira, de dez cordas e caipira, desde 1989. Iniciou os seus estudos na área musical em 1975, sendo grande parte desta trajetória dedicados a estudos intensos na prática violonística e inúmeros concertos individuais e duo. As suas composições exploram as possibilidades deste instrumento.

Deghi é o autor dos livros “Viola brasileira e suas possibilidades” (2001), “Ensaios para Viola Brasileira” (2003), “Iniciação a Arte da Viola Brasileira” (2007), “Navegares” (2011), e “Ensino à Distância de Viola”.

Possui três CD’s gravados: “Violeiro Andante” (2000), “Brasil Violado” (2004) e “Navegares”, lançado em junho de 2011. Deghi está, ainda, presente na coletânea “Veredas da Atlântida – uma caminhada simbólica”, lançado na Ilha Madeira em 2005, e no CD “Navegantes Lisboa”, em 2007. Interpretou sinfonia 40 de Mozart no CD “Viola em Concerto”, de 2011, onde foram reunidos os ícones da viola brasileira.

Apresentou-se em centros musicais de renome em São Paulo e em diversos estados brasileiros, além de cidades portuguesas em 2003, 2004, 2005, 2007, 2012, incluindo Lisboa, Coimbra, Évora, Seixal, Castro Verde, Ilha da Madeira (Festivais-Raízes do Atlântico, Machico, Ribeira Brava), Músicas do Mundo, e participação em vários trabalhos como arranjador e compositor.

Em 2005, participou no ano do Brasil na França no “Festival D’Ille de France” a convite de produção francesa. Em 2012, atuou no ano do Brasil na Colômbia. Tem ainda passagens pela Alemanha, Espanha, Itália e Argentina.

Participou como ator e músico na telenovela brasileira “Escrava Isaura” exibida pala Rede Record em 2003, 2004, 2005, sendo reapresentada em edição especial em 2007.

Para a novela “Bicho do Mato”, também na Rede Record, a sua participação foi como compositor, tendo três obras da sua autoria na banda sonora da novela: “Cavalgada”, “Sertão do Canto”, “Riacho” e “Doce”. Além da área musical, é formado em cinema.

Foi curador e diretor-geral do “INSTRUMENTA VIOLA”, na sua segunda edição. Ígor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”


terça-feira, 4 de março de 2025

Portugal - Duarte a 11 de Março às 21h30 no Coliseu Club - Venham Mais Vinte 2004-2024

A nova sala do Coliseu Club vai ser palco do novo espectáculo de Duarte no dia 11 de Março às 21h30



Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, João Filipe na viola de Fado e Carlos Menezes no contrabaixo, são os músicos que acompanharão o fadista neste seu concerto em Lisboa, após apresentação em inúmeros palcos pelos Estados Unidos e Europa, com especial incidência em França.

Um novo concerto, uma nova sala, uma nova experiência - vinte anos a cantar. Uma noite imperdível, uma oportunidade única de assistir e conhecer grande parte da obra de Duarte destas duas décadas. Não falte!

Os bilhetes já se encontram à venda e podem ser adquiridos aqui. P&C Assessoria de Imprensa - Portugal

Não importou que ficasse

ReViraVolta


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Portugal - Espectáculo com 200 cantores e músicos celebra Carlos Paredes em Coimbra

Um concerto com 200 cantores e músicos, desenhado em redor da guitarra portuguesa, celebra os 100 anos do nascimento de Carlos Paredes, em Coimbra, numa homenagem que nasceu da vontade de dois amigos, Bruno Costa e André Varandas.

Agendado para dia 15, o concerto inaugural do projecto “100 Paredes” (que é também um documentário com acervo audiovisual de Carlos Paredes, concebido pelo director artístico André Varandas), terá em palco, no convento São Francisco, para além da guitarra portuguesa do director musical e guitarrista Bruno Costa, um coro e orquestra comunitária, num total de 200 participantes.

Em declarações à agência Lusa, Bruno Costa notou que a homenagem nasceu da vontade dos dois amigos em celebrarem os 100 anos de Carlos Paredes.

À ideia original de lançamento de um disco, um LP que já está gravado, a homenagem concebida pelos dois amigos “estendeu-se a um programa multidisciplinar concebido na cidade natal do mestre”, acrescentou André Varandas, sobre uma iniciativa que acabou por reunir a Universidade e o município de Coimbra, para além de 15 autarquias parceiras a nível nacional e outras entidades.

“É um programa alargado que vai ter cerca de 80 eventos e iniciativas, no circuito nacional e internacional em 2025”, revelou.

André Varandas destacou a “obra e legado incrível” do mestre da guitarra portuguesa e a sua vocação multidisciplinar, já que, para além da música, Carlos Paredes trabalhou com teatro, cinema ou dança e com várias influências, da música clássica à música popular.

O programador, especializado em projectos de intervenção artística sociocomunitária, frisou que “100 Paredes” foi concebido em Coimbra, destacando esta particularidade: “O Carlos Paredes foi o primeiro dos primeiros a conseguir e universalizar a escola de Coimbra da guitarra. Levou esta linguagem para fora, e para Lisboa, mas nitidamente é Coimbra que está na sua música”.

Especializado em criar espectáculos muito focados na identidade do território e no património material e imaterial, André Varandas reconheceu estar ‘na sua praia’ ao trabalhar na vida e na obra de Paredes.

“O que faço é criar os espectáculos em termos de direcção artística, ou seja, agregar as linguagens de outras pessoas e dar-lhes um sentido estético e uma história”.

Segundo os responsáveis pela direcção artística e musical do “100 Paredes”, o espectáculo reúne, sob a liderança do maestro Artur Pinho Maria, um grande coro comunitário e grande orquestra, nascidos da colaboração e integração com colectivos artísticos de cada município, desde associações culturais a bandas filarmónicas, passando por escolas de música e grupos de teatro.

“O projecto assume-se como uma ferramenta para a inclusão das comunidades locais, criando novos e diversos públicos. Este foi o ponto primordial”, observou André Varandas.

Contando também com novos arranjos exclusivos do compositor brasileiro Rodrigo Morte, o programador artístico frisou que no espectáculo a obra de Carlos Paredes “vai ganhar uma grande contemporaneidade, empurrando a todos a pensar o futuro, sem a cristalizar”.

Questionado pela Lusa sobre se isso significa que se pode ter um Carlos Paredes electrónico, Bruno Costa negou esse cenário: “A obra de Carlos Paredes será integralmente respeitada, sendo que, obviamente, até pelas orquestrações e pela dinâmica do próprio espectáculo, possa haver algumas alterações, não da peça, mas da forma como ela é levada ao público”.

“O espectáculo vai ser muito dinâmico, muito rico, e as pessoas vão ouvir e perceber que é uma coisa grandiosa, mas que respeita, na íntegra, aquilo que foi a obra do mestre”.

O projecto “100 Paredes” integra a programação nacional “Variações para Carlos Paredes”, criada para assinalar os 100 anos do nascimento do músico que nasceu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925 e morreu em Lisboa, a 23 de Julho de 2004. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Macau - Noite de cantopop inaugura área de espectáculos ao ar livre

O espectáculo que irá inaugurar o novo recinto para espectáculos ao ar livre no Cotai realiza-se no sábado. Um naipe de cerca de 30 cantores e artistas, na maioria de cantopop, irá estrear o palco do local construído para espectáculos de grande dimensão



Acontece no sábado a “Festa de Abertura do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau”, que inaugura oficialmente a zona de espectáculos no Cotai, criada especialmente para eventos de grande dimensão com capacidade para cerca de 50 mil pessoas. O recinto foi pensado para afastar grandes multidões de zonas habitacionais.

Recorde-se que a zona de espectáculos foi anunciada pelo Governo pouco tempo depois da realização dos concertos da banda de k-pop “Seventeen”, no Estádio da Taipa, que gerou queixas sobre o barulho por parte de residentes.

No sábado, o público poderá assistir a vários artistas do mundo da música, mais de 30, sobretudo do género cantopop, onde se inclui o famoso cantor de Hong Kong Julian Cheung.

À semelhança de muitos artistas de cantopop da região vizinha, também Julian Cheung se destaca há muitos anos como actor. Porém, tem feito sucesso na música, tendo lançado o seu primeiro single em 1991, “A Modern Love Story”, que lhe trouxe sucesso de imediato. No ano seguinte, Julian Cheung recebeu um prémio pelo seu primeiro álbum, o “TVB Jade Solid Gold”, pela estreia bem-sucedida no mundo da música. Nas artes dramáticas, Julian Cheung ainda hoje é lembrado pela interpretação do personagem Guo Jing na adaptação para televisão do romance “Wuxia”, em 1994.

Além deste artista, o espectáculo de sábado conta com outro artista de Hong Kong, Hins Cheung, que também tem feito projectos na área da interpretação e da música. Com a formação musical na China, de onde é natural, Hins Cheung mudou-se para Hong Kong depois do lançamento do seu primeiro álbum, em 2001, que lhe valeu um contrato com a produtora Universal Music.

Nascido em 1981, Hins Cheung já lançou 17 álbuns e eps e venceu, por seis vezes, o prémio “Ultimate Song Chart Awards Best Male Singer Gold”, na cerimónia que destaca os melhores artistas de Hong Kong.

Outra estrela da região vizinha que vem a Macau inaugurar a nova zona de espectáculos ao ar livre do Cotai é Pakho Chau. Nascido em Hong Kong em 1984, é um cantor e compositor que também faz uma perninha como actor. A sua entrada no mundo da música deu-se em 2007, quando assinou um contrato com o grupo Warner Music. Dez anos depois passaria a fazer parte do catálogo de artistas da Voice Entertainment. Além da música, Pakho Chau lançou ainda duas marcas de moda, a XPX e a CATXMAN.

A menina Vidal

Outro dos nomes que fará parte deste espectáculo é a cantora, e também actriz, de Hong Kong, Janice M. Vidal.

Com raízes filipinas, mas nascida no território vizinho, Janice M. Vidal destaca-se como cantora de cantopop, tendo sido descoberta pelo produtor Mark Lui quando cantava em bares, com o nome artístico de Renee. Depois de ter cantado ao lado de Leong Lai, Janice M. Vidal lançou-se sozinha no mundo da música e lançou o primeiro trabalho discográfico em 2004. Assinou depois com a Warner Music. Janice M. Vidal é também conhecida pelo seu nome chinês, Wei Lan.

O espectáculo de sábado começa às 19h, prometendo prolongar-se pela noite dentro. A zona para concertos e outros eventos de grande dimensão localiza-se no cruzamento da Avenida do Aeroporto (a nordeste) com a Rua de Ténis (a norte), tendo uma área total de 94.000 metros quadrados.

O palco tem uma largura extensível até 100 metros e capacidade para mais de 50 mil espectadores. Os residentes têm direito a descontos, com bilhetes a 50 patacas, mediante inscrição prévia, que abriu no dia 14 e encerrou dia 18. Desde o dia 14 que estão à venda bilhetes a preços de mercado, que variam entre as 480 e as 1080 patacas, podendo os mesmos ser adquiridos através das plataformas de pagamento MPay, Damai e Neigbuy. Espera-se, neste dia, uma afluência de 15 mil pessoas. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Macau - Actor António Fonseca vai dinamizar espectáculo sobre “Os Lusíadas” na Escola Portuguesa

O Auditório da Escola Portuguesa de Macau (EPM) será palco no próximo sábado, dia 23, pelas 16:00, do espectáculo “Os Lusíadas como nunca os ouviu”, dinamizado pelo actor António Fonseca, inserido no âmbito das celebrações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões e do 9º Encontro de Pontos de Rede de Ensino de PLE da Ásia, organizado pelo Instituto Português do Oriente (IPOR).

 

“Em formato conferência falada com o público, António Fonseca, dará uma introdução leve e divertida à obra e suas circunstâncias”, indicou o IPOR. Subordinado ao tema “Os avanços tecnológicos no ensino-aprendizagem de PLE: estratégias, desafios e perspectivas pedagógicas”, o Encontro de Pontos de Rede de Ensino de PLE da Ásia decorrerá nos dias 22 e 23 de Novembro, no Auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, em regime misto, presencial e por videoconferência, envolvendo 12 comunicações de várias instituições de ensino superior de Macau, do Interior da China, Portugal, Japão e Malásia. 

António Branco, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e director geral da PORTULAN CLARIN abrirá a sessão plenária que se seguirá à cerimónia de abertura. Associa-se igualmente ao Encontro o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com o apoio institucional da organização e a presença do seu director executivo, João Neves, que proferirá uma comunicação na mesma sessão. As sessões do Encontro serão abertas ao público. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 2 de maio de 2024

Portugal – Artista cabo-verdiano Djam Neguin apresenta em anteestreia o seu espectáculo AMI.LCAR em Montemor-o-Novo

O artista multidisciplinar Djam Neguin faz a antestreia este fim de semana, 3 e 4 de Maio em Montemor-o-Novo, no Espaço do Tempo, do seu mais novo espectáculo AMI.LCAR.


Ami.lcar é um espectáculo inspirado na vida e obra do pensador do anticolonialismo africano, o guineense Amílcar Cabral. Num exercício de extensão do seu legado, o artista Djam Neguin explora episódios da sua existência e da sua ideologia emancipatória e ecológica, a partir do uso de dispositivos multimídia e da inteligência artificial, tensionando o real e o virtual, o humano e o pós-humano. O projeto visa a pesquisa e criação de um objeto artístico de cruzamentos disciplinares.

Ami.lcar desenvolve-se nos âmbitos das comemorações mundiais do Centenário de Amílcar Cabral, que coincide com os 50 anos do 25 de Abril, e em 2025, o ano da libertação das colónias. Assim, constitui-se como uma oportunidade de reatualizar (sobretudo às novas gerações) o legado desta figura excecional de pensamento político arrojado e de impacto histórico na ruptura definitiva com o Estado colonial português e do impulso à preparação e à organização das lutas emancipadoras que conduziram à libertação dos Povos de Angola, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de Moçambique e São Tomé e Príncipe.

É o ensejo global adequado para rever o contributo de figuras, como Cabral, que pugnaram por uma sociedade assente no ideário de liberdade e da dignidade de toda a pessoa humana, em contexto de progresso solidário e justiça social, para cuja construção, concorrem, de forma decisiva, a educação e as artes, por meio de modelo decolonial e emancipatório.

Com recurso à análise documental e bibliográfica, conversas e entrevistas, serão apontados os momentos centrais da sua existência e principais ideologias e feitos, como bussolares para a composição dramatúrgica.

Consequentemente, o desafio estético (e inovador) será a reconstituição imagética de Cabral com recurso aos softwares de Inteligência Artificial, por meio da composição tridimensional virtual da sua figura. Com efeito, este servirá de base para todo um design de cenários virtuais, que através da tecnologia VR, dispositivos MetaGlasses, body e face tracking serão, posteriormente, projetados em tempo real.

Desta forma, concretiza-se uma das principais propostas desta criação: reafirmar a importância de que criativos e techies africanos se devem apropriar das novas tecnologias artísticas para contar as suas próprias narrativas, acompanhando assim o progresso e as tendências tecnológicas planetárias.


Serão eixos dramatúrgicos nucleares da performance a ser criada a incorporação das valências agrónomas e epistemologias ecológicas de Cabral (que cursou agronomia no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, motivado pelo problema da terra e das fomes em Cabo Verde), a fim de reativar o debate sobre o desafio existencial do nosso tempo, a crise ambiental pelas ações antropogénicas.

Para tanto, é considerada a capacidade sinestética e privilegiada da arte para o alcance e confrontação dos desafios centrais das sociedades contemporâneas, que se encontram a meio de uma revolução tecnológica que se estabelece num modelo predatório, pautada por capitalismo de consumo degenerativo extrativista. Temperaturas extremas, alteração dos regimes de chuvas, derretimento de calotas polares, elevação do nível dos oceanos, prejuízos biológicos, extinção de biomas e espécies, precisam de ser pautas discutidas e promovidas pelos criadores contemporâneos, num mundo que caminha rapidamente para disputas violentas por recursos naturais e ativos biológicos estratégicos, como alimentos, água e territórios, se não forem aceleradas as medidas de mitigação.

O projeto estrutura-se na ponte com a tecnologia, usufruindo deste mecanismo de rápida partilha para fazer uma viagem pelos valores de Amílcar Cabral e pelas muitas causas partilhadas pelas nações africanas na luta anticolonialista europeia.

É prerrogativa maiúscula desta obra contrariar as operações amnésicas  que ocultam o facto de que os detonadores do 25 de Abril de 1974  foram as guerras anticoloniais desencadeadas na Guiné, Cabo-Verde, Angola e em Moçambique, contribuindo decisivamente para a liquidação do fascismo em Portugal e a derrocada do Estado Novo.

É importante relembrar que foi em réplica à nova legislação que visava suprir a falta de oficiais na frente de combate em África que, em Setembro de 1973, se constitui o Movimento dos Capitães/Movimento das Forças Armadas. A fase conspirativa foi relativamente breve, dando lugar um célere procedimento de politização do Movimento. Os sinais de que o fim do regime estava iminente, perante a sua austeridade em manter o esforço de guerra, adensaram-se a partir de inícios de 1974. Ainda nos dias de hoje, a comunicação continua resistente em veicular esta narrativa às celebrações do 25 de Abril. Mais ainda, os meios tradicionais, institucionais e escolares, não resgatam Cabral, mesmo tendo ele sido um peão decisivo e central (além de promoverem uma versão adulterada de um 25 de Abril que começa em Portugal, e que se dá de forma pacífica, traduzindo a negação de um passado colonial e o silenciamento de povos africanos).

Espectáculos como este são a defesa de que somente a leitura e perceção corretas e verdadeiras dos factos históricos poderão mitigar e, possivelmente, superar os impactos dos erros e das violências do passado, influenciando o presente e o futuro. Djam Neguin – Cabo Verde




segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Cabo Verde – Espectáculo "Txabeta" apresentado em Barcelona

O artista Cabo-Verdiano Djam Neguin apresenta dia 31 de Janeiro em Barcelona o seu espetáculo <Tx[@]be/t_a | |=* - uma performance multidisciplinar imersiva/interativa futurística, conduzida por Hevah, @ primeir@ e último@ ser human@, que conduz os participantes numa viagem alucinante através da sabedoria ancestral do Batuku – género de música e dança tradicional cabo-verdiana.


Com a produção de AfricaMoment, o espetáculo estará em cena no ArtsSantaMonica e é a estreia internacional desta peça, que teve a sua criação no âmbito da bolsa de criação do Fórum Dança Lisboa, e fez a sua primeira participação pública no Festival de Teatro Mindelact em Novembro de 2023.

O espetáculo seguirá para o Brasil no mês de Março e Abril, para os festivais Porto Alegre em Cena e Bienal de Dança do Ceará. Soulart Press – Cabo Verde

Portugal - TX@BET_A de Djam Neguin no Fórum Dança Lisboa





quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Canárias - Djam Neguin faz estreia mundial de “Noya”

O artista cabo-verdiano Djam Neguin, cuja carreira singular é caracterizada por uma ampla gama de talentos e realizações em diversas áreas, incluindo dança, música, teatro, moda, performance, literatura e audiovisual, vai fazer a estreia mundial da sua mais recente criação coreográfica NOYA OU ANATOMIA DOS SONS EXTINTOS, no prestigiado Festival Musa, organizado pela Organização Autónoma de Museus e Centros do Museu de Natureza e Arqueologia (MUNA). Em apresentação única, o espetáculo sobe ao palco no dia 15 de Setembro, pelas 21h no MUNA, Pátio Antonio Pintor, Santa Cruz de Tenerife.


Para além do espetáculo o bailarino e coreografo irá ministrar um workshop, como base nos estilos afrohouse e afrobeat no dia 16 durante duas horas, onde vai desafiar os participantes a explorar alguns dos processos criativos que estiveram na base de criação do projeto NOYA.

O festival Musa tornou-se uma importante referência cultural no verão, já vai na sua décima edição, que teve o seu início no dia 1 e terá o seu término no dia 30 de setembro, é dedicada a Cabo Verde e apresentará um extenso programa de atividades adaptadas a todas as idades, com o objetivo de aproximar os visitantes da cultura cabo-verdiana, que se caracteriza por uma mistura de elementos europeus e africanos, partilhando padrões culturais muito semelhantes aos das zonas rurais de Portugal. O festival, pretende recolher e mostrar diferentes manifestações culturais e sociais da cultura cabo-verdiana fazendo assim promoção da mesma.

Para favorecer e imersão dos visitantes do festival na cultura cabo-verdiana os grandes pátios do museu foram tematizados para a ocasião, de maneira que os visitantes possam estar totalmente imersos na cultura de Cabo Verde que vibra ao ritmo da música tradicional e convida o visitante a ficar nesta terra durante algumas horas levando-lhes a morabeza. Tudo para a promoção da cultura cabo-verdiana. Informações mais detalhadas sobre o festival pode ser encontrada através da ligação:

https://www.museosdetenerife.org/blog/festival-musa-cabo-verde/

O novo trabalho do renomado coreógrafo Djam Neguin é um espetáculo que nasceu da vontade do artista de investigar o corpo como maquinaria de possibilidades sonoras, fazendo a desconstrução de batidas e sonoridades espaciais, através da vocalização experimental de textos e movimentos auto-musicais que juntos possibilitam uma poética do movimento experimental.

NOYA é interpretado por dois intérpretes - Kliff Canifa e Ray Patron - que exploram as possibilidades de expressão sonora do corpo humano, sons que normalmente não incorporamos ao nosso repertório linguístico apesar do seu grande poder de comunicação. Os bailarinos exploram um repertório de possibilidades de movimentos corporais inspirados no kuduro e afrobeat, fazendo assim um exercício de recreação e reação sonora onde o som é simultaneamente movimento. O movimento existe com, junto com, antes, durante e ao mesmo tempo que a possibilidade de construção sonora.

Esta nova criação, conta com o contributo literário sofisticado dos mais renomados nomes da literatura cabo-verdiana, que acrescentou mais essência poética e literária tendo textos originais da elite dos escritores da nossa nação como o emblemático ex presidente da república de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca, a par do músico e escritor  Mário Lúcio,  Vera Duarte (uma das grandes figuras femininas da literatura cabo-verdiana) e Caplan Neves, um dos maiores dramaturgos cabo-verdianos. No parto deste projeto também temos contributos de rappers de referência do arquipélago como o Batchart, Mito Maskas e PNC da dupla Rapaz 100 Juiz

Sinopse do espetáculo

XÉ! No princípio era o som. E no fim e no meio também. Estava muito alto como se quisessem para sangrar os vossos ouvidos! Tudo era um grande Noya. A palavra era o verbo, e o verbo era tão alto. Não demoraram muito a mexer-se, mas os seus rabos estavam muito duros. Eram os próprios deuses e faziam coisas divinas, como combinar alguns passos. Sabiam palavras difíceis, tipo cacofonia. E a ordem era: todos em posição! Se para vós está prestes a começar, para nós é apenas mais uma festa! "Os negros são a chave: abram os portões!"

Estreia em Cabo Verde

Após a sua estreia mundial NOYA dará o ar da sua graça no Festival Mindelact em Novembro deste ano, tendo também a previsão de uma digressão internacional para 2024. “Soulart Press” – Cabo Verde


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Macau - Teatro de rua mostra história “da vida portuguesa”

O espectáculo “Histórias de Vendilhões – Cultura Chinesa e Portuguesa” vai ser apresentado pela “Dream Theater Association”, estando em cena de 23 de Setembro a 1 de Outubro nas Casas-Museu da Taipa. Conta “a história da vida portuguesa em Macau de uma forma divertida”. Há ainda outro espectáculo, “Uma Vida de Sabores e Memórias”, que já está a decorrer no Largo do Pagode do Bazar


A “Dream Theater Association” vai apresentar, este mês de Setembro, dois espectáculos de rua: um intitula-se “Histórias de Vendilhões – Cultura Chinesa e Portuguesa” e o outro “Uma Vida de Sabores e Memórias”. O primeiro, apoiado pela Direcção dos Serviços de Turismo, estará em cena de 23 de Setembro a 1 de Outubro, num total de 12 espectáculos.

A peça, que já foi encenada em 2020 e recebeu um “feedback positivo dos residentes e da comunidade”, vai ser apresentada nas Casas-Museu da Taipa e promete contar a crianças e adultos “a história da vida portuguesa em Macau de uma forma divertida”. De acordo com um comunicado da associação, serão utilizados carros alegóricos e marionetas para dar forma ao enredo.

Também “Uma Vida de Sabores e Memórias” terá 12 espectáculos, a decorrer até dia 17 deste mês de Setembro. Financiada pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura, a peça de teatro “móvel” que “percorre as ruas, contando as histórias dos restaurantes e as memórias dos sabores” foca-se nos estabelecimentos da zona do Largo do Pagode do Bazar, sendo mesmo aí que começa, em frente ao Templo Hong Kong Kung.

“Baseado nas histórias de Barba de Dragão e Doces de Dragão, o teatro apresenta a cultura culinária tradicional e recria os pormenores da vida de antigamente, realçando o toque humano do bairro, bem como a preparação de uma variedade de comida tradicional para os clientes, permitindo ao público reviver as memórias colectivas do paladar do século passado”, pode ler-se no comunicado enviado pela “Dream Theater Association”.

A peça aborda em concreto as histórias da Loja De Canja Leong Heng Kei, Estabelecimento de Comidas Man Lay Hong Kei, da Tai Long Fong Casa de Cha e da loja Yau Kei Candy (Doces de Barba de Dragão), sendo que os actores passarão por estes locais contando a sua história. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

UCCLA - Abertura do Festival de Poesia de Lisboa

Vai decorrer de 13 a 17 de setembro, a 8.ª edição do Festival de Poesia de Lisboa, evento que incentiva a leitura, fomenta a democratização da palavra e valoriza a poesia em língua portuguesa. A abertura do Festival terá lugar na UCCLA no dia 13 de setembro, às 19 horas, com homenagem à poeta Adélia Prado, seguida do espetáculo "Afetos navegantes: olhar o porto do mar" com Marina Campanatti.

Adélia Prado é poeta e autora de 18 livros, entre poesia, prosa e infantis. Já foi contemplada com o Prémio Jabuti (1978), Prémio ABL de Literatura Infantojuvenil (2007), Prémio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2010), Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2010), Prémio Clarice Lispector (2016) e Prémio Governo de Minas Gerais de Literatura pelo conjunto da obra (2016).

O espetáculo “Afetos Navegantes: olhar o porto do mar" com Marina Campanati decorrerá a partir das 20h30. É um espetáculo que apresenta, ao longo da narrativa, a perspetiva de uma educadora brasileira, que cruza o oceano e encontra na Amadora, a oportunidade de desenvolver o seu trabalho nas ruas dos bairros sociais num rico encontro com as comunidades ciganas e africanas. Nesse encontro multicultural típico da cidade, apresenta questionamentos acerca dos estigmas relacionados às identidades e suas complexidades. O espetáculo tem como fio condutor a união entre o teatro e a poesia, trazendo à cena a vida do bairro social, suas potências, seus desafios, mas acima de tudo, apresenta pontos de vista de alguém que está lá, com uma escuta ativa e um grande desejo de resinificar a forma como nos afetamos.

Marina Campanatti é brasileira, atriz, artista pedagoga, educadora, pesquisadora, poeta e gente. Busca nas palavras e nos afetos compreender e instigar os olhares aos lugares de poder que ocupamos. Formada em teatro e cinema e mestre em Teatro e Comunidade pela Escola Superior de Teatro e Cinema- IPL. Trabalha atualmente nas ruas dos bairros sociais na Amadora com toda a comunidade e o foco principal: as crianças. Autora do livro Afetos Navegantes: Olhar o porto do mar, publicado pela editora Urutau.

O 8.º Festival de Poesia de Lisboa é todo pensado para a movimentação pela cidade. Por isso, ao longo dos 5 dias o Festival ruma por 6 espaços parceiros: UCCLA - União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa, Fábrica Braço de Prata, Valsa, Livraria da Travessa, Jardim do Príncipe Real e Biblioteca de Alcântara.

No dia 14 de setembro, o Festival passará por Marvila, no património histórico que é tanto o palacete oitocentista quanto o centro cultural & museu popular de arte viva da Fábrica Braço de Prata. No dia 15, haverá um workshop na Graça, no espaço que faz parte do Colectivo Coral e que é um ambiente alternativo e seguro para as vivências de diversidade, a Valsa. Depois, no fim da tarde o festival estará no Príncipe Real, na Livraria da Travessa, livraria que é um pedaço do Brasil em Lisboa, e que terá uma mesa à venda com os títulos de alguns dos convidados. Para encerrar a noite, o Jardim do Príncipe Real será ocupado com um Poetry Slam, a primeira edição promovida pelo Festival nesta linguagem da poesia. Para encerrar, os dias 16 e 17 de setembro serão passados na Biblioteca de Alcântara.

Programação

Historial:

O Festival de Poesia de Lisboa nasceu em 2016 com o objetivo de incentivar a leitura, fomentar a democratização da palavra e valorizar a poesia de língua portuguesa. Já foram realizadas 7 edições do Festival, com apoio do Instituto Camões e diversos outros parceiros fundamentais, como o Museu da Língua Portuguesa, a Associação ILGA Portugal e os Espaços Parceiros (Padrão dos Descobrimentos, Valsa, Livraria da Travessa, Espaço Espelho D’Água e Fábrica Braço de Prata).

A jornada tem sido construir uma festa aliada às pautas urgentes que atravessam classe, raça, género, corpo e terra para que possamos todos inventar um lugar possível colocando em cena o discurso poético.

Até hoje, a iniciativa alcançou mais de 500 poetas em 15 países, publicou 7 antologias poéticas, realizou 19 oficinas criativas, 32 palestras & mesas, 6 espetáculos poéticos e 10 tertúlias - somando os formatos virtual e presencial.

Os poetas homenageados, e presentes na programação, até o momento foram: Manuel Alegre (2019), Conceição Evaristo (2020), Mia Couto (2021) e Ana Luísa Amaral (2022).

Com o fim da pandemia, a última edição foi realizada em formato presencial nos dias 14 a 18 de setembro de 2022, em diversos pontos culturais da cidade de Lisboa e a esta acontecerá entre os dias 13 e 17 de setembro de 2023.

 

sábado, 28 de maio de 2022

Cabo Verde – Djosinha celebra 70 anos de carreira como cantor

Mindelo – O grupo Serenata Produções realiza hoje, sábado, 28 de maio, no Mindelo, um espectáculo para assinalar os 70 anos de carreira do cantor cabo-verdiano Djosinha, que considera já ter uma vida a cantar Cabo Verde e o mundo.

O “Serenata Produções”, conforme o produtor Kicas Silva avançou à Inforpress, não poderia deixar passar a oportunidade de se associar à comemoração de uma “data tão importante” como os 70 anos de carreira de uma figura como Djosinha, que “deu e continua a dar um grande contributo para a música cabo-verdiana”.

Por isso, segundo a mesma fonte, o grupo o convenceu a deixar a ideia inicial de fazer o espectáculo primeiramente nos Estados Unidos da América (EUA), onde o cantor reside actualmente, e vir viver este “marco” com o povo da sua terra natal, São Vicente, que pode estar com o cantor, que, mesmo com 88 anos completos na última quarta-feira, 25, “ainda está em condições de deliciar o público com as suas músicas e com a sua forma de estar no palco, tão peculiar”, assinalou.

Kicas Silva escolheu um leque de artistas numa “mistura de experiência e juventude”, que também vão abrilhantar a noite e no qual constam nomes como Constantino Cardoso, Edson Oliveira, Carmen Silva, Samantha Aniger, Milanka e ainda Chico Serra e Jorge Sousa, que foram dois contemporâneos de Djosinha no grupo Voz de Cabo Verde.

Para já, escolhas que caíram no agrado de Djosinha, de nome próprio José Vieira Duarte, que, como explicou à Inforpress, tem “muitas coisas” para contar destas sete décadas e uma vida a cantar Cabo Verde e o mundo.

O cantor disse que foi aos sete anos que pisou um palco pela primeira vez, no cinema Éden Park, no Mindelo, e por volta dos 13-14 anos, acredita ter protagonizado, juntamente com a falecida Titina Rodrigues, o “primeiro dueto cabo-verdiano” no teatro do Castilho.

Djosinha relembrou o quão ficou em “alvoroço” a cidade do Mindelo depois que apresentaram uma versão de uma música brasileira chamada “Quase certo”, que aprenderam em apenas um dia, depois de o pai de Titina Rodrigues, que era piloto da Baía do Porto Grande, o ter conseguido num disco tocado em 78 rotações através de oficiais de um barco estrangeiro.

“Eu e a Titina formávamos uma bela dupla, e depois da nossa primeira actuação acabámos por fazer várias outras, inclusive em Portugal de norte a sul, e aqui em Cabo Verde até para receber o então ministro de Ultramar, o Adriano Moreira”, explicou, saudoso da sua “amiga” falecida recentemente, no dia 06 de Maio último.

Contudo, asseverou, a sua carreira começou a sério aos 18 anos, época em que conciliava as suas actuações musicais, com o futebol e ainda com teatro, em São Vicente, e depois nas suas viagens para o estrangeiro, como marítimo e também como emigrante.

Um dos pontos alto da sua trajectória foi a entrada para o grupo Voz de Cabo Verde, em 1965/1966, com qual viajou o mundo juntamente com colegas como Luís Morais, Frank Cavaquinho, Morgadinho, Jon da Lomba e outros.

“Nesta altura, eu acabei por levar para o grupo ritmos como cumbia e bolero, porque vinha da Argentina onde conheci os reis destes ritmos, e acredito que estas mudanças permitiram que Voz de Cabo Verde desse um grande salto”, sublinhou, referenciando o idílico conjunto cabo-verdiano, que fez história em Cabo Verde, Senegal e países da Europa.

Por outro lado, Djosinha lamenta o facto de o grupo só ter tido “cerca de seis anos de actividade oficial”, e com outros momentos feitos somente através de “reencontros” dos elementos.

No entanto, ele construiu uma carreira a solo, como cantor radicado na diáspora, maior parte nos Estados Unidos, onde também se destacou por 42 anos como radialista.

O mesmo país que o acolheu e onde pretendia organizar primeiramente o espectáculo de comemoração dos 70 anos de carreira, mas que decidiu reprogramar para acontecer entre Outubro e Novembro próximos.

Por agora, o cantor quer comemorar com a sua gente neste sábado, num dos hotéis do Mindelo, e assegurou apresentar-se com a “mesma energia” e com o “Djosinha de sempre”, que quando sobe ao palco, até se esquece das dores de joelhos, que o tem fustigado por causa da idade.

No espectáculo, Djosinha também promete surpresas, como de reviver com uma jovem cantora o dueto feito em tempos idos com Titina Rodrigues.

Sendo assim, não é por agora que pretende pendurar o microfone, até porque tem planos para lançar brevemente um novo disco, ainda para assinalar os 70 anos de carreira, no qual já trabalha juntamente com o produtor Kim Alves.

“O CD deverá ter oito mornas em rapsódia, boleros e três ou quatro coladeiras, que abordam situações sociais como os nossos ‘titios’, que temos por cá”, concretizou. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

terça-feira, 10 de maio de 2022

Macau - Levantou âncora a “Lorcha di Amor” dos Dóci Papiaçám di Macau

Depois de dois espectáculos no Centro Cultural de Macau (CCM), Miguel de Senna Fernandes mostrou-se satisfeito pelo ‘feedback’ do público. Ao Ponto Final, o encenador comentou que o Grande Auditório só não encheu para ver a “Lorcha di Amor” dos Dóci Papiaçám di Macau devido às restrições pandémicas


Na noite de sábado e tarde de domingo levantou âncora a “Lorcha di Amor” dos Dóci Papiaçám di Macau. O espectáculo deste ano brinca com a vontade de sair de Macau num período pós-pandemia. O caminho até Hainão é feito de contratempos, percalços, histórias de amor, referências à actualidade de Macau e humor.

Miguel de Senna Fernandes, homem do leme dos Dóci Papiaçám di Macau, faz uma avaliação positiva dos dois espectáculos, apesar de, segundo ele, nunca haver expectativas. “É esse mesmo o espírito de não saber como é que vai correr que dá animação”, disse ao Ponto FinaL. “Toda a gente estava muito entusiasmada para fazer um grande espectáculo e foi muito bom”, descreveu.

Só não houve casa cheia devido às restrições pandémicas, sendo que apenas metade dos lugares estavam disponíveis. Mais de 90% dos lugares disponíveis estavam cheios para cada um dos dois espectáculos. “Em termos estatísticos acho que foi um número muito bom”, comentou o encenador.

“As pessoas perceberam bem o espectáculo e a mensagem do espectáculo”, apontou o encenador do grupo, assinalando que “em tempos de pandemia, precisamos de humor”. O espectáculo, de duas horas e meia, foi interpretado em patuá e língua chinesa, com legendas em chinês, português e inglês. “Lorcha di Amor” foi apresentado no Grande Auditório do Centro Cultural inserido no 32.º aniversário do Festival de Artes de Macau.

No espectáculo de domingo, estiveram presentes, por exemplo, Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura; Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC); Fu Ziying, director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau; e Liu Xianfa, Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na RAEM. No final do espectáculo, Leong Wai Man foi ter com Miguel de Senna Fernandes para deixar elogios à peça deste ano, contou o encenador.

Foram mais de 80 pessoas a trabalhar no espectáculo deste ano e, segundo Miguel de Senna Fernandes, a cada ano que passa há mais interessados em participar na peça. “É um grande trabalho de logística. É muito complexo fazer uma produção dos Dóci para o Festival de Artes”, notou.

Este ano, os Dóci Papiaçám di Macau estão a celebrar o 29.º aniversário. Para já, indicou o dramaturgo, ainda não há nenhuma ideia concreta para comemorar os 30 anos do grupo no espectáculo do próximo ano. No entanto, Miguel de Senna Fernandes mantém a possibilidade de fazer um musical: “Para o próximo ano não desisto da ideia de fazer um musical. Mas vai ser complicado”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Macau - A Lusofonia em tempos de Covid

O Festival da Lusofonia este ano voltou a contar com três dias de animação e convívio entre as várias comunidades a viver em Macau. O Ponto Final falou com António Machado, coordenador do Festival da Lusofonia, que fez um balanço positivo do evento, apesar de todas as condicionantes que se vivem em tempos da pandemia da Covid-19



“Mesmo com as restrições todas e as medidas que tiveram de se tomar à entrada, o público aderiu bastante e compreendeu a sua necessidade, por orientação dos Serviços de Saúde” contou António Machado, coordenador do Festival da Lusofonia, em declarações ao Ponto Final. O festival este ano, tal como nos anos anteriores, voltou a contar com uma grande afluência de pessoas. “A comunidade lusófona aqui radicada, e principalmente a comunidade chinesa, aderiram muito à festa, portanto o resultado é positivo”, continuou Machado.

Em relação ao número de pessoas que atenderam ao festival, António Machado diz que se notou a mesma afluência comparativamente ao ano passado, com cerca de 20 mil participantes. “A maioria dos participantes foram residentes locais, mas mesmo assim houve muita adesão à festa, com muita gente a participar”, prosseguiu.

Questionado sobre se o festival correu de acordo com as expectativas da organização, Machado respondeu afirmativamente, apesar de no início ter havido alguma preocupação em relação ao público, se ia aderir ou não, pois as medidas obrigatórias relacionadas com a protecção contra a epidemia foram algo de novo e, de certo modo, “inconvenientes”, principalmente no procedimento das entradas, aguardando em fila, medição da temperatura, exibição do código de saúde e utilização de máscara. Porém, o coordenador assegurou que a maioria cumpriu os procedimentos “sem problemas”, talvez por sentirem já falta de eventos deste género, segundo Machado, considerando que essa terá sido uma das razões de ter havido este nível de participação, com números praticamente iguais aos do ano passado.

António Machado afirma que, pelo que foi observado pela organização este ano, a sexta feira esteve com um atendimento “muito bom”, com um sábado “ainda melhor”, sendo este normalmente o dia forte e com os maiores destaques musicais do cartaz. O domingo, em contrapartida, esteve muito mais fraco a nível de público, segundo o responsável, mas mesmo assim não com números muito abaixo da média, pois o terceiro dia do festival é normalmente o mais fraco.

Machado admite ter estado “um bocado reticente” em relação aos espectáculos deste ano. Os grupos dos países lusófonos não puderam participar, devido às restrições de viagem causadas pela pandemia, e só actuaram grupos locais, “na maioria amadores e sem grande experiência de palco”, explicou. Apesar disso, diz ter sido uma boa surpresa para a organização ter visto que o público de Macau aderiu bastante aos espectáculos e no apoio aos artistas locais, que “são bons e talentosos”. “A reacção do público aos grupos locais foi muito positiva e isso foi claro na reacção do público. A aposta resultou bem!”, sublinhou Machado.

No que diz respeito às medidas de segurança implementadas para o festival, Machado diz que, nas entradas “correu tudo bem”, com as pessoas a seguir em fila ordenadamente, apesar da grande afluência em certas alturas, mas que no decorrer do festival foi difícil controlar as medidas implementadas, como a questão do uso da máscara. “As pessoas têm calor e acabam por se esquecer de as pôr”, prosseguiu. Apesar dos vários avisos pela rádio a relembrar as pessoas para usarem a máscara, o coordenador admite ser muito difícil implementar estas medidas neste tipo de eventos, apesar dos esforços feitos pela organização. Acrescenta ainda que foi providenciado desinfectante em várias zonas do recinto, com lembretes a dizer para as pessoas lavarem as mãos e respeitarem as distâncias. Joana Chantre – Macau in “Ponto Final”

 

joanachantre.pontofinal@gmail.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Portugal - “O Melhor do Mundo são as Crianças”

Há um espetáculo que vai fazer com que os miúdos se apaixonem por Fernando Pessoa. “O Melhor do Mundo são as Crianças” acontece nos dias 23 e 24 fevereiro no Templo da Poesia e a entrada é livre



“O Melhor do Mundo são as Crianças”. Alguém tem alguma dúvida disto? E é mesmo por isso que artistas se juntaram para apresentar um espetáculo com este nome. Vai estar em cartaz em Oeiras nos dias 23 e 24 de fevereiro. Uma combinação de música, teatro e poesia ligadas ao universo de Fernando Pessoa é o que pode esperar o público no Templo da Poesia, às 15h30. A entrada é livre.

O evento quer despertar nos miúdos o interesse e a curiosidade sobre a obra do famoso escritor português. A proposta é mostrar o trabalho do poeta de forma lúdica. Vai haver leitura de poemas e serão apresentados alguns factos biográficos e curiosidades sobre Pessoa.

A dupla de músicos João Afonso e António Lago Pinto está à frente da apresentação com canções inéditas relacionadas à vida e obra do escritor. O espetáculo é uma produção da QUANTA acontecimentos culturais. O seu fundador, António Terra, é o responsável pela encenação e o espaço cénico do evento, que está a ser organizado pela Câmara Municipal de Oeiras.

A grande proposta do espetáculo é, através dos elementos cenográficos, da iluminação teatral e da narrativa sonora e visual, levar os miúdos a um mundo de faz de conta e unir o encantamento da infância com a literatura de Fernando Pessoa.

O evento é gratuito e está sujeito à lotação da sala. Haverá uma distribuição de senhas uma hora antes do espetáculo na receção do Templo da Poesia. O espaço fica na rua José de Azambuja Proença, dentro do Parque dos Poetas, em Oeiras. Juliana Soares – Portugal in New in Oeiras”

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Portugal – Sete cidades algarvias acolhem festival de música e dança Al-Mutamid

Entre 25 de janeiro e 23 de fevereiro, o Algarve recebe um evento que apresenta sonoridades que durante séculos inundaram bazares, medinas e palácios da região, então conhecida como Gharb al-Andalus



O evento de música regressa ao Algarve com cinco espetáculos diferentes, repartidos por sete cidades do distrito de Faro: Lagoa, Vila Real de Santo António, Loulé, Albufeira, Silves, Lagos e Olhão.

A 19.ª edição do festival itinerante, que surgiu no ano 2000, arranca no dia 25 de janeiro com o grupo de música persa Novan Ensemble (Irão), no Convento de São José, em Lagoa, culminando, no dia 23 de fevereiro, com o espetáculo de música e dança oriental El Laff (Marrocos / Espanha), no Auditório Municipal de Olhão.

Em declarações à agência Lusa, João Pedro Vieira, da organização, indicou que o festival apresenta este ano, como novidade, a música persa com o grupo Novan Ensemble, sonoridades que transportam o público ao imaginário das 1001 noites.

«É uma estreia em território nacional», frisou o responsável, acrescentando que, «além desta estreia nacional, haverá ainda como novidade a fusão do flamenco com a música árabe, sonoridades que estão muito próximas».

Segundo João Pedro Vieira, o sucesso para a longevidade do festival itinerante mais antigo do Algarve, que se realiza anualmente há duas décadas consecutivas, «tem sido o apoio do público, que, desde a primeira edição, tem proporcionado salas cheias».

«É um público cuja maioria é de nacionalidade estrangeira, residentes e pessoas que escolhem a região para passar férias nesta altura do ano, e que acompanham o festival desde o seu início», sublinhou.

João Pedro Vieira acrescentou que o Al-Mutamid, evento de características únicas na Península Ibérica, dá a conhecer músicas e danças provenientes do Médio Oriente, Magrebe e Mediterrâneo Oriental, e «foi criado com o intuito de colmatar a escassez cultural no Algarve na época baixa».

A maioria dos grupos integram músicos da Sudão, Marrocos, Espanha e Guiné Conacri, acompanhados em palco por bailarinas.

O festival deve o seu nome ao rei poeta Al-Mutamid, filho e sucessor do rei de Sevilha, que nasceu em Beja em 1040, tendo sido nomeado governador de Silves, a então capital do Algarve, com apenas 12 anos.

O primeiro espetáculo, com o grupo Novan Ensemble, vai apresentar música tradicional persa, no dia 25 de janeiro, no Convento de São José, em Lagoa, e, no dia 26 de janeiro, no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.

O festival prossegue em fevereiro, com músicas das três culturas d'Al-Andalus, pelo grupo Sephardica (Espanha), no dia 08, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, e, no dia 09, com sonoridades e danças afro/árabe pelo grupo Muhsilwan, no Cine-Teatro Louletano (Loulé).

Os Tarab Flamenco, que apresentam a fusão de flamenco com a música árabe, atuam no dia 15, no Centro Cultural de Lagos, e no dia 16, no auditório Municipal de Albufeira.

O festival termina a 23 de fevereiro, no Auditório Municipal de Olhão, com os El Laff, grupo que integra músicos de Marrocos e de Espanha, acompanhados por uma bailarina de dança oriental. In “Revista Port. Com” - Portugal