Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 31 de maio de 2025

Costa Rica – Guitarrista Marta Pereira da Costa atua no Teatro Nacional no Dia de Portugal, Dia de Camões e Dia das Comunidades Portuguesas

A Embaixada de Portugal no Panamá, com concorrência na Costa Rica, promove a 3 de junho um concerto especial da guitarrista Marta Pereira da Costa, no Teatro Nacional da Costa Rica, às 20h00 (hora local). O concerto conta com a presença de Perrozompopo (cantor e compositor da Nicarágua) como convidado especial



Reconhecida como a maior executante feminina de guitarra portuguesa a nível mundial, Marta Pereira da Costa levará ao palco costa-riquenho um espetáculo que celebra a tradição musical portuguesa com um toque contemporâneo.

O concerto integra o programa comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e conta com o apoio do Instituto Camões. Os bilhetes encontram-se à venda aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 18 de julho de 2024

Moçambique - Quadros de Fauziya Fliege nos melhores museus da América Latina

A artista plástica moçambicana Fauziya Fliege entra nas colecções dos museus da América Latina, depois de uma intensa temporada de exposições na Costa Rica. As suas obras vão fazer parte das colecções dos melhores museus da América Latina, a começar pelo Museu de Cartago (Costa Rica), o Museu de Afrodescendente da Nicarágua e o Museu do Paraguai.


Tanto no Museu de Cartago como no Museu de Afrodescendente, as obras de Fliege serão recebidas por entidades locais, em cerimónias públicas que contarão com outras personalidades de relevo em diplomacia cultural.

Fauziya Fliege estampa, assim, nos três museus, a herança africana, uma temática predominante na sua criação. A primeira obra, para o Museu de Cartago, ilustra uma mulher com um balde na cabeça, uma caracterização do esforço diário da mulher africana para o sustento do seu lar. A segunda obra, enviada para Nicarágua, fala da dança africana que, mais do que para entretenimento e recriação, a dança é usada para actos de exorcismos, em cerimónias tradicionais de libertação dos maus espíritos e pretexto para o encontro da paz interior.

“Como artista africana, é uma honra por ser, possivelmente, a única artista moçambicana e africana, para além de feminina, a expor num museu em Costa Rica, por isso é uma honra”, destaca Fliege, acrescentando que “não quero me focar apenas na venda de obras, mas também em fazer a minha história, divulgando a nossa cultura, mostrando um pouco de nós, do continente e, claro, do orgulho que tenho do meu país, mas eu também quero que as pessoas tenham conhecimento que eu como artista moçambicana quero mostrar muito da minha cultura”.

Com passagens em vários países africanos, Fliege destaca a necessidade de transportar para as telas vivências e histórias de África e mostrar ao mundo a rica cultura africana. “O facto de alguém ir a uma exposição num desses museus e encontrar obra de uma artista africana e especialmente de Moçambique será um orgulho para o país e para todo o continente”, sublinha.

Fuziya Fliege é uma artista reconhecida na Costa Rica, não só pela sua criação estética, mas também pela sua mão solidária, tendo doado as suas obras para várias organizações naquele país onde se encontra radicada, bem como pela sua participação em iniciativas sociais. José dos Remédios – Moçambique in “O País”




sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Nicarágua – Soltos filhotes da espécie tartaruga-oliva que está em risco de extinção

Quase 500 filhotes de tartarugas-oliva, uma espécie ameaçada de extinção, foram libertadas no mar por autoridades ambientais da Nicarágua, na reserva natural Río Escalante-Chacocente, na costa do Pacífico da Nicarágua


As pequenas tartarugas foram soltas na terça-feira na praia de Chacocente, parte do Refúgio de Vida Silvestre Río Escalante-Chacocente – área de floresta tropical seca com mais de 4600 hectares.

Ao todo, durante o mês de Agosto foram soltas em Chacocente um pouco mais de 2000 animais com as quais as autoridades prevêem poder revitalizar esta espécie marítima, apesar dos riscos que vão ter, neste fase inicial.

Esta foi uma segunda fase do projecto que se baseia no facto natural de que milhares de ovos foram depositados em ninhos escavados pelas próprias tartarugas na areia da praia, num espaço de aproximadamente 1500 metros de extensão, enquanto os outros não enterrados são resgatados por guardas-florestais e levados para 250 incubadoras até serem soltos.

O período de nidificação dos ovos das Lepidochelys olivacea, conhecidas como tartarugas-oliva, tartaruga-olivácea ou tartaruga-marinha, demora entre 45 a 50 dias.

Os nascimentos seguem às inúmeras chegadas de tartarugas, que nidificam todos os anos em Chacocente.

As autoridades ambientais locais estimam que cerca de 50 mil tartarugas chegam todos os anos para desovar na areia desta praia. A “temporada de chegada” vai de Julho a Janeiro do ano seguinte.

Se tudo lhes correr bem, os pequenos animais agora soltos regressarão dentro de 15 ou 20 anos à mesma praia onde nasceram para nidificar, uma repetição do seu ciclo biológico, segundo responsáveis da Reserva.

As tartarugas-olivas, de 70 centímetros e cerca de 40 quilos, foram declaradas ameaçadas de extinção em 2006 pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Por este motivo, a caça da espécie foi proibida por tempo indeterminado.

Embora a maior parte seja desta espécie, outras como a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e a tartaruga-verde (Chelonia agassizii) também são encontradas em menor quantidade.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais, a “chegada” massiva de tartarugas para nidificação na Nicarágua ocorre apenas em duas praias, Chacocente e La Flor, localizadas mais ao sul.

Na América Central também existem outros locais de chegada massiva de tartarugas para nidificar, como a Costa Rica e o Panamá. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nicarágua – Início das obras do canal previstas para o primeiro semestre de 2017

As primeiras obras do canal da Nicarágua, que consistem na construção do porto de Brito, no lado do oceano Pacífico, vai começar no primeiro semestre de 2017, informou a concessionária do projecto, a empresa chinesa HKND Grupo.

"Temos a intenção de começar a trabalhar no porto de Brito na primeira metade de 2017", disse HKND, num correio electrónico enviado à agência Efe.


A concessionária chinesa tinha planeado o início das obras para o final de 2016, após o adiamento de um ano, mas o interesse para cumprir os Estudos Sociais e Estudos de Impacto Ambiental (EIAs), entre outras razões, causou atrasos, de acordo com a informação divulgada.

O projecto consiste num canal de 276 quilómetros de comprimento, 230 a 280 metros de largura, e inclui duas portas, um aeroporto, dois lagos artificiais, dois bloqueios, uma área de livre comércio e resorts, entre outros.

O plano do canal de Nicarágua, cujo investimento é estimado em 50000 milhões (46,59 mil milhões de euros), pretende criar cerca de 50000 postos de trabalho e o dobro do produto interno bruto (PIB).

De acordo com a empresa HKND o projecto do porto de Brito foi reformulado apostando agora numa maior capacidade portuária. In “El Nuevo Diario” - Nicarágua

sábado, 26 de março de 2016

Nicarágua – Canal tem novo início aprazado para Agosto de 2016

A construção do Canal da Nicarágua começará em Agosto de 2016, com a instalação de um cais e de um depósito de combustível para receber e abastecer a maquinaria pesada necessária aos trabalhos, avança a “Bloomberg”, que cita fonte da HKND (Hong Kong Nicaragua Canal Development Investment Company).

A construção do Canal da Nicarágua (que se propõe fazer concorrência ao Canal do Panamá, cuja obra de alargamento está em fase de finalização) chegou a ter arranque previsto para 2015, com um prazo de cinco anos para ser inaugurado, mas a necessidade de ajustes no projecto, segundo a HKND, levaram ao adiar o arranque dos trabalhos.

O projecto tem um custo estimado de 50 mil milhões de dólares (44,4 mil milhões de euros). A HKND assume a construção, contra uma concessão por um prazo de 100 anos. O financiamento será assegurado pela emissão de dívida e pela entrada de novos sócios no consórcio, admitindo-se mesmo a realização de uma IPO (Oferta Pública Inicial).

O canal atravessará a Nicarágua, de Punta Gorda, na costa atlântica, a Brito, no Pacífico, passando pelo lago Nicarágua, no centro do país. Terá uma extensão de 276 quilómetros, 230 a 520 metros de largura e fundos de até -27,6 metros. Muito maior do que o Canal do Panamá mesmo depois da expansão.

O projecto compreende, além do canal propriamente dito, uma zona franca, dois portos de águas profundas (um em cada extremo), um aeroporto internacional (na província de Rivas), estradas, e instalações turísticas.

O projecto do Canal da Nicarágua obteve aprovação do estudo de impacto ambiental em Novembro de 2015, apesar da contestação das populações locais e de várias ONG ambientalistas. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nicarágua - Canal complementa a procura do comércio marítimo mundial

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o canal que a empresa chinesa HKND pretende construir até 2020 não será uma ameaça para o Panamá, mas um complemento para a procura do comércio marítimo mundial. "O canal da Nicarágua não ameaça o Panamá, são esforços complementares, temos outras rotas exigidas pelo desenvolvimento do comércio mundial", disse Ortega depois de receber o novo embaixador do Panamá, Eddy Rodriguez.

Em 22 de dezembro de 2014, a empresa chinesa HK Nicarágua Desenvolvimento Invesment (HKND) inaugurou as obras preliminares para a construção de um longo canal 278 km que irá percorrer o lago Nicarágua, a maior fonte de água doce da América Central.

O projeto da Nicarágua, no valor de US$ 50 mil milhões tem como objetivo capturar 5% do comércio marítimo mundial (assim como Panamá) e se tornar um grande centro de logística global. Ortega acrescentou que a Nicarágua vai construir o seu canal depois de várias tentativas feitas ao longo da sua história e um século depois do Panamá abrir a primeira rota através de um canal na região.

O administrador do Canal do Panamá, Jorge Quijano, declarou no ano passado à AFP que a América Central não tem condições para dois canais. A HKND argumenta, contudo, que o crescimento do comércio entre a Ásia, os EUA e a América Latina e a tendência para a construção de navios de maior porte justifica a existência de um segundo canal na região. De acordo com o Panorama, Ortega admitiu que o impacto ambiental e social do canal da Nicarágua foi fundamental para avançar com a obra, sem dar mais detalhes ou falar sobre as críticas feitas por grupos ambientais, ou os protestos realizados por milhares de agricultores ameaçados de expropriação.

Ortega apenas afirmou que o relatório de impacto ambiental elaborado pela consultora britânica Environmental Resources Management (ERM) que a HKND lhe entregou em 31 de maio de 2015 levou em conta as recomendações feitas pela Ramsar, a agência da ONU que trabalha para a conservação das zonas húmidas.

A Nicarágua garantiu a concessão para a HKND, com sede em Hong Kong em Junho de 2013, por um período de 50 anos renováveis ​​por um período similar. In “Container Management” – EU América

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Nicarágua – Obras do canal interoceânico começam este mês

O início das obras do canal interoceânico da Nicarágua está previsto para o próximo dia 22 de dezembro de 2014, segundo declarações oficiais, após o encontro entre o presidente da Nicarágua Daniel Ortega e o empresário chinês Wang Jing, responsável do consórcio HKND.

As obras que terão início em simultâneo nos oceanos Atlântico e Pacífico, irão avançar em direcção ao centro do país até chegarem ao Grande Lago, o Lago Cocibolca. O projecto consiste em construir um canal interoceânico, concorrencial ao canal do Panamá e que será três vezes maior que o novo canal do Panamá que está a acabar a sua construção. Terá um comprimento de 278 quilómetros, uma largura entre os 230 e 520 metros e uma profundidade de 30 metros que possibilitará acolher os futuros porta-contentores, que estão em fase de esboço, da classe F, que permitirão o transporte até 27 mil TEUs.

A deliberação de começar a construir nas duas costas ao mesmo tempo é a necessidade de cumprir o prazo de cinco anos previstos para a concretização da obra, depois da remoção prevista de cinco milhões de metros cúbicos de terra.


Além do canal, estão previstos a construção de novas estradas, dois portos, um lago artificial, um aeroporto, um complexo turístico, uma zona de comércio livre e fábricas de aço e cimento. O custo da obra que terá uma travessia de 105 quilómetros no Grande Lago, está neste momento projectado em 50 mil milhões de dólares, valor já rectificado por duas vezes. Baía da Lusofonia

domingo, 5 de outubro de 2014

Nicarágua - Ambientalistas temem pelo futuro do lago Nicarágua

A ONG dinamarquesa Verdens Skove apelou à multinacional Maersk para usar a sua influência global para proteger o meio ambiente e as populações indígenas da Nicarágua, enquanto os planos para a construção do canal interoceânico continuam a desenvolver-se.

Observadores ambientalistas afirmam que os interesses da Maersk, única empresa na conjuntura que transporta contentores nos maiores navios de transporte de mercadorias, os Triple E, com capacidade ligeiramente superior a 18000 TEUs, são a base para a construção deste canal, considerando que estes navios e os futuros que estão em fase de projecto, não conseguem passar no novo canal do Panamá.

Os observadores ambientalistas solicitam à Maersk para empregar este privilégio único para influenciar os operadores a parar a construção do futuro canal, pois são os principais beneficiários desta obra.

A empresa chinesa HKND que vai construir o canal da Nicarágua, prevê um investimento de 50 mil milhões de euros e vai iniciar a obra no próximo mês de Dezembro de 2014 e concluí-la durante o ano de 2019. Há por parte dos ambientalistas e das pessoas preocupadas com o meio ambiente e bem-estar das populações, sérias inquietações sobre o impacto negativo desta obra, principalmente com o grande lago da Nicarágua, a maior fonte de água doce do país, que com a ligação ao oceano contaminará o lago e afectará as populações da região.



O futuro canal que irá ser construído em linha recta, dividirá o território de Rama e Kriol, afastando populações, criando uma barreira que dificultará o acesso a zonas habitualmente de uso diário, as chamadas zonas de conforto.

Enquanto os protestos continuam e têm aumentado, a empresa HKND vai afirmando que está a cumprir rigorosamente o princípio da legalidade, implementando um projecto com transparência e respeitando os padrões internacionais de responsabilidade ambiental. Consideram os responsáveis da empresa que as comunidades afectadas irão melhorar a sua qualidade de vida, através do desenvolvimento de novos meios de subsistência.

Um porta-voz da empresa Maersk afirmou que a empresa em princípio considera o desenvolvimento desta infraestrutura importante para a expansão do comércio e indústria na América Latina e que poderá aumentar a competitividade entre as várias regiões do globo. Mais acrescentou não estarem conhecedores de toda a informação necessária para avaliar este projecto específico do canal da Nicarágua. Baía da Lusofonia

sábado, 27 de setembro de 2014

Nicarágua – Populações continuam com os protestos contra a construção do canal

O cadastro realizado pela empresa chinesa HKND Group na área onde irá construir-se o canal interoceânico da Nicarágua não vai parar, apesar dos protestos das populações do sul do país, destacou um membro da Comissão do Grande Canal.

 "Continuaremos a trabalhar com cada comunidade, porque no final todos eles vão acabar apoiando este canal", afirmou o membro da Comissão do Grande Canal, Telêmaco Talavera aos jornalistas.



Centenas de moradores das comunidades de Tolesmayda e Potosi, na província de Rivas fizeram marchas pacíficas em protesto contra o deslocamento das pessoas, que ocasionará o projeto.

Os manifestantes são pessoas que foram ou serão recenseadas, porque, aparentemente, estão no caminho da construção do canal, e não querem deixar as suas casas.

 "É normal, os investidores internacionais consideram normal haver algum protesto", disse Talavera.

O cadastro da HKND é o primeiro passo para o processo de expropriação das propriedades, confirmou o membro da comissão estatal.

 "O recenseamento está bem avançado, em seguida, vem a discussão sobre os montantes de indemnização, haverá uma compensação justa, de modo que todo o mundo ficará melhor depois do que quando não havia canal", disse Talavera.

Moradores de pelo menos 10 comunidades de Rivas anunciaram a sua recusa em serem expropriados.

O projeto do Canal da Nicarágua consiste em unir, através de uma via de água, o oceano Pacífico com o mar das Caraíbas, levando a construir um lago artificial, um aeroporto, dois portos, um complexo turístico, uma zona livre de comércio, fábricas de cimento e aço e diversas estradas.

As obras iniciar-se-ão ainda neste presente ano de 2014 e estarão concluídas em 2019, com um custo de 50 mil milhões de euros, informou a empresa HKND Group. In “El Economista” - Nicarágua

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nicarágua – População e ambientalistas manifestam-se contra o canal interoceânico

Os habitantes da cidade de Rivas manifestaram-se contra o futuro canal interoceânico da Nicarágua, obra que vai ter início no próximo mês de Dezembro de 2014 e que será construído por um consórcio chinês liderado pela empresa HKND Group. A obra que no final do ano de 2013 estava orçada em 30 mil milhões de euros, foi posteriormente alterada para 40 mil milhões e no último mês actualizada em 50 mil milhões de euros.


A cidade de Rivas, junto ao maior lago de água doce da América Central, encontra-se perto do local onde está projectado o canal e as suas populações estão preocupados em serem despojados das suas terras e têm o apoio das associações ambientalistas que receiam alterações profundas no meio ambiente, como a mais que provável contaminação da água doce do lago e os seus efeitos nefastos para a agricultura e pesca da região, principal meio de subsistência da população.


O canal da Nicarágua terá 278 km de comprimento, uma largura que varia entre os 83 metros e os 520 metros e uma profundidade de 30 metros, ligará a localidade de Brito no oceano Pacífico à foz do rio Punta Gorda no lado do oceano Atlântico, atravessando o lago Cocibolca de água doce numa extensão de 105 km. O canal da Nicarágua é um projecto que pretende unir o oceano Pacífico com o mar das Caraíbas, é concorrencial ao canal do Panamá e com uma capacidade três vezes superior a este. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Nicarágua – Canal interoceânico com início previsto em Dezembro de 2014

A empresa chinesa HKND, responsável pela construção e exploração do canal interoceânico da Nicarágua anunciou que o início dos trabalhos está marcado para o final de 2014 e custará 50 mil milhões de dólares, um valor superior em 25%, ou seja mais 10 mil milhões de dólares ao estimado pelo governo nicaraguense.

A obra que inclui a construção de dois portos, um aeroporto, duas eclusas, um largo artificial, além de outras estruturas secundárias, como estradas, complexo turístico, zona de comércio livre, vai criar 50 mil postos de trabalho que poderão chegar aos 200 mil quando todas as obras, principais e adjacentes estiverem em construção.

O canal da Nicarágua é um projecto que pretende unir o oceano Pacífico com o mar das Caraíbas, é concorrencial ao canal do Panamá e com uma capacidade três vezes superior a este, competindo num trajecto cada vez mais importante como o transporte de mercadorias entre a Ásia e a Europa.

Interessadas neste empreendimento estão um conjunto de empresas holandesas especializadas em meios que envolvem a água, como portos, segurança, dragagem, recursos humanos e equipamentos para a construção. Entre essas empresas estão a APM Terminals, Boskalis Nederland, Damen Shipyards Gorinchem, Van Oord e Wequips. Recentemente o governo da Nicarágua anunciou que existe interesse por parte de empresários alemães em participar também nesta grandiosa obra.

Recorde-se que o canal da Nicarágua terá 278 km de comprimento, uma largura mínima de 83 metros e uma profundidade de 30 metros, ligará a localidade de Brito no oceano Pacífico à foz do rio Punta Gorda no lado do oceano Atlântico, atravessando o lago Cocibolca de água doce numa extensão de 105 km. 

Entretanto o governo do Egipto anunciou a duplicação para breve do canal do Suez, preocupado com a possibilidade de desvio de tráfego através dos canais americanos, embora a falta de segurança marítima no estreito de Malaca, corno de África e mar Vermelho, levem os armadores a procurarem as rotas mais seguras. Baía da Lusofonia


Poderá aceder aos textos sobre esta matéria publicados no Baía da Lusofonia:


Baía da Lusofonia - Nicarágua

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

América latina – Uma visão alemã

América Latina precisa de cautela com Pequim

Primeiro foi a Espanha; depois os EUA. E, agora, a China. Os novos "senhores coloniais" da América Latina vêm da Ásia. Pagar e calar é o lema de Pequim, e muitos países da região aceitam o dinheiro de bom grado. Em contrapartida, indenizam a superpotência asiática com acesso às suas matérias-primas e rotas de transporte.

O exemplo mais recente dessa mudança de poder é o projeto bilionário chinês na Nicarágua. Uma empresa chamada Hong Kong Nicarágua Canal Development Investment (HKND) quer cavar lá um canal entre o Atlântico e o Pacífico. Cem anos após sua abertura, o Canal do Panamá deve ganhar um concorrente.

Para realizar o sonho do "Gran Canal" na Nicarágua, o Parlamento em Manágua aprovou uma lei em junho de 2013 que transfere à empresa chinesa HKND os direitos para a construção e operação do canal para os próximos cem anos.

A nova ligação entre o Atlântico e o Pacífico deverá ter 278 quilômetros de comprimento, extensão três vezes maior que a do Canal do Panamá. Centenas de milhares de hectares de floresta tropical serão desmatados, e serão instalados também um novo oleoduto e uma linha ferroviária.

Um olhar sobre a história do Canal do Panamá mostra que projetos gigantescos para países pequenos são geralmente uma empreitada altamente arriscada. Pois, enquanto Washington administrava o canal, sobretudo os Estados Unidos embolsavam os lucros, e não a população do Panamá.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, aparenta não ter objeção alguma quanto a isso. E ele parece estar em boa companhia dentro da América Latina. Também no Equador, empresas chinesas receberam licença para exploração de petróleo. Isso, em plena área do Parque Nacional Yasuní.

Venezuela, Cuba, Argentina e Bolívia também pertencem à esfera de influência da China. Esses países, tomados pela crise, vendem a "cooperação" com Pequim como resistência contra Washington. Finalmente os "gringos" são colocados em seu devido lugar, e a luta contra o neoliberalismo e o imperialismo dos EUA, argumentam, começa a ter sucesso.

Mas as teorias de conspiração e as palavras de ordem muitas vezes escondem a falta de capacidade do governo. Dessa forma, o chamado socialismo do século 21 da Venezuela mergulhou em uma profunda crise econômica. O país exportador de petróleo quase não tem mais divisas para suas importações.

Na Argentina, as políticas econômicas da presidente Cristina Kirchner e de seu antecessor levaram o país ao calote técnico pela segunda vez em 12 anos.

É verdade que os governos "progressistas" da América Latina se libertaram dos ditames de Washington. Mas independência econômica ainda continua faltando. Em vez disso, cresce a dependência de Pequim. Antiamericanismo por si só não é uma receita para o sucesso. O exemplo do Panamá mostra que a luta pela independência política e econômica é longa e difícil. Acorda, América! Astrid Prange – Alemanha in “Deutsche Welle”

Sobre o canal da Nicarágua poderá ler os seguintes textos aqui publicados:



Baía da Lusofonia - Nicarágua

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Nicarágua – Avança o projecto de um canal interoceânico

Manágua - O recente anúncio de um canal interoceânico na Nicarágua é visto hoje como um passo a mais na concretização deste projecto e como uma oportunidade para optimizar o comércio mundial.

Alberto Vega, da empresa ERM - encarregada dos estudos de viabilidade sobre o projecto - comentou nesta capital que se esta via se tornar realidade, satisfaria a actual procura global de transporte comercial.

O canal dará serviço aos barcos de maior calado e será a rota mais curta entre a Ásia e os portos modernos na costa leste dos Estados Unidos e Europa, assegurou.

Segundo explicou, nos próximos anos, o comércio mundial crescerá mais de três vezes, o que criará uma maior procura de capacidade de navegação e congestionamento no Canal de Panamá na próxima década.

A isto se soma que o aumento no tamanho dos navios ultrapassou a capacidade dos canais existentes - os maiores e eficientes não cruzam o istmo - e por esse motivo uma segunda via interoceânica na América Central ajudará a satisfazer a procura com menor custo, explicou o especialista da empresa ERM.

A mesma opinião é compartilhada por Dong Yunsong, representante do HKND Group, empresa chinesa com sede em Hong Kong e concessionária desse projecto.

Para ele, um canal através de Nicarágua assumiria cinco porcento do transporte do comércio mundial.

Durante a apresentação da rota definitiva na passada segunda-feira, 07 de Julho de 2014, Yunsong fez referência aos benefícios económicos que esta obra de infraestrutura representa para o país, o que poderá duplicar o seu Produto Interno Bruto e converter-se num dos mais ricos da América Central, assegurou.

O canal nicaraguense terá um comprimento aproximado de 278 quilómetros, dos quais um trecho de 105 Km estará no lago Cocibolca, uma largura de 83 metros e uma profundidade de 27 metros.

Durante o seu percurso, passará pelo delta do rio Brito, no departamento (estado nicaraguense) de Rivas, a cerca de 110 quilómetros de Manágua, atravessará o lago e transitará pelo rio Tule até à foz do rio Punta Gorda, na Região Autónoma do Atlântico Sul.

Além desta infraestrutura, serão construídos dois portos de águas profundas, uma zona de comércio livre, um complexo turístico, um aeroporto internacional e várias estradas.

Segundo o HKND, este canal permitirá a passagem de 5100 barcos anuais, entre eles, os porta-contentores classe E, sendo o tempo de trânsito de aproximadamente 30 horas. In “Prensa Latina” - Cuba


Poderá aceder aos textos sobre esta matéria publicados no Baía da Lusofonia:


Baía da Lusofonia - Nicarágua





quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tecnologia portuguesa na Nicarágua

Eléctrica da Nicarágua implementa sistema de gestão criado em Portugal

A tecnológica portuguesa Quidgest foi escolhida pela Empresa Nacional de Transmissão Eléctrica da Nicarágua (Enatrel) para fornecer, em parceria com uma marca latino-americana, um software de gestão que permite monitorizar em permanência o desempenho da organização.

A Quidgest é uma empresa criada em 1988, com unidades constituídas em Macau, Timor-Leste e Moçambique, para além de parcerias em Angola, Alemanha, Brasil, Noruega, Lituânia e em El Salvador.

O projecto mais recente da marca – o BSC Quidgest na Nicarágua, em parceria com a TTI.L.A Telecom -, “é uma ferramenta de gestão estratégica, cujo principal objectivo é apoiar a implementação da estratégia organizacional e garantir a monitorização constante do desempenho da organização”.

A Enatrel é a empresa estatal responsável por transportar a energia desde as centrais de geração até aos centros de distribuição.

“O mercado latino-americano é uma das grandes apostas estratégicas da Quidgest. Neste contexto, termos sido seleccionados para desenvolver um projecto para uma empresa como a Enatrel representa um importante passo na consolidação da nossa presença na América Central”, afirma Rosa Rodriguez, consultora da tecnológica e gestora do projecto.

A empresa é também também responsável pelo desenvolvimento de um sistema de monitorização de indicadores (sociais, políticos e económicos) para o governo de El Salvador.

A Quidgest define-se como “o maior produtor de software empresarial de origem nacional” e tem investido “fortemente e com sucesso na internacionalização das suas actividades”. In “Veja Portugal” – Portugal

Quidgest Software de Gestão - é uma empresa tecnológica 100% portuguesa, criada em 1988. Entre outros prémios e distinções é Microsoft Gold Certified Partner e integra a rede de PME inovadoras da COTEC. Pela variedade das soluções produzidas pelos seus departamentos de I&D, com mais de 200 sistemas de informação diferentes em produção, a Quidgest é o maior produtor de software empresarial de origem nacional.
R. Castilho n.º 63, 6.º | 1250-068 Lisboa / Portugal - Tel: (+351) 213 870 563/652/660 - Fax: (+351) 213 870 697     
Mail:  quidgest@quidgest.pt - www.quidgest.pt

sábado, 14 de dezembro de 2013

Canal da Nicarágua

Conforme o blogue “Baía da Lusofonia” noticiou no passado dia 25 de Junho de 2013, o Congresso da Nicarágua tinha aprovado na véspera uma lei que permitia a uma empresa de Hong Kong construir um canal marítimo para ligar os oceanos Pacífico e Atlântico, sendo uma alternativa ao novo Canal do Panamá.

Passados seis meses, assiste-se às primeiras movimentações chinesas na Nicarágua, com os técnicos oriundos da China a estudarem as condições dos solos, a fazerem demarcações para futuras expropriações, mostrando-se no terreno, que vieram para alterar definitivamente a paisagem da Nicarágua.

O Presidente Daniel Ortega e o empresário chinês Wang Jing


Wang Jing, o empresário chinês que lidera todo o empreendimento, conseguiu uma concessão do canal por cinquenta anos, prorrogável por igual período, construindo e administrando este ambicioso projecto sem a intervenção das autoridades locais.

Já no séc. XIX fizeram-se estudos para se construir um canal interoceânico na Nicarágua, mas foram abandonados em virtude da região ser de elevada actividade vulcânica e sísmica, o que na altura era considerado uma situação de alto risco, comprovado com a destruição da capital Manágua, por dois terramotos, um em 1931, outro em 1972.


Enquanto ainda existem dúvidas sobre a localização exacta do canal, sabe-se que os navios irão passar pelo Lago da Nicarágua, uma superfície aproximada de 8 600 km2 de água doce que certamente irão causar problemas de impacto ambiental. Mas pelas movimentações dos técnicos chineses, tudo indica que do lado do Pacífico, está encontrado o local de abertura do canal, perto da localidade de Brito. Dúvidas parecem também não existir, na passagem por perto de Morrito, na margem do lago, para aproveitamento e alargamento do respectivo aeroporto.

Num país, Nicarágua, em que a estabilidade política não está consolidada, a construção desta infra-estrutura, terá o acompanhamento dos grandes interesses internacionais, pois joga-se pelo controlo das grandes vias de comunicação entre ocidente e oriente, após o desejo de abandonar outras rotas, devido aos problemas da pirataria marítima e também pela redução de custos, que os porta-contentores de última geração, os chamados super post panamax permitem.

No centro deste jogo de interesses está bem localizado um país que muitos dizem periférico de seu nome Portugal. Quem acompanha o movimento de mercadorias a nível mundial, sabe que o Porto de Sines é o porto de excelência na Europa, para as transacções rápidas entre continentes, desde que seja apetrechado de todas as infra-estruturas necessárias ao seu bom desempenho, que não vou aqui repetir.

Paralelamente ao início dos rumores da construção do Canal da Nicarágua, em Lisboa, avançou-se com o projecto do porto de águas profundas na Trafaria. Estará? Estaria? A manifestação de interesses pela construção deste porto, com o investimento que se vai começar a realizar na outra margem do Atlântico? Baía da Lusofonia


O projecto 3 que está a ter mais consenso

domingo, 6 de outubro de 2013

Olimpíadas Ibero-Americanas

 
Depois de terem participado no passado mês de Julho nas Olimpíadas Internacionais de Matemática (OIM) em Santa Marta na Colômbia e no mês seguinte, em Agosto, nas Olimpíadas de Matemática da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (OMCPLP) em Maputo, Moçambique, os jovens brasileiros e portugueses apresentaram-se agora na Nicarágua para participarem na 28ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática (OIAM) que se realizou no passado dia 24 e 25 de Setembro de 2013, na cidade do Saber, com a participação de 79 jovens.
 
Com a presença de Brasil e Portugal como representantes da língua portuguesa e 20 países de língua castelhana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, foram precisamente os dois países lusófonos os primeiros classificados.
 

O Brasil com 158 pontos, que já vencera na OMCPLP em Maputo, venceu agora com quatro jovens que já tinham participado nas Olimpíadas Internacionais de Matemática na Colômbia, Rodrigo Sanches Ângelo, de São Paulo, medalha de ouro, com pontuação máxima, 42 pontos, tinha ganho na Colômbia a medalha de Prata. Franco Matheus de Alencar Severo, 41 pontos, do Rio de Janeiro, medalha de prata, na Colômbia tinha sido medalha de bronze. Victor Oliveira Reis, 40 pontos, de Pernambuco, medalha de prata e Rafael Kazuhiro Miyazaki, 35 pontos, de São Paulo, medalha de prata, repetiram as medalhas alcançadas na Colômbia.
 

Portugal ficou em segundo lugar com 154 pontos, apresentando um conjunto de jovens estudantes em que três deles já tinham estado na Colômbia e um em Moçambique. Luís Pedro Lopes Duarte, da Escola Secundária de Alcains, obteve como o seu colega brasileiro a pontuação máxima, 42 pontos, tinha ganho uma medalha de bronze na Colômbia. Miguel Moreira, aluno do 11º ano, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa, medalha de prata, 41 pontos, tinha ganho uma medalha de ouro na Colômbia. Miguel Martins dos Santos, aluno da Escola Secundária de Alcanena, medalha de prata, 41 pontos, tinha recebido bronze na Colômbia. Miguel Pereira Torres da Costa, do Grande Colégio Universal, Porto, medalha de bronze, recebera uma medalha de ouro em Maputo, Moçambique.
 
Brasil e Portugal repetiram as classificações do ano anterior, sendo um realce para os países de língua portuguesa, ficando o México no terceiro lugar com 153 pontos. O Brasil que iniciou a participação neste evento em 1985, é o país mais medalhado com um total de 101 medalhas, sendo 51 de ouro, 39 de prata e 11 de bronze. Portugal que teve a primeira participação em 1990, já conquistou 47 medalhas, sendo 3 de ouro, 13 de prata e 31 de bronze, além de 10 menções honrosas.


 
As provas foram aplicadas em dois dias e envolviam problemas de álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória
Foto: OBM 

 
 
A participação brasileira na competição é uma organização da Olimpíada Brasileira de Matemática, iniciativa que tem desempenhado um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.
 
A OBM é um projecto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
 
A participação portuguesa nas OIAM é organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a selecção e preparação dos alunos está a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra. Esta iniciativa conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência, da Ciência Viva, do Banco Espírito Santo, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Pathena.
 
A 29ª edição da OIAM terá lugar nas Honduras. Para participar no evento os jovens seleccionados terão entre os 13 e os18 anos de idade e não podem ter participado na competição nas duas edições anteriores. Baía da Lusofonia


terça-feira, 25 de junho de 2013

Nicarágua

O Congresso da Nicarágua aprovou ontem, 24 de Junho de 2013, uma lei que permite a uma empresa de Hong Kong construir e operar um canal transoceânico, alternativo ao novo canal do Panamá.

A lei que consigna este novo canal foi aprovada por 61 votos, 25 contra e uma abstenção, vai demorar dez anos a ser construído e será operado pela empresa chinesa Hong Kong Nicaragua Canal Development Investment CO. durante um século, o que levou a oposição nicaraguense a criticar o acordo por perda de soberania.

Assiste-se neste início do séc. XXI a uma tentativa de supremacia entre os Estados Unidos da América e a China pelo comércio entre continentes e Portugal está na rota dos interesses destes dois países com o porto de águas profundas de Sines e com o projecto de um segundo porto também de águas profundas a construir na Trafaria.

Enquanto Sines, continua mês após mês, a bater recordes de carga e descarga de mercadorias, com as dificuldades de não ter uma linha férrea directa a Espanha e com ligação ao resto da Europa, que viabilize também o aeroporto de Beja, a Trafaria que poderá ser uma resposta concorrencial aos interesses dos diversos mercados internacionais, terá o problema da saída da linha férrea do porto colocado na extremidade da margem esquerda do rio Tejo, como terá dificuldades adicionais com os inertes transportados pelo próprio rio.

Portugal, ao contrário de muitas afirmações públicas de comentadores políticos, está no centro do mundo, ou não tivesse Vasco da Gama nascido em Sines, mas para conseguir esse desígnio, necessita como pão para a boca, urgentemente de linhas férreas, de transporte de mercadorias e passageiros, que carreguem o mais rapidamente possível os produtos para e da Europa, ligando os portos nacionais aos grandes centros industriais e pólos logísticos europeus, substituindo em eficiência Antuérpia, Roterdão ou Hamburgo.

A tecnologia ligada aos transportes vai evoluindo e hoje pode-se complementar os três principais meios de transporte, o marítimo, o rodoviário e o ferroviário, apenas num só, para tal observe este vídeo aqui. Baía da Lusofonia