Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 13 de outubro de 2018

Portugal – TechDays construindo o nosso futuro

Casa cheia no TechDays em Aveiro para ouvir o que cidades como Dublin, Copenhaga e Santander estão a fazer para se tornarem mais inteligentes — e sobretudo para perceber que vantagens os cidadãos e as empresas podem ter quando isso acontece. Aveiro, anfitriã do evento, teve também ontem uma boa notícia: vai ter 6 milhões de euros de investimento via um programa europeu



É contagiante a forma como Oliver Hall entra em palco e apresenta a "sua" Copenhaga. Tudo o que ouvimos sobre a felicidade e "coolness" dinamarquesa está espelhada na forma descontraída como apresenta o plano que a cidade dinamarquesa delineou para em 2025 se tornar a primeira capital mundial neutra em emissões de carbono. São menos de sete anos para conseguir compensar os quase dois milhões de toneladas emitidas atualmente — um número elevado mas ainda assim já resultado de uma redução de 38% nas emissões entre 2005 e 2015.

Copenhaga tem uma longa lista de reconhecimentos internacionais no que respeita a qualidade de vida — e o ambiente é, há largos anos, uma das grandes apostas da cidade. Provavelmente, há bem mais anos do que a maior parte das pessoas perceciona. "Dinamarca, Japão e Israel foram os primeiros países a criar legislação de ambiental em matéria de energia". Aconteceu em 1973, após o primeiro choque do petróleo. "Fomos atingidos de forma tão dura, dependíamos 97% do petróleo do Médio Oriente, que todos estávamos conscientes que era necessário uma nova direção" relata o mesmo Oliver Hall, atual responsável pelos investimentos em tecnologia de Copenhagen Capacity, a agência dinamarquesa que é uma das entidades promotoras do plano para alcançar emissões neutras de carbono.

Mais curioso, porém, são ainda alguns números que traz na sua apresentação. Os mesmos números que usa para garantir "não somos hippies". O que está a querer dizer à audiência — e que repetirá depois em entrevista ao SAPO24 — é que "verde é bom para os negócios". E, como irá ilustrar com números, isso significa que é possível registar aumentos na riqueza gerada com reduções das emissões de carbono e do consumo de água. Mais do que metas futuras, traz resultados já alcançados: entre 2010 e 2015, Copenhaga reduziu em 8% as emissões de carbono nos transportes, aumentou em 16% a sua população — atualmente, todos os meses, cerca de mil pessoas mudam-se para a capital dinamarquesa — e a economia local cresceu 18%.

Segundo Oliver, tudo isto tem sido possível com um grande sentido de colaboração com as entidades públicas a puxarem pela necessidade de opções ambientalmente sustentáveis e os parceiros sociais — empresas, universidades, cidadãos em geral — a participarem no desenvolvimento de soluções. Que são transversais à vida na cidade desde o estacionamento à qualidade do ar, gestão do lixo, mobilidade, iluminação pública, só para referir alguns dos mais óbvios.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o projeto em curso em Nordhavnen, o maior em áreas metropolitanas na Escandinávia. Nordhavnen fica a quatro quilómetros do centro de Copenhaga e tem em teste uma série de soluções de trânsito que têm a ver com a mobilidade das pessoas na cidade mas também com o consumo de energia. O Energy Lab está a testar nesta nova área da cidade soluções de integração de energia renováveis na rede, tentando, por exemplo, perceber como se pode obter soluções de estabilidade na energia disponível quando a fonte é o vento — por definição instável e muitas vezes imprevisível. Isto ao mesmo tempo que se testam soluções de mobilidade, com o conceito dos "5 minutos" de distância — o tempo máximo que cada cidadão naquela área pode estar de distância de um acesso de Metro. E para promover a preferência pelos transportes públicos, o acesso a peões é fácil mas o de carros é bem mais difícil.

Todas estas soluções são medidas e suportadas em análise de dados para que se possam tirar conclusões sobre o que funciona e o que não funciona e construir novas possibilidades a partir daí.

Dublin é "perfeita para testar"

"Smart Docklands é o que chamamos o testbed para as soluções de smart city em Dublin", começa por nos dizer Miguel Guerin, o gestor do programa de teste a soluções de smart cities na capital irlandesa.Paremos aqui, tradução precisa-se. O que é "testbed": basicamente trata-se de uma plataforma de testes em várias áreas da vida numa cidade — gestão de lixo, transportes públicos, poluição, para dar alguns exemplos — e que se monitoriza em tempo real. O projeto Smart Docklands junta nesta iniciativa três entidades distintas, o município de Dublin, a universidade e a indústria/empresas. E a empreitada a que se propuseram é considerável: identificaram 300 desafios ou problemas e foram à procura de soluções.

Se a dimensão de Dublin — "perfeita para testar" — foi um dos primeiros aspetos destacados por Michael Guerin, o facto de na cidade estarem sediadas algumas das principais e maiores companhias tecnológicas do mundo (só o Google tem 7000 pessoas a trabalhar nas Docklands, em Dublin) acaba por ser — ainda que um extremo em matéria de tamanho — um "match" perfeito para os objetivos do programa que gere. "Permite escalar com muita facilidade", aponta - e escalar é o destino das soluções que se revelam bem sucedidas em modo teste. Além disso, há outra vantagem — o tempo médio de permanência de vários colaboradores destas empresas é de dois anos. Depois tendem a mudar e muitas vezes a criar o seu próprio negócio, com predominância pela área tecnológica. O que se torna um terceiro benefício para Dublin e para a sua plataforma de testes. E, não menos importante, o facto de Dublin não ser tão grande quanto Londres ou Berlin significa também que "nunca se está muito longe de alguém que pode decidir" e rapidez na decisão é outro incentivo nestes processos.

Em média, a plataforma Smart Docklands tem em teste cerca de 20 soluções mas outros projetos paralelos decorrem em simultâneo. Um deles destina-se a inovação no âmbito de empresas de pequena dimensão e envolver um total de 42 entidades, tendo sido financiado em 1,5 milhões de euros.

Uma das premissas nestes projetos — como aliás acontece quando se analisam startups — é que a pelo menos metade não irá dar resultado. "Em cada dez, cinco poderão seguir em frente e talvez dois ter sucesso e um muito sucesso", sublinha Michael.

Todas as cidades serão cidades inteligentes?

Há uns anos seria pouco mais que futurismo — mas o teste de soluções tecnológicas em vários domínios da vida nas cidades é a realidade já em muitos espaços urbanos. Mas, será esse o futuro de todas as cidades? E o que acontecerá a quem não se tornar "inteligente"?

"Penso que será o destino das cidades — na essência, ser uma smart city significa criar eficiências. Não importa a dimensão, se é Tóquio ou Nova Iorque ou uma cidade bem mais pequena. A nossa discussão é mais no sentido do que serão as cidades do futuro, porque smart cities, as que usam tecnologia e dados, serão todas", defende Michale Guerin.

"Se olharmos para a natureza desta revolução industrial, todos temos um smartphone, todos, gostem ou não, usam. Acho que a diferença entre as cidades será no calendário de implementação mas uma cidade rural em Inglaterra poderá ser tão tecnológica quanto Tóquio. O que vemos é que estes movimentos de smart cities não estão a ser conduzidos por governos centrais, mas por cidades e regiões — veja-se o caso da Califórnia ou de Nova Iorque que apesar do governo americano atual ser adepto de carvão, já se demarcaram e afirmaram que irão manter os compromissos dos acordos de Paris e com os seus cidadãos antes de mais", remata Oliver Hall.

Santander testa IoT

Outro exemplo de soluções de cidades inteligentes chegou de Santander pela voz de Juan Rámon Santana, simultaneamente investigador na Universidade de Cantabria e um dos líderes do "SmartSantander".

“SmartSantander pode ser considerado a semente da iniciativa de smart cities em Santander. Começou como um projeto europeu, em 2010, com o objetivo ambicioso de ativar uma miríade de sensores na cidade em diversos ecossistemas como o ambiental, trânsito, mobilidade, etc”, conta.

Mais uma vez, um projeto que tem como base uma cidade de pequena dimensão — 180 mil habitantes — e uma economia muito suportada em serviços. Um ambiente muito favorável às principais linhas do program: experimentação de soluções de IoT (Internet of Things) que podem ir de áreas como estacionamento, rega de parques e jardins, realidade aumentada ou gestão do lixo. Nesta última aplicação, por exemplo, foram colocados mais de 1000 sensores em caixotes do lixo para medir a sua capacidade e notificar quando estão cheios - informação que melhora a recolha de lixo, organização de horários e o serviço prestado aos cidadãos.

"Aveiro Steamcity" entre os vencedores do programa europeu  "Ações Urbanas Inovadoras"

Um dia antes do arranque do TechDays, Aveiro, a cidade que promove o evento, tinha recebido uma boa notícia no que respeita aos planos da cidade em matéria de utilização de tecnologias de smart cities. O projeto Aveiro Steamcity que, segundo nota da Comissão Europeia, “ajudará a preparar a comunidade local para a nova revolução tecnológica associada à 5G com um observatório laboral para aumentar a resposta educativa e em termos de qualificações” — foi distinguido no âmbito de "Ações Urbanas Inovadoras", sendo o primeiro em Portugal a ser selecionado neste âmbito.

Terá assim um investimento de 6,1 milhões de euros ao longo de três anos oriundo de uma dotação total da União Europeia de 92 milhões de euros ao abrigo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para financiar “soluções inovadoras para desafios urbanos como a qualidade do ar, as alterações climáticas, a habitação, o emprego e as competências na economia local.”

Este foi um dos pontos em destaque na apresentação do responsável pela área de empreendedorismo e inovação da Câmara de Aveiro, André Costa, que detalhou as parcerias realizadas para a execução do Aveiro Steamcity e que envolvem os Altice Labs, sediados na cidade, a Universidade de Aveiro, o Instituto de Telecomunicações, a INOVARIA e a CEDES. "O desafio hoje não é como criar novos empregos, mas como melhorar o valor acrescentado e a riqueza económica e social com os empregos criados. Nós queremos ajudar as empresas a repensar os recursos que precisam para inovar, crescer e atrair um novo tipo de talento".

O que leva à descodificação do que significa Aveiro Steamcity: STEAM é o acrónimo para Ciências (Science), Tecnologia (Technology), Engenharia (Engineering), Arte (Arts) e Matemática (Mathematics). São estas áreas e competências que a cidade quer casar com a tecnologia 5G tendo como objetivo integrá-las no contexto de um contexto urbano inovador. "Queremos que a cidade seja um testbed digital e queremos ter os nossos cidadãos preparados para esta mudança radical", explicou André Costa. "É um grande desafio, tem riscos mas a cidade e os parceiros que tem estão muito motivados para o fazer".

A discussão sobre Cidades Inteligentes contou ainda com uma apresentação de Pedro Sanguinho da Nokia sobre os veículos 5G e como irão impactar o futuro da mobilidade, uma das áreas com mais problemas e desafios no âmbito das cidades do futuro. Rute Vasco – Portugal in “Sapo24


TechDays - A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia desde o início da humanidade: ferramentas em pedra, o controlo do fogo, as primeiras peças de vestuário, a álgebra, os transístores e muitos outros exemplos. Grandes sonhos, aspirações visionárias, fracassos inabaláveis e a capacidade de nos superarmos, levou a humanidade a grandes inovações. A humanidade enfrenta hoje grandes mudanças tecnológicas que trespassam todas as gerações. A revolução tecnológica está presente em tudo que fazemos. Faz parte das nossas vidas. A inovação está a mudar a forma como fazemos negócios, a sustentar a criação de novas indústrias e a transformar a sociedade em que vivemos, a uma velocidade acelerada. Mas, todos esses desafios trazem, também, novas oportunidades.

Para mais informações aceda aqui

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Conferência “A Actualidade da Arquitectura na América Latina e nos Países de Expressão Lusófona”



“A Actualidade da Arquitectura na América Latina e nos países de expressão lusófona” será o tema da conferência a realizar no dia 11 de outubro, a partir das 15 horas, no auditório da UCCLA e da Casa da América Latina numa organização conjunta com a revista Anteprojectos.

Os arquitetos Margarida de Ordaz Caldeira (Broadway Malyan), Nuno Porfírio (A1V2), Nuno Malheiro (Focus Group), João Rainha (Quadrante) e Miguel Amado (Miguel Amado Arquitetos) irão abordar a importância da Arquitetura Portuguesa na América Latina e nos países de expressão lusófona e as boas práticas de gestão de projetos.

Em debate estarão, ainda, temas como o suporte ao programa habitacional em Timor-Leste ou o projeto de Campinas e do programa de Auto-Construção apoiada.

A entrada é gratuita mediante inscrição obrigatória aqui


Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho 

Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Zâmbia - Considera utilizar mais regularmente o Corredor da Beira

Para promover, discutir e, consequentemente, concertar posições sobre um vasto leque de assuntos relacionados com o Corredor da Beira, na província de Sofala, a concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral do Porto da Beira, Cornelder de Moçambique S.A. (CdM), e seus parceiros, estiveram reunidos, numa conferência, recentemente realizada em Lusaka, na capital da Zâmbia.

O evento contou com a participação de cerca de 250 delegados, dos quais 40 representantes de instituições e entidades públicas moçambicanas, das áreas tributária, transportes de diversas linhas de navegação, agentes transitários, transportadores, entre outros.

Durante o encontro fez-se uma abordagem e discussão sobre aspectos relacionados com os mais recentes desenvolvimentos do Corredor logístico da Beira e, igualmente, ultrapassados constrangimentos, através do contacto presencial e directo, propiciado pela conferência, bem como o reforço e o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições daquele país vizinho.

A secretária permanente da Indústria e Comércio da Zâmbia, Kayula Siame, que presidiu à conferência, disse, na ocasião, que o governo zambiano está, neste momento, a considerar a utilização mais regular do Corredor da Beira como uma rota alternativa acessível para o Oceano Índico, dado que se verifica o uso mais frequente até agora do corredor norte através de Nakonde.

No entanto, conforme admitiu aquela governante, há necessidade de se explorar melhor o Corredor da Beira, baseado no facto de ser, indubitavelmente, o trajecto que se revela mais curto e menos dispendioso para as operações logísticas do seu país, aspecto que representa uma vantagem competitiva para os operadores do sistema da região centro de Moçambique.

Na sua apresentação, Kayula Siame sustentou ser necessário que a Zâmbia aumente as suas exportações para que possa reduzir, significativamente, o défice na balança de pagamentos.

“O governo zambiano pretende acelerar a facilitação do comércio e já trabalhou na criação de um projecto de lei de administração de fronteiras para facilitar o comércio que visa na sua essência harmonizar as agências na fronteira para evitar a duplicação de trabalho", frisou.

Por seu turno, Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, fez uma avaliação positiva do evento, destacando o facto de a empresa ter tido a oportunidade de angariar novos clientes para o corredor logístico da Beira, para além de ter colhido contribuições sobre como melhorar a qualidade dos serviços prestados aos utilizadores.

Importa referir que esta foi a segunda edição da iniciativa "Beira Corridor", tendo a primeira edição sido realizada no mês de Agosto do corrente ano na República do Zimbabwe, especificamente na cidade de Harare onde se concentraram mais de 200 participantes. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 5 de junho de 2018

Cabo Verde - São Vicente: Dia Mundial dos Oceanos celebrado com ciclo de conferências



Mindelo – O Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), em parceria com Direcção Nacional da Economia Marítima, prepara-se para celebrar mais um Dia Mundial dos Oceanos, desta vez com um ciclo de conferências alusivas ao tema.

O Dia Mundial dos Oceanos celebra-se a 08 de Junho, este ano com o lema “Prevenir a poluição plástica e encorajar soluções para um oceano saudável”.

De acordo com o programa distribuído pelo INDP, as actividades englobam ainda conferências nas escolas sobre a problemática do (micro) plástico nos oceanos, conferência sobre os oceanos nas universidades, exposição, visitas e acções de sensibilização.

O ponto alto ocorre no dia 08, com o acto central, na sede do INDP, em que se vai falar da “Oceanografia e pesca: do instrumental ao prático”, seguido da exposição sobre o INDP com tema “Química da vida”.

Para a tarde desse mesmo dia prevê-se um dia aberto no Centro Oceanográfico de Mindelo (OSCM), com o objectivo de mostrar o que se tem feito a nível da investigação haliêutica aplicada em Cabo Verde.

O OSCM, um edifício multiuso que se desenvolve numa área de 1.700 metros quadrados, localizado nas proximidades do INDP, na Cova de Inglesa, é uma infra-estrutura de investigação oceanográfica e atmosférica e de logística de preparação de campanhas e estudos do oceano e da atmosfera na região do Oceano Atlântico.

Aberto à comunidade científica mundial, oferece oficinas, espaços para trabalho, escritórios, três laboratórios universais, um dos quais molhado, salas de conferência e armazéns específicos para conservação de amostras, consoante as suas propriedades biológicas, físicas e químicas, para cientistas e peritos desenvolverem as suas campanhas de investigação.

A parte central do centro é ocupada por um amplo hangar que serve de espaço técnico para a manutenção e preparação dos equipamentos utilizados nas prospecções e recolhas de amostras no oceano.

O OSCM é um dos “principais resultados” da “longa cooperação” científica existente entre Cabo Verde e a Alemanha, potenciada pelos institutos INDP e Geomar, que se iniciou em 2004.

O programa de celebrações do Dia Mundial dos Oceanos prevê ainda um conjunto de acções de sensibilização sobre gestão das pescas, conservação dos oceanos e segurança no mar, com distribuição de folhetos e de um kit com informações úteis sobre o sector das pescas.

A celebração do Dia Mundial dos Oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade brasileira do Rio de Janeiro, em 1992.

Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de Junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos, tornando-se a data oficial.

Dezenas de países celebram a data, incluindo Cabo Verde, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 8 de maio de 2018

Macau - UM realiza conferência em linguística Portuguesa, literatura e tradução

O Departamento de Português da Faculdade de Artes e Humanidades (FAH) da Universidade de Macau vai realizar um Congresso Internacional: Confluências em Língua Portuguesa: Linguística, Literatura e Tradução entre os dias 10 e 12 de Maio, 2018. Na conferência serão apresentadas comunicações orais de mais de 40 investigadores e professores. Contará também com a presença e participação de diversos académicos, educadores e alunos de pós-graduação, que durante 3 dias poderão partilhar experiências e conhecimento na área do Português como Língua Estrangeira.

O foco principal do encontro é o ensino/aprendizagem do Português como Língua Estrangeira em diferentes áreas do saber:

Material Didáctico e Estratégias de Ensino Aprendizagem no PLE;
Fonética e Fonologia no PLE;
Aprendizagem de PLE: Perspectivas e Práticas;
Leitura e Escrita no PLE;
O Texto Literário no Ensino de PLE;
Tradução e Interpretação no Ensino de PLE;
Questões de Pragmática no Ensino de PLE;
Política Linguística e Cidadania.

A Conferência receberá professores e investigadores provenientes de várias instituições e países, nomeadamente Portugal, Brasil, Moçambique, França, Itália, Japão, China Continental e Macau. In “Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de Macau” - Macau

Conferência "Apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde 2017-2021"

A UCCLA vai ser palco, no dia 10 de maio, às 17 horas, da Conferência "Apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde 2017-2021" com o Vice-Ministro e Ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde é o instrumento que fixa metas desafiantes para o período 2017-2021, assente em 4 objetivos estruturantes: fazer de Cabo Verde uma economia de circulação no Atlântico Médio; garantir a sustentabilidade económica e ambiental; assegurar a inclusão social e a redução das desigualdades e assimetrias sociais e regionais; reforçar a soberania, valorizando a democracia e orientando a diplomacia para os desafios do desenvolvimento do país.

Programa:

17h00 - Receção aos convidados
17h15 - Boas-Vindas pelo Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho
17h30 - “Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde 2017 - 2021” - Vice-Ministro e Ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia
Moderador: Professor da Universidade de Economia e Gestão, João Estevão
18h50 - Encerramento - Embaixador de Cabo Verde em Portugal e Representante Permanente junto à CPLP, Eurico Monteiro

Agradece-se confirmação de presença para o email:


Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cabo Verde - Dia dos Heróis Nacionais assinalado com conferência e exposição sobre vida e obra de Amílcar Cabral

São Filipe – O dia dos Heróis Nacionais, 20 de Janeiro, é celebrado este ano no município dos Mosteiros com a realização de uma conferência e exposição sobre a vida e obra de Amílcar Lopes Cabral (n. 12/09/1924 - f. 20/01/1973) e exibição de um documentário cabralista



Segundo o vereador da cultura da Câmara Municipal dos Mosteiros, a conferência e a exposição conta com envolvência dos alunos do 12º ano da escolaridade e das disciplinas de Cultura e de Histórias, sendo que a conferência acontece sexta-feira no auditório Pedro Pires.

Além da exposição sobre a vida e obra de Amílcar Cabral e do documentário cabralista, estão programadas duas comunicações a serem proferidas pelos professores das disciplinas de Cultura e de História, na escola secundária dos Mosteiros, Adilson Barradas e Alexandro Sequeira.

A primeira comunicação é sobre o tema “a luta de libertação nacional e o papel de Amílcar Cabral” e a segundo versa o tema sobre “transição do colonialismo para a independência nacional”.

Já para o dia 20 de Janeiro, sábado, está prevista a realização de uma prova de atletismo, com participação de atletas dos três municípios da ilha e organizada pela Associação Regional de Atletismo do Fogo.

Já no município de Santa Catarina do Fogo e enquadrada na celebração da Semana da República, a edilidade promove sexta-feira, 19 de Janeiro, véspera da celebração do Dia dos Heróis Nacionais, a realização de uma palestra que incide sobre a luta de libertação nacional e a independência de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

UCCLA - Acolhe 1.ª Conferência da Academia do Protocolo - Relações Multiculturais dos Países Afro-Ibero-Americanos

A UCCLA será o palco da 1.ª Conferência da Academia do Protocolo - Relações Multiculturais dos Países Afro-Ibero-Americanos, no dia 18 de outubro, organizado pela Matriz Portuguesa. Trata-se de um programa internacional cultural, diplomático, académico e empresarial composto por mesas redondas e encontros subordinados à temática protocolar e das relações multiculturais e empresariais.

O objetivo da conferência é proporcionar um meio privilegiado para encontros pluriculturais e multiculturais de responsáveis de Protocolo e Relações Internacionais da esfera Afro-Ibero-Americana, favorecendo as relações culturais, empresarias, sociais, académicas e políticas.

Esta conferência tem como destinatários o Corpo Diplomático; responsáveis do Protocolo e Relações Internacionais das entidades oficiais e empresariais nacionais e estrangeiras, sediadas em Portugal; membros da direção das Câmaras de Comércio e Indústria, dos Centros Culturais e das Associações de Amizade dos Países Afro-Ibero-Americanos; empresários; administradores de empresas públicas e privadas; Parceiros da Matriz Portuguesa; estudantes do curso de Relações Internacionais e de Protocolo.

A inscrição para a conferência é de 55€ por pessoa.



Mais informações contatar:

Matriz Portuguesa - MPADC - Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento
Avenida da Liberdade, nº 129 B
1250-140 Lisboa
Tel. +351 21 325 40 50 | Telem. +351 91 287 10 44
matriz@matriz-portuguesa.pt | www.matriz-portuguesa.pt

Academia de Protocolo
Avenida da Liberdade, nº 129 B
1250-140 Lisboa
Tel. +351 21 325 40 50 | Telem. +351 91 287 10 44
matriz@matriz-portuguesa.pt  http://www.portugalprotocolo.com/ACADEMIA.php


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Internacional – SADC vai organizar Conferência de Solidariedade com o Sahara Ocidental

A XXXVII Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou uma moção em que pede a convocação de uma Conferência de Solidariedade da SADC com o Sahara Ocidental.

A cimeira que encerrou os seus trabalhos no passado dia 20 de Agosto em Pretoria, República da África do Sul, expressou a sua preocupação pelo facto do colonialismo no continente não ter ainda sido erradicado.

Segundo o comunicado final publicado após o termo da cimeira, os resultados serão comunicados à Comissão da União Africana.

A XXXVII Cimeira Ordinária da SADC advogou a promoção da industrialização e de construção de infraestruturas na África Austral.

A SADC, fundada em 1980, é um grupo regional integrado por 15 Países: Angola, Botsuana, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué, África do Sul, República Democrática do Congo e Ilhas Seychelles. In “Sahara Ocidental Informação”

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Guiné-Bissau - Conferência dos Tribunais Constitucionais dos Países de Língua Oficial Portuguesa

Bissau – A Guiné-Bissau vai ser palco da próxima Conferência dos Tribunais Constitucionais dos Países de Língua Oficial Portuguesa, prevista para Abril do próximo ano.

A revelação foi feita hoje em declarações à imprensa por Fernando Jorge Ribeiro, membro da subcomissão da organização do referido evento, depois de um encontro com o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassamá.

Fernando Ribeiro destacou que a sua comissão iniciou contactos preparatórios com os diferentes membros de órgãos da soberania de estado, a fim de mantê-los informados da existência da comissão.

“É uma conferência instituída não há muito tempo, cuja presidência é rotativa entre os países membros. A última presidência foi exercida pelo Brasil e Cabo-Verde deveria ser o país substituto, não foi o caso porque só recentemente foi criado um tribunal constitucional em Cabo-Verde, razão pela qual a Guiné-Bissau assumiu a presidência desta conferência como sendo também o substituto directo de Cabo-Verde”, afirmou Fernando Ribeiro.

Acrescentou que antes da conferência serão realizadas algumas palestras, para troca de impressões e sensibilização das autoridades sobre a necessidade da conferência receber a atenção merecida de todos. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sexta-feira, 24 de março de 2017

Moçambique - Segundo ciclo de conferências “Tertúlias Itinerantes”

Subordinada ao tema “Articulação entre os conceitos: práticas sociais, culturais e inovação”, decorreu na passada terça-feira, 21 de Março, na cidade de Maputo, a segunda sessão do segundo ciclo de conferências designado por Tertúlias Itinerantes.

O seminário decorreu na Universidade Politécnica e teve como orador Carlos Sotomane, especialista em Gestão de Recursos Humanos e docente nesta instituição privada de ensino superior.

Contextualizando o tema do seminário, o orador referiu que é com base nos três conceitos, nomeadamente das práticas sociais, culturais e inovação, que as pessoas devem ser capazes de fazer a interpretação das dinâmicas organizacionais e poderem perceber porque elas se comportam em determinado tempo e espaço.

"A ideia fundamental deste tema é de que, através da interacção entre estes três conceitos, sejamos capazes de poder compreender até que ponto as manifestações culturais influenciam as práticas organizacionais, sejam elas da família, de uma empresa ou de qualquer outro lugar", explicou.

Carlos Sotomane esclareceu, ainda, que a escolha deste tema partiu da sua tese de doutoramento na qual discutiu e analisou, a partir de uma organização concreta moçambicana, até que ponto as práticas sócio-culturais podem intervir naquilo que são as dinâmicas de gestão de uma organização.

"A tese provou que uma boa parte das nossas organizações dependem da forma como nós assumimos a organização nos seus aspectos sociais e suas práticas culturais", assegurou.

Importa lembrar que este seminário surge na sequência da 2ª edição do ciclo de conferências Tertúlias Itinerantes – Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global.

Trata-se de um evento académico que traz, mais uma vez a Maputo, reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal sobre as dinâmicas da sociedade global. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 4 de março de 2017

Portugal - Conferência de Dilma Rousseff no Teatro da Trindade em Lisboa


No dia 15 de março, pelas 18h30, a Presidenta Dilma Rousseff abre o Ciclo de Conferências do Teatro da Trindade com a conferência intitulada «Neoliberalismo, desigualdade, democracia sob ataque».

Dilma Rousseff estará em Lisboa a convite da Fundação Inatel, da Fundação José Saramago, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e da Casa do Brasil de Lisboa.

Em agosto de 2016, menos de dois anos após ter sido reeleita Presidenta do Brasil com 54,5 milhões de votos, foi destituída do cargo pelo Congresso, acusada de cometer crime de responsabilidade no exercício do cargo. Nos últimos meses Dilma tem viajado pelo mundo para denunciar o que chama de “assalto à democracia”.

A entrada na sessão é livre, sujeita à lotação da sala. Fundação José Saramago


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

China - A cooperação com os países de língua portuguesa subiu para um novo nível

A 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) realizou-se, com assinalado sucesso, entre os dias 11 e 12 de outubro, em Macau.

Dos principais eventos constaram a cerimónia de abertura, o lançamento do projeto do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a Conferência Ministerial e a Conferência dos Empresários e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Na cerimónia de abertura destacou-se a presença do primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang, que na sua intervenção proferiu um discurso temático, no qual apresentou o novo enquadramento para a promoção da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, tendo ainda. aproveitado a ocasião para enaltecer a contribuição da RAEM, através do seu papel da plataforma, na concretização bem-sucedida da estratégia nacional de "Um país, dois sistemas". Li Keqiang anunciou, em nome do Governo da China, 18 novas medidas para a promoção da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa em cinco áreas de destaque: cooperação da capacidade produtiva, cooperação para o desenvolvimento, cooperação humana e cultural, cooperação no domínio do mar e o papel de Macau como plataforma.

O primeiro-ministro de Portugal e os dirigentes dos países participantes presentes na Conferência Ministerial deixaram palavras de grande apreço pelos excelentes resultados já verificados no domínio da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, sublinharam o desejo de dar ainda um maior destaque ao mecanismo do Fórum de Macau, elevando o nível de cooperação para um novo patamar unindo esforços para a construção conjunta da plataforma de Macau.

Na Conferência Ministerial, as partes dos países participantes assinaram o "Plano de Ação para a Cooperação Económica e Comercial (2017-2019)" e o "Memorando de Entendimento sobre a Promoção da Cooperação da Capacidade Produtiva". O plano de ação tem como principal referência a iniciativa "Uma faixa, uma rota", visando alargar as áreas e aumentar o nível de cooperação entre as partes. O referido Memorando de Entendimento incorpora seis aspetos no âmbito da cooperação da capacidade produtiva entre a China e os países de língua portuguesa participantes no Fórum de Macau.

A Conferência Ministerial procurou valorizar ao mais alto nível a construção da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa de Macau, confirmando o apoio a Macau utilizando as suas vantagens singulares para a sua contribuição na afirmação do princípio de "Um país, dois sistemas", elevando cada vez mais o seu papel central na cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

As medidas anunciadas e os resultados obtidos nesta conferência foram reconhecidos e apreciados pelos países de língua portuguesa. Os participantes consideraram, de forma unânime, que o Fórum de Macau abre portas.de cooperação, perspetivando-se que os resultados desta conferência irão elevar o nível de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa e fomentar o desenvolvimento e a prosperidade comum. Os países participantes ainda afirmaram o seu empenho em aprofundar a sua própria contribuição no mecanismo do Fórum de Macau, comprometendo-se em fazer o melhor acompanhamento para a concretização das metas e objetivos acordados durante a conferência, elevar o nível para um novo patamar e a contribuição de Macau como plataforma, assim como continuar a aprofundar a integração das relações económicas e comerciais bilaterais e multilaterais.

Atualmente, as relações sino-portuguesas estão no melhor período da História.  As relações económicas e comerciais bilaterais estão maduras e estáveis. O comércio bilateral cresceu de forma constante e o investimento da China em Portugal continua a expandir-se, alargando as áreas de cooperação. A cooperação trilateral tem sucessos notáveis. No futuro, vamos trabalhar em conjunto com todos os setores de Portugal a fim de implementar ativamente a 5ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, expandir ainda mais a cooperação bilateral entre a China e Portugal, e promover a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa para um novo nível. Xu Weili – China in “Jornal de Negócios”

Xu Weili - Conselheira Económica e Comercial da Embaixada da China em Portugal

terça-feira, 11 de outubro de 2016

China – Cooperação com os países de língua portuguesa

Macau - Começou nesta terça-feira, 11 de Outubro de 2016, a 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O tema da conferência de dois dias é "Rumo à Consolidação das Relações Econômicas e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa: Unir Esforços para a Cooperação, Construir em Conjunto a Plataforma, Partilhar os Benefícios do Desenvolvimento".

Primeiro ministro Li Keqiang
Em discurso na cerimónia de abertura, o primeiro ministro Li Keqiang afirmou que a China está disposta a construir laços económicos e comerciais mais substanciais e desenvolver uma parceria estável e boa de longo prazo com os países de língua portuguesa (PLPs).

Li disse que a China e os PLPs representam 17% da economia global e 22% da população do mundo e que seus interesses comuns e a procura de apoio mútuo estão crescendo.

Também anunciou 18 novas medidas para fortalecer cooperação na capacidade de produção, desenvolvimento, cultura e mar, incluindo fornecer assistência e empréstimos preferenciais num valor 4 mil milhões de yuans (cerca de US$ 600 milhões) para PLPs na Ásia e na África nos próximos três anos.

Estabelecido em 2003, o fórum é patrocinado pelo Ministério do Comércio da China, organizado pelo governo da Região Administrativa Especial de Macau e tem a participação de sete nações lusófonas: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

Também discursaram na cerimónia de abertura representantes dos países participantes, entre eles quatro primeiro ministros e três ministros de diferentes indústrias.

Durante o fórum, os Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial (2017-2019) serão assinados para definir as áreas e direções chave da cooperação económica e comercial entre a China e a PLPs. In “Xinhua” - China

sábado, 8 de outubro de 2016

Macau - Fórum quer “mais participação” de privados

A secretária-geral do Secretariado Permanente do Fórum Macau entende que para que a cooperação entre a China e os países lusófonos cresça da melhor forma é necessária a intervenção de instituições privadas, nomeadamente bancos e outras entidades financeiras. Vicente de Jesus Manuel partilha da mesma opinião, acrescentando que o facto de os países decidirem em conjunto os projectos mais viáveis para serem financiados poderá minimizar o endividamento

A implementação da estratégia “Uma Faixa, Uma Rota” no plano de investimentos do fundo associado ao Fórum Macau e a avaliação da capacidade produtiva de cada país “é uma alternativa para minimizar os endividamentos porque os países vão identificar, em conjunto, os projectos [mais viáveis] e os meios de financiamento da sua exploração. Se uma das partes achar que tem capacidade para financiar, pode fazê-lo através de investimento directo”, frisou o secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum Macau.

Vicente de Jesus Manuel entende que, deste modo, “haverá maior fluxo e maior empreendedorismo por parte do sector empresarial”. Além disso, existe a Banca que deverá “desempenhar um papel essencial enquanto instituição financeira”.

A secretária-geral do Secretariado Permanente do Fórum disse estar de acordo salientando que a cooperação entre a China e os países lusófonos tem de funcionar dependendo das regras do mercado e numa base comercial. Assim, defendeu Xu Yingzhen, “se queremos que a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa se desenvolva de forma mais sustentável é preciso mais participação do sector privado, tanto do sector financeiro como das empresas”.

Xu Yingzhen mostrou-se optimista, referindo que “as instituições financeiras têm um interesse cada vez maior” na cooperação entre o Continente e a lusofonia. “O Banco da China, o Banco do Comércio e da Indústria e o Banco de Construção já têm sucursal no Brasil. Além disso, tenho de mencionar que o Banco de Desenvolvimento da China já tem uma sucursal no Brasil, através da compra de um banco local”. O Banco da China irá em breve abrir uma dependência em Angola.

Mas o contrário também acontece. “Os bancos dos países lusófonos já têm sucursais na China. O Banco do Brasil tem uma sucursal em Xangai e é o primeiro banco latino-americano a ter representação na China”, exemplificou.

A questão do envolvimento dos privados vai estar no centro do debate durante a 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) que Xu Yingzhen espera que venha a “intensificar ainda mais a cooperação”. “Recordo que o tema deste fórum é ‘rumo à consolidação das relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa’. Os conceitos da estratégia ‘Uma Faixa, Uma Rota’ que vamos assimilar nesta conferência também podem ser um ponto atractivo”.

Nas quatro conferências anteriores houve “êxitos muito grandes”, destacou a secretária-geral. “Conseguimos um crescimento muito rápido do comércio entre a China e os países lusófonos porque no fim de 2013 o comércio bilateral representava 11.000 milhões de dólares e actualmente já se cifra em 132.600 milhões. No ano passado sofremos uma redução de 9,850 milhões de dólares, ainda assim, em comparação com o ano em que estabelecemos este Fórum, o crescimento foi bastante notável”, salientou.

Há hoje cerca de 400 empresas chinesas com presença nos países lusófonos, como é o caso do Banco da China, apontou Xu Yingzhen. Ao mesmo tempo, a mesma responsável frisou que desde a primeira Conferência “ampliou-se muito o âmbito da cooperação (...) porque na primeira Conferência os ministros acordaram desenvolver sete áreas e na última os campos de cooperação diversificaram-se, já eram 17”.

Apesar de as trocas comerciais nunca terem alcançado a meta dos 160.000 milhões de dólares que tinha ficado defina no último Plano de Acção, a secretária-geral do Fórum mostra-se optimista, apontando como principal motivo “o ambiente do comércio internacional” que “está em baixa, e o preço dos produtos que está a baixar muito”. “Tenho muita esperança que o comércio se possa reactivar com o melhoramento do ambiente do comércio internacional”, referiu, acrescentando que “o mercado existe sempre e as trocas comerciais já têm uma base muito sólida”. “As empresas da China têm contactos muito estáveis com os países de língua portuguesa. Assim que melhore o ambiente do comércio internacional, comércio bilateral vai reactivar-se e recuperar a tendência de crescimento”.  

Brasil com “muitas potencialidades”

Ao nível do investimento, Xu Yingzhen acredita que o Brasil “pode ser um país com muitas potencialidades” o que não significa “que as empresas chinesas não vão olhar para outros países”.

No que respeita aos empréstimos, o montante de 1.800 milhões de renminbis outorgado na última Conferência Ministerial “já foi concedido totalmente”. “A China cumpriu os compromissos”, sublinhou a mesma responsável. Este apoio foi destinado sobretudo aos países africanos e a Timor-Leste.

Vicente de Jesus Manuel garantiu que os projectos que recebem apoio são discutidos a nível bilateral, apresentando alguns exemplos de planos que obtiveram financiamento. “Em Moçambique temos o Instituto Confúcio, temos o centro de formação técnico-profissional em Angola, o Centro de distribuição de energia hidráulica. (...) Em Timor-Leste já foi financiada uma escola e, no caso da Guiné-Bissau temos o centro de saúde”.

Neste momento há três projectos em processo de aprovação de financiamento e em reserva, num banco de dados, estão cerca de 20 projectos para análise futura. Xu Yingzhen não conseguiu dar dados concretos sobre os três projectos actualmente em análise, limitando-se a afirmar que não é possível afirmar “com segurança, que eles venham a ser aprovados”.

Ao nível de áreas de investimento, as infra-estruturas, a indústria manufactureira e a cooperação agrícola tendem a ter prioridade.

No que respeita às dúvidas apresentadas pelas Pequenas e Médias Empresas (PME) que pretendem candidatar-se aos apoios, que precisam normalmente de ir a Pequim entregar documentação, Jackson Chang, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), garantiu que “no futuro, as PME poderão entregar os documentos ao IPIM e depois eles serão direccionados”.

Além disso, Jackson Chang disse esperar que um dia “o Banco de Desenvolvimento da China possa criar um gabinete em Macau para ajudar os empresários a fazer a candidatura ao fundo”. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”