Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 23 de março de 2025

Já não há pardais no céu









Vamos aprender português, cantando


Já não há pardais no céu


O amor nem sempre é doce

quem me dera que antes fosse

ao invés de magoar


A conversa fica feia

já não há sopa pra ceia

nem vontade de jantar


Pra dormir não há carinho

não há beijos no caminho

nem conversas pra calar


Não há dedos entrançados

já não há mais namorados 

é dormir, tentar sonhar.


Já não há pardais no céu

nem cigarras nas noites de Verão

já não há pardais no céu 

nem cigarras nas noites de Verão 


O calor sufoca o sono

saio da cama subo ao trono

sigo o espelho a vigiar


Sou eu mesmo com certeza

a dormir perco a firmeza

sinto o corpo a deformar


A solidão lá do quintal

é benzida com mescal 

não me atrevo relaxar


Falo a sós com os meu botões 

chovem mágoas e trovões

estou cansado de voar


Já não há pardais no céu

nem cigarras nas noites de Verão

já não há pardais no céu

nem cigarras nas noites de Verão


Já não há pardais 

nem cigarras no Verão 

já não há pardais 

nem cigarras no Verão


Já não há pardais no céu

nem cigarras nas noites de Verão

já não há pardais no céu

nem cigarras nas noites de Verão


Bandidos do Cante - Portugal


Sem comentários:

Enviar um comentário