Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Estados Unidos da América - Biblioteca no país amplia acesso digital à história partilhada entre Portugal e Brasil

Com mais de 60 mil volumes, a Biblioteca Oliveira Lima quer tornar-se mais conhecida em Portugal. Localizada na Catholic University of America, em Washington, a instituição conta com 102 anos de existência. “As pessoas não se dão conta da riqueza da biblioteca até entrarem e começarem a refletir sobre a importância deste acervo”, começa por dizer ao DN Duília de Mello, diretora da entidade


O acervo foi reunido pelo diplomata brasileiro Manuel de Oliveira Lima (1867-1928), um apaixonado pela história do Brasil e de Portugal. Para além de livros, inclui periódicos, panfletos, mapas, folhetos, cerca de 700 manuscritos e obras de arte. “Temos desde documentos históricos até pinturas notáveis do século XIX. São documentos e livros raros, incluindo exemplares dos séculos XVI e XVII, que refletem a ligação Brasil - Portugal. As pessoas ficam verdadeiramente impressionadas quando conhecem a coleção”, destaca a diretora, que é luso-descendente.

Entre os itens contam-se cerca de três mil obras raras, além de crónicas da época dos descobrimentos portugueses sobre a chegada ao território brasileiro. Com uma aposta na digitalização, o objetivo é alargar o número de leitores, sobretudo em Portugal. “Os portugueses utilizam muito pouco a biblioteca. É outro aspeto que estamos a tentar melhorar, através da divulgação da Biblioteca em Portugal”, explica. A instituição passou também a marcar presença nas redes sociais, divulgando obras e curiosidades, com o objetivo de atrair mais público.

Ao mesmo tempo, a diretora considera que as humanidades, em geral, estão a perder espaço na investigação. “Não é um problema específico da história Brasil - Portugal, mas das humanidades em geral. O dever da Biblioteca Oliveira Lima é não deixar cair no esquecimento a herança comum e dar a conhecer a história dos dois países às novas gerações”, sublinha. “Só assim será possível compreender o presente e refletir sobre o futuro de ambos os países, bem como o seu papel na cultura global”, acrescenta.

O livro mais antigo da biblioteca é também o preferido da diretora: Paesi novamente retrovati, de 1507. “Relata as primeiras descrições europeias do território brasileiro. Quando falamos de 1507, sentimos uma grande proximidade às nossas origens, já que o Brasil tinha apenas sete anos de presença portuguesa. É muito marcante para mim, como brasileira e descendente de portugueses, ver, tocar e ler este livro, escrito em italiano. Não é uma obra exclusivamente sobre o Brasil, mas inclui referências ao território, o que a torna particularmente emocionante”, revela.

Segundo Duília de Mello, nas visitas presenciais predominam investigadores norte-americanos, mas há também brasileiros e poucos portugueses - um cenário que a direção pretende alterar, a par do desafio de chegar às escolas. “Gostaríamos de ser mais utilizados pelas escolas. Os alunos do ensino secundário que realizam trabalhos de investigação poderiam recorrer mais à coleção. Esse é um desafio que ainda não conseguimos superar”, afirma.

Como em muitas instituições culturais, um dos principais obstáculos é a limitação de recursos financeiros. “Temos recursos muito limitados, que são provavelmente o maior problema da biblioteca. Com mais financiamento, poderíamos oferecer bolsas de estudo, apoiar investigadores e divulgar melhor a coleção fora do meio académico”, refere.

Apesar do orçamento reduzido, a biblioteca mantém planos ambiciosos, incluindo iniciativas em Portugal. “Estamos a desenvolver um projeto editorial com livros de grande formato sobre a coleção, o que poderá aumentar a notoriedade da biblioteca. Paralelamente, estamos a preparar eventos para apresentar peças do acervo, tanto em Portugal como no Brasil. Os próximos anos serão fundamentais para dar maior visibilidade à Biblioteca Oliveira Lima”, conclui. Pode aceder gratuitamente ao acervo. Amanda Lima – Portugal in “Diário de Notícias”


domingo, 27 de setembro de 2026

Cabo Verde e Portugal cooperam para proteger os direitos das crianças

A Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) de Cabo Verde e o Instituto de Apoio à Criança (IAC) de Portugal vão estreitar a cooperação, segundo um protocolo anunciado


O protocolo tem como objetivo reforçar a cooperação” e abrange “ações de informação, educação, apoio técnico, programas de formação e apresentação conjunta de candidaturas a programas e linhas de financiamento”, entre outras atividades, anunciaram em comunicado.

Durante a assinatura, através de uma teleconferência, na terça-feira, Eurídice Mascarenhas, presidente da CNDHC, aludiu ao acidente rodoviário na ilha do Fogo, no início do mês.

O desastre vitimou 25 crianças e jovens e mostrou “a importância de unir esforços na proteção dos direitos das crianças”.

Manuel Ataíde Coutinho, presidente do IAC, referiu que a parceria “permite unir esforços e experiências”.

“Podemos aprender uns com os outros e encontrar formas de responder melhor aos desafios que enfrentamos”, disse.

A CNDHC foi instituída em 2004 e é composta por representantes de diversas organizações, que se reúnem ordinariamente a cada três meses.

A organização tem pontos focais em todos os 22 concelhos do arquipélago, que funcionam como intermediários entre a CNDHC e as comunidades.

O IAC foi fundado em 1983 reunindo diferentes áreas profissionais – médicos, magistrados, professores, psicólogos, técnicos de serviço social, educadores – e promovendo projetos nacionais a par de ações locais em diferentes pontos de Portugal. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Venezuela - AICEP vai abrir escritório para apoiar negócios entre empresas portuguesas e venezuelanas

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), vai abrir em breve um escritório comercial junto da embaixada lusa em Caracas para servir de apoio a negócios entre empresas portuguesas e venezuelanas


O anúncio foi feito em Caracas pelo assessor do Conselho da Administração da AICEP, João Mota Pinto, no âmbito de uma visita de uma semana à Venezuela.

“Vim à Venezuela com uma missão dupla. A primeira missão é inteirar-me das condições económicas da Venezuela, porque a nossa agência vai abrir um escritório comercial junto da embaixada [de Portugal], para que possamos apoiar as empresas portuguesas, a fazer um negócio com empresas venezuelanas e fazer negócios na Venezuela”, disse à Lusa.

João Mota Pinto precisou que a segunda missão da deslocação, foi preparar a visita do ministro de Economia, Manuel Castro Almeida, a Caracas, em finais de outubro, durante a qual se fará acompanhar com representantes de empresas portuguesas.

“Para mim tem sido uma surpresa muito positiva, o que tenho encontrado na Venezuela. É um país, obviamente, que está em mudança. É um país que ainda tem grandes desafios, mas que, acima de tudo, tem imensas oportunidades para as empresas portuguesas”, disse o assessor.

No entanto, Mota Pinto frisou que “é preciso é entrar no mercado com alguma cautela, com alguns cuidados, dar passos seguros, mas é um mercado que tem um potencial enorme e que para as empresas que possam e saibam navegar bem o mercado, poderão ter muito sucesso”.

Sobre as áreas em que identificou oportunidades, o assessor referiu que “é um espetro muito grande de oportunidades” desde “a área de construção, da parte de toda a maquinaria, de máquinas, para a indústria, da parte alimentar, até da parte de alguns serviços ligados à energia elétrica”.

“Pensamos que existem muitas oportunidades, mas que não se ficam por aí.  Existem em todos os setores com quem falamos e existem oportunidades na Venezuela”, disse Mota Pinto.

O assessor confirmou que os luso-venezuelanos poderiam também aproveitar essas oportunidades: “O nosso objetivo com esta visita é trazer empresas portuguesas que possam fazer parcerias com empresas locais de forma a entrar no mercado”.

João Mota Pinto frisou ainda que sentiu uma enorme esperança em todas as pessoas e instituições com que tem falado.

“A Venezuela é um país que está em profundas mudanças, mas acima de tudo, há muita esperança e as pessoas olham com uma nova esperança para este país, que o futuro vai ser risonho e vai crescer muito”, concluiu o assessor. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


À Espera do Fim











Vamos aprender português, cantando

 

À Espera do Fim

 

Vou andando por aí

sobrevivendo á bebedeira e ao comprimido

vou dizendo sim à engrenagem

e ando muito deprimido

é difícil encontrar quem o não esteja

quando o sistema nos consome e aleija

trincamos sempre o caroço

mas já não saboreamos a cereja

 

Já houve tempos em que eu

tinha tudo não tendo quase nada

quando dormia ao relento

ouvindo o vento beijar a geada

fazia o meu manjar com pão e uva

fazia o meu caminho ao sol ou à chuva

ao encontro da mão miúda

que me assentava como uma luva

 

Se ainda me queres vender

se ainda me queres negociar

isso já pouco me interessa

perdemos o gozo de viver

eu a obedecer e tu a mandar

os dois na mesma triste peça

os dois à espera do fim

 

Tu tens fortuna e eu não

Podes comer salmão e eu só peixe miúdo

Mas temos em comum o facto de ambos vermos

A vida por um canudo

Invertemos a ordem dos factores

Pusemos números à frente de amores

E vemos sempre a preto e branco o programa

Que afinal é a cores

 

Se ainda me queres vender

se ainda me queres negociar

isso já pouco me interessa

perdemos o gozo de viver

eu a obedecer e tu a mandar

os dois na mesma triste peça

os dois à espera do fim

só à espera do fim

 

Jorge Palma – Portugal

Jorge Manuel de Abreu Palma - (Lisboa, 4 de junho de 1950 – 21 de setembro de 2026)

 

Estróina

Deixa-me rir

 

sábado, 26 de setembro de 2026

Moçambique - Emílio Cossa relança “Ritmo, Alma e Poesia” e revisita a história do Hip Hop moçambicano

O escritor e investigador cultural Emílio Cossa lançou no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, a segunda edição do livro “Ritmo, Alma e Poesia – A História e as Estórias do Hip Hop em Moçambique”.


A apresentação da obra foi feita pelo rapper DingZwayu, tendo seguido a exibição do filme “Quem Constrói o Som?”, de Epodez da Siderurgia.

Publicado pela primeira vez em 2019, o livro reúne memórias, testemunhos e experiências de protagonistas do Hip Hop, acompanhando a evolução do movimento desde as primeiras manifestações, no final da década de 1980, até à actualidade.

A obra percorre diferentes regiões do país, do Rovuma ao Maputo, destacando artistas, espaços de criação e as várias formas de expressão e apropriação da cultura Hip Hop em Moçambique.

Na nova edição, Emílio Cossa amplia e actualiza a abordagem, incorporando novos contributos e reflectindo sobre as transformações provocadas pela digitalização, pelo surgimento de novas sonoridades e linguagens e pela entrada de novas gerações no movimento.

Autor, editor, investigador cultural e fundador da Editora Kulera, Emílio Cossa tem dedicado o seu trabalho à documentação e preservação da memória cultural moçambicana, com particular atenção às expressões culturais urbanas e ao Hip Hop. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”. Ainda sem uma data prevista para a apresentação da nova obra, a escritora abordou o processo e a linhagem de escrita nas entrelinhas de uma publicação feita na sua página oficial

Durante a preparação do livro chancelado pela Elite Editora, de acordo com a publicação, Kanguimbu Ananaz declarou que viveu paragens, dores, suores, lágrimas, trabalho, fala interior e pensamento ecológico.

“Na escrita, faço alinhamento com o ritmo, diálogo, personagem e os lugares de memórias. Não é tão fácil, levei anos a elaborar, nada a ver com IA (Inteligência Artificial)”, escreveu.

A literatura-literária, prosseguiu nas entrelinhas, leva-a a ampliar os horizontes, conhecimentos, percebendo o mundo, a realidade artística e cultural de Angola e do mundo.

Segundo Kanguimbu Ananaz, o livro A Casa e o Botão é uma obra com pendor educativo e pedagógico e foi no silêncio que surgiu a sua imaginação e criatividade. In “O País” - Angola


Lusofonia - Candidaturas à 45.ª edição do Prémio Ferreira de Castro abertas até 11 de Dezembro

Cidade da Praia - Jovens dos países de língua portuguesa podem concorrer até 11 de Dezembro à 45.ª edição do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, uma iniciativa que pretende incentivar a criatividade e revelar novos talentos na área da escrita.


Segundo informações divulgadas na página Camões, I.P, o concurso, promovido pela Associação do Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, destina-se a jovens portugueses, lusodescendentes e oriundos de países de língua oficial portuguesa.

Nesta edição os participantes podem concorrer nas modalidades de conto e relato de viagem.

O concurso está dividido em dois escalões, sendo o escalão A destinado a jovens dos 12 aos 15, e o escalão B dirigido a participantes dos 16 aos 25 anos.

Os trabalhos a submeter devem ser estritamente originais e inéditos, com limites de 10 páginas para o Escalão A e de 15 páginas para o Escalão B, prevendo-se a atribuição de um primeiro prémio de mil euros em cada categoria e escalão.

As propostas podem ser enviadas de forma online na plataforma oficial da organização ou entregues na sede do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, Portugal, admitindo-se até dois trabalhos por participante.

A iniciativa visa homenagear a memória do escritor português Ferreira de Castro e valorizar o contributo da diáspora lusófona na preservação e promoção da língua e da cultura portuguesas. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento e outras informações

Mais esclarecimentos através do endereço de email:

apnljfc@esfcastro.pt