Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 30 de junho de 2024

Estróina









Vamos aprender português, cantando

 

Estróina

 

Cigarro na mão, chinela no pé

mandaste-me embora e assim mesmo é que é

onde quer que eu vá vou de corpo inteiro

e alguém me vai deixar dormir no sofá

 

Seja como for, venha o que vier

eu faço-me à pista e volto quando eu quiser

desgostos de amor são feridas que saram

e há sempre alguém disposto a dar-me calor

 

E já que a vida é para ser vivida ao vivo e a cores

brindemos aos prazeres, sem falsos pudores

 

Pessoas de bem levam-me a jantar

emprestam-me o taco que eu nunca irei pagar

não sou boa rês, os deuses que o digam

e às vezes também levo os meus pontapés

 

De tudo o que vi e do que aprendi

já pouco sobeja valha-me o que senti

seja lá quem for o meu cangalheiro

tenha a atenção de me vestir a rigor

 

E já que a vida é para ser vivida ao vivo e a cores

brindemos aos prazeres, sem falsos pudores

 

Cigarro na mão, chinela no pé

mandaste-me embora e assim mesmo é que é

onde quer que eu vá vou de corpo inteiro

e alguém me vai deixar dormir no sofá

alguém me vai deixar dormir no sofá

 

Jorge Palma - Portugal


 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Deixa-me rir












Vamos aprender português, cantando


Deixa-me rir
essa história não é tua
falas da festa, do sol e do prazer
mas nunca aceitaste o convite
tens medo de te dar
e não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
tu nunca lambeste uma lágrima
desconheces os cambiantes do seu sabor
nunca seguiste a sua pista
do regaço à nascente
não me venhas falar de amor

Pois é, pois é
há quem viva escondido a vida inteira
domingo sabe de cor, o que vai dizer
segunda-feira

Deixa-me rir
tu nunca auscultaste esse engenho
de que falas com tanto apreço
esse curioso alambique
onde são destilados
noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
ou então deixa-me entrar em ti
ser o teu mestre só por um instante
iluminar o teu refúgio
aquecer-te essas mãos
rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
há quem viva escondido a vida inteira
domingo sabe de cor, o que vai dizer
segunda-feira


Jorge Palma - Portugal


sábado, 17 de maio de 2014

Cavalo à solta












Vamos aprender português, cantando





Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

Fernando Tordo - Portugal

Composição;

(Letra) José Carlos Ary dos Santos – Portugal

(Música) Fernando Tordo - Portugal