O Jardim Infantil da Caritas passa a integrar a Escola São João de Brito, também da Caritas, a partir de hoje, revelou o secretário-geral da instituição. Assim, os alunos matriculados no jardim de infância vão poder passar directamente para a secção inglesa do ensino primário da escola. Simultaneamente, a escola abriu mais uma turma para o 1.º ano do ensino secundário geral, da secção inglesa, em resposta à carência de vagas do género no território
A partir de hoje, no arranque do novo
ano lectivo, o Jardim Infantil da Caritas, com uma história de 30 anos, passa a
integrar a Escola São João de Brito, estabelecimento de ensino católico da
mesma instituição que completou quatro décadas de funcionamento, revelou Paul
Pun, secretário-geral da Caritas e presidente dos Comités de Gestão das duas
unidades de ensino.
A transformação do agora designado Jardim Infantil da
Caritas Afiliado da Escola São João de Brito representa um processo de
“integração”, “o desenvolvimento de uma nova área” e o início do “funcionamento
integrado”, afirmou ao Jornal Tribuna de Macau.
Paul Pun explicou que a instituição aproveitou os
aniversários dos dois estabelecimentos de ensino para concretizar a integração,
trabalho que coincidiu com a tarefa de fusão de escolas que tem sido
preconizada pelo Governo. Recorde-se que o director dos Serviços de Educação e
de Desenvolvimento da Juventude, Kong Chi Meng, revelou que, entre nove e 11
escolas estariam disponíveis para fusão ou transformação, prevendo que quatro
unidades escolares tenderiam a fundir-se no ano lectivo 2026/2027.
Para Paul Pun, uma das vantagens da integração reside no
facto de os alunos matriculados no jardim de infância poderem passar
directamente para a secção inglesa do ensino primário da Escola São João de
Brito. Isso “facilita pouco a pouco os estudantes e os seus pais que decidam
escolher a secção inglesa”, até porque as propinas adoptadas por esta secção
não seguem os padrões das escolas internacionais. “As propinas são mais
acessíveis e adequadas para as famílias comuns de Macau”, vincou.
Além do aspecto pedagógico, Paul Pun também mencionou a
vantagem dos contactos e interacções interculturais entre alunos de diferentes
nacionalidades da secção inglesa, incluindo com várias culturas europeias.
Actualmente, esta secção conta com alunos de mais de 10 países e regiões.
Concomitantemente, a Escola São João de Brito abriu mais
uma turma para o 1.º ano do ensino secundário geral, da secção inglesa, em
resposta à escassez de vagas para esta fase de ensino em Macau.
Ao mesmo tempo, “recorremos à inteligência artificial e à
programação, apostando no pensamento lógico, nas actividades lectivas do jardim
infantil”, indicou Paul Pun, assumindo a intenção de “melhorar gradualmente os
resultados da escola nos trabalhos relacionados com o Exame Unificado de
Acesso”, para que os alunos possam prosseguir os estudos na universidade.
Reunindo centenas de alunos no total, a Escola São João
de Brito dispõe das secções chinesa, inglesa e nocturna. Segundo o
secretário-geral da Caritas, a escola não possui condições para abrir uma
secção portuguesa, sobretudo devido ao reduzido espaço físico. “Não é que não
queiramos ter [a secção de] Português. Cada turma conta com duas dezenas de
alunos e as salas de aula são pequenas”, lamentou.
O responsável destacou que, nesta escola da Caritas, as
interacções com os alunos portugueses e o interesse fomentado através deste
tipo de contacto também constituem um aspecto que propicia o desenvolvimento
dos estudantes.
Por outro lado, Paul Pun realça o apoio concedido pelo
Fundo Educativo, que permitiu concluir a renovação das salas de aula e a
remodelação das casas de banho, entre outras obras de optimização. In “jornal
Tribuna de Macau” - Macau
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