Responsáveis do sector petrolífero brasileiro defenderam que Moçambique reúne condições para se afirmar como uma potência energética e atrair novos investimentos, destacando as reservas de gás natural, a localização estratégica e os projectos em curso no país
As
posições foram manifestadas após encontros separados entre o Presidente
moçambicano, Daniel Chapo, e responsáveis do Instituto Brasileiro do Petróleo
(IBP) e da Shell Brasil – uma das principais produtoras de petróleo e gás no
Brasil -, à margem do Fórum Petróleo e Gás 2026 (ROG.e) no domingo, no Rio de
Janeiro, Brasil.
“Moçambique
está muito bem posicionado para desenvolver a sua indústria energética e para
ser, obviamente, um dos maiores produtores de hidrocarbonetos do mundo”, disse
o presidente da Shell Brasil, João Rosa, afirmando que Moçambique “tem tudo
para ser uma grande potência energética”, apontando as reservas de gás, a
existência de projetos de dimensão mundial e a ligação aos mercados
internacionais.
Segundo
o responsável, a empresa discutiu com a delegação moçambicana oportunidades
futuras de cooperação, desenvolvimento de competências técnicas, partilha de
experiências internacionais e potenciais investimentos. “Falámos da nova lei,
de haver condições que têm sido atualizadas e vamos olhar para isso com muito
cuidado e com muita atenção para poder identificar oportunidades que sejam
benéficas para todos”, afirmou.
Já o
presidente do Fórum Rio Petróleo e Gás, Nelson Filho, defendeu que a
experiência acumulada pelo Brasil na exploração de petróleo, gás e energias
renováveis pode contribuir para acelerar o desenvolvimento do setor energético
moçambicano: “Nós vemos uma oportunidade ímpar para os dois países trabalharem
juntos e desenvolverem juntos”.
Segundo
o responsável, Moçambique tem uma das maiores reservas de gás do mundo e poderá
assumir um papel relevante no atual contexto de transformação dos mercados
energéticos.
Nelson
Filho falou da importância do gás na transição energética e lembrou que
“Moçambique tem uma das maiores reservas de gás do mundo”. Para o responsável,
a localização geográfica do país reforça ainda mais o seu potencial:
“Moçambique está numa posição e tem todas as condições realmente para liderar
todo este processo, não em longo prazo, mas em curto e médio prazo”.
Os
encontros ocorreram à margem da participação de Daniel Francisco Chapo no ROG.e
2026, onde o chefe de Estado moçambicano participa como orador e promove
oportunidades de investimento no setor energético nacional.
Segundo
informação divulgada ontem pela Presidência moçambicana, as reuniões abordaram
oportunidades de investimento, exploração de petróleo e gás, capacitação de
quadros e desenvolvimento de competências técnicas, com vista ao aprofundamento
da cooperação entre Moçambique e o Brasil. In “Ponto
Final” – Macau com “Lusa”

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