Cidade da Praia – O artista cabo-verdiano Edson Dany lançou o single “N’Tenta”, uma música romântica que retrata a história de um casal em crise, em que apenas uma das partes procura lutar pela continuidade da relação.
Em
declarações à Inforpress, Edson Dany explicou que a música aborda uma relação
marcada por problemas, na qual apenas um dos parceiros procura encontrar uma
solução e salvar a união, enquanto o outro “não faz nada”, demonstra
desinteresse e não toma iniciativa para ultrapassar as dificuldades.
Segundo
Edson Dany, “N’Tenta” mantém a linha musical que tem marcado o seu percurso,
com temas ligados ao amor e melodias de “compasso lento”.
O
artista explicou que, habitualmente, as suas músicas começam a partir de um
tema e vão ganhando forma durante o processo de criação, ou seja, que a
composição não é totalmente definida desde o início.
“A
primeira palavra que começamos a escrever vai seguindo a linha de pensamento e
acabamos por terminar a música”, descreveu, acrescentando que, no seu processo
criativo, começa geralmente por fazer a melodia e só depois trabalhar a letra.
O
artista considerou que é actualmente um músico mais maduro e que essa
maturidade também se reflecte na forma como encara a criação musical.
“Hoje
não tenho pressa de escrever música”, disse, embora reconheça que sente a
necessidade de colocar um novo disco no mercado.
Para o
cantor, contudo, um novo trabalho deve ser preparado com tempo e estudado antes
de ser apresentado ao público.
Com
uma carreira iniciada aos 11 anos, Edson Dany recordou alguns momentos do seu
percurso musical, como a participação, em 1999, no projecto “Ayam”, ao lado de
Tcheka, Vadu e Princezito.
Em
2001 integrou o projecto “Verão”, que contou com a música “Ca Tem Dispidida”,
e, dois anos depois, lançou o seu primeiro CD a solo.
Apesar
de acompanhar as tendências musicais do momento, o cantor avançou que procura
preservar a sua identidade artística.
Sobre
o actual cenário musical, Edson Dany disse respeitar as diferentes opções e
estilos dos artistas, considerando que cada músico tem os seus gostos e
capacidades e que muitas pessoas fazem música simplesmente porque gostam.
O
cantor abordou ainda o impacto da inteligência artificial na produção musical,
particularmente quando esta é utilizada para substituir a voz do próprio
intérprete.
Na sua
perspectiva, quando um artista recorre à inteligência artificial e não utiliza
a sua própria voz numa música, essa diferença poderá ser vista claramente
quando chegar o momento de actuar ao vivo. In “Inforpress”
– Cabo Verde

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