Macau ficou em quarto lugar na
lista dos países e regiões mais ricos do mundo, com 134,485 dólares
norte-americanos em termos de PIB-PPC per capita. O ‘ranking’, compilado pela
revista Global Finance, posiciona a Singapura em primeiro lugar, Portugal em 43.º
e o Brasil em 83.º.
A
revista Global Finance posicionou Macau no
quarto lugar da lista dos territórios mais ricos do mundo, pelo segundo ano
consecutivo.
O
‘ranking’, calculado anualmente desde 2010, tem por base o cruzamento do
Produto Interno Bruto (PIB) per capita com os valores da Paridade do Poder de
Compra (PPP) de cada economia mundial, para reflectir o custo de vida real e a
riqueza por habitante. De acordo com a publicação, o índice PIB-PPP per capita
associado à RAEM é agora de 134,485 dólares norte-americanos.
A
descrição feita pela Global Finance começa por referir o princípio “Um País,
Dois Sistemas”, que permitiu à região liberalizar a indústria do jogo em 2001 e
desfrutar de uma “autonomia económica significativa”. Desde então, “esta
estreita península situada a sul de Hong Kong tem visto a sua riqueza crescer a
um ritmo impressionante, tornando-se um dos territórios mais ricos do mundo”.
De facto, a análise dos resultados do ‘ranking’ dos anos anteriores permite
confirmar que, de 2010 a 2019, a região oscilou sempre entre a segunda e
primeira posições, encabeçando a lista em 2014, 2017 e 2018.
A
partir de 2019, a pandemia de Covid-19 “levou ao encerramento das fronteiras e
a uma queda repentina das receitas”, como também se comprova na evolução da
lista. Entre a selecção de 16 países e territórios, Macau caiu para o 13.º
lugar em 2020 e acabou mesmo por ficar em última posição em 2021 – sem, no
entanto, abandonar o ‘ranking’. Em 2024, a região acabaria por alcançar o 3.º
lugar, o mais alto desde a pandemia de Covid-19, antes de descer para o 4.º
lugar em 2025.
A
Global Finance nota que o impacto da pandemia resultou na “intensificação dos
esforços para reduzir a dependência excessiva do sector do jogo” e na tentativa
de promover Macau como “um centro regional para eventos e convenções
internacionais, comércio, finanças e serviços tecnológicos”. A revista
acrescenta que “Macau mantém uma adesão à Organização Mundial do Comércio
independente da China continental e oferece um ambiente favorável aos
investidores, com restrições mínimas ao investimento estrangeiro em comparação
com as empresas nacionais”. Aponta, no entanto, que persistem ainda alguns
“pontos fracos, incluindo a escassez de recursos humanos e ineficiências
regulatórias”.
Na
secção específica sobre Macau, detalha-se ainda que o PIB se fixou em 52,4 mil
milhões de dólares americanos em 2025, enquanto o rendimento ajustado pela PPP
por habitante atingiu o valor de 140,625 dólares.
A
lista de 2026 é liderada por Singapura, com um índice PIB-PPP per capita de
164,317 dólares norte-americanos, seguida pelo Luxemburgo e a Irlanda. Abaixo
de Macau, surgem o Catar, a Noruega, a Suíça, o Brunei, os Estados Unidos, a
Dinamarca, os Países Baixos, San Marino, os Emirados Árabes Unidos, a Islândia,
Hong Kong e Andorra.
De
acordo com os dados, o índice PIB-PPP per capita de Hong Kong é de 80,323
dólares, enquanto o da China continental se fixou em 29,352 dólares.
A
revista Global Finance reconhece que “muitos dos países mais ricos do planeta
são também bastante pequenos”, por beneficiarem de “sectores financeiros e
regimes fiscais sofisticados que atraem investimento estrangeiro substancial,
talentos profissionais e grandes depósitos bancários” – ou, no caso do Catar ou
dos Emirados Árabes Unidos, por possuírem “grandes reservas” de recursos
naturais lucrativos. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto
Final”

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