A Associação Galega da Língua lançou uma campanha com o objetivo de promover que os portugueses utilizem a própria língua quando visitam a Galiza, deixando assim de usar o castelhano e o portunhol
Era
para ser uma pequena campanha, conta o presidente da Associaçom Galega da
Língua.
"Começou
com uma ideia mais pequena de umas camisolas [a dizer] 'falo galego, fala-me
português' para a gente galega levar a Portugal, como uma ligeira campanha de
consciencialização", explica à TSF o presidente da Associaçom Galega da
Língua, Jon Amil.
Só que
ainda não há t-shirts impressas e já a campanha soma milhares de visualizações:
"Esta campanha está a correr muito bem. É surpreendente, porque não
contávamos nada que fosse ter esta procura."
Jon
Amil explica que convidaram várias pessoas para se juntarem à iniciativa, como
o linguista Marco Neves ou a cantora galaico-portuguesa MJ Pérez.
"Raro
é o concerto, aqui na Galiza, de um cantor ou cantora do mundo da lusofonia em
que essa pessoa tratava de comunicar-se connosco em espanhol e, de forma
espontânea, o público gritava: 'Em português, em português!'", conta a
música à TSF.
Jon
Amil repete o apelo e diz que é preciso parar a influência do espanhol: "O
galego e o português na Idade Média eram uma única língua indistinguível. E até
há tempos bem recentes, o galego que fala a minha avó aos ouvidos de uma pessoa
portuguesa parece uma velhinha do norte. É indistinguível. Nós o que queremos é
parar esse processo de castelhanização e ir de novo ao encontro do resto de
variedades da nossa língua no mundo, para ir ao encontro do português."
A
campanha arrancou no verão, mas já há planos para o Natal.
"Falando
com o comércio, falando com o governo local de Vigo, a Câmara Municipal, para
poder também levar esta campanha a que esteja presente durante o Natal em Vigo.
Não dá descontos, mas cria um clima de proximidade que também é muito agradável",
conclui Jon Amil.
A
Associação Galega da Língua existe há 45 anos. Esta campanha surge depois de
outras iniciativas culturais, incluindo leituras de autores portugueses, como
José Saramago. Fátima Valente e Rui Oliveira Costa – Portugal in TSF”

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