O Chefe do Executivo da RAEM iniciou em Kuala Lumpur a última etapa do périplo pelo Sudeste Asiático, tendo-se reunido com representantes dos chineses ultramarinos e câmaras de comércio da Malásia. Sam Hou Fai apontou a Malásia como um dos parceiros comerciais mais importantes de Macau na ASEAN
No
primeiro dia da sua visita oficial a Kuala Lumpur, Sam Hou Fai reuniu-se ontem
com Low Kian Chuan, membro do Senado malaio e presidente do conselho
empresarial Malásia-China e vários representantes dos chineses ultramarinos e
câmaras de comércio naquele país. No encontro, foram trocadas impressões sobre
o reforço contínuo da cooperação económica e comercial entre Macau e a Malásia.
Na
ocasião, Sam Hou Fai salientou que a deslocação do Presidente Xi Jinping à
Malásia no ano passado abriu um novo capítulo de “período dourado de 50 anos”
para as relações sino-malaias e novas oportunidades de cooperação entre Macau e
aquele país do Sudeste Asiático. O Chefe do Executivo referiu que a Malásia é
um dos parceiros comerciais mais importantes da RAEM na região da Associação de
Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), e a cooperação entre as duas partes tem
sido aprofundada nos domínios da economia, comércio, indústria de convenções e
exposições e turismo ao longo dos anos.
Recordou
que o território está actualmente empenhado em implementar a estratégia “1+4”
para o desenvolvimento da diversificação adequada da economia, desenvolvendo as
indústrias de turismo e cultura, medicina tradicional chinesa, actividades
financeiras com características próprias de Macau e tecnologia de ponta, “o que
se coaduna perfeitamente com a orientação de desenvolvimento da Malásia,
existindo um forte potencial para aprofundar a cooperação bilateral”.
De
acordo com uma nota oficial, Sam Hou Fai frisou que a inclusão na sua comitiva
de um grupo empresarial, composta por representantes de empresas de Macau,
Hengqin e do Interior da China, permitirá explorar oportunidades de negócio sob
o lema de “Partilhar um barco para navegar em conjunto”. Estas empresas
englobam vários domínios, entre os quais economia e comércio, tecnologia,
medicina tradicional chinesa, cultura e turismo, bem como indústria halal.
O
líder da RAEM espera que possam ser criadas, através de sessões de promoção,
bolsas de contacto e assinatura de acordos de cooperação, que resultará “numa
ponte de ligação”, a fim de aumentar as oportunidades de cooperação e alcançar
benefícios mútuos. Em particular, expressou o desejo de que os representantes
dos chineses ultramarinos e câmaras de comércio na Malásia “potenciem as
próprias vantagens e aproveitem as oportunidades decorrentes da integração
entre Macau e Hengqin e do aprofundamento contínuo da cooperação entre Macau e
a Malásia”.
Por
seu turno, o presidente do conselho empresarial Malásia-China sublinhou que as
duas partes mantêm contactos frequentes e laços estreitos, indicando ainda que
Macau possui uma “plataforma internacional madura” para convenções e
exposições, uma rede global de empresários chineses bem como desempenha o papel
de “interlocutor de precisão” entre a China e os países de língua portuguesa e
é parte importante da Grande Baía. Além disso, Low Kian Chuan disse que o
reforço da cooperação económica e comercial entre as empresas malaias e as de
Macau e de Hengqin contribui para “expandir de forma eficaz os seus mercados
para a Grande Baía e para os países de expressão portuguesa e espanhola.
Na sua
perspectiva, a comunidade dos chineses ultramarinos em Macau possui uma base
sólida e desempenha um “papel importante na sociedade”. Nesse sentido, pode
ajudar os chineses ultramarinos a investir e estabelecer-se em Macau e em
Hengqin, e ainda funcionar como “uma ponte ideal para estabelecer ligações e
promover a cooperação entre as diferentes partes”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal
Tribuna de Macau”

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