Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Moçambique - Teresa Taímo prepara lançamento de dois livros sobre história militar e segurança moçambicana

A escritora e investigadora moçambicana de História Militar, Teresa Taímo, prepara o lançamento de duas obras que abordam as músicas militares, a identidade, cidadania, defesa, segurança e os pressupostos para a construção de uma cultura de paz em Moçambique.

Uma das obras, intitulada Hinário Zumberani, apresenta um estudo sobre as músicas militares e de combate entoadas nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), e explora o papel dessas manifestações na cultura e memória militar.

A segunda obra, Moçambique: Identidade, Cidadania, Riquezas, Defesa e Segurança – Pressupostos de Educação para a Segurança Nacional e Paz Sistémica, debruça-se sobre questões relacionadas com identidade, cidadania, recursos, defesa e segurança nacional.

Natural de Chibuto, na província de Gaza, Teresa Taímo é licenciada em Gestão e Estudos Culturais pelo Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) e possui estudos avançados em Relações Internacionais, Defesa e Segurança pela Academia Militar Marechal Samora Machel. Tem também formação especializada em Direito Internacional Humanitário, pela Cruz Vermelha de Moçambique.

A investigadora tem desenvolvido trabalhos ligados à História Militar, Mulher, Paz e Segurança, tendo servido no Estado-Maior General / Quartel-General e na Direcção de Educação Cívico-Patriótica da Academia Militar Marechal Samora Machel.

Para além das duas novas obras, Teresa Taímo é autora de O Regresso do Descontente, romance sobre mitos e cultura, e A Refugiada, crónicas sobre os anseios das mulheres vítimas do terrorismo no Teatro Operacional Norte.

A autora tem igualmente participado em organizações e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres e raparigas, incluindo acções de apoio a pessoas afectadas pelo albinismo e a crianças vulneráveis. In “Moz Entretenimento” - Moçambique




Centro de Estudos Internacionais Iscte - YouPrise Workshop: potencia o teu mindset regenerativo e ecoempreendedor com o inovador modelo Ecoprise

No dia 18 de setembro realiza-se o primeiro Youprise Workshop, uma atividade que faz parte da fase final do projeto europeu ECOPRISE (Fevereiro 2023 – Janeiro 2027), cujo objetivo é partilhar a experiência dos/as participantes que concluíram a formação - recém-formados/as «Ecoprise Designers» - para apresentarem os seus projectos finais, nos quais implementaram o modelo inovador de regeneração e ecoempreendedorismo Ecoprise. Esta sessão contará com apresentações de projectos local-based realizados por Ecoprise Designers formados durante a fase-piloto do curso Ecoprise, bem como a apresentação do modelo regenerativo Ecoprise e do MOOC pelos tutores.

Será dada especial ênfase à apresentação do modelo Ecoprise, um framework inovador para o empreendedorismo social, cocriado por um consórcio multidisciplinar e especializado, também inspirado no design de ecoaldeias e na ética da permacultura. O workshop irá também destacar as sete dimensões centrais e interligadas do modelo Ecoprise (cultura, propósito, regeneração, propriedade e governação, redes, impacto e replicabilidade), bem como a sua abordagem ecossistémica, em torno das quatro dimensões da sustentabilidade e regeneração: Ecologia, Economia, Social e Cultura. Os participantes terão ainda a oportunidade de conhecer a formação MOOC da Ecoprise e interagir com os materiais didáticos.

Esta sessão decorre entre as 10h e as 13h, na sala A104 (Edifício 4, Iscte - Conhecimento e Inovação), e está aberta a todos os estudantes, docentes e investigadores do Iscte. É necessário a inscrição prévia através deste formulário.

Não pode participar nesta edição? Vamos ter uma 2ª edição a 16 Outubro. Preencha o formulário para saber mais e/ou subscrever a newsletter de Ecoprise Portugal.

Nota: Este evento está previsto ser em Português. No caso de inscrições em inglês, faremos os possíveis para ter tradução ou o evento em inglês.





Cabo Verde - Colecção “Stória pa Mininus” disponibiliza 10 livros bilingues em Kriolu e Português para promover identidade infantil

Cidade da Praia - A colecção Stória pa Mininus lançou 10 livros bilíngues em Kriolu e Português, numa iniciativa destinada a facilitar o contacto das crianças com a língua materna e reforçar a ligação às raízes culturais cabo-verdianas.

O projecto, concebido pela tradutora Karolina Abramowicz, apresenta contos infantis universais na variante do crioulo de Santiago em paralelo com o português.

Segundo informação enviada à Inforpress, a nova edição assume relevância estratégica para as comunidades cabo-verdianas na diáspora, ajudando as crianças residentes no estrangeiro a manterem ligação com as suas raízes, sobretudo as crescidas em Portugal.

A colecção inclui clássicos como “Sinderela”, Rapunzel, Prinseza y Ervilha, Patinhu Feiu, Kapuxinhu Burmedju, Gatu di Bota, Djon ku Maria, Djon y Fixon Májiku, Branka di Nevi e Tres Porkinhu.

Lançado em 2023, o projecto tem como objectivo levar literatura infantil em crioulo cabo-verdiano, variante de Santiago, aos jovens leitores.

Para além das 10 histórias internacionalmente conhecidas, Karolina Abramowicz adaptou ainda uma selecção de histórias polacas para integrar a colecção.

No mesmo ano, foram impressos 3445 livros e livros para colorir, distribuídos por 206 instituições em Cabo Verde, Portugal e Estados Unidos.

Ainda em 2025, o projecto passou também a disponibilizar novos formatos, incluindo audiolivros narrados por mulheres cabo-verdianas, vídeos que combinam narração e imagem e vídeos em língua gestual, com o propósito de tornar as histórias mais inclusivas e acessíveis.

Os recursos digitais da colecção estão disponíveis gratuitamente online. In “Inforpress” – Cabo Verde





Suíça - Procura impulsionar mais negócios com a China, frente a incertezas nas antigas relações comerciais

A perspectiva de atualizar o atual acordo de livre comércio (ALC) entre a Suíça e a China surge num momento crítico para as empresas suíças, que enfrentam instabilidades comerciais com os Estados Unidos e com a União Europeia


Washington anunciou tarifas de até 12,5% para alguns produtos suíços, valor superior ao aplicado a muitos outros países europeus. Em paralelo, Bruxelas aumentou as tarifas sobre o aço do país alpino. Ao mesmo tempo, o acesso da Suíça ao mercado de eletricidade da UE está dependendo de uma revisão nas regras das relações bilaterais.

Neste contexto, as empresas suíças procuram diversificar os seus negócios, de olho em outros mercados regionais. Ganha força, então, a ideia de ampliar o já existente Acordo de Livre Comércio (ALC) com a China.

“A economia suíça precisa de relações comerciais abrangentes com todos os principais mercados de exportação. A diversificação reduz as dependências unilaterais”, afirmou a economiesuisse, entidade guarda-chuva que representa as empresas suíças.

As negociações comerciais bem-sucedidas com a China têm sido aclamadas como um grande sucesso pela mídia local, contrastando com o suposto fracasso da diplomacia suíça nos EUA, dos últimos 12 meses.

As mais recentes tarifas dos EUA foram “interpretadas em Berna como um aviso para não se aproximar ainda mais de Pequim”, afirmou o jornal Tages Anzeiger. “No entanto, o Conselho Federal está a sinalizar que não permitirá que ninguém dite com quem o país deve fazer negócios.”

O atual Acordo de Livre Comércio (ALC) entre a Suíça e a China está em vigor desde 2014. A previsão otimista do tratado original era de que garantiria às empresas suíças economizar 290 milhões de francos suíços (359 milhões de dólares) por ano em impostos. Em 2017, a economia real registada foi de apenas 100 milhões de francos.

Enxurrada de burocracia

Ambos os países estão agora dispostos a estabelecer isenções de impostos a uma variedade maior de produtos, principalmente relógios e produtos farmacêuticos. Se aprovado, o novo acordo tornaria 99,8% das exportações suíças isentas de tarifas dentro de dez anos após a sua entrada em vigor, contra os atuais 53,6%. Isso poderia gerar uma economia anual de cerca de 244 milhões de francos suíços, afirma o Ministério da Economia da Suíça.

Os termos finais do acordo comercial serão influenciados por diversos fatores, entre os quais se destacam as chamadas “barreiras técnicas”: uma avalanche de licenças e regulamentações que podem sufocar o comércio.

As barreiras mais comuns são “procedimentos complexos de registo e certificação de produtos, diferenças nas normas e nos requisitos de testes, procedimentos alfandegários e de licenciamento, além de variações na forma como as regulamentações são implementadas localmente”, disse Guillaume Joyet, diretor executivo da Câmara de Comércio Suíço-Chinesa (Swisscham) em Pequim.

As associações setoriais afirmam que precisam de mais detalhes sobre a proposta de atualização do TLC antes de poderem avaliar o progresso nessa área.

A indústria relojoeira suíça seria uma das maiores beneficiadas com a melhoria dos termos do TLC. Todos os relógios suíços ficariam isentos de impostos, mudando completamente o cenário atual, em que apenas 1% dos produtos não é taxado. As tarifas chinesas custam às empresas relojoeiras cerca de 100 milhões de francos suíços por ano, de acordo com os termos atuais do TLC, afirmou a Federação da Indústria Relojoeira Suíça.

Mas outros fatores também precisam ser considerados. Entre o início de 2024 e o final de 2025, as exportações de relógios suíços para a China caíram um terço. “A economia chinesa está a ser afetada por dificuldades no setor imobiliário, que representa uma parcela significativa do PIB”, disse o economista-chefe da federação relojoeira, Philippe Pegorar.

No primeiro semestre deste ano, as vendas de relógios na China caíram 7,1%, um efeito causado “em grande parte pela deterioração do ambiente financeiro e, mais recentemente, pelo aperto fiscal que afetou consumidores de alta renda”, acrescentou Pegorar.

Restrições e obstáculos no caminho

As condições económicas voláteis, tanto no cenário global quanto na China, ajudam a explicar uma queda geral no volume total de comércio entre Suíça e China. Em 2022, as transações somaram 36,3 mil milhões de francos suíços e, no ano passado, caíram para 33,5 mil milhões.

Além da desaceleração do consumo na própria China, a política económica agressiva de Washington procura frear o crescimento da articulação comercial chinesa. Os EUA frequentemente impõem restrições à exportação de tecnologia de ponta para o país — e esperam que o resto do mundo cumpra as mesmas regras.

“Tendo como pano de fundo o conflito comercial em curso entre os EUA e a China, as empresas precisam manter-se bem informadas sobre o ambiente regulatório em todos os mercados relevantes e cumprir os requisitos aplicáveis de controlo de exportação e conformidade”, afirmou um porta-voz da Switzerland Global Enterprise, uma agência governamental que facilita o comércio com outros países.

A proposta de atualização do acordo de livre comércio com a China também corre o risco de ser enfraquecida ou bloqueada pelo parlamento ou pelos eleitores suíços, caso o acordo comercial seja submetido a um referendo popular. Os partidos políticos de esquerda não veem motivo para que as disputas comerciais com os EUA e a UE levem a Suíça cegamente aos braços da China.

Ameaça de referendo

O Partido Verde ameaça levar o assunto para votação popular. “A China monitoriza e persegue as minorias tibetana e uigur na Suíça.

E o trabalho forçado é um problema grave no país”, afirmou a presidente do partido, Lisa Mazzone.

Os social-democratas também exigiram provas de que a China cumprirá as suas promessas de salvaguardar os direitos dos trabalhadores e do meio ambiente.

O andamento arrastado de uma proposta de Acordo de Livre Comércio (ALC) entre os países da EFTA (Suíça, Islândia, Liechtenstein e Noruega) e os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — nos relembra de que economia e política estão profundamente entrelaçadas.

Após oito anos de negociações, esse acordo continua paralisado depois que a Câmara dos Deputados rejeitou o TLC em junho. Mesmo que o acordo venha a ser aprovado pelo parlamento, ele também poderá ser contestado por meio de um referendo. In “Swissinfo” - Suíça


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Moçambique - Jessemusse Cacinda lança “Made in Nampula ou Jazz do Oriente” e cumpre digressão cultural pelo Brasil

O escritor e investigador moçambicano Jessemusse Cacinda lançou no Brasil a sua mais recente obra literária, intitulada Made in Nampula ou Jazz do Oriente. Editado pela Nandyala, o livro foi apresentado oficialmente na Universidade de São Paulo (USP) e encontra-se já disponível no mercado brasileiro.

Em Moçambique, a obra está a ser editada pela Ethale Publishing, com chegada prevista aos mercados moçambicano e português.

Com uma proposta que cruza literatura, artes plásticas e  música, o livro reúne oito textos, descritos pelo autor como “peças em fragmento”, acompanhados por 14 telas do artista plástico moçambicano Ruben Zacarias, actualmente radicado na cidade do Porto, Portugal.

A obra aborda temas como o amor, as reviravoltas da vida, a memória do período pós-guerra civil e os desafios sociais, políticos e económicos de Moçambique. As narrativas partem de Nampula e passam por Maputo, Itália e Portugal. O posfácio é assinado pela professora Tania Macedo, da Universidade de São Paulo.

Segundo Jessemusse Cacinda, o título está ligado à sua relação com Nampula, cidade onde nasceu e que considera a sua casa, mas também à forma como a sua experiência local influência a leitura que faz de questões globais.

O lançamento acontece no âmbito de uma digressão cultural e académica de um mês pelo Brasil, que inclui os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Durante a viagem, o escritor tem apresentado a obra em livrarias, bibliotecas, centros culturais e colectivos artísticos.

No Rio de Janeiro, Cacinda proferiu a aula inaugural do Mestrado em Antropologia do Trauma da Universidade Federal Fluminense (UFF) e ministrou uma aula de escrita criativa para estudantes de Letras da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Na Bahia, o escritor encontra-se a ministrar um curso sobre Afroestéticas Contemporâneas no Campus dos Malês da UNILAB, dando continuidade à sua agenda académica e cultural no Brasil. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Autoras de colecção de livros inspirados no percurso de Njinga Mbande pretendem inspirar mulheres angolanas

As autoras de uma colecção de 16 livros inspirados no percurso da Rainha Njinga Mbande, lançada na passada Quinta-feira, 03, em Luanda, afirmaram que as obras visam motivar as mulheres angolanas, dos vários sectores da vida social do país, a superarem os seus desafios diários. Nesta colecção, as autoras disponibilizam conhecimentos e experiências de vida ao público, procurando incentivar as mulheres com histórias e exemplos de resiliência.


As referidas obras abordam áreas como liderança, economia, diplomacia, direito, ciência política, segurança, educação e o papel da mulher na sociedade contemporânea.

No final do acto de apresentação, em declarações à imprensa, Mara Oliveira, uma das autoras, explicou que abordou no seu livro a figura da mulher professora, por ser uma profissão nobre e ainda pouco reconhecida, sobretudo no caso das docentes que enfrentam dificuldades em comunidades de difícil acesso.

Mara Oliveira disse ter aceite o convite há seis meses para integrar o projecto, com o objectivo de criar uma narrativa com a qual as professoras angolanas se possam identificar e sentir valorizadas. In “O País” - Angola

Angola - Colecção inspirada na Rainha Njinga Mbande com lançamento no próximo dia 3 de Setembro




Galiza - Lançamento do livro, Tourists, go home? em Vigo

O evento será na quinta-feira, dia 17 de setembro, às 20h no Centro Social A Nubeira [R/Pizarro, nº6] de Vigo, e falarám o jornalista e co-autor do livro, Javier H. Rodríguez e mais o editor e coordenador do volume, José João R. Rodrigues.

Trata-se do último ensaio da coleção Através das Ideias: Tourists, go home? Perspetivas e propostas para o turismo na Galiza. Uma coletánea que compila trabalhos de Elena Martín Lores, Anxo Rabuñal Rey, Santiago Rodríguez Caramés e Javier H. Rodríguez

Viagens são uma atividade humana com milhares de anos de história. Pessoas viajamos. No entanto, na atualidade as nossas formas de viajar e visitar têm originado importantes problemas para as comunidades. O que se passa com o turismo?

Numa mão, meios de comunicação social, corporações privadas e instituições públicas aliciam modelos de turismo virados para o consumo, depredadores dos territórios e das formas de existência que os habitam. Na outra, intelectuais e setores organizados das comunidades locais criticam frontalmente o turismo como atividade contrária em si aos seus interesses e mesmo assinalam turistas como invasores.

Para além destes dois quadros contrapostos, existem em distintos âmbitos análises profundas e propostas concretas. O seu intuito, compatibilizar a humaníssima atividade da viagem, da visita, com a permanência e a reprodução das comunidades locais.

Uns meses antes de começar o ano Jacobeu 2027, este volume junta várias destas vozes, tencionando movimentar um debate social radical à volta do turismo, de maneira a promover tomadas de posição públicas no caminho de um novo modelo turístico.

Autorias

Elena Martín Lores (Ogrove, 1989) é jornalista e realizadora audiovisual. Faz parte da cooperativa de comunicação social Xarda, é técnica audiovisual na Agareso e colabora com vários meios de comunicação como O Salto Galiza, GCiencia, Vinte ou Pikara Magazine.

Anxo Rabuñal Rey (Compostela, 1963) é investigador privado em temas de arte e cultura, curador de exposições, docente, escritor, editor e libreiro na Novaniké arts&books. Distinguido com a “Orden Federico Knishe” pelo Teatrito Rioplatense de Entidades, em Buenos Aires. Entre as súas publicações: Barcelona murs (1991); O lado da sombra (2005); Como se colga un cadro (2017); Escribir y dibujar, en el fondo, no son lo mismo (2019); O pintor e a vida moderna (2024).

Santiago Rodríguez Caramés (Vigo, 1994) é doutor em História da Arte pola Universidade de Santiago de Compostela e professor ajudante doutor na Universidade da Corunha, com docência do âmbito do Património Cultural na Facultade de Turismo.

Javier H. Rodríguez (Vigo, 1995) é jornalista. Coordena O Salto Galiza, onde desenvolve investigações em volta da contratação pública e das redes clientelares que beneficiam dela.

José João R. Rodrigues (Corunha, 1998) é membro do Conselho Editorial do Instituto Clara Corbelhe e aprendiz de jornalista no Novas da Galiza. Idealizou e coordenou este volume. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


Guiné Equatorial - Aborda a vigilância epidemiológica e a resposta a emergências de saúde com as entidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Ocorreu numa reunião que o Ministério da Saúde da Guiné Equatorial realizou com o Ministério da Saúde do Brasil e a Fundação Oswaldo Cruz


No âmbito da cooperação para o fortalecimento da rede de emergências de saúde pública da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Guiné Equatorial trocou experiências com o Ministério da Saúde do Brasil e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) sobre capacidades em vigilância epidemiológica, preparação e resposta a emergências de saúde.

O Ministério da Saúde e Infraestrutura Sanitária da Guiné Equatorial, por meio da Direção-Geral de Saúde Pública, aproveitou a ocasião para apresentar aos presentes a organização do sistema nacional de vigilância e resposta, incluindo o trabalho do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COES) e as experiências adquiridas durante as emergências da COVID-19 e do vírus de Marburg.

As discussões se concentraram no avanço das visitas técnicas aos serviços de saúde pública, na troca de protocolos e documentos regulatórios, na realização de reuniões virtuais entre os países da CPLP e no desenvolvimento de programas de treino em epidemiologia e resposta a surtos.

Com esta reunião, a República da Guiné Equatorial foi informada sobre a linha de trabalho da FIOCRUZ em pesquisa, formação e cooperação internacional.

Esta sessão de trabalho representa uma oportunidade para reforçar ainda mais as capacidades nacionais de preparação e resposta a emergências de saúde através da troca de conhecimentos e da cooperação técnica entre as instituições de saúde dos países da CPLP. Feliciano Ava - Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea” 


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

China - Hengqin já tem mais de 8100 empresas com capitais da RAEM

O lançamento do “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada” completou cinco anos, tendo diversas estratégias produzido frutos. Segundo o Governo de Hengqin, até ao final de Julho deste ano, o número de empresas de capitais da RAEM em Hengqin aumentou 75% para 8148, em relação ao verificado há cinco anos


No dia 31 de Julho deste ano, o número de empresas de capitais de Macau em Hengqin fixou-se em 8148, ilustrando um aumento de 75,7% face a 2021, ano em que foi oficialmente criada a Zona de Cooperação Aprofundada. Desse modo, as empresas de capitais da RAEM em Hengqin representam 16,2% do total, o que significa que “em cada seis empresas, há uma com gene de Macau”, salientou a Direcção dos Serviços Administrativos e Jurídicos da Zona de Cooperação.

Por ocasião do quinto aniversário da promulgação do “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, o Governo de Hengqin constata ainda que já foram lançadas 350 medidas de articulação de regras, envolvendo áreas como a economia e comércio, assuntos comerciais e bem-estar da população. Simultaneamente, os serviços correspondentes ao objectivo “Assuntos de Macau tratados em Hengqin cresceram para um total de 474.

Noutra esfera, indica que o “Novo Bairro de Macau” acolhe até ao momento mais de 4000 residentes, ao passo que a Escola de Hengqin Anexa à Escola Hou Kong conta com um total de 970 alunos, do ensino infantil, primário e secundário, estando em preparação a unidade de ensino secundário complementar. Também no âmbito da educação, realça que mais de 1450 alunos de pós-graduação das três universidades públicas de Macau estão a estudar de forma transfronteiriça entre a RAEM e Hengqin.

Por outro lado, revela que, no segundo trimestre do corrente ano, o valor acrescentado das “quatro novas indústrias” em Hengqin atingiu 19,537 mil milhões de renminbis, traduzindo-se num acréscimo homólogo de 7,9%, ocupando 68,1% do Produto Interno Bruto. Paralelamente, até Agosto deste ano, 81 produtos de nove empresas obtiveram as designações “fabricado sob supervisão de Macau”, “produzido sob supervisão de Macau” ou “design de Macau”.

No que respeita ao turismo, na primeira metade deste ano, um dos sinais do “crescimento robusto” do mercado reflecte-se na subida homóloga em 168,7% do volume de participantes nas excursões Hengqin-Macau. No mesmo intervalo temporal, o número de convenções ou exposições realizadas sob o modelo “Um Evento, Dois Locais” de Macau e Hengqin mais do que duplicou face ao período homólogo do ano passado.

Quanto às finanças modernas, garante que têm sido explorados constantemente novos caminhos para fluxos de capital transfronteiriços.

Ademais, sublinha que deverá arrancar este ano a construção da Estação de Comboio Rápido de Hengqin, que se ligará à rede ferroviária nacional de alta velocidade.

Por outro lado, sublinha que o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola tem-se dedicado à criação de “pontes” para empresas expandirem negócios para o estrangeiro. Até Julho deste ano, o Centro estabeleceu parcerias com mais de 200 entidades de mercado e prestadores de serviços profissionais, e celebrou acordos de cooperação estratégica para a expansão internacional com 16 empresas líderes, incluindo a Huawei Macao, JD.com, Kuaishou Technology, Didi Chuxing e China Southern Airlines Technology.

Também até Julho, os 12 bancos-piloto em Hengqin abriram quase 800 contas de comércio livre multifuncionais, movimentando transferências de capitais superiores a 630 mil milhões de renminbis. Por outro lado, até 22 de Agosto, o Posto Fronteiriço de Hengqin tratou mais de mil pedidos para o serviço de reembolso do imposto à saída do território, que impulsionaram 7,3 milhões de renminbis em consumo por parte de visitantes.

Noutro domínio, indica ainda que, desde Fevereiro de 2026, foram filmadas 48 séries no Estúdio Internacional de Cinema e Televisão de Hengqin. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


Macau – Superado apenas pelo Brunei no que diz respeito ao bem-estar da população entre os países ou zonas da Ásia

Depois de ter percorrido um longo roteiro passando por Yunnan, Tibete e outras localidades, o nosso grupo de visita de estudo à China chegou finalmente a Hengqin, uma parte de Zhuhai que parecia uma cidade moderna cuja construção em ilhas Hengqin, atrasadas, começou em 2009, no âmbito da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin desde 2021, com grande dinamismo económico e com um posto de controlo para entrada e saída de Macau.


Com dois anos de trabalho em Macau e algumas visitas posteriores, atravessei imensas vezes a fronteira Macau-Zhuhai pelas Portas do Cerco, onde tinha de passar pelo controlo de Macau e fazer uma caminhada com malas para chegar ao controlo de Zhuhai, ou vice-versa. Mas o posto de Hengqin apresenta um processo totalmente diferente: num enorme salão moderno passámos com malas pelo controlo de Zhuhai e depois, para grande surpresa nossa, o controlo de Macau estava mesmo ao lado, separado apenas por um vidro.

Quando saímos de Macau via Ilha Artificial, ou posto da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, era o mesmo sistema de dois controlos num posto, mas com dois destinos a optar: Zhuhai e Hong Kong. A passagem era tão fácil, sendo realmente uma novidade para mim.

Logo no dia seguinte da nossa chegada, fomos visitar a Macau University of Science and Technology (MUST) e deparei-me com outra novidade: existem agora dez estabelecimentos de Ensino Superior, em contraste com uma, Universidade Ásia Oriental (hoje Universidade de Macau), em 1987 quando trabalhava em Macau. Fundada em 2000, a MUST tem conhecido grandes desenvolvimentos fabricando até um satélite lançado em 2023.

Vimos grandes filas de novos alunos a fazer matrícula, levando malas muitos grandes, a revelar que vinham de outras partes da China.

Tivemos um convívio alegre com professores e alunos do Departamento dos Estudos Portugueses, a ver vídeos sobre Macau, sendo alguns feitos pelos alunos chineses a apresentar, em português, temas referentes à cultura portuguesa em Macau, como a língua, a gastronomia, etc. Seguiu-se uma sessão de perguntas e respostas em português entre visitantes e alunos. A conversa era tão animada que até pedimos para adiar o almoço e todos concluímos que era o ponto alto da nossa viagem.

A senhora Zhang, nossa guia, falou-nos de Macau com orgulho: em relação ao bem-estar do povo, Macau ocupa o 2.º lugar entre países ou zonas da Ásia, superado apenas por Brunei; boas políticas de assistência médica gratuita, sobretudo para idosos e doentes de cancro e problemas mentais; Educação gratuita durante 15 anos e pedidos de subsídios a estudos; subsídio anual em dinheiro, pensão para idosos... Essas novidades foram confirmadas e complementadas pelos meus amigos de Macau.

Esta visita a Macau foi um projeto conjunto da Fundação Macau e da nossa Associação, com a participação de 35 sócios e/ou discentes de chinês, entre os quais muitos pisaram pela primeira vez esta terra longínqua pela qual a China e Portugal cruzaram o seu caminho e a sua sorte durante séculos.

Forneceu-nos, gente simples de Portugal, uma oportunidade de aprofundar a compreensão do desenvolvimento e da realidade de Macau em todas as áreas.

Graças à Fundação Macau, constatámos emocionados, com os próprios olhos, a prosperidade e a estabilidade de Macau, a felicidade e a satisfação do seu povo, a valorização do seu governo da cultura portuguesa e a integração harmoniosa das duas culturas, o que resultou num consenso total: “Depois de voltarmos para Portugal, vamos divulgar com empenho o que vimos e sentimos em Macau − um autêntico exemplo da prática bem-sucedida de 'um país, dois sistemas'.” Wang Suoying – Portugal inDiário de Notícias

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Wang Suoying - Prof.ª Auxiliar aposentada da Universidade de Aveiro e Presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Cultura Chinesa


Portugal - A Feira do Livro em Língua Mirandesa está de volta à Faculdade de Letras da Universidade do Porto

A segunda edição do evento dedicado à literatura escrita na segunda língua oficial do país vai decorrer de 15 a 17 de setembro. A entrada é livre


É já este mês que o átrio da entrada principal da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) se vai preencher novamente com publicações numa mui çtinta lhéngua. Após a edição inaugural em 2025, a Feira do Livro em Língua Mirandesa regressa de 15 a 17 de setembro, no âmbito do protocolo da FLUP com a Câmara Municipal de Miranda do Douro (2025-2027) e dos cursos livres “Mirandês: Língua e Cultura I” e “Mirandês: Língua e Cultura II”.

Livros infantis de vocabulário básico, novelas gráficas e clássicos da literatura ou da banda desenhada traduzidos e ensaios científicos dedicados ao estudo e preservação do idioma, são exemplos das obras que vão estar disponíveis.

Os participantes poderão também encontrar publicações dedicadas à gramática do mirandês, registos da tradição oral, estudos sobre as características territoriais e populacionais de Miranda do Douro e da região transmontana.

O curso livre “Mirandês: Língua e Cultura I”, presente na oferta formativa da FLUP com regularidade desde 2019, tem candidaturas abertas até ao dia 14 de setembro de 2026. A inscrição é gratuita para as/os 15 estudantes selecionadas/os, com o apoio da Câmara Municipal de Miranda do Douro.

Ao ensino regular do idioma, onde se aborda gramática, sintaxe, semântica e conversação, a formadora, Ana Afonso, adiciona, ainda, o estudo do contexto histórico da formação e desenvolvimento da Língua Mirandesa, e de atividades culturais e tradições locais, proporcionando aos participantes “uma imersão abrangente neste património linguístico e cultural singular”.

Ambas as iniciativas provêm da estreita colaboração entre a FLUP e o Centro de Estudos Mirandeses e a Câmara Municipal de Miranda do Douro, desenvolvida no último ano, tendo em vista a promoção da língua e cultura mirandesas. A formação estruturada de novos falantes do mirandês, bem como a divulgação próxima ao público de literatura mirandesa visam a preservação e expansão do uso do idioma no panorama cultural do país a longo prazo. Universidade do Porto - Portugal


Macau – Escola Portuguesa de Macau inicia ano com ligeira subida de alunos e novo director já em funções

A Escola Portuguesa deu hoje início ao ano lectivo 2026/2027, apresentando como novidade o novo director, João Miguel Gonçalves, que concluiu o curso obrigatório da DSEDJ, podendo assim exercer oficialmente as funções. O Ministro português da Educação, Ciência e Inovação havia prometido uma “transição suave” e o certo é que o período de hiato na direcção do estabelecimento de ensino praticamente não existiu. O novo responsável deu as boas-vindas aos alunos, acompanhado pelo seu antecessor, Acácio de Brito. A EPM terá este ano 824 estudantes, mais 14 do que em 2025/2026


Uma ‘velha’ escola com um novo director. É assim que se apresenta hoje, no primeiro dia de aulas, a Escola Portuguesa de Macau (EPM), estabelecimento de ensino não superior de referência da língua de Camões no território. A grande novidade para o ano lectivo 2026/2027 é a liderança da direcção da EPM, agora sob responsabilidade de João Miguel Gonçalves.

Para que o novo director pudesse oficialmente exercer o cargo, era necessário que participasse no curso promovido pela Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O programa de formação específica, habitualmente conhecido como “Acção de Formação para Preparação de Directores das Escolas”, foi concluído no final de Agosto, cerca de 15 dias após a chegada de João Miguel Gonçalves ao território.

Para o acto de apresentação, que assinala o arranque do ano lectivo 2026/2027 na EPM, o novo director esteve ladeado pelo seu antecessor, Acácio de Brito, que acompanhou em Macau o período de adaptação da nova chefia, tendo posteriormente viajado para Angola, onde vai assumir a direcção da Escola Portuguesa de Luanda. Regressa agora ao território, apenas por alguns dias, para se envolver no arranque do ano lectivo da EPM, escola onde permaneceu como director entre Novembro de 2023 e Agosto de 2026.

Com a disponibilidade total de João Miguel Gonçalves, em termos de assumpção oficial do cargo, cumpre-se a “transição suave” prometida pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, em declarações proferidas em Macau, em Junho deste ano, altura em que tornou pública a decisão de substituir Acácio de Brito. Na verdade, desde o anúncio da saída de um e a entrada do outro, o hiato na direcção da EPM praticamente não existiu.

A escola começa este ano lectivo com 824 alunos, mais 14 do que em 2025/2026. Embora signifique um ligeiro aumento (cerca de 1,7%) em termos anuais, não deixa de confirmar a tendência registada nos últimos anos.

Para o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEP), “isto é motivo de orgulho para a EPM, porque significa que continua a ser uma escola com procura, à qual os encarregados de educação dão valor e, portanto, por este motivo, querem ali inscrever os seus educandos”. Filipe Figueiredo enfatizou que o constante aumento de estudantes na EPM “é um orgulho para a escola, uma vez que a diferencia de grande parte dos outros estabelecimentos de ensino, que têm problemas com o número de alunos”.

Segundo informações fornecidas ao Jornal Tribuna de Macau por João Miguel Gonçalves, a EPM terá, no ensino básico, 280 alunos no 1º ciclo, 177 no 2º e 219 no 3º, enquanto o ensino secundário contará com 148. O número de alunos que entram para o primeiro ano, portanto os mais pequenos, é de 66.

Por outro lado, no horizonte dos 824 alunos que estudarão este ano na escola de matriz lusa, 267 não têm o português como língua materna, o que significa 32,4% do número total. A dificuldade destes alunos em se expressar em português levou a EPM a criar em Julho deste ano um curso de Verão, no sentido de uma melhor aprendizagem dos que entram pela primeira vez.

Professores cobrem todas as disciplinas

No que concerne ao quadro de professores, será de 83. “Temos todos os professores para iniciar o ano lectivo”, disse ao JTM o novo director, o qual presidiu à tradicional reunião geral de apresentação com a maioria do corpo docente, que teve lugar no dia 1 de Setembro no anfiteatro da escola, com direito a fotografia de grupo publicada no sítio da EPM, com a seguinte legenda: “Agora é tempo de partilhar ideias e preparar cada detalhe para receber os nossos alunos com a excelência de sempre”.

Filipe Figueiredo considera ser “o ideal” começar o ano sem falha de professores, depois de algumas dificuldades nos últimos anos. “O problema maior foi há dois anos, mas desta feita não há falhas”, diz, recordando que “saíram cinco e entraram cinco”.

Numa óptica de antevisão do novo ano lectivo, o JTM registou a opinião de alguns docentes, tendo todos preferido não divulgar os seus nomes.

Uma professora do 1º ciclo disse que a expectativa para este ano é “fortalecer a ponte entre professores, alunos, famílias e comunidade”, acrescentando que, “quando existe cooperação e confiança mútua nessa relação, as crianças e os jovens sentem-se mais seguros para arriscar e evoluir”. Assegurou estar “pronta para trabalhar em equipa, como tenho feito ao longo dos anos, e fazer deste um ano equilibrado, exigente e recompensador”.

Um professor de educação física referiu que “num tempo de mudanças rápidas e de exigências crescentes, cabe à escola e a nós professores não apenas ensinar, mas também inspirar, questionar e preparar para a vida; e é com esse compromisso, feito de responsabilidade, ambição e confiança, que a comunidade educativa inicia mais uma etapa de um caminho que nunca está verdadeiramente concluído”. Para o ano lectivo que se avizinha, espera ter “muita inspiração e muitas conquistas”.

Por seu turno, uma docente do Departamento de Línguas expressou que “cada novo ano lectivo abre portas a aprendizagens renovadas e a desafios que nos fazem crescer como comunidade escolar”. Observou também que os professores entram neste ciclo “com esperança e motivação, certos de que a escola se reinventa continuamente para responder às necessidades dos alunos e valorizar o trabalho dos professores”.

A concluir, desejou que este ano “seja marcado por aprendizagens significativas, pelo reconhecimento do esforço docente e pela construção de uma comunidade inclusiva, resiliente e inspiradora”.

Também em jeito de antevisão do ano lectivo, Filipe Figueiredo espera que comece sem problemas. “O que é desejável é que esteja tudo organizado para arrancar, e julgo que assim vá acontecer”, afirmou.

Costa Nunes iniciou com um total de 155 crianças

O Jardim de Infância D. José da Costa Nunes começou o ano lectivo dias antes da EPM, como é habitual. Na passada quinta-feira abriram-se as portas para receber os alunos, com destaque para os que entram pela primeira vez, os K1 como são designados.

Esse grupo é constituído por 45 crianças, distribuídas por duas turmas. “No primeiro dia tivemos aqui os pais e as famílias para uma reunião, que teve uma boa participação”, disse ao nosso jornal a directora do estabelecimento de ensino, Felizbina Gomes.

Na página do Facebook da escola pode ler-se: “as nossas salas ganharam cor e vida outra vez! Que alegria receber os nossos pequenos de volta para mais um ano incrível no nosso Jardim de Infância. Juntos, escola e família, vamos construir memórias inesquecíveis e transformar cada dia numa grande aventura de aprendizagem. Aqui vamos nós!!!”

O Costa Nunes conta este ano com 155 alunos, menos 30 do que em 2025/2026 (185). “A redução já era expectável, por causa da diminuição da natalidade”, indicou a responsável do Jardim de Infância, adiantando ser um número razoável face às circunstâncias.

“Temos agora é que pelo menos manter para os próximos anos, o que também significará a manutenção da equipa de trabalho, mas logo veremos aquando das inscrições que decorrem sempre em Janeiro, para depois os pais escolherem [confirmarem] em Maio”, sustentou.

O Jardim de Infância apresenta este ano oito turmas do ensino regular e uma do ensino especial, esta com três crianças, quando no ano passado eram cinco. No que diz respeito aos educadores, serão 16, integrados no número geral de funcionários da escola (43), incluindo a direcção. “No ano passado eram 54, mas tivemos de fazer uma redução em todo o pessoal”, lamentou a responsável.

Perspectivando o novo ano lectivo, Felizbina Gomes espera que “corra bem em toda a comunidade educativa”, garantindo que a escola que dirige vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance, no sentido de “contribuir para o melhor possível das nossas crianças”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


domingo, 6 de setembro de 2026

Portugal - Maria João Pires cria academia de piano online para alunos de todo o mundo

A pianista Maria João Pires anunciou, este domingo, o lançamento da primeira edição da “MJP Piano Academy”, espaço ‘online’ dedicado ao ensino de piano, prevendo, para breve, abertura de inscrições para ‘masterclasses’, no Centro de Artes de Belgais


Num comunicado divulgado, assinado por “Maria João Pires e equipa”, é adiantado que o novo projeto da pianista “oferece também reservas para ‘Explicações Online’ e, em breve, para um novo formato de aula, os ‘Workshops Online'”, semanais, para grupos de três a quatro alunos inscritos no programa da academia.

“Estes ‘workshops’ estarão igualmente disponíveis para espetadores e ouvintes através de um plano de subscrição, permitindo que outros estudantes, professores ou amantes de música assistam aos eventos mensais e participem numa sessão mensal de perguntas e respostas ‘online'”, com Maria João Pires.

Um plano de reabertura do projeto do Centro de Artes de Belgais, no distrito de Castelo Branco, está também a ser trabalhado pela equipa, com o objetivo de oferecer “uma maior variedade de eventos e experiências presenciais”. Desta vez, porém, partilhando as atividades “numa Plataforma Online de Belgais dedicada a pessoas de todo o mundo”, esclarece no comunicado.

Esta plataforma, “assim que for lançada”, poderá vir a acolher a “MJP Piano Academy”, lê-se ainda no comunicado.

“’Ensinar’ é uma expressão comum que todos usam, e é por isso que eu também a uso”, afirma Maria João Pires, citada pelo comunicado. “No entanto, é muito mais do que isso — é uma forma de diálogo através da música, um ‘dar e receber’, uma troca de impressões, uma aprendizagem partilhada na arte de ouvir, uma busca pelo equilíbrio. Descobrir em conjunto requer um acordo mútuo na experiência. Em última análise, é um trabalho interior que nos trará certamente uma consciência mais clara”.

Maria João Pires, de 82 anos, anunciou o afastamento dos palcos, em novembro do ano passado, afirmando estar num “processo de mudança radical”, poucos meses depois de ter tido um problema de saúde, que pôs fim à digressão que mantinha entre palcos europeus e asiáticos.

Este anúncio foi feito na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, com que foi distinguida, tendo a artista afirmado que adoeceu porque tentou “ultrapassar-se e ir até limites proibidos”.

“Agora encontro-me num processo de mudança radical, numa procura de verdade, verdades, num caminho de aceitação, talvez de compreensão daquilo que nunca aceitei antes. É bom pensar que o futuro é incerto, desconhecido, talvez surpreendente”, afirmou então.

No passado mês de julho, quando recebeu o doutoramento Honoris Causa atribuído pela Universidade de Évora, Maria João Pires afastou o regresso ao ativo para um derradeiro concerto, mas admitiu a possibilidade de voltar aos estúdios para “fazer algumas gravações”.

Nascida em Lisboa, em 23 de julho de 1944, a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses tem uma carreira que remonta a finais da década de 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos 4 anos.

Após a conquista do primeiro prémio do concurso internacional Beethoven, em 1970, o seu nome tornou-se recorrente nos programas das principais salas de concerto a nível mundial e nos catálogos das maiores editoras de música clássica: a Denon, primeiro, para a qual gravou a premiada integral das Sonatas de Mozart (1974); a Erato, a seguir, nos anos de 1980, onde deixou Bach, Mozart e uma das mais celebradas interpretações das “Cenas Infantis”, de Schumann; e depois a Deutsche Grammophon, em 1989.

Nesse ano, fundou o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco.

Ao longo da carreira, Maria João Pires recebeu o prémio do Conselho Internacional da Música, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1970), o Prémio Pessoa (1989), a Medalha de Mérito Cultural do Governo português e o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (2019), o Praemium Imperiale (2024), da Associação de Arte do Japão.

A nível discográfico, foi distinguida quatro vezes pela Academia Charles Cross, nomeada regularmente para os Grammy e recebeu um prémio Gramophone, destacando-se as suas interpretações de Sonatas e dos “Impromptus”, de Schubert, dos “Nocturnos”, de Chopin, e de Concertos de Mozart e Beethoven. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal e Brasil veem Cabo Verde como ‘hub’ de negócios para a África Ocidental

Empresários brasileiros e portugueses afirmaram, sexta-feira, que veem Cabo Verde como uma plataforma de negócios para a África Ocidental e apontam oportunidades nas tecnologias, turismo e energia, defendendo o reforço da cooperação empresarial entre os três países


“Temos Cabo Verde como um ‘hub’ para desenvolver o arquipélago digital Teleport, que vamos inaugurar na próxima semana, e que vai ser um grande centro de empresas que estamos a atrair na área da tecnologia para servir não só” o arquipélago, “mas também África e o mundo através do trabalho remoto”, afirmou o presidente do Grupo Teletur do Brasil, Gildo Batista.

O responsável falava durante o Fórum Empresarial Brasil–Cabo Verde–Portugal, realizado na capital cabo-verdiana.

“Esta é a nossa quarta missão a Cabo Verde. A Teletur quer organizar missões para atrair empresários que queiram vir a Cabo Verde conhecer a natureza, as paisagens, a gastronomia e, sobretudo, as pessoas”, afirmou, destacando também a importância da retoma dos voos diretos entre os dois países.

“África não precisa apenas de capital”, defendeu o empresário brasileiro, que apontou a necessidade de o investimento ser acompanhado de tecnologia, conhecimento e capacidade empresarial.

“O desafio é transformar os recursos naturais em cadeias de valor, indústria, emprego e riqueza no continente. Cabo Verde pode participar nessa transformação através da economia azul, das energias renováveis, dos serviços, da logística e da conectividade”, afirmou.

O empresário português Pedroso Leal apontou oportunidades de cooperação com Cabo Verde nas áreas do turismo, construção, novas tecnologias, segurança digital e energias alternativas.

“Cabo Verde é uma janela de oportunidade e de cooperação, onde os empresários dos dois países podem obter benefícios mútuos através da partilha de tecnologias e da nossa ligação com a Europa e com o mundo”, afirmou.

O empresário acrescentou que há empresas portuguesas interessadas no turismo, construção, novas tecnologias e segurança digital e apontou oportunidades no setor das energias alternativas.

“Estamos muito na área do turismo, da construção, das novas tecnologias e da segurança digital. Estamos a olhar para as oportunidades que Cabo Verde precisa nas energias alternativas, para construir a sua própria autonomia energética face às suas necessidades. Entendemos que esta relação de proximidade faz com que, no fundo, o oceano não nos separe”, afirmou.

O presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado de Cabo Verde, João Fidalgo, destacou a necessidade de o país aproveitar a localização geoestratégica para atrair investimento e ganhar escala, apontando os transportes como “o maior desafio” de Cabo Verde.

“O Fundo Soberano está aqui junto com o Brasil e Portugal, sobretudo para estabelecer pontes, juntando empresários importantes das áreas de que Cabo Verde necessita”, disse.

O ministro da Coordenação de Projetos e Acesso a Fundos, José Carlos Varela, defendeu a transformação da relação entre os três países num espaço de investimento, conhecimento, tecnologia e emprego.

“É nosso dever, nesta geração, transformar esta afinidade secular naquilo que ela ainda não é plenamente: um espaço robusto de investimento, de empresas, de conhecimento partilhado, de tecnologia e de emprego”, afirmou.

O ministro apontou oportunidades nas áreas da água, agricultura, energias renováveis, economia azul e digital, turismo, indústria, transportes, logística, formação e inovação.

José Carlos Varela defendeu que os investimentos devem trazer capital, tecnologia e conhecimento, mas também gerar emprego, reforçar as empresas e criar riqueza no país.

“Queremos empresas que venham investir, parceiros que tragam conhecimento e tecnologia e capital que gere riqueza. Queremos, acima de tudo, que essa riqueza se traduza em empresas mais fortes, melhores empregos e mais oportunidades para os nossos jovens”, afirmou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal - Novo portal permite “viajar” pelo património português sem sair de casa

O Património Cultural, I.P., lançou um novo portal que permite explorar virtualmente museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos de Norte a Sul do país, numa iniciativa que pretende aproximar portugueses e visitantes do património nacional durante as férias de verão


O portal PATRIMÓNIO CULTURAL 360® disponibiliza atualmente 67 visitas virtuais imersivas de elevada resolução e permite o acesso a mais de 60.000 artefactos digitalizados, acompanhados por 13 filmes documentários destinados a contextualizar a riqueza histórica e artística do território nacional.

A plataforma inclui ainda 232 Tesouros Nacionais digitalizados em 2D e 3D, enquanto as visitas virtuais abrangem mais de 90 espaços distribuídos por 46 concelhos e 17 distritos.

O projeto resulta de um investimento total de 14.486.017,50 euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), abrangendo já mais de 90 imóveis e envolvendo mais de 20 entidades parceiras.

Segundo o Património Cultural, I.P., a iniciativa procura aliar a tecnologia à divulgação cultural, assumindo-se como uma ferramenta de turismo sustentável e inclusivo e permitindo aproximar o público de locais emblemáticos e de património menos conhecido.

“O verão é por excelência o tempo da descoberta e do lazer. Com o portal PATRIMÓNIO CULTURAL 360®, queremos transformar o acesso à nossa história numa experiência envolvente e acessível a todos”, afirma Luís Sebastian, diretor do Departamento de Transição Digital e coordenador do projeto.

“Quer estejamos na praia, no interior ou no estrangeiro, qualquer pessoa pode agora ‘viajar’ pelos nossos monumentos, descobrindo detalhes únicos antes ou depois de uma visita presencial”, acrescenta.

Para apoiar a descoberta do património, o portal propõe três grandes rotas virtuais: Arquitetura e História, Música e Arte e Roteiros em Família.

A Rota da Arquitetura e História inclui uma visita ao Mosteiro da Batalha, com destaque para as abóbadas das Capelas Imperfeitas e o rendilhado manuelino, e à Sé de Évora, onde é possível explorar o claustro e o terraço medieval.

Na Rota da Música e Arte, os utilizadores podem fazer uma visita virtual interativa ao Museu Nacional da Música e explorar, em ambiente digital, as coleções de instrumentos musicais na sua recente reinstalação no Palácio Nacional de Mafra.

Já os Roteiros em Família reúnem dezenas de museus e sítios arqueológicos com uma componente pedagógica e interativa, destinada a estimular a curiosidade dos mais jovens durante a pausa escolar.

Os conteúdos digitais produzidos no âmbito do projeto estão disponíveis gratuitamente no portal PATRIMÓNIO CULTURAL 360®, uma interface dirigida ao grande público e destinada a reforçar a difusão e valorização do património cultural em ambiente digital. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo