Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Moçambique – Adriano Maleiane lança livro sobre riqueza e moçambicanidade

O ex-Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, lançou na passada quinta-feira, o livro “Agenda Nacional”, na cidade de Maputo. Segundo o ex-governante, o livro versa sobre riqueza e cultura moçambicana, com foco na inclusão.


Falar coisas difíceis de forma artística é o que o autor da obra “Agenda Nacional (Moça+mbique = Moçambique)”, Adriano Maleiane, leva aos leitores. Lançada na passada quinta-feira, a obra propõe a inclusão dos moçambicanos na riqueza nacional e valorização da cultura.

Maleiane aponta que é necessário eliminar a corrupção no país, motivada por problemas de carácter, através da estruturação da família e fiscalização.

O autor da obra sugere que se deve institucionalizar a família para maior inclusão na riqueza nacional. Na ocasião, a Primeira-ministra, Benvinda Levi, referiu que espera colher experiência do livro para seu percurso governativo.

Além da recente obra, Maleiane tem outras, entre elas, “Banca e Finanças” e “A Visão de Samora Machel sobre a Economia de Moçambique no Pós-independência”, com propostas de soluções para os desafios do país. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 9 de julho de 2025

Angola - Pumangol leva projecto de cuidados médicos em Cabinda

A Pumangol levará na próxima quinta e sexta-feira, na província de Cabinda, a primeira edição de 2025 do projecto “Saúde Até Si”


Segundo uma nota, enviada ao JA Online, o projecto consiste na assistência médica especializada à população local, através de um modelo de parada única (One Stop Shop), com consultas em medicina geral, cirurgia, cardiologia, endocrinologia, estomatologia, pediatria, ginecologia, obstetrícia e optometria, bem como serviços de rastreio, farmácia e vacinação.

A iniciativa de responsabilidade social corporativa será desenvolvida em parceria com o Clube dos Médicos, o Centro de Ciência de Luanda (CCL), a TAAG, a Secil Marítima e o Centro Óptico, com apoio institucional do Governo de Cabinda.

Segundo o director-geral da Pumangol, Ivanilson Machado, o programa reflecte o compromisso da referida instituição com a comunidade, sublinhando que “o desenvolvimento de Angola se faz com inclusão, proximidade e acção concreta conjunta".

"Levar saúde, ciência e dignidade a milhares de pessoas é mais do que uma missão social, é um dever cívico”, completou o responsável.

Com esta acção, a Pumangol espera atender mais de duas mil pessoas, envolver 500 estudantes, aumentar 30% a taxa de vacinação e reduzirem 25% a incidência de doenças evitáveis, além de estimular o interesse em carreiras científicas e melhorar o desempenho escolar em disciplinas técnicas.

A iniciativa está alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com ênfase nos ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), 10 (Redução das Desigualdades) e 17 (Parcerias para a Implementação dos Objectivos), reforçando o papel da Pumangol como promotora activa do desenvolvimento social em Angola, refere o documento. In “Jornal de Angola” - Angola



sábado, 2 de novembro de 2024

Brasil - Acolhe Encontro Global de Educação com foco em equidade e inclusão

Evento na cidade de Fortaleza reuniu ministros da Educação, especialistas e estudantes; o objetivo do encontro organizado pela Unesco foi reforçar a colaboração multissetorial e financiamento para superar os desafios do setor, globalmente, 250 milhões de crianças e jovens permanecem fora da escola


A cidade de Fortaleza, no Brasil, recebeu neste 1 de novembro o Encontro Global de Educação de 2024.
O evento convocado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, ocorreu na sequência da Reunião de Ministros da Educação do G20, o bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo.
Educação como nivelador social
O objetivo é promover um diálogo multilateral e multissetorial, reconhecendo a educação como um “nivelador social e força motriz do desenvolvimento sustentável”.
Ministros da Educação de todos os Estados-membros da Unesco foram convocados. Outros convidados foram os ministros das Finanças, Cooperação Internacional, Economia, Meio Ambiente, Género, Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, Saúde, Trabalho e outros setores.
A atividade inclui educadores nacionais e estrangeiros, atores governamentais e não-estatais, organizações da sociedade civil, setor privado, fundações e representantes de jovens e estudantes.
Pacto para o Futuro
A Unesco espera que o Encontro Global sirva para impulsionar a transformação da educação, em linha com o Pacto para o Futuro, aprovado nas Nações Unidas em setembro, e com a reunião realizada pela Unesco em junho, intitulada Acelerando o Progresso em Direção ao ODS 4: Balanço de Ações Transformadoras na Educação.
O resultado esperado é o consenso sobre estratégias de aceleração para as metas da Agenda 2030. Este foi o quarto Encontro Global sobre Educação desde que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ODS, foram adotados em 2015.
O prazo de 2030 para atingir as metas globais está se a aproximar. O progresso em direção ao ODS 4, relacionado com acesso à educação de qualidade, é considerado lento.
Principais lacunas
Globalmente, 250 milhões de crianças e jovens permanecem fora da escola e quase 40% das crianças em idade escolar primária não têm capacidades básicas de leitura. Cerca de um em cada sete jovens e adultos, aproximadamente 765 milhões de pessoas, não têm aptidões básicas de alfabetização.
Além desses desafios, os países de rendimento baixo e média enfrentam uma lacuna de financiamento de US$ 97 mil milhões por ano para atingir as suas metas nacionais do ODS 4.
O Encontro Global de Educação concluíu com a adoção da Declaração de Fortaleza, que servirá como um apelo à colaboração e uma chamada para aumentar o financiamento da educação até 2030 e posteriormente. ONU News – Nações Unidas


domingo, 6 de outubro de 2024

UCCLA - 2.ª edição do IDE Insights & Boas Práticas

O auditório da UCCLA vai receber, no dia 17 de outubro, a partir das 10 horas, a 2.ª edição do IDE Insights & Boas Práticas, um evento que vai abordar temas cruciais para quem procura liderar a transformação social e empresarial.


Este encontro, gratuito, reunirá oradores influentes e empresas que estão a liderar a inclusão e a sustentabilidade, com especial destaque para as boas práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e foco no "S" do ESG (Environmental, Social, and Governance).

Nesta edição vão estar reunidos cerca de 150 líderes de empresas nacionais e internacionais dos países de língua portuguesa, agentes sociais, investidores, empreendedores e decisores comprometidos em fomentar a inovação e o impacto social positivo.

Oradores confirmados:

- Rita Távora, Responsável de Desenvolvimento de Talento na IKEA Portugal;

- Adriana Carvalho, Head do Grupo de Engajamento do W20 Brasil;

- Thiago Amaral, Coordenador de Pluralidade do Rock in Rio;

- Nathalie Ballan, CEO da Sair da Casca;

- Diogo Vieira da Silva, Impact Centers Officer, Innovation X Hub - Porto Business School;

- André Gerson, CEO do GCIMEDIA Group;

- Ana Coelho, Plataforma Lisboa Sustentável Empresas da Câmara Municipal de Lisboa;

- Ana Borges, Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género;

- Cláudia Silva, Embaixadora da Women in Tech Portugal (WIT);

- Eliana Medeiros, Vice-Presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP.

Painéis:

 

1. Inclusão, Diversidade e Equidade: Boas Práticas que Transformam Realidades;

2. Sustentabilidade e ESG em Ação: Inovação que Impacta;

3. Brasil, Portugal e África: Unindo Culturas para Construir um Futuro Inovador.

É um evento gratuito e aberto ao público, sendo necessária apenas a inscrição prévia para garantir o lugar, através do endereço www.idesocialhub.org

Sobre o IDE:

O evento é promovido pelo IDE Social Hub, uma Social Tech dedicada a transformar empresas e indivíduos por meio da promoção da Inclusão, Diversidade e Equidade nas áreas de tecnologia e digital. Fundada em 2022, em colaboração com instituições e parceiros estratégicos focados em negócios de impacto social, o IDE tem como missão integrar grupos historicamente sub-representados, como mulheres, profissionais 50+, minorias étnicas, imigrantes e pessoas com deficiência, ampliando sua visibilidade e participação no ecossistema empresarial.

À frente da iniciativa está Elisangela Souza, a primeira mulher negra brasileira a fundar uma startup de impacto social na Europa, uma conquista que lhe rendeu, em 2023, o reconhecimento como uma das Top 100 Women Leaders in Social Enterprise pela Euclid Network (EN).


domingo, 1 de setembro de 2024

XII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa na cidade da Praia

"Literatura, Liberdade e Inclusão" é o tema que irá assinalar a XII edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa que decorrerá na cidade da Praia, de 5 a 8 de setembro, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde e no Hotel Trópico.


A abertura oficial contará com a intervenção do Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e o encerramento do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga.

A edição deste ano prestará homenagem ao centenário do nascimento de Amílcar Cabral e ao V centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões.

Esta edição contará com a participação dos seguintes escritores:

Angola e Macau - Jorge Arrimar;

Brasil - Domício Proença Filho (vídeo) e Fernanda Ribeiro (vencedora do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa 2024);

Cabo Verde - António Correia e Silva, Arménio Vieira, Augusta Teixeira, Cheila Delgado, Comandante Pedro Pires, Daniel Mendes, Germano Almeida, José Luiz Tavares, Mário Lúcio, Nardi Sousa, Paulo Veríssimo e Vera Duarte;

Galiza - Alfredo Ferreiro Salgueiro;

Guiné-Bissau - Tony Tcheka;

Moçambique - Luís Carlos Patraquim;

Portugal - Inês Barata Raposo, Isabel Alçada (vídeo), José Pires Laranjeira e Rita Marnoto;

São Tomé e Príncipe - Olinda Beja;

Timor-Leste - Luís Cardoso.

Programa do XII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

O Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP) é uma iniciativa da UCCLA e da Câmara Municipal da Praia (CMP), em parceria com a Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia (EMEP).

Poderá consultar as edições anteriores aqui. UCCLA




sexta-feira, 17 de maio de 2024

Angola - Arrancou a primeira turma da Escola Tecnológica 42 Luanda

A primeira turma da escola de tecnologia 42 Luanda arrancou, na segunda-feira, com 150 alunos, seleccionados a partir de milhares de candidatos provenientes de todo o país, segundo um comunicado da instituição


Durante 16 a 18 meses, os alunos vão aprender noções básicas de programação, como as bases fundamentais da programação, com o desenvolvimento dos primeiros projectos e terão a oportunidade de desenvolver técnicas essenciais de resolução de problemas, criatividade, pensamento crítico, perseverança, responsabilidade, comprometimento, comunicação, trabalho em equipa, ética profissional e de liderança, de forma a estarem preparados para enfrentarem os desafios reais do mercado de trabalho.

Durante o processo que culminou com a selecção dos 150 alunos, os candidatos passaram pela "Piscina”, última etapa de selecção, que consiste em um período intensivo de quatro semanas onde dedicaram-se pelo menos cerca de 10 horas por dia.

Neste período intensivo de introdução à programação tiveram de mostrar a coragem, resiliência, forma como comunicam, capacidade de trabalhar em grupo, de aprenderem e de colaborarem. Destinada à formação de profissionais de tecnologia em Angola, a Escola 42 Luanda foi inaugurada a 12 de Julho de 2023.

De iniciativa Presidencial, tem como madrinha a Primeira-Dama da República e possui como valores a excelência, inovação, colaboração, inclusão e responsabilidade social e está comprometida em formar 500 quadros num horizonte de 5 anos.

A 42 Luanda pertence a uma rede de escolas de programação e tecnologia com sede em Paris, França. Fundada em 2013, a escola adopta um método de aprendizagem inovador, baseado no conceito "aprender a aprender".

O currículo prático e colaborativo permite que os alunos desenvolvam habilidades técnicas e criativas, preparando-os para se destacarem no sector de tecnologia. A Escola 42 tem campus em todo o mundo e agora está presente em Luanda, Angola.

A Escola 42 Luanda tem como valores fundamentais a inclusão e a igualdade de oportunidades. Através de uma abordagem de ensino inovadora e flexível, a instituição visa capacitar os alunos com competências essenciais em programação, preparando-os para os desafios do mundo tecnológico actual e mercado de trabalho.

É uma iniciativa do Gabinete de Quadros em parceria com o Ministério dos Recursos Minerais Petróleo e Gás e tem como parceiro fundador a Sonangol E.P. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Moçambique - ONU apoia campanha celebrando cultura de paz

Projeto artístico envolvendo vários músicos ressoou no aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz que acabou com o conflito iniciado no pós-independência, a iniciativa promoveu questões como inclusão, diversidade, união, tolerância e harmonia


Neste 4 de outubro, Moçambique assinalou 31 anos da assinatura do acordo geral de paz de Roma. O entendimento marcou o fim de 16 anos da guerra civil entre as forças governamentais e da antiga guerrilha da Renamo, agora partido da oposição.

Os esforços de procura da paz envolvem o governo, as Nações Unidas e os parceiros da sociedade civil. Neste contexto, o músico e ativista social Stewart Sukuma idealizou uma canção de artistas abordando o tema.

Consolidar a mensagem

Em conversa com a ONU News, em Maputo, Stewart Sukuma conta que depois de encontros com a instituição Peace Process Support, PPS, apoiada pelas Nações Unidas, foi fácil consolidar a mensagem. Ele comenta o projeto “A Paz é Nossa Cultura.”

“Queríamos uma letra que transmitisse amor, tolerância, amizade e reconciliação. A letra foi feita em português e depois traduzida para as línguas previamente escolhidas. Queríamos uma música que ficasse nos ouvidos, mas que também tivesse ingredientes fortes da música tradicional de cada lugar representativo dos artistas envolvidos. Já temos na música cerca de sete línguas representativas e temos português, que é a língua comum dos moçambicanos. Para além disso, a música acompanhada do vídeo poderão fazer parte da campanha com o suporte de vox-pop da população transmitindo, nas línguas locais, o objetivo desta campanha.”

Por ocasião do Dia da Paz e Reconciliação, o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique, Mirko Manzoni, citou avanços desde a assinatura do Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional em 2019.

Manzoni indicou que 5221 ex-combatentes da Renamo participaram em atividades de desarmamento e desmobilização e regressaram às comunidades distribuídas por todo o país.



Oportunidades de reintegração

Mais de 1,7 mil pessoas foram conectadas com oportunidades de reintegração e 32 Clubes de Paz foram estabelecidos. A campanha “A Paz é Nossa Cultura” já é uma realidade. A divulgação nas escolas é uma das prioridades com vista a transmitir aos mais novos a necessidade do que é a paz e como a preservar.

Orlando Dima é diretor da Escola Secundária Josina Machel e elogia a iniciativa. Ele acredita que através da música a mensagem sobre a paz poderá alcançar um público diversificado. A paz não é apenas o calar das armas.

“Mas a paz tem de existir no seio de todos nós, eles como alunos no dia a dia para que eles possam ter aulas dentro da harmonia é preciso estarem em paz, se não estiverem em paz, nós não temos condições de facto para que as aulas decorram dentro da normalidade. Para mim foi de facto um ganho para nós e complementa aquilo que ‘e nosso trabalho no dia a dia que nós sempre, primamos por termos uma educação que decorra dentro da harmonia da convivência social.”

Diversidade, união, tolerância e harmonia

Já o escritor e artista, Leco Nhkululeco, considera que a procura da paz é um esforço conjunto.

“A paz deve ser uma cultura, deve ser uma arte que deve ser procurada de forma incansável, por outra é preciso que haja paz para que haja amor, é preciso que haja paz para que o amor seja superado, é preciso que todos nós, do Rovuma ao Maputo, do Índico ao Zumbo lutemos para a manutenção da paz, sem a paz não há cultura e não há poesia.”

Stewart Sukuma ressalta a beleza de Moçambique, os seus recursos e diversidade naturais. O ativista defende que os moçambicanos só poderão desfrutar da riqueza com paz efetiva.

“A paz total e completa vai permitir que o nosso foco seja direcionado para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de Moçambique, melhorando dessa forma a vida dos moçambicanos. Por essa razão e com orgulho que tenho a honra de apresentar-vos em colaboração com músicos e artistas de todo o país a música e o vídeo que transmitem esse sentimento. A diversidade, a união, a tolerância e a harmonia, mas acima de tudo o amor. Espero que vocês a recebam com a mesma emoção que eu tive quando escrevi esta canção: a paz e nossa cultura.”



O videoclipe foi gravado em vários pontos turísticos do país ressaltando a ligação das línguas nacionais e um refrão em língua portuguesa, o idioma oficial.

O objetivo da campanha “A Paz é Nossa Cultura” é agregar a arte, e a música ao serviço da paz, influenciando um debate sobre o tema em toda a sociedade moçambicana. Ouri Pota – Moçambique ONU News


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Brasil - 14ª Conferência Lusófona de Ciência Aberta recebe propostas de trabalhos


Em 2023, a 14ª Conferência Lusófona de Ciência Aberta (ConfOA) viaja até a cidade de Natal, no Brasil. Este ano, a ConfOA é acolhida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte nos dias 18, 19, 20 e 21 de setembro de 2023.

O encontro pretende reunir as comunidades dos países lusófonos que desenvolvem atividades de pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços e definição de políticas relacionadas com a Ciência Aberta em todas as suas vertentes.

A conferência assume-se como o espaço privilegiado para promover a partilha, a discussão e a divulgação de conhecimentos, práticas e investigação sobre estas temáticas, nas suas diversas dimensões e perspectivas.

A edição deste ano mantém o tema do ano anterior: “Ciência Aberta: Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade” e convida a comunidade a apresentar propostas de trabalhos em três linhas temáticas:

Acesso Aberto e Dados de Investigação Abertos: sistemas, políticas e práticas; Ciência Aberta e outras expressões de conhecimento aberto; Gestão de informação de Ciência e Tecnologia.

Serão também acolhidas outras propostas que estejam relacionadas com os aspectos políticos, sociais, organizativos ou técnicos concomitantes com a Ciência Aberta. Podem ser apresentados diferentes tipos de propostas: comunicações orais, demos, pechas kuchas, painéis, pôsteres, e workshops ou tutoriais.

Com a intenção de promover a generalização das boas práticas de Ciência Aberta na comunidade, a ConfOA adota a revisão por pares aberta, exige a disponibilização dos dados de investigação utilizados nos trabalhos (devendo ser submetidos em paralelo com a proposta), exige a utilização de identificadores persistentes dos autores e atribui identificadores persistentes aos trabalhos aceites e publicados.

Todas as propostas de comunicação e Pecha Kucha serão avaliadas por dois membros da Comissão Científica (um do Brasil e um de Portugal) e as propostas de Demo, Pôster, Painel e Workshops serão avaliadas pela Comissão Organizadora. Os trabalhos aceitos serão publicados na Revista Científica BiblioCanto.

A ConfOA é organizada pela Universidade do Minho (USDB), pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) de Portugal e pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). In “Mundo Lusíada” - Brasil 

Confira as datas importantes:

10 de janeiro – abertura da chamada de trabalhos

03 de abril – data final para submissão

27 de abril – distribuição dos trabalhos submetidos pela Comissão Científica

13 e 14 de junho – comunicação dos resultados das avaliações

18 a 21 de setembro – realização da 14ª ConfOA


 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Angola - Associação critica “falta de vontade consciente das autoridades” para integrar deficientes

Um líder associativo angolano considerou esta semana existir no país “falta de vontade consciente das autoridades” de se “concretizar de facto” a inclusão das pessoas com deficiência, manifestando-se “cético” sobre a implementação de um novo protocolo ratificado por Angola

Adão Ramos, vice-presidente da União Nacional das Pessoas com Deficiência Angolana e para a Reintegração (Undar), afirma que a aprovação de várias disposições legais sobre a pessoa com deficiência se traduz apenas num “show” por parte das autoridades.

“A ideia deve ser essa, dar “show”, parecer que também somos civilizados. Porque, de outra forma, não vejo garantias absolutamente nenhumas da efetivação deste mesmo protocolo, o que eu sinto é que há uma falta de vontade consciente das autoridades de que se efetive de facto a inclusão das pessoas com deficiência”, afirmou o responsável.

Em declarações à Lusa, no âmbito da ratificação por Angola do Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos relativo aos Direitos das Pessoas com Deficiência em África, o vice-presidente da Undar disse “não existirem garantias” da sua implementação.

“Não sei se isso é para rir ou para chorar, é a todos os títulos estranho, porquanto não estou a ver quais as garantias que existem para a implementação deste protocolo que Angola ratificou”, sublinhou.

Adão Ramos recordou que Angola já ratificou vários documentos das Nações Unidas sobre a pessoa com deficiência, tem leis ordinárias, como a Lei das Acessibilidades aprovada em 2016, mas, frisou, “tudo emperra na implementação”.

“O que seria mais fácil de se fazer, por exemplo, com a aplicação da Lei das Acessibilidades, mas não aconteceu absolutamente nada, verificam-se barreiras arquitetónicas e eu chamaria de barreiras arquitetadas”, notou.

Porque “essas barreiras não se constroem de forma inconsciente, é com o conhecimento das leis que obrigam com que elas não existam e, ainda assim, se constroem e vê-se estas construções recentemente feitas, entre passeios e outros espaços em que a acessibilidade não se observa”.

Angola compromete-se em “modificar todas as infraestruturas” do país inacessíveis às pessoas com deficiência, após ratificar o Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos relativo aos Direitos das Pessoas com Deficiência em África.

Segundo o instrumento jurídico, cuja resolução para a ratificação foi aprovada na semana passada pelo parlamento angolano, Angola deve também estabelecer uma “conceção universal a todas novas infraestruturas”.

Edifícios, estradas, transportes e outras instalações tanto ao ar livre quanto em ambiente fechado, incluindo escolas, habitações, instalações médicas e locais de trabalho figuram no quadro da acessibilidade à luz do protocolo.

Adão Ramos, também coordenador da comissão instaladora da Associação Nacional dos Artistas com Deficiência de Angola (ANADA), reitera não existir qualquer esforço das autoridades para a concretização das leis vigentes e mostra-se cético em relação ao protocolo.

“É preocupante a todos os títulos e entendo que as organizações e as pessoas com deficiência têm de fazer muito mais para chamar a atenção de quem deve preocupar-se com todos e com todas sobre a necessidade de se ter uma preocupação séria e responsável com a inclusão da pessoa com deficiência”, realçou.

O protocolo, “em que o Governo angolano se compromete entre várias ações modificar todas as infraestruturas do país, é muito mais ambicioso do que as outras pelas quais temos vindo a debater para o seu cumprimento, mas nada acontece”.

“Não se mexe absolutamente em nada e pior ainda é que não existe fiscalização para o cumprimento desta lei (das Acessibilidades) para não dizer penalizações para as pessoas ou instituições que não as aplicam e pisoteiam as mesmas leis”, atirou.

Além da Lei das Acessibilidades, a Lei da Pessoa com Deficiência, aprovada em 2012, e os decretos presidenciais que regula a reserva de vagas e procedimentos para contratação de pessoas com deficiência e sobre a estratégia de intervenção para a inclusão social da criança com deficiência e a estratégia de proteção à pessoa com deficiência constam igualmente do ordenamento jurídico angolano.

O coordenador da comissão instaladora da ANADA lamentou, por outro lado, o decreto que regula a reserva de vagas para a contratação de pessoas com deficiência, que compreende a quota de 4% para o setor público e 2% para o setor privado.

“Referi-me as quotas para a empregabilidade, temos um número considerável de pessoas com deficiência desempregadas e quando são empregadas, mesmo tendo qualificações para muito mais, os empregos são precários, limitam-se às mais baixas categorias e funções”, concluiu Adão Ramos. In “Milénio Stadium” – Canadá com “Lusa”

 


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Macau – Fórum de Macau quer “ponte mais sólida” entre a China e os países lusófonos

Focando a sua acção no combate à pandemia e na recuperação económica, o Fórum de Macau pretende aprofundar o intercâmbio e a cooperação entre a China Continental, Macau e os países lusófonos, destacou o secretário-geral do organismo


Continuando a aproveitar o papel da RAEM enquanto Plataforma, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa irá “concentrar os seus trabalhos nas vertentes de cooperação no combate à pandemia e promoção da recuperação económica, aproveitando as oportunidades emergentes através da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, da construção da Grande Baía e em particular, da construção da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin”, salientou ontem o novo secretário-geral do Secretariado Permanente do organismo, durante um almoço oferecido aos órgãos da comunicação social local das línguas portuguesa e inglesa.

Através dessa estratégia, o Fórum pretende “edificar uma ponte mais sólida para o intercâmbio e cooperação entre o Interior da China, Macau e os Países de Língua Portuguesa, sempre enfrentando as dificuldades e procurando atingir um desenvolvimento comum”, acentuou Ji Xianzheng.

“Perspectivando o futuro, não podemos poupar esforços. A pandemia causada pelo novo tipo de coronavírus relembrou-nos de que o vírus não respeita fronteiras e que toda a humanidade tem um futuro compartilhado para o bem e para o mal”, frisou ainda, ao defender que, face “ao surgimento constante de questões e desafios a nível global, a única resposta correcta para nós é prosseguirmos os princípios de abertura e inclusão, negociação e cooperação, bem como defendermos o multilateralismo, promovendo proactivamente a construção de uma comunidade de partilha humanística”.

Num registo mais pessoal, Ji Xianzheng, que assumiu o cargo de secretário-geral do Fórum em Janeiro, contou que há 15 anos que não visitava o território e elogiou a “nova paisagem urbana de Macau e a solidariedade harmoniosa entre sectores sociais”. Durante o Ano Novo Lunar, teve a oportunidade de sentir novamente “o encanto singular de Macau que se traduz na coexistência, convergência e promoção recíproca das diversas culturas”.

O responsável do Fórum considerou, por outro lado, que “a sociedade de Macau tem avançado com determinação e enfrentado, unida e solidária, os inúmeros desafios e dificuldades causados pela pandemia, evidenciando esforços concertados, mostrando as vantagens institucionais e pungência do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’”. Em 2021, o organismo organizou novas actividades de intercâmbio económico-comercial e cultural, em coordenação com as partes envolvidas no âmbito do Fórum de Macau, “tendo obtido os resultados definidos”, realçou Ji Xianzheng, que horas depois também marcaria presença num jantar oferecido à imprensa em língua chinesa.

Ji Xianzheng não fez qualquer referência à reunião ministerial extraordinária do Fórum, que segundo apurámos ainda não tem datas confirmadas. O evento, que chegou a estar previsto para o final de Outubro de 2021, tem sido adiado devido à pandemia. A última conferência ministerial decorreu presencialmente na RAEM, em 2016. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Portugal - Inovação Social: como medir o impacto e o valor do sorriso de uma criança?

Uma equipa multidisciplinar de investigadores do Observatório de Cidadania e Intervenção Social da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), e do i9 Social – Centro de Inovação Social, está a desenvolver uma ferramenta inovadora de medição de benefícios dos projetos sociais, baseada na Teoria da Mudança.

Nesse sentido, a equipa está no terreno a acompanhar em contexto real seis projetos de inovação social de áreas distintas, desde saúde e inclusão até proteção social e combate ao abandono escolar, no distrito de Coimbra.

Este trabalho no terreno permite «recolher indicadores para construir os instrumentos adequados de medição. Este é um dos aspetos distintivos do projeto, pois vamos desenvolver uma metodologia não a partir de manuais científicos e teoria, mas sim a partir da informação que nos é fornecida por todas as partes interessadas (beneficiários diretos dos projetos e stakeholders)», afirmam Clara Cruz Santos, coordenadora da equipa da FPCEUC, e Filipe Cardoso, do i9 Social.



Pretende-se desenvolver uma solução capaz de medir objetivamente, com base nas melhores práticas, o valor social e o valor económico de projetos de inovação social, por forma a responder de forma sustentável a problemas sociais complexos e modificar o tecido social local.

No entanto, segundo os responsáveis, é uma tarefa de grande complexidade, «pois o terceiro setor é uma atividade cujo custo-benefício é difícil de quantificar, isto é, atribuir um montante financeiro que corresponda em termos de valor ou impacto social gerado, mas que produz mudanças na vida das pessoas. Por isso, a metodologia tem de basear-se numa avaliação abrangente, captando todas as transformações originadas no âmbito de cada projeto social».

Com a ferramenta inovadora que a equipa está a desenvolver, num futuro próximo – o projeto deverá estar concluído dentro de um ano - «será possível identificar quais são os benefícios tangíveis e intangíveis, ou seja, quantificar economicamente os tangíveis, mas identificar também os intangíveis, porque nem todos os benefícios são possíveis de quantificar do ponto de vista económico. Por exemplo, quanto vale o sorriso de uma criança?», ilustram Clara Cruz Santos e Filipe Cardoso.

O trabalho que os investigadores estão a realizar no terreno, em seis projetos com níveis diferentes de maturidade, implica reuniões com responsáveis dos projetos, análise de diagnóstico, entrevistas aos parceiros dos projetos, questionários, grupos focais, entrevistas com os beneficiários, entre outras ações.

O projeto prevê ainda a criação de um Observatório para o Impacto Social, onde será disponibilizada informação e mapeamento de Avaliação de Impacto em projetos no âmbito da inovação social.

O i9 Social é financiado pelo programa Portugal Inovação Social e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC). Para além da equipa da FPCEUC, são parceiros o IES - Social Business School, o Instituto Pedro Nunes (IPN) e a Skillent, empresa especializada em soluções para problemas sociais. Universidade de Coimbra - Portugal

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Angola – Defende aspetos da linguística bantu no Acordo Ortográfico promovido pela CPLP

Luanda - Angola defendeu hoje a inclusão da linguística bantu no Acordo Ortográfico promovido pela Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP), argumentando que o atual projeto "carece de conciliação com alguns aspetos".

Numa mensagem alusiva ao Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, o Ministério da Educação angolano adianta que pretende ver refletido no acordo os vários aspetos "para que a realidade da linguística portuguesa de Angola possa ser retratada nas gramáticas contemporâneas".

"Certamente, a comunidade irá atender a esta necessidade do desenvolvimento linguístico de Angola, pois os Estados que a compõem são democráticos e atendem as recomendações das organizações regionais dos Estados Membros, como é o caso da Academia das Línguas Africana (ACALAN)", lê-se no documento.

Segundo a mensagem, a ACALAN, enquanto instituição da União Africana (UA), recomenda a conciliação dos fenómenos linguísticos, com vista à preservação da paz.

"Este é o percurso que Angola tem seguido, da promoção da paz, enquanto Estado Membro plurilingue e com necessidade de construir e de preservar o legado mais precioso, que é a paz", assevera.

Nesse sentido, prossegue-se no documento, Angola defende a elaboração de um vocabulário ortográfico nacional e a retificação de determinadas bases técnicas científicas para ratificar o Acordo Ortográfico na CPLP.

O acordo, em vigor desde 1990, foi ratificado apenas por Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Angola mantém-se de fora por considerar haver aspetos a acertar no acordo.

As línguas bantu - mais de 600, embora os idiomas formem uma família de cerca de 1.500 línguas diferentes -, são faladas em mais de duas dezenas de países das Áfricas Ocidental, Central e Austral, incluindo Angola e Moçambique.

Banto, ou bantu, é um termo utilizado para se referir a um tronco linguístico, uma língua que deu origem a diversas outras maioritariamente no centro e sul do continente africano.

O termo acabou por ser aproveitado para se referir ao conjunto de 300 a 600 grupos étnicos diferentes que povoam a mesma área, tratando-se, porém, de uma classificação baseada na semelhança linguística, e por isso, a palavra banto não se refere a um povo, nem sequer a uma etnia. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

terça-feira, 31 de julho de 2018

Cabo Verde - Farol da inclusão no continente africano

Cidade da Praia – A partir do próximo ano lectivo, Cabo Verde vai ter legislação sobre a educação inclusiva, que está a ser preparada com apoio da investigadora portuguesa Célia Sousa, que considera que o país será “farol” da inclusão em África.

Depois de terem sido formados mais de 50 técnicos e professores de todo o país, Cabo Verde está a ultimar a legislação que vai regulamentar a educação inclusiva, um trabalho que começou no início do mês com apoio técnico da investigadora portuguesa Célia Sousa, coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

Em declarações à agência Lusa, na cidade da Praia, Célia Sousa notou que Cabo Verde tem “boas práticas” na área de inclusão, pelo que considerou ser “pertinente” o país lançar, no próximo ano lectivo, que inicia em Setembro, uma legislação que regulamenta a educação especial.

“Esta lei é de extrema importância por várias razões. Cabo Verde será um dos primeiros países do continente africano a implementar uma legislação que regulamenta a educação inclusiva”, disse a investigadora, considerando que o país dá um “passo de gigante” e vai passar a ser um “modelo” em África, onde existem cerca de 84 milhões de pessoas com deficiência.

Segundo o censo realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 2010 existiam em Cabo Verde 13948 pessoas com alguma deficiência, o que representava 3,2% da população.

“Cabo Verde será o farol da inclusão no continente africano”, prosseguiu, entendendo que quando se fala se educação inclusiva deve-se falar não só das pessoas com deficiência, mas também de pessoas de outras culturas e etnias.

Além de permitir que todas as crianças com deficiência estejam na escola, adiantou que a lei vai “mudar o paradigma da educação” em Cabo Verde, onde a “escola vai ter de pensar em todos”.

“Isto é de uma riqueza imensa porque vai permitir que se criem estratégias diferentes em sala de aula, que haja uma diferenciação do ensino, uma perspectiva diferente de como acolher as crianças, não é só uma questão de acolhimento, mas de direitos humanos”, prosseguiu a docente, dizendo que, a partir de agora, as crianças vão ter respostas adequadas de acordo com as suas capacidades.

“Com esta legislação também se deixa de ver a incapacidade da pessoa, mas passa-se a olhar para a pessoa pela capacidade, porque todos nós somos diferentes e temos capacidades completamente diferentes e é dessa diferença que nasce a riqueza de uma sociedade”, mostrou.

A lei vai abranger todas as crianças cabo-verdianas no sistema de educação, desde o pré-escolar ao ensino secundário, que terão de ter técnicas, materiais, adaptação às condições de avaliação, entre outras respostas no atendimento.

Célia Sousa avançou ainda que com a nova legislação haverá um “envolvimento crescente” da família, em que todos os pais e encarregados de educação serão ouvidos para darem o seu aval para que as medidas sejam implementadas.

A investigadora portuguesa sublinhou, por outro lado, que não é por causa de uma legislação que Cabo Verde vai se transformar num país inclusivo.

“Mas há momentos em que é necessário que a legislação saia para dar visibilidade. E tendo uma legislação, as famílias e o sistema educativo têm alguma coisa que regulamenta, alguma coisa que devem poder recorrer”, enfatizou.

A investigadora portuguesa afirmou à Lusa que a legislação vai ainda fazer com que as universidades cabo-verdianas criem cursos na área de educação especial para formar técnicos, algo que era “impensável” há uns anos porque não havia regulamentação.

Célia Sousa disse ainda acreditar que, com a criação de formação nesta área, as instituições de ensino superior cabo-verdianas poderão receber muitos alunos estrangeiros, principalmente do continente africano.

“Esta legislação vai operacionalizar uma mudança em todo o sistema educativo de Cabo Verde, desde o pré-escolar ao ensino superior”, salientou, esperando ver todas as crianças na escola, para que também possam fazer parte de uma “sociedade cabo-verdiana mais inclusiva”.

Também espera que isso se venha a reflectir em políticas de inclusão social, do turismo inclusivo e nas barreiras arquitectónicas, numa que a lei estipula que todos os edifícios escolares têm de providenciar as acessibilidades. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”