Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Costa Rica - Três novas espécies de orquídeas descobertas

Nas florestas húmidas de altitude da Cordilheira de Talamanca, que se estende do sudeste da Costa Rica ao noroeste do Panamá, uma equipa internacional de cientistas descobriu três novas espécies de orquídeas, que atribuíram ao género Pleurothallis.


Num artigo publicado recentemente na revista ‘PhytoKeys’, os investigadores dizem que as Pleurothallis matrisilvae, Pleurothallis pridgeoniana e Pleurothallis winkeliana foram encontradas a altitudes entre os 1400 e os 2550 metros, em zonas de floresta densa e com altos níveis de humidade. A primeira espécie foi só encontrada na Costa Rica, enquanto as duas últimas também foram encontradas na fronteira com o Panamá.

Ao contrário de outras plantas, estas orquídeas reproduzem-se assexuadamente, ou seja, sem que haja troca de material genético entre um macho e uma fêmea, através de um processo chamado prolificação. Por outras palavras, estes indivíduos reproduzem-se através de clonagem, com as novas plantas a nascerem dos caules e folhas dos progenitores, sem precisarem, por isso, de produzir sementes.


Embora a prolificação não seja única destas três espécies, tendo já sido registada noutros membros do grupo Pleurothallis, costuma ser transitória, ocorrendo quando as condições ambientais são menos favoráveis a essas plantas. No entanto, residindo em ambientes de grande humidade, por estarem praticamente sempre envolvidos por nuvens, este trio de orquídeas adotou esse método de reprodução invulgar como a regra, e como forma de fazer face às condições desafiantes nas quais vive.

Com a descrição destas três novas espécies, o número de espécies de Pleurothallis na Costa Rica sobe para 67, sendo que este país é considerado um “hotspot” no que toca à diversidade de orquídeas, com cerca de 1700 espécies já documentadas, um terço das quais não é encontrado em mais lado algum do planeta.


Reconhecendo que a Cordilheira de Talamanca é uma área ainda com muito por explorar, os investigadores acreditam que muitas mais espécies de orquídeas, incluindo do género Pleurothallis, podem vir a ser descobertas. In “Green Savers” - Portugal






Ásia - Ópera cantonense e dança portuguesa “deslumbram” a Oriente

O Instituto Cultural (IC) apresentou a dança folclórica portuguesa e a ópera cantonense em várias cidades da Ásia Oriental. Segundo o IC, as actuações “deslumbrantes” demonstraram a “essência da coexistência multicultural” de Macau


O Instituto Cultural (IC) foi convidado a participar nas actividades de abertura do programa da “Cidade de Cultura da Ásia Oriental”, sendo que as cerimónias decorreram na RAEM, em Huzhou, Anseong e Kamakura. O IC apresentou actuações de dança folclórica portuguesa e ópera cantonense, no sentido de “apresentar a profunda essência da coexistência multicultural de Macau”, refere uma nota do instituto.

Representantes da Associação de Danças e Cantares Portuguesa “Macau no Coração” apresentaram a dança folclórica portuguesa em Huzhou, um dos itens da Lista do Património Cultural Intangível de Macau, demonstrando “as características de fusão cultural sino-portuguesa de Macau”, com “ritmos alegres e encanto único”.

A Associação de Ópera Cantonense Zhen Hua Sing, por sua vez, “levou o tesouro da arte tradicional de Lingnan”, às cidades de Anseong e de Kamakura. Os artistas Chu Chan Wa e Mok Weng Lam apresentaram a “essência” desta arte tradicional com actuações “deslumbrantes”.

Segundo o IC, os espectáculos proporcionaram ao público “uma festa artística tradicional na sua essência e moderna no seu estilo” e mostraram “a vitalidade em termos de herança cultural e de inovação” de Macau, promovendo intercâmbio e cooperação cultural na região da Ásia Oriental.

A iniciativa reforçou os laços culturais com as cidades que acolheram os espectáculos e mostrou ao mundo “o encanto da cultura chinesa”, no domínio das humanidades e das artes, segundo a nota de imprensa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


China - Intercâmbio entre Países de Língua Portuguesa e Grande Baía norteia Fórum de Infra-estrututras

Mais de 400 representantes de países de língua portuguesa, incluindo empresas listadas no mercado de capitais e marcas de renome, vão participar no Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, que arranca no próximo dia 10. Um dos destaques da feira é a Zona Macau-Hengqin, que apresentará combinações de instalações multimédia e produtos desenvolvidos autonomamente


Os projectos que envolvem os países de língua portuguesa (PLP) vão estar em foco no Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, que decorrerá durante três dias, a partir de 10 de Junho, na Cotai Expo do Venetian. Até ao momento, mais de 400 representantes governamentais, empresariais, bem como elites do sector das infra-estruturas, provenientes dos PLP e da Grande Baía, inscreveram-se no certame, incluindo empresas listadas na bolsa de valores e marcas de renome.

Um dos destaques da feira, que vai na 16ª edição, é a Zona de Exposição Macau-Hengqin, instalada num espaço de 150 metros quadrados. Com base na experiência adquirida na primeira instalação no ano transacto, a área apresentará uma “combinação de instalações multimédia e produtos desenvolvidos autonomamente pelas empresas”, segundo refere um comunicado do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).

Uma das novidades é a divulgação de modelos de estruturas de instalação imediata e pronta a habitar, feitas em aço e betão, bem como os modelos de viaturas inteligentes de inspecção 5G, “capazes de realizar praticamente todo o processo de inspecção no local, de modo a evidenciar as imagens das marcas, as tecnologias, os serviços e os resultados das empresas de infra-estruturas de Macau e Hengqin”, adianta o texto.

A Zona de Exposição irá também “reforçar a compreensão” quanto às oportunidades de desenvolvimento conjunto de Macau e Hengqin, por parte dos representantes do sector que marcarão presença no Fórum.

Além disso, entre os mais de 220 projectos assinados em edições anteriores, os projectos de infra-estruturas que envolvem os PLP e as cidades integradas na Grande Baía, em cooperação com parceiros nacionais e internacionais, representam um valor de cerca de 39 mil milhões de dólares.

As áreas de actividade incluem a construção civil, consultoria técnica, energia e electricidade, serviços à população e inovação tecnológica, destacando o papel de Macau enquanto plataforma.

A fim de promover a cooperação e o intercâmbio inter-regionais no sector das infra-estruturas, a entidade organizadora planeou uma série de seminários de intercâmbio, encontros empresariais, fóruns, exposições e sessões de bolsas de contacto, concentrando-se nos elementos dos PLP, da Grande Baía e de Hengqin.

Além de se realizarem vários eventos de cooperação em infra-estruturas entre a China e os PLP, como a conferência anual “Construção Inteligente e Industrializada”, será também divulgado o Relatório de Análise do Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas dos PLP e dos Resultados de Macau na Participação na Implementação Conjunta da Iniciativa Faixa e Rota (2025), proporcionando ao sector uma “referência prospectiva” na expansão da cooperação em infra-estruturas.

No terceiro dia do Fórum, a 12 de Junho, serão realizadas sessões especiais de encontros entre as empresas de Macau e Hengqin e os expositores, “atendendo, com precisão, às necessidades de desenvolvimento das empresas e impulsionando mais cooperação empresarial relacionada com Macau e Hengqin, por meio de sessões exclusivas de bolsas de contacto”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


Médicos deepfakes gerados por IA nas redes sociais

O uso das redes sociais não se restringe aos comentários políticos, entre os quais uma grande parte são interpretações falsas com objetivo partidário. Numerosos canais se dedicam ao setor da saúde, podendo ser simples conselhos sem grande importância ou indicação de chás calmantes ou para bem dormir.

Entretanto, o surgimento da inteligência artificial vem facilitando a criação de canais destinados à saúde, onde vozes artificiais e figuras de branco com medidores de pressão no pescoço fazem as vezes de médicos inexistentes. No Youtube, o objetivo seria o de obter milhares de inscritos com acesso à monetização ou a uma discreta indicação de produtos à venda.

Isso já tem sido denunciado pela imprensa, porém desta vez é um médico cardiologista de Brasília, André Wambier, quem deu o alerta, valendo-se de sua notoriedade com seus 5,5 milhões de inscritos no seu canal. "Eu cansei de ver canais sem qualquer credibilidade espalhando absurdos sobre saúde e colocando sua saúde em risco".

Esse abuso não ocorre apenas nos canais das redes sociais brasileiras, a Agência portuguesa Lusa alerta pelo Sic Notícias quanto à existência no TikTok de profissionais de saúde gerados por Inteligência Artificial promovendo desinformação médica. Os médicos de blusa branca são deepfakes manipulados na imagem e na voz para difundir falsas informações.

Assim, existe praticamente uma campanha ou um grupo especializado na criação e manutenção desses deepfakes com o objetivo de vender suplementos ou produtos médicos, como sendo recomendações legítimas. Para tanto utilizam a figura falsa de um médico, apresentado como bastante experiente. Um bom antivírus deteta rapidamente a tentativa de golpe ou de falsa publicidade. Para um observador atento, a imitação de médico mostra expressões faciais pouco naturais e a voz embora imite a de um bom locutor soa como artificial ou robótica.

No Brasil, alguns desses canais de aconselhamento médico só têm a voz robótica, que se atrapalha ao chegar nas vírgulas dos textos que recita, enquanto na tela aparecem paisagens naturais, florestas, praias ou montanhas com fundo musical. Nada a ver com saúde, pura enganação.

No seu alerta, o cardiologista André Wambier mostra, no seu Youtube, o canal da Dra. Laura Vasconcelos, no Instagram, no qual não consta um documento essencial ao exercício da medicina, o registro CRM, do Conselho Regional de Medicina.

Entretanto, o youtube mais importante indicado é o da dra. Juliana, sem sobrenome e sem registro CRM. Sua voz soa falsa como a do GPS no carro e em quase todos os vídeos aparece o título "Eu suplico ou eu imploro" em letras maiúsculas.

A robot Juliana, avatar digital, tem sempre a mesma posição na tela e suas mãos repetem sempre o mesmo movimento. "Esses canais colocam no ar diversos vídeos por dia, são verdadeiras fábricas de mentira!", diz o cardiologista André Wambier, CRM 17276 DF. Para ele, esses canais usam o medo e a curiosidade mórbida para atrair as pessoas a uma teia de mentiras e desinformação. "Esses canais são uma mistureba indigesta de informações superficiais e rasas". Rui Martins – Suíça

________

Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu “Dinheiro Sujo da Corrupção”, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, “A Rebelião Romântica da Jovem Guarda”, em 1966. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.


quarta-feira, 4 de junho de 2025

Portugal - Descobertos fósseis de fungos gigantes com 300 milhões de anos na região de Aveiro

Um grupo de investigadores portugueses descobriu fósseis de fungos primitivos, com 300 milhões de anos, na região de Anadia, em Aveiro. A investigação foi liderada pelo paleontólogo Pedro Correia, investigador do Centro de Geociências (CGEO) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). 


Esta descoberta, descrita no jornal internacional Geobios, decorreu em colaboração com Artur Sá, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e Zélia Pereira, investigadora do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

«Os fósseis, descobertos nas formações geológicas da Bacia do Buçaco, correspondem a uma forma gigante de esporos de fungos micorrízicos, até então, completamente desconhecida para a ciência. Pertencentes ao novo género e nova espécie Megaglomerospora lealiae, estes fósseis de fungos representam os maiores esporos documentados para a Divisão Glomeromycota do Reino Fungi», revela Pedro Correia.

Os fungos glomeromicotanos compreendem um dos grupos mais comuns e difundidos, que agrupa organismos simbióticos formadores de micorrizas arbusculares, responsáveis pela formação de associações simbióticas micorrízicas (denominadas endomicorrizas), com raízes de cerca de 80% das plantas vasculares conhecidas atualmente. Estes fungos endomicorrízicos, formam esporos assexuados com um diâmetro de 40 a 800 micrómetros (μm) no solo e no tecido vegetal.

«Apesar da sua pequena dimensão, cerca de 1,6 milímetros de diâmetro, estes fósseis foram um gigante entre os esporos de fungos da classe Glomeromycetes, que existiram há cerca de 300 milhões de anos, no final do período Carbonífero, e nunca antes documentados em fungos glomeromicotanos fossilizados e fungos endomicorrízicos modernos», descreve o autor principal do artigo científico.

«A descoberta de Megaglomerospora lealiae na Bacia do Buçaco constitui um avanço significativo no conhecimento da diversidade e história evolutiva acerca das interações simbióticas mutualísticas entre plantas vasculares e fungos micorrízicos. Além disso, estes novos achados correspondem ao primeiro registo de um fungo endomicorrízico descoberto no Carbonífero da Península Ibérica», afirma o paleontólogo.

No final do período Carbonífero, as concentrações atmosféricas de oxigénio atingiram níveis excecionalmente elevados, estimados entre 30% a 35%, muito acima dos cerca de 21% atuais. Esta elevada disponibilidade de oxigénio permitiu que se desenvolvessem estruturas de grandes dimensões, capazes de explorar vastas áreas radiculares para a troca eficiente de nutrientes entre organismos fúngicos e plantas, uma adaptação crucial num ambiente ecológico altamente competitivo e diversificado na época.

Por outro lado, as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono eram relativamente baixas comparadas com outros períodos geológicos. A diminuição de CO, em combinação com o aumento da biomassa vegetal, exigiu uma maior eficiência na absorção de nutrientes pelas plantas, o que potencialmente impulsionou a simbiose com fungos micorrízicos.

«Estes fungos desempenharam um papel essencial na otimização da captação de fósforo e outros nutrientes essenciais, promovendo o desenvolvimento de redes micorrízicas extensas e, consequentemente, estruturas fúngicas de grandes dimensões, quando comparadas com as atuais», explicam os envolvidos na descoberta paleontológica.

«A relevância desta descoberta reside na confirmação de que as associações simbióticas já desempenhavam um papel crucial na estruturação dos ecossistemas terrestres há cerca de 300 milhões de anos. O estudo deste novo fóssil, agora descrito, fornece informações importantes sobre as interações entre fungos e plantas, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada dos processos ecológicos que moldaram a flora do Paleozoico», concluiu a equipa de investigadores.

A nova espécie é dedicada a Fernanda Leal, aluna de doutoramento da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da mesma universidade, que contribuiu para a classificação dos fungos fósseis agora descritos pela primeira vez na ciência. Universidade de Coimbra - Portugal  


Espanha, Chipre, Grécia: Onde a Europa está a enfrentar a seca após uma primavera quente recorde?

A agricultura e a energia hidroelétrica podem ter dificuldades para sobreviver enquanto a seca causada pelo clima continua na Europa


Mais de 40% da Europa enfrenta atualmente alguma forma de seca, revela a última atualização oficial.

Partes do sudeste da Espanha, Chipre, Grécia e áreas do sudeste dos Balcãs estão sob o nível mais alto de "alerta", de acordo com o relatório do Observatório Europeu da Seca (EDO) de 11 a 20 de maio.

Mas um "alerta" de seca também está em vigor em grandes áreas do norte e leste da Europa, após uma primavera quente e seca recorde, causada pelas alterações climáticas.

Março foi o mês mais quente já registado na Europa, e alguns países tiveram o seu março mais seco, informou anteriormente o Serviço Europeu de Alterações Climáticas Copernicus (C3S).

Alerta de seca em pontos turísticos de férias

No total, 1,6% dos 27 países da UE (excluindo Madeira, Açores e Ilhas Canárias), além do Reino Unido, estão em estado de alerta. De acordo com a classificação da EDO, isso significa que a vegetação está a apresentar sinais de estresse, além de solo com falta de humidade – o que coloca a área sob alerta – e precipitação abaixo do normal.

A situação é particularmente grave em algumas regiões do Mediterrâneo, preferidas por turistas, como as ilhas gregas de Santorini e Mykonos. Lá, a água precisa de ser transportada de Atenas ou filtrada por centrais de dessalinização para encher piscinas e duches.

O turismo excessivo está a ser responsabilizado por agravar o problema. "O setor turístico é insustentável e não há planeamento", disse Nikitas Mylopoulos, professor de gestão de recursos hídricos na Universidade da Tessália, à Sky News do Reino Unido. "[Isso] está a levar a um aumento tremendo na procura por água no verão."

No entanto, ele acrescentou, a agricultura representa um dreno muito maior dos recursos hídricos do país, amplificado pelo desperdício e pela falta de políticas eficazes.

Preocupações com a agricultura em países afetados pela seca

Condições de alerta estão a surgir rapidamente em grandes áreas da Ucrânia e países vizinhos, impactando plantações e vegetação, alerta o EDO.

A Ucrânia é um dos países com aquecimento mais rápido na Europa, atingindo 2,7°C acima da média de 1951-1980 em 2023. Como grande exportador de grãos, a seca no país tem sérias implicações para o abastecimento global de alimentos. Partes da Polónia e da Eslováquia também estão a sofrer com a seca.

As condições de alerta também persistem no oeste, sudeste e centro da Turquia, norte e oeste da Síria, Líbano, Israel, Palestina , partes da Jordânia, norte do Iraque, Irão e Azerbaijão. 

No norte da África, as condições de alerta e advertência perduram há mais de um ano.

Alertas generalizados de seca no norte da Europa

De acordo com o Indicador Combinado de Seca (CDI) do EDO, 39,6% da UE-27 e do Reino Unido têm um alerta de seca.

Durante o período de 10 dias de 11 a 20 de maio, as temperaturas ficaram acima da média sazonal no norte da Europa.  

Além dos impactos na agricultura, há preocupações com a energia hidroelétrica. A Associação Internacional de Energia Hidroelétrica afirmou que a seca e as chuvas intensas – um exemplo de "choque climático" – estão a levar as centrais a "operar no limite dos seus equipamentos existentes".

As alterações climáticas estão a piorar a seca?

O aquecimento global está a agravar a seca em algumas partes do mundo, incluindo ao redor do Mediterrâneo. Cientistas da World Weather Attribution descobriram que a seca generalizada de 2022, por exemplo, foi 20 vezes mais provável devido às alterações climáticas.

Levará algum tempo para fazer um estudo semelhante para a primavera de 2025, mas não há dúvida de que as alterações climáticas estão a piorar as secas ao aumentar as temperaturas e alterar os "regimes de precipitação", nas palavras de Andrea Toreti, coordenador dos Observatórios Europeu e Global de Secas Copernicus.

Regiões que normalmente teriam uma oportunidade de se recuperar ou equilibrar a falta de água nas estações mais quentes e se preparar para o verão não podem depender das chuvas da mesma forma, disse Toreti anteriormente à Euronews Green.

“Hoje em dia, esse tipo de equilíbrio foi modificado.” Euronews Green


Angola - Lançada a 2.ª edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação

Com esta iniciativa, que já vai na sua 2ª edição, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) quer incentivar a criatividade na busca de soluções para os desafios sociais, económicos e ambientais. O prémio tem, no total, sete categorias


O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) lançou a 2ª edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação 2025 (CTI) com objectivo de incentivar a participação de jovens e de mulheres nas actividades de investigação científica, invenção e inovação tecnológica, estimular e reconhecer a contribuição dos investigadores científicos, inventores e inovadores na ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável de Angola.

Podem candidatar-se ao prémio particulares, grupos ou instituições, com trabalhos que constituam, na sua área, "um valioso e relevante contributo para o desenvolvimento sustentável de Angola".

As candidaturas vão de 3 de Julho de 2025 a 3 de Agosto de 2025, através do correio pnci25.candidaturas@ciencia.ao. Para pedidos de informações, os candidatos podem utilizar o correio: pnci25.informacoes@ciencia.ao.

Os candidatos devem ser investigadores científicos, inventores e inovadores ou outros actores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, consoante a natureza do prémio a atribuir.

Já as instituições ou organizações candidatas devem ser aquelas cujo objecto social prevê a realização de actividades de investigação e desenvolvimento, transferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo de base tecnológica ou apoiam a sua concretização.

Os prémios de CTI podem ser outorgados na categoria de prémio de investigação científica, prémio de invenção, de promoção da ciência, tecnologia e inovação, de educação e popularização da ciência e prémio carreira científica.

Quanto às áreas ou sectores, estão definidas as ciências exactas, ciências naturais, ciências da engenharia e da tecnologia, ciências médicas e da saúde, ciências agrárias, ciências sociais e humanidades.

Quanto aos princípios para a premiação, os trabalhos devem ser de interesse público, o que significa que os trabalhos a premiar concorrem, para a solução de problemas locais ou nacionais, rigor científico, igualdade de tratamento e o princípio da imparcialidade, o que significa que a avaliação dos trabalhos deve ser isenta e objectiva, devendo evitar-se conflitos de interesse.

Os prémios a atribuir podem contemplar os três melhores classificados de cada uma das categorias previstas e com possibilidade da organização poder abranger mais canditados em função da sua classificação. Já o financiamento dos prémios de CTI deve ser assegurado pelo organizador do respectivo prémio. Alexandre Lourenço – Angola in “Expansão”