Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Macau - Dança folclórica e pastéis de nata elevados a património intangível

Depois do amplo apoio dos participantes na consulta pública, a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura integrou agora as 12 manifestações propostas pelo Instituto Cultural na Lista do Património Cultural Intangível. Destaque para a Dança Folclórica Portuguesa e a Confecção do Pastel de Nata, assim como para as Danças do Dragão e do Leão e a Crença e Costumes de Tou Tei


A Dança Folclórica Portuguesa, a Confecção de Pastéis de Nata e outras 10 manifestações foram inscritas na Lista do Património Cultural Intangível, de acordo com um despacho assinado pela Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, e publicado em Boletim Oficial. No geral, as 12 manifestações propostas para integrarem esta lista “obtiveram cerca de 70% ou mais de concordância, indicando amplo apoio social”, considerou o Instituto Cultural (IC), quando divulgou os resultados da consulta pública.

Com origem nas zonas rurais de Portugal, acredita-se que a dança folclórica foi introduzida em Macau com a vinda dos portugueses e aqui foi difundida no âmbito das suas actividades comunitárias. Mas foi só no início dos anos 70 e 80 do século passado que este tipo de dança se tornou “mais popular” e se foi desenvolvendo em actividades com outras comunidades locais. “A dança folclórica portuguesa adquiriu continuamente características de Macau, e actualmente envolve artistas das comunidades portuguesa, macaense, chinesa, entre outras”, segundo foi referido aquando da apresentação das manifestações recomendadas.

Para o IC, “a dança folclórica portuguesa local reflecte o valor da multiculturalidade de Macau, bem como a integração e amizade entre as culturas chinesa e portuguesa, sendo uma manifestação cultural relevante sobre a cultura típica” do território.


Já quanto à Confecção de Pastéis de Nata, argumentava-se que evoluiu em Macau a partir do doce português. “No final do século passado, uma padaria em Coloane começou a vender a sua própria interpretação de tartes de ovo características, baseadas na receita portuguesa, com algumas influências de técnicas de culinária de Hong Kong e de Macau, o que foi um grande sucesso”, referiu o organismo.

“Hoje em dia, os pastéis de nata não só evoluíram para incluírem novos sabores, como também levaram à criação de outros tipos de doces”, vincou, acrescentando que tem “características próprias de Macau” e um “profundo significado cultural”.

Nesta lista, destacam-se também a Crença e Costumes de Tou Tei, a Dança do Dragão e a Dança do Leão, que na consulta pública obtiveram 90% de apoio. Segundo o IC, a Crença e Costumes de Tou Tei é “uma importante demonstração do legado da cultura tradicional da nação chinesa” no território, que tem reflexo, por exemplo, no Festival de Tou Tei, que se realiza no segundo dia do segundo mês do calendário lunar.

A Dança do Dragão, por sua vez, representa “um símbolo importante da riqueza da cultura tradicional chinesa em Macau”, sendo de “grande valor para a investigação da cultura popular”, ao passo que a Dança do Leão “tem vindo a representar e a promover a cultura tradicional chinesa na arena desportiva internacional, impulsionando intercâmbio e diálogo entre as culturas chinesa e estrangeiras”.

O Festival da Primavera é outra das manifestações inscritas agora na lista, o qual “desempenha igualmente um papel importante na consolidação das relações familiares, na promoção do apoio comunitário e na manutenção da ética social, possuindo, assim, um significativo valor histórico e de identidade cultural”. Também o Festival de Barcos-Dragão é um dos “mais importantes e com mais longa história” no território, “reflectindo um espírito nacional único e uma rica cultura que Macau continua a celebrar”, enquanto a regata de Barcos-Dragão constitui “uma importante representação da transmissão e continuidade da cultura tradicional chinesa”.

Por outro lado, as artes marciais de tai chi são uma modalidade com muitos praticantes, “reflectindo a continuidade da cultura chinesa tradicional no território”. Para o IC, “o seu significado cultural e as diferentes formas de prática têm sido enriquecidos, pondo em destaque a criatividade humana, e assumindo um importante valor histórico e social”. A confecção de biscoitos de amêndoa, de bolos de casamento tradicional chinês e de massas de jook-sing são também três manifestações que passam agora a integrar o património cultural intangível pelo seu significado. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau






quinta-feira, 5 de junho de 2025

Ásia - Ópera cantonense e dança portuguesa “deslumbram” a Oriente

O Instituto Cultural (IC) apresentou a dança folclórica portuguesa e a ópera cantonense em várias cidades da Ásia Oriental. Segundo o IC, as actuações “deslumbrantes” demonstraram a “essência da coexistência multicultural” de Macau


O Instituto Cultural (IC) foi convidado a participar nas actividades de abertura do programa da “Cidade de Cultura da Ásia Oriental”, sendo que as cerimónias decorreram na RAEM, em Huzhou, Anseong e Kamakura. O IC apresentou actuações de dança folclórica portuguesa e ópera cantonense, no sentido de “apresentar a profunda essência da coexistência multicultural de Macau”, refere uma nota do instituto.

Representantes da Associação de Danças e Cantares Portuguesa “Macau no Coração” apresentaram a dança folclórica portuguesa em Huzhou, um dos itens da Lista do Património Cultural Intangível de Macau, demonstrando “as características de fusão cultural sino-portuguesa de Macau”, com “ritmos alegres e encanto único”.

A Associação de Ópera Cantonense Zhen Hua Sing, por sua vez, “levou o tesouro da arte tradicional de Lingnan”, às cidades de Anseong e de Kamakura. Os artistas Chu Chan Wa e Mok Weng Lam apresentaram a “essência” desta arte tradicional com actuações “deslumbrantes”.

Segundo o IC, os espectáculos proporcionaram ao público “uma festa artística tradicional na sua essência e moderna no seu estilo” e mostraram “a vitalidade em termos de herança cultural e de inovação” de Macau, promovendo intercâmbio e cooperação cultural na região da Ásia Oriental.

A iniciativa reforçou os laços culturais com as cidades que acolheram os espectáculos e mostrou ao mundo “o encanto da cultura chinesa”, no domínio das humanidades e das artes, segundo a nota de imprensa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


domingo, 12 de janeiro de 2025

Macau – Residentes querem preservar folclore português

O Instituto Cultural de Macau (ICM) disse que os residentes presentes numa sessão de consulta pública apoiaram a inscrição de 12 manifestações, incluindo a dança folclórica portuguesa, na Lista do Património Cultural Intangível do território



Num comunicado divulgado na sexta–feira à noite, o ICM disse que os cidadãos que participaram na sessão de 07 de dezembro “concordaram, de um modo geral, com a escolha das manifestações recomendadas para inscrição” na lista.

Os residentes prestaram “especial atenção ao trabalho de salvaguarda e divulgação que se seguirá após a inscrição das referidas manifestações na lista e às respectivas medidas de apoio”, acrescentou o ICM.

A sessão aberta fez parte de uma consulta, “para efeitos de auscultação da opinião pública”, que começou a 04 de dezembro e durou 30 dias, terminando em 02 de janeiro.

Durante o mesmo período, o ICM também realizou uma outra consulta, sobre “400 peças/conjuntos de bens culturais móveis do espólio do Museu de Macau” a serem classificados para proteção.

O instituto disse que recolheu mais de mil “valiosas opiniões de todos os sectores da sociedade” relativas às duas consultas, “graças à participação activa por parte da população”.

O ICM prometeu, “tão breve quanto possível, concluir os trabalhos de compilação e avaliação das opiniões recolhidas e, posteriormente, (…) proceder à publicação dos respectivos relatórios finais”.

Em novembro, a líder de um grupo de dança folclórica portuguesa disse à Lusa que a possível listagem como património cultural intangível de Macau pode ajudar a preservar a cultura de matriz lusa na região chinesa.

“Temos sempre de lutar bastante para manter o mínimo da cultura portuguesa que ainda está viva em Macau, não é fácil”, disse a presidente da Associação de Danças e Cantares Portugueses ‘Macau no Coração’.

“É muito boa essa iniciativa e se [a dança folclórica portuguesa] entrar realmente na lista era ótimo para a nossa cultura”, defendeu a macaense Ana Manhão Sou.

Os macaenses são uma comunidade euro-asiática, composta sobretudo por lusodescendentes, com raízes no território.

Manhão Sou disse estar confiante que os residentes de Macau já encaram a dança folclórica portuguesa não como algo estrangeiro, mas sim como parte integrante da cultura do território.

Além da dança folclórica portuguesa, estão na lista de 12 novas manifestações recomendadas para inscrição os pastéis de nata de Macau, inventados por um britânico radicado na cidade, Andrew Stow, a partir do pastel português.

Em 2019, Macau já tinha inscrito como património cultural intangível as procissões católicas do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos e de Nossa Senhora de Fátima, a gastronomia macaense e o teatro em patuá, o dialeto crioulo da comunidade.

Em 2021, a gastronomia macaense e o teatro em patuá foram também incluídos pela China na Lista de Património Cultural Imaterial Nacional. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”