Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Guiné Equatorial - Assinados seis protocolos em encontro de empresários

O Encontro Anual de Empresários chineses e lusófonos realizou-se pela primeira vez na Guiné Equatorial, entre 28 e 30 de Julho. Com a participação de mais de 500 representantes e empresários, o evento visou promover a cooperação comercial e industrial entre a China e as empresas locais e potenciar o papel de Macau como plataforma sino-lusófona


O Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa decorreu entre segunda e quarta-feira em Malabo, a capital da Guiné Equatorial. Sob o tema “A Industrialização Impulsiona o Desenvolvimento Agrícola”, o evento deste ano resultou na realização de 120 bolsas de contactos e na assinatura de seis protocolos de cooperação, abrangendo áreas como arbitragem e resolução de disputas, produtos agrícolas, serviços jurídicos, transportes e tecnologias de informação.

Para esta edição, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) organizou uma delegação de cerca de 40 empresários oriundos do interior da China, de Macau e de Hengqin, envolvidos nos sectores de mercadorias, finanças, comércio electrónico transfronteiriço, agricultura, ‘big health’, tecnologia médica, serviços profissionais e turismo. No total, reuniram-se em Malabo mais de 500 representantes dos governos e do sector empresarial da China e dos países de língua portuguesa.

Diz o IPIM que, entre as diversas actividades que marcaram o Encontro de Empresários, destacaram-se uma exposição de produtos locais, uma sessão de promoção com o tema “Relações Económicas e Comerciais Bilaterais entre a China e a Guiné Equatorial” e visitas a granjas e projectos culturais e turísticos. Sendo este um dos países com maior produção de cacau, um dos principais temas de interesse relacionou-se com a possibilidade de adquirir grãos de cacau em bruto directamente de África – e não apenas através de distribuidores do interior da China, como acontece actualmente.

“Através das bolsas de contacto, foi-nos possível conhecer diferentes empresas e inteirar sobre possíveis áreas de cooperação, destacando-se a energia, a educação e oportunidades de comércio para diferentes produtos”, afirmou Li Jie, director da Perfeição Companhia, uma empresa de consultoria para investimentos e ligações comerciais entre a China e os países de língua portuguesa. “Esperamos poder, através deste evento económico e comercial, compreender o mercado da Guiné Equatorial e, posteriormente, estabelecer contactos após o nosso regresso à China”.

Recordando que a Guiné Equatorial aderiu ao Fórum de Macau em 2022, contribuindo para uma mais aprofundada parceria entre as duas regiões, o presidente da Câmara de Comércio da Guiné Equatorial disse esperar que este encontro venha promover ainda mais “a cooperação económica e empresarial” entre a China e as comunidades lusófonas.

Em comunicado, o IPIM acrescenta que as empresas locais puderam neste evento “perceber as inúmeras oportunidades trazidas pelo desenvolvimento da integração entre Macau e Hengqin para os investidores internacionais, manifestando interesse em visitar [as duas regiões] ‘in loco’ para explorar o vasto mercado chinês através das vantagens da plataforma” sino-lusófona de Macau. O organismo compromete-se ainda a continuar a “organizar e a participar em actividades económicas e comerciais, como a ‘2.ª Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa’, que se realizará em Outubro, em Macau”.

O Encontro de Empresários é uma iniciativa de negociação e cooperação entre empresas lançada em Macau em 2003, que já contou com 16 edições, mais de 6800 participantes e cerca de 3900 sessões de bolsas de contacto. A próxima edição será realizada em Moçambique, seguindo o regime rotativo que tem acontecido desde 2005. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 5 de junho de 2025

China - Intercâmbio entre Países de Língua Portuguesa e Grande Baía norteia Fórum de Infra-estrututras

Mais de 400 representantes de países de língua portuguesa, incluindo empresas listadas no mercado de capitais e marcas de renome, vão participar no Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, que arranca no próximo dia 10. Um dos destaques da feira é a Zona Macau-Hengqin, que apresentará combinações de instalações multimédia e produtos desenvolvidos autonomamente


Os projectos que envolvem os países de língua portuguesa (PLP) vão estar em foco no Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, que decorrerá durante três dias, a partir de 10 de Junho, na Cotai Expo do Venetian. Até ao momento, mais de 400 representantes governamentais, empresariais, bem como elites do sector das infra-estruturas, provenientes dos PLP e da Grande Baía, inscreveram-se no certame, incluindo empresas listadas na bolsa de valores e marcas de renome.

Um dos destaques da feira, que vai na 16ª edição, é a Zona de Exposição Macau-Hengqin, instalada num espaço de 150 metros quadrados. Com base na experiência adquirida na primeira instalação no ano transacto, a área apresentará uma “combinação de instalações multimédia e produtos desenvolvidos autonomamente pelas empresas”, segundo refere um comunicado do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).

Uma das novidades é a divulgação de modelos de estruturas de instalação imediata e pronta a habitar, feitas em aço e betão, bem como os modelos de viaturas inteligentes de inspecção 5G, “capazes de realizar praticamente todo o processo de inspecção no local, de modo a evidenciar as imagens das marcas, as tecnologias, os serviços e os resultados das empresas de infra-estruturas de Macau e Hengqin”, adianta o texto.

A Zona de Exposição irá também “reforçar a compreensão” quanto às oportunidades de desenvolvimento conjunto de Macau e Hengqin, por parte dos representantes do sector que marcarão presença no Fórum.

Além disso, entre os mais de 220 projectos assinados em edições anteriores, os projectos de infra-estruturas que envolvem os PLP e as cidades integradas na Grande Baía, em cooperação com parceiros nacionais e internacionais, representam um valor de cerca de 39 mil milhões de dólares.

As áreas de actividade incluem a construção civil, consultoria técnica, energia e electricidade, serviços à população e inovação tecnológica, destacando o papel de Macau enquanto plataforma.

A fim de promover a cooperação e o intercâmbio inter-regionais no sector das infra-estruturas, a entidade organizadora planeou uma série de seminários de intercâmbio, encontros empresariais, fóruns, exposições e sessões de bolsas de contacto, concentrando-se nos elementos dos PLP, da Grande Baía e de Hengqin.

Além de se realizarem vários eventos de cooperação em infra-estruturas entre a China e os PLP, como a conferência anual “Construção Inteligente e Industrializada”, será também divulgado o Relatório de Análise do Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas dos PLP e dos Resultados de Macau na Participação na Implementação Conjunta da Iniciativa Faixa e Rota (2025), proporcionando ao sector uma “referência prospectiva” na expansão da cooperação em infra-estruturas.

No terceiro dia do Fórum, a 12 de Junho, serão realizadas sessões especiais de encontros entre as empresas de Macau e Hengqin e os expositores, “atendendo, com precisão, às necessidades de desenvolvimento das empresas e impulsionando mais cooperação empresarial relacionada com Macau e Hengqin, por meio de sessões exclusivas de bolsas de contacto”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Macau - Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento atendeu 134 empresas interessadas em explorar mercado sino-lusófono

A Conduta do Comércio China-PLP, serviço promovido pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), deu resposta, entre Janeiro e Outubro de 2024, a 134 empresas do interior da China, dos países de língua portuguesa e de Macau interessadas em explorar o mercado sino-lusófono, das quais, 48 empresas realizaram pedido de informações relacionadas com o mercado brasileiro.



A nota divulgada pelo IPIM assinala que o Brasil é o maior parceiro comercial do interior da China, de entre os nove países de língua portuguesa e até da região da América Latina. Macau, enquanto plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e a lusofonia, “tem vindo a intensificar as suas interações económicas e comerciais com o Brasil”.

Entre os projectos relacionados com o Brasil a que a Conduta do Comércio China-PLP prestou apoio, destacaram-se a concretização de negócios de aquisição de couro por empresas do interior da China, num montante de milhões de dólares americanos, a importação de produtos de carne brasileiros por empresas de Macau, após missões empresariais ao Brasil, e o estabelecimento de intenção de compra de equipamentos fotovoltaicos chineses por empresas brasileiras.

O IPIM indica também que, na passada terça-feira, participou numa sessão de promoção online organizada pelo Banco do Brasil e, além disso, recebeu delegações empresariais dos estados brasileiros do Mato Grosso e do Ceará entre os dias 19 e 20 de Novembro. Durante esta visita, foi apresentado o ambiente de investimento e de negócios de Macau, sendo realizadas bolsas de contactos, para criar mais oportunidades de ligação entre empresas do interior da China, de Macau e do Brasil. In “Ponto Final” - Macau