Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Timor-Leste - Expressa solidariedade e apoio à Indonésia na resposta a desafio ambiental

O Presidente timorense manifestou ontem a disponibilidade de apoio de Timor-Leste à Indonésia para ultrapassar o “desafio ambiental comum”, referindo-se aos incêndios que atingem aquele país e que estão a prejudicar a qualidade do ar


“Enquanto país vizinho e próximo da Indonésia, unido por fortes laços geográficos, históricos e de cooperação, Timor-Leste mantém-se disponível para reforçar a colaboração regional e apoiar todas as iniciativas destinadas a ultrapassar este desafio ambiental comum”, afirmou José Ramos-Horta, numa mensagem divulgada na rede social Facebook.

Na mensagem, o Presidente timorense expressa também solidariedade com a Indonésia e destaca os esforços de todos os que têm trabalhado “incansavelmente no terreno para combater os incêndios e restabelecer condições seguras para as populações afectadas”.

Dados do Governo indonésio, citados na agência Antara, indicam a mobilização de 60.177 operacionais para combater os incêndios em seis províncias, especialmente em Kalimantan Central e de Sumatra Sul. Meios aéreos também estão a ajudar a acelerar a extinção dos incêndios.

Os operacionais mobilizados incluem bombeiros, elementos das Forças Armadas, da polícia do Ministério das Florestas, dos serviços florestais e regionais e de voluntários.

Na mensagem, o Presidente timorense pede também à população para reduzir as atividades ao ar livre, utilizar máscara de proteção, beber água com frequência e manter as portas e as janelas fechadas. “A qualidade do ar encontra-se atualmente degradada, o que poderá representar riscos para a saúde, sobretudo para crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com doenças respiratórias, como a asma, ou com problemas cardíacos”, advertiu José Ramos-Horta.

O Governo timorense decretou ontem o encerramento das escolas públicas até sábado.

Meteorologia em Timor-Leste prevê agravamento da poluição atmosférica

A Direçcão Nacional de Meteorologia e Geofísica de Timor-Leste informou ontem que uma nova nuvem de fumo deverá chegar ao país na madrugada de sexta-feira, prevendo um agravamento da poluição atmosférica. “Uma nova massa de fumo proveniente da Papua Ocidental deverá chegar a Timor-Leste na madrugada/manhã de sexta-feira, 16 de outubro de 2026, entrando pelos municípios de Lautém, Baucau e Viqueque”, a leste de Díli, pode ler-se na previsão divulgada ao público.

Segundo os serviços de meteorologia, há possibilidade daquele fumo avançar para o interior do território e provocar uma “degradação significativa da qualidade do ar em todo o país”, pior do que a registada nos últimos dias em todo o território nacional. “Prevê-se que esta situação persista durante todo o dia de sábado, 17 de outubro de 2026, podendo a visibilidade começar a melhorar apenas a partir da tarde e início da noite de domingo”, salienta a Direção Nacional de Meteorologia e Geofísica.

O serviço de meteorologia timorense recomenda que sejam evitadas atividades físicas ao ar livre, além de aconselhar a população a utilizar máscaras tipo N95 e a manter portas e janelas fechadas.

Timor-Leste está há vários dias debaixo de uma nuvem de fumo proveniente dos incêndios na Indonésia, que já levou o Governo a determinar o encerramento das escolas públicas a partir desta quinta-feira. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Brasil - Reduz 70% da área queimada no primeiro trimestre de 2025

Do total das áreas queimadas, 78% são de vegetação nativa



Nos três primeiros meses de 2025, a extensão de todas as áreas atingidas por queimadas no país somou 912,9 mil hectares. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2,1 milhões de hectares, houve uma redução de 70% no território nacional atingido pelo fogo.

Do total das áreas queimadas 78% são de vegetação nativa, sendo que 43% do que foi consumido pelo fogo eram de formação campestre.

Portanto, entre os estados brasileiros, Roraima foi o que mais queimou nesses três meses, somando 415,7 mil hectares. O Pará foi o segundo mais atingido, com 208,6 mil hectares queimados. E o Maranhão perdeu 123,8 mil hectares para o fogo, sendo o terceiro na lista. Entre as cidades, Pacaraima e Normandia, ambas em Roraima, foram as mais afetadas, com 121,5 mil e 119,1 mil hectares, respectivamente.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Felipe Martenexen, Roraima vivencia sua estação seca no início do ano, o que torna o estado particularmente vulnerável às queimadas nesse período. “Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”, explica

Desse modo, os números foram divulgados nesta quarta-feira (16) e são do Monitor do Fogo, uma ferramenta do MapBiomas que utiliza imagens de satélite para mapear cicatrizes de fogo em todo o país.

“A ocorrência do período de chuvas contribui para essa diminuição das queimadas. No entanto, o Cerrado se destacou com a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma”, alerta a pesquisadora do Mapbiomas Fogo, Vera Arruda.

Biomas

Entre janeiro e março de 2025, o Cerrado teve aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse modo, foram 91,7 mil hectares queimados, ficando 106% acima da média histórica desde 2019.

Também cresceram em área atingida pelo fogo a Mata Atlântica e o Pampa. Em relação a 2024, as áreas queimadas aumentaram 7% e 1,4%, respectivamente. Enquanto a Mata Atlântica teve 18,8 mil hectares atingidos, o Pampa teve 6,6 mil hectares queimados.

Portanto, a Amazônia, apesar de ter registrado queda de 72% na área queimada em relação aos três primeiros meses de 2024, foi o bioma mais atingido em extensão no mesmo período de 2025. Foram 774 mil hectares queimados, representando 78% do total nacional.

“É importante entendermos que a estação seca de 2025, que se aproxima, possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” diz a diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.

O Pantanal e a Caatinga também observaram redução nas suas áreas queimadas durante os três primeiros meses de 2025. Eles tiveram, respectivamente, 10,9 e 10 mil hectares atingidos pelo fogo, que representaram reduções de 86% e 8% em relação ao mesmo período de 2024.

Março

Além disso, no último mês do primeiro trimestre deste ano, o fogo alcançou 106,6 mil hectares do país. Sendo assim, o equivalente a 10% da área total queimada nos meses analisados. Na comparação com março de 2024, foram 674,9 mil hectares a menos queimados, o que representa redução de 86%.

Do total no mês, a Amazônia queimou 55,1 mil hectares; o Cerrado, 37,8 mil hectares, a Caatinga 2,2 mil hectares, Mata Atlântica, 9,2 mil hectares, o Pampa 1,5 mil hectares e o Pantanal, 561 hectares. Fabíola Sinimbú – Agência Brasil In “Boqnews”


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra organiza curso sobre incêndios na interface urbano-florestal

A Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), centro de investigação associado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), vai dinamizar um curso de formação especializada sobre incêndios na interface urbano-florestal, no próximo dia 22 de novembro, no Auditório Laginha Serafim do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC.


Nesta formação, que tem inscrições abertas até dia 18 de novembro, serão abordados temas no âmbito da gestão de risco de incêndio a interface urbano-florestal em Portugal, envolvendo aspetos legislativos, gestão da vegetação no contexto de prevenção, estratégias de comunicação do risco, entre outros, ministrados pela equipa da ADAI e do Instituto Jurídico da UC, com a coordenação do professor Domingos Xavier Viegas. 

 Os aspetos ligados ao comportamento do fogo e à segurança das pessoas têm sido ao longo das últimas décadas um dos principais focos do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI. Com este curso a associação tem como objetivo apoiar não só os agentes envolvidos nesta temática, mas também a população em geral que pretenda obter mais informação para promover a sua própria salvaguarda.

Desta forma, a formação destina-se a técnicos de proteção civil, de engenharia civil, paisagistas, técnicos autárquicos, bombeiros, técnicos florestais, produtores florestais, sapadores, GNR e cientistas, mas também a todos os interessados nesta temática. 

As inscrições estão limitadas à capacidade da sala e será emitido um certificado de presença com a carga horária discriminada. Para inscrições e mais informações consultar a página oficial. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Portugal - Projeto INTERFACESEGURA liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

O projeto INTERFACESEGURA “Segurança e resiliência ao fogo das zonas de interface urbana-florestal”, liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), vai apresentar esta quinta-feira, 21 de dezembro, uma abordagem inovadora capaz de responder aos desafios futuros das alterações climáticas, no âmbito da temática da segurança e resiliência do ambiente construído face a fogos nas zonas de interface urbana-florestal.


O evento de disseminação de resultados do projeto e de apresentação desta nova abordagem terá lugar no Auditório Laginha Serafim, Departamento de Engenharia Civil (DEC), no Polo II da Universidade de Coimbra, entre as 9h30 e as 13h.

«Ao longo do projeto desenvolvemos uma abordagem multidisciplinar distinta, uma Análise Baseada no Desempenho (ABD), versátil e adaptável, capaz de responder aos desafios que as alterações climáticas possam introduzir, promovendo o abandono de legislação de caráter prescritivo, atualmente em vigor. A adoção de uma ABD permite uma análise mais detalhada e baseada em conceitos e princípios científicos fortes e uma caraterização mais rigorosa dos diferentes cenários de Interface Urbana-Florestal (IUF) vulnerável, mas também uma análise e subsequente implementação de medidas mais eficazes e personalizadas para os múltiplos e complexos cenários de IUF que podemos encontrar no território nacional», explica Hélder Craveiro, coordenador do projeto e investigador do DEC.

O projeto INTERFACESEGURA tem como grande objetivo responder de forma direta aos graves problemas que surgiram nas últimas décadas por falta de planeamento e ordenamento do território, com excessiva pressão urbana sobre zonas florestais, com perímetros urbanos sobredimensionados destituídos de programação pública, o abandono dos espaços rurais e das atividades primárias que promoveram a continuidade do combustível (ausência de compartimentação) e o rápido agravamento das alterações climáticas.

A abordagem proposta, refere o investigador, «assegura ainda uma maior capacitação de todos os envolvidos, contribuindo para uma compreensão mais efetiva de todos os fenómenos físico-químicos envolvidos, nomeadamente ao nível da compreensão dos fenómenos de propagação dos incêndios florestais na IUF, pela avaliação do potencial de ignição do ambiente construído, da resistência e resiliência do ambiente construído, e gestão, valorização e criação de cadeias de valor associadas à floresta».

De acordo com Hélder Craveiro, foram avaliados e desenvolvidos modelos numéricos capazes de reproduzir cenários reais de incêndios na IUF, tendo em consideração a topografia, meteorologia (vento, humidade, temperatura), o tipo e disposição da vegetação e o ambiente construído. Deste modo, «é possível avaliar e quantificar realisticamente o ataque de um cenário de incêndio sobre uma infraestrutura que, combinado com o Método dos Elementos Finitos (FME), permite a avaliação do comportamento estrutural do edifício, considerando explicitamente o comportamento dos materiais em função da temperatura», revela.

«A continuação da atividade de investigação científica neste tema é imperativa, adotando os princípios da Engenharia de Segurança contra Incêndios e da Análise Baseada no Desempenho como ferramenta de base para a mitigação dos impactos diretos e indiretos nas comunidades, e no ambiente construído quando exposto a incêndios na Interface Urbana-Florestal», conclui

O projeto INTERFACESEGURA teve por base a multidisciplinaridade e uma abordagem holística, combinando áreas como Engenharia, Geografia, Economia e Direito.

Para participar no evento, que decorre em formato híbrido, deve registar-se aqui e indicar se a participação será online ou presencial. Universidade de Coimbra - Portugal


domingo, 7 de novembro de 2021

Brasil - Emissões na Amazónia serão maiores devido aos incêndios

Os incêndios ocorridos na Amazónia brasileira nos últimos 15 anos aumentariam em 21% a quantidade de gases de efeito estufa gerados pela desflorestação, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia (IPAM).

O problema, aponta a organização brasileira, que apresentou esta sexta-feira o estudo na 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), é que as emissões causadas pelos incêndios não são contabilizadas no país sul-americano.

Segundo os investigadores, os protocolos que existem atualmente consideram a floresta amazónica tão saudável como era há 500 anos.

Isso porque os estudos levam em consideração apenas as emissões imediatas causadas pelo fogo, mas não os gases emitidos posteriormente.

“A realidade é que as florestas queimadas agora emitem mais carbono do que absorvem de gases de efeito estufa, principalmente por causa dos incêndios e das mudanças climáticas”, disse a diretora de Ciência do IPAM e uma das autoras do estudo, Ane Alencar.

De acordo com o estudo, entre 1990 e 2020 os incêndios naquela que é considerada a maior floresta tropical do planeta geraram 1298 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) – incluindo combustão e decomposição – o equivalente ao emitido anualmente pelo Japão.

O fogo é o principal fator de degradação florestal na Amazónia brasileira.

Os incêndios consomem matéria orgânica depositada no solo, como folhas mortas, galhos e troncos, e compromete as árvores, e mesmo aquelas que permanecem de pé entram num processo gradual de declínio e eventual morte.

Isso acontece porque, quando o fogo penetra na floresta, avança lentamente e mantém as temperaturas baixas, destruindo o seu solo.

Portanto, áreas florestais degradadas contêm 25% menos carbono do que áreas preservadas e podem ser fonte de gases de efeito estufa nos próximos 10 anos.

Especialistas destacam que a metodologia em execução no Brasil não considera as emissões de incêndios não associadas à desflorestação, por não ser obrigatória, o que tem impacto na forma como devem ser apresentados os inventários nacionais à Organização das Nações Unidas (ONU).

Desde 1985, pelo menos 215000 quilómetros quadrados de vegetação nativa na Amazónia brasileira foram queimados pelo menos uma vez. Mais de metade desta área foi devastada pelo fogo várias vezes. In “Green Savers Sapo” – Portugal com “Lusa”

 

sábado, 21 de julho de 2012

Fascínio


Quando na passada segunda-feira, 16 de Julho de 2012, a comunicação social, principalmente a televisiva, mostrou imagens do incêndio nas Canárias, na ilha de Tenerife mais concretamente no Parque Nacional de Teide, Património Mundial da Unesco, era expectável que num futuro próximo a ilha da Madeira iria ter um cenário semelhante, afinal foram só dois dias.
As imagens que chegaram, através de fotografias e principalmente das televisões, trágicas, mas com um conteúdo que não deixa ninguém indiferente, acompanhadas de bombeiros equipados a rigor, maquinaria e aviação apropriada para o combate a incêndios, levam a que mentes fracas, perversas, frouxas, que desejam chamar a atenção para as suas zonas de residência, primam o gatilho que irá fazer a ignição, transformando todo o mato que não foi limpo em rastilho para incêndios de proporções inimagináveis, atiçadas por ventos fortes e temperaturas elevadas.
É reconhecido às televisões que devem noticiar todas as situações de anormalidade, mas há matérias que têm de ser elaboradas, estudadas, para que não sejam atractivas, mostrando o horror da situação e a tragédia que bate à porta de cada um, em vez de imagens que atraem aqueles que por razões diversas não tem a capacidade de discernir o bem do mal.
O que temos vindo a assistir nas últimas horas é o alastrar do problema a outras regiões, tanto na ilha da Madeira como no continente português, aqui com a agravante dos eucaliptais, através das copas das árvores, terem um efeito multiplicador, com as folhas do eucalipto a serem a ignição de novos focos de incêndio. Baía da Lusofonia