Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 19 de janeiro de 2025

África - A colossal barragem que pode ‘destruir’ uma nação milenar e secar o maior rio do mundo

Não há um país no mundo que dependa tanto de um rio como o Egipto do Nilo: e num mundo cheio de conflitos, o grande medo do Cairo não é um exército estrangeiro ou terroristas, mas sim a água, em particular uma possível escassez. Essa preocupação é real há pouco mais de uma década, isto porque, no coração do Nilo Azul, nas terras altas da Etiópia, está a Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), uma obra monumental que encarna as aspirações de desenvolvimento de um país e, ao mesmo tempo, o epicentro das tensões geopolíticas entre duas potências regionais que agora estão ‘condenadas’ a entender-se.



Este titã de betão, com uma capacidade de armazenamento de 74 mil milhões de metros cúbicos e uma potência hidroelétrica de 6450 megawatts, promete transformar a economia etíope, mas ao mesmo tempo ameaça perturbar o delicado equilíbrio abastecimento de água do Nilo, o rio que tem sido a força vital do Egipto durante milénios.

O arranque dos trabalhos neste colossal projeto deu-se em 2013, sendo que a tensão entre Egipto e Etiópia já era palpável: afinal, tratam-se de duas das maiores e mais populosas economias de África – o Cairo solicitou veementemente a interrupção das obras, uma vez que boa parte dos seus 112 milhões de habitantes necessitam do rio Nilo – e do seu caudal atual – para viver. A Etiópia defendeu que precisa da barragem para gerar a energia de que os seus 126 milhões de habitantes necessitam.

No final de 2023, a Etiópia anunciou com grande orgulho que o enchimento da barragem tinha sido concluído, ultrapassando obstáculos e enfrentando duras ameaças do Egipto e do Sudão, que temem que a barragem afete os níveis das águas do Nilo. Exigiram que Adis Abeba, a capital da Etiópia, deixasse de as encher até que se chegasse a acordo sobre os mecanismos para o fazer. Não só o enchimento foi concluído, como em 2024 a construção foi concluída e foram acionadas duas turbinas, com capacidade para gerar 400 megawatts cada. Estas turbinas juntaram-se a outras duas já em funcionamento, que geraram 375 megawatts cada, perfazendo um total de 1550 megawatts.

A GERD é a maior barragem de África e já está entre as maiores do mundo. O seu muro de 145 metros de altura e 1,8 quilómetros de comprimento, frisou a publicação espanhola ‘El Economista’, é um colosso concebido para gerar electricidade suficiente para abastecer toda a Etiópia e exportar energia para os países vizinhos. Para Adis Abeba é um símbolo de orgulho nacional e de autossuficiência, para o Cairo um risco existencial.

“Para os egípcios, a construção da barragem é uma questão que ameaça a sua existência: um dos exemplos mais claros de um país que é prisioneiro da geografia. O Nilo é a força vital do país e do seu povo”, indicou o escritor e especialista em geografia e geopolítica, Tim Marshall. Ou seja, se a Etiópia decidir fechar a torneira por necessidade ou por ameaça, isso poderá significar o fim do seu vizinho. “Não é que a Etiópia pretenda fechá-la completamente, mas terá capacidade para o fazer”, sustentou o especialista, algo mais do que suficiente para manter os egípcios acordados durante a noite.

“O Egipto é um país em grande parte desértico, pelo que 95% dos seus 112 milhões de habitantes vivem nas margens do delta do rio. O Cairo teme que a mera retenção de 10% da água, por apenas alguns anos, deixe desempregados cinco milhões de agricultores, reduzir a produção agrícola para metade e desestabilizar ainda mais o país”, afirmou Marshall.

Conflito faraónico

A tensão entre a Etiópia e o Egipto sobre o controlo do Nilo não é nova. Desde os tempos faraónicos que as águas deste rio têm sido alvo de disputas e alianças. No entanto, a Grande Barragem levou esta questão a um nível febril. As negociações, mediadas por organizações internacionais e países vizinhos, têm progredido lentamente, com acordos temporários que não respondem às preocupações fundamentais de cada nação.

A Etiópia insiste que tem o direito de utilizar os recursos hídricos para o seu desenvolvimento, referindo que mais de 60% da sua população não tem acesso à eletricidade. O Egipto, por seu lado, exige garantias de que o enchimento e o funcionamento da barragem não comprometerão as suas necessidades de água, especialmente durante os períodos de seca.

Neste complexo panorama, o Sudão desempenha um papel crucial como país intermediário entre a Etiópia e o Egipto. Embora o Sudão possa beneficiar desta grande barragem através de um melhor controlo das cheias e de eletricidade mais barata, também teme os efeitos adversos da gestão unilateral da água por parte da Etiópia.

A diplomacia tentou atenuar estas tensões, mas com resultados limitados. As Nações Unidas, a União Africana e países como os Estados Unidos mediaram as negociações, mas os acordos alcançados até agora foram frágeis e temporários. O Egipto alertou que “todas as opções estão em cima da mesa” se não for garantido um caudal de água adequado, o que inclui implicitamente a possibilidade de conflito armado. In “Executive Digest” - Portugal


sábado, 2 de janeiro de 2021

Austrália - Cientistas desenvolvem nova tecnologia que permite aos peixes passarem pelas barragens

 


O “tubo de passagem para peixes” permite que os peixes deslizem pelas paredes das barragens, açudes ou outras barreiras existentes nos rios.

Uma equipa de engenheiros e cientistas da UNSW Sydney desenvolveu uma forma de ajudar os peixes a passarem pelas paredes das barragens. Estas barreiras são altamente prejudiciais nas migrações dos peixes de rio um pouco por todo o mundo, sendo que este desenvolvimento se focou nos rios australianos.

Esta tecnologia, denominada “tubo de passagem para peixes” é uma instalação relativamente barata e que consome pouca energia, operando de uma forma simples: bombeia os peixes a alta velocidade – protegidos por uma almofada de água – através de um tubo que passa sobre a barreira de obstrução, como a parede da barragem, para entregá-los com segurança na água do outro lado.

Após uma demonstração bem-sucedida de um protótipo no Laboratório de Investigação de Água da UNSW em Manly Vale, o grupo está em conversações com a Câmara Municipal de Parramatta em Sydney sobre a possibilidade de instalar um no Marsden St Weir.

Estes tubos têm o potencial de reconetar as populações de peixes em toda a Austrália – e potencialmente no mundo – onde barreiras como barragens e açudes em rios estão associadas a um declínio maciço dos peixes de água doce no último meio século.

O professor Richard Kingsford, diretor do Centro de Ciência do Ecossistema da Escola de Ciências Biológicas, Terrestres e Ambientais da UNSW, afirmou que as barragens, açudes e outras barreiras fluviais interromperam os ciclos de reprodução dos peixes em todo o mundo, já que muitos peixes do rio são impedidos de migrar para desovar.

“Apenas nos rios Murray-Darling Basin, existem 10.000 barreiras de todos os tipos em todo o sistema fluvial que contribuíram para o declínio do número de peixes nativos em 90 por cento. Se pudéssemos reconetar os nossos rios e dar aos peixes a capacidade de navegar nos nossos rios com segurança, veríamos mais reprodução e populações de peixes nativos mais saudáveis ​​nos nossos rios.”

Equipas de engenheiros e cientistas na Austrália lutaram com o problema por mais de um século e construíram muitos tipos diferentes de passagens para peixes, ajudando os peixes a ultrapassar as barreiras. Mas estes são caros para instalar e manter, sendo que a maioria deixa de ser eficaz em pouco tempo.

Com isso em mente, os cientistas e engenheiros da UNSW uniram-se para chegar a uma solução relativamente barata, facilmente adaptável ao ambiente local e deixando apenas uma pequena pegada de carbono.

Numa encosta acidentada atrás do prédio do campus, dois grandes tanques foram conectados por dois canos que bombeavam água de um lado para outro. No tanque na parte inferior da encosta, um pequeno peixe robalo australiano foi persuadido a entrar numa câmara antes de ser impelido em alta velocidade através de um tubo de Perspex para um tanque mais acima na encosta, cerca de oito metros mais alto.

“Uma questão importante é atrair peixes para o tubo, de modo que possamos movê-los encosta acima com a nova passagem para peixes”, afirmou o professor Peirson.

“O Dr. Harris mostrou que, com geometrias adequadas, os peixes podem ser atraídos de forma confiável para a câmara. A beleza do design é que ele usa a energia disponível no reservatório acima para, então, levantar os peixes. ”

Num ambiente comercial, as instalações da passagem para peixes do tubo utilizariam tubos de conexão consideravelmente maiores do que o de 90 mm usado no protótipo.

“O nosso trabalho de modelagem numérica mostra que este sistema funcionará de forma confiável para tubos de pelo menos um metro de diâmetro, levantando peixes a mais de 100m na ​​vertical. Isto é, potencialmente, um novo capítulo na gestão ecológica de grandes barragens”, indicou o professor Peirson.

O grupo procura agora oportunidades para implementar a passagem para peixes numa instalação comercial e está atualmente está em negociações com a Câmara Municipal de Parramatta.

Alguns dos desafios que o grupo enfrenta ao passar do laboratório para o campo incluem garantir que a função da estrutura original do rio não é diminuída ao mesmo tempo que promove a saúde dos peixes que utilizam esses cursos de água. In “Green Savers Sapo” - Portugal

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Moçambique – Sector privado convidado a investir na construção de infraestruturas de armazenamento de água

O Governo reiterou o convite ao sector privado para que aposte na construção de infraestruturas de armazenamento de água, por representarem boa oportunidade de investimento.

O envolvimento do empresariado é visto como necessário face ao crescimento da demanda pelos recursos hídricos, que poderá triplicar nos próximos 20 anos, e para tornar o país resiliente às mudanças climáticas, que tornam as chuvas cada vez mais irregulares.

Falando há dias na província de Maputo, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que a construção de infraestruturas hidráulicas de contenção e reserva de água constitui prioridade para evitar riscos hídricos no desenvolvimento do país.

De acordo com João Machatine, a previsão das necessidades anuais por água sairá de dois para seis mil milhões de metros cúbicos até 2040, o que impõe que a capacidade de armazenamento seja elevada dos actuais 58 para 80 mil milhões de metros cúbicos. 

“Estes desafios que se colocam abrem enormes oportunidades para o sector privado, se tomarmos em linha de conta que as barragens, pela sua multifuncionalidade, sob ponto de vista energético, agrícola e de abastecimento de água, elevam os indicadores de retorno de investimento”, disse.

Mais de metade dos rios que atravessam o território nacional são partilhados com os países a montante, o que coloca Moçambique numa situação de extrema vulnerabilidade e dependência.

Face ao cenário, o ministro Machatine disse haver necessidade de definição, revisão e cumprimento “escrupuloso” dos acordos de partilha dos rios, além da construção de barragens.

O convite feito semana passada aos empresários não foi o primeiro. Após a apresentação do estudo de viabilidade da Barragem de Mapai, norte de Gaza, o ministro reuniu-se com o sector privado para apresentar as oportunidades que a iniciativa oferece nas várias componentes, desde a construção em si até à exploração agrícola, geração de electricidade, entre outras. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Angola – Reabilitação e ampliação da Barragem de Calueque

Reabilitação e ampliação da barragem hídrica do Calueque, na província de Cunene, em Angola, construída em 1974 que vai passar a dispor de duas centrais hídricas e um novo canal e pivôs de irrigação. O projeto envolve trabalhos de terraplanagem, construção de reservatório de equilíbrio com capacidade de um milhão de litros de água para o abastecimento às populações. Cenor conclui contrato da Barragem de Calueque

A Cenor anunciou a conclusão do contrato para a elaboração do “Projecto de Execução da Empreitada de Reparação e Conclusão da Barragem de Calueque”, em Cunene, Angola.

Segundo a informação avançada pela empresa de engenharia no seu sítio, o contrato inclui a coordenação geral de projectos das especialidades de equipamentos hidromecânicos, equipamentos electromecânicos e instalações eléctricas, bem como a elaboração dos projectos das frentes de obra referentes ao desvio provisório do rio, à reparação do tabuleiro rodoviário sobre o descarregador de cheias, à reabilitação e ampliação do sistema elevatório sul e ao novo sistema elevatório norte.

A empresa refere ainda que foram recentemente entregues os últimos elementos do projecto, correspondentes às normas de exploração da descarga de fundo e do descarregador de cheias da barragem e às normas de exploração dos sistemas elevatórios norte e sul.

A barragem que a Mota-Engil está a construir tem 19 metros de altura máxima acima da fundação e 2.600 metros de desenvolvimento total. O corpo é em perfil betão gravidade, com 270 metros de desenvolvimento, onde se incorporam o descarregador de cheias, a descarga de fundo e a tomada de água para rega do sistema elevatório sul. Pedro Cristino – Portugal in “Construir”

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Moçambique - Aumento potencial de energia limpa

A construção de cinco novas barragens hidroeléctricas em Moçambique e a expansão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa vão aumentar o potencial de produção de energia do país em cerca de 3600 megawatts, envolvendo investimentos superiores a 7000 milhões de dólares.

Num quadro de aumento do consumo de energia a um ritmo médio anual de 82 megawatts (cerca de 14%), segundo dados do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), Moçambique encontra na expansão do sector energético um dos seus maiores desafios económicos, atendendo às crescentes exigências industriais que se vão manifestando um pouco por todo o país.

E é neste contexto que no Plano Quinquenal do Governo 2015-2019, que será votado pelo Parlamento moçambicano a partir de início de Abril, o Executivo expressa a prioridade de ver desenvolvidos vários empreendimentos de produção de energia, alguns dos quais com investidores e financiamento já garantidos.

Este é caso da Hidroeléctrica de Lupata, na província de Tete, com um potencial de geração de 416 megawatts, que vai exigir um investimento de cerca de 1072 milhões de dólares, realizado através de um consórcio que reúne as empresas Hydroparts Holding e Cazembe Holding, ambas sediadas nas Maurícias, e ainda a estatal Electricidade de Moçambique (EDM) e a Sonipal, de Moçambique.

Também na província de Tete, e ao longo do rio Zambeze, a Hidroeléctrica de Boroma irá contar com uma potência instalada de 210 megawatts, tendo como empresas promotoras a Rutland Holding, das Maurícias, a EDM e a Sonigal, que terão de investir 572,5 milhões de dólares para desenvolver o empreendimento.

Se somados, os dois projectos podem vir a criar mais de 4000 postos de trabalho, segundo o Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique, através do qual foram realizados os investimentos em 2014.

O plano orientador das políticas governamentais dá também prioridade ao arranque da construção da Barragem de Mphanda Nkuwa, a cerca de 70 km a nordeste da cidade de Tete e a 61 km a sudeste da Barragem de Cahora Bassa, num projecto com potencial de geração de 1500 megawatts, que tem uma estimativa de custo de 4,2 mil milhões de dólares.

Já concessionada às empresas Camargo Corrêa (40%), do Brasil, Insitec (40%), de Moçambique, e EDM (20%), a barragem deverá estar concluída em 2017, segundo indica o Programa Integrado de Investimentos do MPD, revisto em Junho de 2014.

Neste documento, o MPD sinaliza também a construção da Central Hidroeléctrica de Lúrio, em Nampula, mencionando uma capacidade de geração de 180 megawatts e um custo de investimento de cerca de 480 milhões de dólares, mas, para já, o projecto não tem investidores conhecidos.

Semelhante situação verifica-se com a Hidroeléctrica de Alto Malema, também em Nampula, com um potencial de geração de 60 megawatts, que figura no Programa Quinquenal do Governo.

Por outro lado, o Executivo destaca o avanço da segunda fase da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), projecto também designado Cahora Bassa Norte, cuja construção vai aumentar em 1250 megawatts a capacidade de produção de energia do empreendimento, actualmente de 2075 megawatts. O custo do projecto está avaliado em cerca de 700 milhões de dólares, de acordo com estimativas do MPD.

Na estrutura accionista da HCB, o Estado moçambicano possui uma participação de 92,5%, enquanto a portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN), que é participada em 25% pela State Grid Corporation of China (SGCC), detém a quota remanescente de 7,5%.

Moçambique conta actualmente com uma capacidade de produção de cerca de 2300 megawatts, sendo a HCB o empreendimento que mais energia produz no país.

Grande parte da produção da barragem (cerca de 75%) é destinada à exportação, designadamente para o Zimbabwe e para a África do Sul, país cuja instituição eléctrica nacional, a Eskom, mantém um acordo com a HCB para a compra anual de 1100 megawatts, válido até 2029. In “Jornal Notícias” - Moçambique

sábado, 23 de agosto de 2014

Guiné Bissau – Futuro acesso a energia mais barata

Bissau, – A barragem hidroeléctrica, em construção na vila de Kaleta, na Guiné-Conacri e que entra em funcionamento no primeiro semestre de 2015, vai cobrir 30 à 40 por cento das necessidades globais da Guiné-Bissau em termos da energia elétrica.

A afirmação é do Ponto Focal no país da Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia (OMVG) feita na abertura hoje de um Atelier Nacional de Validação do Plano Ambiental e Social do referido projecto.

Inussa Baldé sublinhou que a Guiné-Bissau deve estar preparada para possuir, a tempo, as infraestruturas de acolhimento de distribuição e redistribuição da corrente elétrica proveniente dessa barragem.

“A título de exemplo, vocês viram que toda a ligação dos cabos elétricos que estavam em Bafatá foram danificados. Quer dizer que esta energia vai entrar no país em alta tensão e terá que ser transformada para distribuir aos clientes”, esclareceu.

Aquele responsável afirmou que mesmo a capital Bissau tem problemas de rede de distribuição da energia elétrica.

Informou que a União Europeia tem uma verba para financiar um projecto do melhoramento dos cabos da energia em Bissau.

Perguntado sobre o que o país poderá ganhar com a energia a ser fornecida pela barragem de Kaleta, Inussa Baldé respondeu que as necessidades em termos da energia, dependem do clima de investimentos.

“A energia nunca é suficiente para um país porque há parte que vai para o consumo doméstico, industrias, turismo, a exploração mineira entre outras. Quer dizer que as necessidades são enormíssimas”, explicou.

O Ponto Focal da OMVG na Guiné-Bissau disse que a outra vantagem do projecto é que vai ligar o pais à outras zonas energéticas de Africa, acrescentando que com a sua entrada em funcionamento vamos ter empresas a operar no sector da energia e que injetam correntes eléctricas de outros países para comercializar aqui a preços mais competitivos.

“Para mim, a vantagem maior desse projecto não é apenas o fornecimento de energia, mas sim de podermos estar conectados com outras redes energéticas em qualquer parte da sub-região africana”, informou.

Inussa Baldé frisou que uma pessoa pode estar aqui no pais e se não pretende utilizar a energia da Empresa de Eletricidade e Aguas da Guiné-Bissau (EAGB), que para ele não tem qualidade ou tem um custo elevado e se está aqui um outro grupo concorrente a pessoa pode simplesmente assinar o contrato com a referida empresa.

Baldé declarou que a energia a ser fornecida pela barragem de Kaleta vai custar 32 francos CFA por quilowatts, frisando que actualmente a energia da EAGB custa mais de 300 francos CFA.

“Com a entrada em funcionamento da barragem de Kaleta, a Guiné-Bissau vai poupar anualmente cerca de 13 biliões de francos CFA montante que é gasto na compra de combustíveis para a Central Elétrica”, sublinhou.

Disse que na Guiné-Bissau vão ser instalados 209 quilómetros de cabos desde as povoações de Saltinho, Bambadinca, Bafatá, Mansoa, passando por Farim, Tanaf passando pelo Senegal e Gâmbia. Agência de Notícias da Guiné – Guiné Bissau