O artista cabo-verdiano Djam Neguin apresenta nos dias 21 e 22 deste mês, em Portugal, o espectáculo infantil “Buluku”, no Teatro do Bairro, em Lisboa
Segundo o artista, o espectáculo
propõe uma viagem afrofuturista para crianças e famílias, acompanhando um
Afronauta que atravessa planetas e modos de vida ecológicos, combinando dança, videomapping,
inteligência artificial e cosmologias africanas.
“Mais do que um espectáculo infantil, Buluku é uma
afirmação artística e política sobre a necessidade de expandir o imaginário
contemporâneo, deslocando narrativas eurocêntricas e abrindo espaço para outras
cosmovisões”.
Para o artista, Buluku afirma-se como um espaço de
convergência entre som, memória, tecnologia e cosmologia. O nome,
simultaneamente sonoro e ancestral, abre um campo de criação onde imaginação,
pedagogia e política cultural se entrelaçam.
Djam Neguin refere que o projecto propõe uma reflexão
sobre o lugar da arte na construção de futuros possíveis. “Mais do que
apresentar respostas fechadas, procura instaurar perguntas, abrindo caminhos
para que o público participe na criação de novos imaginários, onde diversidade,
inclusão e criatividade possam coexistir de forma expandida”.
O artista sublinha que o “Buluku” é um espectáculo cheio
de aventuras. Viajamos pelo espaço com um afronauta curioso e brincalhão, que
cria planetas, inventa danças e faz grandes perguntas, como: De onde vem o
mundo?
No palco estarão brinquedos, imagens em movimento, luzes,
sons e um corpo que brinca o tempo todo. Tudo se junta para criar mundos
inspirados em antigas estórias de África sobre a origem do mundo.
“Em Buluku, não há respostas certas. Há imaginação,
movimento e descoberta. Um espectáculo para crianças e adultos verem, sentirem
e brincarmos juntos. Uma obra para a infância que cruza dança, performance,
cosmologia africana e tecnologia digital, propondo uma experiência imersiva
onde tradição e futuro coexistem”, aponta. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso
das Ilhas”
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