Vamos
aprender português, cantando
Se te abrisse a porta da
minha cabeça
pegavas-me ao colo como
uma criança,
sinto que não há amor que
eu mereça
e sentir muito, sentir
tudo cansa.
O corpo que eu rejeito,
amor violento que eu
aceito e justifico.
Nasci com um peso no peito
que um dia hei-de
levantar,
por enquanto sobrevivo.
Canto, canto, canto,
p’ra calar o ruido ou só
p’ra existir.
Canto, canto, canto,
canto,
canções repetidas para
conseguir dormir.
Canto, canto, canto,
canto,
até sentir que a voz me
sai da pele.
Canto, canto, canto,
canto.
Não quero calar o
silêncio,
vou dançar com ele.
Queres tu que seja uma, eu
sou muitas,
dizes não ter sentido
nenhum mas
toda a mulher é mil
mulheres
que se erguem e se vingam
de homens como tu.
Que não se tratam, não se
curam,
os que batem e desculpam
cobardia com amor.
Deixam marcas tão
profundas
que as palavras saem
mudas,
guardo-as, digo que é
melhor.
Canto, canto, canto,
p’ra calar o ruido ou só
p’ra existir.
Canto, canto, canto,
canto,
canções repetidas para
conseguir dormir.
Canto, canto, canto,
canto,
até sentir que a voz me
sai da pele.
Canto, canto, canto,
canto.
Não quero calar o
silêncio,
vou dançar com ele.
Canto, canto, canto,
p’ra calar o ruido ou só
p’ra existir.
Canto, canto, canto,
canto,
canções repetidas para
conseguir dormir.
Canto, canto, canto,
canto,
até sentir que a voz me
sai da pele.
Canto, canto, canto,
canto.
Não quero calar o
silêncio,
vou dançar com ele.
Sara Correia – Portugal
Composição:
(Letra) Carolina Deslandes
– Portugal
(Música) Carolina
Deslandes – Portugal
Rodrigo Correia - Portugal
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