Decorreu ontem a 21.ª reunião ordinária do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, durante a qual foram reforçados “os intercâmbios empresariais” e as “cooperações financeiras a nível do Fundo da Cooperação”, segundo Ji Xianzheng. Aos jornalistas, o secretário-geral do Fórum de Macau disse que foi discutido o balanço dos trabalhos referentes a 2025 e apresentado o programa de actividades deste ano, incluindo a preparação da próxima Conferência Ministerial. Manuel Cansado de Carvalho, novo embaixador de Portugal na China, também esteve presente no encontro, tendo destacado a atmosfera “de grande convergência” e o papel histórico de Macau nas relações sino-lusófonas
A 21.ª reunião ordinária do
Secretariado Permanente do Fórum de Macau serviu para “reforçar ainda mais os
intercâmbios empresariais” e “as cooperações financeiras a nível do Fundo da
Cooperação”, partilhou Ji Xianzheng, secretário-geral do organismo, à margem do
encontro que decorreu ontem. Sem grandes detalhes, Ji acrescentou apenas que o
encontro serviu para discutir o balanço do trabalho concretizado em 2025 e o
programa de actividades planeado para este ano.
De acordo com o secretário-geral, as delegações dos 10
países do Fórum Macau discutiram a implementação do anterior plano de acção,
definido em 2024, durante a 6.ª Conferência Ministerial, e abordaram a
preparação para a próxima Conferência Ministerial. “Os próximos trabalhos do
Fórum vão reflectir-se na próxima versão do plano de acção. Neste momento estão
a fazer consultas entre os diferentes departamentos governamentais a nível
nacional e também a nível da RAEM”, esclareceu o secretário-geral.
De volta à China quase 15 anos após ter deixado o cargo
de cônsul-geral de Portugal em Macau, Manuel Cansado de Carvalho, novo
embaixador português em Pequim, disse que foram discutidos os trabalhos de
preparação da agenda da Conferência Ministerial de 2027. “Definimos um conjunto
de linhas de acção”, referiu, garantindo que houve “um bom ambiente” e “de
grande convergência”, mesmo sem unanimidade.
Reflectindo sobre o seu regresso à China, o novo
embaixador confessou ter notado grandes diferenças na cidade de Pequim. “Vejo
uma China pujante”, salientou Cansado de Carvalho, referindo-se à capital
chinesa, cidade que considera ter evoluído bastante em pouco mais de uma
década.
“Primeiro, ainda estou a tratar das coisas básicas da
chegada a Pequim”, confessou Manuel Cansado de Carvalho, num balanço sobre as
três primeiras semanas como embaixador. “Como é patente, já fui cônsul em
Macau. Isso foi outro tempo, outra página. Essa página está virada”, recordou.
“Agora estou em Pequim, a começar a trabalhar com as autoridades centrais. Vir
a Macau é sempre um prazer, embora a China seja muito grande, vai-me ocupar
muito, em muitos outros sítios”, antecipou.
“Temos muitos séculos de relação de amizade com a China,
construída com paciência e sabedoria por dois povos muito antigos e muito
construída à volta deste sítio onde estamos”, destacou o embaixador. “Macau é
um pilar. Um pivô dessa relação entre Portugal e a China. Essa relação com a
China hoje em dia desenvolve-se em múltiplos planos”, afirmou, tendo listado as
dimensões política e económica e os investimentos entre as duas partes. “A
relação está boa”, rematou.
Questionado sobre a visita de Sam Hou Fai a Portugal, em
Abril, Manuel Cansado de Carvalho deferiu qualquer comentário para o
Consulado-Geral de Portugal na RAEM. “Em Macau está o cônsul-geral, que fala e
trata das questões de Macau. Naturalmente, é uma vantagem que, pela primeira
vez, um embaixador em Pequim conhece Macau”, respondeu. “Não é preciso
explicar-me onde é que fica a Praia Grande. Eu sei onde fica”, apontou.
“A montagem da visita está a ser feita
por outro caminho. Não me cabe anunciar nem pelo lado de Macau, nem pelo lado
português, o que ainda não foi anunciado. As coisas vão andar”, projectou,
tendo ainda partilhado que, no momento, desconhece se vai ou não acompanhar o
Chefe do Executivo. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal
Tribuna de Macau”
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