Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Angola - Portos de Cabinda e Soyo passam para a Sogester

O Ministério dos Transporte procedeu, segunda-feira, em Luanda, a passagem da gestão dos terminais marítimos e fluviais dos portos de Cabinda e Soyo à Sociedade Gestora de Terminais (SOGESTER S.A)


O processo decorre no quadro da modernização do sector portuário nacional e o impulso do serviço de cabotagem enquanto alternativa logística.

Os terminais agora concessionados desempenham também um papel central na integração socioeconómico das províncias de Cabinda e Zaire.

O Porto de Cabinda inaugurado em 2021 dispõe de uma estrutura moderna e capacidade para movimentar mais de 100 mil passageiros. A concessão com o prazo de 20 anos vai permitir uma maior eficiência operacional, reduzir os custos logísticos e dinamizar a cabotagem dos portos de Cabinda e Soyo.

De acordo com o secretário de Estado para os sectores de Aviação Marítima e Portuária, Adilson Catala, a construção e operacionalização destes terminais enquadra-se na orientação clara do Executivo, a fim de criar condições para a dinamização do transporte marítimo de passageiros e bens, reduzir os constrangimentos logísticos e responder de forma concreta às necessidades das populações e dos agentes económicos.

Adilson Catala disse que no caso de Cabinda, esta visão assume uma relevância ainda maior, tendo em conta a descontinuidade territorial, o que impõe ao Estado a responsabilidade de assegurar soluções regulares, eficientes e sustentáveis de mobilidade e abastecimento.

Segundo o secretário de Estado, estas infra-estruturas não são apenas activos físicos, mas instrumentos concretos de mobilidade, integração económica, dinamização do comércio e melhoria da qualidade de vida das populações. Winnie António – Angola in “Jornal de Angola”


terça-feira, 28 de abril de 2026

Macau - Aeroporto planeia rota Macau - Lisboa com escala em Hangzhou

Uma rota Macau-Lisboa, via Hangzhou e com serviço de bagagem despachada até ao destino final, está em planeamento da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, que está a estudar com a Beijing Capital Airlines para a operação desta ligação. A empresa revelou também que o transporte de mercadorias de Macau para a Europa representou um terço do volume total de carga do aeroporto local no ano passado


A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) adiantou estar em negociações com a Beijing Capital Airlines para lançar voos entre Macau e Lisboa, com escala em Hangzhou, no interior da China, com registo das malas directo até ao destino final.

A negociação tem como objectivo “promover voos da Beijing Capital Airlines entre Hangzhou e Macau, utilizando Hangzhou como ponto de escala para voos directos para Lisboa”, explicou Edman Lee, director adjunto do Departamento de Marketing da CAM ao Canal Macau em língua chinesa.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines opera já uma ligação directa entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, sendo actualmente a única rota aérea directa entre Portugal e a China. Essa ligação tem agora uma frequência de dois voos semanais e a rota tem uma duração aproximada de 13 horas.

O plano actual entre a CAM e a Beijing Capital Airlines é permitir que os passageiros do território possam apanhar voos Macau-Hangzhou com a mesma companhia aérea chinesa e fazer a viagem directa de Hangzhou para Lisboa, sem passar o controlo de migração em Hangzhou e recolher a bagagem só na capital portuguesa.

A CAM indicou que será também possível fazer escala em Pequim para chegar a Lisboa, com a ligação entre as duas cidades a ser lançada em breve.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines já anunciou que vai lançar, durante o Verão, uma ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de Junho e duração de cerca de três meses. O voo terá uma frequência semanal que parte de Lisboa à segunda-feira.

Além disso, a CAM pretende ainda utilizar cidades da China continental, como Pequim, Chengdu e Chongqing, como pontos de escala com tempo de espera em menos de três horas, para lançar voos com transferência de bagagem directa para destinos europeus, como a Espanha.

A empresa gestora do Aeroporto de Macau assegurou que está a “promover activamente” a expansão do mercado do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, com plano de aumentar a frequência dos voos e o número de destinos nestas áreas, como a ligação a Fukuoka, no Japão.

No que diz respeito às rotas de médio e longo curso, a CAM está a analisar o desenvolvimento de rotas para a Índia e outras opções de voos com escalas.

As informações da empresa indicam que o Aeroporto Internacional de Macau conta actualmente com 29 companhias aéreas que operam 44 rotas.

Carga de Macau para a Europa

A CAM, por outro lado, abordou também o transporte de mercadorias, sublinhando os resultados das rotas exclusivamente de carga entre Macau e a Europa.

No ano passado, o volume de mercadorias transportadas de Macau para a Europa foi de cerca de 31.700 toneladas, representando cerca de 29,2% do volume total de carga do aeroporto. Entre elas, 8700 toneladas corresponderam à rota de Madrid, representando 8% do total.

Os dados fornecidos por Frank Wu, director do Departamento de Logística e Desenvolvimento da Aviação Geral da CAM, mostram ainda que o comércio electrónico transfronteiriço é o principal contribuinte para a carga do aeroporto, representando 90% do volume total.

A CAM afirmou que os voos directos de carga da Ethiopian Airlines entre Macau e Espanha já entraram em operação regular. Para as rotas de longo curso no futuro, a CAM irá lançar voos “que se relacionam com a plataforma sino-lusófona”, com vista a uma expansão do mercado para a América do Sul, por exemplo, para países como o Brasil, “que tem uma população numerosa e uma elevada frequência de utilização de serviços de comércio electrónico”, frisou.

O porta-voz da CAM referiu ainda que a situação no Médio Oriente está a afectar os preços dos combustíveis, estando o aumento dos custos a levar a uma redução dos voos de carga. Mas, “por enquanto, o impacto não é significativo”, assegurou.

Quanto à previsão da União Europeia de, no segundo semestre deste ano, cobrar uma taxa fixa de 3 euros e uma taxa de processamento de 2 euros sobre pequenas encomendas com valor inferior a 150 euros, a CAM acredita que tal medida irá a afectar, a curto prazo, as exportações de mercadorias de Macau para a Europa. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 5 de março de 2026

Macau - Paralisação do Estreito de Ormuz provoca atrasos no transporte de produtos portugueses

O bloqueio do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte marítimo de petróleo, poderá provocar atrasos superiores a três meses nas rotas entre a Europa e a Ásia. Segundo Sunny Ip, presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau, os actuais desafios geopolíticos poderão afectar o transporte e a importação de produtos portugueses como vinho, azeite e sardinhas


O conflito no Médio Oriente está a impactar o transporte marítimo de mercadorias entre a Europa e a Ásia, com possíveis consequências para os preços de alguns produtos de origem europeia vendidos em Macau.

De acordo com o jornal Ou Mun, o recente bloqueio do Estreito de Ormuz e as restrições à navegação comercial no Mar Vermelho estão a repercutir-se no “aumento persistente” da duração e do custo do transporte marítimo entre ambos os continentes.

O prolongamento do conflito poderá também resultar na subida dos preços das importações europeias. Sunny Ip, presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau, nota que incidentes anteriores no Mar Vermelho já tinham prolongado o transporte marítimo euro-asiático “de um mês para mais de dois meses”, afectando produtos portugueses como vinho, azeite e sardinhas.

Após o Irão ter anunciado esta segunda-feira o encerramento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes e estratégicas a nível mundial, o tempo de trânsito poderá subir “para três meses ou mais”, afirma o responsável – o que, por sua vez, contribuirá para aumentar os custos de armazenamento e manuseamento das mercadorias.

Também o aumento do preço do petróleo Brent, que já subiu mais de 12% em apenas três dias, vem elevar os custos de transporte. Segundo a mesma fonte, as tarifas para o transporte de um único contentor entre a Europa e a Ásia já atingiram mais de 10.000 renminbis. Por outro lado, as taxas de câmbio dos países envolvidos encontram-se actualmente numa fase de elevada volatilidade, fazendo com que o mercado financeiro passe a operar sob maior tensão.

Sonny Ip refere que as mercadorias com origem na Europa e na África “representam apenas 10% a 20% do total das importações de Macau”, com destaque para os produtos de luxo e os lacticínios. As reservas do inventário de mercadorias garantem, por enquanto, a estabilidade do abastecimento por mais “dois a três meses”, ao mesmo tempo que a diversificação das fontes de fornecimento – com a crescente importação de produtos lácteos do interior da China, da Austrália e da Nova Zelândia – reduz a dependência do mercado europeu.

Por sua vez, a cadeia logística dos produtos do mercado de massa não deverá ser afectada pelo conflito do Médio oriente, uma vez que estes bens são maioritariamente originários da China continental e do Sudeste Asiático.

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão no passado sábado, que o presidente norte-americano justificou com o objectivo de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”. O Irão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra o Iraque, a Jordânia, o Kuwait, o Bahrein, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Israel. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) anunciou esta segunda-feira o encerramento do Estreito de Ormuz, que já tinha sido parcialmente encerrado em Fevereiro, com consequências para o preço do petróleo e de bens e serviços em todo o mundo. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Comércio internacional de mercadorias de Portugal no âmbito da CPLP (2018 a 2022)

A “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP) foi criada em 1996, sendo seus países fundadores Angola, o Brasil, Cabo Verde, a Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Em 2002 foi admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial, observador associado que foi desde 2006.

Entre os seus objectivos, no âmbito da cooperação em todos os domínios, situa-se o desenvolvimento de parcerias estratégicas e o levantamento de obstáculos ao desenvolvimento do comércio internacional de bens e serviços, tornando-a assim numa importante alavanca para o desenvolvimento do espaço económico lusófono e consequente melhoria das condições de vida das suas populações.

Pretende-se neste trabalho analisar, através de quadros e gráficos, a evolução das importações e exportações efectuadas por Portugal com cada um dos seus parceiros na CPLP no período de 2018 a 2022, a partir de dados de base do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versão definitiva até 2021 e preliminar para 2022, com última actualização em 10 de Julho de 2023.

Para o cálculo do peso de Portugal nas importações e nas exportações de cada um dos parceiros comunitários foram utilizados, para Portugal, dados de base do (INE), considerados mais correctos para o fim em vista, e para os parceiros na CPLP estatísticas do International Trade Centre (ITC) calculadas a partir de diversas fontes. Walter Marques – Portugal “ECOPOR - Economia Portuguesa

Para aceder ao artigo completo clique aqui.

 

quinta-feira, 24 de março de 2022

Portugal - Porto de Aveiro reforça ligações marítimas com Rio Grande do Sul e Imbituba

O porto de Aveiro vai reforçar as ligações marítimas com os portos brasileiros de Rio Grande do Sul e Imbituba, visando incrementar o segmento de carga geral fracionada, segundo fonte portuária.

O reforço das ligações aos dois portos brasileiros resulta de contatos estabelecidos pela administração portuária, a Perez Torres Maritima Iberica e a Portline, durante a “Intermodal South América”, principal evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América do Sul, que decorreu entre os dias 12 e 17, na São Paulo Expo.

O objetivo do reforço das ligações marítimas transatlânticas é o crescimento do comércio internacional de carga geral fracionada, segmento em que o porto de Aveiro já é líder nacional.

“Das reuniões com empresários portugueses e brasileiros dos portos do Rio Grande do Sul e de Imbituba resultou o compromisso de promover dois memorandos de entendimento para reforçar as ligações marítimas e a cooperação com estes portos, ainda em 2022”, dá conta a administração portuária.

Após dois anos de interregno, o principal encontro da América do Sul dos setores logístico, de transporte de cargas multimodal e de tecnologia associada ao transporte, que este ano assinalou a sua 26.ª edição, voltou a reunir em São Paulo os profissionais da cadeia logística, nos formatos físico e digital de forma simultânea.

De acordo com dados da administração portuária, o porto de Aveiro cresce 21,6% no mês de fevereiro, tendo movimentado mais 21,6% de mercadorias face ao período homólogo, com um total de 457369 toneladas.

Na carga geral fracionada verificou-se um aumento de 99,2%, impulsionado pelo contributo dos produtos florestais, com um total de 134995 toneladas. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

sábado, 19 de março de 2022

Rússia - Abre novas vias com a China para transporte de mercadorias

A Rússia abriu uma nova rota ferroviária de mercadorias com a China, através do Cazaquistão, que permitirá a entrega de contentores em 18 dias, noticiou a agência oficial russa TASS.

A nova linha ligará a cidade de São Petersburgo, no Mar Báltico, a Shenzhen, uma cidade do sul da China adjacente a Hong Kong, que estão separadas por mais de 7500 quilómetros.

“Organizámos um serviço multimodal terrestre entre a China e a Rússia através do Cazaquistão. Foi aberta uma nova rota com um tempo de entrega de contentores de 18 dias entre Shenzhen e São Petersburgo”, anunciou a empresa ferroviária russa, citada pela TASS.

A agência disse que um primeiro comboio com contentores com bens de consumo partiu já este mês, sem precisar o dia, passando pelos postos fronteiriços de Khorgos-Altynkol, entre a China e o Cazaquistão, e Semiglavy Mar-Ozinki, entre este país e a Rússia.

No futuro, a empresa pretende assegurar a entrega regular de mercadorias nesta rota e enviar quatro comboios todos os meses, segundo a TASS.

A empresa ferroviária russa organizou anteriormente um novo serviço de contentores entre o terminal de Stupino, na região de Moscovo, e o porto de Vanino, no território de Khabarovsk, no extremo oriental da Rússia junto à fronteira com a província chinesa de Heilongjiang (nordeste).

As infra-estruturas existentes nesta linha permitirão a circulação mensal de até oito comboios de contentores.

A TASS não indicou a data em que este serviço começou a funcionar, nem se as novas rotas com a China vão contribuir para a Rússia enfrentar as sanções que lhe foram impostas por ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro.

A União Europeia (UE) e países como os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão ou a Austrália decretaram duras sanções contra interesses russos que afetam praticamente todos os setores da economia.

Na segunda-feira, o conselheiro de segurança nacional norte-americano, Jake Sullivan, advertiu a China de que terá um preço a pagar se ajudar a Rússia a ultrapassar as sanções.

O alerta foi transmitido por Sullivan durante uma reunião, em Roma, com uma delegação chinesa liderada pelo chefe do gabinete do Partido Comunista da China para os Assuntos Externos, Yang Jiechi.

A posição ambígua da China em relação à invasão da Ucrânia foi contestada esta semana pelo académico e analista Hu Wei, que defendeu que Pequim deve “abdicar da neutralidade e escolher a posição dominante no mundo”.

“A China só pode salvaguardar os seus próprios interesses ao escolher o menor de dois males, afastando-se da Rússia o mais rápido possível”, escreveu Hu, que é vice-presidente do Centro de Pesquisa de Políticas Públicas do Gabinete do Conselho de Estado.

A primeira ligação ferroviária para transporte de carga entre a Rússia e a China foi inaugurada em 2013, com destino final em Almati, a maior cidade do Cazaquistão.

Nos últimos anos, novas vias passaram a incluir o resto da Ásia Central, Médio Oriente e a região do Cáucaso, com paragem final na Alemanha, Polónia, Bélgica ou Espanha.

O percurso entre o centro da China e a Europa leva 12 dias a ser percorrido. É um terço do tempo necessário por via marítima, mas que também acarreta habitualmente mais custos.

Durante a pandemia de covid-19, porém, o preço do transporte por navio entre a China e a Europa quase quadruplicou, devido à escassez de contentores, atingindo valores recorde.

O comércio entre a China e a Rússia subiu 35,9%, em 2021, em termos homólogos, para um valor recorde de 146,9 mil milhões de dólares, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

A Rússia é um importante fornecedor de petróleo, gás, carvão e bens agrícolas, beneficiando de um superavit comercial com a China.

Desde que sanções contra a Rússia foram impostas, em 2014, depois da anexação da Crimeia, o comércio bilateral entre Pequim e Moscovo cresceu mais de 50%. A China tornou-se o maior destino das exportações da Rússia. In “Hoje Macau” - Macau

 

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Moçambique – Celebrado contrato para potenciar serviço de cabotagem



A Sociedade Moçambicana de Cabotagem (SMC) acaba de celebrar com a Manica Freight Services (Moçambique) S.A. um contrato de agenciamento a nível nacional, aplicável a todos os portos de Moçambique.

A Manica Freight Services presta serviços nas áreas de agenciamento de navios, armazenagem, despacho e expedição de mercadorias, carga aérea e serviços marítimos. A partir de agora, passa a actuar como agente de navegação da SMC em todos os portos nacionais.

Segundo Luís Archer de Carvalho, director-geral da Sociedade Moçambicana de Cabotageme representante do Grupo Peschaud em Moçambique, “a Manica Freight Services é o parceiro ideal para o projecto de desenvolvimento da cabotagem, devido à sua experiência de mais de 125 anos em território moçambicano e pela capacidade de angariação de clientes que possui”.

Para Ahmad Chothia, director-geral da Manica Freight Services (Moç) SA, “este contrato representa mais um desafio para a empresa e uma oportunidade de pôr toda a vasta experiência da Manica ao serviço de tão importante projecto”.

A Sociedade Moçambicana de Cabotagem inicia nos próximos dias o transporte regular de mercadorias em Moçambique, interligando o país desde o porto de Maputo até Afungi, na província de Cabo Delgado, com escalas nos portos da Beira, Quelimane, Nacala, Pemba e Mocímboa da Praia, nos dois sentidos. Nesta primeira fase, as operações vão ser asseguradas por dois navios da SMC que passam a garantir o transporte marítimo de mercadorias ao longo de toda a costa moçambicana.

Ao revitalizar o serviço de cabotagem em Moçambique, a SMC está não só a fortalecer a ligação do país de norte a sul como a revitalizar e a dinamizar também o sector dos transportes, implementando uma nova dinâmica no desenvolvimento do país, contribuindo também para a inclusão dos moçambicanos. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 20 de abril de 2019

Portugal - Portos secos já têm enquadramento legal

Foi hoje publicado em Diário da República o decreto-lei que estabelece o conceito e fixa as condições para a implementação de portos secos




A nova legislação sobre os portos secos entra em vigor a 1 de Julho. Os titulares dos depósitos existentes nos terminais marítimos e dos depósitos que funcionem como portos secos e os operadores de transporte no hinterland têm até 31 de Dezembro para se adaptaram, em especial no que toca à circulação electrónica da informação.


O porto seco é “uma infra-estrutura logística de concentração de carga situada no corredor de serviço de uma região comercial ou industrial conectada com um ou vários portos marítimos através de serviços de transporte ferroviário, rodoviário ou fluvial, oferecendo serviços especializados entre este e os destinos finais das mercadorias”, define o decreto-lei.


Mas tão ou mais importante que o espaço físico do porto seco (e os serviços nele disponibilizados) é o fluxo das mercadorias – e da informação associada. E aí entra a JUL (Janela Única Logística).


Para a implementação do porto seco é utilizada a JUL, que, em integração com os TOS [Terminal Operating System] dos operadores económicos aderentes e no cumprimento dos requisitos aduaneiros, disponibiliza uma solução central de tratamento da informação, com total controlo logístico da circulação das mercadorias ao nível dos nós da rede e dos meios de transporte utilizados”, dispõe a legislação agora publicada.


As regras agora definidas aplicam-se “ao transporte contentorizado ou outro de mercadorias entre os depósitos existentes nos portos marítimos e os depósitos que funcionem como porto seco e entre estes, desde que estejam constituídos como armazéns de depósito temporário autorizados nos termos da legislação aduaneira”.


Com elas, pretende-se facilitar e aumentar as transferências de mercadorias, destinadas à importação e exportação entre armazéns de depósito temporário e tratar toda a informação, por via electrónica, gerindo a circulação de mercadorias, contentores e meios de transporte utilizados.


O Governo acredita que a implementação do conceito de porto seco contribuirá para para a rápida movimentação das mercadorias que circulam entre armazéns de depósito temporário, e para o descongestionamento dos portos, aumentando a sua capacidade para movimentar mais mercadorias, além de aumentar a competitividade dos actores envolvidos no transporte e dos sectores exportador e importador nacionais. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Moçambique - CFM investe em locomotivas e vagões

A Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) investiu cerca de 33 milhões de euros na aquisição de cinco locomotivas novas e 300 vagões-plataforma



Uma fonte da empresa, citada pela “AIM”, adiantou que as locomotivas, que já se encontram em Maputo, têm capacidade para rebocar vagões carregados com 2 700 toneladas, contra as 1 800 toneladas conseguidas pelo equipamento actualmente em uso.

As novas máquinas foram compradas nos EUA, enquanto os vagões virão da vizinha África do Sul, esperando-se que cheguem a Moçambique dentro em breve.

A CFM não adquiria vagões há mais de duas décadas, sendo que durante os últimos anos manteve a actividade possível recorrendo a requalificações constantes do material circulante, uma solução tida como bastante onerosa.

Para minimizar o défice em material circulante, os CFM vinham também alugando equipamentos nos países vizinhos, especialmente no Zimbabué, o que, segundo a fonte da empresa, também irá cessar.

“Com esta aquisição, os CFM podem responder às necessidades dos clientes, tanto na Linha de Ressano Garcia, como na Linha de Limpopo, respectivamente, da Áfricado Sul e do Zimbabué”, disse. In “Transportes & Negócios” - Portugal

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Portugal – Aprovado conceito legal de Porto Seco

O Governo aprovou no passado dia 14 de Fevereiro, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o conceito legal de porto seco



O diploma, aprovado na generalidade, define as regras, os procedimentos e a desmaterialização necessários para a implementação dos portos secos.

Os portos secos são considerados elementos-chave em redes logísticas complexas, actuando como nós interiores para a concentração de mercadorias, depósitos de contentores vazios e outros serviços logísticos de valor acrescentado. Estes hubs interiores permitem a concentração dos volumes necessários para ligações intermodais frequentes directas com portos e outros terminais intermodais.

Tecnologicamente, o novo conceito de porto seco assenta a sua funcionalidade na nova Janela Única Logística (JUL), ferramenta que vem digitalizar e facilitar os procedimentos de fluxo de mercadorias nos portos e nas suas ligações logísticas por rodovia e ferrovia.

Foi em Abril do ano passado, recorde-se, que o Executivo determinou a criação de um grupo de trabalho com a tarefa de apresentar propostas sobre o que era preciso fazer – em termos legislativos, regulamentares e tecnológicos – para avançar com a implementação do conceito de porto seco e para agilizar os fluxos de mercadorias entre os portos e esses portos interiores.

Desta feita, porém, o processo foi acelerado pelo Brexit e a consequente necessidade de agilizar processos e fluxos de mercadorias de/para os portos, para prevenir eventuais estrangulamentos nas relações com o Reino Unido. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Cabo Verde - No quarto trimestre de 2017 movimento de contentores e mercadorias regista crescimento nos portos nacionais

Ribeira Grande – O movimento de contentores e de mercadorias nos portos nacionais cresceu, no quarto trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano de 2016, enquanto o número de navios movimentados diminuiu 25,9 por cento (%).

Em termos absolutos, no quarto trimestre de 2017, registaram-se 1.519 movimentos de navios nos portos de Cabo Verde, 531 movimentos a menos face ao período homólogo.

A movimentação de navios de longo curso cresceu 31,3% e a de navios de cabotagem diminuiu 37,4%, tendo-se registado em termos absolutos, no período em análise, 449 movimentos de navios de longo curso (107 movimentos a mais do que em igual período do ano 2016) e 1.070 movimentos de navios de cabotagem (638 movimentos a menos do que em igual período do ano 2016).

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a tonelagem de mercadorias movimentadas aumentou 14,9%, e o número de contentores de 20 pés movimentados aumentou 25,1% e, por outro lado, o número de passageiros movimentados diminuiu 6,5%, em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Nesse período, a quantidade de mercadorias movimentadas nos portos de Cabo Verde, aumentou 14,9% em relação igual período do ano 2016 e, em termos absolutos, movimentaram-se nos portos de Cabo Verde 611.099 toneladas de mercadorias, 79.222 toneladas de mercadorias a mais do que no período homólogo.

No período em análise, as quantidades de mercadorias carregadas, descarregadas e em transbordo/granel líquido, nos portos de Cabo Verde, cresceram 17,7%, 14,8% e 11,3%, respetivamente, em relação ao igual período do ano 2016.

Em termos absolutos, no período em análise movimentaram-se, nos portos de Cabo Verde 117.991 toneladas de mercadorias carregadas (17.745 toneladas a mais), 416.466 toneladas de mercadorias descarregadas (53.699 toneladas a mais) e 76.641 toneladas de mercadorias em transbordo/Granel Líquido (7.778 toneladas a mais) do que em igual período do ano 2016.

O movimento de passageiros nos portos de Cabo Verde decresceu 6,5% em relação ao igual período do ano 2016, significando, em termos absolutos, que no quarto trimestre de 2017 registaram-se 212.843 movimentos de passageiros nos portos de Cabo Verde, 14.691 movimentos de passageiros a menos do que em igual período do ano 2016.

Nesse período, o movimento de contentores de 20 pés nos portos de Cabo Verde, cresceu 25,1% em relação ao igual período do ano 2016 o que, em termos absolutos significa que foram registados 22.688 movimentos de contentores de 20 pés correspondendo a 4.559 movimentos de contentores a mais do que em igual período de 2016. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Brasil - Anvisa prejudica São Paulo

São Paulo – Não bastasse a fuga de cargas do porto de Santos, provocada  pela “guerra fiscal”, especialmente com a redução da alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide  sobre as operações de importação, tanto em portos como aeroportos de outros Estados, mesmo quando o destino final é São Paulo, outro fator de ordem burocrática vem prejudicando o fluxo dessas importações para os terminais paulistas.

Tudo porque as unidades da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Estado de São Paulo não vêm cumprindo o prazo de dez dias para o deferimento da licença de importação estabelecido por instrução normativa do Ministério da Saúde, enquanto em Santa Catarina, Paraná e Goiás, por exemplo, a demora é de três dias, em média. É de se lembrar que, em outros tempos, esse prazo nas unidades paulistas da Anvisa já chegou a 40 e até 50 dias e que, hoje, muitas vezes, chega a 20 dias. Uma demora provocada, em sua maioria, por exigências indevidas decorrente da  falta de prática dos analistas com a matéria que estão analisando, sem contar a solicitação de informações que já estão disponíveis no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

Essa demora se dá, principalmente, por dois fatores: pela falta de fiscais suficientes nas unidades de maior movimento no Estado de São Paulo e pela falta de prática dos fiscais sediados em outros Estados para a análise das licenças de importação. Seja como for, a verdade é que as operações efetuadas por meio do Porto de Santos, Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ou Aeroporto de Viracopos, em Campinas, continuam, invariavelmente, mais morosas, com significativos prejuízos para a indústria paulista, quer seja pela demora em receber as cargas quer seja pelo absurdo valor de armazenagem cobrado pelos terminais. Ou ainda pela demurrage (sobrestadia), que é a multa paga pelo contratante, quando o contêiner permanece em seu poder mais do que o prazo acordado.

Além disso, muitos importadores utilizam contêineres reefer (refrigerados), o que aumenta demais o custo. Todos esses custos afetam a cadeia logística e, forçosamente, acabam repassados para o consumidor final, prejudicando toda a população. Para fugir desses custos, muitos importadores optam por usar outros complexos de cargas do País.

Como essa anomalia constitui uma discriminação com empresas paulistas, é urgente e justo que governador, senadores e deputados federais ajam junto ao governo federal reivindicando tratamento equânime para todos os Estados. Caso contrário, a indústria e o comércio de São Paulo vão perder cada vez mais sua competitividade, o que poderá agravar os números do desemprego que já são alarmantes. Milton Lourenço - Brasil



______________________________________ 

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cuba - Feira Internacional de Havana

Inscrições abertas para participar da Feira FIHAV

As empresas brasileiras dos complexos de alimentos, bebidas e agronegócios; máquinas e equipamentos; casa e construção; higiene e cosméticos; e moda podem se inscrever até sexta-feira (28/7) para participar da Feira Internacional de Havana (FIHAV), que acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro de 2017, em Havana, Cuba.

A participação brasileira no evento está sendo coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que há mais de uma década tem apoiado a ida das empresas à feira. Em 2015, foram gerados cerca de US$ 23 milhões em negócios durante o evento e estimados US$ 126 milhões para os 12 meses seguintes. 

O Brasil é o 3º maior fornecedor de produtos importados por Cuba, com mercadorias que contemplam diferentes setores produtivos nacionais. Todas as empresas inscritas serão avaliadas de acordo com a metodologia da Apex-Brasil. Os perfis empresariais que forem aprovados para participar da FIHAV serão comunicados até a 1ª semana de setembro. InApex – Brasil”

FIHAV 2017

Data: 30 de outubro a 03 de novembro
Local: Recinto Ferial EXPOCUBA, Carretera del Rocío – Km 3 ½, Havana, Cuba

Inscrição aqui. (até 28 de julho)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Portugal – Medway operadora ferroviária portuguesa avança para Espanha

Setembro é o mês previsto para a entrada da Medway nos tráfegos entre Portugal e Espanha. Para isso, a companhia conta com as quatro novas locomotivas interoperáveis, baptizadas no passado sábado, no Entroncamento.


Os nomes podem ser de crianças, mas a Matilde, a Adriana, a Marina e a Sara não estão para brincadeiras Pelo contrário, as quatro locomotivas diesel EURO4000 interperáveis adquiridas pela Medway visam concretizar a estratégia da operadora, agora detida pela MSC, de operar entre Portugal e Espanha e no próprio mercado espanhol.

“Aumentar os eixos de actuação e a oferta de serviços, de acordo com as necessidades dos nossos clientes, foram objectivos traçados de início, a ser alcançados através da aposta na modernização do equipamento e na inovação, para levar este projeto além-fronteiras, ganhando competitividade no mercado. Continuamos por isso a garantir o crescimento do nosso projecto, através de investimentos internos e da manutenção das relações de trabalho e colaboração profícuas que temos com os nossos parceiros espanhóis”, afirma, a propósito, Carlos Vasconcelos, presidente da Medway.

As quatro locomotivas baptizadas no passado sábado no Barreiro representam um investimento de 15 milhões de euros. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Portugal - Quotas de mercado nas importações de mercadorias nos PALOP (2012 a 2016)

1 - Nota introdutória

Pretende-se aqui analisar a evolução das quotas de mercado de Portugal nas importações de mercadorias nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) ao longo dos últimos cinco anos, bem como o ritmo da variação nominal anual dos fornecimentos de mercadorias portuguesas face à evolução das importações globais, no seio de cada um dos mercados.

Metodologia:

Para as importações globais nos PALOP foi principalmente utilizada a base de dados do International Trade Centre (ITC), que contém por sua vez informação calculada a partir da base Comtrade, da ONU.

Os dados ITC de 2016 para Cabo Verde correspondem a informação fornecida pelo seu Ministério do Turismo, Indústria e Energia, e os de Moçambique, para o mesmo ano, têm origem no Instituto Nacional de Estatística do país.

Nos casos em que não está disponível informação do país, o ITC efectuou cálculos a partir de dados reportados pelos parceiros comerciais (mirror data), como foi o caso de Angola e S.Tomé e Príncipe, em 2016, e da Guiné-Bissau em todos os cinco anos.

Existem divergências por vezes consideráveis, com causas diversas, entre os dados das importações nesses mercados com origem em Portugal, quando de fonte ITC, e os correspondentes dados da exportação portuguesa de fonte INE, depois de convertidos a valores CIF por aplicação de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533), razão por que, visando uma maior aproximação à realidade, se utilizou para Portugal a base de dados do INE.

2 - Principais fornecedores dos PALOP em 2015

De acordo com dados de importação veiculados pelo ITC para todos os países com excepção da Guiné-Bissau, em que se utilizou, por indisponível nessa fonte, o Alas OEC (Observatory of Economic Complexity), Portugal ocupou em 2015 a primeira posição entre os cinco principais fornecedores de mercadorias de Cabo Verde (43,5% do total), da Guiné-Bissau (28,8%) e de S.Tomé e Príncipe (58,6%), o segundo lugar em Angola (14,6%), depois da China (16,9%), e a quarta posição em Moçambique (5,8%), precedido da África do Sul (30,1%), da China (12,5%) e dos Países Baixos (7,3%).

Utilizando-se para Portugal a base de dados do INE, estas percentagens são próximas, à excepção de S.Tomé e Principe: Angola é coincidente, Cabo Verde 41,2% em lugar de 43,5%, Guiné-Bissau 29,0% em vez de 23,7%, Moçambique 5,2% em lugar de 5,8% e S.Tomé e Príncipe 47,2% em vez de 58,6%.


3 – Peso dos PALOP na exportação portuguesa

Os cinco países africanos que integram os PALOP representavam 27,6% das exportações portuguesas para o conjunto dos países terceiros em 2012 e 8,0% das exportações globais.

Estas percentagens desceram respectivamente para 17,0% e 4,2% em 2016, quebra devida principalmente ao comportamento do mercado angolano que, representando mais de 80% do total das exportações portuguesas para o conjunto dos PALOP de 2012 a 2014, viu o seu peso descer para 70,9% em 2016.


Moçambique e Cabo Verde foram no período em análise os países que maior peso detiveram nas exportações depois de Angola, tendo Cabo Verde ultrapassado Moçambique em 2016, representando estes países neste ano respectivamente 12,2% e 10,1% no total dos PALOP.

4 – Variação nominal anual das importações nos PALOP,
      globais e originárias de Portugal
      - Quotas de mercado

Em Angola, Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe, o ritmo de variação nominal das suas importações com origem em Portugal ao longo dos últimos cinco anos (2012=100), foi sempre superior ao das importações globais.

Já na Guiné-Bissau e em Moçambique se verificou a situação inversa, com o ritmo de Portugal neste período sempre inferior ao da variação global.



As maiores quotas de mercado de Portugal nos PALOP incidiram em Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe e as menos expressivas em Moçambique.

Um trabalho de Walter Anatole Marques -  walter@anatolemarques.com 



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tanzânia – Linha férrea para Burundi e Ruanda avança no início de Maio

A construção do primeiro troço da linha férrea que há-de ligar a Tanzânia ao Burundi e Ruanda iniciar-se-á a 5 de Maio, a cargo da portuguesa Mota-Engil e da turca Yapı Merkezi


A cerimónia de lançamento da primeira pedra do troço Dar es Salaam-Morogoro aconteceu no passado dia 12 e contou com a presença do presidente tanzaniano.

Nesta primeira fase esta em causa a construção de uma linha com 207 quilómetros de extensão, de bitola UIC, em via única electrificada, preparada para velocidades de 160 km/hora no tráfego de passageiros e de 120 km/hora no tráfego de mercadorias.

A nova linha seguirá de perto o traçado da actual via métrica e deverá estar concluída em Outubro de 2019.

Numa segunda fase (que a Turquia se propõe financiar), a nova linha será prolongada em 336 quilómetros, de Mongororo até à capital Dodoma.

Mais tarde serão feitas as ligações aos portos de Kigoma (no lago Tanganyika) e de Mwanza (no lago Victoria). E para mais tarde ainda está prevista a criação da linha que ligará aos vizinhos Ruanda e Burundi, garantindo-lhes o acesso ao porto de Dar es Salaam, no Índico.

No imediato, o troço a construir pela Mota-Engil e pelos turcos terá seis estações, incluindo o porto seco de Ruvu. O tráfego anual de mercadorias previsto é de 17 milhões de toneladas. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Portugal – O mercado portuário em Dezembro de 2016

O ano de 2016 termina com a confirmação da tendência de crescimento do volume de carga movimentada no sistema portuário do Continente, registando a marca mais elevada de sempre ao ultrapassar 93,9 milhões de toneladas, valor superior em +5,1% ao verificado em 2015. Este desempenho deve-se, concretamente, ao comportamento observado no porto de Sines, cujo movimento ascendeu a 51,2 milhões de toneladas, excedendo em cerca de +7,2 milhões de toneladas (+16,4%) o verificado no ano anterior.

Em termos de variações positivas, Sines é unicamente acompanhado pelo porto da Figueira da Foz que, sendo embora de pequena dimensão, registou um acréscimo de +3,7% (+74 mil toneladas), ao que se contrapõem quebras verificadas nos restantes portos, que ascendem no seu conjunto a um total de cerca de -2,7 milhões de toneladas, fixando um acréscimo final global líquido de +4,6 milhões de toneladas.

Dos portos com variações negativas comparativamente a 2015 destaca-se o porto de Lisboa que fechou o ano com quase -1,4 milhões de toneladas (-11,9%), Setúbal que movimentou -509,6 mil toneladas (-6,8%), Leixões com 475,8 mil toneladas (-2,5%), Faro com -237,9 mil toneladas (-60%), Aveiro com -14,6 mil toneladas (-2,5%) e Viana do Castelo com -41,3 mil toneladas (-9,6%). Assinala-se o porto de Faro ter registado em dezembro um embarque de 6 mil toneladas, num quadro de suspensão da atividade portuária desde junho por efeito da suspensão da atividade da unidade de produção da Cimpor, em Loulé.

O porto de Sines mantém, naturalmente, a posição de liderança no sistema portuário, com uma quota de 54,5% do mercado, superior em 5,3 pontos percentuais à que detinha no final de 2015. Por ordem de grandeza segue-se o porto de Leixões, com 19,5% (tendo perdido 1,5 pontos percentuais relativamente à quota que detinha no início do ano), Lisboa, com 10,9% (+0,3 pontos percentuais do que em novembro, mas -2,1 pontos percentuais do que no início do ano), Setúbal, com 7,4% (-0,9 pontos percentuais do que no final de 2015), e Aveiro, com 4,8% (0,4 pontos percentuais do que no final do ano anterior).

Importa recordar que o desempenho do porto de Sines em 2016 beneficiou da circunstância de o Terminal Oceânico de Leixões ter estado inoperacional desde março a outubro, para manutenção da monoboia em estaleiro, o que levou a que cerca de 1,7 milhões de toneladas de Petróleo Bruto transportadas em navios de grande dimensão com destino a Leixões tivessem passado por Sines.

O tráfego de contentores registado em 2016 nos portos do continente, em operações Lo-Lo e Ro-Ro, atingiu cerca de 1,73 milhões de Unidades correspondentes a cerca de 2,74 milhões de TEU, valores que refletem acréscimos homólogos de, respetivamente, +4,8% e de +6,4%, e representam as melhores marcas de sempre neste segmento de mercado.

Este índice de crescimento do mercado de contentores resulta da contribuição dos portos de Sines, Setúbal e Figueira da Foz, que com acréscimos de, respetivamente, +13,6%, +29,2% e +15,6% no movimento em TEU atingem individualmente os volumes mais elevados de sempre, e ainda de Leixões, que regista um acréscimo de +5,6% (atingindo um volume que apenas foi ultrapassado pelo observado em 2014), que é contrariada pela quebra observada no porto de Lisboa, que, não obstante a progressiva recuperação desde maio (mês em que cessou o período mais recente de greves dos trabalhadores portuários), ainda fechou o ano com 18,7% do que o valor de 2015.

Neste segmento de mercado o porto de Sines reforça a posição de líder aumentando 0,4 pontos de percentagem à sua quota de mercado que passa para 55,1% do total de TEU movimentados. Seguem-se Leixões com 24%, Lisboa com 14,3% e Setúbal com 5,7%. Sublinha-se o facto de o tráfego de contentores ser fortemente influenciado pelo tráfego de transhipment registado no porto de Sines, que durante o ano de 2016 representou cerca de 80,2% do movimento de contentores do próprio porto e 44,2% do movimento total de contentores nos portos do continente, após ter registado um crescimento de +15,7% face ao ano de 2015.

Poderá aceder a mais informação aqui. Autoridade da Mobilidade e dos Transportes - Portugal

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Portugal – Em 2016 o Porto de Leixões movimentou 18,3 milhões de toneladas de mercadorias

Apesar da quebra no total, registou-se um aumento na maior parte dos segmentos

O movimento de mercadorias no Porto de Leixões em 2016 atingiu o total de 18,3 milhões de toneladas, com um aumento de +18,9% na carga ro-ro, de +4,5% na carga geral fraccionada e de +6,6% na carga contentorizada, face ao ano anterior.

Apesar da evolução positiva na maior parte dos segmentos, o movimento de mercadorias total registou uma quebra (-2,72%) relativamente a 2015.

A quebra registada face ao período homólogo deve-se à redução na movimentação de granéis sólidos (-7%) e de granéis líquidos (-10,%), esta justificada, em grande parte, pela paragem para manutenção do terminal oceânico de Leixões (monobóia). In “Porto de Leixões” - Portugal