Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Moçambique - CFM investe em locomotivas e vagões

A Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) investiu cerca de 33 milhões de euros na aquisição de cinco locomotivas novas e 300 vagões-plataforma



Uma fonte da empresa, citada pela “AIM”, adiantou que as locomotivas, que já se encontram em Maputo, têm capacidade para rebocar vagões carregados com 2 700 toneladas, contra as 1 800 toneladas conseguidas pelo equipamento actualmente em uso.

As novas máquinas foram compradas nos EUA, enquanto os vagões virão da vizinha África do Sul, esperando-se que cheguem a Moçambique dentro em breve.

A CFM não adquiria vagões há mais de duas décadas, sendo que durante os últimos anos manteve a actividade possível recorrendo a requalificações constantes do material circulante, uma solução tida como bastante onerosa.

Para minimizar o défice em material circulante, os CFM vinham também alugando equipamentos nos países vizinhos, especialmente no Zimbabué, o que, segundo a fonte da empresa, também irá cessar.

“Com esta aquisição, os CFM podem responder às necessidades dos clientes, tanto na Linha de Ressano Garcia, como na Linha de Limpopo, respectivamente, da Áfricado Sul e do Zimbabué”, disse. In “Transportes & Negócios” - Portugal

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Portugal – Aprovado conceito legal de Porto Seco

O Governo aprovou no passado dia 14 de Fevereiro, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o conceito legal de porto seco



O diploma, aprovado na generalidade, define as regras, os procedimentos e a desmaterialização necessários para a implementação dos portos secos.

Os portos secos são considerados elementos-chave em redes logísticas complexas, actuando como nós interiores para a concentração de mercadorias, depósitos de contentores vazios e outros serviços logísticos de valor acrescentado. Estes hubs interiores permitem a concentração dos volumes necessários para ligações intermodais frequentes directas com portos e outros terminais intermodais.

Tecnologicamente, o novo conceito de porto seco assenta a sua funcionalidade na nova Janela Única Logística (JUL), ferramenta que vem digitalizar e facilitar os procedimentos de fluxo de mercadorias nos portos e nas suas ligações logísticas por rodovia e ferrovia.

Foi em Abril do ano passado, recorde-se, que o Executivo determinou a criação de um grupo de trabalho com a tarefa de apresentar propostas sobre o que era preciso fazer – em termos legislativos, regulamentares e tecnológicos – para avançar com a implementação do conceito de porto seco e para agilizar os fluxos de mercadorias entre os portos e esses portos interiores.

Desta feita, porém, o processo foi acelerado pelo Brexit e a consequente necessidade de agilizar processos e fluxos de mercadorias de/para os portos, para prevenir eventuais estrangulamentos nas relações com o Reino Unido. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Cabo Verde - No quarto trimestre de 2017 movimento de contentores e mercadorias regista crescimento nos portos nacionais

Ribeira Grande – O movimento de contentores e de mercadorias nos portos nacionais cresceu, no quarto trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano de 2016, enquanto o número de navios movimentados diminuiu 25,9 por cento (%).

Em termos absolutos, no quarto trimestre de 2017, registaram-se 1.519 movimentos de navios nos portos de Cabo Verde, 531 movimentos a menos face ao período homólogo.

A movimentação de navios de longo curso cresceu 31,3% e a de navios de cabotagem diminuiu 37,4%, tendo-se registado em termos absolutos, no período em análise, 449 movimentos de navios de longo curso (107 movimentos a mais do que em igual período do ano 2016) e 1.070 movimentos de navios de cabotagem (638 movimentos a menos do que em igual período do ano 2016).

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a tonelagem de mercadorias movimentadas aumentou 14,9%, e o número de contentores de 20 pés movimentados aumentou 25,1% e, por outro lado, o número de passageiros movimentados diminuiu 6,5%, em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Nesse período, a quantidade de mercadorias movimentadas nos portos de Cabo Verde, aumentou 14,9% em relação igual período do ano 2016 e, em termos absolutos, movimentaram-se nos portos de Cabo Verde 611.099 toneladas de mercadorias, 79.222 toneladas de mercadorias a mais do que no período homólogo.

No período em análise, as quantidades de mercadorias carregadas, descarregadas e em transbordo/granel líquido, nos portos de Cabo Verde, cresceram 17,7%, 14,8% e 11,3%, respetivamente, em relação ao igual período do ano 2016.

Em termos absolutos, no período em análise movimentaram-se, nos portos de Cabo Verde 117.991 toneladas de mercadorias carregadas (17.745 toneladas a mais), 416.466 toneladas de mercadorias descarregadas (53.699 toneladas a mais) e 76.641 toneladas de mercadorias em transbordo/Granel Líquido (7.778 toneladas a mais) do que em igual período do ano 2016.

O movimento de passageiros nos portos de Cabo Verde decresceu 6,5% em relação ao igual período do ano 2016, significando, em termos absolutos, que no quarto trimestre de 2017 registaram-se 212.843 movimentos de passageiros nos portos de Cabo Verde, 14.691 movimentos de passageiros a menos do que em igual período do ano 2016.

Nesse período, o movimento de contentores de 20 pés nos portos de Cabo Verde, cresceu 25,1% em relação ao igual período do ano 2016 o que, em termos absolutos significa que foram registados 22.688 movimentos de contentores de 20 pés correspondendo a 4.559 movimentos de contentores a mais do que em igual período de 2016. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Brasil - Anvisa prejudica São Paulo

São Paulo – Não bastasse a fuga de cargas do porto de Santos, provocada  pela “guerra fiscal”, especialmente com a redução da alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide  sobre as operações de importação, tanto em portos como aeroportos de outros Estados, mesmo quando o destino final é São Paulo, outro fator de ordem burocrática vem prejudicando o fluxo dessas importações para os terminais paulistas.

Tudo porque as unidades da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Estado de São Paulo não vêm cumprindo o prazo de dez dias para o deferimento da licença de importação estabelecido por instrução normativa do Ministério da Saúde, enquanto em Santa Catarina, Paraná e Goiás, por exemplo, a demora é de três dias, em média. É de se lembrar que, em outros tempos, esse prazo nas unidades paulistas da Anvisa já chegou a 40 e até 50 dias e que, hoje, muitas vezes, chega a 20 dias. Uma demora provocada, em sua maioria, por exigências indevidas decorrente da  falta de prática dos analistas com a matéria que estão analisando, sem contar a solicitação de informações que já estão disponíveis no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

Essa demora se dá, principalmente, por dois fatores: pela falta de fiscais suficientes nas unidades de maior movimento no Estado de São Paulo e pela falta de prática dos fiscais sediados em outros Estados para a análise das licenças de importação. Seja como for, a verdade é que as operações efetuadas por meio do Porto de Santos, Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ou Aeroporto de Viracopos, em Campinas, continuam, invariavelmente, mais morosas, com significativos prejuízos para a indústria paulista, quer seja pela demora em receber as cargas quer seja pelo absurdo valor de armazenagem cobrado pelos terminais. Ou ainda pela demurrage (sobrestadia), que é a multa paga pelo contratante, quando o contêiner permanece em seu poder mais do que o prazo acordado.

Além disso, muitos importadores utilizam contêineres reefer (refrigerados), o que aumenta demais o custo. Todos esses custos afetam a cadeia logística e, forçosamente, acabam repassados para o consumidor final, prejudicando toda a população. Para fugir desses custos, muitos importadores optam por usar outros complexos de cargas do País.

Como essa anomalia constitui uma discriminação com empresas paulistas, é urgente e justo que governador, senadores e deputados federais ajam junto ao governo federal reivindicando tratamento equânime para todos os Estados. Caso contrário, a indústria e o comércio de São Paulo vão perder cada vez mais sua competitividade, o que poderá agravar os números do desemprego que já são alarmantes. Milton Lourenço - Brasil



______________________________________ 

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cuba - Feira Internacional de Havana

Inscrições abertas para participar da Feira FIHAV

As empresas brasileiras dos complexos de alimentos, bebidas e agronegócios; máquinas e equipamentos; casa e construção; higiene e cosméticos; e moda podem se inscrever até sexta-feira (28/7) para participar da Feira Internacional de Havana (FIHAV), que acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro de 2017, em Havana, Cuba.

A participação brasileira no evento está sendo coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que há mais de uma década tem apoiado a ida das empresas à feira. Em 2015, foram gerados cerca de US$ 23 milhões em negócios durante o evento e estimados US$ 126 milhões para os 12 meses seguintes. 

O Brasil é o 3º maior fornecedor de produtos importados por Cuba, com mercadorias que contemplam diferentes setores produtivos nacionais. Todas as empresas inscritas serão avaliadas de acordo com a metodologia da Apex-Brasil. Os perfis empresariais que forem aprovados para participar da FIHAV serão comunicados até a 1ª semana de setembro. InApex – Brasil”

FIHAV 2017

Data: 30 de outubro a 03 de novembro
Local: Recinto Ferial EXPOCUBA, Carretera del Rocío – Km 3 ½, Havana, Cuba

Inscrição aqui. (até 28 de julho)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Portugal – Medway operadora ferroviária portuguesa avança para Espanha

Setembro é o mês previsto para a entrada da Medway nos tráfegos entre Portugal e Espanha. Para isso, a companhia conta com as quatro novas locomotivas interoperáveis, baptizadas no passado sábado, no Entroncamento.


Os nomes podem ser de crianças, mas a Matilde, a Adriana, a Marina e a Sara não estão para brincadeiras Pelo contrário, as quatro locomotivas diesel EURO4000 interperáveis adquiridas pela Medway visam concretizar a estratégia da operadora, agora detida pela MSC, de operar entre Portugal e Espanha e no próprio mercado espanhol.

“Aumentar os eixos de actuação e a oferta de serviços, de acordo com as necessidades dos nossos clientes, foram objectivos traçados de início, a ser alcançados através da aposta na modernização do equipamento e na inovação, para levar este projeto além-fronteiras, ganhando competitividade no mercado. Continuamos por isso a garantir o crescimento do nosso projecto, através de investimentos internos e da manutenção das relações de trabalho e colaboração profícuas que temos com os nossos parceiros espanhóis”, afirma, a propósito, Carlos Vasconcelos, presidente da Medway.

As quatro locomotivas baptizadas no passado sábado no Barreiro representam um investimento de 15 milhões de euros. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Portugal - Quotas de mercado nas importações de mercadorias nos PALOP (2012 a 2016)

1 - Nota introdutória

Pretende-se aqui analisar a evolução das quotas de mercado de Portugal nas importações de mercadorias nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) ao longo dos últimos cinco anos, bem como o ritmo da variação nominal anual dos fornecimentos de mercadorias portuguesas face à evolução das importações globais, no seio de cada um dos mercados.

Metodologia:

Para as importações globais nos PALOP foi principalmente utilizada a base de dados do International Trade Centre (ITC), que contém por sua vez informação calculada a partir da base Comtrade, da ONU.

Os dados ITC de 2016 para Cabo Verde correspondem a informação fornecida pelo seu Ministério do Turismo, Indústria e Energia, e os de Moçambique, para o mesmo ano, têm origem no Instituto Nacional de Estatística do país.

Nos casos em que não está disponível informação do país, o ITC efectuou cálculos a partir de dados reportados pelos parceiros comerciais (mirror data), como foi o caso de Angola e S.Tomé e Príncipe, em 2016, e da Guiné-Bissau em todos os cinco anos.

Existem divergências por vezes consideráveis, com causas diversas, entre os dados das importações nesses mercados com origem em Portugal, quando de fonte ITC, e os correspondentes dados da exportação portuguesa de fonte INE, depois de convertidos a valores CIF por aplicação de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533), razão por que, visando uma maior aproximação à realidade, se utilizou para Portugal a base de dados do INE.

2 - Principais fornecedores dos PALOP em 2015

De acordo com dados de importação veiculados pelo ITC para todos os países com excepção da Guiné-Bissau, em que se utilizou, por indisponível nessa fonte, o Alas OEC (Observatory of Economic Complexity), Portugal ocupou em 2015 a primeira posição entre os cinco principais fornecedores de mercadorias de Cabo Verde (43,5% do total), da Guiné-Bissau (28,8%) e de S.Tomé e Príncipe (58,6%), o segundo lugar em Angola (14,6%), depois da China (16,9%), e a quarta posição em Moçambique (5,8%), precedido da África do Sul (30,1%), da China (12,5%) e dos Países Baixos (7,3%).

Utilizando-se para Portugal a base de dados do INE, estas percentagens são próximas, à excepção de S.Tomé e Principe: Angola é coincidente, Cabo Verde 41,2% em lugar de 43,5%, Guiné-Bissau 29,0% em vez de 23,7%, Moçambique 5,2% em lugar de 5,8% e S.Tomé e Príncipe 47,2% em vez de 58,6%.


3 – Peso dos PALOP na exportação portuguesa

Os cinco países africanos que integram os PALOP representavam 27,6% das exportações portuguesas para o conjunto dos países terceiros em 2012 e 8,0% das exportações globais.

Estas percentagens desceram respectivamente para 17,0% e 4,2% em 2016, quebra devida principalmente ao comportamento do mercado angolano que, representando mais de 80% do total das exportações portuguesas para o conjunto dos PALOP de 2012 a 2014, viu o seu peso descer para 70,9% em 2016.


Moçambique e Cabo Verde foram no período em análise os países que maior peso detiveram nas exportações depois de Angola, tendo Cabo Verde ultrapassado Moçambique em 2016, representando estes países neste ano respectivamente 12,2% e 10,1% no total dos PALOP.

4 – Variação nominal anual das importações nos PALOP,
      globais e originárias de Portugal
      - Quotas de mercado

Em Angola, Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe, o ritmo de variação nominal das suas importações com origem em Portugal ao longo dos últimos cinco anos (2012=100), foi sempre superior ao das importações globais.

Já na Guiné-Bissau e em Moçambique se verificou a situação inversa, com o ritmo de Portugal neste período sempre inferior ao da variação global.



As maiores quotas de mercado de Portugal nos PALOP incidiram em Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe e as menos expressivas em Moçambique.

Um trabalho de Walter Anatole Marques -  walter@anatolemarques.com 



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tanzânia – Linha férrea para Burundi e Ruanda avança no início de Maio

A construção do primeiro troço da linha férrea que há-de ligar a Tanzânia ao Burundi e Ruanda iniciar-se-á a 5 de Maio, a cargo da portuguesa Mota-Engil e da turca Yapı Merkezi


A cerimónia de lançamento da primeira pedra do troço Dar es Salaam-Morogoro aconteceu no passado dia 12 e contou com a presença do presidente tanzaniano.

Nesta primeira fase esta em causa a construção de uma linha com 207 quilómetros de extensão, de bitola UIC, em via única electrificada, preparada para velocidades de 160 km/hora no tráfego de passageiros e de 120 km/hora no tráfego de mercadorias.

A nova linha seguirá de perto o traçado da actual via métrica e deverá estar concluída em Outubro de 2019.

Numa segunda fase (que a Turquia se propõe financiar), a nova linha será prolongada em 336 quilómetros, de Mongororo até à capital Dodoma.

Mais tarde serão feitas as ligações aos portos de Kigoma (no lago Tanganyika) e de Mwanza (no lago Victoria). E para mais tarde ainda está prevista a criação da linha que ligará aos vizinhos Ruanda e Burundi, garantindo-lhes o acesso ao porto de Dar es Salaam, no Índico.

No imediato, o troço a construir pela Mota-Engil e pelos turcos terá seis estações, incluindo o porto seco de Ruvu. O tráfego anual de mercadorias previsto é de 17 milhões de toneladas. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Portugal – O mercado portuário em Dezembro de 2016

O ano de 2016 termina com a confirmação da tendência de crescimento do volume de carga movimentada no sistema portuário do Continente, registando a marca mais elevada de sempre ao ultrapassar 93,9 milhões de toneladas, valor superior em +5,1% ao verificado em 2015. Este desempenho deve-se, concretamente, ao comportamento observado no porto de Sines, cujo movimento ascendeu a 51,2 milhões de toneladas, excedendo em cerca de +7,2 milhões de toneladas (+16,4%) o verificado no ano anterior.

Em termos de variações positivas, Sines é unicamente acompanhado pelo porto da Figueira da Foz que, sendo embora de pequena dimensão, registou um acréscimo de +3,7% (+74 mil toneladas), ao que se contrapõem quebras verificadas nos restantes portos, que ascendem no seu conjunto a um total de cerca de -2,7 milhões de toneladas, fixando um acréscimo final global líquido de +4,6 milhões de toneladas.

Dos portos com variações negativas comparativamente a 2015 destaca-se o porto de Lisboa que fechou o ano com quase -1,4 milhões de toneladas (-11,9%), Setúbal que movimentou -509,6 mil toneladas (-6,8%), Leixões com 475,8 mil toneladas (-2,5%), Faro com -237,9 mil toneladas (-60%), Aveiro com -14,6 mil toneladas (-2,5%) e Viana do Castelo com -41,3 mil toneladas (-9,6%). Assinala-se o porto de Faro ter registado em dezembro um embarque de 6 mil toneladas, num quadro de suspensão da atividade portuária desde junho por efeito da suspensão da atividade da unidade de produção da Cimpor, em Loulé.

O porto de Sines mantém, naturalmente, a posição de liderança no sistema portuário, com uma quota de 54,5% do mercado, superior em 5,3 pontos percentuais à que detinha no final de 2015. Por ordem de grandeza segue-se o porto de Leixões, com 19,5% (tendo perdido 1,5 pontos percentuais relativamente à quota que detinha no início do ano), Lisboa, com 10,9% (+0,3 pontos percentuais do que em novembro, mas -2,1 pontos percentuais do que no início do ano), Setúbal, com 7,4% (-0,9 pontos percentuais do que no final de 2015), e Aveiro, com 4,8% (0,4 pontos percentuais do que no final do ano anterior).

Importa recordar que o desempenho do porto de Sines em 2016 beneficiou da circunstância de o Terminal Oceânico de Leixões ter estado inoperacional desde março a outubro, para manutenção da monoboia em estaleiro, o que levou a que cerca de 1,7 milhões de toneladas de Petróleo Bruto transportadas em navios de grande dimensão com destino a Leixões tivessem passado por Sines.

O tráfego de contentores registado em 2016 nos portos do continente, em operações Lo-Lo e Ro-Ro, atingiu cerca de 1,73 milhões de Unidades correspondentes a cerca de 2,74 milhões de TEU, valores que refletem acréscimos homólogos de, respetivamente, +4,8% e de +6,4%, e representam as melhores marcas de sempre neste segmento de mercado.

Este índice de crescimento do mercado de contentores resulta da contribuição dos portos de Sines, Setúbal e Figueira da Foz, que com acréscimos de, respetivamente, +13,6%, +29,2% e +15,6% no movimento em TEU atingem individualmente os volumes mais elevados de sempre, e ainda de Leixões, que regista um acréscimo de +5,6% (atingindo um volume que apenas foi ultrapassado pelo observado em 2014), que é contrariada pela quebra observada no porto de Lisboa, que, não obstante a progressiva recuperação desde maio (mês em que cessou o período mais recente de greves dos trabalhadores portuários), ainda fechou o ano com 18,7% do que o valor de 2015.

Neste segmento de mercado o porto de Sines reforça a posição de líder aumentando 0,4 pontos de percentagem à sua quota de mercado que passa para 55,1% do total de TEU movimentados. Seguem-se Leixões com 24%, Lisboa com 14,3% e Setúbal com 5,7%. Sublinha-se o facto de o tráfego de contentores ser fortemente influenciado pelo tráfego de transhipment registado no porto de Sines, que durante o ano de 2016 representou cerca de 80,2% do movimento de contentores do próprio porto e 44,2% do movimento total de contentores nos portos do continente, após ter registado um crescimento de +15,7% face ao ano de 2015.

Poderá aceder a mais informação aqui. Autoridade da Mobilidade e dos Transportes - Portugal

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Portugal – Em 2016 o Porto de Leixões movimentou 18,3 milhões de toneladas de mercadorias

Apesar da quebra no total, registou-se um aumento na maior parte dos segmentos

O movimento de mercadorias no Porto de Leixões em 2016 atingiu o total de 18,3 milhões de toneladas, com um aumento de +18,9% na carga ro-ro, de +4,5% na carga geral fraccionada e de +6,6% na carga contentorizada, face ao ano anterior.

Apesar da evolução positiva na maior parte dos segmentos, o movimento de mercadorias total registou uma quebra (-2,72%) relativamente a 2015.

A quebra registada face ao período homólogo deve-se à redução na movimentação de granéis sólidos (-7%) e de granéis líquidos (-10,%), esta justificada, em grande parte, pela paragem para manutenção do terminal oceânico de Leixões (monobóia). In “Porto de Leixões” - Portugal


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Portugal – Concurso de reabilitação da linha férrea entre o porto de Sines e Elvas vai avançar

O Governo vai promover a reabilitação das linhas ferroviárias entre o porto de Sines e Elvas (fronteira do Caia), anunciou o ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, no último Sábado.

O projecto beneficiará de apoio financeiro comunitário e avançará com um primeiro investimento de 18,5 milhões de euros para a requalificação de nove quilómetros da linha ferroviária entre Elvas e a fronteira com Espanha, anunciou o ministro.

A ”primeira empreitada dessa reabilitação (Sines-Caia) começará em Elvas, com a modernização do troço até à fronteira, cujo concurso será lançado no início da Primavera, para que a obra possa concluir-se no próximo ano”, referiu a Lusa, citando Pedro Marques.

A obra consistirá numa renovação completa da actual linha, “com reabilitação de duas pontes, desnivelamento de passagens de nível” e ampliação da estação de Elvas, o que tornará possível receber comboios de mercadorias com 750 metros de comprimento.

Com esta medida, o Governo pretende aumentar a competitividade do porto de Sines, que deseja tornar no principal porto de mercadorias para Madrid, e ampliar a colocação de carga portuguesa no resto da Europa. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Portugal – O mercado portuário em Agosto de 2016

O volume de carga movimentada nos portos no período de janeiro a agosto de 2016 vem confirmar o comportamento do sistema portuário referido nos últimos meses, ao totalizar 61,3 milhões de toneladas, constituindo o valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos em resultado do acréscimo de +3,5 milhões de toneladas observado no porto de Sines, que anula as quebras registadas em todos os outros portos, num total de -2,5 milhões de toneladas. O volume do movimento portuário apurado neste período ultrapassa em +1,6% o de 2015 e resulta da conjugação de variações positivas quer da carga embarcada, quer da carga desembarcada, de +0,3% e +2,5%, respetivamente.

O volume de carga registado no porto de Sines representa um acréscimo de +11,6%, enquanto as quebras nos outros portos variam entre -3,2% na Figueira da Foz e -42,6% em Faro, passando por -3,3% em Setúbal, -4% em Leixões, -10% em Aveiro, -11,8% em Viana do Castelo e -17,5% em Lisboa.

Para explicar, ainda que parcialmente, as variações ocorridas nos portos de Leixões e de Sines, importa recordar a circunstância de o Terminal Oceânico de Leixões estar totalmente paralisado desde março para manutenção em estaleiro da monoboia, impedindo a descarga de Petróleo Bruto transportado em navios de grande porte, que originou o desembarque de cerca de 1,3 milhões de toneladas no porto de Sines e seu posterior reembarque para Leixões em navios de menor dimensão. Este facto explica em grande medida, por um lado, o aumento desta carga em +43,4% no porto de Sines e, por outro, a sua quebra de -19,6% no porto de Leixões.

No que respeita o comportamento do porto de Faro, tratando-se, embora, de um porto com uma quota de mercado pouco significativa, merece destaque o facto de se encontrar sem movimento de carga desde junho, por efeito da decisão da Cimpor, sua única utente, de suspensão da sua atividade no Centro de Produção de Loulé, em resposta à contração do mercado da construção e da suspensão da importação de clínquer e cimento por parte da Argélia, por razões de natureza administrativa.

De tudo o exposto resulta naturalmente um reforço da posição de líder do porto de Sines, que vê aumentada a sua quota do mercado portuário em 0,6 pontos percentuais, passando a representar 54,4% do total, seguido por Leixões com uma quota de 19,5% do total, de Lisboa que representa 10,4% (cerca de metade da quota que detinha em 2014) e de Setúbal que reduz o seu peso para 8,2%.

O movimento de contentores registado nos portos do continente no período janeiro-agosto de 2016 totalizou 1,75 milhões de TEU, valor que reflete uma quebra de -1,3% face ao mesmo período de 2015, elevando-se, no entanto, a -2,6% se considerarmos a sua medida em Número de contentores, independentemente da sua dimensão.

Este ligeiro recuo no mercado de contentores é determinado pelo porto de Lisboa que observou uma quebra de -30,9% no volume de TEU, quebra esta que absorveu todos os acréscimos observados nos outros portos, a saber de +41,2% no porto de Setúbal, de +16% no porto da Figueira da Foz, de +7,3% em Leixões e de +1,7% em Sines.

Neste segmento de mercado o porto de Sines mantém a posição de líder com uma quota de 54% do total de TEU movimentados, seguindo-se Leixões com 25,6%, Lisboa com 13,3% e Setúbal com 6,2%.

O movimento de contentores em Sines é fortemente influenciado pelo tráfego de transhipment que no período em apreço atingiu cerca de 746 mil TEU, volume que representa cerca de 78,9% do total movimentado no porto e que corresponde a um acréscimo de +0,4% comparativamente ao observado no período homólogo de 2015.

No período em análise o movimento de navios, nas diversas tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, registou 7156 escalas e uma arqueação bruta (GT) global superior de 128,6 milhões, refletindo uma quebra de -1,5% e um acréscimo de +3,5%, respetivamente, face ao período homólogo de 2015. A variação global do número de escalas resultou da conjugação de variações positivas em Viana do Castelo (+6,7%), Setúbal (+9,5%) e Sines (+14,1%, de que resulta o número mais elevado de sempre nos períodos homólogos), e negativas nos outros portos, com destaque para Douro e Leixões (-0,3%), Figueira da Foz (-0,9%), Aveiro (-5,5%) e Lisboa (-18,6%). O volume global de arqueação bruta dos navios que escalaram os portos nacionais mantém o valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos, marca que decorre do registo verificado nos portos de Aveiro, Setúbal e Sines, com variações de +1,1%, +6,3% e +19,5%, respetivamente. Com variações positivas temos também os portos da Figueira da Foz e Portimão, com acréscimos de +1,1% e +1,4%, respetivamente, enquanto os restantes registaram quebras no volume total de GT, merecendo destaque o porto de Lisboa, com -16,9%, e Leixões, com -5,2%.

A quota mais elevada do número de escalas cabe ainda aos portos de Douro e Leixões, que representam 25,5% do total, seguidos de Sines com 22,8%, de Lisboa com 19,9% e Setúbal com 14,9%.

O comportamento dos mercados das cargas movimentadas nos portos comerciais do continente regista várias assimetrias, com variações positivas na classe de Carga Geral (de +2,7%, por efeito do crescimento de +7,8% do mercado da Carga Contentorizada) e dos Granéis Líquidos (de +5,6%, por efeito do crescimento de +24,8% do Petróleo Bruto) e variação negativa na classe dos Granéis Sólidos (de -7,5%, por efeito acumulado de quebras registadas em todos os mercados que a integram, com destaque para o Carvão, cujo movimento diminuiu -11,9%, devido à quebra de produção de energia pelas centrais termoelétricas por efeito do acentuado aumento da sua produção hídrica e eólica, e para os Outros Granéis Sólidos, que registou uma quebra de -5,5%).

Pela importância que traduzem para a economia em geral e exportações em particular, referem-se os mercados da Carga Fracionada e dos Produtos Petrolíferos, que registaram quebras de -17,7% e -8,9%, respetivamente.

A carga embarcada, que inclui a carga de exportação, ultrapassou 26 milhões de toneladas e foi superior em +0,3% ao volume registado período homólogo de 2015. Este volume, que constitui o valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos, é muito influenciado pelas razões circunstanciais acima referidas, que se prendem com a realização de operações de carga de Petróleo Bruto, nomeadamente de Sines para Leixões, para colmatar a quebra da operacionalidade do Terminal Petroleiro deste último porto.

No movimento portuário decorrente das operações de embarque de carga, a única classe que registou uma variação positiva foi a dos Granéis Líquidos, que ultrapassou em +10,1% o valor do período homólogo de 2015 (pelas referidas razões de acréscimo verificado no Petróleo Bruto) e anulou as quebras observadas nos Produtos Petrolíferos (-9%) e Outros Granéis Líquidos (-9,5%). A classe de Carga Geral registou globalmente uma quebra de -1,3%, não obstante o crescimento da Carga Contentorizada de +5,3%, que acabou por ser anulada pela diminuição de -19,5% da Carga Fracionada, enquanto a classe dos Granéis Sólidos viu o seu movimento neste período cair -14,3%, por efeito da quebra de -14,7% nos Outros Granéis Sólidos, que é a carga, nomeadamente no embarque, mais significativa nesta classe.

Sublinha-se o facto de apenas o porto de Sines ter contrariado o registo de variações negativas no volume da carga embarcada no período janeiro-agosto de 2016 face ao período homólogo de 2015, registando um acréscimo de +18,3%. Nos restantes portos o volume de carga embarcada observou um recuo face a 2015, sendo de relevar as quebras verificadas em Viana do Castelo, de -6,5%, Leixões, de -4,2%, em Aveiro, de -32,5%, na Figueira da Foz, de -5,8%, em Lisboa, de -24,8%, e em Setúbal, de -10,1%.

O volume da carga desembarcada atingiu cerca de 35,3 milhões de toneladas, que excede em +2,5% o valor registado em 2015 e constitui, também, o valor mais elevado de sempre, refletindo idêntica situação observada nos desembarques da Carga Contentorizada e do Petróleo Bruto, bem como nos portos de Aveiro e de Sines. Este comportamento da carga desembarcada reflete o observado na classe de Carga Geral que registou um acréscimo de +9,1%, nomeadamente por efeito do aumento de +11,2% na Carga Contentorizada, e na classe dos Granéis Líquidos que cresceu +3,3%, alavancado pelo desembarque de Petróleo Bruto que aumentou +9,7%.

No tocante ao volume de desembarque de carga o comportamento dos portos foi bastante distinto, destacando-se as variações positivas de Aveiro (+13,6%), Sines (+9,2%), Setúbal (7,4%) e Figueira da Foz (+1,9%), tendo sido negativas nos restantes portos, sendo de destacar a quebra de -3,8% em Leixões, de -12,6% em Lisboa e de -26,1% em Viana do Castelo.

Os portos que registaram um volume de carga embarcada superior ao volume de carga desembarcada, apresentando um perfil de porto ’exportador’, continuam a ser Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro (agora com atividade suspensa), cujos ratios de carga embarcada sobre total apresentam os valores 77,6%, 64,1%, 60,1% e 100%, respetivamente, embora com dimensões de volume muito distintas. Autoridade da Mobilidade e dos Transportes - Portugal

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sábado, 25 de junho de 2016

Moçambique – Comércio internacional de mercadorias

Comércio internacional de mercadorias
de Moçambique com o mundo
e de Portugal com Moçambique
(2014-2015 e 1º Trimestre 2015-2016)

Walter Anatole Marques
1 – Comércio internacional de Moçambique face ao Mundo
      1.1 – Balança comercial de mercadorias (2011 a 2015)
A Balança Comercial de Moçambique é deficitária, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a oscilar entre 40% e 57% ao longo dos últimos cinco anos. Em 2015, de acordo com dados divulgados pelo International Trade Centre (ITC), as importações cresceram +8,3% face ao ano anterior, a par de um decréscimo das exportações de -19,0% (Figura 1).
Não foram encontrados dados estatísticos para 2015 de fonte Instituto Nacional de Estatística de Moçambique. Para os anos de 2011 a 2014, à excepção dos dados da importação para 2012, que se encontram inflacionados face aos do ITC, todos os restantes se podem considerar consentâneos entre si.














      1.2 - Principais mercados de origem e de destino
O principal mercado de origem das importações moçambicanas de mercadorias em 2015 foi a África do Sul (30,1% do total).
Portugal terá ocupado a 4ª posição (5,8%), precedido da China (12,5%) e dos Países Baixos (7,3%) (Figura 2).
















Na vertente das exportações, os principais mercados de destino foram os Países Baixos (29,8%), a África do Sul (18,3%) e a Índia (10,6%), que no seu conjunto pesaram cerca de 60% no total. Portugal terá ocupado aqui a 16ª posição (0,9%).
      1.3 – Importações e exportações por grupos de produtos
Para uma análise do tipo de produtos transaccionados em 2014 e 2015, as 97 posições a dois dígitos do Sistema Harmonizado de designação e codificação de mercadorias foram agregadas em 11 grupos de produtos.
Em 2015 os grupos de produtos dominantes nas importações moçambicanas foram “Máquinas e aparelhos” (19,8%), “Minérios e metais” (15,2%), “Energéticos” (13,0%), “Agro-alimentares” (12,1%), “Químicos” (11,9%) e “Material de transporte terrestre” (10,9%), grupos que chamaram a si 85,9% das importações totais (Figura 3).    











Do lado das Exportações destacaram-se os grupos “Minérios e metais” (42,1%), “Energéticos” (30,4%) e “Agro-alimentares” (20,1%), que concentraram 92,6% das exportações totais (Figura 4).











2 – Comércio internacional de Portugal com Moçambique
Na análise da evolução do comércio internacional de Portugal com Moçambique vai ser utilizada a base de dados do Instituto Nacional de Estatística de Portugal para os anos de 204 e 2015 e primeiro trimestre de 2015 e 2016.
      2.1 – Balança comercial de mercadorias Portugal-Moçambique
A balança comercial de Portugal com Moçambique é amplamente favorável a Portugal, com elevadas taxas de cobertura das importações pelas exportações. No 1º trimestre de 2016, as importações portuguesas com origem em Moçambique cresceram +106,5%, a par de um decréscimo das exportações de -30,6% (Figura 5).




















      2.2 – Principais produtos moçambicanos importados por Portugal,
               desagregados a 4 dígitos do Sistema Harmonizado
A quase totalidade das importações, desagregadas a 4 dígitos do Sistema Harmonizado, em 2014, 2015 e 1º trimestre de 2015 e 2016, resumem-se a menos de uma dezena de produtos, com prevalência do açúcar de cana, lagostas, caranguejos, camarões e outros crustáceos, tabaco não manufacturado, fios de algodão e chocos, lulas, polvos e outros moluscos (Figura 6).











      2.3 – Exportações portuguesas para Moçambique por grupos de produtos
Em 2015 e 1º trimestre de 2016, o grupo de produtos dominante nas exportações portuguesas para Moçambique foi “Máquinas e aparelhos” (35,7% em 2015 e 37,7% no 1º trimestre de 2016).
Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (13,7% e 15,2%, respectivamente), “Químicos” (11,8% e 11,2%), “Produtos acabados diversos” (11,3% e 14,6%) e “Agro-alimentares” (9,9% e 9,6%) (Figura 7).
Em 2015 as exportações registaram um acréscimo de +38 milhões de Euros (+11,9%), ocorrendo os maiores aumentos nos grupos “Máquinas e aparelhos” (+19 milhões de Euros) e “Energéticos” (+15 milhões de Euros).
No primeiro trimestre de 2016 verificaram-se decréscimos em todos os grupos de produtos, à excepção do grupo “Produtos acabados diversos”. O decréscimo global totalizou -28 milhões de Euros, cabendo as maiores quebras aos grupos “Energéticos” (-15 milhões de Euros) e “Minérios e metais” (-5 milhões de Euros).














De acordo com dados constantes das estatísticas portuguesas, o peso das nossas exportações (Cif) nas importações moçambicanas representou 5,1% do total em 2014 e 5,2% em 2015 (5,2% e 5,8% segundo o ITC). As maiores quotas incidiram nos grupos de produtos “Calçado, peles e couros” (13,4% em 2014 e 17,6% em 2015), “Madeira, cortiça e papel” (14,0% e 13,8%), “Produtos acabados diversos” (13,5% e 13,6%) e “Máquinas e aparelhos” (8,2% e 9,5%).










Walter Anatole Marques - Portugal