Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Portugal – Aprovado conceito legal de Porto Seco

O Governo aprovou no passado dia 14 de Fevereiro, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o conceito legal de porto seco



O diploma, aprovado na generalidade, define as regras, os procedimentos e a desmaterialização necessários para a implementação dos portos secos.

Os portos secos são considerados elementos-chave em redes logísticas complexas, actuando como nós interiores para a concentração de mercadorias, depósitos de contentores vazios e outros serviços logísticos de valor acrescentado. Estes hubs interiores permitem a concentração dos volumes necessários para ligações intermodais frequentes directas com portos e outros terminais intermodais.

Tecnologicamente, o novo conceito de porto seco assenta a sua funcionalidade na nova Janela Única Logística (JUL), ferramenta que vem digitalizar e facilitar os procedimentos de fluxo de mercadorias nos portos e nas suas ligações logísticas por rodovia e ferrovia.

Foi em Abril do ano passado, recorde-se, que o Executivo determinou a criação de um grupo de trabalho com a tarefa de apresentar propostas sobre o que era preciso fazer – em termos legislativos, regulamentares e tecnológicos – para avançar com a implementação do conceito de porto seco e para agilizar os fluxos de mercadorias entre os portos e esses portos interiores.

Desta feita, porém, o processo foi acelerado pelo Brexit e a consequente necessidade de agilizar processos e fluxos de mercadorias de/para os portos, para prevenir eventuais estrangulamentos nas relações com o Reino Unido. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tanzânia – Linha férrea para Burundi e Ruanda avança no início de Maio

A construção do primeiro troço da linha férrea que há-de ligar a Tanzânia ao Burundi e Ruanda iniciar-se-á a 5 de Maio, a cargo da portuguesa Mota-Engil e da turca Yapı Merkezi


A cerimónia de lançamento da primeira pedra do troço Dar es Salaam-Morogoro aconteceu no passado dia 12 e contou com a presença do presidente tanzaniano.

Nesta primeira fase esta em causa a construção de uma linha com 207 quilómetros de extensão, de bitola UIC, em via única electrificada, preparada para velocidades de 160 km/hora no tráfego de passageiros e de 120 km/hora no tráfego de mercadorias.

A nova linha seguirá de perto o traçado da actual via métrica e deverá estar concluída em Outubro de 2019.

Numa segunda fase (que a Turquia se propõe financiar), a nova linha será prolongada em 336 quilómetros, de Mongororo até à capital Dodoma.

Mais tarde serão feitas as ligações aos portos de Kigoma (no lago Tanganyika) e de Mwanza (no lago Victoria). E para mais tarde ainda está prevista a criação da linha que ligará aos vizinhos Ruanda e Burundi, garantindo-lhes o acesso ao porto de Dar es Salaam, no Índico.

No imediato, o troço a construir pela Mota-Engil e pelos turcos terá seis estações, incluindo o porto seco de Ruvu. O tráfego anual de mercadorias previsto é de 17 milhões de toneladas. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Angola – Criação de 44 plataformas logísticas

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, anunciou no passado sábado, 18 de Fevereiro de 2017, na província do Huambo, a criação, em todo o país, de 44 plataformas logísticas de 1º, 2º e 3º nível nas tipologias urbanas, regionais, portuárias, transfronteiriças e centros de carga aérea nos principais aeroportos.

O governante fez este anúncio durante a conferência regional sobre plataformas logísticas – o caso do Huambo e de apresentação das linhas mestras da estratégia para a saída da crise, testemunhado pelo governador local, João Baptista Kussumua.

Augusto da Silva Tomás afirmou que numa previsão preliminar, estima-se que em cada uma das plataformas urbanas e regionais a criação, numa primeira fase, entre 150 a 300 postos de trabalho directo, e 10 vezes mais em termos de empregabilidade, de forma indirecta.

Perspectivou que depois de cinco anos de funcionamento, as infra-estruturas logísticas podem gerar um grande volume de negócios e o valor acrescentado noutras actividades correlacionadas à montante e à jusante, multiplicando, várias vezes, a riqueza complementar produzida.

O ministro dos Transportes disse que a criação das plataformas vai proporcionar dois aspectos relevantes, designadamente a oferta de um porto seco com a capacidade para contentores em trânsito, na ordem dos 3000 lugares de estacionamento, e da disponibilização de grandes áreas para a construção de instalações de armazenamento de diferentes tipologias, para tratamento, manipulação e actividade de valor acrescentado às cargas.

Acrescentou que estas cargas vão alimentar, de forma regular e contínua, as cadeias de abastecimento, tanto do interior do território nacional como nas relacções comerciais na vertente externa, oferecendo também entrepostos de frio e silos para o armazenamento de cereais, áreas para estacionamento de indústrias de baixa e média densidade e, ainda, espaços comerciais para o fornecimento dos próprios trabalhadores e utilizadores das infra-estruturas.

O ministro Augusto da Silva Tomás assegurou que a criação das plataformas logísticas vai, igualmente, oferecer serviços essenciais à actividade dos operadores tais como, de bombas de combustíveis, oficinas de manutenção e reparação e lojas de conveniência.

Salientou que estas infra-estruturas logísticas transformar-se-ão em verdadeiros pólos de desenvolvimento no interior, servindo de estímulo ao crescimento económico, criando, por via disso, mais emprego e a promoção, de forma exemplar, da coesão territorial e social do todo nacional.

O governante admitiu que a localização actual e prevista da actividade económica e do investimento público/privado conduzem ao seu posicionamento estratégico nos eixos de cruzamento das vias de comunicação terrestres (rodoviário e ferroviário), aéreas e marítimas, configurando a integração e a complementaridade das redes modais de transporte e a rede de plataformas logísticas.

Augusto da Silva Tomás disse que a criação destes empreendimentos proporciona mais investimento e emprego geradores de riqueza e de rendimento, estimulando a aceleração da procura e do consumo de produtos de primeira necessidade, porquanto são um contributo a nível regional, para o esforço de levar até ao interior infra-estruturas básicas no campo da logística, acessibilidade e da mobilidade de pessoas e bens. In “ANGOP” - Angola

sábado, 26 de novembro de 2016

Espanha - Construção da Plataforma Logística de Badajoz

O governo de Espanha deu luz verde à construção da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz. A obra pode arrancar já em Dezembro, depois do governo regional da Extremadura aprovar a modificação do Projecto de Interesse Regional (PIR)

A Administração regional espera receber “um importante apoio económico” para o projecto através do Orçamento Geral do Estado, de acordo com a conselheira de Meio Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território da Junta da Extremadura, Begoña Garcia.

A mesma responsável indicou que embora a Extremadura vá disponibilizar os fundos necessários para colocar em marcha a Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, irá solicitar que Madrid “seja solidário com a obra”, na medida em que se trata de um projecto que trará benefícios a Espanha e a Portugal.

Além disso, a União Europeia vai canalizar 7,5 milhões de euros para o projecto. Bruxelas considera a Plataforma Logística do Sudoeste Europeu prioritária dentro da rede transeuropeia de transportes (RTE-T), pois permitirá desenvolver o transporte ferroviário para melhorar o comércio internacional e o desenvolvimento económico, facilitando o envio de produtos da Península Ibérica para o resto da Europa em menos tempo e com menores custos. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 19 de março de 2016

Brasil - Porta para o Pacífico, estratégica para Goiás

Porto Seco Centro-Oeste cresceu 9 mil por cento em 10 anos

Paralelamente à retomada da navegação para a exportação de grãos da Região Centro-Oeste, em direção aos portos do Sudeste do País, sob a liderança de Goiás, os governos do Brasil e do Equador discutem a conexão naval e rodoviária entre Manaus e Manta, no Equador, para reduzir o tempo de transporte de produtos, em até 10 dias, em comparação com a via do Canal do Panamá. O eixo multimodal seria estratégico para o aumento substancial das exportações e importações brasileiras para o Equador, Peru e Bolívia, mas o grande foco do Brasil através da criação de uma porta para o Pacífico é a ampliação das relações comerciais com a China, o Japão, a Índia e outras potências asiáticas.

Na esteira deste projeto estruturante para a economia sul-americana, a expectativa de criação do eixo rodo-ferro-naval de oito mil quilômetros entre o Porto Seco Centro-Oeste, em Anápolis, e o Porto de Manta potencializaria a criação de um gigantesco corredor agrícola nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil e a consolidação da operação comercial da Ferrovia Norte-Sul. Com a aproximação dos mercados asiáticos, através da porta para o Pacífico, Anápolis seria o marco zero de um dos maiores corredores multimodais do mundo.

Estrategicamente localizado no centro geográfico do Brasil, o Porto Seco Centro-Oeste cresceu 9 mil por cento em 10 anos e ganhará mais competitividade com a abertura de uma porta para o Pacífico, passo decisivo para consolidação da Plataforma Multimodal de Goiás e do Centro de Distribuição de Anápolis, distante de 70 por cento do PIB brasileiro num raio de apenas 1.300 quilômetros.

Com o advento do modal aéreo, através do Aeroporto Internacional de Cargas, cuja pista para operação dos maiores aviões do mundo já está concluída, Anápolis consolidará um competitivo hub logístico multimodal interligado ao entreposto da Zona Franca de Anápolis. Tão importante para o Centro-Oeste quanto para o Norte do Brasil, este projeto estruturante deverá sair do papel com a operação comercial da Ferrovia Norte-Sul.

A expectativa de abertura de uma porta para o Pacífico, assim como a retomada da navegação, é um desafio para a aceleração do desenvolvimento da Região Centro-Oeste e para o crescimento das exportações e importações do Estado de Goiás, conquanto estratégica para a inserção de Anápolis no seleto grupo de cidades globalizadas. Manoel Vanderic – Brasil in “Diário da Manhã”

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Guiné-Bissau - Carregadores advogam criação de Porto Seco

Bissau – O Director-Geral do Conselho Nacional de Carregadores da Guiné-Bissau enalteceu no último fim de semana a importância de o país construir um porto seco em benefício da economia nacional.

Francisco Dias Costa fez esta declaração durante uma conferência de imprensa, na qual apresentou o relatório anual das atividades desta instituição.

Este responsável afirmou que a criação de um porto seco no país vai ajudar o governo da Guiné-Bissau a reduzir o desemprego sobretudo na camada juvenil.

Disse que a capacidade do porto de Bissau, no momento, é inferior ao volume de negócios do país e que está a criar uma situação de congestionamento nas descargas portuárias.

“O porto seco funcionará como instrumento de descongestionamento dos contentores que chegam nos serviços portuários de Bissau evitando que ocupem espaços, ao mesmo tempo que ajudará na descarga de outros navios que vão atracando para o mesmo efeito”, explicou.

Costa afirmou que, com essa dinâmica nos carregamentos, o governo da Guiné-Bissau poderá recolher mais receitas, e o carregador que não tiver dinheiro para tirar o seu contentor de imediato pode leva-lo ao porto seco sem ter que pagar a multa pelo atraso na descarga do seu contentor.

“O estacionamento dos camiões na praça pública é outro problema que será resolvido com o projecto de porto seco que também contribuirá para o estacionamento dos veículos de grande porte num espaço seguro e organizado enquanto ainda não tiverem a autorização de embarque ou desembarque”, contou.

Quanto ao balanço das atividades de 2015, Francisco Dias considerou-o de positivo porque conseguiram realizar 80 por cento das atividades prevista pelo Conselho Nacional dos Carregadores da Guiné-Bissau.

O CNC/GB perspectiva para este ano a conclusão do pagamento da segunda tranche de 40 talhões de terreno que albergará o futuro Porto Seco.

E a abertura de postos da CNC-GB, junto às Alfandegas para assegurar o melhor controlo dos despachos de mercadorias bem como a conclusão da instalação dos seus postos terrestres de controlo em diferentes regiões, são entre outras, acções que têm em carteira.

Fernando Dias da Costa disse que o CNC-GB tem uma dupla responsabilidade: a de recolha de dados estatísticos de todas as entradas e saídas das mercadorias ao nível nacional e internacional e ao de facilitador junto dos Carregadores.

O Conselho Nacional dos Carregadores da Guiné-Bissau foi criado em 2011 e é responsável pelo controlo e promoção do comércio marítimo internacional. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

domingo, 27 de dezembro de 2015

Moçambique - CFM constrói porto seco em Chimbunila

Os Caminhos de Ferro de Moçambique, vão construir um Porto Seco, próximo ano, no povoado de Uti, distrito de Chimbunila, no Niassa, em substituição da actual Estação na Cidade de Lichinga.

O futuro porto seco dista catorze quilómetros da Cidade de Lichinga e vai compreender uma área de cem hectares.

No local, serão erguidos igualmente armazéns, terminal de contentores e parque de viaturas de grande tonelagem, além de outras infra-estruturas.

Até este momento, foram reabilitados mais de oitenta quilómetros da linha férrea Lichinga-Cuamba e espera-se que o comboio inicie a circular nos meados do próximo ano.

O Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, disse que a construção do Porto Seco em Uti, deve-se aos grandes encargos financeiros que iria acalentar ao Estado para indemnizar os cidadãos que construíram as suas residências muito próximo da linha, na Cidade de Lichinga.

A reabilitação daquela ferrovia é financiada pelo Banco Emiratos Árabes Unidos com noventa e oito milhões de meticais, numa extensão de cerca de duzentos e cinquenta quilómetros.

O Comboio deixou de circular no troço Cuamba-Lichinga, em dois mil e dez, devido a degradação acentuada da linha, situação que é aliada a dificuldades de trânsito na estrada Lichinga-Cuamba, encarece o custo de vida no Niassa. In “Rádio Moçambique” - Moçambique