Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Estados Unidos da América – Gigante Havi escolhe cidade de Lisboa para investimento

A norte-americana Havi anunciou esta quarta-feira um investimento de 200 milhões de euros no seu centro de inovação tecnológica, o Havi TechHub, em Lisboa, prevendo a contratação de mais 70 colaboradores e a abertura de novas instalações na capital


A empresa global especializada em soluções integradas para a cadeia de abastecimento, logística e tecnologia pretende aumentar nos próximos meses, dos atuais 80 para 150, os trabalhadores que emprega no Havi TechHub.

Em comunicado a Havi esclarece que “esta decisão reflete o reconhecimento do talento nacional, do dinamismo do ecossistema tecnológico lisboeta e da afinidade com os valores portugueses de inovação, colaboração e visão de futuro”.

Há cerca de um ano, Lisboa foi “estrategicamente escolhida” pela empresa norte-americana para acolher o seu centro de inovação tecnológica global, o Havi TechHub.

No comunicado divulgado, a Havi revela ainda que, nos próximos anos, o Havi TechHub irá receber um investimento que rondará os 200 milhões de euros e que “contribuirá diretamente para o desenvolvimento económico local e para o posicionamento de Lisboa como um centro tecnológico global de referência”.

A inauguração de novas instalações da Havi em Lisboa, no Cais do Sodré, está prevista para o dia 17 de setembro. O evento contará com a presença do presidente global da empresa, Neil Humphrey, do vice-presidente sénior e do presidente executivo (CEO) do Havi TechHub, Reto Sahli.

Nesse contexto serão apresentadas “grandes novidades tecnológicas, investimentos e outros marcos a nível nacional e global”.

Fundada em Chicago (1974), presente em 30 mercados e com mais de 7000 colaboradores, a Havi está em Portugal desde 1993, contabilizando atualmente 250 trabalhadores em Lisboa e Porto. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 18 de abril de 2022

Brasil - Admirável novo mundo digital

São Paulo – Os anúncios feitos pelo governo federal durante a realização do seminário Inova Portos, promovido pelo Porto de Itaqui, no Maranhão, dias 4 e 5 de abril de 2022, mostram que pelo menos o setor portuário e de logística tem recebido nos últimos anos a atenção que sempre mereceu e que, em outros governos, não teria ocorrido com tanta ênfase. Basta ver que, nos últimos anos, foram feitos mais de 50 leilões dos portos brasileiros, com investimento de mais de R$ 7 bilhões, acompanhado de concessões para que empresas privadas desenvolvam serviços que antes eram exclusivos das antigas companhias docas.   

Esse desenvolvimento seria resultado da opção pela escolha de apenas técnicos especializados para a direção dos órgãos ligados ao Ministério da Infraestrutura (Minfra), em vez da preferência por indicações político-partidárias. Em outros tempos, chegou-se à esdrúxula indicação para o alto cargo de uma estatal portuária de um político interiorano que, até então, nunca teria visto um navio de carga ou de passageiros na vida, o que deu vazão a anedotas que correram céleres no cais de Santos.

Seria bom que essa política continuasse a ser adotada por mais tempo e pelos governos que as futuras eleições indicarem, mas é difícil que a praga da influência política seja defenestrada de vez do setor. Tanto que o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que havia sido diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante o governo Dilma Rousseff, militar da reserva e graduado em Engenharia, considerado um quadro eminentemente técnico, entusiasmado com os elogios a sua gestão no atual governo, já anunciou a pretensão de concorrer ao governo de São Paulo.

De qualquer modo, o que se aguarda é que os atuais programas de inovação tecnológica e modernização que buscam reduzir a burocracia e os custos no setor portuário sejam mantidos e aperfeiçoados no próximo governo, seja lá quem venha a sair vitorioso das urnas na eleição majoritária. Entre esses avanços, estão iniciativas que, atreladas aos processos de licitação de terminais e portos públicos, incluem programas que preveem a adoção de tecnologias que promovam a descarbonização e a redução de combustíveis fósseis. São tecnologias que, ao buscar energias mais sustentáveis, acabam por gerar soluções mais eficientes, a custos mais baixos.

 Na área digital, é de se destacar o Programa de Transformação Digital, que prevê a adoção do InfraBr, um aplicativo para uso de caminhoneiros que facilita a chegada ao porto, e o Porto Sem Papel 2.0, que é voltado para entradas e saídas de cargas, passageiros e tripulantes e integrado ao PagTesouro, sistema de pagamentos digitais gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional que procura diminuir a burocracia e simplificar a vida do contribuinte e que passaria a agilizar também as transações portuárias. Outro aplicativo inovador é o Documento Eletrônico de Transporte (DET), cuja plataforma unifica documentos e informações cadastrais, de logística, comerciais, fretes, pedágios e seguro de caminhoneiros que atuam no transporte de cargas. Por fim, há o InovaBr, que é destinado à segurança viária e promove tecnologia e fluidez no transporte de cargas.

Com a introdução dessas inovações trazidas pelo Programa de Transformação Digital, sem dúvida, haverá uma melhoria na qualidade dos serviços oferecidos aos usuários, que advirá de programas como o projeto-piloto de assinatura eletrônica avançada, o compartilhamento gratuito de soluções com entes públicos, transações eletrônicas entre entes federados e o PagTesouro. O que se espera é haja também a integração desses programas com outros sistemas como o Portal Único de Comércio Exterior e com a Marinha, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

Outra iniciativa que merece destaque é o Programas Renovar, criado pela Medida Provisória nº 12, de 1/4/2022, que é voltado à reciclagem veicular, ao incremento da produtividade e à eficiência logística. A partir da adesão a esse programa, os proprietários de caminhões, ônibus e outros veículos pesados de carga com idade acima de 30 anos, ou em condições técnicas que não atendam aos parâmetros mínimos de rodagem, poderão retirá-los de circulação em condições mais vantajosas. Ou seja, o programa promoverá a recompra do caminhão a ser sucateado, pelo qual será pago ao caminhoneiro o valor de mercado do veículo, com recursos oriundos das empresas contratadas para exploração e produção de petróleo e gás natural.

Tudo isso haverá de diminuir a burocracia, com a simplificação dos serviços abertos aos cidadãos, e melhorar o ambiente de negócios, com maior eficiência no setor público, afastando de vez aquelas figuras nefastas que viviam de criar dificuldades para “vender” facilidades. É o que se espera. Liana Martinelli - Brasil

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Brasil - Sincronização dos modais é o futuro

São Paulo – Em Roterdã (Holanda) e Antuérpia (Bélgica), os maiores portos da Europa, hoje a sincronização dos modais é levada a pontos extremos. Por exemplo: uma mercadoria, vinda por caminhão, trem ou navio, só pode chegar ao terminal sete dias antes da data prevista para a entrada do navio que a transportará para outro porto. Se o embarcador o fizer antes desse prazo, os custos disparam porque, afinal, o espaço é algo vital e precisa ser extremamente bem administrado para que a mercadoria não fique no porto nenhum dia além do necessário.

Isso se dá porque o custo de transporte pesa por demais sobre o preço final de um produto, pois é necessário ao detentor da mercadoria pagar não só as despesas suscitadas pela movimentação entre dois pontos como as despesas relacionadas com a manutenção de estoques em trânsito. Por isso, a logística procura selecionar o transporte que apresente menores custos e atenda às necessidades do consumidor.

E não só. É preciso também diminuir ao máximo possível o tempo necessário para a movimentação do produto, pois, afinal, quanto mais rápido for o transporte, menor será o tempo em que o espaço no armazém ficará indisponível para outra mercadoria. Por isso, sai na frente a transportadora que reúne condições de cumprir os prazos previstos para a movimentação do produto, com os menores custos possíveis. Esses custos, especialmente no transporte rodoviário, que movimenta 61% das cargas no País, são divididos principalmente entre despesas nos terminais e em trânsito. E as despesas nos terminais, com coleta, entrega, manutenção de plataformas e de faturamento e cobrança, representam de 15 a 25 % dos custos totais.

Isso se explica pelo fato de que, hoje, a compra ou a venda de um produto obedece a um conjunto de necessidades que levam em conta apenas preço, qualidade, agilidade de entrega e sobretudo confiabilidade.  Em face da forte concorrência e da constante variação no comportamento dos consumidores, as empresas tratam de buscar práticas que ofereçam vantagens em relação aos concorrentes, pois só assim mantêm e conquistam novos clientes.

Em outras palavras: a tão decantada produtividade é possível apenas com a redução de custos e um serviço perfeito de atendimento ao cliente, o que só se comprova se o cliente estiver com o produto adquirido nas condições, quantidades, hora e lugar definidos ao momento da compra. Se um desses itens não funcionar a contento, fica claro que o cliente não só vai reclamar como ainda, muitas vezes, comunicar a decepção a outros parceiros. E essa queixa hoje não se transmite mais apenas no chamado boca a boca, mas através dos meios digitais, em velocidade incalculável.

Para alcançar esse objetivo, muitas empresas que possuíam frota própria resolveram terceirizar parcial ou totalmente o transporte, já que manter uma frota de caminhões e carretas exige uma estrutura administrativa complexa com motoristas, ajudantes, mecânicos, supervisores e auxiliares para manter os veículos em dia.  Mas ainda assim a excelência dos serviços acaba por fugir ao controle das empresas, pois, muitas vezes, há erros ou demoras provocados por terceiros e, principalmente, pela deficiente infraestrutura do País.

Portanto, é fundamental que haja cada vez mais uma sincronização entre os modais, o que depende em grande parte de investimentos públicos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Assim, tornam-se cada vez mais prementes a restauração e a finalização de malhas rodoviária e ferroviária e a construção de instalações portuárias, além de melhorias no setor aeroportuário. Ao mesmo tempo, é preciso aumentar o número de concessões de terminais portuários ao setor privado, o que inclui o capital estrangeiro.

A esperança é que, ao oferecer concessões nas quais as empresas pagam ao governo uma taxa para operar as instalações e se comprometem a fazer grandes investimentos, o Brasil estimule sua economia e retome o crescimento. Nesse caminho, talvez, um dia, os principais portos brasileiros cheguem ao padrão exibido por Roterdã e Antuérpia. Liana Martinelli - Brasil

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Relações Institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Brasil - Contra a covid-19, a logística

Impossível nessa enxurrada de informações veiculadas por todos os meios de comunicação manter-se alheio ao que vem ocorrendo no Brasil e no mundo, diante de uma pandemia de coronavírus (covid-19) que tomou proporções e velocidade nunca vistas. As palavras, por mais graves e profundas que sejam, estão longe de explicar como chegamos a esta época imaginando que estávamos num patamar elevado de desenvolvimento tecnológico e de conhecimento humano, quando a realidade é extremamente frágil e os conhecimentos sobre a vida e as doenças são ainda tão limitados.

Claro que os grandes laboratórios farmacêuticos investem bilhões de dólares em pesquisas na ânsia de descobrir novos medicamentos para as mais variadas enfermidades que afligem a humanidade, mas, até agora, nada tem impedido o desastre que se experimenta atualmente no mundo com mais de 118 milhões de pessoas infectadas e mais de 2,6 milhões de mortos, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Nessa trágica e cruel realidade, vemos o perigo cada vez mais perto, pois quem não tem um parente, um amigo ou conhecido acometido por essa terrível doença? Realmente, vive-se uma experiência totalmente surpreendente e impensável até para os cientistas e pesquisadores, que lutam contra o relógio para conseguir uma vacina realmente capaz de impedir esse crescimento descontrolado do número de mortes.

Apesar da caótica situação, o fato é que o mundo, com os seus 7,8 bilhões de habitantes, necessita de uma quantidade astronômica de vacinas. E quem ficará por último? Como serão a fabricação e a logística de distribuição dessas novas vacinas? São questões que precisam ser resolvidas agora para que a distribuição alcance a maior abrangência possível, inclusive no Brasil, que despertou um pouco tarde para o enfrentamento contra esse mal.

Nesse contexto, o profissional de comércio exterior precisa agir de maneira altamente profissional e eficiente para movimentar todos os suprimentos necessários à preservação da vida em todas as suas formas. Desse modo, o comércio exterior reveste-se de importância fundamental num mundo em que cada vez menos existem fronteiras para a produção. Os produtos e mercadorias são fabricados e transitam por todo o planeta cada vez mais com menos barreiras e burocracias. E, para que isso ocorra, a logística ganha maiores dimensões.

Por isso, neste momento, é de grande importância a modernização tecnológica e de controle implementada pelos órgãos de fiscalização da Receita Federal do Brasil e, em especial, na Alfândega de Santos. Como se sabe, desde janeiro de 2020, a aduana santista utiliza o sistema de desembaraço aduaneiro sobre águas, ferramenta que possibilita o registro de uma declaração de importação antes mesmo da descarga da mercadoria, quando se trata de empresa certificada como Operador Econômico Autorizado (OEA), conforme está previsto nas Instruções Normativas SRF nºs. 608/2006 e 759/2017, que trouxeram espetacular agilização às operações de importação e exportação. No caso das exportações, a Declaração Única de Exportação (DUE), integrada à Nota Fiscal eletrônica, também eliminou dezenas de informações redundantes, o que agilizou sobremaneira o despacho aduaneiro.

Tudo isso tem contribuído para reduzir os tempos de desembaraço de mercadorias, o que será fundamental quando houver a necessidade de liberação de grandes lotes de vacina procedentes do estrangeiro contra a covid-19. O que se espera é que isso se dê tão logo possível. Adelto Gonçalves – Brasil

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Adelto Gonçalves é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br








 

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Brasil - Fiorde é uma das atrações da Intermodal 2020

São Paulo – A Fiorde Logística Internacional estará presente com estande próprio de 70 m2 na 26ª edição da Intermodal South 2020, a maior e mais importante feira internacional de logística, transporte de cargas e comércio exterior, que será realizada de 17 a 19 de março, no horário das 13 às 21 horas, no pavilhão da São Paulo Expo, localizado à Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, no bairro do Jabaquara, na zona sul da cidade de São Paulo. A feira, que contará com a participação de 37 países em uma área de 29 mil metros quadrados, aguarda um público em torno de 38 mil pessoas.

Na Intermodal 2020, os visitantes que passarem pelo estande da Fiorde, com certeza, irão conhecer o que há de mais tecnológico e confiável em toda a cadeia de suprimentos (supply chain). De fato, mantendo sua tradição e vocação inovadora, a empresa lançará no mercado uma plataforma que permitirá visibilidade e gestão em toda a cadeia logística por meio de transações totalmente seguras entre sistemas.

Trata-se da Plataforma Sirius que conversa com o SAP, software de gestão empresarial enterprise resources planning (ERP), ou qualquer outro aplicativo RP por meio de application programming interface (APIs) ou via eletronic data interchange (EDI), permitindo controle e gestão completa de todos os pedidos da cadeia de supply chain inbound e outbound, nacional e internacional.

Segundo o presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, essa plataforma tornou ainda mais abrangente o portfólio de serviços do Grupo Fiorde, que tradicionalmente inclui a atuação nas áreas de transporte internacional de carga marítima e aérea, desembaraço aduaneiro, cargas líquidas e de projeto, door to door, Delivery Duty Paid (DDP), Delivery Duty Unpaid (DDU), assessoria e consultoria aduaneiras, projetos de draw back, laudos técnicos, embarques aéreos e marítimos, entre outros. 

Com a Plataforma Sirius, no módulo internacional (SysFiorde), explicou o empresário, todas as operações são automatizadas por meio de robôs diretamente com os órgãos intervenientes, como Siscomex, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Mantra, Marinha Mercante, Secretaria da Fazenda e outros, concluindo todo o processo praticamente sem intervenção humana.no módulo nacional, a Plataforma permite acompanhamento on line desde o nascimento da delivery até o proof of delivery (POD), ou seja, a confirmação da entrega. “Dessa maneira, por meio de tecnologia de monitoramento dos satélites e por aplicativos específicos para celulares, é possível saber exatamente onde cada veículo está, além de monitorar cada tempo das operações de carga e descarga, portaria e pátio, inclusive nas exportações rodoviárias”, acrescentou.

Segundo o engenheiro eletrônico Mauro Lourenço Dias, vice-presidente do Grupo Fiorde e diretor-executivo da FTA Transportes, com a Plataforma Sirius, todos os intervenientes da cadeia de supply chain,  clientes, fornecedores e prestadores de serviços, por meio de workstations específicas, podem acompanhar suas demandas on line, além de interagir com a plataforma, como, por exemplo, aceitando um shipment ou a mudança da data de prontidão de uma carga em qualquer lugar do mundo.

Negócios

Sobre a participação na Intermodal, o presidente Milton Lourenço lembrou que a empresa está presente na feira desde o seu início. “Trata-se de um evento em que podemos fazer grandes negócios e conhecer as tendências do mercado, além de constituir uma  oportunidade rara que temos de confraternizar com aqueles que fazem parte do nosso dia a dia, mas com os quais, geralmente, só conversamos por via digital", disse, ressaltando que o estande da Fiorde sempre foi um dos mais movimentados. “A feira reúne um público qualificado, formado por executivos com alto poder de decisão, o que a torna um ambiente dinâmico de negócios, constituindo também um fórum adequado para lançamento de projetos, além do debate dos problemas que preocupam todos aqueles que trabalham no setor”, afirmou.

Crescimento

Para 2020, apesar dos efeitos da última crise econômica, segundo o presidente Milton Lourenço, o Grupo Fiorde projeta um crescimento de 12% e planeja investimentos na área de tecnologia de informação e atendimento ao cliente, além de ampliar a frota de veículos apropriados para transporte de alimentos, produtos farmacêuticos e correlatos.



A FTA Transportes, outra empresa do Grupo Fiorde, conta com amplo armazém localizado à Rua Landri Sales, 893, Cidade Aracília, em Guarulhos, a 30 km do Aeroporto Internacional de Cumbica. A FTA atua na área de transporte de cargas refrigeradas de alimentos e medicamentos com autorização da Anvisa, contando com moderna frota de veículos, entre caminhões-baú e porta-contêineres. Do Grupo Fiorde, também faz parte a Barter Comércio Internacional, empresa trading.

Estrutura

Com 35 anos de atuação no mercado, a Fiorde conta com cerca de 350 funcionários e mantém filiais em Santos, Campinas, Jacareí, Belo Horizonte, Recife, Manaus, Rio de Janeiro e Itajaí e nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, além de agentes subcontratados nos principais portos e aeroportos do País.

Com foco na tecnologia de ponta, o Grupo Fiorde, segundo o vice-presidente Mauro Lourenço Dias, mantém equipe própria e qualificada no desenvolvimento de sistemas. Por isso, garantiu, está totalmente em dia com as mudanças e automações na área de comércio exterior, como a Declaração Única de Exportação (DUE) e a Declaração Única de Importação (DUIMP), utilizando ferramentas como Inteligência Artificial, Business Inteligence e transmissão de documentos através de EDI, além de ter implantado o SAP em todo o Grupo Fiorde. “Tudo isso permite aos nossos clientes uma solução cada vez mais automatizada e totalmente segura de informações e gestão do negócio”, acrescentou o empresário. Fiorde Logística Internacional - Brasil

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Angola - Rede de unidades comerciais "Poupalá" com solução à vista?

O ministro do Comércio de Angola afirmou em Luanda, que continua à espera que a rede de mais de uma centena de lojas públicas, denominadas "Poupalá" e inativas há vários anos, passem a património do Estado

Joffre Van-Dúnem, que falava à imprensa à margem da cerimónia de cumprimentos de fim de ano, afirmou que as lojas construídas pelo Estado angolano, no âmbito do Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais à População, implementado em 2008, estão disseminadas pelas diferentes províncias do país.

Segundo o ministro, foi realizado um levantamento exaustivo sobre a situação, em contacto com as administrações municipais e governos provinciais, no sentido de as mesmas serem reativadas.

"A orientação para a sua adjudicação tem de partir dos municípios e para dar também a oportunidade àqueles que estão nos municípios para participar e não só os das capitais", referiu.

O titular da pasta do Comércio avançou que alguns desses espaços foram entregues por contratos, mas não funcionavam, tendo sido dado um prazo de seis meses aos gestores para a sua reativação, findo o qual reverteria a favor do Estado.

"As [lojas] que não têm contratos, estamos a trabalhar com os respetivos governos provinciais e municipais, no sentido de encontrar ou uma adjudicação direta àqueles que têm capacidade para a gerir ou concurso público a nível provincial, para que as mesmas possam ser reabertas", salientou.

Contudo, o ministro sublinhou que as lojas não estão registadas como património do Estado, pelo que foi criada uma comissão constituída por responsáveis das infraestruturas do Ministério do Comércio e o diretor nacional do Património das Finanças, para se proceder à sua legalização.

"Este é um passo que está a ser dado, findo o qual podemos fazer um concurso público, mal esteja legalizado. As [lojas] que estão em Luanda, vamos fazer o concurso público", adiantou.

O governante angolano acrescentou que a abertura de concursos públicos poderá ocorrer no primeiro trimestre de 2020.

A construção desta rede de unidades comerciais tinha como objetivo absorver a produção dos camponeses, que reclamam das dificuldades de escoamento dos produtos do interior para as cidades, o que acabou por não se efetivar. In “Angola 24 Horas” - Angola

quarta-feira, 6 de março de 2019

Portugal - Zona de Actividades Logísticas de Sines avança em 2020

A aicep Global Parques prevê lançar em 2020 uma nova Zona de Actividades Logísticas (ZAL) junto ao futuro terminal de contentores Vasco da Gama, no porto de Sines



A aicep Global Parques prevê lançar em 2020 uma nova Zona de Actividades Logísticas (ZAL) junto ao futuro terminal de contentores Vasco da Gama, no porto de Sines.

“Queremos avançar em 2020 com o início da primeira fase do loteamento da ZAL “extraportuária”, contígua ao futuro terminal Vasco da Gama, para acompanhar a dinâmica que será criada por estes investimentos, que estimam um aumento da capacidade de movimentação de contentores dos actuais 2,1 milhões para 7,6 milhões de TEU”, adiantou à “Lusa” o CEO da aicep Global Parques.

Trata-se de uma zona “com uma dimensão significativa”, 106,5 hectares, e uma localização privilegiada para projectos na área “da logística de 2.ª linha” e “de consolidação”, que, “a longo prazo”, poderá beneficiar de “uma eventual substituição progressiva da utilização do Terminal Multipurpose” do porto de Sines.

“Podemos ter uma dinâmica de sectores exportadores nacionais, como os mármores, as rochas calcárias e o sector alimentar, cargas que poderiam, eventualmente, no futuro, substituir o carvão no Terminal Multipurpose”, sublinhou Filipe Costa.

Sete milhões para expandir a Zona Industrial Logística

Já este ano, a aicep Global Parques prevê investir sete milhões de euros no loteamento de mais 60 hectares na ZIL de Sines.

“Vamos ter um grande ciclo de desenvolvimento na ZIL de Sines, que tem uma ocupação de 89%, e para acomodar alguns desses investimentos de que estamos à espera no setor petroquímico vamos ter de fazer novos loteamentos”, disse à “Lusa” o presidente executivo da empresa, Filipe Costa.

“Há pelo menos 10 anos que não se faziam novos loteamentos e isto é sintomático de alguma retoma económica, industrial e do cluster petroquímico”, revelou o CEO da aicep Global Parques, que gere a Zona Industrial Logística de Sines onde estão localizadas as maiores empresas do país, como a Petrogal e a Repsol Polímeros.

Prevê-se um investimento superior a dois milhões de euros na “zona 1”, a Norte do parque, no loteamento de uma área de 15,7 hectares para acomodar “investimentos de dezenas de milhões de euros em unidades associadas ao biodiesel, construção e alguma logística”, adiantou.

Na “zona 2” da ZIL, serão investidos mais de cinco milhões de euros no loteamento de uma área de 44,3 hectares “para fazer face aos projectos de petroquímica que estão em carteira” e “à expansão dos actuais clientes” ligados a este sector.

“São projectos, dos principais clientes de oil and gas e petroquímicos do parque e do porto de Sines, na ordem dos milhares de milhões de euros, que já estiveram em carteira antes da última crise financeira e que agora são retomados e vão beneficiar o parque e o país nos próximos três anos”, disse Filipe Costa. In “Transportes & Negócios” - Portugal

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Portugal – Aprovado conceito legal de Porto Seco

O Governo aprovou no passado dia 14 de Fevereiro, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o conceito legal de porto seco



O diploma, aprovado na generalidade, define as regras, os procedimentos e a desmaterialização necessários para a implementação dos portos secos.

Os portos secos são considerados elementos-chave em redes logísticas complexas, actuando como nós interiores para a concentração de mercadorias, depósitos de contentores vazios e outros serviços logísticos de valor acrescentado. Estes hubs interiores permitem a concentração dos volumes necessários para ligações intermodais frequentes directas com portos e outros terminais intermodais.

Tecnologicamente, o novo conceito de porto seco assenta a sua funcionalidade na nova Janela Única Logística (JUL), ferramenta que vem digitalizar e facilitar os procedimentos de fluxo de mercadorias nos portos e nas suas ligações logísticas por rodovia e ferrovia.

Foi em Abril do ano passado, recorde-se, que o Executivo determinou a criação de um grupo de trabalho com a tarefa de apresentar propostas sobre o que era preciso fazer – em termos legislativos, regulamentares e tecnológicos – para avançar com a implementação do conceito de porto seco e para agilizar os fluxos de mercadorias entre os portos e esses portos interiores.

Desta feita, porém, o processo foi acelerado pelo Brexit e a consequente necessidade de agilizar processos e fluxos de mercadorias de/para os portos, para prevenir eventuais estrangulamentos nas relações com o Reino Unido. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Brasil - Delegação chinesa visita o Porto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – O Porto do Rio de Janeiro recebeu uma comitiva de chineses da Província de Fujian interessados em investir no Brasil. O ministro do Departamento de Transportes de Fuzhou (capital de Fujian) e outros representantes da Autoridade Portuária local conheceram as instalações portuárias da cidade. Os visitantes foram recebidos pelo superintendente de Relações Comerciais e Gestão de Contratos, Luiz Antônio Braga, e pelos funcionários Eduardo Miguez, Suzana Padilla, Ernesto Brito, Luiz Barbuda e Jorge William Mello.

A visita teve como foco conhecer a infraestrutura brasileira, bem como a logística e estrutura operacional do Porto do Rio relacionadas à movimentação e ao armazenamento de minério de ferro, madeira e grãos. A intenção é avaliar a possibilidade de estabelecimento de uma base entre o Porto do Rio de Janeiro e o Porto de Fuzhou, Fujian, China.

O gerente de Planejamento e Desenvolvimento Portuário, Eduardo Miguez, apresentou à comitiva as características e os dados estatísticos dos Portos do Rio, Itaguaí e seus terminais. Foram destacados o tipo de carga e o volume movimentado desde 2013 até 2016. Após a palestra, realizada no auditório da SUPRIO, o grupo fez uma visita interna aos terminais portuários. In “Porto do Rio de Janeiro” - Brasil

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Logística

                                   Para superar o atraso

             Poucas atividades profissionais cresceram tanto nas últimas décadas quanto a logística. O que há quatro ou cinco décadas fazia-se quase intuitivamente, hoje, faz-se de maneira planejada, com o apoio da informática, da eletrônica e das telecomunicações. Mas o objetivo continua o mesmo: evitar perda de tempo que venha a causar prejuízos que possam colocar em xeque até mesmo a sobrevivência das empresas.

            Diante disso, o operador logístico assume como nunca um papel estratégico e fundamental a ponto de se ter tornado parceiro indispensável no acompanhamento da expansão dos negócios internacionais. Sem o operador logístico e seus profissionais consultores não há como reduzir custos e maximizar resultados. Mas a logística tem também os seus limites. E esses limites no Brasil esbarram numa infraestrutura precária, que se agravou nas últimas décadas por falta de investimentos públicos, o que condenou ao sucateamento portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.

            A exemplo do que aconteceu com rodovias e aeroportos, cuja privatização demorou muito para sair do papel, o plano de logística para os portos anunciado em agosto pelo governo talvez tenha sido lançado tarde demais. No máximo, deveria ter sido ensaiado aos primeiros sinais da crise financeira mundial em 2008.

            Já àquela época estava claro que o primeiro passo para reduzir os altos custos dos portos brasileiros seria a licitação de novos terminais marítimos, com o aumento da concorrência. Para se ter uma idéia da lentidão governamental e de sua incapacidade de reação, basta lembrar que de 2000 a 2012 houve a licitação de apenas cinco terminais. O próprio governo acaba de reconhecer essa deficiência, ao projetar tirar das companhias docas a prerrogativa de autorizar a construção de novos terminais e portos, passando-a para a Secretaria Especial de Portos (SEP) e para a recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

            O resultado disso é claro: para carregar ou descarregar um contêiner de 40 pés no Porto de Santos gasta-se três vezes mais que em Roterdã, o maior porto da Europa. E quatro vezes mais que em portos da Ásia. Esses custos acabam sendo passados pelos terminais para os armadores que os repassam para os usuários que, por sua vez, são obrigados a transferi-los aos produtos.

            Sem terminais suficientes, até os ganhos de eficiência e redução de custos que adviriam do programa de dragagem e alargamento do canal do estuário do Porto de Santos acabam por desaparecer. Exemplo: como os atuais terminais não dispõem de guindastes em número suficiente – especialmente portêineres –, ainda não é possível operar navios grandes, acima de 7 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

            Com isso, o avanço da logística fica comprometido, pois sem uma infraestrutura portuária e de transporte capaz de escoar a produção de maneira rápida e eficiente não há como reduzir custos e tampouco encurtar distâncias na mesma proporção que se faz em centros mais desenvolvidos. Sem superar esse atraso, o Brasil nunca poderá pensar em vencer a acirrada disputa pelos mercados globalizados. Milton Lourenço – Brasil

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). Site: www.fiorde.com.br E-mail: fiorde@fiorde.com.br