Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Moçambique – Recupera em alto mar, com o apoio da China, contentores roubados no porto de Pemba

Sessenta e seis (66) contentores de madeira em toro (da espécie jambirre e umbila), desaparecidos em Janeiro último, no porto de Pemba, província de Cabo Delgado, foram recuperados pelas autoridades moçambicanas antes mesmo de chegarem à China, o seu destino final.

De acordo com as autoridades moçambicanas, a madeira faz parte de um total de 102 contentores apreendidos em Agosto do ano passado, no porto de Pemba, dos quais 82 acabariam desaparecendo misteriosamente, no início deste ano. Dos 82 contentores, refira-se, 76 eram de madeira em toro, cuja exportação é proibida por lei.

Segundo o Procurador-Chefe Provincial de Cabo Delgado, Octávio Zilo, que concedeu uma conferência de imprensa, neste domingo, o navio – que se encontra atracado no porto de Pemba desde o último sábado – já estava em águas internacionais e que a sua apreensão foi graças à cooperação entre as autoridades moçambicanas e chinesas.

“Emitimos o mandado de busca e apreensão internacional, accionámos os mecanismos de cooperação jurídica judiciária em matéria penal, lançamos mãos aos acordos bilaterais entre a República Popular da China e Moçambique, através da Embaixada da China e tivemos também, e sobretudo, um grande apoio das Linhas de navegação marítima internacional e que, conjugadas todas as entidades, com os apoios do  Ministério da Terra e Ambiente (MITA) e de nível central da PGR, através do Gabinete de Recuperação de Activos, conseguimos trazer a madeira à República de Moçambique”, disse a fonte, garantindo que decorrem diligências para devolver os restantes 10 contentores de madeira em toro, que já se encontra na China.

Entretanto, não avançou qualquer dado em relação aos restantes seis contentores de madeira processada, também desaparecidos da terceira maior baia do mundo.

Em conexão com o caso, revelou a fonte, foram detidas duas pessoas, que se juntam ao cidadão chinês, constituído arguido logo após o sucedido. A fonte não avançou as nacionalidades dos indivíduos detidos. O cidadão chinês, lembre-se, era o fiel depositário dos 102 contentores de madeira apreendidos em Agosto de 2020.

Referir que, em Agosto último, o Ministério Público havia constituído nove arguidos, entre os quais agentes das Alfândegas. Todos aguardam o julgamento em liberdade provisória, sob o pagamento de caução. In “Carta de Moçambique” - Moçambique

 

terça-feira, 18 de maio de 2021

Angola – Lançado concurso internacional para a concessão do terminal de contentores no Porto Comercial do Lobito

A Empresa Portuária do Lobito, na província de Benguela, lançou um concurso internacional para a concessão do terminal polivalente de contentores e carga geral do porto comercial daquela região, em regime de gestão de «porto senhorio» durante 20 anos. A apresentação das propostas e os pedidos das peças do procedimento estão disponíveis a partir de terça-feira contra o pagamento do equivalente a 75 mil dólares norte-americanos


O concurso estará aberto até ao dia 16 de Agosto deste ano com a apresentação da caução definitiva equivalente a 4,7 milhões USD.

De acordo com um comunicado da Empresa Portuária do Lobito, os concorrentes devem elaborar e apresentar como condição elegível os planos de exploração e de organização do terminal a concurso, incluindo o ordenamento e a organização funcional da área da concessão, e as normas referentes às exigências ambientais, de higiene e de segurança.

Devem ainda apresentar a sua perspectiva de construção, reparação e conservação do espaço que está a ser objecto da «licitação», bem como a instalação ou substituição dos equipamentos necessários a execução do contrato, refere o documento.

"A Empresa Portuária do Lobito pretende a participação de empresas experientes neste mercado com solidez financeira acima dos 25 milhões de dólares de capitais próprios e um volume de negócios médio anual não inferior a 100 milhões de dólares nos últimos três exercícios", lê-se ainda no comunicado.

O Porto do Lobito, o maior do centro do país, está localizado na cidade com o mesmo nome, na província de Benguela e é, com os portos de Luanda, Moçâmedes, Soyo e Cabinda um dos maiores complexos portuários do país.

O Porto do Lobito tem três terminais, nomeadamente, o de contentores, que possui uma capacidade de 12 mil unidades de contentores de 20 pés (TEU) por ano; o mineiro, com capacidade operacional de 3,6 milhões de toneladas por ano, e o Porto Seco, um terminal de segunda linha que possui a capacidade estática de oito milhões de TEU/ano.

"A Província de Benguela representa o segundo maior centro económico e industrial do país, em que o processo de requalificação do corredor do caminho-de-ferro, o processo de concessão do terminal portuário, actualmente em curso, associados às potencialidades que oferece o Porto Comercial do Lobito representa um valor estratégico determinante para a integração económica regional e para o futuro de Angola", lembra o comunicado.

O Porto Comercial do Lobito e o Caminho de Ferro de Benguela formam provavelmente um dos maiores corredores de desenvolvimento e escoamento de mercadorias da região da SADC, com ligações à cidade do Tenque, na República Democrática do Congo e Zâmbia, refere o Governo, acrescentando que este porto é ainda beneficiado por uma ligação rodoviária estruturante para a circulação de mercadorias, a EN-100.

A concessão dos terminais em concurso representa, segundo o Governo, "uma força motriz para o rejuvenescimento do corredor do Lobito que integra Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia", que o Executivo angolano pretende que seja um dos principais eixos de circulação de matérias-primas e mercadorias nestes territórios. In “Novo Jornal” - Angola





 

quarta-feira, 4 de março de 2020

Grécia – O porto do Pireu já é o quarto maior da Europa

O porto do Pireu cresceu 15% em 2019 e, com isso, tornou-se o maior do Mediterrâneo e o quarto maior da Europa no movimento de contentores



O porto do Pireu, sob gestão da Cosco, continua a sua cavalgada no ranking dos maiores portos europeus de contentores. No ano passado foi, de muito longe, o que mais cresceu no top 15 e, com isso, galgou duas posições, ultrapassou Valência e Bremerhaven e assumiu o quarto posto, atrás dos “gigantes” Roterdão, Antuérpia e Hamburgo.

De acordo com os resultados elaborados por Theo Notteboom, no ano passado os 15 maiores portos de contentores europeus processaram 79 071 TEU, mais 2,8% que em 2018. Os três maiores somaram 25 929 TEU, num crescimento homólogo de 4,6%.

O crescimento do topo 15 em 2019 compara com os 4,7% verificados em 2018 e os 4,6% de 2017, nota o especialista. Mas superam os 2,1% de 2016 e, por maioria de razão, os -1,6% de 2015.

Comparando com 2007, o ano anterior à crise financeira global, o top 15 de 2019 aumentou a sua produção 29%. Mas Gioia Tauro, Hamburgo e Bremerhaven ainda não atingiram os  números de então. Na inversa, Gdansk cresceu 20 vezes e o Pireu triplicou-os.

Olhando para o alinhamento dos 15 maiores portos europeus de contentores em 2019, são poucas as diferenças relativamente a 2018. Nas subidas destaca-se o Pireu, de 6.º para 4.º, enquanto Algeciras passou de 7.º para 6.º, Le Havre de 11.º para 10.º e Gdansk de 16.º para 15.º. Na inversa, Bremerhaven, Marsaxlokk e Southampton perderam posições, o que no caso do porto britânico lhe custou mesmo a presença no restrito “clube”.

Na sua análise, Notteboom sublinha os diferentes perfis dos portos, com o Pireu e Algeciras quase exclusivamente hubs de transhipment, e Felixtowe, Génova ou S. Petersburgo quase exclusivamente portos gateway.

Os desafios de Sines

Sines integrou o top 15 europeu em 2016, então com uma produção de 1,5 milhões de TEU e um crescimento de 908,7% (!) na comparação com 2007.

O porto português não figura agora entre os 15 maiores, mas Theo Notteboom assinala que tem potencial para lá regressar. A par da Southampton, Londres, Zeebrugge, La Spezia ou Marselha, todos com resultados entre os 1,4 e os 2 milhões de TEU em 2019.

Mas Sines, como Algeciras e Valência, terá de haver-se com a “concorrência” de Tanger Med, que no ano findo cresceu 38% e tocou os 4,8 milhões de TEU, e que este ano deverá andar a ampliar a sua capacidade, assinala o especialista. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 3 de agosto de 2019

Internacional – Classificação do movimento de contentores segundo a Lloyd's List Maritime Intelligence em 2018

Porto de Santos em 39º, Porto de Sines em 93º



O Porto de Santos ficou em 39º lugar entre os maiores portos do mundo na movimentação de contêineres em 2018, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (31) pela publicação especializada britânica “Lloyd's List Maritime Intelligence”, uma das mais prestigiosas do mundo dedicadas a portos e navegação. Os 4,12 milhões de TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados no ano passado colocou Santos três posições acima do ranking de 2017, quando ficou na 42ª colocação. A lista é encabeçada pelo Porto de Xangai, na China, com 42 milhões de TEU. Os dez portos mais bem colocados ficam na Ásia - sete na China; um em Singapura; um na Coreia do Sul; e um em Dubai.

De acordo com o ranking “One Hundred Ports 2018”, o Porto de Santos é o maior do Hemisfério Sul. A revista destaca o crescimento de 7% registrado no ano, que elevou a movimentação de 3,85 milhões de TEU em 2017 para 4,12 milhões de TEU. Em 2019, a movimentação está em crescimento e registrou recordes mensais em maio e junho, embora no acumulado do ano tenha caído 3,5%, para 1,9 milhão de TEU.

Na América Latina, o Porto de Santos ocupou a 1ª posição entre 2012 e 2015. Desde 2016 está em 2º na movimentação, atrás do Porto de Colón (Panamá). O porto panamenho é gerido por uma empresa chinesa especializada em carga conteinerizada, sendo o 2º maior do mundo em transbordo de carga (atrás apenas de Hong Kong). In “Portos e Navios” – Brasil

Segundo a classificação da "Lloyd's List Maritime Intelligence" para além do Porto de Santos na costa atlântica da América do Sul, encontra-se o Porto de Buenos Aires na 92ª posição com um crescimento de 22,4% em 2018 face ao ano anterior.

Na Península Ibérica, o Porto de Valência é o melhor classificado no 29º lugar, com um aumento de 7,3% em relação ao ano de 2017. Seguem-se os Portos de Algeciras, (33º) +8,7%, de Barcelona, (48º) +15,1% e o Porto de Sines na posição 93ª com um acréscimo de 4,9%. Baía da Lusofonia



terça-feira, 12 de março de 2019

Moçambique - Porto de Maputo investe em novos equipamentos multiuso para manusear cargas pesadas e contentores

O Porto de Maputo conta com mais dois novos guindastes móveis, com capacidade máxima de 144 toneladas cada, adquiridos no âmbito de um amplo programa de investimento em curso, para a ampliação e modernização da maior infraestrutura portuária do País.

O equipamento, inaugurado na passada sexta-feira, 8 de Março, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, representa um investimento de 19 milhões de dólares norte-americanos e vai conferir uma maior eficiência e competitividade ao porto, traduzida em aumento de volumes manuseados, mais receitas, empregos gerados à montante e à jusante, entre outros efeitos positivos para a economia.

Para o titular da pasta dos Transportes e Comunicações "não há dúvidas que o investimento realizado terá um efeito multiplicador, não só nas operações do Porto de Maputo, como também na economia nacional e regional".

Como resultado da implementação do Plano Director do Porto de Maputo, aprovado pelo Governo em 2010, segundo referiu Carlos Mesquita, foram materializados investimentos maciços que permitiram a dragagem, reabilitação de infra-estruturas e formação do capital humano especializado.

Num outro desenvolvimento, o governante explicou que, “seguindo a tendência de 2017, o manuseamento de carga pela via ferroviária voltou a crescer em cerca de 50 por cento, em 2018, consolidando os melhores resultados conseguidos em 2017 em que o volume ferroviário da principal carga manuseada pelo porto de Maputo cresceu em quase 100 por cento”.

Estes resultados, conforme enfatizou o ministro, representam um enorme ganho para a economia nacional se tivermos em linha de conta que a retirada das rodovias, de carga tradicionalmente ferroviária, incrementa a competitividade das nossas infra-estruturas, para além de melhorar a fluidez do trânsito na N4, melhoria da segurança rodoviária, entre outros ganhos.

Como resultado dos investimentos realizados para o retorno da carga tradicionalmente ferroviária, transportada por via rodoviária, o porto passou a manusear, desde Janeiro desde ano, 204 vagões por dia, contra os anteriores 120 vagões, um salto que permitiu a retirada da N4 de mais de 25 mil camiões por ano.

Andreas Muller, director de vendas de guindastes móveis do porto da Liebherr-MCCtec, empresa alemã fornecedora do equipamento, referiu que as máquinas inauguradas no Porto de Maputo fazem parte do modelo com mais êxito no mundo, contando com mais de 200 unidades em vários portos internacionais.

"Faz agora três anos que vendemos as primeiras máquinas a Moçambique. Hoje em dia, existem cinco unidades no País, sendo que quatro funcionam no Porto de Maputo e uma no Porto de Nacala, na província de Nampula”, disse Andreas Muller.

Trata-se, segundo explicou de máquinas multi-uso, que podem manusear cargas pesadas e contentores e podem custar entre quatro a cinco milhões de euros dependendo do modo do seu transporte. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Espanha - Porto de Barcelona lidera crescimento nos contentores na Europa

Barcelona é o porto que mais cresce na Europa na movimentação de contentores, reclamam os seus responsáveis: 32,5% em 2017, mais 15% em 2018



No ano passado, o porto da cidade condal processou 3,4 milhões de TEU. Um recorde absoluto. Os movimentos de transhipment ditaram o ritmo, com uma subida de 35%, acabando acima dos dois milhões de TEU.

À exportação, Barcelona movimentou 753 mil TEU (mais 6,6% em termos homólogos) e à importação 581 mil (mais 3,5%). De sublinhar aqui a importância do transporte ferroviário, que encaminhou mais de 262 mil TEU (uma subida homóloga de 7,7%).

Em termos globais, o porto catalão movimentou 67,7 milhões de toneladas, 10% acima do realizado em 2017 e também um valor recorde.

Recorde foi também a movimentação de granéis líquidos, com 15,2 milhões de toneladas (mais 5,2%).

Na apresentação dos resultados, a Administração Portuária de Barcelona destaca o crescimento das Auto-estradas do Mar (para Itália e Norte de África), que captaram cerca de 150 mil veículos, com os volumes transportados a aumentarem 7% face a 2017.

No que toca aos resultados financeiros do exercício, o Porto de Barcelona atingiu um volume de receitas de 173,5 milhões de euros (+4%), um resultado líquido de 53,7 milhões (+8%) e um cash-flow de 102,5 milhões de euros (+4%). No período, a APB reduziu o endividamento em 30%, para 96,7 milhões de euros. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Portugal - Terminal XXI garante novo recorde em Sines

O Terminal XXI, operado pela PSA Sines, garantiu na passada quarta-feira um novo máximo histórico na movimentação de contentores



A cerca de duas semanas do fecho do ano, o Terminal XXI atingiu, a 12 de Dezembro, a marca de 1 669 295 TEU, que supera os 1 669 057 registados em todo o ano de 2017, anunciou o Porto de Sines.

Em termos homólogos, o resultado já alcançado representa um crescimento de 5%.

A movimentação de contentores em Sines começou o ano em baixa, penalizada sobretudo pela comparação com um arranque excepcional de 2017, mas lentamente foi recuperando e em Setembro deu um salto de 46%. Agora confirmou-se o recorde.

Para 2019 as perspectivas são bastante positivas, assinala a administração portuária.

Em consequência, a PSA Sines adquiriu e está a instalar mais equipamentos de movimentação de contentores, que entrarão em operação no início de 2019. É o caso de um pórtico de cais – o 10.º – Super Post-Panamax, com capacidade para operar os maiores navios em operação comercial e 4 RTG’s (gruas de parque).

A PSA Sines tem um plano de investimento na expansão do terminal de contentores que está a negociar no âmbito da renegociação da concessão, em curso. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Portugal - PSA Sines duplica capacidade ferroviária

A PSA Sines vai duplicar a capacidade da plataforma ferroviária do Terminal XXI. As obras já começaram

Numa nota na sua página do Facebook, a concessionária do terminal de contentores de Sines dá conta que a expansão da plataforma ferroviária passa pela instalação de duas novas linhas para comboios de até 750 metros de comprimento (actualmente dispõe de apenas duas) e pela criação de mais três hectares de parque para contentores.

O porto de Sines é a maior plataforma nacional de transporte ferroviário de mercadorias, sobretudo em consequência da operação da MSC (e, mais recentemente, da aliança 2M) no Terminal XXI.

Na sua nota, a PSA Sines dá conta que decorrem as negociações para uma nova fase de crescimento do Terminal XXI e afirma o seu empenho “em dotar o nosso terminal com equipamentos de última geração, de modo a prestar sempre serviços de excelência aos seus clientes”.

Na verdade, já foi nomeada a comissão que irá renegociar, em nome do Estado, a concessão do terminal de contentores de Sines. e a concessionária prepara-se para instalar ainda este ano mais quatro pórticos de cais para facilitar as operações em terra. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Internacional - Portos do Sul da Europa ganham terreno aos do Norte

Em três anos, os portos do Sul da Europa ganharam 11 p.p. de quota de mercado no tráfego de contentores na Europa. E a tendência será para manter, mesmo se Roterdão é cada vez mais primeiro



Pelo menos no tráfego de contentores, os portos do Sul da Europa estão cada vez mais próximos do objectivo de atingirem uma quota de mercado de 40%. Se há cerca de três anos controlavam 25% do mercado, no final de 2017 a sua parcela elevava-se já a 36%.

No ranking dos 25 maiores portos europeus na movimentação de contentores, no final de 2017, 14 são do Sul da Europa (e entre eles figura Sines, no 13.º lugar, e Leixões, no 21.º). Entre os dez primeiros, quatro são do Mediterrâneo, sendo três de Espanha.

Apesar desta maior presença dos portos do Sul, valha a verdade dizer que o domínio dos do Norte não está em risco. Precisamente em 2017, Roterdão reforçou a sua liderança no Velho Continente, e mesmo o seu lugar no ranking mundial, mercê de um crescimento de 11%. E Antuérpia, número dois, também cresceu, tendo ultrapassado Hamburgo.

2018 mantém tendência

O ganho de quota de mercados dos portos do Sul face aos do Norte deverá manter-se em 2018, a avaliar pelas previsões do Global Port Traker, elaborado pela Hackett Associates e citado pelo “El Vigia”.

No ano em curso, os tráfegos de importação da Europa deverão crescer 6,2% para 25,7 milhões de TEU, com o Norte da Europa a concentrar 16,06 milhões (mais 5,6%) e o Sul a reter 9,64 milhões (mais 7,2%).

Nas exportações, que representarão um movimento global de 22,11 milhões de TEU (mais 5,8% em termos homólogos), os portos do Norte avançarão 3,7% para 13,66 milhões de TEU e os do Sul crescerão 9,4% até aos 8,44 milhões.

Domínio do Norte no tráfego total

Considerando os movimentos totais de mercadorias nos portos europeus, o domínio do Norte é mais acentuado, com uma quota agregada de mais de 70%.

Entre os 25 principais portos do Continente apenas dez são do Sul da Europa. Ainda que cinco deles – Algeciras, Marselha, Valência, Trieste e Barcelona – estejam no top 10. Sines surge também aqui no 13.º lugar. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Nigéria - Início da construção do porto de águas profundas de Lekki

A construção do porto de Lekki arrancou oficialmente e deverá estar concluía em 2020. O investimento envolvido ronda 1,2 mil milhões de euros



A Nigéria deu início à construção do porto de águas profundas de Lekki, em Lagos, na sequência da inauguração da obra pelo Presidente Muhammadu Buhari, no passado dia 29 de Março. O projecto, de 1,2 mil milhões de euros, ficará situado na Zona de Comércio Livre de Lagos e deverá ser o maior da região, sendo hub de transhipment para a África Ocidental, servindo o mercado da região para serviços de deep sea, segundo vários órgãos de comunicação internacionais.

O porto deverá gerar cerca 170 mil empregos directos e indirectos e contar com o apoio do Governo da Nigéria. A conclusão da obra, concebida com base numa diferença entre a procura prevista e a capacidade existente, é aguardada para 2020. Meios de informação internacionais referem que a procura de contentores deverá crescer a uma taxa de 12,9% até 2025, de acordo com estudos de mercado. Neste caso, o porto foi projectado para suportar uma produção de 2,7 milhões de TEU por ano, com o propósito de que alcance até 5,5 milhões de TEU em 2025.

O projecto contempla a construção de um canal com 9 quilómetros, 19 metros de profundidade e uma bacia de manobra com 600 metros de largura. Terá um quebra-mar de 1.500 metros, complementado por outro, secundário, de 300 metros. Além disso, o terminal de contentores do porto terá um cais de 1.200 metros de comprimento, 3 áreas para contentores e um pátio de armazenamento com mais de 15 mil áreas de slots. Sendo que terá também um sistema de controlo do ambiente. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

Portugal – Porto de Sines já é o 88.º maior do mundo

O porto de Sines subiu três lugares no ranking dos maiores portos de contentores do mundo de 2017, elaborado pela Alphaliner, e ganhou terreno à maioria dos seus concorrentes europeus



Sines, que em 2016 foi o 91.º porto do mundo (numa entrada directa para o top 100 da Alphaliner) terminou agora o exercício transacto na 88.ª posição, mercê dos 1,67 milhões de TEU movimentados.

A crescer 10,3% em termos homólogos, o porto alentejano superou largamente a média do mercado (que avançou 6,1% para 600 milhões de TEU) e, logo, reforçou a sua quota.

Mas não só. No “campeonato” europeu, Sines reforçou também o seu 15.º lugar, tendo ganho terreno a nove dos portos que o precedem na classificação.

Caso para dizer que 2016 só não terá sido perfeito para Sines, em termos de rankings, porque na Península Ibérica Barcelona, o rival mais directo, “disparou” mais de 30% no ano findo.

Sines foi o quinto porto de contentores que mais cresceu na Europa no ano passado, e de muito longe o que mais cresceu na década. E o espaço de progressão existe ainda e poderá conhecer um novo impulso assim avance o projectado novo terminal de contentores. Note-se que actualmente Sines tem apenas o Terminal XXI e, no essencial, a MSC. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Cabo Verde - No quarto trimestre de 2017 movimento de contentores e mercadorias regista crescimento nos portos nacionais

Ribeira Grande – O movimento de contentores e de mercadorias nos portos nacionais cresceu, no quarto trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano de 2016, enquanto o número de navios movimentados diminuiu 25,9 por cento (%).

Em termos absolutos, no quarto trimestre de 2017, registaram-se 1.519 movimentos de navios nos portos de Cabo Verde, 531 movimentos a menos face ao período homólogo.

A movimentação de navios de longo curso cresceu 31,3% e a de navios de cabotagem diminuiu 37,4%, tendo-se registado em termos absolutos, no período em análise, 449 movimentos de navios de longo curso (107 movimentos a mais do que em igual período do ano 2016) e 1.070 movimentos de navios de cabotagem (638 movimentos a menos do que em igual período do ano 2016).

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a tonelagem de mercadorias movimentadas aumentou 14,9%, e o número de contentores de 20 pés movimentados aumentou 25,1% e, por outro lado, o número de passageiros movimentados diminuiu 6,5%, em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Nesse período, a quantidade de mercadorias movimentadas nos portos de Cabo Verde, aumentou 14,9% em relação igual período do ano 2016 e, em termos absolutos, movimentaram-se nos portos de Cabo Verde 611.099 toneladas de mercadorias, 79.222 toneladas de mercadorias a mais do que no período homólogo.

No período em análise, as quantidades de mercadorias carregadas, descarregadas e em transbordo/granel líquido, nos portos de Cabo Verde, cresceram 17,7%, 14,8% e 11,3%, respetivamente, em relação ao igual período do ano 2016.

Em termos absolutos, no período em análise movimentaram-se, nos portos de Cabo Verde 117.991 toneladas de mercadorias carregadas (17.745 toneladas a mais), 416.466 toneladas de mercadorias descarregadas (53.699 toneladas a mais) e 76.641 toneladas de mercadorias em transbordo/Granel Líquido (7.778 toneladas a mais) do que em igual período do ano 2016.

O movimento de passageiros nos portos de Cabo Verde decresceu 6,5% em relação ao igual período do ano 2016, significando, em termos absolutos, que no quarto trimestre de 2017 registaram-se 212.843 movimentos de passageiros nos portos de Cabo Verde, 14.691 movimentos de passageiros a menos do que em igual período do ano 2016.

Nesse período, o movimento de contentores de 20 pés nos portos de Cabo Verde, cresceu 25,1% em relação ao igual período do ano 2016 o que, em termos absolutos significa que foram registados 22.688 movimentos de contentores de 20 pés correspondendo a 4.559 movimentos de contentores a mais do que em igual período de 2016. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Portugal – Porto fluvial de Castanheira do Ribatejo operacional no início de 2019

O porto fluvial de Castanheira do Ribatejo, em Vila Franca de Xira, começará a movimentar contentores até ao princípio do próximo ano, afirmou Pedro Virtuoso, da ETE, a empresa promotora.

“Neste momento estamos na fase de consultar os empreiteiros para começar a obra e esperamos, no final deste ano ou no princípio de 2019, começar a operar”, disse.

De acordo com o responsável, o porto fluvial, localizado junto à plataforma logística de Lisboa Norte (100 hectares), disporá de uma área de apoio de dois hectares.

O cais será construído sobre estacas e terá de 23 metros de frente por 23 metros de profundidade, acrescentou.

O porto funcionará diariamente, durante todo o ano, sendo o transporte dos contentores entre Castanheira do Ribatejo e os terminais do porto de Lisboa feito com recurso a barcaças com capacidade para cerca de 100 contentores.

A distância a percorrer pelo Tejo é de 41 quilómetros, por comparação com o percurso rodoviário, que é de 51 quilómetros, salientou.

O projecto de Castanheira do Ribatejo aumentará, na prática, a capacidade do porto de Lisboa, funcionando como um terminal de segunda linha, libertando espaço nos terminais da capital e aliviando o tráfego rodo-ferroviário de encaminhamento dos contentores.

O Grupo ETE opera há muito no transporte fluvial de mercadorias no Tejo e posiciona-se para fazer o mesmo no Douro.

Pedro Virtuoso falava no Congresso do Tejo III – Mais Tejo, Mais Futuro, em Lisboa.

Também a presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Lídia Sequeira, na sua intervenção na sessão de abertura do congresso, falou acerca da importância de promover a navegabilidade do Tejo, como aconteceu no passado.

Conseguir que “se possa subir até ao interior do país em condições ambientalmente mais favoráveis é o nosso grande objetivo”, disse a responsável, referindo a possibilidade de transferir para o Tejo uma parte do transporte que se faz por estrada. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Angola - Porto de Luanda prevê movimentar 8 milhões de toneladas

O porto de Luanda deverá movimentar este ano oito milhões de toneladas, recuperando assim parte das perdas sofridas em 2016




No ano passado, o porto da capital angolana processou 7,1 milhões de toneladas (dos quais 5,4 milhões de tonelada de carga contentorizada), p que representou um recuo significativo face aos 8,9 milhões de toneladas registados em 2015.

Em declarações à “Angop”, o presidente do Porto de Luanda, Alberto Bengue, disse que ainda há muita carga a chegar ao país e acrescentou que só quando a empresa estiver na posse de todos os manifestos será possível fazer um balanço mais correcto sobre a actividade registada em 2017.

Em 2016, o porto de Luanda registou 4 622 escalas, sendo 732 de navios de longo curso e os restantes 3 890 navios de cabotagem – maioritariamente relacionados com a actividade petrolífera. O movimento de navios recuou no ano passado cerca de um terço em termos homólogos, em resultado dos problemas da economia angolana.

O porto de Luanda é o principal de Angola, assegurando cerca de 80% das importações e exportações de mercadorias do país. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 7 de outubro de 2017

Holanda – Metade dos contentores descarregados em Roterdão foram transportados por super porta-contentores

Em 2016, mais de 900 dos dois maiores tipos de navios porta-contentores escalaram o porto de Roterdão para descarregar contentores. São 2,5 vezes mais porta-contentores de grande porte que em 2011. Juntos, estes navios porta-contentores transportaram quase metade de todos os contentores descarregados em Roterdão. O Instituto holandês de Estatística (CBS) informa baseado em novas fontes existentes (grandes dados) como parte do seu programa de inovação.

Os super porta-contentores têm uma capacidade de carga superior a 10 mil TEU (a unidade de capacidade padrão para navios porta-contentores). Podem descarregar em média quase 3 mil contentores por visita nos cais holandeses. Em 2016, um número relativamente pequeno de super porta-contentores - 8% de todos os porta-contentores recebidos - entregou mais de 2,5 milhões de TEU com carga. Os navios porta-contentores menores transportaram 2,8 milhões de TEU. Em 2011, os super porta-contentores foram responsáveis ​​por 16% do transporte de contentores recebidos.

Donde vêm estes super porta-contentores?

A maioria destes gigantes transportadores de contentores têm origem nos portos da China. Depois de escalarem outros portos asiáticos, chegam à Europa, onde a sua carga também é descarregada em diversos portos. Cerca de 22% do total de contentores são descarregados em Roterdão para um transbordo para pequenos porta-contentores para seguirem para outros portos marítimos; envolve uma média de 23 outros navios, transportando principalmente os contentores para os portos de outros países europeus, como o Reino Unido (20%), a Rússia (16%), a Irlanda (11%) e a Suécia (11%). In “Centraal Bureau voor de Statistiek” - Holanda


terça-feira, 20 de junho de 2017

Timor-Leste – Obras do porto de Tibar vão começar

No passado dia 15 de Junho, foram oficialmente lançadas as obras de construção do porto de Tibar, a oeste de Dili, em Timor-Leste. Segundo adiantam vários meios de comunicação, esta infra-estrutura será a maior do país na área dos transportes e é a primeira parceria público-privada (PPP) realizada em Timor-Leste, mas já foi criticada pelo seu impacto ambiental na zona de intervenção, pela dimensão (considerada excessiva para as necessidades de Timor-Leste por alguns) e pelo custo.

A obra representa um investimento inicial de 148,85 milhões de dólares (133 milhões de euros) dos parceiros privados (um consórcio chefiado pela empresa francesa Bolloré Ports, uma divisão do grupo francês Bolloré Transport & Logistics) e de 129,45 milhões de dólares (115,7 milhões de euros) do Governo timorense. A Bolloré Ports deverá ainda investir mais 211,7 milhões de dólares (189,2 milhões de euros) durante os 30 anos da concessão, que termina em Junho de 2047.

Segundo adiantam vários meios de comunicação, a International Finance Corporation (IFC), tida como a extensão privada do Banco Mundial, foi conselheira na criação do modelo de PPP. Refere-se ainda que a obra deverá estar pronta em 2020 e que o projecto representará 500 empregos a criar pela Bolloré Ports durante a construção, 350 nos primeiros quatro anos de operação e 150 em fase posterior, favorecendo a colocação de cidadãos timorenses.

O porto deverá ter uma capacidade inicial para 226 mil contentores (TEU), a ampliar até uma capacidade para um milhão por ano, “com um cais de 330 metros e outro de 300 metros, devendo as primeiras operações portuárias ser conduzidas já em 2019”, referem vários meios de comunicação.

A agência noticiosa Macauhub refere que o porto terá um cais de acostagem com 630 (300 mais 330 metros) e 15 metros de profundidade, uma zona de armazenamento de contentores com 27 hectares e equipamentos modernos, incluindo dois guindastes do navio para terra e outros cinco com rodas de borracha

Segundo a agência Lusa, na cerimónia de lançamento da obra, cujo projecto foi planeado há seis anos e com contrato (para desenho, construção e operação do porto) assinado há pouco mais de um ano, Xanana Gusmão, ministro do Planeamento e Investimento Estratégico de Timor-Leste, defendeu a opção pelo modelo de parceria público-privada e destacou a importância do investimento privado no desenvolvimento do país. In “Jornal Economia do Mar” – Portugal  

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Portugal – Porto de Sines ocupa o 15º lugar na Europa em contentores

Porto de Sines
Fechado o ano de 2016, é tempo de fazer balanços. Na Europa, não há grandes novidades relativamente aos Portos que mais contentores movimentaram: Roterdão lidera, seguido agora por Antuérpia e depois por Hamburgo. Os três 'gigantes' deixam bem longe todos os outros. Já o Porto de Sines ocupa a 15ª posição e foi o segundo que mais cresceu no top-15.

Com um total de 1,513 milhões de TEU movimentados, o Porto de Sines surge na 15ª posição do ranking europeu. Em comparação com os números de 2015, o Porto português registou um crescimento de 13,8%, apenas suplantado pelo crescimento homólogo do Porto de Barcelona (+14,6%). Mas falando ainda de crescimento, os números do Porto de Sines têm ainda maior impacto numa comparação a 10 anos: desde 2007, o Porto português cresceu 908,7%, num registo que não encontra sequer algo semelhante no top-15. Todos os outros 14 Portos da lista já eram importantes 'hub's' de contentores em 2007, excepção feita ao Porto do Piréu, na Grécia, que cresceu 167,7% nos últimos 10 anos.

Na frente da lista continua o Porto de Roterdão, com um total de 12,385 milhões de TEU movimentados no ano passado, num crescimento homólogo de 1,2% (face a 2007, o crescimento foi de 14,8%). No segundo lugar aparece agora o Porto de Antuérpia, com 10,037 milhões de TEU (crescimento de 4% face a 2015 e de 22,7% nos últimos 10 anos). No último lugar do pódio está o Porto de Hamburgo (que era 2º em 2015), agora com 8,910 milhões de TEU - valor que representa um crescimento de 1% face a 2015 mas um decréscimo de 9,9% face a 2007.

De referir ainda que não será fácil para o Porto de Sines subir muito na tabela. Com 1,5 milhões de TEU, o Porto português tem no Porto de Southampton o mais próximo, com quase 2 milhões de TEU (1,957 milhões), embora com uma evolução relativamente estagnada (+0,2%). No 13º lugar está o Porto de Barcelona, já com 2,238 milhões de TEU que não só tem mais 700 mil TEU que Sines como também teve um crescimento forte no ano passado. Pelo resultado de Janeiro, com pouco mais de 160 mil TEU manuseados no Terminal XXI, em situação normal Sines deverá colar-se a Southampton e, quiçá, chegar ao 14º lugar. In “Cargo Edições” - Portugal

Top 15 europeu:

 1- Roterdão (HOL), 12385 M TEU;
 2- Antuérpia (BEL),10037 M TEU;
 3- Hamburgo (ALE), 8910 M TEU;
 4- Bremerhaven (ALE), 5487 M TEU;
 5- Algeciras (ESP) 4760 M TEU;
 6- Valência (ESP), 4722 M TEU;
 7- Felixstowe (UK), 3745 M TEU;
 8- Piréu (GRE), 3675 M TEU;
 9- Marsaxlokk (MAL), 3064 M TEU;
10- Gioia Tauro (ITA), 2797 M TEU;
11- Le Havre (FRA), 2519 M TEU;
12- Génova (ITA), 2298 M TEU;
13- Barcelona (ESP), 2238 M TEU;
14- Southampton (UK), 1957 M TEU;
15- Sines (POR), 1513 M TEU.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Espanha – Contentores garantem crescimento nos portos em 2016

O movimento de mercadorias nos portos espanhóis superou no ano passado os 495 milhões de toneladas (mais 1,4% em termos homólogos).

O crescimento da actividade foi garantido exclusivamente pela carga geral, e muito em particular pela carga geral contentorizada, que cresceu 5,7% e atingiu os 168,4 milhões de toneladas, tornando-se o segmento mais importante. A carga geral fraccionada aumentou 3,6% para 67,5 milhões de toneladas.

Ao invés, os granéis perderam terreno: 0,17% os líquidos, para 167,8 milhões de toneladas; 4,4% os sólidos, para 91,8 milhões de toneladas.

O porto da Baía de Algeciras confirmou a sua posição de número um no sistema portuário espanhol, com 102,9 milhões de toneladas (mais 4,7%). Atrás dele mantiveram-se Valência (71,3 milhões de toneladas, mais 1,7%) e Barcelona (48,8 milhões de toneladas, mais 3,8%).

O porto de Alicante destacou-se como o que mais cresceu face a 2015: 32,6% até aos 3,5 milhões de toneladas. Já Gijon e Santander estiveram nos antípodas, a perder 13%, para 18,4 e 4,9 milhões de toneladas, respectivamente.

Barcelona em destaque nos contentores

O movimento de contentores nos portos espanhóis cresceu 5,5% e superou os cinco milhões de TEU. Algeciras liderou mas Barcelona destacou-se com um crescimento a dois dígitos.

No total, os portos do país vizinho movimentaram 15080009 TEU. Algeciras cresceu 5,4%, em linha com o mercado, e atingiu os 4759571 TEU. O suficiente para destronar Valência do primeiro lugar. O agora segundo no ranking cresceu apenas 2,3% e ficou-se pelos 4722273 TEU.

No terceiro lugar manteve-se Barcelona. Mas o porto da cidade condal destacou-se a crescer 13,9%, com isso chegando aos 2337818 TEU.

Atrás de Barcelona (e de Sines, à escala ibérica) situou-se Las Palmas, com 916597 TEU movimentados, mais 1,7% que o realizado em 2015. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Portugal – O mercado portuário em Dezembro de 2016

O ano de 2016 termina com a confirmação da tendência de crescimento do volume de carga movimentada no sistema portuário do Continente, registando a marca mais elevada de sempre ao ultrapassar 93,9 milhões de toneladas, valor superior em +5,1% ao verificado em 2015. Este desempenho deve-se, concretamente, ao comportamento observado no porto de Sines, cujo movimento ascendeu a 51,2 milhões de toneladas, excedendo em cerca de +7,2 milhões de toneladas (+16,4%) o verificado no ano anterior.

Em termos de variações positivas, Sines é unicamente acompanhado pelo porto da Figueira da Foz que, sendo embora de pequena dimensão, registou um acréscimo de +3,7% (+74 mil toneladas), ao que se contrapõem quebras verificadas nos restantes portos, que ascendem no seu conjunto a um total de cerca de -2,7 milhões de toneladas, fixando um acréscimo final global líquido de +4,6 milhões de toneladas.

Dos portos com variações negativas comparativamente a 2015 destaca-se o porto de Lisboa que fechou o ano com quase -1,4 milhões de toneladas (-11,9%), Setúbal que movimentou -509,6 mil toneladas (-6,8%), Leixões com 475,8 mil toneladas (-2,5%), Faro com -237,9 mil toneladas (-60%), Aveiro com -14,6 mil toneladas (-2,5%) e Viana do Castelo com -41,3 mil toneladas (-9,6%). Assinala-se o porto de Faro ter registado em dezembro um embarque de 6 mil toneladas, num quadro de suspensão da atividade portuária desde junho por efeito da suspensão da atividade da unidade de produção da Cimpor, em Loulé.

O porto de Sines mantém, naturalmente, a posição de liderança no sistema portuário, com uma quota de 54,5% do mercado, superior em 5,3 pontos percentuais à que detinha no final de 2015. Por ordem de grandeza segue-se o porto de Leixões, com 19,5% (tendo perdido 1,5 pontos percentuais relativamente à quota que detinha no início do ano), Lisboa, com 10,9% (+0,3 pontos percentuais do que em novembro, mas -2,1 pontos percentuais do que no início do ano), Setúbal, com 7,4% (-0,9 pontos percentuais do que no final de 2015), e Aveiro, com 4,8% (0,4 pontos percentuais do que no final do ano anterior).

Importa recordar que o desempenho do porto de Sines em 2016 beneficiou da circunstância de o Terminal Oceânico de Leixões ter estado inoperacional desde março a outubro, para manutenção da monoboia em estaleiro, o que levou a que cerca de 1,7 milhões de toneladas de Petróleo Bruto transportadas em navios de grande dimensão com destino a Leixões tivessem passado por Sines.

O tráfego de contentores registado em 2016 nos portos do continente, em operações Lo-Lo e Ro-Ro, atingiu cerca de 1,73 milhões de Unidades correspondentes a cerca de 2,74 milhões de TEU, valores que refletem acréscimos homólogos de, respetivamente, +4,8% e de +6,4%, e representam as melhores marcas de sempre neste segmento de mercado.

Este índice de crescimento do mercado de contentores resulta da contribuição dos portos de Sines, Setúbal e Figueira da Foz, que com acréscimos de, respetivamente, +13,6%, +29,2% e +15,6% no movimento em TEU atingem individualmente os volumes mais elevados de sempre, e ainda de Leixões, que regista um acréscimo de +5,6% (atingindo um volume que apenas foi ultrapassado pelo observado em 2014), que é contrariada pela quebra observada no porto de Lisboa, que, não obstante a progressiva recuperação desde maio (mês em que cessou o período mais recente de greves dos trabalhadores portuários), ainda fechou o ano com 18,7% do que o valor de 2015.

Neste segmento de mercado o porto de Sines reforça a posição de líder aumentando 0,4 pontos de percentagem à sua quota de mercado que passa para 55,1% do total de TEU movimentados. Seguem-se Leixões com 24%, Lisboa com 14,3% e Setúbal com 5,7%. Sublinha-se o facto de o tráfego de contentores ser fortemente influenciado pelo tráfego de transhipment registado no porto de Sines, que durante o ano de 2016 representou cerca de 80,2% do movimento de contentores do próprio porto e 44,2% do movimento total de contentores nos portos do continente, após ter registado um crescimento de +15,7% face ao ano de 2015.

Poderá aceder a mais informação aqui. Autoridade da Mobilidade e dos Transportes - Portugal