Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Brasil - É pioneiro na criação de currículo escolar sobre cultura oceânica

Com o apoio da Unesco, o país assinou documento para inserir estudos sobre o oceano em escolas da nação. O lançamento reforça o papel crucial da educação para a cidadania e integra preparativos para a COP30, que acontece em novembro, em Belém, no Pará



A educação sobre os oceanos passará a fazer parte do currículo escolar no Brasil. Um documento, assinado na quarta-feira, em Brasília, torna o país pioneiro na decisão, segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

A medida demonstra o compromisso brasileiro com o tema. O chamado currículo azul será integrado às escolas de todo o país e adaptado às realidades regionais e locais. Ao assinar o Protocolo de Intenções para que a cultura oceânica seja matéria escolar, o Brasil assume um protagonismo internacional no tema, segundo a agência da ONU.

Década do Oceano

A iniciativa está alinhada à recomendação da diretora-geral da agência, Audrey Azoulay, para que todos os Estados-membros insiram, até este ano, a cultura oceânica nas escolas.

O objetivo é uma visão holística do oceano como regulador climático, fonte essencial de vida e catalisador de soluções sustentáveis. Com o oceano consegue-se erradicar a pobreza, promover saúde, cultura, economia, inovação tecnológica e a justiça ambiental.

O copresidente do grupo de especialistas em Cultura Oceânica da Unesco, Ronaldo Christofoletti, disse que o currículo azul “nasce da escuta ativa e plural da sociedade brasileira”.

Já o professor da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, ressalta que esse passo dá “vida a um desejo coletivo de formar cidadãos que compreendam a importância do oceano para o Brasil e para a resiliência climática global de um país que sempre foi ligado ao mar.

COP30

Para a Unesco, a iniciativa coloca o Brasil na linha de frente da preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Alteração Climática, COP30, marcada para novembro, em Belém, no Pará.

O evento ocorre durante a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável 2021-2030.

A ação inédita é resultado da colaboração estratégica entre o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Unesco, universidades federais, administrações locais e redes escolares.

Outras iniciativas

A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, explicou que o Ministério tem liderado ações estruturantes em cultura oceânica, como o fortalecimento do Programa Escola Azul, que já mobiliza mais de 100 mil estudantes em todas as regiões do país, a criação de clubes de ciência, a formação de jovens embaixadores do oceano, a expansão internacional da Olimpíada do Oceano, e a articulação de uma rede de universidades comprometidas com a formação de professores.

A encarregada sénior de Programas da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco, Francesca Santoro, afirmou que “o Brasil é hoje uma referência global em educação oceânica, e que o currículo azul mostra que é possível transformar conhecimento científico em políticas públicas concretas, com a participação de educadores, estudantes e comunidades”.

Evento internacional

A cultura oceânica representa uma compreensão abrangente dos marres como elemento fundamental para o clima, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável global.

No Brasil, essa visão ganhou força e o grande marco inicial ocorreu em Santos, São Paulo, que aprovou a Lei Municipal nº 3.935, de 2021, estabelecendo a cultura oceânica como política pública educacional obrigatória em escolas municipais, desde a educação infantil até a de jovens e adultos.

Reconhecendo esse pioneirismo, a Unesco escolheu Santos para sediar um evento internacional sobre cultura oceânica, colocando o Brasil no mapa global dessa importante temática.

Desde então, o movimento ganhou escala nacional: hoje, mais de 100 mil alunos participam ativamente do programa Escola Azul, e 20 municípios e quatro estados brasileiros já integraram formalmente a cultura oceânica nos seus currículos escolares, adaptando conteúdos às diferentes realidades locais e regionais. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 13 de março de 2024

Angola - Fineza Teta almeja criar escola de artes plásticas

A artista plástica Fineza Teta revelou que está empenhada na concretização de uma escola de artes


Segundo avançou a artista, tem recebido muitos pedidos de pais que querem ver os filhos a terem aulas de pintura e artes, por isso está a trabalhar, desde o ano passado, na manutenção de uma galeria-escola, localizada no Patriota, em Luanda.

"Este é no momento o meu grande desafio. Tenho um espaço pequeno, uma galeria, mas que não se adequa porque não tem arejamento, dado que as tintas são tóxicas. Seria perigoso para as crianças. Por isso faço ensaios de 10 a 20 alunos. Tenho alguns meninos que eu pessoalmente, gostaria de "amadrinhar”, embora esteja a ser difícil”, explicou.

Fineza Teta detalhou que os meninos que deseja amadrinhar, conheceu-os na rua, em locais onde faziam desenhos incríveis, com muita dedicação. Dentre estes, um deles chamou-lhe a atenção durante um programa de televisão, onde o mesmo apresentou os trabalhos de maquetes feitas com papelão e lata.

"São crianças que eu gostaria muito de apadrinhar. O meu grande projecto é trabalhar com crianças e adultos em prol da arte, mas a custo próprio está a ser muito difícil. Eu pago renda neste espaço, a volta de 300 mil kwanzas mês, e tenho dificuldades de aquisição de material. Tem sido um grande exercício. Espero que este ano consiga alguns patrocínios, porque não tem sido fácil manter a minha palavra junto dos muitos pais que desejam ver os filhos a aprenderem artes”, disse.

Artista de reconhecido mérito nacional e internacional, faz parte do leque de obras da colecção de Álvaro Macieira, patente no Museu Nacional de História Natural, em celebração antecipada dos 50 anos de Independência. Fineza Teta recordou que conheceu Álvaro Macieira quando recebeu a menção honrosa do prémio Ensa-Arte, em 1998, ainda nas vestes de jornalista. Porém, um dia foi convidada por Benjamim Sabby, na época colega no Instituto de Formação Artista, a visitar o atelier de Álvaro Macieira, situado num dos prédios da Avenida de Portugal.

"O Álvaro pediu-me para pintar alguma coisa, eu fiz uma instalação. Já não me lembrava desse episódio. Um tempo depois, viajo e quando regresso ele disse que estava a pintar e pediu-me para ver alguns quadros meus.  Mostrei-lhe e reconheceu logo que trazia técnicas novas. Era a mistura de quatro técnicas diferentes que eu trago, como o empasto, realismo, etu-etu e o crafty. Ele gostou e falou sobre o Kinamuta. Achei pertinente a colecção, e, hoje, podemos afirmar que é um dos grandes coleccionadores das artes plásticas angolanas”, pontua.

Para a artista, pessoas como o Álvaro Macieira devem ter colaboração estreita com os futuros museus, visto que traz nesta exposição uma grande diversidade de escultura e cerâmica com técnicas que fazem escola.

Com mais de duas décadas de carreira, Fineza Teta é a única artista feminina a vencer o Grande Prémio Pintura na XII Edição do ENSA ARTE, em 2014.

"Sinto-me uma mulher realizada, que vive aquilo por que sonhou. Sou uma pessoa privilegiada porque vivo das artes plásticas. Há quem diga ter inveja de mim por sentir como eu sou livre. Ainda tenho muita coisa por fazer, e o meu grande desejo é participar para o bem da reconciliação do meu país. Enquanto haver fôlego, vou contribuir para a grandeza deste país, porque aqui é o meu lugar”, revelou.

Fineza Sebastião Teta "Fisty” nasceu 26 de Dezembro de 1977, na Ilha de Luanda. Desde criança manifestou a vocação artística. É licenciada em Belas Artes e design pela Open Window Arte Academy, da África do Sul, onde recebeu a distinção de Mascote Escolar. Certificada em Design de interiores, pela New York, na New York Academy, Design internacional pelo Distrito de Arte, cultura e Desporto Chinês.

Fez parte dos jurados do Prémio Nacional Cultura e Artes. Integrou diversas cerimónias de recepção cultural para a delegação presidencial e participou em exposições colectivas e individuais a nível nacional e internacional.

A experiência adquirida em vários países reflecte-se no conjunto da obra que expressa um mosaico de vertentes artísticas, e não só, bem como as obras estão representadas em várias colecções públicas e privadas nacionais e internacionais. Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”


sábado, 27 de maio de 2023

Portugal - Há uma escola que proibiu os telemóveis

A Escola EB 2/3 António Alves Amorim, de Santa Maria da Feira, proibiu em 2017 o uso de telemóveis em todo o recinto, levando a que os alunos socializem mais entre si e evitem situações de ‘bullying’ na internet

É por isso que a diretora desse estabelecimento de ensino, Mónica Almeida, não tem dúvidas em afirmar que restringir o uso dos referidos aparelhos ao contexto pedagógico, quando solicitado por um professor, foi “a melhor coisa” que aí se fez.

Situada na freguesia de Lourosa e frequentada por 630 alunos dessa região do distrito de Aveiro, a EB 2/3 em causa é apontada como exemplo na petição pública “Viver o recreio escolar sem ecrãs de smartphones”, que reúne mais de 3400 assinaturas apelando a que, a partir do 2.º ciclo, crianças e jovens sejam impedidos de usar telemóveis em ambiente escolar.

Os peticionários defendem que a proibição ajudará os alunos a desenvolverem as suas capacidades de socialização e comunicação oral, e também fará diminuir o ‘bullying’ ‘online’ e a difusão ilegal de imagens e vídeos com menores.

Mónica Almeida concorda. Diz que isso está demonstrado pelos últimos seis anos de experiência da escola e pela animação que se nota no recreio durante os intervalos: há grupos de alunos em altas gargalhadas, miúdas a caminhar juntas em torno de jardins bem cuidados, rapazes a jogar bola no relvado sintético e até pares românticos a beber sumo na esplanada do bar, sob as árvores.

“Implementámos esta medida há seis anos e o principal objetivo era que os nossos alunos pudessem socializar uns com os outros sem recurso ao telemóvel, porque achávamos que nestas idades, de formação do seu caráter, é muito importante a interação de uns com os outros e não por via dos ecrãs”, explica Mónica Almeida.

Embora já em 2017 fosse tida como arriscada, a medida foi aprovada sem dificuldade no conselho pedagógico, pelos docentes, e depois validada também pelo conselho geral, em que pais e encarregados de educação também se mostraram “muito a favor” da mudança.

“O mais difícil foi implementá-la nos alunos que já cá estavam há algum tempo, nomeadamente aqueles que usavam de forma sistemática o telemóvel. Mas depois, em reuniões de delegados [de turma], eles foram os primeiros a assumir que foi uma boa medida, porque passaram a conhecer os seus colegas muito melhor”, recorda a diretora.

Em termos práticos, os alunos da EB 2/3 de Lourosa podem levar o telemóvel para a escola, mas, na primeira aula, entregam os aparelhos ao professor, que os deposita numa caixa específica para cada turma, guardada num armário próprio da receção do edifício. Depois, independentemente da carga horária letiva de cada dia, só na última aula é que o professor em funções acede novamente à caixa, para devolver os telefones a seu dono.

Os estudantes mais cumpridores podem manter o telemóvel consigo, desde que esse nunca seja consultado. À primeira infração há um aviso; à segunda o aluno fica suspenso três dias – “ou mais”, como aconteceu durante uma semana com o estudante que gravou um professor e partilhou o vídeo nas redes sociais.

Urgências estão previstas: “Sempre que queiram dar um recado aos seus educandos, os pais ligam para a escola e nós fazemo-lo chegar ao aluno. Quando o educando quiser uma chamada para os encarregados de educação, pode sempre fazê-lo, sem nenhum custo”.

É por isso que Inês Santos, que tem 11 anos e frequenta o 5.º C, nem leva o telefone para a escola. Está habituada a prescindir dele desde a escola primária e não tem reclamações sobre a medida: “Assim temos mais tempo nos intervalos para conviver uns com os outros. Dou voltas à escola com as minhas amigas, a caminhar; falamos de como correram os testes, das coisas que fazemos ao fim-de-semana”.

Já com 14 anos, Frederico Ferreira acrescenta jogos de futebol, ténis de mesa e matrecos à lista de atividades com que substitui os ecrãs. Lamentando que noutras escolas haja “muita gente parada ao telemóvel a mandar mensagens em vez de falar com os colegas”, esse aluno do 9.º F aprecia a política da EB 2/3 António Alves Amorim e diz que os pais até tiveram nela um dos principais fatores que os levaram a matriculá-lo aí.

Quando explica essa proibição a amigos de outros estabelecimentos de ensino é que a situação se complica: “As pessoas acham um bocado estranho e a primeira reação é que ficam espantadas. ‘Como é possível uma pessoa nesta idade ‘viver’ sem o telemóvel?’. Porque, efetivamente, isto é uma realidade muito diferente da do resto das escolas”.

A confirmá-lo está Camila Oliveira, professora de Matemática e Ciências que, lecionando na EB 2/3 de Lourosa apenas há cinco anos, mal conseguiu conter o entusiasmo ao saber que a proibição de uso de telemóveis nesse estabelecimento de ensino ia ser tema de notícia e dar-lhe oportunidade de traçar a comparação com o local onde trabalhava antes.

“Venho de uma escola onde os miúdos, mal saíam das aulas, escorregavam pela parede abaixo com o telemóvel e ficavam ali agarrados àquilo. Não havia convívio como há aqui e por isso é que achei isto magnífico. Todas as escolas deviam seguir este exemplo”, declara.

Realçando “a coragem da direção” ao decidir que os telemóveis seriam proibidos em todo o recinto escolar e não apenas nas salas de aulas (como estipula o Estatuto do Aluno, ao proibir aparelhos informáticos “nos locais onde decorram aulas ou outras atividades formativas”), Camila Oliveira acrescenta: “Estamos na era das comunicações, mas a nossa sociedade está a ficar doente por causa da falta de comunicação física, presencial. Acho esta medida importantíssima, pela saúde dos nossos filhos – principalmente a mental”.

Maior capacidade de socialização, desenvoltura argumentativa, segurança no discurso em público e empatia são algumas das competências que as duas professoras dizem favorecidas pelo menor contacto com telemóveis. Além disso, a proibição liberta a escola de “um sem-número de problemas, nomeadamente alguns crimes que se cometem nos estabelecimentos de ensino sem que os alunos tenham sequer consciência disso”, refere.

Mónica Almeida dá apenas dois exemplos, entre os mais frequentes: a captação ilegal de imagens de alunos, na maioria dos casos em circunstâncias normais de socialização, mas, às vezes, também em situações de ‘bullying’, ‘body shaming’ e exposição sexual; e a filmagem de professores em contexto da sala de aula, num crime agravado pela difusão desses conteúdos nas redes sociais.

“Esses comportamentos são da responsabilidade dos pais e nós aqui não temos esse problema. Não usando telemóveis, não compete à escola supervisionar essas questões”, conclui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Portugal – ISCTE Instituto Universitário de Lisboa abre nova escola em Sintra com oito novos cursos e aberta à internacionalização

Lisboa – O Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) vai abrir em Setembro uma nova escola em Sintra, como oito novas licenciaturas dedicadas às Tecnologias Digitais, Economia e Sociedade e aberta a internacionalização, anunciou a reitora.

Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, os oito cursos vão “combinar” com os sectores de aplicação, juntando às outras licenciaturas já existentes no ISCTE que tem como um dos principais objectivos “melhorar as condições de investigação, sobretudo internacional”.

Desenvolvimento de Software e Aplicações, Matemática Aplicada à Transformação Digital, Política, Economia e Sociedade, Tecnologias Digitais e Educativas, Tecnologias Digitais e Gestão, Tecnologias Digitais e Inteligência Artificial, Tecnologias Digitais e Saúde, Tecnologias Digitais e Segurança (Cibersegurança) são as oito licenciaturas.

“A Escola de Sintra é aberta à internacionalização” e os alunos cabo-verdianos, e não só, que queiram estudar nesta escola já podem apresentar as candidaturas que se encontram abertas, disse a reitora, indicando que querem alcançar 200 alunos neste primeiro ano e em 2026 prevê acolher 3000 alunos num edifício a construir de raiz.

Esta quinta escola deste instituto ficará em Sintra, uma área que acolhe uma comunidade cabo-verdiana muito grande, assim como dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) terá as suas instalações nesta fase inicial no centro da vila histórica de Sintra entre o Centro Cultural Olga Cadaval e a Biblioteca Municipal.

A escola de Sintra irá juntar-se às outras quatro escolas que estão sediadas em Lisboa, sendo Sociologia e Políticas Públicas, Business School, Ciências Sociais e Humanas, Tecnologias e Arquitectura.

Em relação a Cabo Verde, Maria de Lurdes Rodrigues avançou que o ISCTE, que este ano celebra 50 anos, tem cooperação em dois projectos, sendo um com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) na área de Acção Humanitária, que visa desenvolver um projecto de capacitação de instituições do ensino superior de Cabo Verde e Moçambique na resposta humanitária a crises geradas pelas alterações climáticas.

O projecto tem como objectivo o reforço da capacitação de universidades de Moçambique e de Cabo Verde, tanto no ensino como na investigação, de forma a dar resposta às crescentes necessidades de profissionalização do sector humanitário nestes países.

O outro projecto é com a Universidade de Santiago (US) sobre a integração de migrantes em Cabo Verde, denominado “Coop4Int – Reforço da Integração de Migrantes, através da Cooperação entre Portugal e Cabo Verde”.

O mesmo está a ser implementado pela Alta Autoridade para a Imigração cabo-verdiana, em conjunto com o Alto Comissariado para as Migrações de Portugal (ACM), o ISCTE e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Timor-Leste - Escolas junto à fronteira com a Indonésia são uma preocupação devido à pandemia

Díli – As 28 escolas dos postos administrativos de Balibó, Lolotoe e Maliana são o foco da Direção de Educação do Município de Bobonaro do Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD).

O enfoque deve-se ao facto de estes estabelecimentos de ensino ficarem situados mais perto das áreas fronteiriças, a cerca de cinco quilómetros da Indonésia.

As informações foram dadas aos jornalistas na quarta-feira (27/01) pelo Diretor da Educação do Município de Bobonaro, Alcino Barreto João, em Vila Verde.

“Neste momento, o nosso foco são estas 28 escolas. O MEJD concedeu já a todos os nossos estabelecimentos de ensino, incluindo estes, os artigos sanitários para a prevenção da covid-19, como máscaras e sabonetes”, afirmou.

Alcino Barreto recordou ainda que as atividades letivas nas escolas desta zona tinham iniciado, a 18 de janeiro, garantindo também o cumprimento dos requisitos sanitários impostos pelo Ministério da Saúde por parte de todos os estabelecimentos de ensino da zona.

“Como é sabido, o Município de Bobonaro é um dos que faz diretamente fronteira com a Indonésia, principalmente com a zona onde os casos de covid-19 estão cada vez mais presentes. Por isso, vamos manter e garantir todas as regras sanitárias nas escolas”, assegurou.

Segundo o responsável, o Município de Bobonaro dispõe de 218 estabelecimentos de ensino, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário, e mais de 35 mil estudantes. In “Timor-Post” – Timor-Leste

 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Unicef – Afirma que as crianças não podem suportar mais um ano fora da escola

Em comunicado, a chefe da agência da ONU, Henrietta Fore, afirma que já há provas de que os colégios não são transmissores da pandemia, segundo ela, outro ano letivo nessas condições terá consequências para as próximas gerações



O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, diz que nenhum esforço deve ser poupado para manter as escolas abertas neste segundo ano da pandemia de Covid-19.

A diretora executiva da agência, Henrietta Fore, afirmou que existem “provas contundentes do impacto do encerramento de escolas sobre as crianças” e “indícios crescentes de que as escolas não são os motores da pandemia.”

Decisão

Segundo ela, “muitos países optaram por manter os colégios fechados, em alguns por quase um ano.”

No auge do confinamento social, 90% dos alunos em todo o mundo estiveram fora das salas de aula. Mais de um terço dos estudantes não tinham acesso à educação remota. A chefe do Unicef afirma que este custo foi “arrasador” para as crianças e jovens.

Segundo o Fundo, o número de crianças fora da escola deve aumentar em 24 milhões, um nível recorde. A capacidade de alfabetização e matemática básica foi afetada. Além disso, os alunos foram prejudicados na sua formação para sobreviver na economia do século 21.

Fore afirma que estão em risco “a saúde, desenvolvimento, segurança e bem-estar” dos menores.

Sem a refeição escolar, a nutrição de muitas crianças piorou. A falta de interações diárias leva a perdas à forma física e saúde mental. Sem a rede de segurança das escolas, as crianças estão mais propensas ​​a abusos, casamento infantil e trabalho forçado.

Recurso

Por tudo isto, Fore afirma que “o encerramento de escolas deve ser uma medida de último recurso, após todas as outras opções terem sido consideradas.”

Segundo ela, o risco de transmissão em nível local deve ser um fator determinante e o encerramento em todo o país deve ser evitado sempre que possível.

Onde há altos níveis de contaminação na comunidade, os sistemas de saúde estão sob pressão extrema e o encerramento de escolas é considerado inevitável, devem ser implementadas medidas de proteção.

Aulas de recuperação

Para crianças em risco de violência, que dependem da alimentação escolar e cujos pais são trabalhadores essenciais, essas medidas ajudam com que continuem nas suas salas de aula.

Em caso de confinamento, a Unicef diz que as escolas devem estar entre as primeiras a reabrir. Nessa altura, aulas de recuperação devem ser priorizadas para garantir que nenhuma criança seja deixada para trás.

Para Henrietta Fore, “se as crianças enfrentarem o encerramento de escolas por mais um ano, os efeitos serão sentidos nas próximas gerações.” ONU News – Nações Unidas


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Portugal - Unicef apoia retorno seguro de alunos à escola em Timor-Leste

A iniciativa procura angariar fundos para melhorar o acesso à água potável, saneamento e higiene em 30 colégios rurais, pelo menos 40% dos centros educativos timorenses não têm acesso à água e sabão



O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em Portugal, lançou um apelo de emergência para ajudar 6,5 mil crianças em Timor-Leste a atingir três metas de biossegurança na escola após a pandemia.

Com um total de € 153 mil a agência quer apoiar o acesso regular à água nas escolas, garantir instalações permanentes para a lavagem das mãos e que todos os alunos e professores tenham sabão no país de língua portuguesa, no sudeste da Ásia.

Vulnerabilidades

A Unicef ressalta que 40% das escolas em Timor-Leste não têm acesso à água corrente e sabão. 

O apoio da Unicef em Portugal e parceiros levará instalações de água potável, saneamento e higiene para os alunos de 30 escolas rurais timorenses como parte do Programa Wash in Schools.  

A prioridade é ajudar os estabelecimentos em alto risco de Covid-19 nos municípios rurais de Díli, Bobonaro e Covalima.

Para a diretora-executiva da Unicef em Portugal, Beatriz Imperatori, o alvo é “uma comunidade escolar específica, para que tenham condições básicas de higiene” garantindo a segurança dos seus alunos e a continuidade da educação.

Relação especial 

A iniciativa quer facilitar ainda o acesso à água segura, porque muitas crianças têm de percorrer longas distâncias, carregando baldes todos os dias. 

A representante diz que Portugal e Timor-Leste “têm uma relação especial”, e a iniciativa sinaliza “amizade, confiança e afetividade”. 

Desde o início da pandemia, Timor-Leste notificou 30 casos de Covid-19 sem nenhum óbito. 

Atualmente com um caso ativo, as autoridades renovaram o estado de emergência no país até 3 de dezembro. ONU News – Nações Unidas

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Guiné-Bissau - Acnur envia material para escolas da região do Cacheu para combater pandemia

Os equipamentos foram entregues a duas escolas na Região de Cacheu onde decorre uma campanha de sensibilização sobre a pandemia, a Agência da ONU qualifica o país de exemplo positivo na integração dos refugiados. O processo de naturalização de 8 mil refugiados será concluído no início de 2021



A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, colocou à disposição de duas escolas em São Domingos, Região de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, mobiliários e equipamentos informáticos para combater a pandemia. A ajuda faz parte do projeto de apoio à educação e insere-se no âmbito da luta contra a Covid-19.

Sensibilização

No mesmo quadro, o Acnur vai despertar, até 15 de novembro, a consciência dos alunos, pais, encarregados de educação e técnicos de saúde numa ação de sensibilização que envolve também militares, paramilitares e policiais.

Falando à ONU News em Bissau, a chefe do Escritório do Acnur no país, Eunice Queta Esteves, explicou como os equipamentos foram distribuídos e sobre as escolas beneficiadas.

“HCR selecionou duas escolas em são Domingos, uma pública e uma privada. Cada escola recebeu cinco computadores, cinco portáteis, 10 headphones, duas impressoras completas, para além de seis mesas, 12 cadeiras. Vamos apoiar a nível da instalação de internet, vamos pagar por um ano, para além dos painéis solares”.

O Acnur cobre 95 aldeias na região de Cacheu e a Manitese, uma entidade parceira de implementação cobre 34 sendo as restantes apoiadas pela Comissão Nacional para os Refugiados.

Naturalização

A agência pretende retomar, durante os meses de novembro e dezembro, a distribuição de produtos da primeira necessidade, de higiene e kits de sensibilização para a prevenção da pandemia. Os trabalhos que vinham decorrendo entre maio e junho, foram suspensos devido às imposições restritivas da Covid-19. 

No mesmo período, o Acnur conta retomar também o processo de registo dos cerca de 1,9 mil dos 8 mil refugiados identificados para o efeito de naturalização. A parceria com a Comissão Nacional dos Refugiados e o Governo guineense remonta de 2017, quando foi assinado o despacho que confere naturalização a todos os refugiados que se encontram no país.

Eunice Queta Esteves realça a necessidade de haver uma integração plena dos refugiados na sociedade guineense.

“Eles foram bem recebidos, agora há que continuar para que eles sejam autónomos e os seus direitos sejam respeitados e que saibam que têm obrigações que têm que cumprir. Temos que fazer a integração plena que passa por uma maior sensibilização à população agora naturalizada, apoiá-los em negócios que gerem rendimentos para que possam ser autossuficientes”.

Conflito

Embora haja cidadãos da Serra Leoa, da Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim e Burundi, o grosso dos refugiados é constituído por cidadãos senegaleses que fugiram das hostilidades entre o governo e o Movimento das Forças Independentistas de Casamansa na zona sul do país Africano.

“Muitos destes refugiados vivem no país já há muito tempo e sempre foram bem acolhidos pelos chefes das tabancas que lhes concederam parcelas de terra onde vivem e cultivam”, disse a líder do Acnur. A preocupação é o novo fenómeno de conflito de posse de terra que, em alguns casos, opõe os refugiados aos antigos ocupantes.

Sabe-se também que os refugiados recebem apoios com atividades geradoras de rendimento como a agricultura, horticultura, avicultura e escoamento de produtos.

Existe ainda uma assistência financeira a 12 refugiados para a formação superior nas faculdades do país e o estudo das línguas: português, francês e inglês. Amatijane Candé – Guiné-Bissau in ONU News    

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Moçambique - ONG portuguesa constrói escolas

Serão construídas 60 salas de aulas em 10 escolas na província de Nampula. 7000 crianças terão maior conforto e segurança nas suas salas de aula, melhorando as condições de ensino e aprendizagem. As escolas em Moçambique têm sido fortemente danificadas por desastres naturais recorrentes, desde chuvas fortes, ciclones, inundações

Com apoio financeiro do Banco Mundial, o Governo de Moçambique selecionou a ONG portuguesa Oikos para a construção de salas de aulas e infraestruturas de saneamento obedecendo a medidas de adaptação às ameaças naturais recorrentes na província de Nampula.

Serão adotadas técnicas de construção resilientes e mistas – combinando o máximo de conhecimento e recursos locais, com a construção convencional – e adotados padrões de reconstrução melhorados, o que resultará numa melhor resiliência a futuras ameaças naturais.

Pretende-se melhorar a capacidade de resposta das estruturas, principalmente aos impactos de ventos e chuvas fortes, assim como reduzir a manutenção rotineira e reconstrução recorrente das infraestruturas em cada época chuvosa e ciclónica.

A iniciativa enquadra-se na recuperação resiliente de emergência levada a cabo pela Direção Infraestruturas e Equipamentos Escolares nas províncias de Nampula, Niassa e Zambézia.

Serão parceiros o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano; Direção de Infraestruturas e Equipamentos Escolares; e a UN-HABITAT das Nações Unidas. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Portugal - Unicef apoia reabertura das escolas promovendo ambiente saudável

A agência preparou vídeos para crianças e jovens com recomendações aos pais, famílias e responsáveis pelos alunos. Um guia com contribuição de especialistas promove saúde psicológica e bem-estar dos que regressam à escola após uma longa quarentena

 


O Fundo da ONU para Infância, Unicef, em Portugal lançou uma ação de apoio para o regresso seguro dos alunos às escolas do país.

O alvo das novas recomendações da agência são crianças, jovens, famílias, pais, cuidadores e comunidade escolar.

Rotina

Uma nota publicada esta segunda-feira sublinha a importância de se reabrir a escola “enquanto espaço seguro e protetor para o desenvolvimento de todas as crianças”. No total, Portugal teve mais de 21,5 mil casos ativos com 1920 mortes durante o alto período da pandemia.

As autoridades portuguesas anunciaram o uso de máscara e o distanciamento físico para evitar novas infecções pela Covid-19 como parte dos esforços para a retoma das aulas presenciais.

Para a diretora-executiva da Unicef Portugal, Beatriz Imperatori, mais do que locais para a aprendizagem de conteúdos académicos, as escolas “são espaços que garantem às crianças o acesso a serviços essenciais de educação, de proteção, de nutrição e de saúde”. Para ela, a reabertura das escolas é uma ótima notícia para os alunos.

A agência realça que cerca de nove meses após a pandemia, 19 872 milhões de alunos em 51 países ainda não regressaram às salas de aula. A proporção corresponde à metade da população estudantil do globo. A Unicef aponta que é importante que as partes envolvidas no processo colaborem e que, “em cada comunidade educativa, cada um dos seus membros, seja responsável pelo cumprimento das medidas.”

Oportunidade

Imperatori realça que a responsabilidade, o diálogo e o envolvimento de todos sejam “a nota dominante para manter as escolas abertas, para que todas as crianças tenham um espaço seguro para crescer e aprender, garantindo assim que todas têm uma oportunidade justa.”

Nas recomendações para o regresso escolar o destaque vai para o direito à educação, à saúde, à proteção e garanta o bem-estar da criança a agência. Os materiais foram colocados ao dispor dos leitores, podendo aceder aqui.

As crianças e jovens têm vídeos em língua inglesa com tradução para a língua portuguesa que destacam a importância de respeitar as normas de segurança na escola. Já as famílias têm o guia com orientações com o título “Como será o regresso à escola durante a pandemia da Covid-19?” Outras recomendações estão na publicação “A pandemia da Covid-19 e as máscaras: Recomendações para as famílias – O que deve saber sobre as máscaras e como apoiar a sua família na sua correta utilização.”

Parceria

Os pais terão ainda um guia para promover a saúde psicológica e o bem-estar das crianças e jovens no regresso à escola. O documento foi produzido em parceria com a Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Antes, a diretora-executiva da Unicef, Henrietta Fore, destacou que é preciso que “se olhe para as necessidades infantis como um todo e se garanta que o interesse superior da criança é a prioridade”. ONU News – Nações Unidas

sábado, 29 de agosto de 2020

Angola – Escolas equipadas com salas ligadas à internet para aumentar literacia digital

Pelo menos 81 escolas angolanas vão passar a ter salas de informática com ligação à Internet, no âmbito do "Ngola Digital", um programa do Governo angolano que visa aumentar a literacia digital

A informação foi transmitida pelo secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola, Manuel Oliveira, no final de cerimónia de inauguração de três salas de informática em escolas de Luanda.

No âmbito do programa "Ngola Digital", coordenado pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MTTICS) angolano, escolas primárias do distrito do Rangel, do município do Cazenga e de Cacuaco, em Luanda, ganharam salas de informática.

Segundo o governante, a entrega das referidas salas às instituições escolares faz parte de um programa do MTTICS que visa o aumento da literacia digital por parte das crianças, adolescentes e jovens.

"[Estamos a criar] ferramentas que permitem que os nossos jovens estejam integrados no mundo tecnológico. É responsabilidade do Governo trabalhar com as instituições de ensino e outras de forma a que as tecnologias de informação e comunicação sejam ferramentas ao serviço da comunidade", disse em declarações aos jornalistas.

Mário Oliveira referiu também que o "Ngola Digital" é um projeto de âmbito nacional e que já instalou pelo país cerca de 81 pontos que vão beneficiar o mesmo número de escolas, sendo que em Luanda foram já inauguradas 46 estações de internet.

Sem revelar os custos envolvidos no projeto, o secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano afirmou que em projetos dessa natureza o "dinheiro é que menos preocupa".

"E o resultado final é mais nos interessa, com este projeto o ITEL [Instituto de Telecomunicações de Luanda] vai formar formadores para que as instituições possam gerir essas salas ora entregues", notou.

A escola primária Maria Mazzarelo nº 3.066, no município do Cazenga, foi uma das beneficiárias, sendo contemplada com uma sala com 21 computadores, para satisfação da madre Maribel González, responsável da instituição.

Para a freira, a sala de informática "será uma mais-valia para a instituição, sobretudo na formação integral que tem como objetivo capacitar jovens, crianças e adolescentes no domínio das tecnologias".

"Ngola Digital" conta com os apoios do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Comunicações, do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação de Angola e do ITEL, que vai formar os formadores. In “Angola 24 Horas” - Angola

sábado, 27 de junho de 2020

Guiné-Bissau - Escolas públicas devem reabrir em julho por dois meses


Bissau - Os intervenientes no setor do ensino acordaram a retoma das aulas nas escolas do país, para o dia 13 de julho.

As aulas estão suspensas desde março, devido à pandemia da Covid-19. 

A data foi indicada na quinta-feira na reunião semanal do Conselho de Ministros e faz parte de um plano de contingência para o setor educativo, que prevê que as aulas funcionem também aos sábados para recuperar os dias perdidos, durante os próximos dois meses.

Mas, conforme o que foi acordado na semana passada entre o Ministério da Educação e todos os intervenientes no setor, as aulas só serão retomadas nas escolas com condições para o efeito, mediante a aprovação de uma comissão técnica que fará a avaliação dos estabelecimentos do ensino que podem funcionar na época das chuvas.

Consta que há escolas sem condições, em que a água das chuvas penetra nas salas de aulas.

Por outro lado, persistem dúvidas sobre se, em apenas dois meses, os professores conseguirão lecionar toda a matéria programada, depois da interrupção da Covid-19 e de sucessivas greves dos professores.

Segundo a DW, o presidente da Confederação das Associações dos Alunos das Escolas Públicas e Privadas (CAAEPP), Alfa Umaro Só, disse estar satisfeito com a indicação do Governo.

"A intenção era anular o ano letivo totalmente, e nós levámos a proposta de validade parcial do ano letivo, para que o Governo se pronunciasse, para que as escolas que estão em condições retomassem as aulas", afirma.

No entanto, o porta-voz dos quatro sindicatos dos professores guineenses, António João Bico, levanta algumas preocupações sobre a retoma e conclusão do ano letivo.

"Temos dificuldades de infraestruturas escolares e estamos perante a pandemia da Covid-19, que exige, pelos menos, um número reduzido de alunos por turma". No entanto, é difícil encontrar o número suficiente de escolas para ter turmas reduzidas. Sendo assim, a exequibilidade vai exigir também ao Ministério da Educação a criação de condições para construir novas infraestruturas escolares”, disse.

Ouvido pela DW África, o perito no setor de ensino guineense Silvino Ialá reforça que dois meses é pouco para dar aos alunos os conteúdos que restam.

"O fator chuva poderá criar grandes dificuldades. Mesmo três ou quatro meses não serão suficientes”, considerou Ialá. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Macau - Grupo de pais quer refeições vegetarianas nas escolas a exemplo de Portugal

Há um grupo de pais que quer que Macau siga o exemplo de Portugal, avançando com uma lei que estabeleça a obrigatoriedade da existência de opções vegetarianas nas ementas das cantinas escolares e refeitórios públicos. O grupo já tem uma carta pronta para enviar a Elsie Ao Ieong, mas antes de a entregar quer munir-se de documentos científicos e petições. Segundo João Manuel Vicente, um dos membros do grupo, os vegetarianos e veganos querem “uma lei inclusiva”

“Pais frustrados pedem à secretária para os Assuntos Sociais e Cultura uma medida para Macau semelhante à lei portuguesa relativa à inclusão de opção vegetariana em cantinas das creches e escolas”. É este o título da carta que um grupo de pais vegetarianos quer entregar a Elsie Ao Ieong. Antes disso, o grupo quer reunir artigos científicos, opiniões de nutricionistas e petições. O advogado João Manuel Vicente é um dos membros do grupo e contou ao Ponto Final que a ideia é, para já, “lançar o debate”, para que, no futuro, “haja uma lei inclusiva”.

Os interessados concentram-se no grupo de Facebook “Vegetarians in Macau”. “Não há um grupo ou uma associação com o enfoque de introduzir os menus veganos nos estabelecimentos públicos”, ressalva João Manuel Vicente. O grupo no Facebook tem 552 membros. “Nós ainda não estamos com uma grande orgânica. Estamos a dar os primeiros passos”, explicou. O número de pais com esta preocupação deverá ser de “várias dezenas”, apontou Vicente. Nesse grupo, que junta vegetarianos de Macau, começou a ser partilhada a lei portuguesa de 2017, que estabelece a obrigatoriedade de existência de opção vegetariana nas ementas das cantinas e refeitórios públicos.

Assim, foi escrita uma carta para enviar a Elsie Ao Ieong, alertando a secretária para o facto de haver “cada vez mais residentes que optaram pela comida vegetariana como a sua alimentação quotidiana”. “As razões são diversas: uns por causa da sua religião; outros, por causa do meio ambiente; outros, por causa dos direitos dos animais”, lê-se na missiva, acrescentando que há “cada vez mais bebés vegetarianos ou veganos em Macau nos últimos anos”. A carta diz ainda que são muito raras as escolas e creches que disponibilizam opções vegetarianas e, além disso, não permitem que os pais levem as próprias refeições vegetarianas para dar aos filhos. Depois, explicou João Manuel Vicente, a questão será alargada a lares de idosos, estabelecimentos prisionais e hospitais.

A carta ainda não foi entregue à secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, mas ser-lhe-á endereçada nos próximos meses. “Estamos a tentar reunir e criar uma série de elementos e documentos, como artigos de opinião, alguns artigos de nutricionistas, abaixo-assinados. Algo que depois possa ser remetido e encaminhado à secretária”. Elsie Ao Ieong foi questionada, na Assembleia Legislativa (AL), sobre o tema pela deputada Agnes Lam, mas desvalorizou a questão e chamou a atenção para a proteína da carne. “Que é uma coisa cientificamente errada, demonstra um atraso científico de 30 anos ou mais, e causou uma grande revolta em muita gente”, comentou João Manuel Vicente.

“Sabemos que há muita gente vegetariana, mas também há muito conservadorismo e muita resistência”, lamentou o advogado. Porém, lembrou que “há muitas associações que não são exactamente vegetarianas, mas são budistas ou taoistas e similares, que podem eventualmente também aderir e começar a sensibilizar mais pessoas”. O grupo quer uma “lei inclusiva”. “Estas pessoas estão excluídas, fora do sistema”, alertou, esclarecendo: “Não se retira direitos a ninguém, apenas se inclui pessoas que estão fora, desde crianças a adolescentes e idosos”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

terça-feira, 24 de março de 2020

Portugal - Estudo analisou sintomas de depressão, ansiedade e stress em crianças portuguesas em idade escolar

Um estudo sobre sintomas de depressão, ansiedade e stress em crianças portuguesas, publicado na revista científica BMC Psychiatry, sugere que os meninos têm maior probabilidade de apresentar sinais depressivos e de stress do que as meninas, entre outros fatores que parecem influenciar a frequência destes sintomas.

Realizado por uma equipa multidisciplinar da Universidade de Coimbra (UC), Universidade de Lisboa (UL) e Universidade Fernando Pessoa, Porto, e do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), este estudo teve como objetivo explorar os fatores associados a sintomas de ansiedade, depressão e stress nas crianças portuguesas em idade escolar, dos 7,5 aos 11,5 anos, uma vez que existem poucos dados sobre a magnitude e causas dos problemas de saúde mental mais comuns em idades tão jovens.

Participaram no estudo 1022 crianças - 481 meninos e 541 meninas – de escolas públicas e privadas das cidades de Coimbra, Lisboa e Porto e os respetivos pais. Ao analisarem os autorrelatos das crianças, os investigadores concluíram que os rapazes reportam mais frequentemente sintomas de stress e sintomas depressivos do que as raparigas.

As diferenças entre meninos e meninas na expressão destes sintomas podem ser influenciadas pelo contexto cultural. «Poderão residir numa maior tendência das meninas para responder de forma socialmente mais desejável ou expectável», afirma Diogo Costa, primeiro autor do artigo.

Os investigadores concluíram também que as crianças de Lisboa reportam mais frequentemente sintomas do que as de Coimbra e Porto. «As crianças de Lisboa, por comparação com as de Coimbra e Porto, poderão estar expostas a características do ambiente urbano mais prejudiciais que se refletem na frequência destes sintomas. Por exemplo, poderão ter de percorrer maiores distâncias no percurso entre casa e escola, e passar mais tempo no trânsito», justifica o investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), centro que liderou o estudo.

Esta investigação sugere ainda que os fatores parentais, em particular os sintomas depressivos, de ansiedade e de stress da mãe, interferem de forma negativa na saúde mental das crianças. Segundo Diogo Costa, «a influência (negativa) do estado emocional das mães nas emoções das crianças é bastante conhecida, sobretudo para os sintomas depressivos, e pode fazer sentir-se desde cedo. São necessários, contudo, estudos longitudinais (que acompanhem as crianças e mães ao longo do tempo) para melhor avaliar outros fatores intervenientes nesta relação, como por exemplo a vinculação entre pais e crianças».

Considerando que os sintomas de depressão, ansiedade e stress experienciados durante a infância podem ter um impacto negativo no desenvolvimento, a coordenadora do estudo, Cristina Padez, defende que «são imprescindíveis estudos longitudinais para conhecermos o impacto destes sintomas no aparecimento da obesidade infantil, um problema com uma grande expressão na generalidade dos países desenvolvidos e em que Portugal também tem taxas muito elevadas».

Este estudo, que faz parte de um projeto de investigação mais alargado, intitulado “Desigualdades na obesidade infantil: o impacto da crise socioeconómica em Portugal de 2009 a 2015”, foi cofinanciado pelo COMPETE 2020, Portugal 2020 - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI), União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Universidade de Coimbra – “Faculdade de Ciências  e Tecnologia” - Portugal

terça-feira, 17 de março de 2020

Portugal - Iniciativa ‘Ajude-nos a Ajudar Moçambique’ da Compal recupera três escolas em Moçambique



Ajude-nos a Ajudar Moçambique’ é uma iniciativa Compal, em parceria com a ONG Apoiar e a SIC Esperança, que surge na sequência dos ciclones que afetaram este país em março de 2019.

Sete meses após o arranque da iniciativa foram angariados mais de 116 400 euros, a partir do Compal da Terra, lançado em edição limitada em Portugal. A verba está a ser aplicada na reconstrução de três escolas em Moçambique, abrangendo 1841 crianças e jovens, na Região da Beira.

O valor vai contribuir, ainda, para alimentar e fornecer material escolar aos alunos do ensino básico destas escolas durante um ano, informa a Compal.

Foram requalificadas as Escola da Marcação e da Escola de Tundane. Foi também reconstruída a cozinha escolar da Marcação e iniciada a construção de uma cozinha na Escola de Nhampuepue, “iniciativas que irão apoiar a nível alimentar cerca de 950 crianças durante um ano. A estas atividades juntam-se a distribuição de material escolar para os beneficiários”, revela a empresa portuguesa.

Compal da Terra nasceu em Moçambique e é feito com as frutas mais apreciadas pelas pessoas naquele país – manga, ata (anona), banana e malambe. A imagem do Compal da Terra é uma homenagem à Capulana – o tradicional tecido das mulheres moçambicanas, símbolo da história e da cultura do País.

Por cada embalagem de néctar Compal da Terra vendida, a marca Compal comparticipava com um euro, a totalidade do valor de venda do produto, para apoiar o projeto de reconstrução.

Os desenvolvimentos desta iniciativa podem ser acompanhados em www.compal.pt.

Esta é uma iniciativa da Compal em parceria com a Apoiar e SIC Esperança, e que é possível com o apoio das seguintes empresas, às quais a marca Compal envia os seus agradecimentos públicos: Continente, Golo (agência de comunicação de Moçambique), Live Content, Loyal Advisory, Pingo Doce, Simple Design, Tetra Pak e Wunderman. In “Mundo Português” - Portugal