Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Jovens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jovens. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Brasil - 6º Fórum Brasil África fortalece relação entre os países lusófonos

Fortalecer os laços e estimular novas parcerias entre os países de língua portuguesa estão entre as missões do 6º Fórum Brasil África – Empoderamento Juvenil: Transformação para Alcançar o Desenvolvimento Sustentável. O evento, que vai ser realizado nos dias 22 e 23 de novembro em Salvador, Bahia, conta com a presença de líderes da lusofonia entre os palestrantes.

Ex-presidente de Timor-Leste, Prêmio Nobel da Paz e referência mundial na luta pela promoção dos direitos humanos, José Ramos-Horta vai compartilhar experiências na sessão “Conheça o Ícone”, com o tema “O papel dos jovens na promoção da democracia e da paz”.

“As relações Brasil-África são extremamente importantes pela história, pela ligação geográfica, pela solidariedade humana. O Brasil pode fazer ainda mais essa ponte atlântica entre o continente americano e o continente africano”, declara Ramos-Horta.

A Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, participa da sessão sobre capacitação de jovens através do conhecimento. “Acho que nossa presença vai ser um ato importante para estreitar as relações”, diz a Secretária.

Vice-Presidente da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP (FME-CPLP) e CEO da Cine Group, Mônica Monteiro participa do painel “Indústria Criativa”.

Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique, Higino Francisco de Marrule debate no painel sobre empregabilidade juvenil na agricultura.

Secretário Geral do g7+, associação de 20 países afetados por conflitos no Pacífico, na Ásia, na África e no Caribe, Hélder da Costa vai participar da sessão “Parcerias de alto nível”. “Discutir e procurar soluções para o papel dos jovens seria um passo bastante significativo para nós e também para a humanidade”, afirma Hélder da Costa.

Maria da Conceição Nobre Cabral, ex-Ministra das Relações Exteriores, da Cooperação Internacional e das Comunidades de Guiné-Bissau, também vai estar presente na sessão “Parcerias de alto nível”.

O 6º Fórum Brasil África conta ainda com a participação do ex-Ministro das Relações Exteriores e da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do ex-Ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão.

O evento deve reunir 300 representantes de governos, empresas, universidades e potenciais investidores para trocar experiências e gerar boas oportunidades para jovens no Brasil e em países africanos. Entre as várias organizações que apoiam o 6º Fórum Brasil África estão o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), o Centro de Excelência Contra a Fome, o Forum for Agricultural Research in Africa (FARA), o African Export-Import Bank (AFREXIMBANK), a UNITAID e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Instituto Brasil África” – Brasil

Para mais informações aceda aqui.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Internacional - Desemprego juvenil global cresce novamente

Genebra – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que a taxa de desemprego juvenil global deve atingir 13,1% em 2016 e permanecer nesse nível em 2017 (um aumento em relação à taxa de 12,9% de 2015).

O relatório da OIT World Employment and Social Outlook 2016 - Trends for Youth mostra que, como resultado, o número global de jovens desempregados deverá aumentar em meio milhão neste ano, para chegar a um total de 71 milhões – o primeiro aumento em três anos.

A maior preocupação é a parcela e o número de jovens que vivem em situação de pobreza extrema ou moderada apesar de estarem empregados, frequentemente em países emergentes e em desenvolvimento. Na verdade, 156 milhões ou 37,7% dos jovens trabalhadores vivem em situação de pobreza extrema ou moderada (comparado a 26% dos adultos que trabalham).

"O aumento alarmante do desemprego entre os jovens e os altos níveis perturbadores de jovens que trabalham mas ainda vivem na pobreza mostram o quão difícil será alcançar a meta global de acabar com a pobreza até 2030, a menos que nós redobremos nossos esforços para conquistar crescimento econômico sustentável e trabalho decente. Esta pesquisa também destaca grandes disparidades entre mulheres e homens jovens no mercado de trabalho, que precisam ser abordadas com urgência pelos Estados membros da OIT e seus parceiros sociais", disse a Diretora Geral Adjunta para Políticas da OIT, Deborah Greenfield.

Oportunidade desiguais

Na maioria dos indicadores de mercado de trabalho, existem grandes disparidades entre mulheres e homens jovens, que sustentam e dão origem a diferenças ainda mais amplas durante a transição para a vida adulta. Em 2016, por exemplo, a taxa de participação na força de trabalho para jovens homens é de 53,9%, em comparação com 37,3% para jovens mulheres – o que representa uma diferença de 16,6 pontos percentuais.

O desafio é particularmente grave no sul da Ásia, nos Estados Árabes e no Norte da África, onde as taxas de participação de jovens mulheres são, respectivamente, 32,9, 32,3 e 30,2 pontos percentuais menores do que as taxas dos jovens homens em 2016.

Aumento do desemprego é impulsionado por desaceleração nas economias emergentes

Estima-se que o crescimento econômico global em 2016 será de 3,2%, 0,4 pontos percentuais abaixo do valor previsto no final de 2015.

"Isso é impulsionado por uma recessão mais profunda do que o esperado em alguns países emergentes chave que exportam commodities e por um crescimento estagnado em alguns países desenvolvidos", disse o Economista Sênior da OIT e principal autor do relatório, Steven Tobin. "O aumento das taxas de desemprego juvenil é particularmente acentuado em países emergentes".

Nos países emergentes, a previsão é de que a taxa de desemprego juvenil aumente de 13,3% em 2015 para 13,7% em 2017 (um valor que corresponde a 53,5 milhões de jovens desempregados em 2017, comparado com 52,9 milhões em 2015). Na América Latina e no Caribe, por exemplo, espera-se que a taxa de desemprego juvenil aumente de 15,7% em 2015 para 17,1% em 2017; na Ásia Central e Ocidental, de 16,6% para 17,5%; e no Sudeste Asiático e no Pacífico, de 12,4% para 13,6%.

Trabalhadores pobres

A baixa qualidade do emprego continua a afetar desproporcionalmente os jovens, embora com consideráveis diferenças regionais. Por exemplo, a África Subsaariana continua a sofrer com as maiores taxas de pobreza entre jovens que trabalham em todo o mundo, chegando a quase 70%. As taxas de pobreza entre jovens trabalhadores também são elevadas nos Estados Árabes (39%) e no Sul da Ásia (49%).

Nas economias desenvolvidas, há cada vez mais evidências de uma mudança na distribuição da pobreza por idade, com os jovens tomando o lugar dos idosos como o grupo de maior risco para a pobreza (nas economias desenvolvidas, a pobreza se define quando a pessoa ganha menos de 60% do rendimento médio). Por exemplo, em 2014, a percentagem de jovens trabalhadores na União Europeia classificados em alto risco de pobreza era de 12,9%, em comparação com 9,6% dos trabalhadores em idade ativa (entre 25 e 54 anos). O desafio é particularmente agudo em alguns países onde a parcela de jovens trabalhadores em risco de pobreza é superior a 20%.

Vontade de migrar

Entre as muitas razões para a migração (por exemplo, conflitos armados, desastres naturais, etc), uma taxa de desemprego elevada, o aumento da susceptibilidade à pobreza entre trabalhadores e a falta de oportunidades de emprego de boa qualidade são fatores fundamentais que definem a decisão de jovens de migrar permanentemente para o exterior.

Globalmente, a percentagem de jovens entre 15 e 29 anos de idade que estão dispostos a se mudar definitivamente para outro país era de 20% em 2015. A maior inclinação para mudar para o exterior, de 38%, era encontrada na África Subsaariana e na América Latina e no Caribe, seguidas de perto pelo Leste Europeu com 37%. In “Organização Internacional do Trabalho”

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Portugal – Dois jovens portugueses detidos em Auschwitz

Dois jovens portugueses de 17 anos habituados a verem no seu país a danificação dos monumentos nacionais com grafites e a destruição de simples objectos, resolveram inscrever os seus nomes na porta do museu, dentro do antigo campo de concentração de Auschwitz na Polónia.

Ao serem detidos justificaram os seus actos, como um registo das suas presenças em Auschwitz, enquadrados no âmbito da Jornada Mundial da Juventude durante a visita do Papa Francisco, que juntou milhares de peregrinos.



As autoridades polacas iniciaram de imediato um processo por danos causados a um importante marco da herança cultural da Polónia, considerando a atitude dos jovens portugueses um crime muito grave.

O Gabinete do Procurador da Cracóvia informou que os jovens consideraram-se culpados e que não passava de uma conduta irrefletida. O tribunal decidiu que os portugueses podem regressar a casa com uma condenação de um ano de prisão com pena suspensa por três anos. Baía da Lusofonia

sábado, 5 de dezembro de 2015

Lusofonia - Jovens poetas premiados em concurso literário

Concurso literário lusófono "EMERGENTE - Novos Poetas Lusófonos"

Foram anunciados esta sexta-feira, 04 de Dezembro de 2015, os vencedores do concurso para a antologia Emergente – Novos Poetas Lusófonos, uma iniciativa de promoção à publicação de novos autores de poesia lusófona, idealizada pelo escritor Samuel Pimenta e organizada em parceria com a editora Livros de Ontem.

“Nesta primeira edição do concurso, tivemos mais de 100 participações, oriundas da Galiza, Portugal, Cabo Verde, Brasil, Angola e Moçambique”, explica Samuel Pimenta, presidente de júri. “Para uma primeira edição, o balanço de participações é muito bom, uma vez que, nos dois meses de convocatória, contámos com o apoio de diversas instituições lusófonas, que nos ajudaram com a divulgação do concurso. Na segunda edição, queremos que o nível de adesão seja superior. Afinal, somos mais de 244 milhões a falar português e as oportunidades de publicação para novos autores não são muito abundantes. A Emergente procura preencher essa lacuna”, acrescenta.

Da selecção do júri, saíram vencedores 12 jovens poetas: Alexandre Brea Rodríguez, da Galiza; Ana Cunha, Ariana Rupp, David Erlich, Diogo Godinho, Eduarda Barata, Lago Vendrell, João Paulo Coelho e Margarida Gordon, de Portugal; Rodrigo Domit e Vanessa C. Rodrigues, do Brasil; e Kussu Kappo, de Angola. Além de Samuel Pimenta, constituíram o júri, nesta edição, João Batista, editor da Livros de Ontem, e Ana Paula Tavares, escritora angolana que, nos últimos anos, tem integrado, também, o júri que atribui o Prémio José Saramago.

“Esperamos que, para os 12 vencedores, esta oportunidade seja uma alavanca para se afirmarem no meio literário lusófono. Procurámos que as nossas escolhas reflectissem a diversidade com que se escreve poesia em português. E as novas gerações estão a escrever muito bem”, diz João Batista, editor da Livros de Ontem.

A publicação da antologia Emergente – Novos Poetas Lusófonos está agendada para Fevereiro de 2016, onde se fará a sessão pública de apresentação dos novos poetas.

Até lá, pode apoiar ou saber mais sobre o projecto aqui:
Samuel Pimenta - Portugal



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Internacional - Dia Internacional da Juventude

O emprego formal: uma forma essencial para garantir a participação dos jovens

O tema para o Dia Internacional da Juventude deste ano é a participação cívica dos jovens, tanto económica quanto socialmente. Jovens trabalhadores que fazem parte da economia formal têm maiores oportunidades de acesso ao trabalho formal como adultos.

Genebra - Para muitos jovens que vivem em países em desenvolvimento, a sua primeira experiência de trabalho ocorre na economia informal. Para a maioria deles, a transição para a economia formal é muitas vezes uma luta difícil ou até mesmo uma batalha impossível. A falta de experiência e preparação é um factor determinante que os mantém fora da informalidade, bem como o facto de que estes jovens são muito afectados por ciclos económicos. No entanto, alguns países estão implementando políticas para facilitar o acesso dos jovens ao emprego formal. Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, falámos com Guillermo Dema, especialista de emprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Juventude para a América Latina, sobre algumas das políticas que estão sendo implementadas na região, que tem uma das maiores taxas de informalidade no mundo.

OIT: Quais são os principais obstáculos e barreiras que os jovens enfrentam na América Latina e no Caribe, que os impedem de participar mais activamente na economia formal?

G. Dema: Os jovens representam a promessa de mudança positiva nas nossas sociedades. No entanto, não há empregos suficientes para eles. Além disso, existem milhões de jovens que não têm acesso a oportunidades de trabalho decente e estão em risco de exclusão social.

A América Latina e o Caribe é uma região jovem. A dinâmica da população conduziu a uma "janela demográfica" que oferece aos jovens (108 milhões) a possibilidade de liderar a transformação das nossas sociedades no século XXI.

Contudo, os jovens da América Latina e Caribe enfrentam condições de trabalho particularmente difíceis, levando a altos índices de desemprego e informalidade. Esta situação pode ser atribuída à sua falta de experiência e formação, bem como as vão sendo afetadas de uma maneira desproporcionada pelos ciclos económicos. Isto é especialmente relevante num momento como este, quando a região experimentou um abrandamento do crescimento económico.

OIT: Os jovens são mais afetados pelo emprego informal. A que se deve e qual a magnitude do problema na América Latina e no Caribe?

G. Dema: A formalização do emprego, especialmente o emprego dos jovens, é um desafio para os países da região. Na América Latina e no Caribe, o emprego informal (não agrícola) caiu de cerca de 50 por cento em 2009 para 47 por cento em 2012, com variações em termos de amplitude e velocidade nos diversos países analisados. Os dados desagregados por idade mostram que a informalidade afeta mais os jovens trabalhadores do que os adultos. Além disso:

  • Estima-se que 27 milhões de jovens trabalhadores têm um emprego informal. Isto representa 56 por cento de todos os jovens empregados, em comparação com 46 por cento dos adultos (mais de 25 anos). Seis em cada dez novos postos de trabalho para os jovens são criados na economia informal:

  • 31 por cento dos jovens que trabalham em empresas do sector formal o fazem em condições de informalidade, o dobro dos adultos (15 por cento).

  • 45 por cento dos jovens que têm um emprego não assalariado trabalham na economia informal, em comparação com quase 30 por cento dos adultos.

  • 87 por cento dos jovens que trabalham por conta própria, o fazem na economia informal (83 por cento dos adultos).

  • Nos 20 por cento mais pobres da população, apenas 23 por cento dos jovens trabalhadores têm um contrato escrito, e muito poucos têm acesso à segurança social (12 por cento para a saúde e pensões).


OIT: A OIT identificou as melhores práticas para promover a transição para a economia formal na região. Pode-nos dar alguns exemplos?

G. Dema: São muitas e diversas as experiências encorajadoras. Aqui estão algumas delas:

O Uruguai institucionalizou incentivos para a contratação de jovens num regime especial para o investimento e emprego juvenil, que promove o trabalho decente para a juventude. O regime concede isenções fiscais até aos 30 por cento, a fim de estimular o emprego dos jovens e subsídios salariais quando se contratam jovens entre os 15 e 24 anos que não têm nenhuma experiência laboral. Estes subsídios salariais podem chegar a ser 60 e 80 por cento para os empregadores que contratem jovens desempregados com menos de 30 em situação de vulnerabilidade.

O Brasil aprovou uma lei estabelecendo subsídios para a contratação de jovens aprendizes que inclua formação. O seu objectivo é facilitar a transição dos jovens da escola para o emprego formal. Também estabelece um número mínimo de formandos que as empresas devem contratar. A lei exige que as médias e grandes empresas, que cubram 5 a 15 por cento da sua força de trabalho com empregos que exigem formação de jovens entre 14 e 24 anos recebam educação formal ou frequentem centros de capacitação credenciados. O dia de trabalho é de seis horas e o salário por hora corresponde ao salário mínimo nacional. O período de estágio pode durar até dois anos. Entre 2005 e 2015, mais de dois milhões de jovens brasileiros beneficiaram destes modelos de formação e recrutamento.

OIT: Durante a Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Junho de 2015 foi adoptada uma nova Recomendação da OIT para facilitar a transição para economia formal. De que maneira este instrumento legal pode contribuir para reduzir o emprego informal entre os trabalhadores jovens e todos os outros trabalhadores na América Latina e noutras regiões?

G. Dema: A nova Recomendação adoptada na Conferência Internacional do Trabalho 2015 contribuirá de maneira significativa para promover a formalização da mão-de-obra juvenil assim como a protecção laboral num mundo de trabalho em contínua transformação. Também contribuirá para promover a transição das pequenas e médias empresas da economia informal para a formal. A Recomendação insta a que se preste atenção especial aos jovens como um subgrupo onde os défices associados à informalidade são mais graves. Organização Internacional do Trabalho

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Galiza - Nortear: prémio literário para jovens da Galiza e norte de Portugal

A Conselharia da Cultura da Junta da Galiza e a Direção Regional de Cultura do Norte de Portugal, bem como a Agrupação Europeia de Cooperação Territorial Galiza – Norte de Portugal organizam o prémio literário Nortear, cuja quantia é de 2.000 € antes de impostos.

A este certame poderão concorrer apenas jovens da Galiza e o norte de Portugal, com idades entre 16 e 36 anos. As pessoas participantes redigirão um relato curto ou conto cuja extensão máxima será de 7.500 palavras. Serão aceites apenas os textos redigidos seguindo a norma portuguesa do Acordo Ortográfico de 1990 ou ILG-RAG. A data limite de participação é 30 de setembro de 2015.

A criação do prémio visa promover a aparição de novos escritores ou escritoras, estimular a produção de obras inéditas no âmbito da ficção, incentivar a criatividade literária, destacar anualmente obras literárias originais e promover a circulação e distribuição transfronteiriza de obras literárias. In “Portal Galego da Língua – Galiza

sábado, 27 de dezembro de 2014

Vaticano – A idolatria do dinheiro

“Está provado que com a comida que sobra, podíamos alimentar as pessoas que têm fome. Não se compreende como… Não me lembro do número, mas há tantas crianças com fome. Quando vemos as fotografias das crianças que passam fome de diversas regiões do mundo, deitamos as mãos à cabeça. Não se compreende.

Creio que vivemos num sistema mundial a nível económico que não é bom. No centro de todo o sistema económico tem de estar o homem. O homem e a mulher. E tudo deveria estar ao serviço do homem, mas agora, no centro, está o dinheiro. O deus dinheiro. E caímos num pecado de idolatria, a idolatria do dinheiro.

E com esse afã de ter mais, de querer mais, toda a economia se move descartando – é curioso. Há uma cultura de descarte.

Descartam-se as crianças, seja porque se limita a natalidade…Basta olhar para a taxa de natalidade que existe na Europa. É baixíssima, 1, 2…Nenhum povo sobrevive com essa taxa de natalidade. Descartam-se as crianças, descartam-se os velhos. Já não servem, não produzem. É uma classe passiva. E ao descartar as crianças e os velhos, descarta-se o futuro de um povo, porque eles são o futuro de um povo. As crianças porque são elas que vão dar continuidade e os velhos porque são quem nos dá a sabedoria, são os que têm a memória desse povo e têm de a transmitir às crianças. Isso é descartado.

E agora, também está na moda descartar os jovens com o desemprego. Preocupa-me muito a taxa de desemprego atual. Alguém fazia-me notar… não tenho os números muito presentes, que, com menos de 25 anos, há 75 milhões de desempregados, só na Europa, é uma barbaridade. Portanto descartamos toda uma geração. Para manter um sistema económico que já não se sustém. E para se manter e equilibrar, tem de fazer o que faziam sempre os grandes impérios para sobreviver, fazer uma guerra.

Como não se pode fazer a Terceira Guerra Mundial, fazem-se guerras regionais, e o que significa isto? Que se fabricam armas, vendem-se armas e com isso, os balanços destas economias da idolatria, que são mundiais, obviamente, conseguem avançar. E a par disto, o pensamento único, que nos sonega a riqueza da diversidade do pensamento, e, portanto, a riqueza de um diálogo, entre pessoas.

E uma globalização mal compreendida. A globalização bem compreendida é uma riqueza. Uma globalização mal compreendida para mim é uma esfera, em que todos os pontos são iguais, todos equidistantes do centro, portanto, é anulada toda a individualidade. Uma globalização que enriqueça é como um poliedro: todos unidos, mas cada um conserva as suas particularidades, a sua riqueza e a sua identidade. E isso não acontece, acontece a outra coisa. Por isso o pensamento único é um sistema económico mau, e digo que é de idolatria porque sacrifica o homem em favor ao ídolo dinheiro, não é?” Papa Francisco – Vaticano in “SIC Notícias – Entrevista”

Poderá aceder à entrevista na íntegra aqui.

sábado, 4 de maio de 2013

Azucrine!


Perante a realidade que os jovens enfrentam para não encontrar um emprego, obrigando-os a abandonar o conforto do meio socioeconómico onde sempre residiram, perante a dificuldade em aplicar os conhecimentos que obtiveram, gastando o que os pais e o país tinham e também não tinham, há que começar a ultrapassar uma certa passividade e iniciar um processo de peleja e não há nada como principiar por azucrinar, azucrine!

Os trabalhadores estão a sofrer nos seus direitos e regalias por situações para as quais não contribuíram, sendo responsabilizados por gastos excessivos, por despesas desmedidas, por compras que não realizaram, por tudo aquilo que alguns desbarataram e através da comunicação social imputam a outros, que sempre viveram do seu magro ordenado e apenas tiveram a oportunidade de superar um dia de cada vez, para eles está na hora de azucrinar, azucrine!

Os reformados, excluindo os reformados da política, que após uma vida de trabalho, contribuindo mensalmente durante longos anos para o sistema de pensões, esperavam uma reforma condigna, um sistema de saúde que respondesse às dificuldades que a idade avançada cria, os reformados que esperavam ter um sistema de transportes públicos acessíveis, para lhes permitir a mobilidade necessária para poderem conviver, distrair, não ficarem entre paredes à espera que o tempo passe, necessitam de azucrinar, azucrine!

Se depois de ler estas linhas for a um dicionário para saber o significado de azucrinar, já está a manifestar um princípio de desassossego perante a leitura das mesmas. Baía da Lusofonia