Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 23 de março de 2019

Moçambique – Gás natural liquefeito vai atrair investimento directo estrangeiro

Com um potencial de 15,2 milhões de toneladas, por ano (MTPA), o projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), desenvolvido na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, vai atrair entre 27 e 32 biliões de dólares norte-americanos em investimento directo estrangeiro (IDE), devendo rentabilizar 2,6 biliões de pés cúbicos de recursos de GNL ao largo, aumentar de 15 a 18 biliões de dólares o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, por ano, e transformar o País, a breve trecho, no quarto maior produtor de GNL do mundo.

Os resultados do estudo macroeconómico independente sobre o potencial da Área 4 do projecto de Gás Natural Liquefeito, elaborado pelo Standard Bank, foram apresentados na passada terça-feira, 19 de Março, em Maputo, e indicam que o GNL do Rovuma tem potencial para tornar a província de Cabo Delgado numa das regiões de maior crescimento acelerado do mundo, com a perspectiva de desenvolver o apoio às cadeias de valor industrial e agrícola.

A propósito da pesquisa, Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank, referiu que com o estudo, o banco pretende contribuir para aumentar o entendimento sobre o desenvolvimento dos projectos do sector, no País: “O Standard Bank está interessado em promover o desenvolvimento económico de Moçambique. Com este estudo, esperamos contribuir para que todos os intervenientes no sector e a sociedade em geral percebam melhor sobre o potencial dos projectos de Petróleo e Gás, seus benefícios e como todos nós podemos contribuir para rentabilizar estes recursos”, frisou.

O projecto de GNL do Rovuma tem como meta de Decisão Final de Investimento (DFI) prevista para meados do corrente ano.

O director de Petróleo e Gás da África Subsaariana do Standard Bank, Paul Eardley-Taylor, explicou que dependendo do cenário CAPEX (investimento em bens de capital), o GNL do Rovuma poderá gerar um aumento do Produto Nacional Bruto (PNB) anual em 10 a 14 biliões de dólares norte-americanos, contribuindo em 4 a 5 biliões de dólares anuais em receitas públicas, nos próximos 25 anos.

“Espera-se que o GNL do Rovuma aumente a taxa de crescimento real projectada para Moçambique de 4 por cento para 4,8, a 5,4 por cento, dependendo do cenário”, sublinhou.

Sob a perspectiva de oferta de emprego, espera-se que o projecto de GNL do Rovuma venha a empregar 20 500 trabalhadores no sector de construção e 1300 operários. Prevê-se, igualmente, que o desenvolvimento das actividades criem muito mais oportunidades adicionais de emprego de diversas cadeias de valor e actividades de reinvestimento associadas ao apoio, fornecimento e lucros provenientes da operação comercial do GNL do Rovuma.

O GNL do Rovuma, conforme destaca o estudo, vai formar o núcleo do que, a curto prazo, será uma indústria substancial de gás doméstico em Moçambique, com um abastecimento regional alargado.

“O desenvolvimento de uma indústria de gás doméstico em Moçambique, poderá ajudar o Governo a alcançar a sua visão de ter um sector de gás doméstico, em paralelo, com capacidade de exportar o GNL. Isto vai conduzir um vasto desenvolvimento nacional e uma transformação social, especialmente na formação das Pequenas e Médias Empresas (PME)”, segundo sustentou Paul Eardley-Taylor.

Enquanto a China aprofunda a sua política de substituição de combustíveis, que visa substituir o carvão mineral por gás natural limpo como fonte de energia, o sucesso do desenvolvimento do GNL do Rovuma poderá colocar Moçambique numa posição de liderança para tornar-se um fornecedor líder de GNL à segunda maior economia do mundo, a longo prazo.

O estudo macroeconómico sobre o impacto do GNL do Rovuma antecede o Estudo Macroeconómico de 2014, que incidiu sobre a Área 4, elaborado pelo Standard Bank, em colaboração com os economistas de Conningarth.

“Sendo o Standard Bank, um banco africano que considera África como a sua casa, compromete-se a conduzir o crescimento do continente, servindo-se da sua presença e da sua visão e perícia para desenvolver os recursos do continente e todo o seu potencial em benefício dos cidadãos africanos”, enfatizou Paul Eardley-Taylor.

Entretanto, o estudo alerta que qualquer atraso do GNL do Rovuma terá um impacto económico negativo para o alcance das metas actualmente projectadas. Para mitigar este risco, o estudo sobre o GNL do Rovuma faz diversas recomendações. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Brasil - Projeto prevê construção de comboios fluviais movidos a GNL na região Norte



Um projeto logístico para transporte e distribuição de gás natural liquefeito (GNL) na região Norte prevê a construção de 20 barcaças e cinco ou seis empurradores. Segundo os idealizadores é a primeira vez que serão construídas no Brasil balsas desse tipo movidas a GNL. A meta é construir as unidades a partir de 2020, no Estaleiro Rio Maguari (PA). A primeira fase do projeto, a partir de 2021, movimentará três milhões de metros cúbicos de gás por dia, saindo de uma unidade de armazenamento flutuante (FSU -floating storage unit) em Itacoatiara (AM). Desse volume, dois milhões de m³ serão levados pelos comboios até Porto Velho (RO), via Rio Madeira, e um milhão de m³ será transportado até Roraima.

Cada um desses empurradores terá potência de aproximadamente 4.200 HPs e cada balsa carregará 1.200 m³ de gás. “Pela primeira vez no Brasil serão construídas balsas gaseiras e empurradores fluviais, que também queimarão GNL. É inédito para construção naval no Brasil”, destaca o vice-presidente executivo e diretor de operações da Amazonica Energy, Ronaldo Melendez. Para segunda etapa, a empresa pretende instalar outra FSU na Bacia da Ilha de Marajó (PA), com mais 20 a 25 balsas e cerca de 10 empurradores fluviais. A previsão de investimentos é da ordem US$ 600 milhões, sendo US$ 300 milhões destinados aos ativos fluviais da fase 1.

A parceria foi firmada pela Amazonica Energy, criada ao final de 2016, com a projetista canadense Robert Allan, o Estaleiro Rio Maguari (ERM), além da MTU (sistemas de motorização a gás) e a Rolls-Royce (sistemas de propulsão) — estas duas pertencentes ao mesmo grupo. A empresa também está em fase de fechamento com uma empresa de navegação da região Amazônica, a ser definida em breve e se juntar ao projeto. O presidente da Amazonica, Marcelo Araújo, afirma que o projeto vem sendo idealizado desde 2014, com estudos técnicos, de infraestrutura e de hidrologia, desafios para entrega de gás na região, além de questões regulatórias, tributárias e ambientais.

O objetivo é obter financiamento entre 80% e 85% do projeto via Fundo da Marinha Mercante (FMM). Os sócios pretendem submetê-lo na 41ª reunião do conselho diretor do FMM, prevista para o dia 4 de julho. O restante virá de private equity da sociedade de propósito específico (SPE), que será formada por parceiros estratégicos e instituições financeiras brasileiras e estrangeiras dispostas a fazer financiar o projeto e oferecer garantias. A previsão inicial é de R$ 20 milhões em investimentos em 2019, principalmente para estudos de engenharia. Além de Araújo, que é engenheiro elétrico e foi consultor da Petrobras, e Melendez, engenheiro mecânico e ex-diretor da Rolls-Royce, a Amazonica tem como sócio o engenheiro civil Lívio Assis, ex-diretor da Celpa.

O GNL é uma alternativa ao diesel, combustível predominante na região Norte, e que também serve para substituição de coque, madeira e carvão. Os empresários identificaram demandas de gás para geração elétrica em sistemas isolados de geração de energia elétrica, no agronegócio, mineração, e em atividades industriais como as de fertilizantes e cerâmicas. O gás pode atender a Amazônia leste, a região central e o extremo oeste da região. A Amazonica possui autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para comercialização de gás natural no Brasil. O gás natural será importado e trazido por navios gaseiros, provavelmente do Golfo do México, até a região Norte, onde serão distribuídos por meio das balsas.

A tendência, segundo esse modelo de negócios, é que os clientes industriais de grande porte realizem a regaseificação em suas próprias instalações. Para os clientes de pequeno e médio porte, a Amazonica vai oferecer uma tecnologia de regaseificação modular por meio de um parceiro. Melendez ressalta que o sistema é de operação e manutenção simples e acrescenta que esse tipo de tecnologia já é realidade na Ásia e em países como Alemanha e Estados Unidos. Ele acrescenta que a diferença para construção, basicamente, será a motorização, já que a embarcação precisa de um tanque gás para armazenar o combustível.

Algumas das barcaças estão sendo projetadas para carregar tanktainers no seu convés principal, que consistem em contêineres de 40 pés com tanque criogênico dentro. As barcaças serão configuradas considerando a capacidade de armazenamento das unidades e o calado dos rios, já que existem trechos que chegam a ficar com profundidades entre três e quatro metros na baixa estação. “Nossos desenhos de referência estão sendo feitos para navegação de calado raso para atender as áreas mais remotas”, ressalta Araújo. Danilo Oliveira – Brasil in “Portos e Navios”

sábado, 20 de outubro de 2018

Moçambique - Procura em Macau investidores lusófonos e chineses

O Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique disse ontem à Lusa que está em Macau à procura de investidores lusófonos e chineses para projectos na área do gás natural, cuja produção tem arranque previsto para 2022. “Pretendemos privilegiar o empresariado local, mas isso nunca prejudicando o andamento do projecto. Não tendo capacidade interna, o país está aberto a convidar empresários e esta é a plataforma ideal”, sublinhou Ragendra de Sousa. “Aqui falamos para Portugal, Angola, Cabo Verde, e também falamos para Macau e para a China”, destacou o governante. “Estão todos convidados a participar nos projectos do gás” no Norte de Moçambique, acrescentou.

As declarações foram realizadas à margem da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), na qual Moçambique e a província chinesa de Fujian se assumem como parceiros da 23.ª edição, que conta com a participação de centenas de instituições oriundas de mais de 50 países e regiões.

“Nós estamos a utilizar todas as plataformas disponíveis”, afirmou o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, que aproveitou para esclarecer que o país quer privilegiar investimentos BOT (Build-Operate-Transfer), quando o país se prepara para “dar início a grandes projectos na área do gás, (…) projectos de capital intensivo, mas que precisam de muitos serviços associados”.

Os BOT são uma forma de financiamento de projectos em que é atribuída uma licença aos privados por parte do sector público para financiar, projectar, construir e operar um equipamento por um período, após o qual o controlo regressa ao Estado. “O investidor é responsável por investir, operar, ganhar dinheiro e, depois de pago, ou continuam ou transferem para o Estado”, precisou Ragendra de Sousa. “Assim temos a certeza que qualquer investidor se preocupa com a receita” e que se contorna “a ineficiência” de um projecto que seja “totalmente financiado pelo Estado”, adiantou.

O turismo, a agricultura, as acessibilidades e o sector da energia são as quatro áreas que o Governo de Moçambique designou como prioritárias, salientou o governante. Na cerimónia de inauguração, o secretário para a Economia e Finanças destacou a importância do território na resposta aos interesses chineses e dos países de expressão portuguesa.

“Tendo os olhos postos no futuro, Macau, enquanto plataforma sino-lusófona, continuará a desempenhar a sua função de ligação com precisão, empenhando-se em agarrar as missões históricas e oportunidades de desenvolvimento conferidas pela nova era, no sentido de satisfazer as necessidades do país e exercer as potencialidades” do território, sublinhou Lionel Leong. “Tudo isto não só contribuirá para a concretização de uma maior abertura do país, como também será propício à diversificação adequada e ao desenvolvimento sustentável da própria economia”, concluiu. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Moçambique – Petrolífera Galp aposta no projeto Mamba

Moçambique é a grande aposta da Galp e o projeto Mamba a joia da coroa. Em 2022 será feita a primeira extração de gás no país



A Galp vai investir mil milhões de euros por ano até 2020, dos quais 70% são para a exploração e produção de petróleo e gás natural. O Brasil absorverá metade deste valor e Moçambique um terço.

Integrada no consórcio liderado pela petrolífera Eni, a petrolífera portuguesa está a desenvolver no país africano uma unidade de liquefação flutuante na área de Coral Sul (com uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas por ano), a primeira a desenvolver as descobertas de gás natural da bacia do Rovuma, e também a preparar o projeto Mamba.

Esta semana, no Capital Markets Day, em Londres, a empresa anunciou aos investidores que espera que o primeiro gás natural seja extraído em Coral Sul já em 2022.

No entanto, sublinhou Carlos Gomes da Silva, CEO da Galp, “o maior valor está em Mamba”, o mega projeto onshore que deverá arrancar no prazo de cinco anos no norte de Moçambique. “Para Mamba a previsão é de 30 milhões de toneladas de gás natural por ano. Para terem uma noção comparativa, Portugal consome cerca de três milhões de toneladas por ano”, disse o CEO, prevendo a revisão em alta destes objetivos.

E dá um exemplo: “Em Coral Sul, cuja decisão de investimento foi tomada no ano passado, começámos em 2,5 milhões de toneladas por ano e depois acabámos numa unidade de 3,4 milhões”.

Perante uma sala cheia de analistas e investidores internacionais, Thore Kristiansen, COO da Galp para a área de exploração e produção, confirmou que “Mamba é a joia da coroa” em Moçambique, considerando os próximos dois anos como “muitos importantes” para desenvolver as soluções tecnológicas que permitirão o arranque do projeto.

Já em estudo estão as tecnologias de extração de gás usadas no Qatar, mas que em Moçambique poderão encontrar condições mais vantajosas, tendo em conta o clima mais ameno.

“Estamos a trabalhar com os nossos parceiros para que seja um dos projetos mais competitivos a nível mundial. É tempo de desenvolver os mega projetos em Moçambique”, disse, por seu lado, Carlos Gomes da Silva, avisando: “Temos de correr e temos de correr depressa, e fazer as coisas da forma certa” em Moçambique. Em causa estão as necessidades crescentes de gás natural a nível mundial, uma oportunidade de negócio à qual a Galp está atenta.

“Moçambique irá contribuir fortemente para o crescimento da empresa na próxima década. As previsões são de que a procura global de gás natural cresça 5% por ano, o que implica que novos projetos têm de ser desenvolvidos para preencher esta lacuna que, em 2025, poderá ser de mais de 50 milhões de toneladas por ano”, disse o CEO. Filipe Silva, CFO da Galp, acrescentou ainda que “Mamba será um projeto financiado, o que reduz a necessidade de mais investimento”.

“Estamos a colher os frutos da nossa estratégia e investimento na produção de petróleo, que vai continuar a crescer”, frisou o CEO. “Isto não acaba aqui. Depois de 2020 será um novo ciclo de crescimento”. Bárbara Silva – Portugal in “Dinheiro Vivo”

sábado, 13 de janeiro de 2018

Moçambique - Anadarko negoceia venda de gás natural à China

A Anadarko, multinacional petrolífera norte-americana com sede em Houston, está a negociar com as suas contrapartes na China a venda de gás natural liquefeito (GNL) da bacia do Rovuma àquele país asiático

MAPUTO- “Está em discussões com uma série de homólogos chineses, incluindo empresas nacionais de petróleo e compradores independentes de GNL emergentes”, disse esta semana a Anadarko, citada pela Bloomberg.

A fonte referiu que o aumento do consumo de gás natural “faz da China um mercado estratégico de longo prazo para o projecto de GNL em Moçambique liderado pela Anadarko”.

A demanda recorde de gás natural na China poderá ajudar a estimular a decisão final de investimento para o arranque dos projectos de exportação de GNL na região da África Oriental, de acordo com Emma Richards, analista sénior de petróleo e gás da empresa de consultoria BMI Research.

Nos primeiros 10 meses de 2017, os preços de GNL registaram uma melhoria considerável, estimulados pelas importações chinesas, e cresceram quase 50 por cento. Por isso, a China acabou por se tornar no terceiro maior importador de gás natural do mundo, depois do Japão e da Coreia do Sul, de acordo com dados compilados pela Bloomberg New Energy Finance.

Enquanto a Eni SpA assinou seu projecto de coral flutuante de sete bilhões de dólares em Moçambique, a Anadarko precisa de mais contratos de compra e venda para justificar uma decisão final de investimento para o desenvolvimento do seu campo de gás natural, na bacia do Rovuma.

A Anadarko já assinou contratos de compra e venda para cerca de 2,6 milhões de toneladas por ano das mais de oito milhões de toneladas que tenciona produzir numa primeira fase.

“A localização geográfica central e favorável de Moçambique significa que o país está bem posicionado para atender às necessidades dos clientes do mercado do lado do atlântico e dos mercados da Ásia e do Pacífico, em particular, aproveitando a crescente demanda por energia na China', disse a Anadarko.

Segundo afirmou Richards, do BMI, a demanda chinesa também vai ajudar a amortecer o impacto negativo do ‘boom’ do gás de xisto dos EUA.

“A China poderá desempenhar um papel ao reduzir o excesso de gás natural”, acrescentou Richards, em entrevista telefónica.

'Se a China aparecer no mercado com maior pujança, procurando aumentar mais volumes, então sim, certamente isso ajudaria os operadores em Moçambique e na Tanzânia a garantir os contratos de compra e venda para facilitar a obtenção de financiamento e fazer avançar os projectos para desenvolvimento”, referiu.

Em Outubro de 2016, o consórcio do Bloco da Área 4 na Bacia do Rovuma, liderado pela multinacional italiana ENI, assinou um acordo vinculativo com a BP Poseidon Ltd., uma empresa totalmente controlada pela BP Plc, para a venda de GNL que será produzido na fábrica flutuante a ser instalada no Campo de Coral Sul, na Bacia do Rovuma.

O contrato, que é válido por 20 anos, cobre a venda de todos os volumes de GNL que serão produzidos a partir da fábrica flutuante de GNL de Coral Sul, com uma capacidade de produção acima de 3,3 milhões de toneladas de GNL por ano. In “Folha de Maputo” - Moçambique

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Brasil - Gás do pré-sal será 64% do total produzido no País em 2026, prevê EPE

O superintendente de Gás Natural e Biocombustíveis da empresa, Giovani Machado, afirma que, nos próximos 9 anos, a produção crescerá em 16 milhões de metros cúbicos

Rio de Janeiro - A produção de gás natural do pré-sal vai corresponder a 64% da produção total do insumo em 2026, contra a participação de 41% atualmente. Essa é a previsão apresentada pelo superintendente de Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Giovani Machado, em palestra nesta segunda-feira, 25, no 18º Seminário de Gás Natural promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).

"Será um crescimento de 16 milhões de metros cúbicos por dia até 2026. A gente percebe uma participação crescente do pré-sal dentro da oferta nacional", disse o executivo.

O aumento da oferta poderá compensar a redução de fornecimento por parte da Bolívia, país que não vem conseguindo atrair investimentos no setor.

Machado informou que o contrato com a Bolívia deve cair do atual patamar, de até 30 milhões de metros cúbicos diários, para algo em torno de 20 a 16 milhões de metros cúbicos diários. O contrato vence em 2019 e as discussões já foram iniciadas com o objetivo de conclusão em 2018. Denise Luna – Brasil in “O Estado de S. Paulo”

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Índia - Quer apostar no gás natural liquefeito

A importadora indiana de gás Petronet LNG quer apostar nos navios a gás natural liquefeito (GNL), contribuindo para aumentar a procura desse produto no país e assim acompanhar o esforço do Governo em aumentar o consumo de GNL para 15% do total de energia consumida, face aos 6,5%actuais, e em reduzir as emissões e a dependência indiana do petróleo importado.

De acordo com declarações de Prabhat Singh, Director da Petronet LNG, à imprensa, ele espera que uma alteração do paradigma para navios a GNL crie “uma procura razoável” por este tipo de combustível num país em que muitas indústrias ainda não estão ligadas à rede de oleodutos.

Segundo órgãos de imprensa internacional, a empresa está a negociar a introdução de camiões e autocarros a GNL no mercado com a Tata Motors e a Ashok Leyland e em Janeiro vai revelar um plano para vender GNL em todo o país, destinado a navios, comboios e outros veículos.

A Petronet está igualmente a negociar com retalhistas públicas do sector, como a Indian Oil Corp, a Bharat Petroleum Corp e a Hindustan Petroleum Corp, a instalação de sistemas de distribuição nos seus postos de abastecimento, e planeia instalar a sua própria rede de distribuição a retalho. A Indian Oil Corp e a Bharat Petroleum Corp detêm, cada uma, 12,5% da Petronet.

O projecto contribuirá para que o terminal de GNL da empresa no sul da Índia, que actualmente funciona a 7 por cento da sua capacidade por causa do envolvimento dos oleodutos ligados a grandes clientes em disputas legais sobre uso do solo, passe a funcionar em pleno.

Entretanto, o Governo indiano pode autorizar em breve o uso de GNL como combustível de transporte. Para cumprir as metas de reduzir emissões e a dependência do petróleo num país que é tido como o terceiro maior poluidor mundial, está a expandir a rede de distribuição de gás em cidades ligadas à rede e planeia vir a gerir barcaças e comboios a GNL. Este mês, aliás, a Índia testou o seu primeiro autocarro a GNL.

Além disso, a Índia pode pretender acompanhar o ritmo da rival China, onde milhares de autocarros e camiões já são alimentados a GNL. Prabhat Singh considera que o processo pode ser uma boa oportunidade, notando que muitos dos 200 mil camiões que anualmente se juntam à frota indiana também podem vir a ser alimentados a GNL.

De acordo com dados recentemente divulgados, entre Abril e Setembro, a primeira metade do ano fiscal, a produção local indiana de gás caiu 4,4%,enquanto as importações aumentaram 26,3%. A capacidade de importação de GNL da Índia está a aumentar, visando passar das actuais 21,3 milhões de toneladas/ano para as 50 milhões de toneladas/ano em 2022. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Moçambique – Anadarko próxima da decisão final de investimento na Bacia do Rovuma

A Anadarko, uma companhia petrolífera norte-americana com sede em Houston, estado do Texas, poderá tomar a decisão final de investimento no próximo ano para a implementação do seu projecto de gás natural na província de Cabo Delgado, em Moçambique, disse na passada semana o director executivo, Al Walker, citado pelo jornal Houston Chronicle.

Há seis anos, a Anadarko descobriu enormes depósitos de gás natural na Bacia do Rovuma que, segundo alguns analistas, poderão colocar Moçambique na liga dos maiores produtores do mundo.

Na altura, a China, a Índia e o Japão encontravam-se envolvidos numa corrida desenfreada para fechar contratos para a importação de gás natural. Agora, a Ásia e outras regiões do mundo registam um excesso de produção de gás natural liquefeito (GNL), algo que acabou refreando drasticamente a apetência dos investidores para o desenvolvimento de novos empreendimentos, a semelhança do projecto de Moçambique, que está orçado em várias dezenas de biliões de dólares.

Contudo, em entrevista concedida sexta-feira, na cidade norte-americana de Houston, Walker, disse que o projecto poderá iniciar a produção precisamente no momento certo, ou seja no período compreendido entre os anos 2022 e 2023.

Essa é a altura em que as empresas de pesquisas energéticas IHS Markit e Wood Mackenzie acreditam que a economia global terá crescido o suficiente para estimular uma nova vaga de demanda de GNL.

Segundo Walker, a Anadarko projecta investir cerca de 15 bilhões de dólares em Moçambique no próximo ano. Isso poderia colocar o projecto em andamento para que o início da exportação de gás natural coincida com a redução dos excedentes no mercado internacional.

“A nossa esperança é de podermos avançar muito rapidamente”, disse ele.

A empresa ainda está por concluir algumas questões pendentes nas negociações com o governo moçambicano, incluindo a assinatura de um acordo para o reassentamento das famílias residentes na área onde será implantado o projecto. O custo do reassentamento poderá atingir cerca de 300 milhões de dólares para a construção de novas casas e outras infra-estruturas para as pessoas afectadas.

A Anadarko já apresentou o seu plano de reassentamento ao governo e aguarda a aprovação do governo.

O acordo de reassentamento, bem como vários outros contratos inacabados, são algumas questões que levaram o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que se encontra a efectuar uma visita de trabalho de quatro dias aos EUA, a reunir-se com o director executivo da Anadarko, na sexta-feira, na sede daquela multinacional norte-americana.

Uma vez concluídas as negociações, o projecto da Anadarko em Moçambique poderá, eventualmente, encarar os mesmos desafios que outras multinacionais petrolíferas enfrentaram no passado para a construção de unidades de liquefacção de gás natural em regiões com fracas infra-estruturas ou escassez de mão-de-obra qualificada, disse Bob Fryklund, estratega-chefe da IHS Markit.

Aliás, segundo a IHS, nos últimos anos, três em cada quatro grandes projectos de energia implementados em países em desenvolvimento acabaram por ultrapassar o orçamento inicial ou sofreram atrasos.

Por isso, a forte concorrência que se avizinha ao longo dos próximos anos poderá deixar pouca margem de erro para a Anadarko num mercado que, eventualmente, poderá voltar a registar grandes excedentes com a expansão das unidades de processamento de gás natural existentes nos EUA e Austrália, disse Fryklund.

Este é o melhor momento para tomar uma decisão final de investimento, porque os preços provavelmente irão recuperar nos próximos cinco anos o problema é não aproveitar essa janela (de oportunidade), explicou Fryklund.

Não é um desafio intransponível, mas este é o primeiro projecto de GNL da Anadarko, acrescentou.

A petrolífera norte-americana acredita que poderá extrair cerca de 75 triliões de pés cúbicos de gás recuperáveis em Moçambique, tornando as suas descobertas algumas das maiores da última década. In “Agência de Informação de Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Moçambique - Bacia do Rovuma: Projecto de gás cria postos de trabalho

Um total de 820 novos postos de trabalho serão criados no país com a aprovação na passada terça-feira, pelo Conselho de Ministros, do plano de desenvolvimento do projecto FNLG Coral Sul, que visa a extracção e liquefacção de gás natural usando uma plataforma flutuante em alto mar.

Dos 820 postos de trabalho a serem criados 90 por cento serão preenchidos por mão de obra nacional a ser profissionalmente capacitada para o efeito.

A implementação deste projecto vai também permitir a captação de recursos externos através das operações de exportação de gás natural liquefeito, contribuindo para o reforço das reservas internacionais.

O projecto, a ser implmentado ainda este ano pela ENI East Africa, está localizado na área 4 da Bacia do Rovuma e numa primeira fase permitirá a extração de 4,7 triliões de pés cúbicos de gás natural e a produção de 3,37 triliões de gás natural liquifeito (LNG).

Segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, o Plano de Desenvolvimento hora aprovado constitui a primeira fase, uma vez que se estima que na área 4 da Bacia do Rovuma existam cerca de 15,65 triliões de pés cúbicos de gás natural.

Assim, de acordo com a mesma fonte, os projectos subsequentes de exploração do remanescente gás natural do reservatório coral e de toda a descoberta e sua liquefacção serão objecto de planos de desenvolvimento específicos a aprovar oportunamente pelo Governo.

A aprovação deste plano vai catapultar o desenvolvimento da zona norte do país através de implantação de infra-estruturas básicas de apoio ao funcionamento operacional.

A descoberta, efectuada em Maio de 2012 e definida em pormenor em 2013, provou a existência de 16 biliões de gás natural de elevada qualidade a uma profundidade de mais de 2000 metros e a uma distância de 80 quilómetros da baía de Palma, província de Cabo Delgado.

O plano de desenvolvimento contempla a realização de seis furos e a construção e instalação de uma plataforma flutuante para o processamento de gás natural, que terá uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas por ano.

O grupo ENI é o operador do bloco Área 4, com uma participação indirecta de 50% através da ENI East Africa, que controla 70% do bloco, sendo os restantes parceiros os grupos português Galp Energia, sul-coreano Kogas, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, todos com 10% cada, e a China National Petroleum Corporation, com uma participação indirecta de 20%. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Moçambique – Anadarko pretende garantias

A petrolífera norte-americana Anadarko manifestou-se determinada a tomar uma decisão final de investimento em Moçambique, no final de um encontro em Maputo do vice-presidente da empresa com o primeiro-ministro moçambicano.

«Existem acordos que temos de concluir para garantir que possamos operar e explorar o gás. Queremos uma garantia de que podemos implementar um projeto desta magnitude de uma maneira eficiente e eficaz», disse o vice-presidente da Anadarko, Don MacLiver, falando à imprensa em Maputo, na sexta-feira, após uma audiência com Carlos Agostinho do Rosário.

De acordo com Don MacLiver, entre o Governo moçambicano e a companhia norte-americana, estão em curso discussões para garantir o desenvolvimento efetivo do projeto, cujas obras vão durar quatro anos, mas que ainda não começaram, apesar de já ter sido identificada uma área de cerca de 7.000 hectares no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.

A empresa norte-americana anunciou na segunda-feira passada a contratação de um consórcio para o arranque das obras do projeto, compostos pela japonesa Chiyoda Corporation e as italianas Eni e Saipem.

A Anadarko lidera o consórcio que opera na Área 1 da bacia do Rovuma, na costa de Cabo Delgado, onde estudos apontam para a existência de mais 75 biliões de pés cúbicos de gás natural.

Tanto a Anadarko como a Eni, que lidera o bloco 4 na bacia do Rovuma, onde está também presenta a portuguesa Galp, ainda não divulgaram as suas decisões finais de investimento para uma das maiores reservas de gás natural do mundo e a data inicial de 2018 para o início da exploração deverá ser adiada. In “Dinheiro Digital” - Portugal

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Portugal – Procura de gás a sul do Algarve

Se fosse possível viajar entre Faro e Marrocos por autoestrada, em linha reta, o quilómetro 42 seria o local ideal para parar e observar de perto um campo de gás natural em exploração. E a essa distância da costa algarvia, em frente a Faro, que vai nascer o primeiro poço de gás em águas territoriais portuguesas, antes do final do ano ou no início do próximo. Um navio-sonda, equipado para a perfuração de poços submarinos, irá atravessar uma lâmina de água com 790 metros e perfurar a rocha até ao reservatório localizado a 1800 metros de profundidade, onde se prevê que esteja depositada uma grande quantidade de gás natural - suficiente para abastecer as necessidades de consumo dos portugueses por mais de uma década. Só então se saberá, com precisão, se as reservas justificam a exploração comercial.

A Repsol, petrolífera espanhola que lidera este projeto, com uma posição de 90% no consórcio, tem sido muito poupada nos pormenores. Os ambientalistas não estão nada tranquilos com a escassez de informação sobre o projeto, que envolve também a portuguesa Partex (controlada pela Fundação Calouste Gulbenkian), com 10 por cento. Nem o contrato de concessão, assinado com o Estado português, nem o estudo de impacto ambiental, concluído em 2014 pela consultora ERM, em colaboração com o Instituto Hidrográfico e a Universidade do Algarve, foram tornados públicos, o que aumenta as dúvidas das associações ambientalistas.

Impactos menores



Contactado pela VISÃO, o presidente da Partex, António Costa e Silva, admitiu a existência de alguns impactos ambientais nesta última fase de prospeção, como a emissão de gases pelo navio-sonda ou o depósito de resíduos de rocha no fundo do mar. Para minimizar esses impactos, no estudo da ERM foram analisados fatores físicos como a temperatura do mar, a pluviosidade, as marés, as correntes, as ondas, a salinidade e a qualidade da água, e elaborada uma listagem e um mapeamento da fauna e da flora locais, ao nível das espécies existentes e das rotas migratórias, entre outros aspetos. Durante a recolha dessa informação, foram utilizadas sondas, scanners e câmaras de vídeo para a obtenção de amostras e de imagens do fundo do mar. As pescas foram outro dos fatores tido em conta, já que os pescadores irão sentir dificuldades durante os 47 dias necessários para a abertura do primeiro poço de gás no bloco Lagosta que, a par do bloco Lagostim, cobre a totalidade da área concessionada à Repsol e à Partex. A boa notícia é que não existirá qualquer impacto visual da exploração de gás, tendo em conta a distância que separa a área concessionada da costa algarvia.

Embora a lei portuguesa não exija a realização de um estudo de impacto ambiental tão completo na fase de prospeção, Costa e Silva garante que ele está feito e que foi partilhado com a Autoridade de Segurança Marítima e com a Agência Europeia de Segurança Marítima.

Mesmo assim, Gil Matos, representante da Almargem, uma das associações ambientalistas fundadoras da Plataforma Algarve Livre de Petróleo, espanta-se com a «ausência total» de informação sobre o local exato e as condições da exploração gasista. A Almargem dirigiu um pedido de informação à Direção Geral de Energia e Geologia, que até há meses tutelava a Divisão para a Pesquisa e Exploração de Petróleo, entretanto transferida para a recém-criada Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC). Até agora, não recebeu informação sobre o conteúdo do contrato de concessão nem do estudo de impacto ambiental. Partilha com a Visão a suspeita de que «o País não vai ganhar dinheiro com isto». «Portugal ainda não provou que tem recursos», contrapõe António Costa e Silva, justificando assim que a posição negocial não pode ser comparável à dos produtores de petróleo e gás africanos ou asiáticos. Mas, como recorda o gestor, «o contrato está desenhado para a prospeção». Uma eventual entrada em exploração do gás no Algarve dará origem a um novo contrato, com condições - espera-se - mais vantajosas para o Estado português, ao nível dos impostos e das rendas a pagar pelo concessionário.

Este concurso para a prospeção na costa algarvia chegou a conhecer uma segunda versão, na primeira metade dos anos 2000, já que as condições oferecidas pelo candidato único Repsol não eram as desejadas pelo Governo de Durão Barroso. Só com o atual Governo é que a licença viria a ser entregue à Repsol, embora sem que o contrato de concessão fosse divulgado. As preocupações dos ambientalistas prendem-se também com os impactos ambientais da extração gasista que, embora menores que os do petróleo - por exemplo, não causam marés negras -, podem prejudicar o delicado equilíbrio do ecossistema da ria Formosa, para além de se fazerem sentir no turismo algarvio. No final de julho, quando o presidente da Repsol, Antonio Brufau, anunciou o início dos trabalhos para o final deste ano, a Quercus exigiu de imediato a realização dos devidos estudos de impacto ambiental, condenando o «péssimo cartão de visita» que uma atividade gasista poderá ter sobre a região. Em comunicado, salientou ainda «que o impacto de um eventual acidente que ocorra numa exploração deste género, mesmo que pontual, afetaria irreversível mente ecossistemas únicos e frágeis, bem como diversas espécies, incluindo aves marinhas, baleias e golfinhos».

Se não houvesse certezas, a Repsol e a Partex não arriscariam a abertura do primeiro poço, que poderá custar cerca de 45 milhões de dólares (cerca de 40 milhões de euros). Neste negócio, o risco é sempre demasiado grande: só em 20% ou 30% das áreas prospetadas é encontrado petróleo ou gás em quantidades viáveis. Nas Canárias, a Repsol desistiu recentemente de um projeto deste tipo. Em Peniche, onde a Repsol é parceira da Galp, a abertura de um primeiro poço de petróleo no offshore, foi adiada por mais dois anos. No Alentejo, adjudicado à Galp e à ENI, a perfuração só deverá começar no próximo ano. Mas, no Algarve, o consórcio Repsol/Partex está convencido de que os blocos Lagosta e Lagostim podem conter reservas de gás natural superiores em nove a dez vezes aos do campo de Poseidón, no Golfo de Cádiz, avaliadas em 98 biliões de pés cúbicos (bcf). Está provado que as semelhanças geológicas com o Algarve existem. Agora, é esperar que haja gás. Clara Teixeira – Portugal in “Revista Visão”

domingo, 30 de novembro de 2014

Moçambique – II Cimeira do Gás

Maputo - A cidade de Maputo acolhe, de 2 a 5 de Dezembro de 2014, a II Cimeira do Gás que irá debater, entre outros assuntos, o papel de Moçambique na esfera global do mercado de gás natural.

Segundo a gestora de projectos da CWC, que se dedica a organização de eventos sobre gás e petróleo, Mariya Incheva, espera-se que participem 40 empresas neste evento que é co-organizada pela CWC e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Mais de 40 empresas estarão no evento. É importante que Moçambique aprenda com a experiencia dos outros países que estarão presentes”, afirmou.

Por seu turno, o administrador da ENH, Tavares Martins, disse que neste evento os empreendedores nacionais poderão colher dados sobre como podem se beneficiar da existência de gás e petróleo no país.

Esta cimeira vai nos trazer aquilo que sãos discussões de conferências similares no mundo. Hoje fala-se muito do conteúdo local e, por isso, vamos discutir e saber como as empresas nacionais podem trabalhar na oferta de serviços, disse Martins.

Participarão nesta conferência internacional, regional e também local, representantes de governos, operadores da indústria, investidores, distribuidores e compradores, que irão debater diversos temas ligados à visão geral do mercado energético nacional e global. Agência de Informação de Moçambique - Moçambique

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Moçambique – Processamento de gás natural

ENH e ANADARKO apresentam estudo macroeconómico da área 1

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) apresentou esta terça-feira, em Maputo, um projecto que consiste no processamento e liquefacção de Gás Natural Liquefeito (GNL), através de sistemas de captação sub-aquáticos e poços em alto mar.


Um relatório da Anadarko Petroleum Corporation, fornecido ao Standard Bank Moçambique e apresentado pela ENH, dá conta de que a oportunidade de um empreendimento de liquefacção de gás natural (GNL) em Moçambique é grande e sem precedentes.

Até 2035, este empreendimento poderá criar 700 mil postos de trabalho e um aumento de 600% no PIB, em termos reais e aumentar a prosperidade da economia moçambicana.

A ENH e o Governo de Moçambique (GdM) podem receber, conjuntamente, 62 a 65% em ganhos fiscais – e  84 a 88% numa base ajustada ao risco. Isto pode significar elevados montantes de fluxos de receitas para o GdM que cheguem atingir até 212 mil milhões de USD, no caso de um projecto de GNL de seis trains.

O projecto confere a possibilidade de Venda Doméstica de gás (VDG) para impulsionar a industrialização através de fábricas de fertilizantes, centrais de produção de electricidade e outras indústrias alimentadas pelo gás tais como o GTL, petroquímicos e potencialmente através de um gasoduto.

A análise financeira deste projecto prevê um retorno entre 12 a 16%, na área 1, dentro dos padrões globais e alerta que os atrasos podem aumentar o risco de não se construir o montante máximo de trains, diminuindo os benefícios para Moçambique.

Em comparação com os mega-projectos anteriores, este é considerado diferente em tamanho, âmbito e impacto, e traz mais ganhos fiscais e industriais para Moçambique. In “MMO” - Moçambique

domingo, 27 de julho de 2014

Moçambique – Novas infra-estruturas em Cabo Delgado

Novas infra-estruturas em perspectiva no norte de Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos apresentou esta quarta-feira o Plano Geral de Urbanização do distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, com vista a uma gestão e uso da terra naquele distrito onde foram descobertas enormes reservas de gás natural.

Este plano de 18 mil hectares em Palma deve ser o alicerce de projectos que visam o desenvolvimento da extracção e tratamento do gás natural naquela zona. Este projecto orçado em 50 mil milhões de Dólares, prevê a construção de residências, lojas, escolas, hospitais, e outras infra-estruturas em apoio daquela que deverá ser a segunda maior unidade de liquefacção de gás do mundo, a seguir ao Qatar.

Ao apresentar este plano, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos referiu que os cerca de 8 mil habitantes das oito aldeias situadas na zona onde deve ser erguida a urbanização "estão satisfeitos com o projecto". Todavia, esta não é a visão dos ambientalistas daquela área que, ao denunciar a usurpação de terras para a concretização desse projecto, também expressam receios quanto aos prejuízos que poderão sofrer o meio ambiente e a população local. RFI - Moçambique

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Gás natural em Cabo Delgado

Uma centena de empresas moçambicanas já prestam serviços à ANADARKO

Cerca de 100 empresas moçambicanas já estão a prestar serviços à multinacional petrolífera norte-americana Anadarko, que projecta investir cerca de 15 mil milhões de dólares na exploração do gás natural, na província de Cabo Delgado, segundo foi dado a conhecer, esta quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013, em Maputo, no decurso do Business Breakfast sobre Conteúdo Local.

Imagem: Geo ExPro


O encontro, promovido pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, em parceria com a Anadarko, insere-se no âmbito de uma série de seminários, que visam a promoção de oportunidades de investimentos em Moçambique e desenvolvimento de fornecedores no sector do Petróleo, Gás e Minas.

Eduardo Macuácua, director adjunto da CTA explicou a propósito que "as grandes empresas que estão envolvidas na exploração de minerais e hidrocarbonetos contêm políticas internas de envolvimento de empresas moçambicanas e comunidades locais, no entanto, o que nós estamos a fazer, como CTA, é promover uma série de encontros para a transmissão de informações concisas sobre os requisitos necessários para participar na cadeia de fornecimento de bens e serviços das multinacionais".

Acrescentou que, "a CTA, por iniciativa própria, levou a cabo um projecto de legislação sobre Conteúdo Local, que vai permitir que se defina claramente a participação das empresas e comunidades locais nos grandes projectos, porque acreditamos que não há desenvolvimento que exclua as comunidades locais".

O director adjunto da CTA avançou ainda que cerca de 98 por cento das empresas moçambicanas são de pequeno e médio porte e precisam de se capacitar, para além de conhecer melhor este ramo industrial que é novo, daí que a CTA tem vindo a encorajar os parceiros e o Governo para investir na sua capacitação.

Por sua vez, Alcido Mausse, director de Assuntos Sociais e Governamentais da Anadarko Moçambique, referiu que "os requisitos exigidos pelas multinacionais podem parecer pesados, mas, no nosso caso vertente, ainda não estão claramente todos definidos".

"Apenas definimos o básico e indispensável, como por exemplo ser uma empresa moçambicana, registada e que tenha conhecimento do sector", indicou, realçando que "as três companhias que vão construir os complexos de liquefacção de gás na costa moçambicana é que vão determinar os requisitos pormenorizados das empresas por subcontratar".

Refira-se que a Anadarko prevê iniciar, em 2014, a primeira fase do projecto, que compreende a construção de infra-estruturas básicas, acomodação, abertura de acessos, dragagem, provisão de serviços essenciais, como água, saneamento, melhoria de estradas, entre outros, de modo a que em 2018 possa arrancar com a exploração do Gás Natural Liquefeito. Olá Moçambique - Moçambique