Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Países Baixos - Biblioteca Municipal de Utrecht inaugura espaço dedicado à língua portuguesa

A comunidade de língua portuguesa em Utrecht, nos Países Baixos, vai estar em destaque no próximo dia 6 de setembro, com a inauguração, na Biblioteca Municipal de Utrecht, da KeuzeKast Lusofonia: Mundo da Língua Portuguesa, uma estante dedicada à diversidade cultural dos países onde se fala português


O espaço será preenchido com livros, incluindo obras para crianças e livros de culinária, provenientes de diferentes países e culturas do mundo lusófono.

A inauguração será assinalada com um programa que inclui música, intervenções literárias e poéticas, bem como sabores de diferentes culturas de língua portuguesa.

As crianças terão também um programa próprio, com uma sessão de leitura em português e uma mesa dedicada a atividades manuais, aberta igualmente à participação de adultos.

A iniciativa pretende celebrar a diversidade da língua portuguesa e está aberta tanto aos membros da comunidade lusófona como a todos os que tenham curiosidade em conhecer melhor a língua e as culturas que a partilham.

O programa começa às 14h00 (hora local), com uma sessão de leitura em português. A abertura oficial da KeuzeKast Lusofonia está marcada para as 14h30 (hora local).

A partir das 14h45 (hora local), haverá uma mesa de atividades para crianças e adultos, a par de momentos musicais e de intervenções literárias e poéticas. O encerramento está previsto para as 16h00 e inclui convívio e petiscos.

A iniciativa integra o projeto KeuzeKasten, através do qual são criadas estantes especialmente concebidas para e com as comunidades de Utrecht. Estes espaços podem reunir livros, objetos e, em alguns casos, conteúdos áudio, sendo acompanhados por uma programação relacionada com o tema escolhido.Durante alguns meses, cada KeuzeKast fica em destaque, dando a conhecer a diversidade das diferentes comunidades que fazem parte da cidade de Utrecht. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



quarta-feira, 1 de julho de 2026

Macau - Inaugurada exposição da “Policromia Lusófona”

A Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) inaugurou a Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa “Policromia Lusófona”, um dos destaques do programa da 18.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Distribuídas em quatro secções, as peças artesanais estarão em exibição até ao dia 5 de Julho, segundo uma nota de imprensa.


Na secção “Entre o Cruzamento da Urdidura e Trama”, são apresentados utensílios do quotidiano confecionados em fibras naturais e que reflectem “os modos de vida e as tradições estéticas” das várias regiões representadas. Em “Texturas do Som”, o público pode encontrar instrumentos musicais tradicionais complementados por projecções de performances que ilustram “como a música transcende línguas e fronteiras”.

Na zona “Histórias das Esculturas”, as peças em madeira e cerâmica representam “crenças religiosas, mitos populares e cenas do quotidiano”. Na secção “Beleza do Quotidiano”, cada peça de uso diário, como loiça de mesa e adornos, “reflecte a sabedoria dos artesãos dos Países de Língua Portuguesa e as técnicas transmitidas de geração em geração”, num retrato da “rica diversidade cultural” e das “tradições do mundo lusófono”.

As peças foram sendo oferecidas pelas delegações dos países lusófonos ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa ao longo das mais de duas décadas desde que foi criado. Os interessados poderão visitar a exposição gratuitamente, todos os dias até ao próximo domingo, entre as 09h00 e as 21h00.

Hoje é também o segundo e último dia dos Espectáculos de Dança e Música da Semana Cultural em Macau, que têm lugar entre as 18h00 e as 21h00 no Largo do Senado. Os espectáculos em Qinghai acontecerão a 4 e 5 de Julho, enquanto Pequim acolherá as actuações dos artistas representantes dos países lusófonos nos dias 9 e 10 do próximo mês.

Na semana passada, Ji Xianzheng justificou a escolha de Qinghai pelo facto de, no ano passado, ter sido assinado um acordo de cooperação entre o governo da província chinesa e a RAEM. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 5 de maio de 2026

Guiné Equatorial - O Centro de Língua Portuguesa “Camões” é inaugurado na Universidade Nacional

A inauguração deste centro reforça os planos do Governo para fortalecer o ensino do português como terceira língua oficial do país


Por ocasião do Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE) inaugurou, no dia 05 de maio, um novo espaço académico dedicado ao ensino e à promoção do português, com o objetivo de expandir as oportunidades educativas e profissionais no mundo lusófono.

O dia foi marcado não só pela cerimónia oficial, mas também pela participação ativa dos estudantes, que partilharam as suas experiências e motivações para aprender português, demonstrando o crescente interesse por esta língua no país.

A este respeito, Valentín Somori, estudante de Filologia e Português, explicou que a sua decisão de estudar esta língua deriva das suas aspirações futuras, considerando-a "uma língua com potencial" e com uma presença cada vez maior na sociedade e no ambiente digital. Sublinhou ainda que a língua representa uma ferramenta de conexão a múltiplos níveis: "A língua é conexão", afirmou, referindo-se tanto à comunicação entre pessoas como às oportunidades de emprego que poderão surgir com a chegada de empresas portuguesas ao país.

Por outro lado, Gloria Elebiyo Medina destacou uma motivação prática, salientando que a sua aproximação ao português foi impulsionada por uma necessidade profissional: “Comecei a estudar português por necessidade”, explicou, depois de encontrar uma oportunidade de emprego onde a fluência na língua era um requisito fundamental. Neste contexto, sublinhou que, apesar de inicialmente não possuir uma base sólida, a sua vontade de aprender permitiu-lhe aproveitar a oportunidade, reconhecendo que “o português me abriu uma porta”.

Além disso, a estudante sublinhou que a proficiência em línguas estrangeiras representa uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, especialmente num ambiente onde convergem diferentes culturas e empresas internacionais.

A criação deste centro reforça os planos do Governo para fortalecer a aprendizagem do português como terceira língua oficial do país. Benjamin Eyang – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


terça-feira, 21 de abril de 2026

UCCLA - Inauguração da exposição "Rostos da Imigração" de Alfredo Cunha

A galeria de exposições da UCCLA acolhe, no dia 23 de abril, às 18h30, a inauguração da exposição de fotografia "Rostos da Imigração", da autoria de Alfredo Cunha.


Este projeto fotográfico propõe um olhar sensível sobre as vivências e os processos de integração de imigrantes em Portugal, com especial enfoque nas comunidades lusófonas. Através de retratos marcantes, o autor dá rosto a histórias de diversidade, pertença e identidade.

A exposição estará patente ao público até ao dia 20 de maio, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 10 e as 13 horas, e das 14 às 18 horas. A entrada é livre.

A iniciativa esteve integrada no âmbito do ciclo de conferências "Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia", promovido pela UCCLA (União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa) em parceria com a Universidade de Lisboa (IGOT), realizado em 2025.

Biografia do autor:

Nascido em Celorico da Beira, Portugal, em 1953, Alfredo Cunha é um dos mais reconhecidos fotojornalistas portugueses, com uma carreira de mais de cinco décadas. Ficou amplamente conhecido pelas imagens icónicas da Revolução do 25 de Abril de 1974 e do processo de descolonização. Ao longo do seu percurso, foi fotógrafo oficial dos Presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares. Colaborou com diversas publicações, como Notícias da Amadora, O Século, Público e com a agência Lusa.

Cobriu acontecimentos marcantes da história contemporânea, incluindo a independência de Moçambique e a guerra colonial, tendo publicado dezenas de livros e realizado centenas de exposições. Entre as suas obras destacam-se Os Rapazes dos Tanques e várias antologias dedicadas à história recente de Portugal. É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.


terça-feira, 25 de novembro de 2025

Timor-Leste - Inauguração do Jardim do Memorial do Massacre de Santa Cruz

No âmbito do projeto “Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo, em Díli, Timor-Leste”, terá lugar no dia 26 de novembro, às 17 horas, a inauguração do Jardim do Memorial do Massacre de Santa Cruz - terminando a implementação deste projeto, que durou 42 meses (1 de maio de 2022 até 30 de novembro de 2025), com um evento marcante.


Nesta cerimónia, cujo anfitrião será o Ministro da Administração Estatal, em parceria com a Delegação da União Europeia em Timor Leste, cofinanciadora do projeto e com a UCCLA, coordenadora do mesmo, será apresentado o mais recente espaço público requalificado na capital que dispõe de espaços verdes, zonas pedonais, iluminação, sanitários públicos, um Memorial e um Centro de Interpretação onde pode ser prestada homenagem e relembrado o Massacre de Santa Cruz, que ocorreu a 12 de novembro de 1991 e que marcou um ponto de viragem na Luta pela Libertação de Timor-Leste.

Além do Ministro da Administração Estatal, Tomás do Rosário Cabral, a cerimónia contará com outros membros do governo, membros do Parlamento Nacional, Embaixador de Portugal em Dili, Duarte Bué Alves, Embaixador da Delegação da União Europeia em Dili, Thorsten Bargfrede, Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Paula Leal da Silva, e ainda com representantes da autoridade municipal da cidade capital, bem como de outras altas entidades e representantes do corpo diplomático.

O projeto Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste, ref.ª CSO/LA/2021/428-398, tem o financiamento da União Europeia e cofinanciamento do Governo de Timor-Leste, é implementado pelos parceiros Autoridade Municipal de Díli (AMD), União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e Câmara Municipal de Lisboa (CML), sob orientação do Ministério da Administração Estatal. UCCLA

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Egipto - O grandioso Museu Egípcio abre as suas portas no 1.º de novembro

O Grande Museu Egípcio, que está prestes a tornar-se o maior museu arqueológico do mundo, será inaugurado oficialmente no 1.º de novembro. O prestigioso evento contará com a presença do presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sisi, além de uma reunião sem precedentes de chefes de Estado, monarcas e líderes governamentais de todo o mundo. Mohamed El Homsany, porta-voz oficial do Gabinete egípcio, confirmou que pelo menos 40 líderes mundiais são esperados, juntamente com diversos ministros e altos funcionários.


Um Novo Amanhecer para Maravilhas Antigas

Maravilha arquitetónica e localização privilegiada

Situado no Planalto de Gizé, o Grande Museu Egípcio (GEM) possui uma localização excepcional, de frente para as três icônicas pirâmides. O seu projeto arquitetónico único, concebido pelo escritório irlandês Heneghan Peng, combina harmoniosamente a geometria moderna com o simbolismo faraónico. A estrutura do museu está alinhada com os raios solares, que se estendem dos picos das pirâmides até convergirem no seu núcleo, criando um espetáculo visual deslumbrante. A construção, iniciada em 2005, foi concluída em 2021, seguida por preparativos meticulosos para instalações, conservação e treino da equipa.

Com uma área de 500.000 metros quadrados, dos quais 120.000 são dedicados a jardins exuberantes, o GEM é mais do que um simples museu, é uma viagem imersiva através de milénios da história egípcia. As suas 12 salas de exposição abrangem desde os períodos pré-dinásticos até ao fim da era romana no Egipto, exibindo mais de 100.000 artefactos.

Coleções sem precedentes

O Santuário Dourado do Faraó: Os Tesouros de Tutankhamon Revelados

Um dos destaques mais aguardados do museu é a coleção completa dos tesouros do Rei Tutankhamon. Pela primeira vez desde a descoberta da sua tumba em 1922, mais de 5000 artefactos pertencentes ao "Faraó Dourado" serão exibidos na sua totalidade, o que rendeu ao GEM o apelido carinhoso de "Lar de Tut".

Anteriormente, apenas itens selecionados, como a icónica máscara dourada, eram exibidos no Museu Egípcio em Tahrir, enquanto muitas outras peças de valor inestimável permaneciam guardadas. Agora, meticulosamente restaurados e preparados, esses tesouros – incluindo o selo de Tutankhamon, um escudo de couro nunca antes visto e até mesmo os fetos mumificados descobertos na sua câmara funerária – serão finalmente revelados ao público. Os seis carros de guerra de Tutankhamon, antes dispersos por diversos museus, também serão reunidos numa única exposição. O único item que não fará a viagem é a múmia de Tutankhamon, que permanecerá intacta no seu local de repouso original no Vale dos Reis.

Entre as peças espetaculares em exposição, encontram-se os quatro relicários de madeira dourada do Rei Tutankhamon, o maior dos quais foi meticulosamente transferido do Museu Egípcio na Praça Tahrir. Estes relicários, descobertos no seu túmulo em Luxor em novembro de 1922, estão agora abrigados em vitrines de última geração com controle ambiental, que ocupam aproximadamente 7200 metros quadrados, equipadas com recursos gráficos avançados e telas interativas para aprimorar a experiência do visitante.


Além de Tutanckhamon: Outras Exibições Icónicas

  • O Obelisco Suspenso: Recebendo os visitantes na praça ao ar livre, encontra-se o majestoso "Obelisco Suspenso" do Rei Ramsés II, transferido de San El Hagar. A sua inovadora disposição sobre uma base elevada permite, pela primeira vez em 3500 anos, a visualização do cartucho de Ramsés II, oculto por milénios na sua base. Ramsés II, um dos faraós mais célebres do antigo Egito, reinou durante o Novo Império, aproximadamente de 1279 a 1213 a.C.
  • Estátua de Ramsés II: A colossal estátua de granito rosa de Ramsés II, com 11,30 metros de altura e 83,4 toneladas, é o primeiro artefacto monumental a receber os visitantes no Grande Átrio do museu. Descoberta em 1820, esta magnífica estátua foi transferida para a Praça Ramsés, no Cairo, em 1955, antes da sua realocação definitiva para o GEM em 2006.
  • Pilar de Merneptá: Também no Grande Átrio encontra-se o pilar de granito rosa do Rei Merneptá, filho de Ramsés II. Descoberto em 1970 na cidade de On (Ain Shams), este pilar de 5,60 metros de altura e 13 toneladas é adornado com inscrições hieroglíficas que narram a vitória decisiva de Merneptá numa batalha renomada durante o seu quinto ano de reinado.
  • A Grande Escadaria: Antes de subir para os salões principais de exposição, os visitantes podem explorar 59 artefactos monumentais que ladeiam a "Grande Escadaria". Este método de exibição único apresenta algumas das esculturas mais magníficas e pesadas do antigo Egito, abrangendo desde o Antigo Império até ao período greco-romano, culminando numa vista panorâmica deslumbrante das pirâmides a partir de uma varanda de vidro.

Barcos solares de Quéops

Num edifício separado e exclusivo, adjacente ao museu principal, o público poderá explorar os fascinantes "Barcos de Quéops" ou "Barcos Solares". O primeiro barco estará em exposição, permitindo que os visitantes circulem ao redor e o observem de todos os ângulos. Uma segunda secção do museu será dedicada ao segundo barco, oferecendo uma oportunidade única de testemunhar o seu processo contínuo de restauração e montagem, que deverá levar de cinco a sete anos. Estes barcos de madeira de cedro, que datam de mais de 4600 anos, representam alguns dos artefactos orgânicos mais antigos da humanidade.



Um ícone verde e sustentável

O Grande Museu Egípcio conquistou reconhecimento internacional como o primeiro museu certificado como "verde" na África e no Oriente Médio. Ele ostenta com orgulho o certificado "Edge Advance" para edifícios verdes, concedido pela Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial. Esta distinção reflete o seu compromisso com a eficiência energética, o uso de energia limpa na construção e a integração de células solares e sistemas de iluminação e ventilação naturais.

O museu também conquistou oito certificações ISO em energia, saúde e segurança ocupacional, gestão ambiental e qualidade, além de ter sido premiado como "Melhor Projeto de Construção Verde". Recebeu ainda o Certificado de Ouro para Construção Verde e Sustentabilidade, no âmbito do Sistema Pirâmide Verde Egípcio, do Centro Nacional de Pesquisa para Habitação e Construção.

O projeto de vanguarda do GEM incorpora salas de exposição modernas e alguns dos maiores laboratórios de conservação do mundo, capazes de receber milhares de turistas diariamente. O projeto atual foi escolhido entre 1583 inscrições internacionais num concurso supervisionado pela UNESCO e pela União Internacional de Arquitetos, vencido pelo escritório de arquitetura irlandês com sede em Dublin, devido à sua conexão inovadora com as pirâmides.



Uma Linha do Tempo de Visão e Resiliência

A visão para o Grande Museu Egípcio surgiu na década de 1990, com o objetivo de criar o maior museu do mundo dedicado à civilização egípcia antiga.

  • Fevereiro de 2002: A pedra fundamental foi lançada perto das Pirâmides de Gizé após estudos iniciais.
  • 2002: O Egito lançou um concurso internacional de arquitetura para o projeto do museu, patrocinado pela UNESCO e pela União Internacional de Arquitetos.
  • Junho de 2003: Um consórcio irlandês-chinês venceu o concurso com um projeto que idealizava o museu como uma massa cónica onde os raios solares das três pirâmides convergem, criando a aparência de uma quarta pirâmide vista de cima.
  • Maio de 2005: A construção teve início oficialmente com um empréstimo para desenvolvimento da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).
  • 2006: O Centro de Conservação de Antiguidades foi criado para restaurar e preparar artefactos para exibição.
  • Junho de 2010: O Centro de Conservação, a central elétrica e o posto de combate a incêndios foram inaugurados após a conclusão das duas primeiras fases do projeto.
  • Janeiro de 2011: Os trabalhos foram interrompidos devido à revolta popular.
  • 2014: O presidente Abdel Fattah El-Sisi retomou o projeto.
  • 2016: Uma decisão do gabinete criou a Autoridade do Grande Museu Egípcio.
  • Janeiro de 2018: A estátua do Rei Ramsés II foi transferida para o museu, tornando-se o seu primeiro artefacto permanente.
  • 2021: A construção foi concluída, abrangendo o hall de entrada, a Grande Escadaria, os salões do Rei Tutankhamon, o Museu das Crianças, os edifícios de serviço, a bilheteira, a segurança, os sistemas de vigilância e os estacionamentos.
  • 16 de outubro de 2024: O museu, projetado para abrigar mais de 100.000 artefactos, iniciou a sua operação experimental.
  • 25 de fevereiro de 2025: O governo egípcio planeou inicialmente uma cerimónia oficial de inauguração para 3 de julho. No entanto, tensões políticas regionais levaram ao adiamento para 1.º de novembro.

O Grande Museu Egípcio ergue-se como um testemunho da rica herança do Egipto e do seu compromisso em preservá-la e apresentá-la ao mundo. Promete uma experiência cultural incomparável, combinando maravilhas antigas com museologia de vanguarda, destinada a encantar visitantes por gerações vindouras. In “Daily News” - Egipto












quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Angola - Mina de Cobre de Tetelo inaugurada na província do Uíge

A Mina de Cobre de Tetelo, na localidade de Maquela do Zombo, província do Uíge, com capacidade de produção de quatro mil toneladas por dia, foi inaugurada, na manhã desta quarta-feira, pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo


O projecto foi implementado pela empresa Shining Star Icarus (SU), Limitada e representa um investimento de 305 milhões de dólares, tendo criado mais de 1500 empregos, a maioria dos quais jovens angolanos da região.

No pico da operação, estima-se que o número de empregos directos possa atingir entre 2500 e 3000 postos de trabalho.

Na ocasião, o ministro Diamantino Azevedo declarou que a província do Uíge entra para a história como terra do cobre, com Maquela do Zombo como epicentro de um novo ciclo de desenvolvimento industrial, económico e social para o país. In “Jornal de Angola” - Angola


sábado, 4 de outubro de 2025

Angola - Complexo Paralímpico honra o país e abre portas a milhares de jovens

O ministro da Juventude e Desportos, disse, este sábado, na província do Bengo, que a inauguração do Complexo Desportivo Paralímpico José Armando Sayovo” honra Angola, inspira África e abre portas a milhares de jovens e atletas


Ao discursar na cerimónia de inauguração, o ministro destacou que a construção do Complexo Desportivo Paralímpico José Armando Sayovo é, também, a prova de que "quando o Executivo promete Angola realiza".

"Este complexo é mais do que tijolo e cimento. É esperança, é inclusão e progresso. Hoje, esta obra é também uma vitória do Comité Paralímpico e de todos aqueles que com sacrifício e entrega mantiveram viva a chama da esperança", afirmou o ministro.

Erguido na cidade de Caxito, o Complexo Desportivo Paralímpico José Armando Sayovo, inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço, tem capacidade para alojar 250 atletas, campo de futebol, quadras polivalentes, piscina olímpica e pavilhão multiuso. In “Jornal de Angola” - Angola


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

França - Cidade de Champigny-sur-Marne inaugura rotunda em homenagem a Linda de Suza

A cidade de Champigny-sur-Marne, nos arredores de Paris, vai prestar homenagem a Linda de Suza dando o seu nome a uma rotunda local. A cerimónia de inauguração terá lugar no próximo dia 5 de outubro, às 11h00 (hora local), no cruzamento da rua de Bernau com a avenida Ambroise Croizat


O momento contará com a presença do presidente da Câmara Municipal, Laurent Jeanne, acompanhado pelos seus eleitos, bem como dos sobrinhos da cantora portuguesa. A iniciativa envolve ainda as associações Club-Fans Officiel de Linda de Suza, Les Amis du Plateau e APSCR – Maison du Portugal, que se juntam a este tributo.

O evento pretende recordar o legado de uma das mais emblemáticas vozes da diáspora portuguesa em França, conhecida como a “rainha do playback” e símbolo da comunidade emigrante. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 6 de junho de 2025

UCCLA - Olivença celebra o 10 de Junho com inauguração do busto de Camões

No âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a cidade de Olivença prepara-se para uma celebração especial este 10 de junho. A data, que homenageia o poeta Luís Vaz de Camões e a língua portuguesa, será marcada pela inauguração de um busto em sua honra, oferecido pela UCCLA, simbolizando a forte ligação cultural entre Portugal e a comunidade oliventina.


A cerimónia ocorrerá na Rua Lope de Vega, um espaço emblemático da cidade, e contará com a presença de autoridades locais, representantes da UCCLA e membros da comunidade. O busto, esculpido em bronze e da autoria de Diogo Munõz, foi concebido para refletir a importância de Camões como exponente máximo da literatura portuguesa e da lusofonia.

O início das festividades está marcado para as 12 horas, na Praça da Constituição, com a intervenção do Alcalde de Olivença, Manuel González Andrade, e do Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira.

O programa inclui, também, a leitura de “Os Lusíadas” por alunos dos Centros Educativos de Olivença, uma degustação de petiscos portugueses e uma visita guiada à exposição “Camões - Pilar de Identidade Cultural”.

A finalizar as comemorações, terá lugar, pelas 21h30, na Praça de Espanha - Terreiro de Chão Salgado, a atuação musical de Princezito, de Cabo Verde, e de Rhodália Silvestre, de Moçambique.

Esta iniciativa, que assinala também os 40 anos da UCCLA, reforça o compromisso de Olivença em preservar e promover a herança cultural portuguesa, estreitando laços com as comunidades lusófonas e celebrando a riqueza da língua e da literatura que unem os povos.

As comemorações do 10 de Junho em Olivença representam um momento significativo de união e celebração da língua portuguesa, reafirmando o compromisso da cidade com a preservação e promoção da sua rica herança cultural.



Princezito

Carlos Alberto Sousa Mendes, de nome artístico Princezito, nasceu em Cabo Verde, quatro anos antes da independência, na ilha de Santiago, vila do Tarrafal - Monte Iria, zona onde a lendária cantadeira de Finason - Bibinha Kabral -viveu os últimos anos de vida, senhora de quem Princezito cobiçou a arte de cantar.

Estudou na escola da vila onde nasceu, desde muito cedo despertou a admiração dos professores e dos colegas, pela originalidade na escrita e declamação dos seus próprios poemas, arte que aprendera em casa com os irmãos mais velhos.

Durante os oito anos que viveu em Cuba, Princezito absorveu a grande diversidade cultural daquele país, dos ritmos e cantos afro cubanos passando pela música popular e contemporânea.

Foi o preceptor do projeto “AYAN”, registo discográfico que evidenciou a nova tendência do estilo Batuku e projetou a chamada geração Pantera. Uma produção que contou com a participação de Tcheka, Vadu, Djingo e do próprio Princezito que trouxe à terra uma réplica de “Lua”, a composição de sua autoria que tem vindo a marcar o sentido e a alma dos muitos que a escutam. Registada por Mayra (CD) e Lura (DVD).

Rhodália Silvestre

Filha de pais moçambicanos, nascida em Mbabane, na Swazilândia, em 1986. Desde muito cedo Rhodália mostrou talento para a música, não fosse o seu pai o Maestro Faustino António Chirute, um dos poucos africanos formados em regência de orquestras na ex-URSS e mentor do Majescoral - Maputo Jazz Espiritual Coral. Embora o progenitor tenha sido um dos principais influenciadores da sua carreira musical, nos fins de semana, o seu exercício musical balançava entre harmonias e ritmos que iam desde a música clássica, ao R&B, ao jazz, ao reggae, notando-se uma enorme influência dos ritmos africanos que, conjugados com afro-jazz, influenciaram a sua notável criatividade, através das suas composições musicais e sentido das suas letras.

Rhodália é por isso uma cantautora moçambicana, vencedora de vários prémios, destacando-se o prémio revelação Ngoma Moçambique 2017, a melhor voz de Moçambique no Ngoma Moçambique 2018, de novo a melhor voz no Ngoma Moçambique em 2022 e ainda o prémio Vibratoques da Vodacom. De referir que Rhodália Silvestre foi finalista na edição de 2025 do programa “Got Talent Portugal”.

Esta voz poderosa lançou o seu álbum de originais, Wansati, com 12 temas, editado em 24 de julho de 2020 pela produtora Modigi, com a colaboração do consagrado baixista moçambicano Sacre que, tal como ela, foi integrante do agrupamento moçambicano Banda Azul, sensação dos anos 2000 que tinha Rhodália (2006), como vocalista principal.

Possuidora de uma personalidade forte que se impõe com naturalidade, além de ser uma grande cantora, possui também outras capacidades em que, mais uma vez, sobressai a sua resiliência de grande lutadora. Canta em inglês, português, Zulu, Xhosa, Shangane, Swati e Chichewa, comunicando fluentemente nestas línguas.


segunda-feira, 12 de maio de 2025

Macau - Grand Lisboa Palace inaugura galeria de arte com exposição sobre a herança cultural da Região

A SJM inaugurou um novo espaço artístico no Grand Lisboa Palace esta quinta-feira, com uma cerimónia onde participaram vários convidados dos sectores da arte, cultura, turismo e política. A primeira exposição “The Lisboa, Stories of Macau” homenageia os mais de 500 anos de intercâmbio cultural em Macau com oito zonas temáticas de jogos interactivos, testemunhos de residentes e experiências imersivas de inteligência artificial. A entrada é livre



A primeira galeria de arte do Grand Lisboa Palace abriu ao público na passada quinta-feira, 8 de Maio, com a exposição inaugural “The Lisboa, Stories of Macau”, centrada nos mais de 500 anos de evolução e multiculturalidade do território. O evento contou com a presença de várias personalidades relevantes dos panoramas político, cultural e artístico de Macau e do interior da China, incluindo o primeiro Chefe do Executivo da RAEM, Edmund Ho, e o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão.

O novo espaço criativo da SJM assume-se como uma celebração da expressão artística contemporânea em todas as suas formas, desde a colecção de artefactos históricos à criação de experiências interactivas com recurso a tecnologia de ponta. O objectivo, reconhece a directora da SJM, é impulsionar a cena artística de Macau e contribuir para a promoção da cultura local entre os milhões de turistas que todos os meses entram no território.

“Através da exposição inaugural ‘The Lisboa, Stories of Macau’, criámos uma plataforma cultural inclusiva que alimenta o ‘soft power’ de Macau e fortalece a conexão do público ao património da cidade, contando a história de Macau através das nossas vozes”, afirma Daisy Ho, citada em comunicado de imprensa. “A galeria reúne também talentos criativos autóctones, para promover desenvolvimentos diversificados e de alta qualidade na paisagem cultural criativa”.

O primeiro ponto de atracção do espaço, localizado no segundo piso, serve como homenagem ao mosaico diversificado de Macau, uma região alimentada por influências orientais e ocidentais desde as dinastias Ming e Qing. Os visitantes são convidados a entrar numa sala circular e a admirar um filme panorâmico de cinco minutos onde é narrada a trajectória de Macau, percorrendo as origens como porto comercial chinês, a influência da administração portuguesa e, por fim, o regresso à pátria.



Já dentro da exposição, existem oito zonas temáticas debruçadas sobre diferentes pontos de interesse em Macau: o Templo de Kun Iam (um dos templos budistas mais antigos da região); o Hotel Lisboa Macau (que “captura a era dourada” de Macau, lê-se na nota de imprensa da SJM); o Teatro Dom Pedro V (como símbolo da fusão entre a arte chinesa e a ocidental); a praça do Tap Seac (representando a vida comunitária); as Ruínas de São Paulo (um dos ícones históricos mais relevantes do território); o Casa Garden (prova dos intercâmbios culturais da cidade); o Templo A-Má (monumento mais antigo do que a própria cidade, incluído na lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO); e, por fim, a Avenida de Almeida Ribeiro (ou “San Ma Lou”, uma das áreas de maior afluência em Macau).

Cada uma destas zonas apresenta as suas próprias narrativas específicas, incluindo relatos de cidadãos macaenses de diferentes origens e profissões. Os visitantes são convidados a integrar a exposição através de tecnologias interactivas sensíveis ao movimento e à voz, criando uma experiência sensorial imersiva em que é até possível “dialogar” com figuras histórias através de inteligência artificial.

Dentro da galeria do Grande Lisboa Palace, há ainda um espaço menor – o “The Lisboa Collection” – onde serão apresentadas diversas exposições temáticas temporárias, começando pela actual “Chinese Treasure: Qing Dynasty Court Art”. Tanto nesta exposição como na principal, a figura do dragão surge recorrentemente como símbolo milenar da identidade chinesa.

A galeria pode ser visitada todos os dias, das 11:00 às 19:00, na loja 213 do segundo piso do Grande Lisboa Palace. A entrada é livre. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 21 de abril de 2025

Países Baixos - Aberta "Casa de Angola" no país

A “Casa de Angola” no Reino dos Países Baixos foi aberta, no último sábado, em Roterdão



O projecto levado a cabo pelo Consulado Geral de Angola em parceria com empresários nacionais residentes naquela país vai servir como um centro cultural e integração de cidadãos angolanos na diáspora.

De acordo com uma nota, enviada ao JA Online, a cerimónia de abertura contou com diplomatas, membros da comunidade angolana residente nos Países Baixos e arredores, representantes de comunidades estrangeiras, em especial a comunidade Cabo Verdiana e actuação do ícone da música angolana “Bonga Kwenda”, refere a mesma fonte. In “Jornal de Angola” - Angola


terça-feira, 2 de julho de 2024

China - Brasil inaugura novo consulado na cidade de Chengdu

O Brasil inaugurou um consulado-geral em Chengdu, visando servir o centro e sudoeste da China, anunciou a embaixada brasileira em Pequim, numa altura em que os dois países celebram 50 anos de relações diplomáticas. A nova área consular abrange o município de Chongqing e as províncias de Sichuan, Guizhou, Yunnan e Shaanxi.


Trata-se da quinta representação diplomática brasileira no país asiático e a primeira fora do litoral chinês, onde estão concentradas as principais e mais prósperas cidades da China.

O objectivo é incrementar a presença brasileira para além do litoral do país, tanto em termos de cooperação económica como de assistência consular, facilitando a emissão de vistos para o Brasil, segundo a diplomacia brasileira.

Com mais de 20 milhões de habitantes, Chengdu é a capital da província de Sichuan. A cidade é particularmente conhecida pelo seu parque natural que alberga mais de 200 pandas, animal que é símbolo da China e habita exclusivamente nesta região.

Cézar Augusto de Souza Lima Amaral assumiu o cargo como cônsul, após ter desempenhado a mesma função em Amesterdão e Frankfurt e ter sido embaixador na Jamaica.

A decisão de reforçar a presença diplomática brasileira na China foi tomada em 2021, durante o anterior executivo de Jair Bolsonaro. A aprovação pelas autoridades chinesas, no entanto, foi feita já na presidência do atual líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante os primeiros dois mandatos de Lula da Silva, entre 2003 e 2011, a relação comercial e política entre Brasil e China intensificou-se, marcada, em particular, pela constituição do bloco de economias emergentes BRICS, que inclui ainda Rússia, Índia e África do Sul.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, com o comércio bilateral a passar de nove mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros), em 2004, para 150 mil milhões (139 mil milhões de euros), em 2022.

O Brasil desempenha, em particular, um papel importante na segurança alimentar da China, compondo mais de 20% das importações agrícolas do país asiático. A China absorve mais de 30% das exportações do Brasil. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 29 de março de 2024

Angola - Parque Fotovoltaico de Saurimo vai ser inaugurado

O Ministério da Energia e Águas (MINEA) inaugura, na próxima terça-feira, o Parque Fotovoltaico de Saurimo, na província da Lunda-Sul, que vai ter uma potência instalada de 26,13 megawatts (MW)


De acordo com um comunicado do MINEA, o parque vai garantir electricidade verde e abastecer mais de 170 mil famílias e uma poupança de mais de 19 milhões de litros de combustível por ano.

O objectivo do Governo, identificado no Plano "Energia Angola 2025”, é diversificar a matriz energética do país e que este tenha cerca de 60 por cento da sua população rural com acesso à electricidade.

Orçado em 38,8 milhões de euros, a empreitada comporta um total de 44850 painéis solares e vai produzir mais de 49000 MWh/ano. De forma a escoar esta energia, será construída uma linha de média tensão de 15 kV que interligará o parque solar ao posto de seccionamento que estará preparado para as futuras ligações dos postos de Tchicumina e Nhama, bem como a interligação da linha da Hidrochicapa.

Além de uma poupança de mais de 19 milhões de litros de combustível por ano, esta solução vai evitar emissões de mais de 68 mil toneladas de Dióxido de Carbono (CO2) por ano.

O Parque Fotovoltaico de Saurimo faz parte de um conjunto de sete, com uma capacidade total de 370 MWp, nas províncias de Benguela, Huambo, Bié, Lunda-Norte (Lucapa) e Moxico (Luena), que deverão estar operacionais até ao final deste ano.

No seu conjunto, os sete parques solares foram desenvolvidos por um consórcio internacional composto pelas empresas Sun Africa e MCA, estando esta última com a componente de engenharia. Isso vai permitir fornecer electricidade renovável e limpa a 2,4 milhões de angolanos, contribuindo ainda para a redução anual de emissões poluentes de cerca de um milhão de toneladas de CO2.

Os parques solares permitem, também, eliminar a necessidade de consumo de cerca de 1,4 milhões de litros de gasóleo em geradores e produção térmica, com efeitos fortemente poluentes, o que permitirá uma poupança muito significativa nos gastos com importação de combustíveis. In “Jornal de Angola” - Angola




quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Europa - Supercomputador com mão portuguesa inaugurado em Barcelona

O MareNostrum 5, um supercomputador inaugurado esta quinta-feira em Barcelona, é dos computadores com maior potência da Europa e resultou de um consórcio de que fazem parte Espanha, Portugal e Turquia, tendo sido financiado em 50% pela União Europeia


“As capacidades e versatilidade deste novo supercomputador serão fundamentais para dotar a Europa da tecnologia mais avançada no âmbito da supercomputação e acelerar a capacidade de investigar com inteligência artificial, permitindo novos avanços científicos que ajudarão a resolver desafios globais” relacionados com as alterações climáticas ou a medicina, segundo a informação enviada aos meios de comunicação social pelo Barcelona Supercomputing Center (BSC), o Centro Nacional de Supercomputação de Espanha.

O MareNostrum oficialmente inaugurado esta quinta-feira pelo primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, o quinto de uma geração de supercomputadores instalados em Barcelona desde 2005, custou 202 milhões de euros e foi em 50% financiado pela Comissão Europeia.

Os restantes 50% foram assumidos por Espanha (na sua maioria), Portugal e Turquia, com a percentagem que coube a cada um dos países a não ser revelada pelo BSC.

A comparticipação nos custos permitirá a cientistas de cada um dos três países usar o supercomputador em 50% do seu tempo de funcionamento.

Os restantes 50% do tempo disponível serão distribuídos pela empresa europeia criada em 2018 para desenvolver a computação na União Europeia (UE), a EuroHPC, que abrirá concursos a nível europeu com esse objetivo.

“A singular arquitetura do MareNostrum 5 foi desenhada para oferecer aos investigadores a melhor tecnologia disponível para procurar respostas às grandes perguntas da ciência”, escreveu o BSC na informação que deu aos jornalistas.

O novo MareNostrum aumentou, em relação aos anteriores, a potência de cálculo, a memória do sistema e o número de núcleos que integra, pelo que “ajudará a solucionar mais problemas e de maior complexidade”.

“Por exemplo, as simulações de alterações climáticas poderão ter maior resolução”, diz o BSC, que estima que o MareNostrum 5 venha a ter um papel chave no projeto Destination Earth, da UE, que tem como objetivo desenvolver uma réplica virtual completa do planeta Terra que permita prever os efeitos das mudanças no clima e criar e testar cenários para um desenvolvimento mais sustentável.

Segundo o BSC, o supercomputador permitirá também estudar “problemas muito mais complexos de inteligência artificial e de análise de grandes volumes de dados”, com a possibilidade de serem gerados “modelos de linguagem massivos treinando redes neuronais muito maiores” do que atualmente ou do reforço da investigação médica europeia para criar novos medicamentos, desenvolver vacinas ou simular a propagação de vírus.

Será também “uma ferramenta crucial para a ciência de materiais e a engenharia”, segundo o BSC.

Para dar uma ideia da potência do MareNostrum 5, o BSC compara a capacidade máxima de cálculo do supercomputador ao de mais de 380 mil computadores portáteis de gama média-alta. Os cálculos do MareNostrum 5 numa hora são equivalentes aos que um portátil desses faria em 46 anos.

Quanto ao armazenamento, o MareNostrum 5 poderia guardar 1280 cópias de todos os livros catalogados no mundo ao longo de toda a história.

O supercomputador ocupa 800 metros quadrados num espaço que tem mais de seis metros de altura e é 23 vezes mais potente do que o predecessor (MareNostrum 4) e cerca de 10000 vezes mais potente do que o primeiro MareNostrum. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Angola - Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, uma nova etapa do desenvolvimento do País

O novo aeroporto da capital angolana, o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, recebeu o voo inaugural, que partiu do ainda activo Aeroporto 4 de Fevereiro, a cerca de 40 kms de distância, que durou perto de 15 minutos, transportando simbolicamente o país do passado para uma desejada nova era de desenvolvimento e progresso... mas os desafios são do tamanho dos desejos


Este aeroporto vai ser inaugurado, nesta manhã de sexta-feira, 10, pelo Presidente da República, João Lourenço, com a presença de centenas de convidados, entre estes a mulher do antigo Presidente Neto, que dá o nome à infra-estrutura, afirmando à chegada a sua satisfação pela denominação, uma homenagem normal na sua terra natal, almejando que este seja agora "bem gerido".

Com perto de 15 anos de trabalhos com altos e baixos e mais de 7mil milhões de dólares norte-americanos gastos, cerca de 2,8 mil milhões na última fase, o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto surge não para substituir o velhinho e encravado no coração de Luanda, o 4 de Fevereiro, mas para criar um novo paradigma de desenvolvimento para Angola, que obriga a resolver muitos dos problemas da cidade, especialmente nos acessos e na fluidez em toda a sua malha rodoviária e ferroviária.

Com as perspectivas em alta, como não se têm cansado de sublinhar todos os governantes, a nova infra-estrutura vai começar a funcionar em três fases, sendo que a primeira, a da carga, conta com uma capacidade actual de movimentar 130 mil toneladas de carga anualmente, podendo, com alguns investimentos extra, segundo os responsáveis, chegar às 400 mil.

Segue-se uma segunda fase, prevista para o fim do 1º trimestre de 2024, com os voos em território nacional, e, por fim, no 2º semestre do próximo ano, os voos internacionais, estando este calendário adequado à finalização de diversos projectos ainda em curso, como sejam os acessos rodoviários do centro de Luanda para a área do Icolo e Bengo, onde está situado, no município de Viana, e a nova malha ferroviária.

Com mais de 1300 hectares de área, esta obra, que atravessou vicissitudes múltiplas, levou cerca de 15 anos a ser concluída e gastos extraordinários que comparam com a grandeza do projecto, mais de 7 mil milhões USD no total, embora estes números sejam dificilmente definíveis com exactidão, sabendo-se que a última fase, já com a chegada do Presidente João Lourenço ao poder, em 2017, e segundo o seu ministro dos Transportes, Ricardo Abreu, ficou em cerca de 2,8 mil milhões USD.

As suas duas pistas, paralelas, podem receber, em conjunto, todo o tipo de aviões actualmente a voar no mundo, até ao gigante dos ares, o Airbus A380, e são a área onde levanta voo o ideal por detrás deste megaprojecto nacional que é levar Luanda à condição de "hub" africano para os voos intercontinentais que demandam África, seja da Ásia ou das Américas, mas também da Europa quando os destinos forem a geografia mais austral do continente.

Como vai Angola conduzir este desafio de lutar por um lugar ao sol com outros países já com muito trabalho feito, como a África do Sul, é o que se saberá nos próximos anos, mas os especialistas são unânimes na ideia de que muito terá de mudar na organização e na eficácia se o país quiser ganhar esta batalha, porque ter a infra-estrutura não é, nem de perto nem de longe, suficiente.

Pela frente vão erguer-se questões que não são resolvidas pela moderna infra-estrutura, como a questão da qualidade dos serviços prestados, do atendimento, da restauração, do acomodamento... tudo questões há muito resolvidas nos grandes aeroportos da África Austral, onde está a geografia da competitividade do AIAAN, como os da África do Sul, mas também outros mais pequenos, claramente adequados ao sector do turismo, como os da Namíbia, de Moçambique ou do Botsuana.

Segundo a Angop, a pista sul (a maior), que dispõe de quatro mil metros por 60 de largura, recebeu, em Junho de 2022, o primeiro voo experimental de uma aeronave do tipo Boeing 777da companhia de bandeira nacional - TAAG.

Além das duas pistas, o AIAAN conta igualmente com 31 mangas, das quais 19 para os serviços internacionais e 11 para os domésticos, assim como 9 tapetes rolantes para o depósito de bagagem, seis dos quais dedicados aos voos internacionais, podendo, na sua capacidade máxima, receber até 15 milhões de passageiros por ano.

A infra-estrutura contempla 26 balcões do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), um parque de estacionamento para 1710 viaturas, assim como espaço reservado para lojas, numa área de 1825 metros quadrados.

Dispõe, também, de 22 salas VIP, uma clínica e um centro de primeiros socorros anexado ao terminal de passageiros, além de contemplar a construção de raiz de uma cidade aeroportuária, que cobrirá uma área total de 75 km2.

O Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto dispõe de rampas, elevadores e pessoal treinado para prestar atenção especial às pessoas com mobilidade reduzida.

As obras ainda em curso

Segundo a directora provincial de Luanda do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Rosária Kiala, estão ainda em curso trabalhos de manutenção e conservação das principais avenidas e estradas de Luanda que vão ligar ao futuro Aeroporto Internacional de Luanda, com foco no sistema de drenagem de toda a Via Expressa, assim como da Avenida Deolinda Rodrigues, que estão a ser reabilitadas para evitar inundações como aquelas a que temos assistido nas épocas chuvosas.

Para além do trajecto por estrada, o Governo promete uma linha do Caminho-de-Ferro de transporte de passageiros, assim como novas estações: Bungo, Musseques, Viana e Baia, além de uma estação de conexão e o Terminal Ferroviário do Novo Aeroporto.

Encontra-se, ainda, em construção no corredor dos CFL, um ramal que parte da estação da Baía, atravessa a Estrada Nacional 230, até ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Também o projecto de metro de superfície promete contemplar, naquela que será a linha amarela, a linha principal que vai ligar o Largo da Independência à centralidade do Kilamba, e terá uma extensão até ao novo aeroporto, sendo ainda necessário fazer uma estação intermodal junto ao terminal de passageiros. Mas é um projecto que vai demorar anos a concluir.

Se a viagem tivesse de ser feita agora, por estrada, poderia levar até duas horas, e caso estivesse a chover, três, o que também quer dizer que, se um passageiro tivesse de apanhar um vôo às 07:00, teria de sair do centro da cidade à meia-noite, para poder chegar a tempo de fazer o check-in.

Também não se afigura fácil garantir uma circulação anual de 15 milhões de passageiros, tendo em atenção que os números de 2022 apontam para uma movimentação de 1,5 milhões passageiros de ou para Luanda, pelo que estamos a falar de multiplicar por dez o actual tráfego do Aeroporto 4 de Fevereiro. Isto só eventualmente acontecerá a médio ou longo prazo, mas é um factor essencial para garantir o pleno funcionamento e sustentabilidade do aeroporto. Para que este não se transforme no "elefante branco" de que falam os críticos do projecto. In “Novo Jornal” - Angola