Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Centro Estudos Internacionais Iscte - Chamada para submissão de artigos para a revista Cadernos de Estudos Africanos

Empreendedorismo nos países africanos de língua oficial portuguesa: desafios, oportunidades e múltiplas facetas

Submissões até 1 de janeiro de 2026


Chamada para artigos

A revista Cadernos de Estudos Africanos anuncia a abertura de uma chamada para artigos dedicada ao tema: Empreendedorismo nos países africanos de língua oficial portuguesa: desafios, oportunidades e múltiplas facetas.

À semelhança de toda a região da África Subsaariana, o empreendedorismo nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) tem ganho relevância ao longo das últimas cinco décadas, especialmente no contexto das profundas transformações sociais, económicas e políticas verificadas após as independências destes países. Os mesmos enfrentaram desafios significativos, como guerras civis, reconstrução pós-conflito, gestão de recursos naturais e a superação de dificuldades estruturais persistentes.

Assim, a investigação em empreendedorismo é essencial para compreender como as comunidades locais se adaptaram a essas adversidades e como vários setores de atividade e clusters económicos emergiram como motores de desenvolvimento económico. Este número especial propõe-se contribuir para uma melhor compreensão das múltiplas facetas do empreendedorismo nas nações africanas lusófonas, refletindo sobre o que se tem passado neste meio-século desde o advento das independências nacionais.

Com foco nos cinco PALOP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), o objetivo é explorar, nas diferentes perspetivas das ciências sociais, como as práticas empreendedoras se desenvolveram, que desafios e oportunidades surgiram e como essas economias moldaram os seus mercados e criaram políticas de fomento do setor privado.

Temáticas sugeridas incluem:

  • Empreendedorismo e dinâmica empresarial em África
  • Empreendedorismo e dinâmica económica em África
  • Empreendedorismo e dinâmica sociológica em África
  • Empreendedorismo e estado de direito em África
  • Empreendedorismo e multipartidarismo em África
  • Empreendedorismo e antropologia em África

Serão particularmente valorizados artigos ricos em trabalho de campo etnográfico, que adotem uma abordagem interdisciplinar e proponham quadros teóricos, conceptuais e éticos para compreender a complexidade das dinâmicas coloniais e pós-coloniais, bem como a invocação do som em processos de construção nacional em contextos africanos, especialmente nos cinco países mencionados.

Esta edição será coordenada por Renato Pereira, Associate Dean for Internationalization and Research no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa.

  • Os artigos podem ser em coautoria
  • Extensão: entre 8000 e 10.000 palavras
  • Línguas: português ou inglês
  • Prazo de submissão: 1 de janeiro de 2026
  • Submissão para: cadernos.cei@iscte-iul.pt

Instruções para publicação: 

https://revistas.rcaap.pt/cea/infoautores


terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Lusofonia - As 100 Personalidades Negras mais influentes de 2024

A BANTUMEN apresentou a quarta edição da Power List BANTUMEN 100, uma iniciativa que reconhece e celebra as conquistas de 100 personalidades afrodescendentes de países lusófonos. Este reconhecimento, que se concretiza numa lista de impacto, celebra a excelência em diversas áreas profissionais e culturais, promovendo a visibilidade e a influência da afrodescendência no mundo lusófono.



A lista, disponível aqui, é elaborada em colaboração com vários meios de comunicação de expressão portuguesa, evidenciando a importância da presença e da voz Afrodescendentes nas diferentes esferas sociais, como Ciências, Cultura, Comunicação e Empreendedorismo.

A gala de apresentação deste ano, organizada em co-produção com a Lisboa Cultura, realizou-se no dia 30 de novembro, no Pátio da Galé, no centro histórico de Lisboa, conduzida pelas apresentadoras de televisão Kathy Moeda (Cabo Verde) e Nádia Silva (Angola). O evento contou com a presença do Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, Mayra Andrade, Nenny, Dino de Santiago, Inocência Mata, entre outras personalidades. A moçambicana Assa Matusse, a francesa de origens cabo-verdianas Rislene Semedo e as Batucadeiras das Olaias foram alguns dos artistas que atuaram para os mais de 300 convidados.

A iniciativa visa, além do reconhecimento individual, promover a partilha e a reflexão em torno da diversidade cultural, e no contexto do último ano da Década Internacional dos Afrodescendentes, instituída pela ONU. Esta celebração é uma oportunidade para reforçar a importância do reconhecimento dos direitos afrodescendentes e da luta contra desigualdades históricas.

A Power List BANTUMEN 100 conta com o apoio de dois Media Partners: a RTP África e o canal Trace. A RTP África, responsável pela transmissão em diferido, como canal público voltado à cultura e atualidade das comunidades lusófonas africanas, reforça a conexão e a valorização dessas culturas, enquanto o Trace, canal de televisão francês dedicado à música e à juventude afrodescendente global, amplia o alcance e a representatividade das vozes afro-lusófonas.

A distribuição dos homenageados na Power List BANTUMEN 100 em números reflete 47% Homens, 49% Mulheres e 4% de pessoas não-binários. Em relação aos países de origem: Angola (13%), Brasil (22%), Cabo Verde (19%), São Tomé e Príncipe (11%), Guiné-Bissau (11%), Moçambique (15%) e 19% com dupla nacionalidade (portuguesa mais uma dos PALOP). Em termos de áreas de atuação, Comunicação e Media: 18%; Negócios e Empreendedorismo: 7%; Ciências e Tecnologia: 3%; Artes e Cultura: 32%; Ação Social e Direitos Humanos: 20%

Os homenageados são indicados através de parceiros editoriais - Balai CV (Cabo Verde), BANTUMEN (Lusofonia), CULTNE TV (Brasil), Notícia Preta (Brasil), RSTP (São Tomé e Príncipe) e Xonguila (Moçambique) - assim como através de curadoria de personalidades destacadas em edições anteriores da PowerList.

Esta iniciativa é promovida pela Hausdown, agência criativa lusófona, e patrocinada pelas empresas cabo-verdianas Unitel T+ (telecomunicações) e Glowcondo (gestão imobiliária). O evento associado à iniciativa conta com a co-produção do organismo Lisboa Cultura e o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, Adega de Borba, Pastéis de Belém, Prosperous Vodka, Turismo de Lisboa, Sogrape e a Kees Eijrond Foundation. In “Bantumen” - Portugal


quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Macau - Competição 929 Challenge atraiu mais de 300 equipas chinesas e lusófonas

A quarta edição da 929 Challenge em Macau atraiu mais de 300 equipas e ’startups’ chinesas e dos países de língua portuguesa, disse à Lusa um dos organizadores da competição de empreendedorismo


Marco Duarte Rizzolio, cofundador da 929 Challenge, sublinhou que 45% dos inscritos vêm de mercados lusófonos, um aumento em comparação com edições anteriores, que registaram um maior domínio das equipas chinesas.

O também professor da Universidade Cidade de Macau destacou “uma participação muito maior” do Brasil e de Portugal, de onde vêm 30 equipas, mas lamentou que não tenha havido projectos de Timor-Leste ou de São Tomé e Príncipe.

A edição de 2023 tinha atraído cerca de 1500 participantes em mais de 280 equipas de todos os nove países lusófonos e da China. Rizzolio admitiu que o aumento do número de inscritos surpreendeu os organizadores, mas sublinhou que o objetivo final “não é a quantidade, mas sim projectos com qualidade que sejam depois aplicados comercialmente”.

As mais de 300 equipas começam na segunda-feira um ‘bootcamp’ ‘online’, todos os dias, das 19:00 às 21:00 em Macau, “para apanhar todos os fusos horários”, explicou o académico.

Durante duas semanas, até 11 de Outubro, as equipas terão uma série de palestras, sessões de mentoria e workshops para criar planos de negócio sustentáveis. “Damos a conhecer às ‘startups’ chinesas a realidade e o ambiente de negócios dos países de língua portuguesa, que são muito diferentes”, disse Rizzolio.

Para as equipas lusófonas, a meta é criar planos de negócios a pensar na Grande Baía Guangdong - Hong-Kong - Macau, acrescentou o organizador.

Os melhores 16 planos – oito de empresas e oito de universitários – terão 10 minutos para convencer o júri da 929 Challenge e potenciais investidores na final, em 9 de Novembro.

A quarta edição registou uma subida dos prémios monetários para os três melhores: 300 mil patacas e quatro mil dólares em serviços e ferramentas da gigante tecnológica chinesa Alibaba. De seguida, haverá um programa de apoio às empresas que se queiram estabelecer em Macau e na Grande Baía, que inclui, durante duas semanas, visitas a incubadoras e encontros com fundos de capital de risco.

Este ano, pela primeira vez, haverá ainda um programa de ‘soft landing’ (aterragem leve), com um máximo de três meses, para projectos que queiram abrir um negócio em Macau.

Para as ‘startups’ que precisem de capital, a competição tem acordos com possíveis investidores, incluindo a Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do grupo estatal Banco Português de Fomento.

O concurso é coorganizado pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) e por várias instituições da região administrativa especial chinesa, incluindo todas as universidades. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


domingo, 23 de junho de 2024

Angola - Autora Elisabeth Francisco apresenta livros em Luanda

Elisabeth Francisco lançou nas instalações da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), os livros “Semeando visões, colhendo futuros - O poder do empreendedorismo”, de sua autoria, e “Mulheres como luzeiros no mundo – Chamadas para um tempo como este”, conjunto de relatos de várias mulheres


A primeira obra aborda as técnicas para aprender a estruturar o negócio, os segredos do empreendedorismo e quais os desafios e riscos a enfrentar durante a jornada do empreendedorismo.

Segundo a autora, "é um livro para quem decide assumir os risco de sair da zona de conforto para aprender a viver com o desconhecido”. Elisabeth Francisco defende que o empreendedorismo "é a chave para o alavancar da economia de qualquer país”.

A segunda obra relata histórias e experiências de 30 mulheres de diversos países. Elisabeth Francisco, que defende que "Deus é a única fonte da inteligência emocional”, é a única africana com o relato da sua experiência de vida estampado no livro inicialmente lançado no Brasil.

O acto de lançamento na LAC esteve aberto ao público, especialmente mulheres empreendedoras que puderam compartilhar as suas experiências. Elisabeth Francisco é comunicóloga e coach. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 4 de agosto de 2023

China - Concurso de Inovação e Empreendedorismo de Hengqin atraiu 18 projectos dos países lusófonos

Pela primeira vez, há projectos dos países de língua portuguesa que participam na competição de inovação e empreendedorismo em Hengqin. A terceira edição do Concurso Internacional de Inovação e Empreendedorismo em Ciência e Tecnologia de Hengqin reforçou este ano a promoção da iniciativa em Portugal e acabou por receber 18 projectos dos países de língua portuguesa. Já o número de inscrições dos projectos de Macau aumentou mais que o dobro em relação à edição anterior, para um total de 278 projectos

O Concurso Internacional de Inovação e Empreendedorismo em Ciência e Tecnologia de Hengqin quebrou este ano “o registo zero” de candidaturas lusófonas das edições anteriores, e recebeu a candidatura de 18 projectos provenientes dos países de língua portuguesa.

Realiza-se este ano a terceira edição do concurso. Sendo a primeira competição de ciência e inovação realizada na Ilha da Montanha, organizada conjuntamente por Hengqin e Macau, após o estabelecimento da Zona de Cooperação Aprofundada, a competição procura na presente edição acrescentar os elementos de Macau e dos países de língua portuguesa.

“O concurso deste ano destina-se a reunir os recursos de inovação científica e tecnológica de Macau e dos países de língua portuguesa, promovendo a ligação entre Macau, Hengqin e Zhuhai e os países lusófonos na inovação, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico, e fortalecerá o intercâmbio e a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa na área de ciência e tecnologia”, disse a comissão organizadora, na página oficial do concurso.

De forma a aumentar a participação das empresas lusófonas, a comissão organizadora realizou duas actividades de promoção, de forma presencial e online, para empresas de países de língua portuguesa, tendo visitado Portugal para estabelecer ligações com as instituições locais representativas e associadas à indústria de inovação científica e tecnológica, bem como os parques industriais e as empresas de inovação científica e tecnológica de alta qualidade.

Entre eles constam o Instituto Superior Técnico, a Fábrica de Startups, incubadora portuguesa, e o Taguspark, Parque de Ciência e Tecnologia de Lisboa. “O objectivo é incentivar os empresários portugueses a explorar activamente as oportunidades de investimento e desenvolvimento na Zona de Cooperação”, referiu a organização, citado pelo portal CNBayArea em língua chinesa.

Além disso, as estatísticas da inscrição do concurso mostram ainda que a candidatura de projectos fora do interior da China aumentou 106%, para 213 projectos, que vêm principalmente de 16 países e regiões, incluindo Macau, Hong Kong, Brasil, Coreia do Sul e Singapura, sendo que o número de distribuições regionais subiu 78% em comparação com a edição anterior.

A terceira edição do concurso de inovação e empreendedorismo de Hengqin foi anunciada em Abril deste ano, sendo promovida pela Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada, organizada pela Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico de Hengqin, e apoiada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico de Macau (DSEDT).

Segundo o Jornal Ou Mun, um total de 1359 projetos concluíram a inscrição, tendo o concurso já terminado a fase de inscrição e está agora na avaliação de qualificação dos projectos.

A organização reforçou também a comunicação com mais de 30 plataformas institucionais de Macau, promovendo o evento às empresas locais. De acordo com as estatísticas, a prova deste ano registou um total de 278 inscrições para o circuito de Macau, um aumento de 2,3 vezes face ao ano passado.

O concurso criou pela primeira vez um “Novo Prémio de Lótus Verde” para empresas de Macau e dos Países de Língua Portuguesa, com 10 quotas de vencedores, envolvendo um prémio total de oito milhões de renminbis, sendo pelo menos dois vencedores de empresas participantes de países de língua portuguesa.

As provas preliminares serão realizadas sucessivamente entre Agosto e Outubro, e a semifinal e a final estão previstas para Novembro em Hengqin e Macau, onde serão escolhidas 21 equipas vencedoras para um prémio total de 300 milhões de patacas. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


domingo, 26 de fevereiro de 2023

Portugal - Dispositivo ultrassónico para invisuais vence programa de empreendedorismo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa

“Grande Finalíssima de Empreendedorismo” distinguiu os projetos mais inovadores dos alunos da FCT NOVA

E se um dispositivo eletrónico com sensores ultrassónicos para bengalas transformasse a mobilidade das pessoas invisuais? Esta foi a proposta da Easywalk, o projeto vencedor da 11ª edição do programa de empreendedorismo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA), que decorreu esta sexta-feira, 24 de fevereiro, no campus universitário da Caparica, em Almada. “Somos uma escola de ciências e tecnologia, aqui faz-se mesmo”, afirmou José Júlio Alferes, diretor da FCT NOVA, em declarações ao Almadense.

“O nosso principal objetivo é transformar a qualidade de vida das pessoas invisuais”, explicou Ricardo Cutileiro, aluno da FCT NOVA e CEO da Easywalk. Com esse objetivo, uma equipa de cinco alunos desenvolveu um dispositivo de navegação apto para qualquer bengala, com sensores ultrassónicos que deteta qualquer objeto à sua frente, com GPS e um botão SOS integrados e conectado a uma aplicação no telemóvel.

“Com o nosso produto e a vossa ajuda, podemos tornar este mundo mais acessível e um sítio melhor para todos”, disse Ricardo Cutileiro na apresentação e demonstração do protótipo que criou com os alunos Ricardo Carvalho, Gonçalo Santos, Beatriz Lourenço Franco e Rita Margarida Pratas Nunes. Estes são projetos com foco na sustentabilidade e, como explicou José Júlio Alferes, “as ciências e as engenharias estão no centro de como se faz um mundo mais sustentável”. As oportunidades de negócio também estão alinhadas com a sustentabilidade do planeta, assegura o diretor da FCT NOVA.

A inovar e empreender há mais de uma década na FCT

Neste programa de empreendedorismo universitário participaram mais de mil alunos, divididos em 200 equipas. Os alunos do primeiro ano dos cursos de mestrado da escola foram desafiados a desenvolver um projeto tecnológico e sustentável acompanhados por uma equipa de 22 professores. O programa decorreu ao longo de cinco semanas, em que os estudantes colocaram os seus conhecimentos técnicos e científicos ao serviço da imaginação para criar ideias inovadoras e novos produtos ou serviços.

Na “Grande Finalíssima de Empreendedorismo” o segundo lugar coube ao projeto GlucoInk, que apresentou uma tatuagem que muda de cor em função do nível de glicemia no sangue para pessoas com diabetes. A tatuagem é indolor, personalizável, dura seis dias, está conectada a uma aplicação para telemóvel e tem um custo inferior a 20 euros por mês. Em terceiro lugar ficou o projeto Nitrohacks, uma tecnologia que permite a limpeza de um gás que causa um impacto no ambiente 300 vezes mais prejudicial do que o dióxido de carbono, o óxido nitroso. Os três projetos vencedores contam com prémios monetários, no valor de 2500 euros para o primeiro lugar, 1500 euros para o segundo lugar e 750 euros para o terceiro lugar.

Os alunos da FCT NOVA contaram também com prémios atribuídos pelas cinco empresas patrocinadoras que apoiam o programa. A ASSECO distinguiu o projeto Immunosticker, a Jerónimo Martins distinguiu a equipa Sellfresh. Por sua vez, a NTTDATA e a EY atribuíram o um prémio ao Volight Glass, enquanto que a NOS dintinguiu também a ideia vencedora Easywalk. Na sessão também foram distinguidos os melhores vídeos promocionais das dez equipas finalistas. “Trazemos as empresas para dentro da escola, para conhecerem os projetos que estão a ser desenvolvidos e ao mesmo tempo desafiar os alunos a entrarem em contacto com o meio empresarial”, explica Fernanda Llussá, professora e Coordenadora de Empreendedorismo da FCT NOVA. “O que estamos a fazer aqui é a criar esse ecossistema de ligação com as empresas”, assegura.

A sessão final de apresentação dos projetos dos alunos da unidade curricular “Empreendedorismo” teve como oradores Rui Tomás, da Jerónimo Martins, Miguel Lúcio, da ASSECO, Pedro Fonseca, da NTT DATA, José Pedro Teixeira, da NOS, João Pestana Pires, da EY, David Olim, da FootAR. A moderar a “Grande Finalíssima de Empreendedorismo” esteve Miguel Gonçalves, do Magma Studio.

No futuro “fazer melhor e diferente”

Na 11ª iniciativa de empreendedorismo da faculdade, José Júlio Alferes afirma “julgo que é chegado o momento de olhar para todas estas soft skills (habilidades comportamentais) que estamos a dar, a forma como organizamos as coisas e pôr tudo em causa para ver como podemos fazer melhor e diferente”. Esta discussão que vai continuar durante o próximo ano na faculdade avança o diretor da Universidade. Uma coisa é certa “uma iniciativa com esta dimensão, direcionada para desenvolver a imaginação e o espírito empreendedor dos estudantes irá sempre continuar, em que moldes vamos ver”, garantiu.

Desde a sua primeira edição, em 2013, a FCT NOVA através da unidade curricular de empreendedorismo já capacitou mais de 7500 alunos, envolvendo 250 empresas, 750 oradores convidados e dando lugar a mais de 1500 ideias de negócio tecnológicas e inovadoras. Como afirmou o orador João Pestana Pires, da EY, “é excelente ver a inovação, o espírito empreendedor e a qualidade que temos neste momento. Vamos em frente para o mercado de trabalho”. Andreia Gonçalves – Portugal in “Almadense”


terça-feira, 19 de julho de 2022

Macau - Competição sino-lusófona desafia alunos e “start-ups”

A segunda edição da competição “928 Challenge” já está aberta a candidaturas de alunos universitários e “start-ups” da China e dos países de língua portuguesa, na expectativa de atrair cerca de 300 equipas, o dobro do número registado no ano passado


Até 30 de Setembro, estão abertas as inscrições para a segunda edição do “928 Challenge”, concurso de “start-ups” focado na construção de pontes entre a China e os países lusófonos. Organizada em conjunto pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Universidade da Cidade de Macau (CityU, na sigla inglesa), e outras instituições de ensino superior de Macau, do Continente e estrangeiro, esta iniciativa visa promover o conceito de “Plataforma de Macau” ao nível do empreendedorismo.

A competição envolve alunos universitários e “start-ups” da China e dos países de língua portuguesa, desafiados a propor ideias de negócios para novos empreendimentos baseados nos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Este ano, são esperadas cerca de 300 equipas de uma centena de universidades da China e de países lusófonos, envolvendo um total de 1600 participantes, o que representa o dobro das inscrições na edição inaugural, realizada em Outubro de 2021.

Segundo um comunicado da organização, José Alves, director da Faculdade de Gestão da CityU e fundador do “928 Challenge”, considera que “os ecossistemas empreendedores” precisam de sinergias e colaboração entre universidades, empresas e instituições governamentais para que todas as partes envolvidas obtenham sucesso.

Através desta competição, os alunos terão a oportunidade de colocar os seus conhecimentos em prática e aumentar a competitividade para iniciar negócios sustentáveis, frisou a organização, realçando que esta “plataforma de intercâmbio para académicos e estudantes” permite “ampliar horizontes internacionais e obter acesso a redes globais”. Com o intuito de ajudar as empresas a crescer, “o 928 Challenge” prepara um “programa de aceleração para apoiar as equipas finalistas no acesso a mercados e financiamento na área da Grande Baía”, destacou ainda José Alves.

Por sua vez, Marco Rizzolio, professor da Faculdade de Gestão da CityU e coordenador do “928 Challenge”, explicou que uma equipa de especialistas irá liderar um “boot camp” online de duas semanas. Durante as palestras, partilharão informações sobre o ambiente de negócios e oportunidades na China e nos países de língua portuguesa, e fornecerão aconselhamento profissional sobre propostas de negócios para ajudar os participantes a desenvolver projectos empresariais mais promissores para atrair investimentos.

A final do “928 Challenge” está agendada para 29 de Outubro. Os projectos finalistas serão analisados por um júri composto por académicos e empresários, sendo que as três equipas vencedoras vão partilhar um prémio de 70 mil patacas, bem como um serviço “cloud” no valor de 30 mil patacas, patrocinado pelo grupo Alibaba, gigante da tecnologia chinesa.

Em Abril, José Alves sublinhou que o evento “não depende da presença física das ‘startups’ e dos alunos em Macau”, mas admitiu ter esperança num eventual alívio das restrições devido à pandemia que permitisse aos finalistas virem ao território apresentar os projectos. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau



sábado, 7 de maio de 2022

UCCLA – Coordena projeto entre as cidades de Lisboa e de Díli

Teve início, dia 1 de maio, o projeto “Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste”, uma ação inserida no Programa da Comissão Europeia “Autoridades Locais: Parcerias para cidades sustentáveis”, com a finalidade de fortalecer as autoridades locais pela promoção da cooperação descentralizada, envolvendo autoridades locais de países europeus parceiros, em sintonia com a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030.

Ficha sumária do projeto:

Objetivos:

Geral: promover o desenvolvimento urbano integrado, sustentável e inclusivo de Díli.

Específico: reforço da gestão e da prestação de serviços municipais de mobilidade urbana acessíveis, empreendedorismo, emprego e planeamento urbano, em conformidade com os requisitos da modernização administrativa.

Beneficiários:

Diretos: Autoridade Municipal de Díli; organizações da sociedade civil, em particular de mulheres e jovens; comunidades e grupos tendencialmente frágeis; instituições de ensino e formação profissional; autoridades e administrações municipais no contexto alargado da administração territorial de Timor-Leste.

Indiretos: população do município de Díli.

Realizações esperadas:

- Melhoria das capacidades do pessoal municipal para desempenhar as suas funções administrativas, de gestão e técnicas, incluindo em matéria de planeamento urbano;

- Aumentar a disponibilidade de experiências-piloto promovendo a melhoria dos espaços públicos com vista a reforçar a proteção, segurança e mobilidade dos cidadãos;

- Aumentar a capacidade do município de Díli para fornecer serviços de apoio ao empreendedorismo, ao emprego, às PME e aos desempregados;

- Melhoria do acesso dos cidadãos aos serviços e informações do município de Díli.

Duração:

36 meses, de maio de 2022 a abril de 2025.



 

sábado, 23 de novembro de 2019

São Tomé e Príncipe – Governo da Geórgia, país Observador Associado da CPLP, disponibiliza linhas créditos e oferece 50 bolsas de estudo

São Tomé – O Governo da Geórgia, país Observador Associado da CPLP, disponibilizou a São Tomé e Príncipe linhas de créditos para operadores económicos incluindo projectos do empreendedorismo jovem, tendo ainda disponibilizado 50 bolsas estudo e 100 mil dólares para o sector da educação, anunciou na passada terça-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto.

A chefe da diplomacia são-tomense fez estas declarações no balanço da visita que efetuou há poucos dias à Geórgia, onde foi recebida em audiências por vários governantes deste país da Europa oriental, surgido há 28 anos por desagregação da ex-União Soviética.

Sem citar cifras, a ministra Elsa Pinto disse à imprensa que a Geórgia disponibilizou “duas linhas de créditos” para São Tomé e Príncipe, sendo, uma para financiar projectos ligados “ao empreendedorismo jovem” e outra para “o sector empresarial” são-tomense.

Além de ter afirmado que em termos concretos, as autoridades georgianas “oferecerem 50 bolsas de estudos para o País”, Elsa Pinto disse ainda que a Geórgia disponibilizou “um montante de 100 mil dólares para questões sociais ligadas à educação”.

Tendo ainda declarado que “fica aberta a hipótese de discutirmos com a Geórgia um apoio para o orçamento geral do Estado”, Elsa Pinto disse que Tbilisi solicitou também acreditação de uma representação Georgiana a nível de embaixador junto do Estado são-tomense. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Moçambique – Iniciativas para fomentar a inovação e o empreendedorismo




Desenvolvedores de aplicativos, designers, estudantes da área de informática e entusiastas de tecnologias reuniram-se, recentemente, em Maputo, para debater a importância e o campo de actuação do DevOps, um conjunto de práticas de desenvolvimento de software combinadas com as operações de tecnologia de informação de modo a agregar valor ao produto final.

Promovido pela comunidade tecnológica, Lepsta Developers Maputo, em parceria com a Incubadora de Negócios do Standard Bank, o encontro tinha por objectivo debater o conceito de DevOps, seus campos de actuação e a importância do seu estudo, aplicabilidade, assim como o seu ciclo de desenvolvimento.

Com esta iniciativa, os promotores pretendem igualmente, reunir a comunidade de desenvolvedores e interessados na área das tecnologias de informação e comunicação para obter a noção de como é que o ecossistema funciona e cresce, de modo a expandir as técnicas de programação futuristas, visando dinamizar o progresso da comunidade de desenvolvedores, no País.

Abordado, momentos após o encontro, o orador principal, Edgêncio da Calista, software developer da Jembi Health Systems NPC, explicou que DevOps tem sido adoptado a nível de equipas de desenvolvimento de software, assim como pelo pessoal que gere as infraestruturas de tecnologias de informação.

“É uma cultura que está a ganhar terreno e visibilidade ao nível do mercado local e internacional”, disse, realçando que em Moçambique as pessoas já estão em sintonia com o que está a acontecer no âmbito das tecnologias de informação e comunicação.

Para um dos desenvolvedores que participou no evento, Leonardo Banze, o encontro serviu para ter a noção sobre os objectivos da aplicação do DevOps: “Percebi que se trata de tirar vantagens para o futuro, pois a sua implementação tem a ver com uma nova cultura e uma nova forma de trabalhar”, frisou.

Leonardo Banze sustentou que o DevOps é aplicável nas empresas, cujo foco assenta no desenvolvimento de uma determinada cultura, sendo que o DevOps torna essa cultura mais eficaz.

Por sua vez, Obadias Pelembe, desenvolvedor da Robobo INC, referiu que o DevOps ajuda aos empreendores a seguirem o melhor caminho para atingir os seus objectivos de forma eficiente.

“Fiquei a saber que nos projectos, primeiro, tem que se fazer a prospecção e depois automatizar os processos operacionais necessários em cada etapa”, concluiu.

Importa realçar que a Incubadora de Negócios do Standard Bank é um empreendimento concebido no âmbito da visão e estratégia do banco, cuja materialização passa pela implementação de iniciativas que fomentam a inovação e o empreendedorismo, que são os mentores do crescimento económico do País.

Para além do espaço físico, a incubadora oferece desde a formação até à interação com outras empresas e órgãos ou entidades governamentais, tendo em vista a criação de condições para o surgimento e estabelecimento de empreendimentos sustentáveis, que terão um impacto positivo na economia e na sua cadeia de valores, gerando riqueza e inclusão financeira para os cidadãos.In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 12 de janeiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Pretende reactivar a cooperação na área do empreendedorismo juvenil com o Brasil

São Tomé – Brasil pode vir a médio prazo reactivar a cooperação com São Tomé e Príncipe na área de empreendedorismo jovem, – admitiu, na capital são-tomense, o Embaixador deste país sul-americano em São Tomé e Príncipe.

Vilmar Júnior fez essas declarações no termo de uma audiência de mais de meia hora que manteve, com o ministro são-tomense da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, Vinícios de Pina, no seu gabinete, localizado na Av. Marginal 12 de Julho, na cidade de São Tomé.

O novo ministro são-tomense da Juventude e líder da juventude do MLSTP-PSD (partido no Poder), por sinal, fez seus estudos superiores no Brasil na área de Administração de Empresas.

Segundo o diplomata brasileiro, as partes discutiram as três áreas sociais de acção do ministro, mas realçou que à partida, o sector do empreendedorismo que pode a médio prazo evoluir, tendo em conta o interesse de ambas partes.

Instado a comentar a eventualidade de assessoria brasileira na área do desporto, nomeadamente na área de futebol, voleibol e basquetebol, sustentou que “essa hipótese não está posta de parte, mas hoje é preciso entendermos os condicionalismos financeiros internos do Brasil”.

Reiterou, igualmente, que Brasil e São Tomé e Príncipe poderão desenvolver alguns projectos na área de empreendedorismo jovem, ao qual, sustentou, “trata-se de um domínio onde percebo que as coisas poderão a breve trecho evoluir e como tal, reafirmei ao Sr. Ministro que transmitirei imediatamente essa preocupação aos governantes do meu país para a devida atenção”.

Vilmar Júnior referiu também que o seu país está aberto para reactivar a cooperação na área da alfabetização, para a qual num passado recente o Brasil ajudou São Tomé e Príncipe a ultrapassar a alta taxa de iliteracia que existia neste arquipélago.

Ainda neste domínio, com apoio brasileiro, as autoridades são-tomenses baixaram consideravelmente, nos últimos 20 anos, os índices de analfabetismo no arquipélago, devendo a taxa de analfabetismo situar-se hoje na ordem dos 5%, segundo indicadores da Direcção de Educação de Adultos de São Tomé e Príncipe.

Convém também recordar, que o país ascendeu à sua Independência de Portugal em 1975 com uma taxa de analfabetismo na ordem de 90% da população.

Trata-se do primeiro encontro de género havido a pedido do governante são-tomense com o diplomata brasileiro, que aproveitou para se apresentar ao novo ministro da Juventude, Desporto e Empreendedorismo de São Tomé e Príncipe.

Além destas duas personalidades, tomaram igualmente parte na audiência alguns assessores do ministro, dos quais Nelson Mendes. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe in “STP – Press”

terça-feira, 26 de junho de 2018

UCCLA - Workshop “Arte e Empreendedorismo no Feminino”



Vai decorrer no dia 27 de junho, às 10h30, o Workshop “Arte e Empreendedorismo no Feminino - Europa, África e América Latina”, organizado pela UCCLA, Casa da América Latina e Associação Mulheres Empreendedoras Europa África, e que contará com a presença de várias personalidades femininas que têm vindo a desenvolver um papel relevante no setor cultural e empresarial.

Neste encontro será abordada a arte como modo de vida e negócio no género feminino, incluindo a discussão de problemáticas como progressão na carreira, remuneração, família, entre outras, bem como a visão das participantes sobre as especificidades desta vertente de negócio.

Será uma conversa matinal, num ambiente informal, uma partilha de experiências!



Morada:
Casa das Galeotas
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Moçambique - Mulheres moçambicanas empreendedoras nas artes e na cultura

Mais de meia centena de mulheres empreendedoras participaram na última sexta-feira, 6 de Outubro, na quarta edição do Lioness Lean in Breakfast, um evento que visa a partilha de experiências na área do empreendedorismo por parte de empresárias.



Esta edição teve como oradoras três mulheres que actuam em áreas que muitos desenvolvem, geralmente, nos tempos livres, nomeadamente fotografia, maquiagem e decoração de interiores.

Trata-se de Evandra Cossa, directora executiva da Ezee Money Mozambique, Daisy Mogne, fundadora da Daisy Mogne Studio, e Iria Marina, fotógrafa de retratos ambientais e de documentários.

As três oradoras falaram sobre o seu percurso e experiência no mundo empresarial, dos obstáculos e desafios que tiveram de enfrentar para se imporem, para além de interagir com as participantes e aspirantes a empreendedoras.

Conforme explicou Sasha Vieira, responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, a escolha destas áreas visa desconstruir a ideia de que não se pode empreender na arte e na cultura.

“É um mito pensar que os artistas não são empreendedores. É possível, sim, fazer negócio no sector das artes e cultura. Por isso convidámos mulheres que tiveram a coragem e ousadia de empreender nestas áreas e hoje são referências”, considerou Sasha Vieira.

No mesmo diapasão, Melanie Hawken, fundadora da Lionesses of Africa, organizadora do Lioness Lean, defendeu que um dos segredos do empreendedorismo, a par da persistência, é a paixão pelo que se faz.

“Quem ama o que faz dificilmente desiste. Luta pelo seu espaço e oportunidades no mercado, e vence. É assim que todos começaram”, acrescentou Melanie Hawken, que também se referiu à necessidade de se encorajar as adolescentes e jovens a apostarem no empreendedorismo.

“Temos de as ensinar a iniciar e gerir um negócio. O nosso desejo é ver muitas empresas dirigidas por mulheres a liderar o mercado, e isso é possível. As três mulheres que participaram nesta edição como oradoras são disso exemplo”, concluiu.

Durante o evento, uma das questões abordadas tinha a ver com os obstáculos que os empreendedores, no geral, enfrentam para se imporem no mercado, tendo sido apontado o acesso ao crédito como um deles.

Entretanto, no que diz ao empreendedorismo feminino, em particular, uma das oradoras, Daisy Mogne, elegeu a aceitação da mulher, por parte da sociedade, como um dos obstáculos.

“A nossa sociedade ainda olha para a mulher como o sexo fraco. Por isso é importante que a mulher empreendedora tenha o apoio e amparo da família e das pessoas que a rodeiam. A persistência também é importante”, considerou.

O evento, organizado pela Lionesses of Africa, uma rede com mais de 400 mil mulheres empresárias em 49 Países do continente africano, é patrocinado pelo Standard Bank e conta com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos e da Shell Moçambique. In “Fim de Semana” - Moçambique

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Moçambique - Ensino superior beneficia de formação em empreendedorismo

Encerrou na passada sexta-feira, 01 de Setembro, o primeiro curso de formação de formadores em empreendedorismo, orientado pela Erasmus Centre for Entrepreneurship, da Holanda e que contou com a participação de docentes das universidades Politécnica, Eduardo Mondlane e do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique.

O curso foi financiado pela Agência Holandesa de Cooperação, no âmbito do Projecto-Piloto do Curso Modular em Empreendedorismo, que tem a duração de um ano e que envolve as três instituições de ensino superior.

No total, foram seleccionados 10 docentes, sendo quatro da Universidade Politécnica, três da Universidade Eduardo Mondlane e igual número do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique, que durante três dias beneficiaram desta formação.

Intervindo na cerimónia de encerramento e entrega de certificados, a embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Pascalle Grotenhuis, referiu-se à importância do empreendedorismo na promoção do desenvolvimento inclusivo na sociedade moçambicana: “A Holanda desenvolveu-se, em parte, graças ao empreendedorismo e é uma experiência que nós queremos replicar em Moçambique. Em coordenação com parceiros locais, podemos capacitar jovens, estudantes universitários e outros grupos sociais em matérias de empreendedorismo, o que nos vai permitir criar um ecossistema capaz de dinamizar a nossa economia e fortalecer o sector privado”, considerou a diplomata.

Por seu turno, a pró-reitora para a Área de Pós-Graduação, Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, Rosânia da Silva, realçou¸ por um lado, a importância deste projecto no desenvolvimento de competências e formação dos quadros das três instituições.

Rosânia da Silva referiu ainda que a formação constitui uma mais-valia para a Universidade Politécnica na medida em que “vai fortalecer as iniciativas que temos estado a desenvolver, através da nossa Incubadora Tecnológica e de Empresas e do Centro de Estudos, Negócios e Cooperação”. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Moçambique - Universidade Politécnica estimula empreendedorismo

Tendo por objectivo a implementação da segunda fase do programa Agro-Jovem, a Universidade Politécnica e a instituição financeira GAPI-Sociedade de Investimentos assinaram, em Maputo, um acordo de cooperação institucional.

Com o acordo ora rubricado, a Universidade Politécnica vai formar e estimular estudantes com potencial para o empreendedorismo e criação do auto-emprego, cabendo à GAPI capacitá-los em matérias de investimento, apoiá-los tecnicamente na implementação de negócios no ramo da agricultura, bem como garantir o respectivo financiamento.

Assinaram o documento Rosânia da Silva, em representação da Universidade Politécnica, e António Souto, administrador-delegado da GAPI-Sociedade de Investimentos, num evento que marcou o lançamento da segunda fase do programa Agro-Jovem, recentemente ocorrido.

De referir que o Agro-Jovem é uma iniciativa desta instituição financeira, que tem por objectivo apoiar as instituições de ensino técnico-profissional e superior do País a estimularem o surgimento de uma geração de jovens empreendedores na cadeia de valor do agro-negócio.

Durante a implementação da primeira fase deste programa, a GAPI apoiou a implementação de 12 de projectos de agro-negócio, numa carteira de investimento de oito milhões de Meticais. Para a segunda fase, esta instituição financeira pretende triplicar este investimento, por forma a incluir estudantes da Universidade Politécnica. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Empreendedorismo

Investidores e empreendedores de todo o mundo, entre os quais o astronauta Jean-François Clervoy, participam de 1 a 8 de novembro de 2013 numa iniciativa organizada pela Beta-i.

O surfista Garrett McNamara, o astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA), Jean-François Clervoy e mais seis centenas de empreendedores e investidores de todo o mundo vão reunir-se em Lisboa, de 1 a 8 de novembro de 2013, no Explorers Festival, evento de empreendedorismo à escala europeia, organizado pela associação portuguesa Beta-i.

Hahna Alexander trabalhou na NASA e na Carnegie Mellon até que fundou a SolePower, uma empresa que criou solas de sapato capazes de recarregar telemóveis. Gerald Heydenreich conseguiu vender a sua startup à Amazon e neste momento é ele próprio um investidor. Filipe Matos tinha 16 anos quando fez a sua primeira app e, desde então, já criou mais de 10 startups. Estes são alguns dos empreendedores que estarão presentes neste Explorers Festival, um evento não-lucrativo, que, segundo os organizadores, "pretende servir para a partilha de conhecimento e ideias entre pessoas de diversos backgrounds": empreendedores académicos, estudantes, cientistas, desportistas e empresários.

O Explorers Festival é composto por três acontecimentos principais: o Explorers Bootcamp - um treino intensivo de liderança coordenado pela Marinha Portuguesa -, o Explorers Toolbox, que possibilita o teste e acesso a todas as ferramentas e soluções necessárias a empreendedores e a grande Explorers Conference.

"Desde empreendedores que venderam a sua startup à Google e à Amazon, até profissionais da agência criativa IDEO (que fez o design para a Apple durante vários anos), passando por exploradores natos como o Garrett McNamara, o Explorers Festival traz as ferramentas, inspiração e conhecimento que empreendedores e empresários necessitam para vingar no mundo competitivo e global de hoje", salienta o fundador da Beta-i.Pedro Rocha Vieira contabiliza em mais de 400 bilhetes vendidos e 20 países representados, o que, segundo as suas palavras, é mais "um claro exemplo de que Lisboa está a tornar-se cada vez mais um startup hub na Europa", atraindo empresas e empreendedores de países tão longínquos como os EUA, Bulgária, Índia e Nigéria, entre outros.


Bootcamp

Tem a coordenação da Marinha portuguesa, realiza-se de 1 a 3 de novembro e é um treino intensivo de liderança para fundadores de startups, CEOs e todos aqueles que pretendam aperfeiçoar as suas capacidades de liderança. O Explorers Bootcamp tem como objetivo testar os limites dos participantes, com vista ao fortalecimento da liderança empresarial.

Toolbox

O Explorers Toolbox, além de um marketplace de soluções, disponibiliza vários workshops e demonstrações sobre as mais recentes ferramentas, com a participação de oradores convidados da Google, Dropbox, Windows Azure, Podio, Konica Minolta, HP, Sage, entre outros. Realiza-se de 6 a 7 de novembro.

Inspiração e contactos

A Conferência do Explorers Festival, a 8 de novembro, visa explorar diferentes temas como o desenvolvimento de produtos, design de serviços, apresentação de ideias e tecnologias inovadoras por parte de startups internacionais, investidores, cientistas, exploradores, entre outros. O evento reunirá novos exploradores como Eran Ben-Shushan da Bizzabo, Filipe Continentino da WeDemand e Paddy Cosgrave, Curador da Web Summit. Momento alto da conferência será a preleção de  Gary McNamara, um dos maiores surfistas de todos os tempos. In “Oje” - Portugal