Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 21 de março de 2019

Holanda - GBM Works testa mono-pilares para instalar turbinas offshore de forma sustentável

Está a ser testado na Holanda um novo método de instalação turbinas offshore considerado importante no contexto da transição energética



A GBM Works e parceiros estão a testar novos métodos de instalação de mono-pilares onde as turbinas eólicas são colocadas de uma forma sustentável e economicamente eficiente em Maasvlatke, no porto de Roterdão, segundo o Safety4Sea.

Este projecto funciona através de um método de perfuração com vibração (vibro-drill) no qual as turbinas para o mono-pilar são conduzidas ao fundo do mar por meio de elementos vibratórios, ao contrário das pilhas de perfuração comuns, advindo a força não de cima, mas do peso da própria pilha, usada para instalar.

Maasvlakte, como localização experimental, tem as melhores condições devido ao seu fundo arenoso, pelo que o “SIF, Van Oord, TU Delft, Deltares e as autoridades do porto de Roterdão uniram forças para facilitar o desenvolvimento do método de perfuração por vibração providenciando suporte financeiro aos projectos”, no local, explicou Govert Meijer, da GBM Works.

Note-se que no fim de 2018 a empresa já tinha realizado experiências com vibração de uma placa de 16 toneladas. E pretende, até ao fim de Junho de 2019, proceder a uma quarta experiência, a qual consistirá num pequeno mono-pilar. Isto porque o método, além de economicamente sustentável, gera igualmente menos poluição sonora, o que torna o trabalho mais rápido e ágil, e não tão dependente das condições atmosféricas. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sábado, 15 de setembro de 2018

Guiné-Bissau – Petrolífera PETROGUIN-EP celebra contrato com congénere holandesa

Bissau - A empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas da Guiné-Bissau (PETROGUIN-EP) celebrou recentemente em Lisboa um contrato com a companhia petrolífera holandesa denominada “Supernova Energy B.V.” no domínio de exploração dos recursos petrolíferos da Guiné-Bissau.

Segundo um comunicado à imprensa da Petroguin enviado à ANG, a manifestação do interesse de celebração do contrato de exploração dos recursos petrolíferos surgiu na sequência de negociações havidas entre as partes desde 2017.

O documento refere que as negociações foram realizadas através de encontros e trocas de correspondências e que teriam tido o parecer favorável da Procuradoria-geral da Republica para concretização do processo.

“A etapa seguinte será a submissão de um projecto de Decreto ao Conselho de Ministros, pelo ministro de tutela para aprovação dos termos de contrato de associação em participação celebrado e consequente atribuição da licença de pesquisa”, lê-se na nota.

O documento acrescenta que a PETROGUIN conjuntamente com a companhia petrolífera holandesa concordam com a lei em vigor imposta para pesquisa e eventual exploração de hidrocarbonetos líquidos no perímetro do Bloco 7C.

Da parte guineense, o contrato foi assinado pelo Presidente de Conselho de Administração da Petroguim-EP, Mário António Reis Pires e o Director-geral da empresa guineense, Augusto Menjur.

Da parte holandesa assinou o seu Presidente da Comissão Executiva, Hugo Hereema. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Holanda – Porto de Amesterdão vai instalar mais de 41 mil painéis solares

A CWT vai instalar painéis para fornecimento de energia limpa ao porto, em mais uma medida para dotar o porto de energias renováveis



A CWT vai instalar mais de 41 mil painéis solares nos telhados das suas instalações no porto de Amsterdão para fornecer energia limpa ao porto, naquele que será o maior projecto de energia solar da cidade, refere a Safety4Sea.

No total, os painéis, instalados em quatro locais distintos, terão capacidade para fornecer mais de 11 milhoes de Kwh de electricidade «verde», susceptível de alimentar cerca de 3.100 lares. In “Transportes & Negócios” - Portugal

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Brasil - Projeto da hidrovia do Rio Tocantins começa a virar realidade

Já na primeira visita à Holanda, há cerca de dois meses, o projeto de parceria com o Porto de Amsterdã começou a ser traçado



A passada quinta-feira, 11, foi decisiva para o início da efetivação de um projeto antigo para fortalecer a economia do Tocantins. Durante reunião com executivos do Porto de Amsterdã, na Holanda, o governador Marcelo Miranda deu mais um passo para que a hidrovia no Rio Tocantins, importante para o Estado e a região Norte do Brasil, se concretize.

"Primeiramente devemos deixar claro que o trabalho da equipe de governo e com o apoio da embaixada do Brasil na Holanda, na pessoa da embaixadora Regina Dunlop, fortaleceu uma discussão mais ampla sobre esse projeto. Hoje, estamos certos que o que apresentamos aos diretores do Porto de Amsterdã foi importante para eles. Tanto é que já nos foi solicitado um trabalho para que se possa planejar a ida de uma equipe holandesa ao Tocantins. Isso nos certifica de que o projeto é de interesse dos representantes do Porto. Consequentemente, a discussão da hidrovia, já podemos dizer que a discussão da hidrovia é real e não ficará só no papel. Eu estou muito satisfeito, não só pelo dia de hoje, mas com o desenrolar dos procedimentos que serão tomados a partir de agora para que possamos concretizar uma discussão que já vem há muitos anos", comemorou Marcelo Miranda.

O projeto de parceria com o Porto de Amsterdã teve início na primeira visita que o governador fez à Holanda há cerca de dois meses. O objetivo era buscar parcerias de empresas que tenham know how e experiência na área portuária e de navegação fluvial, para otimizar e trazer capacidade tecnológica e investimento financeiro para projeto de hidrovia do Tocantins.

O Porto de Amsterdã é quem operacionaliza grande parte das hidrovias fluviais na Europa. Então, ele não só é a porta de entrada dos navios que vem do oceano, mas principalmente é responsável pela distribuição, em barcaças por meio do Rio Reno, de toda essa mercadoria pela Europa. É essa experiência que Tocantins foi buscar na Holanda, já na primeira visita ao país.

"Essa hidrovia se constitui em mais um modal de transporte de toda a produção de carne, grãos e processados do Tocantins. A importância é exatamente termos um modal a mais para que o custo de transporte, que em última análise tem um peso significativo na exportação, possa ser reduzido. Quer pela característica do modal hidroviário, que é mais barato, quer pela competitividade que ele vai produzir em relação aos modais rodoviário e ferroviário hoje existentes em nosso Estado", destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento, Alexandro de Castro, ressaltando que "o protocolo foi muito bem aceito, foi validado e a manifestação do Porto foi positiva no sentido de assiná-lo, inclusive se comprometendo a fazê-lo nas próximas semanas".

Protocolo de Intenções

O Protocolo de Intenções caracteriza-se por dois aspectos básicos. O primeiro é a obrigação de o Tocantins viabilizar que a legislação seja cumprida no tempo apropriado para os investimentos. Além de negociar com o Governo Federal as questões legais a respeito de projetos dessa grandeza.

O segundo aspecto diz respeito ao Porto de Amsterdã com o apoio técnico e operacional com a experiência, a capacidade gerencial e de planejamento para que seja colocado em curso o projeto de finalização do Porto de Praia Norte, inclusive com a participação da iniciativa privada.

A primeira etapa seria antes da derrocada do Pedral do Lourenço - formação natural no Estado do Pará que impede a navegação no Rio Tocantins nos 12 meses do ano - e outra após a conclusão dessa obra.

Em 2017, o Governo Federal interveio para agilizar o processo de licenciamento ambiental para a obra de derrocamento do Pedral do Lourenço. A previsão é de que os serviços comecem no segundo semestre deste ano.

O Governo do Tocantins já terminou as obras que eram de sua responsabilidade no Porto de Praia Norte. Agora, cabe ao concessionário autorizado concluir as obras que cabem a ele.

A segunda etapa da parceria é a construção das eclusas nas barragens ao longo do Rio Tocantins.

O diretor geral do Porto de Amsterdã, Gert-Jan Nieuwenhuizen, informou que tão logo terminou a primeira reunião com o Governador Marcelo Miranda há dois meses, uma equipe técnica iniciou uma pesquisa sobre o Estado do Tocantins. "Acordamos que faríamos uma pesquisa para verificar se daríamos o apoio. Nosso parecer é bastante positivo. Um projeto complexo, mas viável pelo fluxo de mercadoria, até para a Holanda. O motivo principal para assinarmos esse protocolo de intenções é que temos confiança no governo e confiança em nossa experiência.

Ao final da reunião, que também contou com a presença do diretor de operações do Porto de Amsterdã, Gem Beemsterboer e da embaixadora do Brasil na Holanda, Regina Dunlop, a comitiva do Tocantins foi convidada a visitar a SHIP – Sluis Haven Informatie Punt, na cidade de Pijmuiden. É lá que estão as três eclusas administradas pelo Porto de Amsterdã em funcionamento na Holanda, além de mais uma em construção. São por essas eclusas que os navios que vem do oceano entram no país e, pelas hidrovias fluviais, chegam aos portos.

A primeira eclusa foi construída ainda em 1877. A obra da quarta eclusa tem um custo de construção e manutenção, durante 25 anos, de 800 milhões de euros e ficará pronta em três anos. In “O Girassol” - Brasil

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Holanda - Bicicleta para terceira idade tem mais estabilidade e ajuste automático

Bicicleta com maior estabilidade

Uma engenheira holandesa conseguiu aumentar a estabilidade de uma bicicleta, além de adicionar recursos que tornam as magrelas mais seguras para pessoas na terceira idade.

Antes de aprimorar o projeto da bicicleta, Vera Bulsink, da Universidade de Twente, precisou aprimorar as simulações computadorizadas usadas para se projetar veículos de duas rodas.



Ela descobriu que os modelos de software atuais para o desenvolvimento de bicicletas consideram o ciclista como uma massa única. Mas as propriedades pessoais do ciclista determinam sua probabilidade de cair. Vera então acrescentou ao programa um modelo realista de contato pneu-estrada e adicionou os movimentos do ciclista de forma independente - o movimento dos braços no guidão, o movimento do tronco superior do corpo e os movimentos do joelho para baixo.

Isso permite projetar bicicletas para públicos diferentes, e o primeiro foco foram os idosos mais velhos, que têm maior probabilidade de perder o equilíbrio e são menos seguros nas manobras.

Tripé e selim automáticos

O novo modelo de simulação resultou em várias sugestões de design para tornar a estrutura da bicicleta mais estável. A combinação de um ângulo mais inclinado para o garfo dianteiro, rodas menores e uma distância entre eixos mais curta tornaram a bicicleta mais estável em baixas velocidades.

Vera idealizou também melhorias com base nas estatísticas, que mostram que a maior parte dos acidentes com bicicletas conduzidas por pessoas mais velhas envolve quedas laterais em baixa velocidade, ou mesmo quando os ciclistas já estão parados, em um sinal de trânsito, por exemplo.

Para resolver esse problema, ela acrescentou um tripé acionado eletricamente, que baixa automaticamente assim que bicicleta começa a parar, e um selim de altura ajustável, que baixa também automaticamente conforme a velocidade diminui, facilitando a colocação dos pés no chão.

O novo projeto da bicicleta ainda não foi licenciado, não havendo prazo definido para sua colocação no mercado. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

sábado, 7 de outubro de 2017

Holanda – Metade dos contentores descarregados em Roterdão foram transportados por super porta-contentores

Em 2016, mais de 900 dos dois maiores tipos de navios porta-contentores escalaram o porto de Roterdão para descarregar contentores. São 2,5 vezes mais porta-contentores de grande porte que em 2011. Juntos, estes navios porta-contentores transportaram quase metade de todos os contentores descarregados em Roterdão. O Instituto holandês de Estatística (CBS) informa baseado em novas fontes existentes (grandes dados) como parte do seu programa de inovação.

Os super porta-contentores têm uma capacidade de carga superior a 10 mil TEU (a unidade de capacidade padrão para navios porta-contentores). Podem descarregar em média quase 3 mil contentores por visita nos cais holandeses. Em 2016, um número relativamente pequeno de super porta-contentores - 8% de todos os porta-contentores recebidos - entregou mais de 2,5 milhões de TEU com carga. Os navios porta-contentores menores transportaram 2,8 milhões de TEU. Em 2011, os super porta-contentores foram responsáveis ​​por 16% do transporte de contentores recebidos.

Donde vêm estes super porta-contentores?

A maioria destes gigantes transportadores de contentores têm origem nos portos da China. Depois de escalarem outros portos asiáticos, chegam à Europa, onde a sua carga também é descarregada em diversos portos. Cerca de 22% do total de contentores são descarregados em Roterdão para um transbordo para pequenos porta-contentores para seguirem para outros portos marítimos; envolve uma média de 23 outros navios, transportando principalmente os contentores para os portos de outros países europeus, como o Reino Unido (20%), a Rússia (16%), a Irlanda (11%) e a Suécia (11%). In “Centraal Bureau voor de Statistiek” - Holanda


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Moçambique - Ensino superior beneficia de formação em empreendedorismo

Encerrou na passada sexta-feira, 01 de Setembro, o primeiro curso de formação de formadores em empreendedorismo, orientado pela Erasmus Centre for Entrepreneurship, da Holanda e que contou com a participação de docentes das universidades Politécnica, Eduardo Mondlane e do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique.

O curso foi financiado pela Agência Holandesa de Cooperação, no âmbito do Projecto-Piloto do Curso Modular em Empreendedorismo, que tem a duração de um ano e que envolve as três instituições de ensino superior.

No total, foram seleccionados 10 docentes, sendo quatro da Universidade Politécnica, três da Universidade Eduardo Mondlane e igual número do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique, que durante três dias beneficiaram desta formação.

Intervindo na cerimónia de encerramento e entrega de certificados, a embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Pascalle Grotenhuis, referiu-se à importância do empreendedorismo na promoção do desenvolvimento inclusivo na sociedade moçambicana: “A Holanda desenvolveu-se, em parte, graças ao empreendedorismo e é uma experiência que nós queremos replicar em Moçambique. Em coordenação com parceiros locais, podemos capacitar jovens, estudantes universitários e outros grupos sociais em matérias de empreendedorismo, o que nos vai permitir criar um ecossistema capaz de dinamizar a nossa economia e fortalecer o sector privado”, considerou a diplomata.

Por seu turno, a pró-reitora para a Área de Pós-Graduação, Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, Rosânia da Silva, realçou¸ por um lado, a importância deste projecto no desenvolvimento de competências e formação dos quadros das três instituições.

Rosânia da Silva referiu ainda que a formação constitui uma mais-valia para a Universidade Politécnica na medida em que “vai fortalecer as iniciativas que temos estado a desenvolver, através da nossa Incubadora Tecnológica e de Empresas e do Centro de Estudos, Negócios e Cooperação”. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 15 de abril de 2017

Holanda - Em Roterdão uma biblioteca ajuda a manter viva a língua portuguesa

Foi a necessidade comum de manter viva a língua materna e de a passar aos filhos, que levou três amigas portuguesas a abrirem uma biblioteca de livros infantis escritos em português, na cidade de Roterdão, Holanda

Andreia Costa, Constança Saraiva, e Patrícia Pinheiro de Sousa concretizaram este objetivo com a abertura da Biblioteca Roterdão em dezembro do ano passado, com o apoio do Arte Institute e de cinco editoras e a parceria com as Escolas Portuguesas de Roterdão, Haia e Amsterdão.

As artistas plásticas Constança Saraiva e Patrícia Pinheiro de Sousa e a designer Andreia Costa, três portuguesas que emigraram para a Holanda ao longo da última década, decidiram em 2016 fazer algo para ajudar a manter viva a sua língua materna em Roterdão, cidade onde residem. Em causa estava “a necessidade comum de manter viva a nossa língua materna e de a passar aos nossos filhos”, como referem na apresentação da página que criaram na rede social ‘Facebook’.

“O objetivo é disponibilizar livros às crianças de forma a apoiar a sua utilização da língua portuguesa e fortalecer os laços linguísticos e culturais destas crianças com as suas origens lusófonas”, explicam, defendendo que “ler histórias a crianças pequenas é essencial para o aumento de vocabulário, para o desenvolvimento da linguagem escrita e oral, e até para o desenvolvimento do conhecimento geral”, porque, acrescentam, “a leitura estimula a imaginação e curiosidade da criança, o seu desenvolvimento emocional, e o seu auto-conhecimento”.

À agência Lusa, Constança Saraiva contou que as três amigas emigraram para a Holanda por razões profissionais “e também por amor”. “Tivemos filhos, que são bilingues, e como portuguesas queríamos que continuassem a falar também em português. Roterdão tem uma biblioteca central muito boa, mas não tem quase nada em língua portuguesa, por isso avançámos com este projeto”, contou.

A Biblioteca Roterdão, que é ainda pequena, funciona temporariamente no atelier de Andreia Costa, no centro de Roterdão e contempla mais de 200 livros infanto-juvenis em língua portuguesa, fruto de doações de cidadãos e das editoras Máquina Voar, Pato Lógico, Tcharan, Planeta Tangerina e Porto Editora. Conta ainda com o apoio do Instituto Camões e do Arte Institute e tem parcerias com a Escola Portuguesa de Roterdão, a Escola Portuguesa de Haia e a Escola Portuguesa de Amsterdão, onde já organizaram sessões de leitura.

Voluntariado e boa vontade

O trabalho é feito com a boa vontade e o voluntariado das três portuguesas a pensar não só na comunidade de portugueses e descendentes de portugueses em Roterdão, mas também noutras comunidades que têm em comum a língua, como a brasileira e cabo-verdiana. “Aqui existe muito a cultura da requisição de livros em bibliotecas e os miúdos precisam sempre de histórias novas, por isso estamos abertos a doações de editoras ou de quem nos quiser enviar livros infantis em língua portuguesa”, afirmou Constança Saraiva.

Além do empréstimo de livros, a biblioteca tem organizado, com alguma regularidade, sessões de leitura de livros, envolvendo a comunidade lusófona, mas a ideia é no futuro encontrar um espaço definitivo e alargar o programa de atividades. “Estamos ainda a ver como as pessoas estão a aderir. Ter um espaço implica ter tempo, andamos a fazer pesquisas sobre bibliotecas, a falar com bibliotecários. Este é um espaço da comunidade e queremos que seja uma plataforma para fazer outras coisas. Queremos trazer autores, ilustradores, publicar o nosso próprio livro”, adiantou a artista plástica. Mas em pouco mais de três meses, Constança Saraiva está satisfeita com a adesão e com o interesse que tem suscitado esta Biblioteca Roterdão, criada “para todas as comunidades lusófonas residentes em Roterdão (e arredores), para todos que tenham de alguma forma afinidade com a língua portuguesa”. In “Mundo Português” - Portugal

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Holanda – Desenvolvimento de painéis fotovoltaicos integrados em telhas solares cerâmicas

Os painéis solares têm chegado a cada vez mais casas um pouco por todo o mundo, as telhas solares surgem agora como uma solução perfeita.

Economizar e preservar o ambiente são os maiores benefícios dos painéis solares. Contudo, uma desvantagem que até então não havia como contornar era a estética dos painéis solares. Estética esta que nalguns casos impedia mesmo o recurso a painéis solares.

É o caso da Dinamarca que impedia algumas casas de terem painéis solares já que estes se apresentam com cor preta ou azul-escuro destoando dos telhados vermelhos. Além deste país, muitos outros edifícios em outras partes do mundo estavam impedidos de recorrer a painéis solares pela mesma razão.

Uma empresa holandesa parece ter estado atenta a este descontentamento sentido por muitos um pouco por todo o mundo e rapidamente construiu uma alternativa. ZEP B.V. é a empresa que acaba de apresentar uma alternativa mais estética: painéis solares que se integram em telhas cerâmicas e que podem ser facilmente instaladas em telhados residenciais.

Painéis solares fotovoltaicos integrados em telhas cerâmicas é precisamente a solução que a empresa apresenta e digamos que era a solução que faltava no mercado.

Os painéis solares apresentavam-se com uma cor preta ou azul-escura já que estas cores permitiam a absorção da maior parte do espetro visível de luz. Quanto maior a quantidade de luz absorvida maior a quantidade de energia gerada.

A empresa ZEP B.V. conseguiu contornar esta característica fabricando ela própria telhas cerâmicas com células solares integradas. A instalação de painéis solares em telhas já existentes deixa assim de ser a única solução.

As telhas cerâmicas com células solares integradas medem 487 por 296 milímetros (cerca de 19 x 12 polegadas) e incorporam as células solares mono-cristalinas de 156 por 156 milímetros (cerca de 6 x 6 polegadas).

A eficiência destas telhas solares é quase a mesma dos painéis solares instalados em telhas já existentes. Para sermos precisos, a diferença é de 1,51%. Os painéis solares instalados em telhas existentes têm uma eficiência de cerca de 20% e as telhas cerâmicas com células integradas têm uma eficiência de 18,49%.

Para além da eficiência estética ser próxima e da parte estética ser perfeitamente adaptável aos diferentes telhados, estas telhas solares apresentam-se no mercado com uma outra vantagem. São telhas ideais para telhados com algumas limitações como chaminés.

Os modelos grandes e pesados dos painéis solares podem assim ter os dias contados. In “Portal Energia” - Portugal

Características gerais Telha Solar:

Tipo de célula solar: mono-cristalina
Silicone
Dimensões da célula: 156 x 156 mm
Número de células: 2 séries

Características específicas Telha Solar:

Potência máxima: 9 W
Tolerância de saída: mais ou menos 3%

sábado, 24 de dezembro de 2016

Angola - Holandeses promovem agricultura urbana no Cazenga

Projecto denominado “Urban Farming: Conceitos Inovadores sobre Agricultura” foi realizado nas instalações da Fábrica de Sabão

A embaixada da Holanda em Angola em parceria com a Fundação Africana para Inovação realizou entre os dias 10 e 12 deste mês uma formação agrícola com mais de 40 moradores do Cazenga.

A iniciativa serviu para transmitir às populações daquele distrito novas técnicas e padrões de cultivo, assinalando os potenciais benefícios da agricultura urbana.

O projecto, denominado “Urban Farming: Conceitos Inovadores sobre Agricultura” foi realizado nas instalações da Fábrica de Sabão, no Cazenga.

“A Embaixada da Holanda foca-se na agricultura, combinando a experiência holandesa com o potencial angolano. Tentamos colocar as duas partes juntas. Apesar do actual contexto económico, é importante que às populações comecem a pensar fora da caixa. Ter novas ideias, como agricultura sustentável e urbana. Trouxemos ideias para as famílias e pretendemos que elas aprendam, façam em casa”, disse a primeira-secretária da embaixada da Holanda em Angola, Lydia Brons.

A  Holanda é o segundo maior exportador de produtos agrícolas do mundo dando particular importância à inovação e a tecnologia, “podendo ser um importante parceiro na diversificação em Angola nos sectores da agricultura, água e energia”. In “Rede Angola” - Angola

quinta-feira, 31 de março de 2016

Holanda – Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Casais do sexo feminino são mais propensos ao divórcio que os casais do sexo masculino

Os casamentos do mesmo sexo foram legalizados na Holanda em 1 de Abril de 2001. Durante os primeiros dois anos mais casais do sexo masculino aproveitaram a oportunidade para casarem-se, mas desde 2003 mais casamentos entre mulheres foram registados. Em 2015 realizaram-se 765 casamentos do sexo feminino e 644 do sexo masculino, ligeiramente superior aos últimos cinco anos.


Os casais de lésbicas são mais propensos ao divórcio do que os casais masculinos. Dos 580 casamentos de lésbicas registados em 2005, mais de 30 por cento tinham terminado em divórcio uma década depois. Os casamentos gays são menos propensos a terminar em divórcio: depois de uma década, mais de 15 por cento dos casamentos homossexuais masculinos tinham terminado. A taxa de divórcio para os casamentos heterossexuais foi de 18 por cento.


As pessoas que se casam antes dos vinte ou entre 40 e 50 anos são mais propensos ao divórcio. O risco de divórcio também é maior quando há uma grande diferença de idade entre os parceiros. Ao tomar estas idades e as diferenças de idade em consideração, os casais de lésbicas ainda são mais propensos ao divórcio do que os casais masculinos e heterossexuais. Nesse caso, o risco de divórcio é o mesmo para o sexo masculino casais gays e heterossexuais.

A única análise realizada inclui apenas os casamentos entre parceiros que ainda estavam vivos em 2016.

Os homens homossexuais são mais velhos quando se casam

Em média, os parceiros homossexuais são mais velhos quando se casam do que os heterossexuais. Os homens homossexuais têm, em média, mais de 43 anos de idade no dia do casamento contra cerca de 37 para os homens heterossexuais. Quase 20 por cento dos homens casados ​​gays tinham 55 anos ou mais no dia do casamento.

As mulheres lésbicas também tendem a ser mais velhos no dia do casamento do que as mulheres heterossexuais. A idade média das parceiras lésbicas no dia do casamento é de 39 contra 34 as heterossexuais.


A diferença de idade é considerável entre os parceiros do sexo masculino

Além da idade média em que os homens homossexuais se casam, a diferença de idade entre eles também é mais ampla do que entre as parceiras lésbicas e heterossexuais. A diferença média de idade entre os parceiros do sexo masculino foi de 7,5 anos em 2015; sendo em mais de um quarto dos casamentos superior a dez anos. A diferença média de idade entre as parceiras lésbicas era de 4,6 anos, contra 4,3 anos entre os parceiros heterossexuais. In “CBS Statistics Netherlands” - Holanda

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Holanda – Roterdão ajusta-se aos novos tempos

O crescimento dos navios requer portos com águas cada vez mais profundas e instalações mais modernas

O CMA CGM Sambhar foi o último navio operado no ECT CIty Terminal. O mais antigo terminal de contentores do porto de Roterdão encerrou no início do mês.

A decisão de encerramento do terminal, que funcionava desde 1967, prende-se com as limitações para receber os mega-navios do presente. A ECT está a mudar as suas operações do Eemhaven para os dois terminais no Massvlakte: Delta e Euromax.

“O encerramento do ECT City Terminal representa o fim de uma era. Como pioneira na movimentação de contentores, a ECT fez a sua história aqui. Foi aqui que a movimentação de contentores em Roterdão começou e amadureceu”, afirmou o CEO a ECT, Leo Rujis.

“O crescimento dos navios requer portos com águas cada vez mais profundas e instalações mais modernas. No ECT Delta Terminal e no Euromax Terminal Rotterdam, situados directamente no Mar do Norte, conseguimos responder às necessidades da procura e continuar a investir”, acrescentou Leo Rujis.

Os 65 hectares do ECT City Terminal serão agora, de acordo com a autoridade portuária, usados para instalar empresas locais e novas actividades. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Brasil - Contêineres: perspectivas de crescimento

SÃO PAULO – Dados coletados pela Statistics Netherlands, também conhecida como Dutch Central Bureau of Statistics (CBS), mostram que o contêiner como equipamento utilizado para o transporte de carga tem ainda muito o que crescer e uma vida longa pela frente. Basta ver que, em 2014, o transbordo de contêineres nos portos marítimos holandeses cresceu 9% e o volume de mercadorias que chegam e saem desses complexos acondicionadas nessas caixas metálicas subiu 2,3%, alcançando 570 milhões de toneladas.

No peso total de contêineres transbordados em portos holandeses – especialmente em Roterdã, o maior porto de contêineres da Europa –, houve um crescimento de 25% desde 2000, enquanto o transbordo de mercadorias a granel diminuiu 2% durante o mesmo período. Com a conclusão do projeto Maasvlakte 2, os maiores navios porta-contêineres poderão chegar a Roterdã, o que faz prever um aumento ainda mais significativo no manejo de contêineres neste porto.

É de se lembrar que hoje o transporte de contêineres responde por 20% do peso total do transporte de mercadorias nos portos holandeses. E que cerca da metade da carga marítima consiste em granéis líquidos, principalmente petróleo e seus derivados, enquanto granéis sólidos, como carvão e minério, respondem por 25%. À falta de números confiáveis sobre a movimentação de cargas no Brasil, pode-se imaginar que essa proporção seja semelhante à que se registra nos portos brasileiros.

Mas, como não dispõe em andamento de nenhum projeto semelhante a Maasvlakte 2, o Brasil não deverá acompanhar no mesmo ritmo esse crescimento na movimentação de contêineres. E tampouco deverá se preparar adequadamente para esse futuro porque o atual governo não dispõe de recursos para novos investimentos. Pelo contrário. Em luta pela própria sobrevivência política, o que mais tem feito é cortar investimentos em áreas essenciais para a economia.

Além disso, a esperança que tinha de formalizar uma parceria com a China para a retomada de investimentos em infraestrutura e na área de petróleo, como forma de estancar a recessão, escorreu pelo ralo depois da desaceleração registrada na economia chinesa, que inclusive começa a causar consequências negativas nas exportações de commodities de minério e produtos agrícolas para aquele país.

Por isso, a previsão do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), do Rio de Janeiro, em trabalho de 2011 feito por encomenda da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), segundo a qual a carga transportada por contêineres nos portos brasileiros cresceria 7,4% ao ano e iria dobrar até 2021, precisa ser revista. Segundo o estudo, o volume de contêineres em 2021 atingiria 14,7 milhões de TEUs – unidade equivalente a um contêiner de 20 pés –, 90% a mais do que em 2011, quando o País movimentou 8,2 milhões de TEUs.

Para tanto, porém, seria necessário um aumento de capacidade suficiente para atender à demanda no período, o que exigiria investimentos de R$ 10 bilhões nos terminais de contêineres de uso público, instalados nos portos organizados para prestar serviços a terceiros, o que, obviamente, não acontecerá em função da crise. Por outro lado, acuados pela insegurança econômica, os empresários aguardam melhor momento para investir em terminais privados. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Holanda – Maioria do transporte chinês de mercadoria passa por Roterdão

A China domina o transporte de contentores no porto de Roterdão

Segundo o Instituto Nacional de Estatística da Holanda quase 25% de todas as mercadorias descarregadas no porto de Roterdão são originárias da China. O número de contentores provenientes do resto do mundo cresceu 6%, da China aumentou 9% em 2014. Este crescimento continuou no início de 2015, apesar do abrandamento económico chinês.

10% de aumento de mercadorias em contentor da China

Em 2014, um total de 54 milhões de toneladas de mercadorias foram descarregadas no porto de Roterdão em quase quatro milhões de contentores. Quase um quarto desses bens foi enviado dos portos chineses. Em peso isto representa um aumento de 10% face a 2013. Singapura e Estados Unidos da América também são grandes fornecedores de mercadorias em contentor. Juntos, respondem por 6 milhões de toneladas de mercadorias.

Os 10 principais países fornecedores de contentores para Roterdão:



No primeiro trimestre de 2015, a desaceleração da economia chinesa ainda não era visível no número de contentores provenientes da China. Houve um aumento de quase 20 por cento no número de contentores chineses em comparação com o primeiro trimestre de 2014, enquanto o número total de contentores chegados a Roterdão do resto do mundo aumentou 10 por cento.






























23,3% dos contentores provenientes da China contêm máquinas e equipamentos, 15,1%, produtos químicos e 14,4% têxteis. Seguem-se metais, 11,1%, mobiliário, 9%, alimentos e bebidas, 7%. Peixe, frutas e legumes são os produtos mais importantes nesta categoria. Baía da Lusofonia

O que os contentores chineses contêm?



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Brasil - Holanda: maior integração

Adelto Gonçalves
Dados da CBS Statistics Netherlands mostram que as exportações da Holanda cresceram quase seis vezes na última década em direção ao Brasil, “um mercado em forte crescimento”, segundo a agência, à frente da China e Cingapura, cujas importações aumentaram quase quatro vezes, entre os países fora do círculo da União Europeia. A participação das exportações para países não pertencentes à UE nas exportações totais de produtos holandeses subiu de um quarto para mais de um terço no período.

Os dados mostram ainda que as exportações holandesas de máquinas e equipamentos de transporte para países fora da UE cresceram mais do que aquelas dirigidas para os países da UE. E que houve um crescimento substancial nas exportações de máquinas especiais para a Coréia do Sul, China, Taiwan, Japão e EUA. Mais: o Brasil emergiu como um mercado em crescimento para equipamentos destinados à indústria naval.

Os números mostram que há uma grande conexão entre Brasil e Holanda. Afinal, a Holanda aparece como o quinto principal parceiro comercial do Brasil. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a corrente de comércio (importações/exportações) entre os dois países de 2004 a 2014 cresceu mais de 150%, passando de US$ 6,5 bilhões para US$ 16,1 bilhões.

Em 2014, o superávit brasileiro foi de US$ 9,9 bilhões. Os holandeses exportam principalmente gasolina, óleos de petróleo, adubos e fertilizantes, produtos químicos orgânicos, plásticos, máquinas e aparelhos mecânicos, bebidas, queijos, ração animal e genética animal e de plantas e, por outro lado, importam soja, óleos de petróleo, minério de ferro, celulose, carne bovina e de aves, frutas e suco de laranja.

Nos últimos tempos, porém, esse relacionamento comercial tem baixado de intensidade. Em 2014, o Brasil exportou US$ 13 bilhões FOB, registrando uma queda de 24,79% em relação a 2013 (US$ 17,3 bilhões). Em produtos industrializados, as vendas foram de US$ 7,4 bilhões e, em produtos básicos, de US$ 5,6 bilhões. A tendência de queda tem-se mantido em 2015, pois até julho as exportações foram de US$ 5,9 bilhões FOB (variação de -29,09%), divididos entre US$ 3,47 bilhões em produtos industrializados e US$ 2,46 bilhões, em básicos.

Já as importações em 2014 foram de US$ 3,1 bilhões FOB, com um crescimento de 35,11% em relação a 2013 (US$ 2,3 bilhões). Em 2015, até julho, as importações chegaram a US$ 1,6 bilhão (variação de -12,05% em relação ao mesmo período de 2014). O Brasil importou majoritariamente produtos industrializados. De produtos básicos, foram US$ 70,493 milhões. É de se ressaltar que, segundo dados da CBS, os produtos holandeses são responsáveis por 56% do valor total das exportações daquela nação, enquanto as reexportações são responsáveis por 44%. Aqui é preciso acrescentar que reexportações compreendem produtos que são submetidos a processamento adicional no país ou produtos de transhipment/transbordo com os quais os portos holandeses muito contribuem para a economia local.

Diante desses números, se a chave para a retomada do crescimento econômico pelo Brasil é a exportação, como afirma o ministro Armando Monteiro, fica claro que o MDIC deve aproveitar o momento para procurar aumentar as vendas de produtos manufaturados e básicos para a Holanda, revertendo a atual tendência de queda. Adelto Gonçalves - Brasil

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Adelto Gonçalves, jornalista especializado em comércio exterior, é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Direito e Justiça em Terras d´El Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Holanda - Portos de trânsito para os produtos japoneses na Europa

De acordo com um estudo recente realizado pela Statistics Netherlands, as importações de bens provenientes do Japão atingiram 8,4 mil milhões de euros em 2013. Três quartos destes bens foram quase de imediato reexportados. A Holanda é principalmente um país de trânsito para os produtos japoneses para a Europa.

O Japão é a terceira maior economia do mundo. O seu comércio internacional totalizou 1800 mil milhões de dólares em 2013. Os valores da Holanda são residuais. O Japão exportou 9,3 mil milhões de euros em bens e serviços para a Holanda em 2013, e importou bens e serviços no valor holandeses para 4,5 mil milhões de euros. Isso coloca a Holanda em décimo segundo como país de destino das exportações e perto do 30º lugar como país fornecedor.

Nos últimos vinte anos as importações japonesas subiram quase 70%, as reexportações representaram três quartos.

A Holanda é o décimo segundo parceiro de exportação mais importante do Japão, e - depois da Alemanha - o segundo na Europa. Os Estados Unidos e a China estão no topo da lista. A Holanda é principalmente um país de trânsito para os produtos japoneses para a Europa. Três quartos dos bens importados foram reexportados novamente quase de imediato. A Holanda importa do Japão principalmente máquinas de escritório, equipamentos de telecomunicações (incluindo partes) e máquinas de movimentação de terras, obras públicas e construção civil. Em 1996, o valor das importações do Japão era apenas 4,9 mil milhões de euros. O Japão é o nono maior fornecedor da Holanda de bens.

Importação e exportação de mercadorias do e para o Japão
Exportações: produtos farmacêuticos e tabaco

A Holanda exportou 3,2 mil milhões de euros de mercadorias para o Japão em 2013. Estas consistiram principalmente em produtos farmacêuticos e produtos do tabaco. O valor dos bens exportados para o Japão aumentou em 1,5 mil milhões de euros desde 1996. Apesar deste aumento, o Japão não é um grande mercado de destino das exportações holandesas. Em 2013, foi o vigésimo terceiro maior parceiro de exportações de bens.

Mais serviços exportados que importados

A Holanda exportou 1,4 mil milhões de euros de serviços para o Japão em 2013. As importações de serviços do Japão totalizaram 0,9 mil milhões de euros. CBS Statistics Netherlands - Holanda

Importação e exportação de serviços do e para o Japão


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Azawad – Movimento para a libertação trabalha na diplomacia

O Movimento para a Libertação de Azawad (MNLA) anuncia a inauguração, "de uma embaixada temporária" em Amsterdão. Em Bamako, capital do Mali os responsáveis observam em silêncio enquanto a população está indignada apesar das garantias da Holanda que consideram como uma simples manifestação da liberdade de expressão.

Moussa Ag Assarid um dos líderes do movimento confirmou à BBC a inauguração das instalações esta semana de Setembro em Amesterdão; descreve-a como "uma missão diplomática temporária... Uma embaixada como parte da democracia que não se enquadra no âmbito das Convenções de Viena." A Secretária para os Assuntos Públicos da representação diplomática dos Países Baixos em Bamako diz que este é realmente um centro cultural, uma iniciativa privada. 


A população não deve interpretar mal o termo "embaixada", em virtude, refere a Secretária, não existe nenhuma relação diplomática entre o seu país, a Holanda e o MNLA.

Amsterdão considera a inauguração da "embaixada" como uma manifestação de liberdade de expressão e segundo a diplomata, o seu país não vai impedir a iniciativa.

Nas próximas semanas, outros três embaixadas serão abertas na Inglaterra, Rússia e Suíça.

De acordo com vários especialistas na contenda da Casamansa, o reconhecimento da questão do Azawad poderia impulsionar o braço político do Movimento das Forças Democráticas da Casamansa a seguir este caminho. Saliou Cissé - Casamansa

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Holanda – Investimento em porto brasileiro


O Porto de Roterdã, empresa formada pelo governo holandês e conhecida como uma das principais operadoras portuárias do mundo, decidiu entrar na sociedade daquele que pretende ser o maior porto privado do Brasil. O chamado Porto Central de Presidente Kennedy, que será erguido no litoral sul do Espírito Santo, vai receber investimentos de R$ 5 bilhões. A previsão é que as obras sejam iniciadas em meados de janeiro do ano que vem. Pelo projeto original, Roterdã atuaria apenas como um gestor do empreendimento. Com a mudança na lei dos portos, porém, que abriu o setor para investimento privado e operação de diversos tipos de carga, a empresa decidiu entrar diretamente no negócio, disse ao Valor o presidente do Porto Central, José Maria Novaes.

Controlado pelo governo holandês e pela prefeitura de Roterdã, o Porto de Roterdã terá 30% das operações do projeto. Uma participação próxima de 70% ficará nas mãos da TPK Logística, empresa criada no Espírito Santo com o propósito exclusivo de tocar o empreendimento. A TPK, segundo Novaes, tem 60% de sua composição controlada pelo grupo Polimix, uma das maiores concreteiras do país. Os demais 40% pertencem a três investidores locais, donos das terras onde o porto será construído. Fecha o time de acionistas o governo do Espírito Santo, que deverá ter ainda uma pequena participação (cerca de 1%), ao ceder áreas complementares ao empreendimento.

Dos R$ 5 bilhões de investimento, 70% virão de financiamento. O projeto já foi previamente apresentado ao BNDES, que deve ser o grande financiador do Porto Central, disse Novaes. O executivo não descarta, porém, a entrada de outros bancos europeus, dado acesso facilitado do governo holandês a recursos de bancos europeus. Para negociar o empréstimo, os sócios ainda aguardam a emissão da licença prévia ambiental do projeto, que está em fase de conclusão pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Tivemos uma reunião com o Ibama na semana passada. A licença deve ser liberada entre 15 e 30 dias. A partir daí, vamos entregar a carta-consulta ao BNDES”, disse Novaes.

O projeto está atrasado. O cronograma original previa que as obras já tivessem começado, mas, segundo o executivo, houve lentidão no processo de licenciamento. Para ganhar tempo, os empresários já começaram a trabalhar no levantamento das medidas ambientais compensatórias, com a perspectiva de receber, até janeiro, a licença de instalação, que libera o início efetivo das obras.

Os números do Porto Central, que será instalado no município de Presidente Kennedy, dão uma perspectiva do que se ambiciona com o empreendimento. Desenhado para ocupar uma área de 20 milhões de metros quadrados (o equivalente a cerca de 3 mil campos de futebol), o porto contempla a construção de 30 terminais de uso privado, além de áreas industriais. A estrutura, que vai se apoiar em um cais com dez quilômetros de extensão, terá operações por etapas. Até 2017, deve iniciar com capacidade de movimentar 50 milhões de toneladas por ano, mas deverá chegar a 150 milhões de toneladas anuais quando estiver em funcionamento pleno, em meados de 2022.

Para se ter uma ideia do que isso significa, o porto de Paranaguá (PR), segundo maior do país (o primeiro é o de Santos), movimentou 41,9 milhões de toneladas em 2013, segundo balanço de cargas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

“O governo do Espírito Santo decidiu entrar na sociedade do empreendimento porque entende que é um projeto estratégico para o país. Esse porto será o ‘hub’ do Porto de Roterdã para toda a América Latina”, disse o secretário de desenvolvimento do Estado capixaba, Nery De Rossi.

O propósito do porto é receber cargas em geral, mas o objetivo maior é atender novas demandas geradas pelo petróleo extraído do pré-sal e pós-sal das bacias de Campos (RJ) e do Espírito Santo (ES), que estão localizadas a uma distância de 150 a 250 quilômetros do Porto Central. Para isso, prevê-se a construção de parque de tancagem de petróleo e outros líquidos, transferência de petróleo para petroleiros e estaleiros, além de dois terminais para derivados. A estimativa é de que aproximadamente 3.200 navios passem pelos terminais por ano, podendo atingir até 4.500 navios, de embarcações menores a cargueiros de transporte de minério, óleo e gás, entre outras cargas.

Nos primeiros três anos de construção, o projeto deve envolver investimentos de até R$ 2,5 bilhões. José Maria Novaes, diretor-presidente do Porto Central, afirma que já tem vários memorandos de entendimento assinados com potenciais interessados em explorar o porto, mas prefere não citar nomes.

Numa segunda etapa, o projeto quer se beneficiar de outros empreendimentos logísticos planejados para chegar ao litoral do Estado. É o caso da prometida construção da ferrovia Rio-Vitória. O traçado de aproximadamente 550 km de extensão chegou a entrar no pacote de 12 concessões ferroviárias anunciado pela presidente Dilma Rousseff em 2012. Até hoje, porém, nenhum trecho foi licitado. André Borges – Brasil in “Valor Econômico”