Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

UCCLA - “De Olivença vê-se o mar”



Por ocasião da apresentação da proposta do município de Olivença para se tornar associado da UCCLA, vai ter lugar amanhã, dia 19 de fevereiro, a partir das 10 horas, na sede da organização, um importante evento de intercâmbio empresarial “De Olivença vê-se o mar”.

É um evento carregado de simbolismo e significado tendo em atenção as relações históricas existentes entre Portugal e a cidade de Olivença, que sempre aproximaram os oliventinos e os portugueses, com mais de um milhar de oliventinos a terem hoje uma dupla nacionalidade, a portuguesa e a espanhola, porque a legislação espanhola o permite aos que a requeiram.

À semelhança do que sucede com outras cidades ou regiões de outros países, como Macau ou Santiago de Compostela, há muito associadas da UCCLA e que os estatutos desta permitem, é com muita honra e reconhecimento que vemos agora Olivença propor a sua adesão.

A proximidade das relações existentes, a todos os níveis, e as referências históricas de Portugal, que a cidade de Olivença ostenta em muitos dos seus monumentos, ruas e instituições públicas e privadas, são elementos que, com a adesão do município à UCCLA, reforçarão ainda mais a proximidade, incentivando os fluxos turísticos e criando condições para o intercâmbio de Olivença com os países de língua oficial portuguesa. UCCLA







segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Brasil - 6º Fórum Brasil África fortalece relação entre os países lusófonos

Fortalecer os laços e estimular novas parcerias entre os países de língua portuguesa estão entre as missões do 6º Fórum Brasil África – Empoderamento Juvenil: Transformação para Alcançar o Desenvolvimento Sustentável. O evento, que vai ser realizado nos dias 22 e 23 de novembro em Salvador, Bahia, conta com a presença de líderes da lusofonia entre os palestrantes.

Ex-presidente de Timor-Leste, Prêmio Nobel da Paz e referência mundial na luta pela promoção dos direitos humanos, José Ramos-Horta vai compartilhar experiências na sessão “Conheça o Ícone”, com o tema “O papel dos jovens na promoção da democracia e da paz”.

“As relações Brasil-África são extremamente importantes pela história, pela ligação geográfica, pela solidariedade humana. O Brasil pode fazer ainda mais essa ponte atlântica entre o continente americano e o continente africano”, declara Ramos-Horta.

A Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, participa da sessão sobre capacitação de jovens através do conhecimento. “Acho que nossa presença vai ser um ato importante para estreitar as relações”, diz a Secretária.

Vice-Presidente da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP (FME-CPLP) e CEO da Cine Group, Mônica Monteiro participa do painel “Indústria Criativa”.

Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique, Higino Francisco de Marrule debate no painel sobre empregabilidade juvenil na agricultura.

Secretário Geral do g7+, associação de 20 países afetados por conflitos no Pacífico, na Ásia, na África e no Caribe, Hélder da Costa vai participar da sessão “Parcerias de alto nível”. “Discutir e procurar soluções para o papel dos jovens seria um passo bastante significativo para nós e também para a humanidade”, afirma Hélder da Costa.

Maria da Conceição Nobre Cabral, ex-Ministra das Relações Exteriores, da Cooperação Internacional e das Comunidades de Guiné-Bissau, também vai estar presente na sessão “Parcerias de alto nível”.

O 6º Fórum Brasil África conta ainda com a participação do ex-Ministro das Relações Exteriores e da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do ex-Ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão.

O evento deve reunir 300 representantes de governos, empresas, universidades e potenciais investidores para trocar experiências e gerar boas oportunidades para jovens no Brasil e em países africanos. Entre as várias organizações que apoiam o 6º Fórum Brasil África estão o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), o Centro de Excelência Contra a Fome, o Forum for Agricultural Research in Africa (FARA), o African Export-Import Bank (AFREXIMBANK), a UNITAID e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Instituto Brasil África” – Brasil

Para mais informações aceda aqui.

sábado, 13 de outubro de 2018

Portugal – TechDays construindo o nosso futuro

Casa cheia no TechDays em Aveiro para ouvir o que cidades como Dublin, Copenhaga e Santander estão a fazer para se tornarem mais inteligentes — e sobretudo para perceber que vantagens os cidadãos e as empresas podem ter quando isso acontece. Aveiro, anfitriã do evento, teve também ontem uma boa notícia: vai ter 6 milhões de euros de investimento via um programa europeu



É contagiante a forma como Oliver Hall entra em palco e apresenta a "sua" Copenhaga. Tudo o que ouvimos sobre a felicidade e "coolness" dinamarquesa está espelhada na forma descontraída como apresenta o plano que a cidade dinamarquesa delineou para em 2025 se tornar a primeira capital mundial neutra em emissões de carbono. São menos de sete anos para conseguir compensar os quase dois milhões de toneladas emitidas atualmente — um número elevado mas ainda assim já resultado de uma redução de 38% nas emissões entre 2005 e 2015.

Copenhaga tem uma longa lista de reconhecimentos internacionais no que respeita a qualidade de vida — e o ambiente é, há largos anos, uma das grandes apostas da cidade. Provavelmente, há bem mais anos do que a maior parte das pessoas perceciona. "Dinamarca, Japão e Israel foram os primeiros países a criar legislação de ambiental em matéria de energia". Aconteceu em 1973, após o primeiro choque do petróleo. "Fomos atingidos de forma tão dura, dependíamos 97% do petróleo do Médio Oriente, que todos estávamos conscientes que era necessário uma nova direção" relata o mesmo Oliver Hall, atual responsável pelos investimentos em tecnologia de Copenhagen Capacity, a agência dinamarquesa que é uma das entidades promotoras do plano para alcançar emissões neutras de carbono.

Mais curioso, porém, são ainda alguns números que traz na sua apresentação. Os mesmos números que usa para garantir "não somos hippies". O que está a querer dizer à audiência — e que repetirá depois em entrevista ao SAPO24 — é que "verde é bom para os negócios". E, como irá ilustrar com números, isso significa que é possível registar aumentos na riqueza gerada com reduções das emissões de carbono e do consumo de água. Mais do que metas futuras, traz resultados já alcançados: entre 2010 e 2015, Copenhaga reduziu em 8% as emissões de carbono nos transportes, aumentou em 16% a sua população — atualmente, todos os meses, cerca de mil pessoas mudam-se para a capital dinamarquesa — e a economia local cresceu 18%.

Segundo Oliver, tudo isto tem sido possível com um grande sentido de colaboração com as entidades públicas a puxarem pela necessidade de opções ambientalmente sustentáveis e os parceiros sociais — empresas, universidades, cidadãos em geral — a participarem no desenvolvimento de soluções. Que são transversais à vida na cidade desde o estacionamento à qualidade do ar, gestão do lixo, mobilidade, iluminação pública, só para referir alguns dos mais óbvios.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o projeto em curso em Nordhavnen, o maior em áreas metropolitanas na Escandinávia. Nordhavnen fica a quatro quilómetros do centro de Copenhaga e tem em teste uma série de soluções de trânsito que têm a ver com a mobilidade das pessoas na cidade mas também com o consumo de energia. O Energy Lab está a testar nesta nova área da cidade soluções de integração de energia renováveis na rede, tentando, por exemplo, perceber como se pode obter soluções de estabilidade na energia disponível quando a fonte é o vento — por definição instável e muitas vezes imprevisível. Isto ao mesmo tempo que se testam soluções de mobilidade, com o conceito dos "5 minutos" de distância — o tempo máximo que cada cidadão naquela área pode estar de distância de um acesso de Metro. E para promover a preferência pelos transportes públicos, o acesso a peões é fácil mas o de carros é bem mais difícil.

Todas estas soluções são medidas e suportadas em análise de dados para que se possam tirar conclusões sobre o que funciona e o que não funciona e construir novas possibilidades a partir daí.

Dublin é "perfeita para testar"

"Smart Docklands é o que chamamos o testbed para as soluções de smart city em Dublin", começa por nos dizer Miguel Guerin, o gestor do programa de teste a soluções de smart cities na capital irlandesa.Paremos aqui, tradução precisa-se. O que é "testbed": basicamente trata-se de uma plataforma de testes em várias áreas da vida numa cidade — gestão de lixo, transportes públicos, poluição, para dar alguns exemplos — e que se monitoriza em tempo real. O projeto Smart Docklands junta nesta iniciativa três entidades distintas, o município de Dublin, a universidade e a indústria/empresas. E a empreitada a que se propuseram é considerável: identificaram 300 desafios ou problemas e foram à procura de soluções.

Se a dimensão de Dublin — "perfeita para testar" — foi um dos primeiros aspetos destacados por Michael Guerin, o facto de na cidade estarem sediadas algumas das principais e maiores companhias tecnológicas do mundo (só o Google tem 7000 pessoas a trabalhar nas Docklands, em Dublin) acaba por ser — ainda que um extremo em matéria de tamanho — um "match" perfeito para os objetivos do programa que gere. "Permite escalar com muita facilidade", aponta - e escalar é o destino das soluções que se revelam bem sucedidas em modo teste. Além disso, há outra vantagem — o tempo médio de permanência de vários colaboradores destas empresas é de dois anos. Depois tendem a mudar e muitas vezes a criar o seu próprio negócio, com predominância pela área tecnológica. O que se torna um terceiro benefício para Dublin e para a sua plataforma de testes. E, não menos importante, o facto de Dublin não ser tão grande quanto Londres ou Berlin significa também que "nunca se está muito longe de alguém que pode decidir" e rapidez na decisão é outro incentivo nestes processos.

Em média, a plataforma Smart Docklands tem em teste cerca de 20 soluções mas outros projetos paralelos decorrem em simultâneo. Um deles destina-se a inovação no âmbito de empresas de pequena dimensão e envolver um total de 42 entidades, tendo sido financiado em 1,5 milhões de euros.

Uma das premissas nestes projetos — como aliás acontece quando se analisam startups — é que a pelo menos metade não irá dar resultado. "Em cada dez, cinco poderão seguir em frente e talvez dois ter sucesso e um muito sucesso", sublinha Michael.

Todas as cidades serão cidades inteligentes?

Há uns anos seria pouco mais que futurismo — mas o teste de soluções tecnológicas em vários domínios da vida nas cidades é a realidade já em muitos espaços urbanos. Mas, será esse o futuro de todas as cidades? E o que acontecerá a quem não se tornar "inteligente"?

"Penso que será o destino das cidades — na essência, ser uma smart city significa criar eficiências. Não importa a dimensão, se é Tóquio ou Nova Iorque ou uma cidade bem mais pequena. A nossa discussão é mais no sentido do que serão as cidades do futuro, porque smart cities, as que usam tecnologia e dados, serão todas", defende Michale Guerin.

"Se olharmos para a natureza desta revolução industrial, todos temos um smartphone, todos, gostem ou não, usam. Acho que a diferença entre as cidades será no calendário de implementação mas uma cidade rural em Inglaterra poderá ser tão tecnológica quanto Tóquio. O que vemos é que estes movimentos de smart cities não estão a ser conduzidos por governos centrais, mas por cidades e regiões — veja-se o caso da Califórnia ou de Nova Iorque que apesar do governo americano atual ser adepto de carvão, já se demarcaram e afirmaram que irão manter os compromissos dos acordos de Paris e com os seus cidadãos antes de mais", remata Oliver Hall.

Santander testa IoT

Outro exemplo de soluções de cidades inteligentes chegou de Santander pela voz de Juan Rámon Santana, simultaneamente investigador na Universidade de Cantabria e um dos líderes do "SmartSantander".

“SmartSantander pode ser considerado a semente da iniciativa de smart cities em Santander. Começou como um projeto europeu, em 2010, com o objetivo ambicioso de ativar uma miríade de sensores na cidade em diversos ecossistemas como o ambiental, trânsito, mobilidade, etc”, conta.

Mais uma vez, um projeto que tem como base uma cidade de pequena dimensão — 180 mil habitantes — e uma economia muito suportada em serviços. Um ambiente muito favorável às principais linhas do program: experimentação de soluções de IoT (Internet of Things) que podem ir de áreas como estacionamento, rega de parques e jardins, realidade aumentada ou gestão do lixo. Nesta última aplicação, por exemplo, foram colocados mais de 1000 sensores em caixotes do lixo para medir a sua capacidade e notificar quando estão cheios - informação que melhora a recolha de lixo, organização de horários e o serviço prestado aos cidadãos.

"Aveiro Steamcity" entre os vencedores do programa europeu  "Ações Urbanas Inovadoras"

Um dia antes do arranque do TechDays, Aveiro, a cidade que promove o evento, tinha recebido uma boa notícia no que respeita aos planos da cidade em matéria de utilização de tecnologias de smart cities. O projeto Aveiro Steamcity que, segundo nota da Comissão Europeia, “ajudará a preparar a comunidade local para a nova revolução tecnológica associada à 5G com um observatório laboral para aumentar a resposta educativa e em termos de qualificações” — foi distinguido no âmbito de "Ações Urbanas Inovadoras", sendo o primeiro em Portugal a ser selecionado neste âmbito.

Terá assim um investimento de 6,1 milhões de euros ao longo de três anos oriundo de uma dotação total da União Europeia de 92 milhões de euros ao abrigo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para financiar “soluções inovadoras para desafios urbanos como a qualidade do ar, as alterações climáticas, a habitação, o emprego e as competências na economia local.”

Este foi um dos pontos em destaque na apresentação do responsável pela área de empreendedorismo e inovação da Câmara de Aveiro, André Costa, que detalhou as parcerias realizadas para a execução do Aveiro Steamcity e que envolvem os Altice Labs, sediados na cidade, a Universidade de Aveiro, o Instituto de Telecomunicações, a INOVARIA e a CEDES. "O desafio hoje não é como criar novos empregos, mas como melhorar o valor acrescentado e a riqueza económica e social com os empregos criados. Nós queremos ajudar as empresas a repensar os recursos que precisam para inovar, crescer e atrair um novo tipo de talento".

O que leva à descodificação do que significa Aveiro Steamcity: STEAM é o acrónimo para Ciências (Science), Tecnologia (Technology), Engenharia (Engineering), Arte (Arts) e Matemática (Mathematics). São estas áreas e competências que a cidade quer casar com a tecnologia 5G tendo como objetivo integrá-las no contexto de um contexto urbano inovador. "Queremos que a cidade seja um testbed digital e queremos ter os nossos cidadãos preparados para esta mudança radical", explicou André Costa. "É um grande desafio, tem riscos mas a cidade e os parceiros que tem estão muito motivados para o fazer".

A discussão sobre Cidades Inteligentes contou ainda com uma apresentação de Pedro Sanguinho da Nokia sobre os veículos 5G e como irão impactar o futuro da mobilidade, uma das áreas com mais problemas e desafios no âmbito das cidades do futuro. Rute Vasco – Portugal in “Sapo24


TechDays - A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia desde o início da humanidade: ferramentas em pedra, o controlo do fogo, as primeiras peças de vestuário, a álgebra, os transístores e muitos outros exemplos. Grandes sonhos, aspirações visionárias, fracassos inabaláveis e a capacidade de nos superarmos, levou a humanidade a grandes inovações. A humanidade enfrenta hoje grandes mudanças tecnológicas que trespassam todas as gerações. A revolução tecnológica está presente em tudo que fazemos. Faz parte das nossas vidas. A inovação está a mudar a forma como fazemos negócios, a sustentar a criação de novas indústrias e a transformar a sociedade em que vivemos, a uma velocidade acelerada. Mas, todos esses desafios trazem, também, novas oportunidades.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Cabo Verde - Primeira edição do “Viagem pela História”

Cidade da Praia – A primeira edição do “Viagem pela História”, que foi inaugurada na Cidade Velha, recria a chegada dos jesuítas a Cabo Verde a 05 de Julho de 1604.



Em declarações à imprensa, à margem da abertura do evento, o ministro da Cultura, Abraão Vicente, avançou que este certame, organizado em parceria Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago (CMRG), passará futuramente para a gestão da autarquia.

“O Ministério da Cultura está apenas a impulsionar e nós deixamos toda a parte da escolha dos momentos e das personalidades aos cientistas, com o objectivo de entregar o evento futuramente à Câmara Municipal”, informou o ministro.

Para Abraão Vicente, a realização desta primeira edição do “Viagem pela História” é o início de um processo que pode demorar anos para ganhar a dimensão que se almeja, que é o total envolvimento de toda a população.

“Infelizmente, não tivemos o envolvimento do sector privado na dimensão que gostaríamos de ter, então quase a totalidade do orçamento é suportado pelo Ministério da Cultura, com um apoio significativo do Banco Mundial e do Fundo do Turismo”, comunicou.

Para além desses parceiros, o Ministério da Cultura conta com o apoio de Santa Maria da Feira, de Portugal, com quem foi assinado um protocolo para a partilha da sua experiência em matéria de recreação de momentos históricos.

Segundo Elisandra Barbosa, do gabinete de Exportação de Bens Culturais da CMRGS, a chegada do Jesuítas começa no porto da Cidade Velha, seguem com uma procissão e passa pelo Pelourinho, até à Igreja Nossa Senhora do Rosário, onde será celebrada uma missa real.

As actividades deste projecto “Viagem pela história” retratam até domingo vários momentos da chegada dos Jesuítas, com o envolvimento de vários espaços e uma rota gastronómica associada.

O projecto está orçado em cerca de 15 mil contos, conforme tinha anunciou, no passado mês de Junho, o ministro Abraão Vicente, aquando da apresentação do projecto “Viagem pela história”. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 9 de abril de 2018

CPLP - Promove a “Língua Portuguesa Unindo Gerações”

O Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), o Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (SECPLP) e a Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira (SIPLE) estão a organizar dois eventos que marcam uma semana inteira do mês de abril, sob o mote 'Em Língua Portuguesa Unindo Gerações'



A sede do SECPLP abre as portas ao colóquio “Língua Portuguesa: um património a preservar”, entre os dias 9 a 13 de abril, seguido do “IX Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais: Ensino de Português como Língua de Herança / Português para Crianças”, com duração de quatro dias, cujos materiais didáticos gerados serão incluídos no Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna (PPPLE/LE/LNM).

No colóquio, estará em destaque a preservação e promoção da língua de Camões, assim como as perspetivas e práticas do português como língua de herança.

O curso pretende capacitar tanto professores como pessoas em formação na área, para a elaboração de materiais para o ensino de português no âmbito da temática desta edição, através de discussões e abordagens pedagógicas contemporâneas para o ensino de línguas, sob a orientação da Equipa Assessora Central do PPPLE. In “Revista PORT.COM” - Portugal

sábado, 25 de novembro de 2017

Brasil - Alguns Poetas de Moçambique em Interface com a Poesia de Língua Portuguesa de Goa

Alguns Poetas de Moçambique em Interface com a Poesia de Língua Portuguesa de Goa é a temática de palestra do professor Duarte Nuno Braga, da Universidade de São Paulo (USP) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta quarta-feira, 29 de novembro, às 14h30, na sala 308 do prédio 20, Campus Coração Eucarístico. O evento é uma promoção do Grupo de Estudos Estéticas Diaspóricas, do Programa de Pós-graduação em Letras, com apoio do Centro de Estudos Luso-Afro-Brasileiros (Cespuc), e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, de Portugal. In “Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais” - Brasil



O professor Duarte Nuno Drumond Braga n. (19/09/1981) possui licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses (2005), Mestrado (2009) e Doutoramento (2014) em Estudos Comparatistas, todos pela Universidade de Lisboa. Pós-doutorado, acerca da representação de Goa e de Macau na literatura de língua portuguesa do séc. XX, desenvolvido desde 2014 na área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde atua como docente na pós-graduação e na extensão universitária. Trabalha nas áreas de Literatura Portuguesa e Literatura Comparada. duartedbraga@gmail.com


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Brasil – Presente no MIPCOM apostando na diversificação de modelos de negócios

O MIPCOM, o mais importante evento de audiovisual do mundo, está prestes a começar. De 16 a 19 de outubro, as 41 produtoras brasileiras que integram a delegação do Brazilian Content, programa de exportação da BRAVI em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), circularão em Cannes com o objetivo de movimentar os negócios, especialmente com players internacionais. Muitas preparam novidades para essa edição do evento, diversificando a área de atuação, os modelos de negócios e os mercados em foco.

Uma das associadas que promete um novo caminho para aproximação dos players internacionais é a Elo Company. Essa será a primeira vez que a Elo, experiente no mercado de distribuição, apresenta-se também como produtora. Além do catálogo de longas e séries, Sabrina NudelimanWagon, CEO da empresa, leva na bagagem os projetos em produção. Eles são frutodo núcleo de desenvolvimento e produção liderado pela ex-executiva da Discovery Network, Maria Carolina Telles, e das parcerias com a rede de jornalistas BRIO para a produção de conteúdos originais investigativos e com a MCN – Rede Snack para alguns formatos multiplataformas.

Além dos conteúdos factuais, a Elo leva outras produções nas quais está envolvida: o longa “O Soldado Sem Arma”, que está em produção avançada e aborda a trajetória de AndreLiohn, maior fotógrafo de guerra da América Latina, e três séries de animação que estão sendo coproduzidas com os parceiros Singular, Mono e Birdo.

Outra distribuidora veterana no MIPCOM que leva na bagagem uma novidade para essa edição é a Sato Company, que fechou com o canal Gloob e com a TV Pinguim a representação de todos seus conteúdos para o mercado asiático. A Ásia, por sinal, tem despertado muito interesse de produtores brasileiros. “Temos muito interesse em fazer negócios com países da Ásia, que estão adquirindo cada vez mais obras ocidentais”, conta Nelson Botter Jr., diretor da TortugaStudios. A produtora parte para o MIPCOM com as séries produzidas "Os Under-Undergrounds", "A Mansão Maluca do Professor Ambrósio", além do longa-metragem "O Amor no Divã" edo projeto de série animada “Alex Green”, em parceria com a Moonshot. Botter explica que também há a expectativa de que as novas plataformas estejam cada vez mais fortes e abertas à compra de conteúdo.

Para a Sétima Cinema, estreante no MIPCOM, especializada em realizar festivais de cinema como plataformas de exibição e de vitrine para possíveis distribuidores e produtores, uma das apostas está no potencial de novos formatos, como a realidade virtual. “Estamos firmando parcerias para projetos que potencializem esse novo mercado no Brasil”, observa Ana Arruda Neiva, sócia-diretora da empresa.

A Panorâmica traz para o MIPCOM deste ano a venda de formatos de seus casos de sucesso em séries de ficção, como “Gaby Estrella”, série Infantil realizada em coprodução com a produtora Chatrone e Globosat, e indicada a importantes prêmios internacionais como Emmy International Kids e BANFF; “Sem Volta” série de ação realizada em coprodução com a produtora Chatrone e Record TV, que alcançou relevantes resultados de audiência na TV Aberta (Record TV) e TV Paga (A&E) e é distribuída internacionalmente pela Armoza Formats; e “Rotas do Ódio”, drama policial que será exibida no Universal Chanel em 2018, realizada em coprodução com a produtora Modo Operante e NBC Universal e que também é responsável pela distribuição internacional. 

Produtoras participantes

As produtoras 2DLab, 44 Toons, Alopra Estúdio, Animaking, Belli Studio, Boutique Filmes, Bromélia Produções, CabongStudios, Capelini Filmes, Chatrone, CINE Group, Conspiração Filmes, Copa Studio, Cygnus Media, Dogs CanFlyLicensing, DUE Produções, ELO Company, Estúdio Giz, FM Produções, Grifa Filmes, INPUT | artesonora, LUVA, MixerFilms, Moonshot Pictures, Panorâmica, Plateau Filmes, Prodigo Films, Pushstart, Raven Filmes, Red Studio Brasil, Rinaldi Produções, Sato Company, Sétima Cinema, Singular, Split Studio, Synapse, TortugaStudios, TV Pinguim,Up! ContentCo, Visom Digitale Zola integram a delegação do Brasil. Representantes do Rio Content Market também juntam-se ao grupo.

Sobre o Brazilian Content

O Brazilian Content é o programa internacional da Brasil Audiovisual Independente (BRAVI), criado em 2004 e realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Com o objetivo de promover o conteúdo audiovisual independente no mercado internacional, o Brazilian Content viabiliza parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras (por meio de coproduções, vendas e pré-vendas para canais de TV, internet, telefonia celular e mídias digitais). O Brasil hoje é considerado um importante mercado no cenário internacional e integra o plano de negócios de coprodução de inúmeras TVs e produtoras.

Sobre a Brasil Audiovisual Independente (BRAVI)

A BRAVI reúne produtoras independentes de conteúdo audiovisual para televisão e mídias digitais e possui mais de 600 associados em 18 unidades da Federação, nas cinco regiões do Brasil. Fundada em 1999, a associação atua fortemente para o desenvolvimento do mercado audiovisual brasileiro e representa o setor em diversos fóruns de debates públicos e privados. Com uma estrutura profissional e reconhecida representatividade nacional, a BRAVI também participa ativamente das regulamentações do mercado audiovisual, incentivando a produção e novos modelos de negócios, além de oferecer capacitação especializada ao produtor independente. Por meio de relevantes parcerias institucionais, apoia a participação do empresário brasileiro no mercado audiovisual internacional. In “Apex-Brasil” – Brasil

Poderá aceder á lista de todos os participantes internacionais aqui.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Moçambique - Mulheres moçambicanas empreendedoras nas artes e na cultura

Mais de meia centena de mulheres empreendedoras participaram na última sexta-feira, 6 de Outubro, na quarta edição do Lioness Lean in Breakfast, um evento que visa a partilha de experiências na área do empreendedorismo por parte de empresárias.



Esta edição teve como oradoras três mulheres que actuam em áreas que muitos desenvolvem, geralmente, nos tempos livres, nomeadamente fotografia, maquiagem e decoração de interiores.

Trata-se de Evandra Cossa, directora executiva da Ezee Money Mozambique, Daisy Mogne, fundadora da Daisy Mogne Studio, e Iria Marina, fotógrafa de retratos ambientais e de documentários.

As três oradoras falaram sobre o seu percurso e experiência no mundo empresarial, dos obstáculos e desafios que tiveram de enfrentar para se imporem, para além de interagir com as participantes e aspirantes a empreendedoras.

Conforme explicou Sasha Vieira, responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, a escolha destas áreas visa desconstruir a ideia de que não se pode empreender na arte e na cultura.

“É um mito pensar que os artistas não são empreendedores. É possível, sim, fazer negócio no sector das artes e cultura. Por isso convidámos mulheres que tiveram a coragem e ousadia de empreender nestas áreas e hoje são referências”, considerou Sasha Vieira.

No mesmo diapasão, Melanie Hawken, fundadora da Lionesses of Africa, organizadora do Lioness Lean, defendeu que um dos segredos do empreendedorismo, a par da persistência, é a paixão pelo que se faz.

“Quem ama o que faz dificilmente desiste. Luta pelo seu espaço e oportunidades no mercado, e vence. É assim que todos começaram”, acrescentou Melanie Hawken, que também se referiu à necessidade de se encorajar as adolescentes e jovens a apostarem no empreendedorismo.

“Temos de as ensinar a iniciar e gerir um negócio. O nosso desejo é ver muitas empresas dirigidas por mulheres a liderar o mercado, e isso é possível. As três mulheres que participaram nesta edição como oradoras são disso exemplo”, concluiu.

Durante o evento, uma das questões abordadas tinha a ver com os obstáculos que os empreendedores, no geral, enfrentam para se imporem no mercado, tendo sido apontado o acesso ao crédito como um deles.

Entretanto, no que diz ao empreendedorismo feminino, em particular, uma das oradoras, Daisy Mogne, elegeu a aceitação da mulher, por parte da sociedade, como um dos obstáculos.

“A nossa sociedade ainda olha para a mulher como o sexo fraco. Por isso é importante que a mulher empreendedora tenha o apoio e amparo da família e das pessoas que a rodeiam. A persistência também é importante”, considerou.

O evento, organizado pela Lionesses of Africa, uma rede com mais de 400 mil mulheres empresárias em 49 Países do continente africano, é patrocinado pelo Standard Bank e conta com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos e da Shell Moçambique. In “Fim de Semana” - Moçambique

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Câmara Agrícola Lusófona na feira SuperMinas Food Show 2017 em Belo Horizonte


A CAL convida empresas portuguesas do agroalimentar para uma das maiores feiras de distribuição alimentar do Brasil



A Câmara Agrícola Lusófona (CAL) está a dinamizar a participação de pequenas e médias empresas (PME) nacionais a estarem presentes no expositor de Portugal, naquele que é considerado como o evento mais completo do setor do retalho no Brasil, a feira SuperMinas Food Show 2017.

De 15 a 22 de outubro, em Belo Horizonte, na capital do Estado de Minas Gerais, a comitiva empresarial participante terá a oportunidade de expor os seus produtos numa feira que em 2016 teve mais de 54 mil profissionais do setor e que gerou um volume de negócios superior a 470 milhões de euros. Relativamente ao agronegócio, o Brasil importa 9.920 milhões de euros e de Portugal apena importa 287 milhões de euros, correspondendo a 3% do total. Os produtos que Portugal possui maior quota de mercado no Brasil são: carnes transformadas, vinho, pêras, bolachas e azeite.

Através desta ação pretende-se fortalecer as boas relações comerciais entre Portugal e Brasil, com especial relevância com o Estado de Minas Gerais, o qual se tem consolidado na economia brasileira como o terceiro maior PIB do país. Minas Gerais beneficia da sua posição geoestratégica, encontrando-se delimitado por seis estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, constituindo-se assim como uma porta de entrada para os mercados adjacentes.

O potencial de exportação português é elevado, considerando o valor total de importações agoralimentares do estado de 441 milhões tendo Portugal apenas uma quota de mercado de 1%, o que corresponde a 4,1 milhões de euros. Os principais produtos que Portugal exporta para o estado mineiro os produtos oleaginosos, bebidas, pescado e frutas, cujas quotas no estado são 9,4%, 7,9%, 5,5% e 2%, respetivamente.

Ao longo da missão, os participantes terão acesso a um programa que possui uma abordagem transversal no agronegócio, proporcionando contactos com diversas entidades de relevo, privilegiando-se a criação contactos comerciais.

Esta é uma iniciativa que se insere no âmbito Projeto de Internacionalização Agronegócio CPLP 2017/2018, cofinanciado pela União Europeia através do Portugal 2020 e Compete 2020.

As inscrições são limitadas, podendo ser efetuadas pela seguinte ligação: aqui

O programa poderá ser acedido: aqui

Para mais informações: aqui

Sobre a CAL:

A CAL – Câmara Agrícola Lusófona é uma associação empresarial sem fins lucrativos que está presente em todos os países da CPLP, promovendo a divulgação do agronegócio, em território nacional e internacional, com particular ênfase nos países de língua portuguesa.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Macau - Celebrar Pessanha, a poesia e a criatividade

O edifício do Antigo Tribunal vai ser palco, no início de Setembro, de um evento que reúne conferências, exposições e lançamentos de livros em celebração dos 150 anos do nascimento de Camilo Pessanha. Carlos Morais José, o organizador, pretende que o evento se paute por uma componente “literária e artística”, não apenas para celebrar o “mais ilustre português que passou por Macau” mas também para fomentar novos talentos



O Edifício do Antigo Tribunal será palco do evento “Camilo Pessanha – 150 anos”, uma comemoração do escritor português que viveu e morreu em Macau. “A opção aqui foi fazer uma celebração com uma componente mais literária e artística, portanto, menos académica, até porque vai haver um congresso sobre Camilo Pessanha organizado pelo Instituto Politécnico de Macau que vai focar-se nessa componente”, explicou Carlos Morais José, director do jornal Hoje Macau, organizador do evento, ao Jornal Tribuna de Macau.

Para tal, foram convidados escritores e artistas plásticos. “Vêm escritores como Amélia Vieira, António Cabrita, Paulo José Miranda, Valério Romão, António de Castro Caeiro, António Falcão e Pedro Barreiros”, indicou o mesmo responsável, frisando que todos abordarão questões diferentes relacionadas com o autor em destaque.

Além disso, serão lançadas várias obras. “Vamos começar no dia 31, no Consulado-geral de Portugal, com o lançamento de uma nova edição da “Clepsidra” de Camilo Pessanha, em português e, no dia seguinte, dia 1, vamos ter o lançamento da “Clepsidra”, em chinês, já no Antigo Tribunal”, explicou Carlos Morais José. “Depois vamos lançar mais livros que são “O Exorcismo”, de José Drummond, “Abril”, de Amélia Vieira e “Karadeniz - Entrevista com um Assassino”, de Paulo José Miranda”.

“Estas pessoas vêm cá e entendo que ao celebrarmos Camilo Pessanha devemos também celebrar a poesia e a criatividade e não estarmos só a falar do passado porque também interessa que as celebrações sejam um pretexto para a erupção de novos talentos e novos livros”. “Interessa-me não só falar de Camilo Pessanha mas que ele seja uma inspiração para hoje em vez de ser remetido para o passado”, defendeu o organizador indicando que será ainda lançada uma nova obra de Rui Cascais intitulada “Returning Home Dirty With Light” e o livro “Morri”, de António Falcão.

Apesar de se afastar do campo académico, a iniciativa inclui conferências que “são sobretudo sobre poesia e literatura”. “As pessoas não se vão cingir a Camilo Pessanha, vão ultrapassar isso e vamos falar da questão da literatura hoje”, sublinhou Carlos Morais José.

Por outro lado, o evento inclui várias exposições. “Existe uma exposição colectiva de artes plásticas” subordinada ao tema “Pessanha – A última fronteira” e haverá uma mostra de fotografia de António Falcão que se chama “Cleptocronos”, além de uma mostra no Instituto Português do Oriente também subordinada ao escritor, que vem do Camões – Instituto de Cooperação e Língua, em Portugal.

O evento inclui ainda uma visita à campa do autor. “No dia 7 [de Setembro], exactamente data do aniversário de Camilo Pessanha, vamos fazer uma romagem ao Cemitério pela manhã, seguida de um almoço com a família sobrevivente de Camilo Pessanha, com o apoio da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) porque eles são sócios”.

No mesmo dia decorre a sessão de encerramento, às 18:30, no Antigo Tribunal, e um jantar de gala na Residência Consular.

No campo artístico, está ainda a ser preparada uma exposição chamada “Macau no tempo de Camilo Pessanha:1894 – 1926”, com o apoio e patrocínio da Associação de Promoção da Instrução dos Macaenses. Por outro lado, o Largo do Senado, o Jardim Triangular e o Albergue da Santa Casa da Misericórdia vão ser a “casa” de três esculturas assinadas por Carlos Marreiros.

A integração de outros tipos de arte além da literatura no evento dedicado a Camilo Pessanha faz sentido, entende Carlos Morais José, quanto mais não seja porque “a literatura e a pintura sempre estiveram juntas”. “Existe um manancial de obras de Pessanha que têm inspirado bastantes artistas. A literatura e a pintura são muito próximas”, frisou o organizador.

Além disso, a vinda de mais artistas dá “uma dimensão maior às próprias celebrações porque Camilo Pessanha merece que se faça isto”. “Enquanto cidadãos de Macau temos algum dever de lembrar estas figuras que nos antecederam e Camilo Pessanha é talvez o mais ilustre português que alguma vez passou por Macau”, defendeu Carlos Morais José. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Sobre o evento “Camilo Pessanha – 150 anos” poderá aceder a mais informação no jornal Hoje Macau


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Moçambique - Lioness Lean um espaço para a mulher se afirmar

A Incubadora de Negócios do Standard Bank acolheu, recentemente, dois eventos de negócios para mulheres, com vista à partilha de experiências e estabelecimento de parcerias no ramo empresarial.
Denominados Lioness Lean, os dois eventos, organizados em parceria com a Shell e a Embaixada do Reino dos Países Baixos, visam a criação de uma rede de empreendedoras e coordenação de esforços para que as mulheres contribuam, de forma sistematizada, na geração de riqueza e crescimento económico do País.
O primeiro evento foi destinado a empresárias estabelecidas e em fase de iniciação de negócios, e o segundo concebido para estudantes universitárias sem nenhuma experiência empresarial por forma a despertá-las para o mundo dos negócios.
Os eventos contaram com a participação de mais de 180 mulheres, entre empresárias e estudantes, e tiveram como oradoras Filipa Carreira (fundadora e directora executiva da empresa social de alto impacto, Wamina) Mariana Agness (fundadora do estúdio floral requintado, House of Agness) e Eugénia Langa (fundadora da empresa especialista em procurement e logística, Nweba), que falaram sobre o seu percurso e partilharam as suas experiências na área empresarial.
No fim, a fundadora da Lionesses of Africa, Melanie Hawken, fez um balanço positivo e realçou a importância do Lioness Lean na promoção do empreendedorismo feminino. “Estes encontros têm resultado na criação de grandes empresas e marcas de renome, pois promovem a interacção entre as mulheres, o que tem concorrido para que, juntas, encontrem as melhores formas de ultrapassar diversos obstáculos através da partilha de histórias de empreendedoras já estabelecidas”.
Para Melanie Hawken, é importante que se aposte e se invista nas mulheres, que desempenham um papel importante na sociedade e na economia do País, daí que o Lioness Lean tem, também, a particularidade de promover a criação de redes de mulheres empreendedoras a nível do continente africano, o que permite a expansão e visibilidade das suas empresas e marcas.
Por seu turno, Sasha Vieira, responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, explicou que a aposta do banco em iniciativas ligadas ao empreendedorismo feminino surge da necessidade de se garantir que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, pois só assim é que se pode promover o crescimento inclusivo.
Segundo Sasha Vieira, “o Lioness Lean afigura-se como uma das formas de contribuir para o sucesso do empreendedorismo feminino, pois permite a interação entre as mulheres, a partilha de experiências e, acima de tudo, o estabelecimento de parcerias e a criação de redes de comércio que incluem fornecedores, clientes, entre outros intervenientes”.
Relativamente aos dois eventos, a responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank disse ter ficado impressionada com a interacção entre as oradoras e as participantes, e com o entusiasmo demonstrado pelas estudantes universitárias, para as quais olha como aspirantes a empreendedoras. “Tiveram abordagens interessantes e provaram estar com coragem e vontade de seguir em frente e concretizar as suas ideias”.
Instadas a tecer comentários acerca dos eventos, as participantes consideraram que os mesmos constituem um espaço de que a mulher já precisava para se afirmar. Francisca Noronha, estudante universitária e empreendedora, deu uma nota positiva ao Lioness Lean, “pois estamos num País em que as mulheres, apesar de constituírem a maioria da população, têm poucas oportunidades para empreender. Ou seja, ela é excluída. Por isso, esta iniciativa dá à mulher a oportunidade de ocupar o seu devido lugar na sociedade e de participar na vida económica do País”. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Moçambique - Reticências do Design em debate


O DESIGN Talk é uma plataforma física e digital para a promoção de debates, pesquisa, inovação e criatividade sobre Design em Moçambique, que pretende contribuir para a sua divulgação, dentro e fora do meio académico. O DESIGN Talk pretende tornar-se num dos primeiros espaços para discussão sobre o Design, partilhando experiências e conhecimentos de diferentes profissionais, nacionais e internacionais, em torno do Design local e mundial.

No dia 29 de Junho de 2017, pelas 16horas realiza-se o 1º debate sobre design, com o tema: “Reticências do Design em Moçambique”, com o objectivo de reflectir sobre o design feito em Moçambique. O evento é direccionado a designers, docentes, estudantes, apreciadores, curiosos, publicitários e profissionais de outras áreas ligadas.

São convidados a este debate Sérgio Langa e Cláudio Mangujo como oradores e Dinho Lima como moderador. As inscrições vão até 22 de Junho. Design Talk – Moçambique

Mais informações: designtalk.dt@gmail.com

quinta-feira, 4 de maio de 2017

UCCLA - Importantes eventos culturais no próximo dia 07 de Maio


O encerramento da exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas 2.01”, a divulgação do vencedor do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa e poesia Cabo-verdiana pelo grupo de Francisco Fragoso serão as iniciativas que a UCCLA vai organizar no dia 7 de maio, a partir das 17h30.


A exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas 2.01” - iniciativa da UCCLA e do Colectivo Multimédia Perve, que conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu Coleção Berardo - inaugurada a 21 de fevereiro, trouxe à UCCLA 150 obras de 63 importantes autores, oriundos de África (Angola, Cabo Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe), Península Ibérica (Portugal e Espanha) e continente americano (Brasil, Chile, Argentina e Cuba).

O programa artístico desta exposição, da responsabilidade do curador Cabral Nunes, está organizado em três núcleos dedicados aos temas “Autoritarismo, Ditames e Resistência”, “O Dealbar das Democracias” e “Presente Futuro”, por forma a refletir sobre os percursos e conexões que a arte, produzida num contexto Afro-Ibero-Americano, tem registado, em especial a que foi materializada a partir da década de 1940, até ao presente.


A 2.ª edição do Prémio Literário UCCLA: Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa é uma iniciativa conjunta da UCCLA, Editora A Bela e o Monstro e Movimento 2014, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Esta edição recebeu mais de meio milhar de obras candidatas, representando uma das maiores afluências em concursos literários no mundo da Lusofonia (apenas para autores que nunca editaram um livro de literatura).

As candidaturas apresentadas têm uma grande diversidade que vai para além dos países lusófonos, pois candidataram-se autores de Inglaterra, Holanda, Espanha, Argentina e Estados Unidos da América, com textos em Português.


Um recital de poesia cabo-verdiana pelo Grupo de Francisco Fragoso - pseudónimo de Kwame Kondé, artista representado na exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas 2.01” - acompanhará os eventos referidos. UCCLA



Morada
Avenida da Índia, n.º 110 - entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches - Lisboa

Como chegar
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W