Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Angola - Apoia criação de canal de televisão lusófono

A indicação foi dada pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, em entrevista à Euronews





O chefe da diplomacia angolana referiu que "a comunicação entre povos é fundamental, especialmente quando falam a mesma língua. Através dessa comunicação poderemos estar a par sobre o que cada um de nós faz e descobrir até oportunidades ou debilidades que podem ser depois objeto de empenho das autoridades e das respetivas sociedades civis para tornar a comunidade mais harmoniosa".

Em janeiro, a ideia de um canal de televisão lusófono foi referenciada pelo deputado português Jorge Lacão, à margem dos trabalhos da VIII Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), que decorreu na capital de Cabo Verde, Praia.

O canal lusófono, explicou, seria "partilhado pelos vários canais de televisão dos vários países, com uma dimensão à escala planetária".

A ambição da CPLP em criar um canal de televisão internacional já existe há pelo menos 12 anos, mas nunca saiu do papel. In “Plataforma” - Macau

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

São Tomé e Príncipe – Guarda Costeira e Marinha portuguesa retomam comunicação rádio

A primeira comunicação radio-HF (High Frequency) em fonia, entre a Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe e a Marinha portuguesa, interrompido há mais de 40 anos, realizou-se sexta-feira, às 13h45, hora de Lisboa.

Esta primeira comunicação, inserida no âmbito da missão de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, assinala o marco de funcionamento da estação de rádio “Almada Negreiros” da base operacional da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, explica um comunicado da Marinha.

“Esta capacidade constitui uma mais-valia para a coordenação de meios de busca e salvamento marítimo e para a coordenação das missões de vigilância patrulha nas águas são-tomenses e da região do Golfo da Guiné”, adianta o mesmo documento.

Mensagem em rádio tele-impressão

Foi igualmente realizada a primeira mensagem em rádio tele-impressão, recebida na estação “Almada Negreiros” a partir do Centro de Operações Marítimas da Marinha (COMAR).

Relembre-se que o navio reabastecedor “Bérrio” e a patrulha “Zaire” partiram para São Tomé e Príncipe no passado dia 3 de Janeiro. O “Bérrio” transportou a bordo diverso material e equipamentos que têm como objectivo principal capacitar e apoiar a Guarda Costeira de STP.

A equipa de instalação da Marinha Portuguesa concluiu na quinta-feira a montagem de duas antenas que permitem a partir de agora estabelecer comunicações rádio de voz cobrindo toda a Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe e comunicar directamente para Portugal.

Operações de mergulho

Simultaneamente, tem decorrido outras actividades levadas a cabo pela equipa de instalação do patrulha “Zaire”, nomeadamente a avaliação das condições de atracação no porto de Neves, na costa Norte da ilha, onde foram realizadas operações de mergulho, recolha de informação sobre as profundidades no local (sondagens), recolha de imagens e contactos com população local. João Borges – Portugal in “Agricultura e Mar Actual” 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Comunicação

“A Necessidade de uma Mídia Lusófona Global”

“Recentemente dois artigos no Jornal eletrônico galego “Portal galego da Língua” chamaram minha atenção sobre o caso de como é valorizado o galego – português no mundo. E dizer a cultura lusófona ou luso – galaica. Um dos artigos focava sua advertência sobre a grande injustiça que tem sofrido o Brasil – eu acrescentaria toda a Lusofonia – a respeito dos prêmios Nobel.

Em outras ocasiões diários como “El país” (de Espanha) na sua edição especial dos domingos dedicada a negócios tem incluído ao Brasil com um membro mais da cena Latino-americana, comparando o gigante sul Americano e 5ª potência econômica mundial, com países como o Uruguai, a Argentina ou o México... nos dias de hoje com muito menos poder regional e global.

Mesmo alguns autores têm falado abertamente dum Brasil onde espanhol e português vão da mão, quase que em um idílio próprio de um país bilíngue, esquecendo a crescente demanda do português na América do Sul, e no mundo... ou casos como os do Uruguai ou a Guiné Equatorial, onde o português tem categoria de língua oficial.

Porque então se estão a dar estes agravos?

Simplesmente porque ao invés do inglês ou, em menor medida do caso do espanhol, que já são línguas com poder global e presença a nível internacional; o português não está usufruindo do grande poder regional e global que países emergentes como o Brasil ou Angola, estão tendo no cenário atual.

Daí que falemos da necessária criação – para já – duma mídia global lusófona.

Parece mentira que Brasil ou Angola, mesmo Portugal, não tenham pesquisado já esta oportunidade. Uma mídia global lusofonia ofereceria imediatamente um aumento da presença e do poder global da cultura lusófona em todo o mundo.

Facilitaria o relacionamento entre países lusófonos e falantes desta área com o resto do mundo. Implementaria o acréscimo de valor nos PIB de cada país respectivo, subindo a percentagem percebida por receitas derivadas deste labor em empresas, direta ou indiretamente, relacionadas com a cultura e a língua.

Criaria a nível planetário uma marca de cultura no campo da música, literatura, arte, ciência e tecnologia, que proporcionaria mais desenvolvimento, maior número de parcerias e progressivo sucesso em todos estes campos do saber.

Relacionaria ao português com resto as línguas globais em pé de igualdade o qual ampliaria a demanda deste no mundo. Traria também novos insumos no labiríntico universo das tecnologias em rede, ajudando a criar relacionamentos muito interessantes, dentro e fora da lusofonia.

Em fim, muitos mais aspetos que em este artigo não daria espaço para especificar. Mas o mais importante faria dos países lusófonos e do campo lusófono um espaço aberto ao mundo, o qual daria a este espaço lusófono mais capacidade intervenção, relacionamento, criação de pensamento e pelo tanto influência a nível global.

Nada mais a acrescentar.

Aguardo agora potencias como Brasil, Portugal e Angola, darem esse passo decisivo para definitivamente colocar o poder global lusófono no lugar que lhe corresponde pelo peso específico que hoje já tem no mundo.” Artur Alonso – Galiza     in “Portal Galego da Língua”