Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 15 de julho de 2023

Curiosidades linguísticas entre o português de Portugal e do Brasil

Explorando as variações de vocabulário, expressões idiomáticas e pronúncia entre o português dos dois países, e como essas diferenças contribuem para a diversidade e vitalidade da língua portuguesa


A língua portuguesa é falada em diversos países ao redor do mundo, com algumas variações regionais e vocabulários específicos. Duas das variantes mais conhecidas são o português de Portugal e o português do Brasil. Embora ambas as formas sejam mutuamente compreensíveis, existem diferenças entre os termos utilizados em cada país.

Uma das principais distinções está na pronúncia. Embora a base fonética seja a mesma, existem diferenças na forma como as palavras são pronunciadas em Portugal e no Brasil. A pronúncia de certas letras, como o “s” e o “r”, pode variar entre os dois países. Além disso, o sotaque e a entonação também podem diferir, tornando evidente a distinção regional.

“É importante ressaltar que essas diferenças não são barreiras entre a língua, mas sim, características que enriquecem a língua portuguesa como um todo. A troca cultural e a exposição às diferentes variantes do idioma podem ampliar nossa compreensão e apreciação da diversidade linguística”, comenta Maurício Gonçalves, advogado especialista em imigração e nacionalidade portuguesa, que reside e atua em Portugal há mais de duas décadas.

No entanto, o profissional diz que, algumas vezes, pode haver certa dificuldade na compreensão da fala e que pode levar algum tempo para o ouvido se acostumar com o sotaque.

“Existem diferenças notáveis em termos de vocabulário e expressões idiomáticas. Essas distinções refletem as particularidades de cada região e contribuem para a riqueza e vitalidade da língua portuguesa como um todo. Alguns termos são exclusivos de Portugal, enquanto outros são mais comumente utilizados no Brasil”, enfatiza Maurício.

Por exemplo, em Portugal, utiliza-se a palavra “viatura” para se referir a um carro, enquanto no Brasil é mais comum usar o termo “carro” ou “veículo”.

Da mesma forma, no país luso, a palavra “esferovite” é utilizada para se referir ao material usado como isolante térmico e na fabricação de algumas embalagens, que no Brasil é usualmente chamado de “isopor”.

O especialista em imigração Maurício Gonçalves, da Cidadania Portuguesa, listou mais algumas diferenças:

Pastilha Elástica:

Em Portugal: Termo utilizado para se referir a goma de mascar, um doce mastigável e elástico que não se deve engolir.

No Brasil: Usa-se o termo “chiclete” para se referir a esta guloseima.

Diospiro:

Em Portugal: Refere-se à fruta que, no Brasil, é conhecida como caqui.

No Brasil: Mais conhecida como caqui, fruto alaranjado vinda de um caquizeiro.

Fita Cola:

Em Portugal: Significa fita durex, ou fita adesiva.

No Brasil: São chamados de “durex” pelos brasileiros.

Autoclismo:

Em Portugal: É atribuído ao dispositivo mecânico que assegura a limpeza dos sanitários por meio de um jato de água.

No Brasil: Utiliza-se, normalmente, a palavra “descarga” para se referir a tal dispositivo.

Sanita:

Em Portugal: O termo é usado para se referir ao sanitário.

No Brasil: O termo sanitário é bem mais utilizado entre os brasileiros. In “Mundo Lusíada” - Brasil



sábado, 2 de outubro de 2021

Galiza - O jurista Carlos Varela incorpora vocabulário jurídico de Portugal e Brasil

Incorporou termos e fórmulas de ditames de Portugal e Brasil relacionados com a covid para enriquecer o vocabulário jurídico

Há uns dias saltava a notícia, redigida por M. Varela em “La Voz de Galicia” sobre os parabéns com que o tribunal com sede em Madrid reconhecia o labor de Carlos Varela, da Promotoria Superior de Galiza, que leva anos a utilizar o galego no seu trabalho. Umha realidade, por agora, ainda extremamente minoritária no sistema judicial galego, que na maioria dos casos continua a utilizar o castelhano, tanto em processos na Galiza como nos ligados a tribunais do estado central, como o Supremo, que porém, conta com um departamento de traduçom.

O texto em particular, polo que o Tribunal supremo dava a razom ao governo galego na obriga de apresentar o passaporte covid para entrar em locais da hotelaria, incorporava termos de ditames ligados ao coronavírus noutros países da lusofonia, nomeadamente Portugal e Brasil. O jurista, originário do concelho do Carvalhinho e membro do Foro Peinador, explicava na notícia difundida em LVG que «Às vezes nom temos um vocabulário especializado em determinadas matérias, como no penal ou contencioso administrativo. Neste caso inspirei-me noutros tribunais, como os portugueses ou brasileiros».

A recuperaçom ou importaçom de vocabulário específico foi a fórmula que deu qualidade linguística ao texto jurídico, que usou para substituir decalques do castelhano, como «em conformidade com o disposto no artigo…» foi substituído polo formato português «ao abrigo do artigo…». Também expressons lusas, como «toque de recolher» em lugar de «toque de queda». Ambas propostas que contribuem para enriquecer a linguagem jurídica galega. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


domingo, 12 de outubro de 2014

Brasil - Lançamento do Vocabulário do Português Medieval

O Vocabulário do Português Medieval demorou 35 anos para ser preparado e publicado. Utilizado nos Reinos de Portugal e da Galiza, entre os séculos 13 e 15, a obra conta com 170 mil verbetes.

Na passada sexta-feira, 10 de outubro de 2014, foi um dia de suma importância para a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), aconteceu o lançamento do Vocabulário do Português Medieval.

A cerimônia ocorreu no auditório da FCRB e contou com a presença, entre outros, da ministra da Cultura, Marta Suplicy, Prof. Manolo Florentino, presidente da FCRB, historiador Renato Lessa, presidente da Biblioteca Nacional, embaixador Alberto da Costa e Silva e o embaixador de Portugal, Francisco Ribeiro Telles.

A Orquestra Barroca da UniRio abriu a solenidade com composições de Antonio Vivaldi e de Giovanni Batista Pergolesi. Em seguida a pesquisadora Ivette Savelli (Filologia/FCRB), coordenadora do léxico, traçou o histórico do projeto iniciado há 35 anos. A ministra Marta Suplicy lembrou que não havia publicações com essa densidade [sobre a origem da nossa língua: "Esperamos que a obra seja um ponto de demarcação para estudiosos da nossa língua e também de inspiração para outros países se debruçarem sobre suas próprias”, ressaltou a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

O presidente da Fundação, Manolo Florentino, grande incentivador da versão impressa, anunciou que a instituição pretende levar em breve o vocabulário vai para a web para consulta: "Será uma espécie de obra aberta para as próximas gerações".

Histórico:

O Vocabulário Histórico-Cronológico do Português Medieval (VPM) vem de janeiro de 1979, quando o lexicógrafo Antônio Geraldo da Cunha trouxe para o Setor de Filologia o projeto, no qual trabalhou, a princípio, um pequeno grupo de colaboradores sob sua orientação direta. A iniciativa era pioneira – trata-se do primeiro levantamento exaustivo do léxico da língua portuguesa nos séculos XIII, XIV e XV.

Mais adiante o apoio da Finep possibilitou a contratação de mais pesquisadores e auxiliares e dinamizou a elaboração da obra. No final de 1983 já se dispunha de um acervo de mais de 120 mil fichas com passagens abonatórias de vocábulos recolhidos em mais de uma centena de textos medievais, nos quais foi feito, sempre que possível, o levantamento integral do léxico. Em 1984, chegou a ser publicado um fascículo-amostra da obra, na tentativa de buscar parcerias que possibilitassem a publicação desse material de proporções gigantescas.

O fascículo despertou interesse na comunidade acadêmica, mas ficou claro que uma obra de tal porte exigiria um investimento bastante vultoso e um prazo longo para sua execução. O autor propôs então à Casa de Rui Barbosa um projeto alternativo, menos ambicioso, que poderia ser concluído em tempo razoável: era o Índice do Vocabulário do Português Medieval, do qual chegaram a ser publicados os três primeiros volumes, entre 1986 e 1994.

A partir de 1995, com apoio da Fundação Vitae e depois das Organizações Globo, o projeto, tal como fora originalmente concebido, chegou à era digital, sendo lançadas em CD-ROM duas versões. As fichas de papelão datilografadas, que ao longo dos anos foram tão úteis a inúmeros pesquisadores da comunidade acadêmica e científica nacional e internacional, tiveram sua merecida aposentadoria, substituídas por formas rápidas e eficientes de consulta e de atualização. Desde então, críticas e sugestões de especialistas possibilitaram o aperfeiçoamento da obra, expurgando-a de imperfeições decorrentes do fato de não termos podido contar até o final com a orientação firme e experiente de seu autor, falecido em 1999.

Em 2012, por sugestão da pesquisadora Flora Süssekind, chefe do Setor de Filologia da FCRB, o então presidente da instituição, Wanderley Guilherme dos Santos, tomou a iniciativa da publicação impressa. Ao assumir a presidência da Fundação, em fevereiro de 2013, o historiador Manolo Florentino concretizou a execução do projeto, viabilizando, finalmente, a versão impressa dos dois volumes (com cerca de 170.000 verbetes), que ora apresentamos, em edição revista, e que, sem sombra de dúvida, significa um importante passo para a lexicografia de língua portuguesa, daqui e de além-mar. Fundação Casa de Rui Barbosa - Brasil

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vocabulário

Vocabulário galego também no FLiP 9

Inclui léxicos do português de Angola, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste, além do Brasil e Portugal

Já está disponível o FLiP 9, o pacote de correctores e dicionários da Priberam. Inclui, como a versão anterior, vocabulário complementar da Galiza bem como do resto dos países lusófonos (além dos básicos do Brasil e Portugal).

Da Priberam já têm explicado que a incorporação dos léxicos complementares obedece a que «não fazia sentido que uma língua, com tantas variedades como o português, contasse apenas com duas [portuguesa e brasileira] contempladas nos correctores ortográficos».

No caso da Galiza diversos conteúdos diferenciais do português galego estão a ser acrescentados à língua comum através dos produtos desta empresa. A inclusão de Léxico da Galiza responde ao trabalho da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Galega da Língua Portuguesa, formalizado através do protocolo de cooperação assinado com a Priberam em 26 de abril de 2010.

De resto, relativamente ao FLiP 8, entre as melhorias que foram introduzidas nesta versão, destacam-se:

compatibilidade com o Microsoft Office 2013 / 365;

compatibilidade com o Windows 8 (o Windows RT – processadores ARM – não é suportado);

corrector ortográfico de sistema para o Windows 8 (permite usar o FLiP com qualquer aplicação para Windows 8 que use o corrector ortográfico do sistema);

nova versão da aplicação do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa;

compatibilidade com as versões mais recentes de programas como o Adobe InCopy e InDesign (CS6), o LibreOffice (4) e o OpenOffice;

milhares de novas palavras;

melhorias na hifenização;

correcção ortográfica e sintáctica melhorada.

In “Portal Galego da Língua” - Galiza