Angola e Portugal analisaram, segunda-feira, em Luanda, o Programa Estratégico de Cooperação 2023-2027, cuja vigência termina no próximo ano
A
análise foi feita durante um encontro entre o secretário de Estado para a
Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, e a
secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Ana
Isabel Xavier, informa uma nota do MIREX, enviada ao JA Online.
Na
ocasião, os dois diplomatas concordaram com o início dos trabalhos de avaliação
e balanço do actual programa, com vista à preparação e posterior negociação do
novo instrumento de cooperação.
A
retoma das Consultas Políticas entre os dois países, em 2027, mereceu
igualmente atenção, tendo a secretária de Estado, Ana Isabel Xavier, defendido
a sua realização como mecanismo de concertação e preparação das negociações do
próximo Programa Estratégico de Cooperação.
O
diálogo incidiu sobre o aprofundamento da cooperação político-diplomática,
económica e comercial entre Angola e Portugal, com particular atenção ao
incremento das trocas comerciais, às questões migratórias e consulares e à
concertação sobre matérias regionais e internacionais.
Ao
tomar a palavra, o secretário de Estado, Domingos Vieira Lopes defendeu uma
cooperação cada vez mais pragmática, assente em resultados concretos para os
dois países, e referiu que Angola atribui importância estratégica à parceria
com Portugal, alicerçada na história comum, no respeito mútuo e na confiança.
No
domínio económico, evocou a necessidade de maior envolvimento do sector
empresarial angolano em Portugal, e apelou maior atenção dos investidores
portugueses às potencialidades da economia angolana, tendo em conta os esforços
do país para a diversificação económica.
No
domínio da Educação, os dois Secretários de Estado debruçaram-se sobre os
projectos desenvolvidos pelo Instituto Camões em Angola.
A
cooperação multilateral e as questões de paz e segurança ocuparam também lugar
de destaque nas conversações.
A secretária
de Estado portuguesa agradeceu o apoio de Angola à candidatura de Portugal a
membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio
2027-2028, que culminou na eleição do país à primeira volta, com o melhor
resultado da sua história.
Referiu
que a prevenção, através do reforço da diplomacia preventiva e da antecipação
de crises, representa um dos eixos prioritários da actuação portuguesa no
Conselho de Segurança.
Neste
sentido, manifestou o interesse de Portugal em contar com a experiência e a
colaboração de Angola, tendo em conta o papel do país nos esforços de promoção
da paz e da estabilidade no continente africano. In “Jornal
de Angola” - Angola

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