Com o fim da produção de Bayu-Undan e a crescente dependência do Fundo Petrolífero, o economista e investigador Guteriano Neves alerta para os riscos de manter um modelo económico assente nas receitas do petróleo. No livro Dependência do Petróleo: Bênção ou Maldição?, defende uma transição baseada na diversificação económica, no reforço do setor privado e numa utilização mais estratégica dos recursos públicos
Durante
mais de duas décadas, o petróleo esteve no centro da economia de Timor-Leste.
As receitas provenientes dos recursos petrolíferos permitiram financiar o
Estado, construir infraestruturas, apoiar serviços públicos e criar o Fundo
Petrolífero, que se tornou um dos principais pilares das finanças públicas do
país.
Com o
fim da produção de Bayu-Undan, em junho de 2025, Timor-Leste entrou numa nova
etapa. A questão já não é apenas quanto petróleo ainda existe, mas sobretudo
como construir uma economia capaz de crescer, criar emprego e melhorar as
condições de vida da população sem depender estruturalmente das receitas
petrolíferas.
É
neste contexto que Guteriano Neves, escritor, investigador e economista, lançou
o livro Dependência do Petróleo: Bênção ou Maldição?, no sábado, 26 de
setembro, na Galeria Memória Viva, no Farol, em Díli.
Com
mais de duas décadas de investigação e acompanhamento das políticas económicas,
petrolíferas e de finanças públicas de Timor-Leste, Guteriano Neves apresenta
uma análise crítica sobre os efeitos da dependência petrolífera no
desenvolvimento do país.
Nesta
entrevista exclusiva ao Diligente, Guteriano Neves fala sobre as razões que o
levaram a escrever o livro, os limites da diversificação económica, a gestão
das receitas petrolíferas, o futuro do Fundo Petrolífero, o papel do setor
privado e os desafios colocados pelo Greater Sunrise.
Leia a
entrevista a Guteriano Neves na integra aqui. Rilijanto Viana – Timor-Leste
in
“Diligente”

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