O país é terreno fértil para cibercriminosos. A elevada detenção de botnets está relacionada com as vulnerabilidades técnicas ou falta de segurança no ciberespaço e baixa literacia. Angola funciona como um terreno fértil para os cibercriminosos, que usam os equipamentos cibernéticos como armas para atacar outras economias
Angola
lidera a lista dos países africanos com maiores índices de detecção de botnets,
ou seja, redes de dispositivos ligados à internet (como computadores,
telemóveis, routers ou aparelhos de IoT) controlados à distância por
criminosos, revela o relatório de Avaliação das Ciberameaças em África 2026 da
Interpol, com base em dados de 36 países do continente.
As botnets
são redes de equipamentos electrónicos controlados por cibercriminosos através
de malware (software malicioso) e servem, muitas vezes, como um
importante meio de propagação de ransomware, ataques que sequestram os
ficheiros ou o sistema de uma vítima através de encriptação, exigindo o
pagamento de um resgate para devolver o acesso. Os dados do relatório de
avaliação resultam de um inquérito a 36 países, cruzado com telemetria de
empresas privadas de segurança no espaço digital como Fortinet, Shadowserver,
TrendAI e outras.
Os
dados de botnet baseiam-se na telemetria do FortiGuard Labs (laboratório
global de investigação de ameaças no ciberespaço). Angola tem o maior índice
entre os 36 países, com 38% das detecções registadas nos países analisados pela
Interpol. Esta percentagem corresponde às detecções registadas por sensores do
laboratório e não à percentagem de dispositivos infectados, ou seja, representa
o volume de comunicações maliciosas captadas.
Esta
elevada detecção de botnets revela vulnerabilidades técnicas ou falta de
segurança no ambiente digital, onde proliferam dispositivos IoT inseguros,
equipamentos electrónicos como câmaras de segurança e routers ligados à
internet com palavras-passe de origem ou firmware desactualizado, bem
como sistemas operativos piratas ou obsoletos e o fraco uso de ferramentas de
protecção básicas, como antivírus e firewall (barreira de protecção), o
que acontece um pouco nos vários organismos públicos... In “Expansão”
- Angola

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