A Presidente da República interina de Cabo Verde afirmou sábado, durante um encontro de escritores de língua portuguesa, na Praia, que a comunidade lusófona tem “razões legítimas” para aspirar ao reconhecimento do português como língua oficial das Nações Unidas
Janira
Hopffer Almada falava na sessão de encerramento do XIV Encontro de Escritores
de Língua Portuguesa, promovido pela União das Cidades Capitais de Língua
Portuguesa (UCCLA) e a Câmara Municipal da Praia, e que decorreu desde
quinta-feira até sábado na capital cabo-verdiana.
“Tal
aspiração encontra fundamento não apenas na dimensão demográfica dos seus
falantes, mas também na relevância crescente dos países que integram a
comunidade de língua portuguesa e no contributo que estes oferecem para o
diálogo intercultural, para a paz, para a cooperação internacional e para o
desenvolvimento sustentável”, disse.
Para
Janira Hopffer Almada, é fundamental o reforço da presença da língua portuguesa
nos domínios da ciência, da investigação, da inovação tecnológica e da produção
académica”.
A
língua portuguesa como elemento de adaptação num mundo em mudança foi o tema
deste encontro de escritores, que contou com a participação de autores de
Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal,
São Tomé e Príncipe. Timor-Leste está representado pelo ministro da
Administração estatal, Tomás do Rosário Cabral.
Para a
secretária-geral adjunta da UCCLA, Paula Leal da Silva, o encontro que hoje
terminou resultou num “conjunto inovador e interessante”.
A
embaixadora congratulou-se também com a disponibilidade de Timor-Leste em
acolher a próxima edição deste encontro de escritores, comunicada durante o
mesmo pelo ministro da Administração Estatal, Tomás do Rosário Cabral,
sublinhando que na cidade da Praia os participantes de vários países têm-se
sentido “verdadeiramente em casa”.
E
prometeu repensar o Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa: Novos
Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, cuja análise foi hoje o tema do
último painel do encontro, antes do encerramento do evento.
Segundo
o assessor cultural da UCCLA, Manuel Sousa Guedes, o valor monetário, que
atualmente se situa nos 3000 euros, vai aumentar para 5000 euros.
O
prémio da edição deste ano foi atribuído ao indigenista ítalo-brasileiro
Ricardo Rao, pelo livro Antologia Brutalista. In “Bom
dia Europa” - Luxemburgo

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