Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 18 de outubro de 2026

Pamplona, 1978










Vamos aprender português, cantando

 

Pamplona, 1978

 

De olhos azuis transparentes

brava e firme como a terra

vinda de longe, de trás da serra

mãe das mães da minha gente

 

Fugiu em noite violenta

prisão aberta sem grades

para longe de estranhas verdades

fugiu de maior tormenta

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

São olhos azuis de dor

que de mim andam cientes

esses olhos transparentes

são estrelas brilhantes d’amor

 

tem rugas que contam vidas

a sua a de outros também

mãe da minha mãe

mulher sem medo das feridas

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

Sangue do meu corpo

da minha história a raiz

e por cada cicatriz

um rumo pra outro porto

 

Diana Vilarinho - Portugal

Composição:

(Letra) Diana Vilarinho – Portugal

(Música) André Santos - Portugal 


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