Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Brasil - Do suicídio eleitoral à dinastia Bolsonaro

Se Lula não conseguir o apoio popular necessário no Segundo Turno, dia 25, o país ficará em mãos de uma família, a família Bolsonaro. Podemos dizer em mãos ou nas mãos de uma dinastia. A Dinastia Bolsonaro.

Dinastia quer dizer um regime político onde o poder passa de um parente para outro, de pai para filho, para esposa, depois para o irmão, etc.

Por exemplo, na Nicarágua, a família Somoza governou mais de 40 anos. O pai Anastácio passou para os filhos Luís e Anastácio. Outros exemplos: a família Duvalier no Haiti, a família Trujillo na República Dominicana. A família Assad, na Síria, e a família Heydar Aliyev no Azerbaijão. Mas há também a dinastia Kim, na Coreia do Norte. E sem querer magoar meus companheiros, havia a dinastia Castro em Cuba.

O já quase presidente Flávio Rachadinha promete acabar com a reeleição. Excelente! Mas que em lugar de 4 anos, o presidente terá 5 anos. Assim, todo mundo pode bater palmas, Flávio não irá pleitear reeleição, mas como os Bolsonaro formam uma dinastia, é quase certo que, em 2031, se o Brasil não tiver virado uma ditadura, que o candidato à sua sucessão será...

Será quem? Ora, ninguém precisa ser profeta - o candidato para suceder a Flávio será Jair Bolsonaro,o retorno do pai, com eleição garantida pelas orações dos evangélicos.

Com uma grande decepção para o governador Tarcísio de Freitas, cuja reeleição não lhe garantirá a presidência. E por um defeito, impossível de corrigir, Tarcísio é de Freitas e não tem o sobrenome Bolsonaro, ou seja, não pertence à Dinastia.

Coitado do Tarcísio? Nem tanto, coitado dos pobres evangélicos aos quais será garantido, sem recibo, o céu, depois de uma vida bem dura, já acostumados a viver sem o SUS, com aposentadoria reduzida, sem universidades e sem ginásios gratuitos para seus filhos e sem as cotas, mas que continuarão a votar num dos Santos Bolsonaros.

Feliz domingo 25 de outubro, será o que estou chamando dia do Suicídio Eleitoral. Rui Martins - Suíça

 

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