Se
Lula não conseguir o apoio popular necessário no Segundo Turno, dia 25, o país
ficará em mãos de uma família, a família Bolsonaro. Podemos dizer em mãos ou
nas mãos de uma dinastia. A Dinastia Bolsonaro.
Dinastia
quer dizer um regime político onde o poder passa de um parente para outro, de
pai para filho, para esposa, depois para o irmão, etc.
Por
exemplo, na Nicarágua, a família Somoza governou mais de 40 anos. O pai
Anastácio passou para os filhos Luís e Anastácio. Outros exemplos: a família
Duvalier no Haiti, a família Trujillo na República Dominicana. A família Assad,
na Síria, e a família Heydar Aliyev no Azerbaijão. Mas há também a dinastia
Kim, na Coreia do Norte. E sem querer magoar meus companheiros, havia a
dinastia Castro em Cuba.
O já
quase presidente Flávio Rachadinha promete acabar com a reeleição. Excelente!
Mas que em lugar de 4 anos, o presidente terá 5 anos. Assim, todo mundo pode
bater palmas, Flávio não irá pleitear reeleição, mas como os Bolsonaro formam
uma dinastia, é quase certo que, em 2031, se o Brasil não tiver virado uma
ditadura, que o candidato à sua sucessão será...
Será
quem? Ora, ninguém precisa ser profeta - o candidato para suceder a Flávio será
Jair Bolsonaro,o retorno do pai, com eleição garantida pelas orações dos
evangélicos.
Com
uma grande decepção para o governador Tarcísio de Freitas, cuja reeleição não
lhe garantirá a presidência. E por um defeito, impossível de corrigir, Tarcísio
é de Freitas e não tem o sobrenome Bolsonaro, ou seja, não pertence à Dinastia.
Coitado
do Tarcísio? Nem tanto, coitado dos pobres evangélicos aos quais será
garantido, sem recibo, o céu, depois de uma vida bem dura, já acostumados a
viver sem o SUS, com aposentadoria reduzida, sem universidades e sem ginásios
gratuitos para seus filhos e sem as cotas, mas que continuarão a votar num dos
Santos Bolsonaros.
Feliz
domingo 25 de outubro, será o que estou chamando dia do Suicídio Eleitoral. Rui
Martins - Suíça

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